Novena e Festa de São Francisco de Assis

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19 de setembro de 2018

A Paróquia São Francisco de Assis, no Setor Pastoral Catedral, celebra o padroeiro com novena preparatória e missas. Os festejos terão início no dia 22 de setembro, com a missa em honra a São Francisco das Chagas, às 12h e às 14h, e tarde de prêmios.

A novena preparatória será de 25 de setembro a 3 de outubro, de terça-feira a sábado, às 15h; aos domingos às 10h30, e às segundas-feiras, às 12h. A procissão com a imagem de São Francisco será no dia 30, às 9h30, saindo do Mosteiro de São Bento e terminando na Igreja de São Francisco, com missa às 10h30.

No dia do padroeiro, 4 de outubro, haverá celebrações eucarísticas às 7h30, 9h, 10h30, 12h, 13h30, 15h, 16h30 e 18h, sendo que às 9h haverá a abertura da exposição “Relíquias Franciscanas” e, durante todo o dia, a bênção dos animais.

A Paróquia São Francisco de Assis fica no Largo São Francisco, 133, na Sé. Outras informações pelo telefone (11) 3291-2400

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Festa de Santa Teresinha

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19 de setembro de 2018

A Paróquia Santa Teresinha, no Setor Pastoral Santa Cecília, comemora a festa da padroeira com novena preparatória e missas festivas, a partir do tema “Santa Teresinha encoraja-nos no caminho da santidade”, e lema “A santidade é a face mais bela da Igreja (Papa Francisco)”

Será dos dias 22 a 30, de segunda-feira a sexta-feira, às 19h; aos sábados, às 15h30, e aos domingos, às 18h.

No dia da Festa de Santa Teresinha, 1º de outubro, haverá missas às 7h30, 9h, 12h, 15h30 (presidida por Dom Eduardo Vieira dos Santos, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Sé) e às 19h.

A Paróquia Santa Teresinha está localizada na Rua Maranhão, 617, Higienópolis. Mais informações pelo telefone (11) 3660-1220.

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Devotos festejam a padroeira da Paróquia Nossa Senhora das Dores

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19 de setembro de 2018

Entre os dias 6 e 14, festejou-se o setenário de Nossa Senhora das Dores. Em cada dia, foi recordada e rezada uma das dores da Virgem Gloriosa. Já na solenidade da padroeira, no sábado, 15, houve missas às 10h, 15h e 18h, seguidas da tradicional quermesse com fogazza, vários salgados, bolos, doces, feira de artesanato e show de prêmios.

No domingo, 16, aconteceu a procissão em ruas próximas à igreja-matriz, e, às 10h, a missa solene, presidida por Dom José Roberto Fortes Palau, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Ipiranga. Logo após, houve o tradicional almoço de Nossa Senhora das Dores. Homenagear a padroeira significa, para os fiéis, celebrar sua compaixão, piedade e as sete dores de Maria, cujo ponto mais alto se deu no momento da crucificação de Jesus.

A devoção a Nossa Senhora das Dores possui fundamentos bíblicos, pois é na Palavra de Deus que são encontradas as sete dores de Maria: o velho Simeão, que profetiza a lança que transpassaria (de dor) o seu Coração Imaculado; a fuga para o Egito; a perda do Menino Jesus em Jerusalém; o encontro com Jesus no caminho do Calvário; a presença de Maria junto à Cruz de Jesus; Maria que recebe Jesus em seus braços; e que deposita Jesus no sepulcro.

A Igreja não recorda as dores de Nossa Senhora somente pelo sofrimento em si, mas também porque, pelas dores oferecidas, a Santíssima Virgem participou ativamente da Redenção de Cristo. Dessa forma, Maria, imagem da Igreja, aponta para uma nova vida, que não significa ausência de sofrimentos, mas, sim, oblação de si para uma civilização do amor.

(Com informações da Pascom da Paróquia Nossa Senhora das Dores)

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Dom Eduardo preside missa na festa de Santa Ifigênia

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20 de setembro de 2018

No sábado, 15, por ocasião da festa de Santa Ifigênia, Co Padroeira, da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, Dom Eduardo Vieira dos Santos, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, na Região Episcopal Sé, celebrou missa que marcou as comemorações. A santa eucaristia foi concelebrada pelo Padre Ruy Barbosa mendes de Morais, SSS.

Os festejos começaram no dia 13 e seguem até o dia 22. Do dia 13 a 21, às 17h45, os paroquianos se reúnem para a tradicional novena preparatória, às 18h50, missa e às 20h noite cultural. Todos os dias, barracas com comidas típicas e atrações compõem as comemorações.

No sábado, 22, data de encerramento da festa, às 18h50 haverá missa em honra a Santa Ifigênia e às 20h, benção do bolo.

SANTA IFIGÊNIA, ROGAI POR NÓS!

A Princesa Ifigênia, filha dos Reis Eggipus e Eufenisa, de Noba, um pequeno reino da Etiópia, que até a chegada de São Mateus Evangelista, oito anos após Ascenção de Jesus Cristo, vivia de maneira inteiramente pagã.

Mesmo com a forte repressão dos sacerdotes pagãos da época, que ao verem a fé em Jesus se espalhar, pelo testemunho de São Mateus e de Ifigênia, começaram a caluniar sobre seus ensinamentos e afirmaram que a jovem deveria ser oferecida em sacrífico, como uma forma de desculpas, por meio de um “incêndio sagrado”.

Quando chegou o dia de sua morte, ela confiou sua vida a Deus e enquanto as chamas subiam, invocou com voz alta o nome de Jesus. Nesse momento, um anjo lhe apareceu e lhe tirou do lugar aonde seria assassinada.

O povo passou a crer nas palavras de São Mateus e a Princesa tornou-se uma das responsáveis pela expansão da fé no Palácio Real e no país. A tradição conta, que Ifigênia recebeu uma revelação divina, dizendo que ela deveria servir a Deus com a contrução de um local que acolhesse um “exército de virgens”, muitas mulheres creram e a seguiram.

As grandes provações da Princesa começaram após a morte de seus pais. Príncipe Hirtaco, seu tio, alegando que ofereceria a São Mateus metade do reino, caso Ifigênia aceitasse se casar com ele. Obediente a Deus, ela recusou o pedido. Hirtaco, ordenou então, que São Mateus fosse morto e que a casa em que ela e as outras viagens moravam fosse incendiada. Elas, porém, clamaram a Deus e o fogo não só deixou de atingir a casa, como passou a queimar o Palácio de Hirtaco, que fugiu. 

Antes de morrer, Santa Ifigênia, novamente, recebeu um chamado de Deus afirmando que ela deveria se desfazer de todos os seus bens, e foi o que fez. No dia de sua morte, espalhou-se um suave perfume pelo convento.

Santa Efigênia é proclamada como protetora contra incêndios, como padroeira dos militares e como auxiliadora daqueles que buscam adquirir moradia. Sua festa é comemorada em 21 de setembro, mesmo data em que se celebra o dia de São Mateus.

A PARÓQUIA

Inaugurada na década de 70, é uma das capelas mais antigas de São Paulo, foi dedicada desde o início à Nossa Senhora da Conceição, e também a primeira Igreja edificada no Anhangabaú. Um ano após uma demolição, que ocorreu em 1794, o novo templo recebeu a primeira missa, porém, só foi elevada como paróquia Nossa Senhora da Conceição de Santa Ifigênia em 21 de abril de 1809.

Cem anos depois, em 1908, uma nova demolição marca a história da paróquia, que durante 1930 a 1954, foi usada como Catedral Provisória de São Paulo. O Papa Pio XII a elevou Basílica Menor em 1958.

Presente no Setor Pastoral Catedral, na Região Episcopal Sé, a Paróquia tem hoje o Padre Antônio Ruy Barbosa Mendes de Moraes, como Pároco e Padre José Regivaldo dos Santos, como Vigário. Ela é situada na Rua Santa Ifigênia, 30, Santa Efigênia.

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Fiéis festejam o dia de Santa Mônica

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05 de setembro de 2018

Em 27 de agosto, os fiéis da Paróquia Santa Mônica, no Jardim Santa Mônica, Setor Pastoral Pirituba, celebraram a memória litúrgica da Santa, participando da missa festiva presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, e que teve entre os concelebrantes o Padre Flavio Heliton, Pároco, com a participação do Diácono André Iasz.

Durante a celebração, Dom Odilo realizou a bênção da nova Capela do Santíssimo. Ao final, todos foram convidados para um coquetel no salão paroquial.

 

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Paróquia Nossa Senhora da Consolação festeja padroeira

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29 de agosto de 2018

A Paróquia Nossa Senhora da Consolação, no Setor Pastoral Santa Cecília, está festejando a padroeira com novena preparatória, procissão e missas solenes. 

A novena preparatória iniciou no dia 24 e ocorrerá até o dia 1º de setembro. Durante a semana, inicia-se com o terço mariano, às 18h30, seguido da Santa Missa, às 19h. Nos fins de semana, a novena tem início às 18h. Dom Eduardo Vieira dos Santos, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Sé, encerrará a Novena Preparatória com a missa solene, no dia 1º de setembro.

No dia da padroeira, 2 de setembro, haverá missas festivas às 10h, com a procissão pelas ruas do bairro, e às 18h, com a Dedicação da Igreja e do Altar, presidida pelo Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo.

A Paróquia Nossa Senhora da Consolação está localizada na Rua da Consolação, 585, Consolação, próximo da Estação República do Metrô.

Para mais informações:

Telefone: (11) 3256-5356, ou pelo Facebook: Igreja da Consolação

(Com informações da Paróquia Nossa Senhora da Consolação)
 

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Paróquia Santo Inácio de Loiola celebra Festa de Nossa Senhora do Mar

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22 de agosto de 2018

No domingo, 19, dia em que a Igreja no Brasil celebra a solenidade da Assunção de Maria, a Paróquia Santo Inácio, do Setor Pastoral Paraíso, festejou Nossa Senhora do Mar, uma tradição de 77 anos. A devoção foi trazida por imigrantes italianos da cidade Santa Maria de Castellabate, quando aqui chegaram em São Paulo.

A festa foi preparada por um tríduo. Houve a procissão, com as imagens de Nossa Senhora do Mar e Santo Inácio de Loiola. O evento contou com a presença da CET, Polícia Militar, e a Marinha e da Banda marcial Colégio Marquês de Monte Alegre. As crianças da catequese também estiveram presentes e o povo participou em bom número. 

Após a procissão, uma missa foi presidida pelo Padre Mário Pizetta, SSP, Pároco, e concelebrada pelo Padre Rodrigo Dionísio, capelão da Marinha. No final da celebração, houve a coroação do Menino Jesus e de Nossa Senhora.

(Com informações do Padre Mário Pizetta, SSP)
 

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Papa Francisco: glória e cruz sejam inseparáveis

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29 de junho de 2018

O Santo Padre presidiu na manhã desta sexta-feira, 29, na Praça de São Pedro, à solene celebração Eucarística por ocasião da Solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo.

Durante a cerimônia, o Papa entregou os Pálios sagrados aos 30 Arcebispos Metropolitanos nomeados durante o último ano, entre os quais um brasileiro: Dom Airton José dos Santos, arcebispo de Mariana (MG).

 

Tu és o Messias

Em sua homilia, Francisco retomou a Tradição Apostólica, perene e sempre nova, que acende e revigora a alegria do Evangelho. E precisamente sobre o Evangelho de hoje, pôs em realce a pergunta que Jesus fez aos seus discípulos: “E vós, quem dizeis que Eu sou?”. Tomando a palavra, Pedro respondeu: “Tu és o Messias”, o Ungido, o Consagrado de Deus. E o Papa disse:

“Muito me apraz saber que foi o Pai a inspirar esta resposta a Pedro, que via como Jesus “ungia” seu povo. Jesus, o Ungido que caminha, de aldeia em aldeia, com o único desejo de salvar e aliviar quem estava perdido: ungia os mortos, os enfermos, as feridas, o penitente. Unge a esperança! Assim, todo pecador, derrotado, doente, pagão se sentiam membros amados da família de Deus”.

 

Ir a todos os cantos

Como Pedro, disse o Papa, também nós podemos confessar, com os nossos lábios e o coração, não só o que ouvimos, mas também a nossa experiência concreta de termos sido ressuscitados, socorridos, renovados, cumulados de esperança pela unção do Santo. E acrescentou:

“O Ungido de Deus leva o amor e a misericórdia do Pai até às extremas consequências. Este amor misericordioso exige ir a todos os cantos da vida e chegar a todos, ainda que pudesse colocar em perigo o próprio “nome”, as comodidades, a posição, o martírio”.

 

Tentação à espreita

Perante este anúncio tão inesperado, Pedro reage a ponto de se tornar pedra de tropeço no caminho do Messias e até ser chamado “Satanás”. Contemplar a vida de Pedro e a sua confissão, afirmou o Papa, significa reconhecer as tentações que acompanham a vida do discípulo. Como Pedro, como Igreja, seremos sempre tentados pelos “sussurros” do maligno, que poderão ser pedra de tropeço para a nossa missão:

“Quantas vezes sentimos a tentação de ser cristãos, mantendo uma prudente distância das chagas do Senhor! Jesus toca a miséria humana; convida-nos a estar com Ele e a tocar os sofrimentos dos outros. Confessar a fé, com a boca e o coração, exige identificar os “sussurros” do maligno; discernir e descobrir as “coberturas” pessoais e comunitárias, que nos mantêm à distância do drama humano real, impedindo-nos de entrar em contato com a sua existência concreta”.

 

Não separar a glória da cruz

Jesus, frisou Francisco, sem separar a cruz da glória, quer resgatar seus discípulos e a sua Igreja dos triunfalismos vazios de amor, de serviço, de compaixão e de povo. Contemplar e seguir a Cristo exige deixar o nosso coração abrir-se ao Pai e a todos com quem Ele se identificou: Ele jamais abandona o seu povo! O Papa concluiu sua homilia, com a exortação:

“Confessemos com os nossos lábios e com o nosso coração que Jesus Cristo é o Senhor! Este é o nosso canto, que somos convidados a entoar todos os dias. Com a simplicidade, a certeza e a alegria de saber que a Igreja não brilha com luz própria, mas com a de Cristo: 'Já não sou eu que vivo, mas Cristo vive em mim'.”

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Festa de Santos Reis: tempo de romper o isolamento e celebrar a amizade, o encontro e a fé

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09 de janeiro de 2018

A Folia de Reis, também chamada de Reisado ou Festa de Santo Reis, é uma festa popular e tradicional brasileira. Ela possui um caráter cultural e religioso e ocorre no período de 24 de dezembro a 6 de janeiro (Dia de Reis ou Dia dos Três Reis Magos).

O bispo auxiliar de Porto Alegre (RS), dom Leomar Antônio Brustolin, disse em artigo, que nas festas dos Santos Reis, homens e mulheres, jovens e crianças saem pelas ruas cantando e visitando as casas, procurando romper com a rotina e opacidade dos dias, marcando o tempo e o lugar com a cultura do encontro, da amizade e da fé. Cantam, rezam, dançam e comemoram.

O Terno de Reis, diz o bispo, é um patrimônio imaterial da cultura brasileira, resultado da influência portuguesa e cristã, e traduz importantes dimensões que estão no imaginário da fé e da cultura das pessoas. Em 2017, o Conselho Estadual de Patrimônio de Minas Gerais declarou a Folia de Reis como Patrimônio Imaterial do Estado.

Dom Leomar lembra que após a festa do Natal, o Oriente e o Ocidente cristãos celebram, desde a antiguidade, a Epifania de Cristo. “A palavra epifania tem origem no termo grego “epiphaneia”, que significa manifestação. É a festa de Cristo, luz do mundo, que manifesta-se não apenas aos pastores de Belém, mas a toda humanidade, representada pelos magos”, disse.

O Evangelho de Mateus relata que magos vindos do Oriente procuravam o rei dos judeus, cujo nascimento fora anunciado a eles por uma estrela. Eles vêm de diferentes caminhos e anseiam pela criança divina. Representam o ser humano de diferentes raças e culturas, de diversas religiões e costumes e pretendem descobrir o mistério da vida. Eles não são mágicos, mas sábios que seguem as indicações das estrelas.

“Com os magos de outrora, é preciso aprender a ler os sinais de nosso tempo, perceber as luzes no caminho, reconhecer a Verdade que se manifesta humilde e generosa e, enfim, oferecer nossos presentes de vida, amor e doação. Afinal, a luz de Cristo continua iluminando os caminhos da humanidade, mas é preciso sair pelas estradas guiados pela estrela da fé”, finaliza.

História – A origem da folia de reis está associada a uma tradição cristã portuguesa e espanhola que foi trazida para o Brasil, provavelmente no século XIX. A Folia de Reis é celebrada na religião católica com o intuito de celebrar a visita dos três reis magos (Gaspar, Melchior – ou Belchior- e Baltazar) ao menino Jesus.

Ela é celebrada durante 12 dias desde 24 de dezembro (véspera do nascimento de Jesus) até o dia 06 de janeiro, quando os reis magos chegam a Belém. No momento que os reis magos avistaram no céu a Estrela de Belém, foram ao encontro de Jesus e levaram incenso, ouro e mirra. Por trás dos presentes levados havia uma simbologia: a realeza (ouro), a divindade ou a fé (incenso) e a imortalidade (mirra).

O Dia de Reis é celebrado dia 06 de janeiro, pois segundo a Bíblia foi nesse dia que eles encontraram Jesus. Marca também o momento em que as árvores, os presépios, os adornos e decorações natalinas são retirados. É comum os grupos visitarem as casas nesse dia, tocando músicas e dançando para celebrar o nascimento de Jesus e o encontro com os três reis magos. Em troca, as pessoas oferecem comidas e prendas.

Características – O grupo da folia de reis é formado pelo mestre ou embaixador, o contramestre, os três reis magos, os palhaços, os alfeires e os foliões. Além disso, ocorrem desfiles pelas ruas dos grupos dedicados ao festejo. Eles usam fantasias coloridas, tocam músicas típicas com diversos instrumentos (violas, reco-reco, tambores, acordeões, sanfonas, pandeiros, gaitas, etc.) e dançam.

Muitos fazem apresentações teatrais recitando versos. Geralmente após o desfile ocorre uma missa temática. Vale lembrar que em alguns locais o grupo é chamado de “Ternos de Reis”. Durante o dia, diversas barracas com comidas, bebidas, jogos e lembranças enchem as cidades com essa tradição.

Note que ela é comemorada segundo as tradições e particularidade de cada região do país. Ou seja, as comidas típicas, músicas, brincadeiras e danças variam consoante o local que ocorrem. No Brasil, a festa é celebrada em diversas regiões do país. Os Estados onde essa tradição está mais presente são: Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo e Goiás.

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“Não amemos com palavras, mas com obras”

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14 de novembro de 2017

Inspirado pelo Ano Santo da Misericórdia, o Papa Francisco instituiu, em 21 de novembro de 2016, por meio de uma carta apostólica, o “Dia Mundial dos Pobres”.

A festa será celebrada no penúltimo domingo do ano litúrgico.

“Intuí que, como mais um sinal concreto deste Ano Santo extraordinário, se deve celebrar em toda a Igreja, na ocorrência do XXXIII Domingo do Tempo Comum, o Dia Mundial dos Pobres”, escreveu Francisco, no documento ‘Misericórdia e mísera’, que encerrou o Jubileu.

O Pontífice declarou ser essa a “mais digna preparação para bem viver a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo”, para isso propõe-se a reflexão sobre o compromisso de ajudar os pobres

O I Dia Mundial dos Pobres será celebrado, neste ano de 2017, em 19 de novembro, com o tema: “Não amemos com palavras, mas com obras”

Em 13 de junho, Francisco escreveu uma mensagem para a primeira celebração da festividade:

 

MENSAGEM DO SANTO PADRE PARA O I DIA MUNDIAL DOS POBRES

         (XXXIII Domingo do Tempo Comum – 19 de novembro de 2017)

                   Tema: «Não amemos com palavras, mas com obras»

 

1. «Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a boca, mas com obras e com verdade» (1 Jo 3, 18). Estas palavras do apóstolo João exprimem um imperativo de que nenhum cristão pode prescindir. A importância do mandamento de Jesus, transmitido pelo «discípulo amado» até aos nossos dias, aparece ainda mais acentuada ao contrapor as palavras vazias, que frequentemente se encontram na nossa boca, às obras concretas, as únicas capazes de medir verdadeiramente o que valemos. O amor não admite álibis: quem pretende amar como Jesus amou, deve assumir o seu exemplo, sobretudo quando somos chamados a amar os pobres. Aliás, é bem conhecida a forma de amar do Filho de Deus, e João recorda-a com clareza. Assenta sobre duas colunas mestras: o primeiro a amar foi Deus (cf. 1 Jo 4, 10.19); e amou dando-Se totalmente, incluindo a própria vida (cf. 1 Jo 3, 16).

Um amor assim não pode ficar sem resposta. Apesar de ser dado de maneira unilateral, isto é, sem pedir nada em troca, ele abrasa de tal forma o coração, que toda e qualquer pessoa se sente levada a retribuí-lo, não obstante as suas limitações e pecados. Isto é possível, se a graça de Deus, a sua caridade misericordiosa, for acolhida no nosso coração a pontos de mover a nossa vontade e os nossos afetos para o amor ao próprio Deus e ao próximo. Deste modo a misericórdia, que brota por assim dizer do coração da Trindade, pode chegar a pôr em movimento a nossa vida e gerar compaixão e obras de misericórdia em prol dos irmãos e irmãs que se encontram em necessidade.

2. «Quando um pobre invoca o Senhor, Ele atende-o» (Sal 34/33, 7). A Igreja compreendeu, desde sempre, a importância de tal invocação. Possuímos um grande testemunho já nas primeiras páginas do Atos dos Apóstolos, quando Pedro pede para se escolher sete homens «cheios do Espírito e de sabedoria» (6, 3), que assumam o serviço de assistência aos pobres. Este é, sem dúvida, um dos primeiros sinais com que a comunidade cristã se apresentou no palco do mundo: o serviço aos mais pobres. Tudo isto foi possível, por ela ter compreendido que a vida dos discípulos de Jesus se devia exprimir numa fraternidade e numa solidariedade tais, que correspondesse ao ensinamento principal do Mestre que tinha proclamado os pobres bem-aventurados e herdeiros do Reino dos céus (cf. Mt 5, 3).

«Vendiam terras e outros bens e distribuíam o dinheiro por todos, de acordo com as necessidades de cada um» (At 2, 45). Esta frase mostra, com clareza, como estava viva nos primeiros cristãos tal preocupação. O evangelista Lucas – o autor sagrado que deu mais espaço à misericórdia do que qualquer outro – não está a fazer retórica, quando descreve a prática da partilha na primeira comunidade. Antes pelo contrário, com a sua narração, pretende falar aos fiéis de todas as gerações (e, por conseguinte, também à nossa), procurando sustentá-los no seu testemunho e incentivá-los à ação concreta a favor dos mais necessitados. E o mesmo ensinamento é dado, com igual convicção, pelo apóstolo Tiago, usando expressões fortes e incisivas na sua Carta: «Ouvi, meus amados irmãos: porventura não escolheu Deus os pobres segundo o mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que O amam? Mas vós desonrais o pobre. Porventura não são os ricos que vos oprimem e vos arrastam aos tribunais? (…) De que aproveita, irmãos, que alguém diga que tem fé, se não tiver obras de fé? Acaso essa fé poderá salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e precisarem de alimento quotidiano, e um de vós lhes disser: “Ide em paz, tratai de vos aquecer e matar a fome”, mas não lhes dais o que é necessário ao corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se ela não tiver obras, está completamente morta» (2, 5-6.14-17).

 

3. Contudo, houve momentos em que os cristãos não escutaram profundamente este apelo, deixando-se contagiar pela mentalidade mundana. Mas o Espírito Santo não deixou de os chamar a manterem o olhar fixo no essencial. Com efeito, fez surgir homens e mulheres que, de vários modos, ofereceram a sua vida ao serviço dos pobres. Nestes dois mil anos, quantas páginas de história foram escritas por cristãos que, com toda a simplicidade e humildade, serviram os seus irmãos mais pobres, animados por uma generosa fantasia da caridade!

Dentre todos, destaca-se o exemplo de Francisco de Assis, que foi seguido por tantos outros homens e mulheres santos, ao longo dos séculos. Não se contentou com abraçar e dar esmola aos leprosos, mas decidiu ir a Gúbio para estar junto com eles. Ele mesmo identificou neste encontro a viragem da sua conversão: «Quando estava nos meus pecados, parecia-me deveras insuportável ver os leprosos. E o próprio Senhor levou-me para o meio deles e usei de misericórdia para com eles. E, ao afastar-me deles, aquilo que antes me parecia amargo converteu-se para mim em doçura da alma e do corpo» (Test 1-3: FF 110). Este testemunho mostra a força transformadora da caridade e o estilo de vida dos cristãos.

Não pensemos nos pobres apenas como destinatários duma boa obra de voluntariado, que se pratica uma vez por semana, ou, menos ainda, de gestos improvisados de boa vontade para pôr a consciência em paz. Estas experiências, embora válidas e úteis a fim de sensibilizar para as necessidades de tantos irmãos e para as injustiças que frequentemente são a sua causa, deveriam abrir a um verdadeiro encontro com os pobres e dar lugar a uma partilha que se torne estilo de vida. Na verdade, a oração, o caminho do discipulado e a conversão encontram, na caridade que se torna partilha, a prova da sua autenticidade evangélica. E deste modo de viver derivam alegria e serenidade de espírito, porque se toca palpavelmente a carne de Cristo. Se realmente queremos encontrar Cristo, é preciso que toquemos o seu corpo no corpo chagado dos pobres, como resposta à comunhão sacramental recebida na Eucaristia. O Corpo de Cristo, repartido na sagrada liturgia, deixa-se encontrar pela caridade partilhada no rosto e na pessoa dos irmãos e irmãs mais frágeis. Continuam a ressoar de grande atualidade estas palavras do santo bispo Crisóstomo: «Queres honrar o corpo de Cristo? Não permitas que seja desprezado nos seus membros, isto é, nos pobres que não têm que vestir, nem O honres aqui no tempo com vestes de seda, enquanto lá fora O abandonas ao frio e à nudez» (Hom. in Matthaeum, 50, 3: PG 58).

Portanto somos chamados a estender a mão aos pobres, a encontrá-los, fixá-los nos olhos, abraçá-los, para lhes fazer sentir o calor do amor que rompe o círculo da solidão. A sua mão estendida para nós é também um convite a sairmos das nossas certezas e comodidades e a reconhecermos o valor que a pobreza encerra em si mesma.

4. Não esqueçamos que, para os discípulos de Cristo, a pobreza é, antes de tudo, uma vocação a seguir Jesus pobre. É um caminhar atrás d’Ele e com Ele: um caminho que conduz à bem-aventurança do Reino dos céus (cf. Mt 5, 3; Lc 6, 20). Pobreza significa um coração humilde, que sabe acolher a sua condição de criatura limitada e pecadora, vencendo a tentação de omnipotência que cria em nós a ilusão de ser imortal. A pobreza é uma atitude do coração que impede de conceber como objetivo de vida e condição para a felicidade o dinheiro, a carreira e o luxo. Mais, é a pobreza que cria as condições para assumir livremente as responsabilidades pessoais e sociais, não obstante as próprias limitações, confiando na proximidade de Deus e vivendo apoiados pela sua graça. Assim entendida, a pobreza é o metro que permite avaliar o uso correto dos bens materiais e também viver de modo não egoísta nem possessivo os laços e os afetos (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 2545).

Assumamos, pois, o exemplo de São Francisco, testemunha da pobreza genuína. Ele, precisamente por ter os olhos fixos em Cristo, soube reconhecê-Lo e servi-Lo nos pobres. Por conseguinte, se desejamos dar o nosso contributo eficaz para a mudança da história, gerando verdadeiro desenvolvimento, é necessário escutar o grito dos pobres e comprometermo-nos a erguê-los do seu estado de marginalização. Ao mesmo tempo recordo, aos pobres que vivem nas nossas cidades e nas nossas comunidades, para não perderem o sentido da pobreza evangélica que trazem impresso na sua vida.

5. Sabemos a grande dificuldade que há, no mundo contemporâneo, para se poder identificar claramente a pobreza. E, todavia, esta interpela-nos todos os dias com os seus inúmeros rostos vincados pelo sofrimento, a marginalização, a opressão, a violência, as torturas e a prisão, pela guerra, a privação da liberdade e da dignidade, pela ignorância e o analfabetismo, pela emergência sanitária e a falta de trabalho, pelo tráfico de pessoas e a escravidão, pelo exílio e a miséria, pela migração forçada. A pobreza tem o rosto de mulheres, homens e crianças explorados para vis interesses, espezinhados pelas lógicas perversas do poder e do dinheiro. Como é impiedoso e nunca completo o elenco que se é constrangido a elaborar à vista da pobreza, fruto da injustiça social, da miséria moral, da avidez de poucos e da indiferença generalizada!

Infelizmente, nos nossos dias, enquanto sobressai cada vez mais a riqueza descarada que se acumula nas mãos de poucos privilegiados, frequentemente acompanhada pela ilegalidade e a exploração ofensiva da dignidade humana, causa escândalo a extensão da pobreza a grandes sectores da sociedade no mundo inteiro. Perante este cenário, não se pode permanecer inerte e, menos ainda, resignado. À pobreza que inibe o espírito de iniciativa de tantos jovens, impedindo-os de encontrar um trabalho, à pobreza que anestesia o sentido de responsabilidade, induzindo a preferir a abdicação e a busca de favoritismos, à pobreza que envenena os poços da participação e restringe os espaços do profissionalismo, humilhando assim o mérito de quem trabalha e produz: a tudo isso é preciso responder com uma nova visão da vida e da sociedade.

Todos estes pobres – como gostava de dizer o Beato Paulo VI – pertencem à Igreja por «direito evangélico» (Discurso de abertura na II Sessão do Concílio Ecuménico Vaticano II, 29/IX/1963) e obrigam à opção fundamental por eles. Por isso, benditas as mãos que se abrem para acolher os pobres e socorrê-los: são mãos que levam esperança. Benditas as mãos que superam toda a barreira de cultura, religião e nacionalidade, derramando óleo de consolação nas chagas da humanidade. Benditas as mãos que se abrem sem pedir nada em troca, sem «se» nem «mas», nem «talvez»: são mãos que fazem descer sobre os irmãos a bênção de Deus.

6. No termo do Jubileu da Misericórdia, quis oferecer à Igreja o Dia Mundial dos Pobres, para que as comunidades cristãs se tornem, em todo o mundo, cada vez mais e melhor sinal concreto da caridade de Cristo pelos últimos e os mais carenciados. Quero que, aos outros Dias Mundiais instituídos pelos meus Antecessores e sendo já tradição na vida das nossas comunidades, se acrescente este, que completa o conjunto de tais Dias com um elemento requintadamente evangélico, isto é, a predileção de Jesus pelos pobres.

Convido a Igreja inteira e os homens e mulheres de boa vontade a fixar o olhar, neste dia, em todos aqueles que estendem as suas mãos invocando ajuda e pedindo a nossa solidariedade. São nossos irmãos e irmãs, criados e amados pelo único Pai celeste. Este Dia pretende estimular, em primeiro lugar, os crentes, para que reajam à cultura do descarte e do desperdício, assumindo a cultura do encontro. Ao mesmo tempo, o convite é dirigido a todos, independentemente da sua pertença religiosa, para que se abram à partilha com os pobres em todas as formas de solidariedade, como sinal concreto de fraternidade. Deus criou o céu e a terra para todos; foram os homens que, infelizmente, ergueram fronteiras, muros e recintos, traindo o dom originário destinado à humanidade sem qualquer exclusão.

7. Desejo que, na semana anterior ao Dia Mundial dos Pobres – que este ano será no dia 19 de novembro, XXXIII domingo do Tempo Comum –, as comunidades cristãs se empenhem na criação de muitos momentos de encontro e amizade, de solidariedade e ajuda concreta. Poderão ainda convidar os pobres e os voluntários para participarem, juntos, na Eucaristia deste domingo, de modo que, no domingo seguinte, a celebração da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo resulte ainda mais autêntica. Na verdade, a realeza de Cristo aparece em todo o seu significado precisamente no Gólgota, quando o Inocente, pregado na cruz, pobre, nu e privado de tudo, encarna e revela a plenitude do amor de Deus. O seu completo abandono ao Pai, ao mesmo tempo que exprime a sua pobreza total, torna evidente a força deste Amor, que O ressuscita para uma vida nova no dia de Páscoa.

Neste domingo, se viverem no nosso bairro pobres que buscam proteção e ajuda, aproximemo-nos deles: será um momento propício para encontrar o Deus que buscamos. Como ensina a Sagrada Escritura (cf. Gn 18, 3-5; Heb 13, 2), acolhamo-los como hóspedes privilegiados à nossa mesa; poderão ser mestres, que nos ajudam a viver de maneira mais coerente a fé. Com a sua confiança e a disponibilidade para aceitar ajuda, mostram-nos, de forma sóbria e muitas vezes feliz, como é decisivo vivermos do essencial e abandonarmo-nos à providência do Pai.

8. Na base das múltiplas iniciativas concretas que se poderão realizar neste Dia, esteja sempre a oração. Não esqueçamos que o Pai Nosso é a oração dos pobres. De facto, o pedido do pão exprime o abandono a Deus nas necessidades primárias da nossa vida. Tudo o que Jesus nos ensinou com esta oração exprime e recolhe o grito de quem sofre pela precariedade da existência e a falta do necessário. Aos discípulos que Lhe pediam para os ensinar a rezar, Jesus respondeu com as palavras dos pobres que se dirigem ao único Pai, em quem todos se reconhecem como irmãos. O Pai Nosso é uma oração que se exprime no plural: o pão que se pede é «nosso», e isto implica partilha, comparticipação e responsabilidade comum. Nesta oração, todos reconhecemos a exigência de superar qualquer forma de egoísmo, para termos acesso à alegria do acolhimento recíproco.

 

9. Aos irmãos bispos, aos sacerdotes, aos diáconos – que, por vocação, têm a missão de apoiar os pobres –, às pessoas consagradas, às associações, aos movimentos e ao vasto mundo do voluntariado, peço que se comprometam para que, com este Dia Mundial dos Pobres, se instaure uma tradição que seja contribuição concreta para a evangelização no mundo contemporâneo.

Que este novo Dia Mundial se torne, pois, um forte apelo à nossa consciência crente, para ficarmos cada vez mais convictos de que partilhar com os pobres permite-nos compreender o Evangelho na sua verdade mais profunda. Os pobres não são um problema: são um recurso de que lançar mão para acolher e viver a essência do Evangelho.

 

Vaticano, Memória de Santo António de Lisboa,

13 de junho de 2017.

Franciscus

(Fontes: Canção Nova, A12 e Rádio Vaticano)

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