Papa no Angelus: a paz é um direito de todos

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02 de janeiro de 2018

Maria que coloca-se entre seu Filho Jesus e os homens, na realidade das suas privações, indigências e sofrimentos, especialmente os mais fracos e em dificuldades, foi a tônica da reflexão do Papa Francisco no Angelus do primeiro dia do ano, Solenidade da Mãe de Deus e 51º Dia Mundial da Paz.

Ao dirigir-se aos milhares e fiéis e turistas presentes na Praça São Pedro, o Papa recordou que a Igreja coloca na “primeira página do ano novo que o Senhor nos concede”, “uma estupenda miniatura, a solenidade litúrgica de Maria Santíssima Mãe de Deus”.

Desta forma, convida a fixarmos nela o olhar, “para retomar sob sua materna proteção, a longa jornada ao longo dos caminhos do tempo”.

Francisco observa que o Evangelho do dia nos remete à Belém, com a chegada dos pastores à estrabaria, que falam a Maria e José sobre o anúncio que receberam dos anjos, de que o recém nascido é o Salvador. Todos ficaram maravilhados, mas “Maria conservava todas estas coisas em seu coração”.

Assim, “a Virgem nos faz entender como deve ser acolhido o evento do Natal: não superficialmente, mas no coração. Nos indica o verdadeiro modo de receber o dom de Deus: conservá-lo no coração e meditá-lo. É um convite dirigido a cada um de nós para rezar contemplando e saboreando este dom que é o próprio Jesus”.

Além de ser Mãe de Jesus, ela é também a sua “primeira discípula”, desta forma, “dilata” a sua maternidade.

Por meio dela, realiza-se o primeiro “sinal milagroso” em Caná, o que “contribui para suscitar a fé dos discípulos”.

“Com a mesma fé” – disse o papa -  ela está presente “aos pés da cruz e recebe como filho o apóstolo João” e “após a ressurreição, torna-se mãe orante da Igreja sobre a qual desce com poder o Espírito Santo no dia de Pentecostes”:

Como mãe, Maria desempenha uma função muito especial: coloca-se entre seu Filho Jesus e os homens na realidade das suas privações, na realidade de suas indigências e sofrimentos. Maria intercede, consciente de que enquanto mãe pode, aliás, deve apresentar ao Filho as necessidades dos homens, especialmente os mais fracos e em dificuldades

E é a estas pessoas – recorda o Pontífice - que é dedicado o tema do Dia Mundial da Paz hoje celebrado: “Migrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de paz”.

Francisco reitera então seu desejo de fazer-se “voz destes nossos irmãos e irmãs que invocam para o seu futuro um horizonte de paz”, uma paz que é direito de todos, e “muitos deles – observa - estão dispostos a arriscar a vida em uma viagem que em grande parte dos casos é longa e perigosa, a enfrentar dificuldades e sofrimentos”:

Não apaguemos a esperança de seus corações; não sufoquemos as suas expectativas de paz! É importante que da parte de todos, instituições civis, realidades educacionais, assistenciais e eclesiais, exista o esforço de assegurar aos refugiados, aos migrantes, a todos, um futuro de paz”.

Que neste ano, pediu o Papa, possamos agir “com generosidade para realizar um mundo mais solidário e acolhedor”, convidando a todos a rezarem nesta intenção, ao mesmo tempo em que confia “a Maria, Mãe de Deus e Mãe nossa, o ano de 2018 recém iniciado”.

Francisco recordou que os antigos monges russos, místicos, diziam que em tempos de tribulação espiritual, era necessário colocar-se sob o manto da Santa Mãe de Deus. Pensando nas tantas tribulações de hoje, mas sobretudo aos migrantes e refugiados, rezemos como eles nos ensinaram a rezar”:

Sob sua proteção buscamos refúgio, Santa Mãe de Deus: não desprezai as nossas súplicas que passamos por provações, mas livrai-nos de todo perigo, ó Virgem gloriosa e bem-aventurada”.

Após rezar o Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro, o Papa Francisco, no “limiar de 2018”, dirigiu a todos seus  “cordiais votos de todo bem pelo novo ano”.

A seguir agradeceu e retribuiu as felicitações recebidas na noite do dia 31 do presidente da República italiana, Sergio Matarella, desejando ao povo italiano “um ano de serenidade e de paz, iluminado pela constante bênção de Deus”.

O Santo Padre então manifestou o seu apreço “pelas múltiplas iniciativas de oração e de ação pela paz, organizadas em todas as partes do mundo por ocasião do Dia Mundial da Paz”, recordando as diversas organizações e entidades envolvidas, com particular referência à Comunidade de Santo Egídio, responsável pela manifestação “Paz em toda a terra” realizada em Roma e em muitos países.

Ao renovar os votos de “um ano de paz na graça do Senhor e com a proteção materna de Maria, a Santa Mãe de Deus”, o Papa Francisco despediu-se pedindo aos presentes para não esquecerem de rezar por ele.

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Papa Francisco visita Ratzinger

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28 de dezembro de 2017

No ultimo dia 21 de dezembro, o Papa Francisco foi ao Mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano, para estar por 30 minutos com Bento XVI e desejar-lhe as felicitações natalícias. Esta visita se tornou uma tradição desde o ano de 2013, quando Bento XVI se transferiu para o mosteiro.

Alguns dias antes, em 18 de novembro, o Papa Francisco fez uma homenagem a Bento XVI por ocasião do prêmio Ratzinger, recordando que “a sua oração e a sua presença discreta e encorajadora nos acompanha no caminho comum”. “E a sua obra e o seu magistério – acentuou -  continuam a ser uma herança viva e preciosa para a Igreja e o nosso serviço.”

A visita a Bento XVI tem sido um “gesto de simplicidade da relação entre o Santo Padre – Francisco – e o Papa emérito”, como informado já em encontros precedentes pela comunicação interna do Vatican News,  principalmente nestas ocasiões importantes para o Cristianismo, como o Natal.

“Quando assistimos a estes encontros, vemos que existe entre os dois um grande afeto. A gentileza, o espirito de oração e a fraternidade é o que sempre conduzem estes momentos especiais”, prossegue a nota. Francisco ressaltou que “Joseph Ratzinger continua a ser um mestre e um interlocutor amigo para todos aqueles que exercitam o dom da razão para responder a vocação humana da busca da verdade”. 

 

Os últimos encontros entre Francisco e Bento XVI

O primeiro – histórico – foi o encontro em Castel Gandolfo, no dia 23 de março de 2013, quando Bento XVI e Francisco rezaram juntos por alguns momentos.

No dia 5 de julho de 2013, Bento XVI apareceu novamente ao lado de Francisco durante a inauguração de um monumento a São Miguel, nos Jardins Vaticanos.

Em 22 de fevereiro de 2014, durante o consistório para a criação de novos cardeais, a Basílica Vaticana teve pela primeira vez na história a presença de dois papas.

Ratzinger voltaria a encontrar o público – e Bergoglio – em 27 de abril de 2014, quando da canonização de São João Paulo II e São João XXIII, na Praça São Pedro.

Dois meses mais tarde, em 28 de setembro, a convite de Francisco, Bento XVI voltou à Praça São Pedro, onde participou do encontro com a terceira idade. O Papa emérito aparecera bem disposto, apesar de caminhar muito devagar e com a ajuda de uma bengala.

Sempre a convite do Papa Francisco, Bento XVI esteve novamente na Praça São Pedro em 19 de outubro de 2014, quando concelebrou o rito de beatificação do Papa Paulo VI.

Em 2015, Bento XVI voltou à Basílica de São Pedro, onde participou do consistório no qual Francisco criou 20 novos cardeais em 14 de fevereiro.

No final de 2015, Bento XVI passou a Porta Santa da Misericórdia da Basílica de São Pedro, aberta pelo P Francisco para o Jubileu, em 8 de dezembro.

Em 20 de novembro de 2016, Francisco foi até o Mosteiro Mater Ecclesia, onde foi recebido pelo Papa emérito junto com os novos cardeais criados no Consistório do mesmo dia.

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Vídeo-mensagem do Papa: "Participação dos leigos na política"

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02 de dezembro de 2017

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco enviou uma Vídeo-mensagem aos participantes do Encontro, que se realiza em Bogotá, a partir desta sexta-feira até o próximo domingo (01-03/11), que tem como tema: “Participação dos Leigos católicos na vida política”. Este encontro é promovido pela Comissão para a América Latina (CAL) e pelo Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM).

O Papa inicia sua Mensagem com uma citação dos seus Predecessores, que se referiam à política como uma “alta forma de caridade”, ou seja, um serviço inestimável de dedicação ao bem comum da sociedade.

De fato, frisa o Papa, “a política é, antes de tudo, serviço”, não de ambições e interesses pessoais ou de prepotência de facções nem de autocracia e totalitarismos. Sabemos - recordou – que “Jesus veio para servir e não para ser servido”. Seu exemplo deve ser seguido também pelos políticos.

Trata-se de um serviço, - explicou Francisco – que, às vezes, requer sacrifício e dedicação dos políticos, a ponto até de serem considerados “mártires” do bem comum.

O ponto de partida deste serviço, que requer constância, esforço e inteligência, - destacou o Papa – é o bem comum, visto como instrumento de crescimento, de direito e de aspirações das pessoas, das famílias e da sociedade em geral.

É claro que o serviço não deve se contrapor ao poder, mas o poder deve tender ao serviço, para não haver degeneração. Por isso, é preciso cultivar o verdadeiro senso interior da justiça, do amor e do serviço.

Por outro lado, disse o Pontífice, “sentimos a necessidade de reabilitar a dignidade da política”. Aqui, referindo-se à América Latina, o Papa recordou o grande descrédito popular em relação à política e aos partidos políticos, por causa da corrupção, como também a falta de formação e inclusão de novas gerações políticas, para prestar, com paixão, serviço aos povos.

Há necessidade – insistiu o Papa - de novas forças políticas, que brilhem pela sua ética e cultura; que façam uso do diálogo democrático; que conjuguem a justiça com a misericórdia e a reconciliação; que sejam solidárias com os sofrimentos e esperanças dos povos latino-americanos.

Neste sentido, Francisco exclamou: “Quanto precisamos, hoje, na América Latina, de uma política boa e nobre! Quanto precisamos de protagonistas!” E continuou: “O Continente latino-americano precisa de defesa do dom da vida, em todas as suas fases e manifestações; precisa de crescimento industrial e tecnologia sustentável; precisa de políticas corajosas para enfrentar o desafio da pobreza, da desigualdade, da exclusão e do subdesenvolvimento”.

Entre outras coisas, o Papa citou ainda a falta de uma educação integral e o restabelecimento do tecido familiar e social; de uma nova cultura do encontro e de uma democracia madura, que possa combater a corrupção, as colonizações ideológicas; de maior cuidado com a nossa Casa comum; de uma maior integração econômica, cultural e política; e de respeito dos direitos humanos, da paz e da justiça.

Em sintonia com o tema central destes três dias de encontro em Bogotá, Francisco citou o trecho conclusivo do Documento de Aparecida, sobre uma das grandes preocupações do Episcopado Latino-americano: “A grande ausência, no âmbito político, de vozes e iniciativas de líderes católicos, de personalidade forte e de dedicação generosa, que sejam coerentes com suas convicções éticas e religiosas”.

Na verdade, os Bispos do Continente latino-americano quiseram inserir esta observação referindo-se a uma maior necessidade de “discípulos e missionários na vida política”. Não há dúvida, - acrescentou o Santo Padre - que são muitos os testemunhos de católicos exemplares na cena política, mas deve-se, ainda mais, abrir alas para o Evangelho na vida política das nações.

Isto, porém, não quer dizer proselitismo, - esclareceu o Papa -. Ao contrário, a contribuição cristã para a ação política é dada com a missão peculiar dos leigos católicos, no âmbito social, segundo os critérios evangélicos e o patrimônio da Doutrina Social da Igreja.

A este respeito, o Papa Francisco havia escolhido, para a precedente Assembleia Plenária da CAL, precisamente o tema: “O indispensável compromisso dos leigos católicos na vida pública dos países latino-americanos”.

O Santo Padre concluiu sua vídeo-mensagem exortando aos leigos católicos a não permanecerem indiferentes na vida pública. Neste sentido, a Igreja caminha ao seu lado, com suas diretrizes em prol da dignidade humana, animando e promovendo a caridade e a fraternidade, o desejo do bem, da verdade e da justiça.

Por fim, referindo-se, de modo particular, aos participantes neste encontro de Bogotá, Francisco os adverte a um diálogo sincero e a falar com liberdade. Deste diálogo comum poderão nascer elementos iluminantes e orientadores para a missão da Igreja em nossos dias. (MT)

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Dia Mundial da Paz: “Migrantes e refugiados em busca da Paz”

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25 de novembro de 2017

Cidade do Vaticano (RV) – Foi publicada, na manhã desta sexta-feira (24/11), no Vaticano, a Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz, que será celebrado no dia 1° de janeiro, que tem como tema: “Migrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de Paz”.

O Santo Padre inicia sua Mensagem desejando a todos “Paz”, aquela que os anjos anunciaram aos pastores na noite de Natal. A paz é uma aspiração profunda de todas as pessoas e de todos os povos, sobretudo daqueles que mais precisam, como os migrantes e os refugiados.

De fato, recorda, na sua mente e no seu coração os mais de 250 milhões de migrantes no mundo, dos quais 22 milhões e meio são refugiados. Estes últimos ”são homens e mulheres, crianças, jovens e idosos, que procuram um lugar onde viver em paz!. E, para encontrá-lo, estão dispostos a arriscar a própria vida em viagens longas e perigosas e a passar por sofrimentos incríveis.

“Com espírito de misericórdia, diz Francisco, abraçamos todos os que fogem da guerra e da fome ou se veem constrangidos a deixar a própria terra por causa das discriminações, perseguições, pobreza e degradação ambiental. Mas, não basta abrir os nossos corações ao sofrimento dos outros. Acolher o outro requer um compromisso concreto, uma corrente de apoio e de beneficência, uma atenção vigilante e abrangente.

Praticando a virtude da prudência, salientou o Papa, os governantes saberão acolher, promover, proteger e integrar os migrantes, mediante medidas práticas, favorecendo uma maior integração. Os governantes devem assegurar-lhes justos direitos e desenvolvimento harmônico.

E o Santo Padre pergunta: Por que há tantos refugiados e migrantes? Como resposta, cita São João Paulo II, que, em sua Mensagem para o Dia da Paz no ano 2000, colocando como principal aumento de refugiados no mundo “os efeitos de uma sequência infinita de guerras, conflitos, genocídios, “limpezas étnicas”, que caracterizaram o século XX. Mas, até agora, infelizmente, nada mudou.

No entanto, Francisco citou outras razões que causam um contínuo aumento do número de migrantes: o desejo de uma vida melhor; a reunião da própria família; encontrar oportunidades de trabalho ou de instrução. Mas, citando também a sua Encíclica Laudato si’, explica que o trágico aumento de migrantes é causado pela fuga da miséria, agravada pela degradação ambiental.

A maioria migra seguindo um percurso legal, mas há quem toma outros caminhos, por causa do desespero, da falta de acolhida nos países, para os quais representam riscos, peso, desprezo da sua dignidade. Quem age assim, às vezes por causas políticas, ao invés de construir a paz, semeia violência, discriminação racial e xenofobia.

Por isso, exortou Francisco, convido todos a encarar as migrações com confiança, como oportunidade para construir um futuro de paz, com base na fraternidade, na solidariedade e na partilha.

Oferecer aos refugiados, migrantes e vítimas de tráfico humano a possibilidade de viver em paz, afirma o Papa, exige uma estratégia que contemple quatro ações: acolher, proteger, promover e integrar.

O Santo Padre conclui sua Mensagem para o Dia Mundial da Paz desejando que seja este espírito a animar o processo que, no decurso de 2018, levará à definição e aprovação, por parte das Nações Unidas, de dois pactos globais: um, para migrações seguras, ordenadas e regulares; outro, concernente aos refugiados.

Estes pactos representarão um ponto de partida para propostas políticas e medidas práticas. Por isso, é importante que sejam inspirados por sentimentos de compaixão, coragem e diálogo, para que se possa construir uma paz duradoura. (MT)

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Vídeo do Papa ao povo birmanês: reconciliação, perdão e paz

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18 de novembro de 2017

Cidade do Vaticano (RV) - Foi divulgada, nesta sexta-feira (17/11), a mensagem de vídeo do Papa Francisco para a Viagem Apostólica a Mianmar, programada de 27 a 30 deste mês. O Pontífice partirá do aeroporto internacional de Roma-Fiumicino, no domingo, 26, e chegará ao aeroporto internacional de Yangun, na segunda-feira, 27.

Na vídeo-mensagem, o Santo Padre envia uma palavra de saudação e amizade ao povo birmanês e diz que não vê a hora de conhecê-lo.

“Venho proclamar o Evangelho de Jesus Cristo, uma mensagem de reconciliação, perdão e paz. A minha visita quer confirmar a comunidade católica de Mianmar em sua fé em Deus e no seu testemunho do Evangelho, que ensina a dignidade de todo homem e mulher, e exige abrir os nossos corações aos outros, especialmente aos pobres e necessitados.”

“Ao mesmo tempo, desejo visitar a nação com espírito de respeito e encorajamento por todo esforço a fim de construir harmonia e colaboração no serviço ao bem comum. Nós vivemos num tempo em que os fiéis e os homens de boa vontade sentem cada vez mais a necessidade de crescer na compreensão recíproca e no respeito, e de apoiar-se mutuamente como membros da única família humana. Porque todos somos filhos de Deus.

“Sei que muitos em Mianmar trabalham bastante na preparação da minha visita, e lhes agradeço. Peço a cada um para rezar a fim de que os dias em que estarei com vocês, possam ser fonte de esperança e incentivo para todos.”

No final da mensagem de vídeo, o Papa invoca sobre os birmaneses as bênçãos divinas de alegria e paz.

(MJ)

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Dia Mundial dos Pobres contará com programação especial na Arquidiocese

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17 de novembro de 2017

Em sintonia com os apelos do Papa Francisco, o Vicariato Episcopal para a Pastoral do Povo de Rua da Arquidiocese de São Paulo celebra no sábado, 18, e no domingo, 19, o Dia Mundial dos Pobres, que terá como tema “Não amemos com palavras, mas com obras”.

“Nesta primeira jornada do Dia Mundial dos Pobres, instituída pelo Papa Francisco, nós esperamos vivamente que a Igreja dê uma resposta e faça o que o Papa disse: Que hajam gestos concretos.” Afirmou o Padre Julio Lancelotti, Vigário Episcopal para a Pastoral do Povo da Rua, em entrevista à rádio 9 de Julho.

Dom Luiz Carlos Dias: O Dia Mundial dos Pobres e a república brasileira

O Dia Mundial dos Pobres foi instituído pelo Papa Francisco, na conclusão do Ano Santo Extraordinário da Misericórdia, em 2016.

A Pastoral do povo Rua da Arquidiocese, com vários grupos e movimentos da Igreja, realizará uma programação especial para celebrar a data, com 18 horas de adoração ininterrupta. Confira a programação completa:

Dia 18/11 - Sábado

14h - Início pastoral com os irmãos (corte de cabelo e barba, louvor e adoração)

Início da adoração Eucarística

17h - Terço (procissão com imagem Nossa Senhora Aparecida)

22h - Santa Missa (Padre Julio Lancelotti)

Dia 19/11 – Domingo

06h - Laudes

8h - Café da manhã com os irmãos

9h – Encerramento da adoração Eucarística

11h – Santa Missa na Catedral da Sé

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Sim ao pobre, não à pobreza

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Bangladesh. Visita do Papa: esperança de maior segurança para minorias

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11 de novembro de 2017

Cidade do Vaticano (RV) - “Nossa esperança de cristãos em Bangladesh é que a visita do Santo Padre possa traduzir-se numa maior segurança para as minorias religiosas.” Foi o que declarou à fundação de direito pontifício “Ajuda à Igreja que Sofre” o missionário do Pontifício Instituto Missões Exteriores (Pime), Pe. Gabriel Costa, originário da Arquidiocese de Daca.

População bengalesa alegra-se com visita do Papa

O religioso contou que toda a população bengalesa, incluindo muçulmanos, tem a alegria de receber a visita do Papa Francisco, programada para os dias 1º e 2 de dezembro. A comunidade cristã, que representa somente 0,3% dos 160 milhões de bengaleses, aguarda o Pontífice com ansiedade e espera que Francisco possa convidar as autoridades locais a tutelar mais as minorias religiosas.

Fanatismo islâmico não faz parte da cultura bengalesa

“Após o atentado de Daca em julho de 2016, vivemos um período de medo e incerteza e fazemos votos de que o Papa possa ajudar-nos nesse sentido”, disse o sacerdote. Pe. Costa destacou que Bangladesh mudou muito nos últimos anos, em particular devido a difusão de um fanatismo islâmico que, absolutamente, não faz parte da cultura bengalesa.

Também muçulmanos não radicais são vítimas do fanatismo

“As minorias religiosas são as principais vítimas deste fanatismo, mas também os muçulmanos não radicais são atingidos”, ressaltou o missionário observando que, todavia, o partido no poder está buscando frear o extremismo e está se esforçando para tornar o país do centro-sul da Ásia mais democrático.

Ao mesmo tempo, registraram-se também mudanças positivas, como, por exemplo, o crescimento da população católica. Em relação à Igreja visitada por João Paulo II em 1986, que na época contava 4 dioceses, o Papa Francisco encontrará uma Igreja que hoje conta 8 dioceses e um número maior de batizados e de sacerdotes.

“Registram-se também conversões de muçulmanos ao cristianismo, embora se trate de um processo deveras longo. De fato, a Igreja deve ser muito prudente nestes casos porque embora as conversões ao Islã não sejam proibidas pela lei, a nível social são comumente hostilizadas”, ressaltou.

Fé da Igreja asiática pode ser exemplo para cristãos ocidentais

Apesar das dificuldades, a Igreja em Bangladesh conserva uma fé bem sólida que Pe. Costa considera possa servir de exemplo para os cristãos ocidentais, “os quais por vezes têm medo ou vergonha de mostrar sua identidade religiosa. Os cristãos bengaleses, ao invés, vivem abertamente sua fé e mostram-na com orgulho”. (RL)

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Papa Francisco: edificar, custodiar e purificar a Igreja

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09 de novembro de 2017

idade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco celebrou na manhã desta quinta-feira a missa na capela da Casa Santa Marta. O Pontífice dedicou sua homilia ao aniversário de Consagração da Basílica de São João de Latrão, que a liturgia celebra neste dia 9 de novembro.

Inspirando-se nas leituras, o Papa falou de três palavras: edificar, custodiar e purificar a Igreja. Antes de tudo, “edificar a Igreja”. O seu fundamento, recordou Francisco, é Jesus Cristo:

Ele é a pedra angular neste edifício. Sem Jesus Cristo, a Igreja não existe. Por quê? Porque não há fundamento. E se construímos uma igreja – pensemos numa igreja material – sem fundamento, o que acontece? Cai. Cai inteira. Se não há Jesus Cristo vivo na Igreja, ela cai.

E nós, o que somos?, perguntou ainda o papa. “Somos pedras vivas”, não iguais, cada uma diferente, porque “esta é a riqueza da Igreja. Cada um de nós constrói segundo o dom que Deus deu. Não podemos pensar numa Igreja uniforme: isso não é Igreja”. Portanto, “custodiar a Igreja”, consciente do Espírito de Deus que habita em nós:

Quantos cristãos hoje sabem quem é Jesus Cristo, sabem quem é o Pai – porque rezam o Pai Nosso? Mas quando você fala do Espírito Santo... “Sim, sim... ah, é a pomba, a pomba” e para ali. Mas o Espírito Santo é a vida da Igreja, é a sua vida, é a minha vida.... Nós somos templo do Espírito Santo e devemos custodiar o Espírito Santo, a tal ponto que Paulo aconselha os cristãos “a não entristecê-lo”, isto é, não ter uma conduta contrária à harmonia que o Espírito Santo faz dentro de nós e na Igreja. Ele é a harmonia, ele faz a harmonia deste edifício.

Por fim, “purificar a Igreja”, a partir de nós mesmos:

E nós somos todos pecadores: todos. Todos. Se alguém de vocês não for, levante a mão, porque seria uma bela curiosidade. Todos somos pecadores. E por isso devemos purificar-nos continuamente. E purificar também a comunidade: a comunidade diocesana, a comunidade cristã, a comunidade universal da Igreja. Para fazê-la crescer. 

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Papa: civilizar o mercado na perspectiva de uma ética amiga do ser humano

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21 de outubro de 2017

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta sexta-feira (20/10), na Sala Clementina, no Vaticano, os membros da Pontifícia Academia das Ciências Sociais que participam de um encontro promovido pelo organismo.

Instituída por São João Paulo II, com o objetivo de promover o estudo e o progresso das ciências sociais, econômicas, políticas e jurídicas, e oferecer à Igreja elementos a serem usados no estudo e no desenvolvimento da doutrina social, a Academia tem também a tarefa de refletir sobre a aplicação dessa doutrina na sociedade atual.

“O aumento endêmico e sistémico das desigualdades e da exploração do Planeta, e o trabalho que não dignifica a pessoa humana são as duas causas específicas que alimentam a exclusão e as periferias existenciais”, frisou o Papa em seu discurso.

“A desigualdade e a exploração não são uma fatalidade e nem uma constante histórica. Não são uma fatalidade porque dependem, além dos vários comportamentos individuais, das regras econômicas que uma sociedade se dá. O lucro prevalece como finalidade e a democracia se torna uma plutocracia na qual aumentam as desigualdades e também a exploração do Planeta.” 

Em relação à segunda causa de exclusão social, o Papa chamou a atenção para que no mundo do trabalho existam “pessoas abertas, empreendedoras, capazes de relações fraternas”, evidenciando uma necessidade fundamental: 

“É preciso desvincular-se das pressões de lobistas públicos e privados que defendem interesses setoriais. Também é necessário superar as formas de preguiça espiritual. A ação política deve ser colocada a serviço da pessoa humana, do bem comum e do respeito pela natureza.”

“Valores fundamentais como a democracia, a justiça, a liberdade, a família e a criação” não podem ser sacrificadas no “altar da eficiência”. “Devemos mirar a "civilização do mercado", na perspectiva de uma ética amiga do ser humano e do seu ambiente.”

Segundo o Papa,  é preciso repensar a figura e o papel do Estado-nação no novo contexto da globalização:

“O Estado não pode conceber-se como único e exclusivo detentor do bem comum, não permitindo a corpos intermediários da sociedade civil de expressarem plenamente seu pleno potencial. Esta seria uma violação do princípio de subsidiariedade que, junto ao da solidariedade, forma uma coluna da doutrina social da Igreja. O desafio aqui é o de como vincular os direitos individuais ao bem comum”.

Enfim, o Papa citou as palavras do escritor francês Charles Péguy a propósito do papel específico da sociedade civil e da virtude da esperança: “Como uma irmã pequena está no meio das outras duas virtudes, fé e caridade, segurando-as pela mão e puxando-as para frente. Parece-me ser esta a posição da sociedade civil: puxar o Estado e o mercado para frente a fim de que repensem sua razão de ser e seu modo de agir.”

(MJ)

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Papa: esporte, linguagem universal que ajuda a superar as diferenças

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14 de outubro de 2017

Cidade do Vaticano (RV) – “Vocês são símbolo de um esporte que abre os olhos e o coração ao valor e à dignidade de indivíduos e de pessoas que de outra forma seriam objeto de preconceito e de exclusão”.

Foi o que disse o Papa  aos cerca de 350 participantes do Torneio “Unified Footbal” e do fórum promovido pela “Special Olympics”, recebidos no final da manhã desta sexta-feira (13/10) na Sala Clementina, no Vaticano.

“Vocês terão nestes dias – disse Francisco – a oportunidade de reafirmar a importância do esporte “unificado”, pelo qual os atletas com e sem incapacidade intelectual, jogam juntos”.

Isto “alimenta a esperança de um futuro positivo e fecundo do esporte”, pois faz com que este se torne “uma verdadeira ocasião de inclusão e envolvimento”.

Neste sentido, “não se cansem de mostrar ao mundo do esporte o vosso esforço compartilhado para construir sociedades mais fraternas, em que as pessoas possam crescer e desenvolver-se e realizar em plenitude as próprias capacidades”.

O esporte – reiterou o Pontífice – “é uma das linguagens universais que supera as diferenças culturais, sociais, religiosas e físicas, e consegue unir as pessoas, tornando-as partícipes do mesmo jogo e protagonistas, juntas, de vitórias e derrotas”.

A Igreja sempre encoraja e apoia estas iniciativas - assegura o Papa - recordando que “o esporte sempre tem grandes histórias para contar sobre pessoas que, graças a ele, saíram da condição de marginalidade e pobreza, das feridas e dos infortúnios. Estas histórias nos mostram como a determinação e o caráter de alguns pode ser motivo de inspiração e de encorajamento para tantas pessoas, em todos os aspectos de suas vidas”.

Ao concluir, o Santo Padre fez votos de que junto ao divertimento destes dias, os participantes do torneio cultivem “a amizade e a solidariedade” e não se esqueçam de rezar por ele. Por fim, concedeu a todos a Bênção do Senhor. (JE)

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