Arquidiocese de São Paulo recorda 1 ano da morte do Cardeal Arns

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22 de dezembro de 2017

Na quinta-feira, 14, a Arquidiocese de São Paulo e a Igreja em todo o Brasil recordaram um ano da morte do Cardeal Paulo Evaristo Arns, Arcebispo de São Paulo de 1970 a 1998. Nascido em Forquilhinha (SC) no dia 14 de setembro de 1921, Dom Paulo faleceu em São Paulo, aos 95 anos de idade, em 2016. 

Bispos, padres, religiosos e religiosas e muitos leigos que trabalharam ao lado de Dom Paulo foram à Catedral da Sé para participar da celebração, que começou às 12h e foi presidida por Dom Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano. 

“No Tempo do Advento, somos convidados a erguer os nossos olhos, olhar para frente, com olhar de confiança e esperança. Foi isso que animou Dom Paulo ao longo de toda a sua vida, que ele traduziu no seu lema episcopal: de esperança em esperança”, recordou Dom Odilo, durante a homilia.

Outros bispos estiveram na missa, como Dom Fernando José Penteado, que foi Vigário na Região Episcopal Lapa, e Dom Pedro Luiz Stringhini, que atualmente é Bispo em Mogi das Cruzes (SP). “Dom Paulo continua nos inspirando. Estamos unidos a todos os que prestam homenagens a ele, principalmente sua família, as Irmãs Franciscanas da Ação Pastoral e toda a Arquidiocese de São Paulo”, disse Dom Pedro Luiz, após a bênção ao túmulo de Dom Paulo, que foi realizada na Cripta da Catedral, em seguida da missa.

José Lucas dos Santos, membro da Pastoral Operária, trabalhou muitos anos na Pastoral durante os anos em que o Cardeal Arns era Arcebispo. “Em 1976, quando Dom Luciano [Mendes de Almeida] assumiu a Região Episcopal Belém, aproximei-me ainda mais de Dom Paulo. Hoje, sinto que ele continua sendo o pastor que nos inspira do alto e nos motiva. Ele é referencia para todos nós que estamos aqui e celebramos sua memória em todos os momentos, principalmente a firmeza com que ele acompanhou a caminhada da Igreja”, disse à reportagem do O SÃO PAULO . 

Irmã Terezinha Brito é da Congregação das Franciscanas da Ação Pastoral, que foi fundada por Dom Paulo e o acompanhou durante os últimos anos de sua vida. Ela recebeu, da Arquidiocese, a Medalha São Paulo Apóstolo, como forma de gratidão pelo trabalho realizado.

“Um ano se passa muito depressa e foi um ano de muita presença, porque sentimos que Dom Paulo continua conosco. Tudo aquilo da convivência com ele é algo que, cada dia mais, vai nos fortalecendo. Dom Paulo amava a Igreja e dizia que três coisas são importantes na vida: a fé, a esperança e a caridade. Ele foi amigo dos pobres e agora está na vida plena em Deus”, afirmou a Religiosa.
 

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Dom Paulo Evaristo é homenageado no 39º Prêmio Vladimir Herzog

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09 de novembro de 2017

A 39ª edição do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos foi entregue, em 31 de outubro, no teatro Tucarena, em São Paulo.
O propósito da premiação é reconhecer e homenagear, anualmente, jornalistas que, com seu trabalho, contribuem para a promoção dos direitos humanos e da democracia e se destacam na defesa desses valores fundamentais.
Além dos jornalistas premiados, a partir da seleção dos melhores trabalhos entre os 634 inscritos, houve homenagens especiais aos também jornalistas Rose Nogueira, Tim Lopes (in memoriam) e Dom Paulo Evaristo Arns (in memoriam), Arcebispo de São Paulo entre 1970 e 1998, morto em dezembro de 2016. A premiação foi entregue por Clarice Herzog, Presidente do Instituto Vladimir Herzog, aos sobrinhos do Cardeal da Esperança: Nelson Arns Neumann e Flávio Arns.
Nascido em Forquilhinha (SC), Dom Paulo ingressou na ordem franciscana em 1939, foi ordenado padre em 1945 e sagrado bispo em 1966, sendo posteriormente nomeado Arcebispo de São Paulo em 1970. O site do Prêmio Vladimir Herzog (hwww.premiovladimirherzog.org.br) aponta que a atuação pastoral de Dom Paulo “sempre foi voltada aos habitantes da periferia, aos trabalhadores, à formação de comunidades eclesiais de base nos bairros e à defesa e promoção dos
direitos da pessoa humana” e que durante a ditadura militar “sob o sufoco imposto pelos militares, Dom Paulo se agigantou. Sua atuação contra a repressão ganhou destaque já em 1969, quando passou a defender seminaristas dominicanos presos por ajudarem mi- litantes opositores. Em 31 de outubro de 1975, uma semana depois do assassinato do jornalista Vladimir Herzog nas dependências do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), Dom Paulo realizou um culto ecumênico [ato inter-religioso] em memória de Vlado na Praça da Sé. O ato reuniu 8 mil pessoas e se transformou na maior manifestação pública de repúdio à ditadura militar. Ao lado do Arcebispo estavam o Rabino Henry Sobel e o Reverendo evangélico Jaime Wright”.

Fonte: Instituto Vladimir Herzog

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Comitiva da Fundação Niwano visita túmulo de Dom Paulo Evaristo

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11 de outubro de 2017

Em passagem por São Paulo, uma comitiva da Fundação Niwano pela Paz do Japão visitou a cripta da Catedral da Sé, na terça-feira, 10, onde rezou em frente ao túmulo de Dom Paulo Evaristo Arns, Arcebispo de São Paulo entre 1970 e 1998, morte em dezembro do ano passado.

A Comitiva foi recebida pelo Cura da Catedral, Padre Luiz Eduardo Baronto, que apresentou a cripta e contou-lhes a história da Catedral Metropolitana de São Paulo.

Entre os presentes na visita estavam o senhor Munehiro Niwano, Diretor-Presidente da Fundação Niwano pela Paz do Japão; o Padre Kazuyoshi Nakahara, responsável pela Fundação Niwano no Brasil; e a senhora Maria Hiromi Sassaki. 

Em 1994, Dom Paulo Evaristo Arns recebeu a 11ª edição do Prêmio Niwano da Paz. Com o valor em dinheiro da premiação, Dom Paulo construiu a Casa de Oração do Povo da Rua, no bairro da Luz, que ainda hoje acolhe as pessoas em situação de rua.

 

(Com informações de Wagner Ponciano/Catedral da Sé)

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