Sinal do amor da Mãe de Deus pelo Brasil

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13 de outubro de 2017

Todos os anos, o Santuário Nacional de Aparecida, no interior paulista, recebe em média 12 milhões de peregrinos. De ônibus, de carro, a pé, a cavalo, de motocicleta ou bicicleta, homens e mulheres, de diferentes idades, vão à imensa Basílica atraídos por uma experiência de fé nascida em torno de uma pequena imagem da Virgem Maria de apenas 40 centímetros de altura, encontrada por pescadores nas águas do rio Paraíba do Sul, em 1717.

Nos dias de maior movimento, os fiéis chegam a levar horas em longas filas para poderem, por alguns instantes, elevar suas preces de súplica e agradecimento diante da Padroeira do Brasil. O compositor Renato Teixeira, em sua canção “Romaria”, descreveu com precisão a experiência simples e contemplativa dos romeiros com Nossa Senhora Aparecida: “Só queria mostrar meu olhar, meu olhar, meu olhar”.

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'O restauro da imagem e de uma vida de fé'

E assim, há três séculos, tem crescido a devoção a Nossa Senhora Aparecida. Diante dela se curvaram em prece escravos, imperadores, princesas, nobres, pobres, ricos, pontífices e santos.

 

Origem

Praticamente nada se sabe sobre a origem da imagem, apenas de se tratar de uma escultura em terracota de Nossa Senhora da Conceição. A devoção se popularizou no Brasil por influência dos colonizadores portugueses, especialmente os missionários franciscanos, grandes propagadores da imaculada conceição da Virgem Maria. Sabese, ainda, que no final do século XVII, os primeiros bandeirantes que passaram pelo Vale do Paraíba a caminho de Minas Gerais levavam consigo imagens sacras.

Alguns estudiosos defendem que a imagem encontrada pelos pescadores em 1717 revela forte influência das produzidas por dois artistas sacros daquela época, ambos monges beneditinos que trabalhavam com a técnica de barro semelhante à da imagem de Aparecida. O primeiro deles é Agostinho da Piedade (1580-1661), do Mosteiro de São Bento de Salvador (BA), considerado um dos pioneiros da arte religiosa brasileira. O segundo é Agostinho de Jesus (1600- 1661), provavelmente discípulo do primeiro, que viveu durante muitos anos em Santana do Parnaíba (SP).

Outra possibilidade é que a imagem tenha sido confeccionada por um “santeiro” anônimo da região, conhecedor da técnica de esculpir com a argila e talvez seguidor de Agostinho de Jesus. No entanto, não há comprovação da autoria.

Segundo informações do Centro de Documentação e Memória do Santuário Nacional de Aparecida, peritos constataram que a imagem primitiva era colorida, tinha a pele do rosto e das mãos brancas, um manto de cor azul escuro e o forro vermelho granada. Essas eram as cores oficiais, conforme determinação do Rei Dom João IV, em 1646, quando tornou Nossa Senhora da Conceição padroeira do Reino de Portugal e seus domínios. Acredita-se que a imagem perdeu a pintura original com deterioração causada pela água e a lama contida no fundo do rio. A coloração escura também se deve à fumaça das inúmeras velas acesas pelos devotos, especialmente nos primeiros anos de devoção.

 

Imagem sacra

A única coisa que se sabe com certeza é a circunstância do encontro da imagem e a experiência de fé vivida a partir desse fato histórico. Padre Valeriano dos Santos Costa, Teólogo e Professor de Liturgia da Faculdade de Teologia da PUC-SP, afirmou ao O SÃO PAULO que no encontro da imagem em si, há perguntas que não podem ser respondidas senão pelo horizonte da fé, tais como: “Por que os pescadores não descartaram uma imagem sem cabeça, coisa tão natural naquele tempo no fundo dos rios? Por que ao lançar as redes pela segunda vez, encontraram a cabeça da própria imagem em outro lugar do rio? Por que se seguiu uma pesca abundante em um período de escassez de peixes? Aliás, Paraíba, em língua indígena, significa rio imprestável para peixes”

O Teólogo explicou, ainda, que o tricentenário de Nossa Senhora Aparecida é uma oportunidade de refletir sobre a vivência religiosa a partir das imagens sacras. Desde os primeiros séculos do Cristianismo, as imagens sagradas fazem parte do culto e da arte cristã. Nas catacumbas romanas, por exemplo, havia inúmeras imagens e pinturas sacras. “A imagem do santo passa ser sagrada, na medida em que é proposta como sinal sensível para veneração ao santo na liturgia. Houve questionamentos, sobretudo no mundo oriental, sobre as imagens de santos. A oposição às imagens foi chamada de ‘iconoclastia’. A Igreja tratou dessa questão no II Concílio de Nicéia e aprovou o uso de imagens sagradas na veneração dos santos, costume que permanece até hoje”, disse.

 

Mediação visível do sagrado

Para o culto católico, os santos são heróis e exemplos de vida. “Então, cultuá-los implica reconhecer que sua imagem é sagrada, na medida em que se torna media- ção visível do próprio santo, como as fotografias e lembranças de pessoas queridas”, acrescentou Padre Valeriano.

Ainda sobre o culto aos santos, a Teologia católica ressalta que esse não se trata de um culto de latria, devido somente a Deus e que consiste em reconhecer nele a divindade. O que se presta aos santos é o culto de dulia, ou seja, veneração, respeito e devoção. No caso de Nossa Senhora, por seu papel e significado na história da salvação, é prestado o culto especial de hiperdulia.

“O fiel católico tem plena consciência de que a imagem não é o santo, mas simplesmente uma imagem com caráter simbólico. Porém, o caráter simbólico não permite banalização, pois o símbolo remete a algo transcendente, algo que supera o próprio objeto material do símbolo. Por isso, nenhum símbolo pode ser banalizado”, salientou Padre Valeriano, citando, como exemplo, o vídeo que circulou recentemente na internet, no qual o artista Antonio Obá aparece nu ralando uma imagem de gesso de Nossa Senhora Aparecida até transformá-la em pó. “Não importa o sentido que ele quis dar. O que importa é que a imagem de Nossa Senhora Aparecida é uma das imagens mais sagradas deste País... Por isso, os internautas estão reagindo em peso contra o que consideram um gesto agressivo à fé e a um símbolo reconhecido pela maioria do povo brasileiro”

Padre Valeriano completou que a experiência de fé vivida em torno de Nossa Senhora Aparecida conduz a um encontro com Jesus Cristo, centro da fé. “Normalmente, ninguém vai a Aparecida sem participar de uma missa ou se confessar. E isso é voltar para Cristo. Não há nenhuma experiência verdadeiramente mariana que não seja cristológica”, afirmou o Teólogo, reforçando que acreditar na atuação da Virgem Maria no mistério pascal é também um ato de fé.

 

Manto e coroa para a Rainha do Brasil

Em 22 de agosto de 1822, 15 dias antes da proclamação da independência do Brasil, Dom Pedro I visitou Aparecida e prometeu, diante da imagem, consagrar o Brasil a Nossa Senhora, caso resolvesse favoravelmente a situação política que enfrentava com a coroa portuguesa. Anos mais tarde, em 1843, o Imperador Dom Pedro II e a Imperatriz Teresa Cristina também visitaram a Capela de Aparecida para rezar diante da imagem.

Em 1868, a Princesa Isabel, herdeira do trono brasileiro, participou das festividades de Aparecida, na época celebrada no dia 8 de dezembro, Solenidade da Imaculada Conceição. Acompanhada de seu esposo, o Conde d’Eu, a Princesa rezou para obter a graça de ter um filho. Como sinal de devoção, ela doou um manto ornado com 21 brilhantes, representando as 20 províncias do Império, mais a capital. Em 1884, a Princesa voltou a Aparecida, com seus três filhos, para agradecer a graça recebida, oferecendo, dessa vez, uma coroa de ouro 24 quilates, de 300 gramas, cravejada de brilhantes. Essa foi a coroa com a qual a imagem da Padroeira do Brasil foi coroada, em 1904, por decisão de São Pio X, papa à época.

Em 2004, na comemoração do centenário de coroa- ção, um concurso de design de coroas foi lançado pelo Santuário Nacional. A coroa vencedora, feita em prata dourada e pedras, foi projetada por artistas de Belo Horizonte (MG).

Ao longo da história, muitos foram os mantos que cobriram a Imagem da Padroeira, mas um em especial remete ao seu achado, feito pelas mãos de Filipe Pedroso, um dos pescadores presentes no milagre nas águas do rio Paraíba do Sul. O manto que atualmente cobre a imagem de Nossa Senhora Aparecida, foi confeccionado por uma família de Aparecida, há quatro anos. Nele, estão destacadas as bandeiras do Brasil e do Vaticano, identificando a unidade da Igreja com o Papa.

Para celebrar o tricentenário, a imagem de Nossa Senhora Aparecida irá ganhar, no dia 11, uma nova coroa, confeccionada com ouro doado pelos devotos e desenhada por uma joalheria que doou 68 diamantes, quatro esmeraldas, quatro safiras e uma pérola de ouro. Na base da coroa, foram depositadas porções de terra dos estados brasileiros.

(Com informações do Santuário Nacional e A12)

 

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Arquidiocese festeja o tricentenário de Nossa Senhora Aparecida

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12 de outubro de 2017

A devoção a Nossa Senhora Aparecida levou centenas de fiéis ao Largo Santa Ifigênia na manhã desta quinta-feira, 12, para festejar o tricentenário do encontro da imagem da Padroeira do Brasil, em missa campal presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano.

A imagem de Nossa Senhora Aparecida chegou ao largo às 9h15, trazida em carreata, após ter percorrido 11 cidades paulistas, por meio do projeto Tietê Esperança Aparecida, que, desde 2004, tem o propósito de alertar para a responsabilidade comum pelo zelo do rio Tietê. Na chegada à Capital Paulista, na manhã de hoje, a imagem peregrina foi acolhida pelo Cardeal no Mosteiro da Luz e depois por devotos na Ponte do Piqueri, na zona Noroeste da cidade.

Dom Odilo, na homilia, enfatizou que Nossa Senhora Aparecida intercede pelo povo brasileiro e pela Igreja, e que sempre a súplica a Ela dirigida chega a Deus. “Não podemos imaginar a Igreja sem a Mãe de Jesus. Quem recorre à Mãe de Jesus está com Ele”, disse, comentando, ainda, que Maria, como catequista e evangelizadora, intercede por todos e ajuda a seguir no caminho que leva a Cristo.

O Cardeal lamentou, de modo enfático, os recentes episódios em que imagens de Nossa Senhora e de santos tenham sido profanadas, especialmente nas situações consideradas como arte. “A profanação ofende a Deus e às pessoas que creem, não podemos aceitar”, comentou, criticando, também, situações em que o desrespeito envolve o uso de crianças por pessoas adultas. Nesse sentindo, exortou aos pais: “Não terceirizem seus filhos! Vocês são os primeiros educadores deles”.

Após a comunhão, o Arcebispo rezou para que pela intercessão da Padroeira do Brasil sejam superadas toda a corrupção e as demais chagas morais que afetam o País.

Ao final da missa, Dom Odilo anunciou a criação do Santuário Arquidiocesano de Nossa Senhora Aparecida, na Igreja Nossa Senhora Aparecida no bairro do Ipiranga, ato que será oficializado com missa ainda na tarde desta quinta-feira, neste templo localizado na rua Labatut, 781, na zona Sul da cidade.

Procissão

A festa dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida seguiu após a missa com uma procissão com a imagem, que partiu do Largo Santa Ifigênia até o Vale do Anhangabaú. Durante o trajeto, marcado por cânticos e orações marianas, houve uma parada no Mosteiro de São Bento para uma prece pelos religiosos.

Quase duas horas e meia após o início da missa e, ainda sob o sol forte, as atividades foram concluídas no Vale do Anhangabaú, com a reza do Ato de Consagração a Nossa Senhora Aparecida, consagrando a Arquidiocese à Padroeira do Brasil. O Arcebispo também pediu à Virgem Maria que interceda pelo bom êxito do sínodo arquidiocesano. 

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NA PRÓXIMA EDIÇÃO DO O SÃO PAULO

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‘Não tenham medo de ter a imagem de nossa senhora aparecida em suas casas’

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11 de outubro de 2017

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, presidiu a liturgia do oitavo dia da Novena da Padroeira do Brasil, no domingo, 8, no Santuário Nacional de Aparecida (SP). A celebração teve como tema “Senhora Aparecida, das águas ao acolhimento no amor”. 

Na homilia, Dom Odilo recordou que logo que foi encontrada pelos pescadores, a imagem de Nossa Senhora passou a ser honrada e acolhida pelas famílias da região. “Não foi logo uma basílica ou um grande santuário que acolheu a imagem, foi a casa dos pescadores, foi a casa das famílias que acolheu a imagem de Nossa Senhora da Conceição e que logo começou a ser chamada de Aparecida”. 

“Trezentos anos depois, certamente em muitos lares brasileiros está presente a imagem ou algum quadro de Nossa Senhora Aparecida. Uma imagem que lembra aquela que é a Padroeira do Brasil, dos brasileiros, e, mais do que tudo, é nossa mãe, que nós, carinhosamente, invocamos como Aparecida, sinal da nossa devoção em nossas famílias... Por isso mesmo, famílias católicas, não tenham medo de ter a imagem ou um quadro de Nossa Senhora Aparecida em suas casas”, afirmou o Cardeal Scherer. 

Ainda segundo o Arcebispo, a presença da Padroeira do Brasil nos lares lembra a fidelidade a Jesus, pois ela sempre diz: “Fazei tudo que Jesus vos disser”. 

“Nossa Senhora sempre de novo nos apresenta Jesus e nos indica para Ele, pois é isso também que pedimos a ela. Na oração da Salve Rainha, quando pedimos ‘mostrai-nos o fruto bendito do vosso ventre, Jesus’, ela o faz certamente”, disse. 

Ao citar o evangelho proclamado na celebração, que narra a cura do cego Bartimeu, Dom Odilo destacou as cegueiras que assolam o coração humano. “Lembremos dos cegos do coração, dos cegos sem fé em Deus, dos cegos sem moral, capazes de fazer as maiores ofensas ao próximo e a Deus e não sentir nada. É uma grade cegueira, a cegueira moral”, assinalou.

“Lembramos também os cegos pelo ódio, que leva à guerra, que leva à violência, que leva a tirar a vida do próximo... Lembramos os cegos da ganância, que perderam o senso moral, o senso ético da justiça, da honestidade, mergulhados em corrupção, não se dando conta do quanto isso faz mal ao próximo. Quanta cegueira!”, acrescentou o Cardeal. 

Por fim, Dom Odilo pediu que, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, sejam curadas todas as cegueiras de todo Brasil e do mundo inteiro. 

 

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Bispos se reúnem para celebrar a Padroeira do Brasil

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11 de outubro de 2017

Nesta quarta-feira (11), segundo dia da Festa Jubilar, o Santuário Nacional rezou em memória a todos os arcebispos, bispos, missionários redentoristas e colaboradores vivos e falecidos, durante a Santa Missa das 9h no Altar Central.

O representante do Papa Francisco, o cardeal italiano Giovanni Battista Re presidiu a celebração que reuniu diversos bispos do Brasil para refletir o tema ‘Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe da Consolação', junto aos devotos que se faziam presentes na casa da Mãe Aparecida.

O Legado Pontifício reforçou a necessidade do cristão recorrer a Nossa Senhora Aparecida, e pedir a sua intercessão para viver uma fé sólida e fiel a Cristo. “Nas celebrações destes dias, queremos pedir a Nossa Senhora Aparecida, estrela da evangelização, que nos ajude a testemunhar e transmitir a fé. Um pai e uma mãe podem até deixar um pouco de herança a seus filhos, mas se eles transmitem uma fé solida, dão lhes o maior patrimônio que será para eles força, apoio, e conforto na vida”, garantiu.

Contemplando o tema das Bem-Aventuranças o cardeal reforçou a importância desse ensinamento para a vida cristã. “Como fonte de inspiração para a nossa vida cristã, as bem-aventuranças constituem o centro e a síntese da pregação de Jesus.”

Concluindo, o cardeal rogou mais uma vez a Nossa Senhora Aparecida, para que Ela seja a companheira nas lutas da vida. “Que Nossa Senhora Aparecida nos acompanhe nas durezas da vida e nos ajude a crescer na fé, para sairmos vencedores na luta do bem e do mal que se trava no mundo. Que Ela nos ajude a manter na fidelidade dos ensinamentos do seu filho e nos fortaleça a por em prática, as palavras que Ela proferiu em Caná da Galileia: Fazei tudo o que o senhor vos disser!”.

Impressões

Arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, Cardela Dom Sérgio da Rocha
“Todos nós nos sentimos devotos, peregrinos, verdadeiros romeiros de Nossa Senhora Aparecida, é o nosso povo todo que se une nessa celebração tão bonita da nossa Padroeira e é claro que nós temos ocasião de louvar a Deus por tantos sinais do seu amor entre nós, através de Nossa Senhora Aparecida, ao longo desses 300 anos, mas especialmente nesse Ano Mariano. E aqui nos sentimos de modo especial, unidos ao papa Francisco, com a presença do seu representante entre nós, mas também com o episcopado brasileiro que aqui esteve representado nessa celebração eucarística, é o Brasil que festeja a sua Mãe e Padroeira, que se alegra e que quer caminhar unido.”
 
Arcebispo de São Paulo, Cardeal Dom Odilo Scherer
“Há um ano estamos comemorando o tricentenário, através do Ano Mariano, tivemos vários momentos bonitos das peregrinações nas Dioceses, tivemos o momento da CNBB em junho, com a presença dos bispos do Brasil. Muita coisa bonita aconteceu e está acontecendo também, sobretudo neste feriado do dia 12, vai ser uma beleza em todas as dioceses do Brasil. Nós mesmos de São Paulo teremos amanhã também, várias celebrações grandes pelas paróquias que são dedicadas a Nossa Senhora Aparecida, teremos uma grande concentração arquidiocesana, eu vou proclamar um Santuário Arquidiocesano de Nossa Senhora Aparecida em São Paulo, no bairro do Ipiranga.”

 

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Arquidiocese ganha Santuário de Nossa Senhora Aparecida

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13 de outubro de 2017

Por ocasião das celebrações do tricentenário do encontro da imagem da Padroeira do Brasil, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, elevou a Paróquia Nossa Senhora Aparecida, no Ipiranga, na zona Sul da Capital Paulista, à categoria de santuário arquidiocesano. Na quinta-feira, 12, às 16h, Dom Odilo presidirá uma missa solene para marcar a elevação do novo Santuário. 

A história da Paróquia está estreitamente ligada com o Santuário Nacional de Aparecida, quando a Arquidiocese de São Paulo recebeu uma imagem peregrina da Padroeira para a realização do IV Congresso Eucarístico Nacional, em 1942. Em seguida, o então Arcebispo Metropolitano, Dom José Gaspar d’Afonseca e Silva, decidiu erguer uma igreja para abrigar a imagem. 

Leia o decreto de aprovação da elevação da paróquia 

No decreto de aprovação do Santuário, Dom Odilo destaca que “o Santuário possui um grande valor simbólico e a piedade popular, verdadeira ação missionária espontânea do povo de Deus, encontra nele um espaço privilegiado para sua manifestação”. 

“Determinamos que nesse Santuário, para fortalecer a fé e a piedade do povo, sejam divulgadas e promovidas a Palavra de Deus, a fé católica, a vida litúrgica, principalmente por meio da celebração da Eucaristia (cânon 1234§1) e a devoção a Nossa Senhora Aparecida. Seja propiciado aos fiéis o encontro com a misericórdia de Deus através do Sacramento da Penitência, com confessores disponíveis para os penitentes (cânon 1234§1)”, continua o decreto. 

O Pároco, Padre Anísio Hilário, afirmou que ele e os paroquianos receberam a notícia com muita alegria e conscientes da responsabilidade que lhes foi confiada de acolher os inúmeros peregrinos que visitarão o novo santuário. 

 

Casa da Padroeira do Brasil há 75 anos

Por ocasião do IV Congresso Eucarístico Nacional, em 1942, o então Arcebispo de São Paulo, Dom José Gaspar d’Afonseca e Silva, elegeu Nossa Senhora Aparecida como a primeira peregrina do Congresso. Uma réplica da imagem da Padroeira do Brasil veio de Aparecida (SP) e foi triunfalmente recebida na Praça da Sé.  A mesma imagem acompanhou todas as celebrações do Congresso realizado entre os dias 4 e 7 de setembro daquele ano. 

Após o Congresso, em 13 de setembro, a imagem foi levada em procissão até a Várzea do Ipiranga, onde Dom José Gaspar abençoou a pedra fundamental da futura igreja dedicada a Nossa Senhora Aparecida. 

Em 19 de setembro, foi criada oficialmente a nova paróquia, tendo como primeiro Pároco o Padre Mário Marques e Serra. 

Foram realizadas campanhas, rifas, festas para a arrecadação de recursos para que a obra do templo não ficasse parada. Campanhas do tijolo, do livro de ouro, entre outras, ainda são lembradas pelos moradores mais antigos do bairro. 

Em outubro de 1949, a nova igreja, ainda em construção, recebeu sua primeira celebração eucarística. A nave central do templo foi inaugurada em 1955, e em 1960 levou-se a imagem da Padroeira para a matriz-paroquial. 

Nos anos 1970, os sinos da torre começam a ser içados, obra que só teria encerramento na administração do segundo Pároco, Cônego Cosmo Maestri. A torre foi concluída em 1991. 

Em 2012, aos 81 anos, Cônego Cosmo foi sucedido pelo atual Pároco, Padre Anísio Hilário. 

 

Informações

Santuário Nossa Senhora Aparecida

Endereço: Rua Labatut, 781, Ipiranga
Telefone: (11) 2063-4654
E-mail: atendimento@aparecidaipiranga. com.br
 
Missas:
Segunda a sexta-feira: 19h30
Terça a sexta-feira: 7h30
Sábado: 16h
Domingo: 7h, 8h30, 10h e 18h.
 

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Enviado do Papa para os 300 anos de Nossa Senhora chega a Aparecida

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09 de outubro de 2017

O Prefeito emérito da Congregação para os Bispos e Presidente emérito da Pontifícia Comissão para a América Latina, Cardeal italiano Giovanni Battista Re, chegou a Aparecida na manhã de segunda-feira, 9 de outubro. O Cardeal é Legado Pontifício, representante da Santa Sé enviado pelo Papa Francisco, para as festividades do Jubileu dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida.

Dom Giovanni Battista Re foi recepcionado pelo Arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, pelo Arcebispo de São Paulo, Cardeal Dom Odilo Scherer, pelo reitor do Santuário, padre João Batista de Almeida, pelo ecônomo, padre Daniel Antônio, pelo prefeito de Igreja, padre Rodrigo Arnoso e diversos Missionários Redentoristas do convento do Santuário Nacional.

Essa será a segunda vez que o cardeal visita a cidade de Aparecida, em 2007, Dom Giovanni Battista Re foi o Presidente da V Conferência do Episcopado Latino-Americano.

“Com grande alegria estou retornando a Aparecida. Já estive aqui por ocasião da V Conferência do Episcopado Latino Americano. O que mais me impressionou foi a grande quantidade de peregrinos que vem ao Santuário. Retorno com particular alegria, pois vou representar o Papa Francisco. O Santo Padre que envia uma Rosa de Ouro como símbolo de seu amor a Nossa Senhora, assim como seu afeto ao povo brasileiro”, afirmou Cardeal Giovanni Battista Re.

Dom Giovanni Battista fez questão de passar pelo Nicho que abriga a imagem de Nossa Senhora Aparecida e rezar aos pés da Padroeira do Brasil.

O Cardeal participa da Novena Solene, na noite desta segunda-feira, onde apresentará a Rosa de Rosa de Ouro, presente do Papa Francisco ao Santuário Nacional, pelas comemorações dos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida.

O Legado Pontifício ainda presidirá a missa das 9h, no dia 11 de outubro, e a Missa Solene, às 9h30, no dia 12 de outubro.

Cardeal Giovanni Battista Re

No Brasil a sua representação também aconteceu em 27 de fevereiro de 2011 na Dedicação solene da Catedral de Santa Maria Mãe de Deus em Castanhal, no Pará, enviado pelo papa Bento XVI.

Cardeal desde 2001, Dom Giovanni Battista Re renunciou em 2010, após alcançar o limite de idade previsto de 75 anos, aos cargos de Prefeito da Congregação para os Bispos e de Presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, que ocupava desde 2000.

Em 2013, presidiu o Conclave que elegeu o Papa Francisco e atualmente, é o vice-Decano do Colégio de Cardeais.

(Texto: a12.com)

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Hora de festejar os 300 anos da Padroeira do Brasil

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04 de outubro de 2017

Em comemoração ao jubileu dos 300 anos do achado da imagem de Nossa Senhora Aparecida, a Arquidiocese de São Paulo realizará, no dia 12, às 9h, uma missa campal no centro da cidade, no Largo Santa Ifigênia, que será seguida por procissão até o Vale do Anhangabaú.

Durante a celebração, será acolhida a imagem da Padroeira do Brasil que está peregrinando por cidades paulistas por meio do projeto Tietê Esperança Aparecida, que busca expressar a fé e a devoção a Nossa Senhora Aparecida e conscientizar a população sobre a importância da despoluição do rio Tietê. No dia 12, a imagem será conduzida pelo rio que atravessa a Capital Paulista até a Ponte do Piqueri, onde seguirá em carreata até o Largo Santa Ifigênia.

Leia também: ‘Peregrinação da imagem de Nossa Senhora Aparecida foi um momento de muita comunhão eclesial’

Haverá ainda celebrações em honra a Nossa Senhora Aparecida por toda a Arquidiocese, especialmente nas paróquias dedicadas à Virgem, com destaque para a Paróquia Nossa Senhora Aparecida, na rua Labatut, 781, no Ipiranga, onde na missa das 16h, a ser presidida pelo Cardeal Scherer, Arcebispo Metropolitano, essa igreja será elevada a santuário mariano na Arquidiocese.

Apresentamos a seguir a programação de algumas das paróquias dedicadas a Nossa Senhora Aparecida na Arquidiocese:

REGIÃO BRASILÂNDIA 

Paróquia Nossa Senhora Aparecida - Vila Souza

End: Rua Luciano D’Amore, 47
Tel: (11) 3851-1908
Novena: Entre os dias 3 e 11, com missas às 20h
Em 12/10: Missas às 9h (voltada para as crianças), às 15h (aos enfermos) e às 18h (celebração solene). Às 10h30, haverá carreata, e a partir das 15h, procissão, partindo da Comunidade Sagrado Coração de Jesus (avenida Inajar de Souza, 6.031). 
 

REGIÃO BELÉM 

Paróquia Nossa Senhora Aparecida - Vila Carrão 

End: Rua Amarais, 470
Tel: (11) 2036-8472
Novena: Entre os dias 3 e 11, com missas durante a semana, às 19h30, e aos sábados e domingos, às 17h30
Em 12/10: 9h, Missa das Indulgências; 14h, Terço; 15h, Consagração de Nossa Senhora; 15h30, Encenação dos pescadores; 16h, Procissão pelas ruas; 16h30, Encenação dos escravos; 17h, missa solene e a consagração à Mãe Aparecida. 

 

REGIÃO LAPA 

Paróquia Nossa Senhora Aparecida - Jardim Ester

End: Rua João Millam, 288 Tel: (11) 3782-7867
Novena: Entre os dias 2 e 10, com missas às 19h
Em 12/10: 11h, casamento comunitário; 14h, procissão pelas ruas do bairro com a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida que percorreu a Região Episcopal Lapa, seguida de celebração eucarística e show musical.
 

Paróquia Nossa Senhora Aparecida - Vila Anglo Brasileira

End: Rua Félix Della Rosa, 524
Tel: (11) 3865-4047
Tríduo: Entre os dias 9 e 11, com missas às 20h
Em 12/10: Procissão com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, às 16h, seguida de missa.
 

REGIÃO IPIRANGA 

Paróquia Nossa Senhora Aparecida - Ipiranga

End: Rua Labatut, 781
Tel: (11) 2063-4654
Novena: Entre os dias 3 e 11, com missas às 19h30, durante a semana; às 16h, no sábado, 7; e às 18h, no domingo, 8
Em 12/10: Missas às 5h30, 7h, 8h30, 10h, 11h30, 13h, 14h30, 16h (presidida pelo Cardeal Scherer), 18h (campal) e às 19h30.
 

Paróquia Nossa Senhora Aparecida - Vila Arapuá

End: Rua Epiacaba, 590
Tel: (11) 2946-0634
Em 12/10:  Missas às 8h e 10h; às 11h, carreata pelas ruas do bairro, seguida de almoço festivo. Às 18h30, missa e apresentação de documentário sobre Nossa Senhora Aparecida e sobre os 50 anos da Paróquia.
 

REGIÃO SANTANA 

Paróquia Nossa Senhora Aparecida da Boa Viagem - Parque Novo Mundo

End: Rua Pistóia, 165
Tel: (11) 2967-5497
Novena: Entre os dias 3 e 11, com missa durante a semana às 20h, e no final de semana às 18h
Em 12/10: Missa às 9h (pelos enfermos); às 12h, almoço com bolo de Nossa Senhora,  e missa às 17h. 
 

Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Vila Albertina

End: Rua Maestro Bortolucci, 307
Tel: (11) 2203-4925
Novena: Entre os dias 1º e 9, com missa às 20h;
No dia 10, às 20h, haverá encenação da história do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida
Em 12/10: Às 10h, missa da saúde; 16h, procissão e missa solene.
 

REGIÃO SÉ 

Paróquia Nossa Senhora Aparecida dos Ferroviários - Mooca

End: Rua Almirante Brasil, 125
Tel: (11) 2796-6016
Novena: Entre os dias 3 e 11, com missas às 20h
Em 12/10: Missas às 9h e às 16h, esta última antecedida de procissão.
 
(Apuração: Júlia Cabral)
 

 

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‘Peregrinação da imagem de Nossa Senhora Aparecida foi um momento de muita comunhão eclesial’

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04 de outubro de 2017

O Santuário Nacional de Aparecida iniciou no domingo, dia 1º, a solene comemoração dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida. A expectativa é que até 12 de outubro, Dia da Padroeira do Brasil, mais de 1 milhão de peregrinos visitem o maior templo mariano do mundo.

A maior concentração de fiéis deve acontecer no dia 12, quando são esperadas 200 mil pessoas, em especial para a missa solene das 9h30 em comemoração aos 300 anos do encontro da imagem. Outras atividades culturais e celebrações estão programadas até lá, incluindo a missa do domingo, 8, às 19h, presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo. 

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Os preparativos para a celebração do tricentenário da Padroeira do Brasil começaram em 2012 e, ao longo do tempo, imagens peregrinas fac-símile de Nossa Senhora Aparecida percorreram as dioceses brasileiras, mobilizando clérigos, religiosos e leigos de diferentes idades. “De norte a sul, de leste a oeste, pelas matas, pelas margens dos rios, pelos condomínios dos grandes centros, Nossa Senhora andou Brasil afora. Foi um momento de muita comunhão eclesial”, contou o Padre João Batista de Almeida, Reitor do Santuário Nacional de Aparecida, em entrevista ao Padre Edemilson Gonzaga, no programa “A Igreja em Notícia”, da rádio 9 de Julho , cuja íntegra reproduzimos a seguir.

 

O SÃO PAULO – EM OUTUBRO SÃO FESTEJADOS OS 300 ANOS DO ACHADO DA IMAGEM DE NOSSA SENHORA APARECIDA. QUANDO COMEÇARAM OS PREPARATIVOS PARA ESSA CELEBRAÇÃO?

Padre João Batista de Almeida – Começaram já em 2012, quando o Santuário Nacional de Aparecida e a CNBB se reuniram para planejar uma celebração que fosse digna para a Padroeira do Brasil. Desde então, vários eventos já aconteceram, muita coisa boa, mas há algo por acontecer, o ponto alto da festa ainda está por vir.

 

COMO FOI O ENVOLVIMENTO DE TODA A IGREJA NO BRASIL PARA PREPARAR ESSE JUBILEU DOS 300 ANOS?

Foi algo espetacular! A CNBB solicitou a todas as dioceses que se fizesse a peregrinação da imagem de Nossa Senhora pelas paróquias, comunidades e também em algumas entidades e associações. Praticamente todas as dioceses fizeram isso. O Santuário doou a cada diocese uma imagem fac-símile e cada bispo veio aqui para o Santuário junto com o clero, algumas dioceses também vieram com muitos fiéis e houve celebrações transmitidas pela TV Aparecida e outros meios católicos do envio dessas imagens para as dioceses. Foi uma espécie de missão que Nossa Senhora fez junto a todo povo brasileiro. De norte a sul, de leste a oeste, pelas matas, pelas margens dos rios, pelos condomínios dos grandes centros, Nossa Senhora andou Brasil afora. Foi um momento de muita comunhão eclesial. Os testemunhos que nós recebemos é algo muito espetacular. A missão aconteceu pela presença da imagem de Nossa Senhora Aparecida. O povo a acolheu e em alguns lugares até foi renovada a vida de comunidades que estavam, assim digamos, um pouco apagadas.

 

EM ALGUMAS CAPITAIS DOS ESTADOS HOUVE O RECOLHIMENTO DE UM POUCO DE TERRA A SER USADA NA NOVA COROA. POR QUE SE PENSOU NESSA INICIATIVA?

A intenção foi permitir que todo Brasil esteja presente no Santuário Nacional. Como forma concreta dessa presença, durante a visita da imagem nas capitais, em uma celebração transmitida pela tevê, foi coletado um pouquinho de terra de cada estado. Dentro da coroa jubilar que foi feita, há um recipiente e ali se colocou um pouquinho dessa terra. No dia 11 de outubro, a imagem de Nossa Senhora Aparecida vai receber essa coroa, que é a coroa oficial do jubileu. Será uma forma de dizer que o Brasil todo está presente na imagem de Nossa Senhora. A primeira coroa da imagem foi dada pela Princesa Isabel [em 1884]. Agora, essa segunda coroa vai ser doada pelo povo brasileiro. Não é mais uma princesa, ou um rei, são os próprios brasileiros que estão coroando Nossa Senhora Aparecida.

 

NESSE JUBILEU, FOI REALIZADO AINDA O PROJETO “ROTA 300”, COM O PROPÓSITO DE APRESENTAR OS CAMINHOS DA JUVENTUDE MISSIONÁRIA NO BRASIL E MOSTRAR A FÉ E A DEVOÇÃO À PADROEIRA. COMO FOI A PRESENÇA DOS JOVENS NO SANTUÁRIO NACIONAL DE APARECIDA POR CONTA DISSO?

Nos últimos três anos, nós acolhemos muito a juventude aqui no Santuário Nacional, justamente por este projeto chamado de “Rota 300”, com a participação da juventude dentro dessa peregrinação que a imagem de Nossa Senhora fez pelas dioceses, também como forma de ações missionárias nas próprias dioceses. Tudo isso combinou com a grande missão aqui no Vale do Paraíba, nas cidades banhadas pelo rio Paraíba do Sul, desde São José dos Campos (SP) até Caratinga (MG). Esse projeto foi encerrado em 29 de julho aqui em Aparecida (SP), com um grande número de jovens de muitas dioceses e também de movimentos. A gente até brinca que todas as “tribos”, como dizem os jovens, estiveram presentes. Foi um momento muito forte de comunhão eclesial.

 

POR FIM, COMO ESTÁ O ANDAMENTO DAS OBRAS ESTRUTURAIS NO SANTUÁRIO POR CONTA DO TRICENTENÁRIO DE NOSSA SENHORA APARECIDA?

Nós tivemos, nesses últimos anos, algumas obras que chamamos de presentes que os devotos entregaram a Nossa Senhora Aparecida. Primeiro foi o baldaquino, que são aquelas colunas que circundam o altar central. Houve o revestimento do baldaquino com temas ecológicos. A inauguração foi feita neste ano na abertura da Quaresma, porque a Campanha da Fraternidade de 2017 tratou sobre os biomas brasileiros. No baldaquino estão representados os biomas brasileiros, bem como as quatro estações do ano e quatro momentos da vida: concepção, geração, nascimento e, depois, o casal já adulto. O baldaquino sustenta a grande cúpula que será inaugurada no dia 11 de outubro. Ela já está pronta e vai ser descoberta como uma grande coroa que cobre o altar central, representando, assim, a coroa que Nossa Senhora recebeu da Princesa Isabel e que agora vai receber do povo brasileiro. A cúpula é a grande coroa do Santuário Nacional. Além disso, já ano retrasado, no Natal, aconteceu a inauguração do campanário, com os 13 sinos, sendo que 12 representam os apóstolos e um representa os devotos de Nossa Senhora Aparecida. Houve, também, a inauguração do Memorial dos Devotos, que é uma grande praça, onde as pessoas podem apreciar um pouco da cidade de Aparecida. Lá também estão os nomes daqueles que fazem parte da história do Santuário Nacional. Outras obras nós estamos ainda fazendo, como o Caminho do Rosário, que não vai ficar pronto este ano, mas, se Deus quiser, em 2018, vamos inaugurar mais esse presente para Nossa Senhora Aparecida. 

(Colaborou: Jenniffer Silva)
 

As opiniões expressas na seção “com a palavra” são de responsabilidade do entrevistado e não refletem, necessariamente, os posicionamentos editoriais do jornal O SÃO PAULO.




 

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Cardeal italiano representará Francisco nas comemorações do Ano Mariano

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24 de agosto de 2017

Será o cardeal italiano Giovanni Battista Re, Presidente emérito da Pontifícia Comissão para a América Latina, que irá representar o Papa nas celebrações do III Centenário da Aparição da imagem de Nossa Senhora, no Santuário Nacional de Aparecida (SP), entre 10 e 12 de outubro. A nomeação foi anunciada na manhã da quinta-feira, 17, pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

A imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada no rio Paraíba do Sul no ano de 1717. As comemorações dos ‘300 anos de Bênçãos’ de Nossa Senhora tiveram início no dia 12 de outubro de 2016 e para celebrar esse grandioso tricentenário, o Santuário Nacional está promovendo uma programação especial de devoção e obras de fé. A programação pode ser consultada em www.a12.com/ santuario-nacional.

(Com informações da Rádio Vaticano)

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