Quando a orquestra vai ao hospital

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17 de novembro de 2018

Quinze músicos preparam seus instrumentos e fazem uma apresentação com duração aproximada de uma hora para pacientes e toda a equipe médica e funcionários dos hospitais Há 13 anos, sob a regência do médico Samir Rahme, a Orquestra do Limiar protagoniza o projeto “Música nos Hospitais”. 

A iniciativa é da Associação Paulista de Medicina (APM), com aprovação do Programa Nacional de Cultura (Pronac), do Ministério da Cultura, e, atualmente, com o patrocínio do Aché Cultural, pertencente ao Aché Laboratórios Farmacêuticos.

A música vai ganhando espaço nos corredores dos hospitais e encontrando ouvidos atentos e perspicazes. “É um programa diferenciado e muito bonito. É como se a gente acendesse um incenso musical e proporcionasse um momento de beleza e reflexão”, disse Samir Rahme, em entrevista à rádio 9 de Julho.

Após a apresentação principal, que acontece no hall do hospital ou em outro espaço como a capela, os músicos da Orquestra de Câmara dividem-se em quatro grupos e vão até os andares para tocar seus instrumentos àqueles pacientes e funcionários que não puderam se deslocar para a apresentação principal.

Com o projeto, a APM propõe uma atividade mais leve e prazerosa dentro da rotina hospitalar, levando a alegria e os benefícios da música aos pacientes, funcionários e frequentadores. É uma oportunidade de proporcionar contato com a cultura por meio da realização de concertos de música erudita e instrumental, uma vez que se trata de uma orquestra de cordas.

Estudos publicados pela Associação Americana de Musicoterapia e pela Federação Mundial de Musicoterapia indicam os efeitos positivos da música no funcionamento do organismo. As pesquisas confirmam que as atividades musicais melhoram o humor, potencializam a expressão e favorecem o aprendizado.

 

PELO BRASIL

A programação é 100% gratuita e, até o fim de 2018 o projeto “Música nos Hospitais” terá acontecido em 13 instituições nos Estados de São Paulo, Bahia e Ceará. “A gente viajava com a orquestra até dois anos atrás e pretendemos voltar a viajar em breve. Já nos apresentamos em todas as cidades do Estado de São Paulo e em 12 capitais brasileiras, além de outras cidades do interior”, explicou Samir. “Quando chegamos a um hospital pela primeira vez, sempre há aquele ar de desconfiança e medo, mas no fim do concerto, a pergunta é sempre a mesma: ‘Quando vocês vão voltar?’”, continuou.

Desde 2004, o programa foi realizado 176 vezes, em 21 cidades espalhadas pelo Brasil, contemplando 68 hospitais e reunindo cerca de 60 mil pessoas – entre médicos, enfermeiros, funcionários, pacientes e familiares. Ao longo desses anos, a APM, juntamente com seus parceiros, buscou impactar positivamente o dia a dia das pessoas nos hospitais e, dessa forma, ampliar também o gosto pela música erudita.

 

REPERTÓRIO

Samir explicou que o repertório é escolhido cuidadosamente por ele mesmo e as apresentações são compostas por peças e arranjos específicos para cordas. “Escolho músicas que toquem o coração das pessoas, que falem às almas delas. A música tem tudo o que a gente precisa: ela tem melodia, acontece no tempo, assim como a vida. Normalmente, começamos o programa com grandes mestres que souberam lidar com a matemática musical, como Vivaldi, Bach, Villa Lobos e Mozart. A música de Mozart está em todas as apresentações, pois são peças cheias de leveza e que provocam envolvimento. A música dele faz a alma dançar”, con- tinuou o médico. O repertório é composto também por músicas mais populares, como arranjos de Beatles para orquestras e compositores brasileiros.

 

ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE MEDICINA

Fundada em 1930, a APM é uma entidade representativa dos médicos do Estado de São Paulo. Sem fins lucrativos, de utilidade pública e com cerca de 30 mil associados, tem o objetivo de identificar e enfrentar os grandes desafios da Medicina na atualidade. Além do Música nos Hospitais, a APM apoia diversos programas culturais abertos ao público, como exposições de arte, programas musicais, cinema e debates.

 

 

ORQUESTRA DO LIMIAR

Fundada em 2002 pelo maestro e médico Samir Rahme, que é formado em Composição e Regência pela Unesp, a Orquestra  do Limiar, desde a sua criação esob o lema “Música para a Alma”, apresenta concertos de música instrumental e erudita em con- gressos, eventos e hospitais.

Regência: Samir Rahme
Spalla: Marcos Scheffel

Violinos: Kleberson Buzo, Gabriel Gorun, Luiz Gustavo Nascimento, Marcela Sarudiansky, Wassi Carneiro, Jair Guarnieri,Tiago Paganini e Nikolay Iliev Iliev

Violas: Everton de Souza e Daniele Benedecte

Violoncelos: Fábio Petrucelli e Mayara Alencar
Contrabaixo: Thiago Hessel

 

PRÓXIMOS CONCERTOS

(As apresentações são abertas ao público e gratuitas. Não há necessidade de inscrição nem retirada de ingressos com antecedência).

 

QUARTA, 21, ÁS 12H ENSAIO ABERTO

Instituto do Câncer do Estado de São Paulo - Octavio Frias de Oliveira – Hall de Entrada (Avenida Doutor Arnaldo, 251 - Cerqueira César - São Paulo/SP)

 

QUARTA, 28, ÁS 11H ENSAIO ABERTO

Instituto do Câncer do Estado de São Paulo - Octavio Frias de Oliveira - Hall de Entrada

(Avenida Doutor Arnaldo, 251 - Cerqueira César - São Paulo/SP)

 

QUARTA, 5 DE DEZEMBRO, ÁS 12H30 ENSAIO ABERTO

Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (INCOR) - Marquise - Térreo - Bloco II

(Avenida Doutor Enéas de Carvalho Aguiar, 44 – Cerqueira César - São Paulo/SP)

 

QUARTA, 12 DE DEZEMBRO, ÁS 11H ENSAIO ABERTO

GRAACC - Grupo de Apoio ao Adolescente e Criança com Câncer - Brinquedoteca Seninha - 3o andar

(Rua Pedro de Toledo, 572 - Vila Clementino - São Paulo/SP)

 
(Colaborou: Larissa Freitas/rádio 9 de Julho)
 
 

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A luta pelo ser e pelo crescer ainda na infância

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01 de novembro de 2018

Já nas primeiras horas do dia, quando é terça-feira e sexta-feira, Sandra Avalos e a filha Ana Beatriz se levantam e saem da zona Leste de São Paulo, em Ermelino Matarazzo, rumo ao bairro do Tucuruvi, na parte norte da cidade. Os aproximados 60 minutos de distância, tornam-se segundos, quando o motivo que as leva até lá é lembrado. Os raios de sol que crescem no horizonte significam a conquista que o dia poderá lhes oferecer.

Às 4h de 1o de julho de 2005 nascia Ana Beatriz, hoje com 13 anos, e que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) no momento do parto. Sua mãe contou ao O SÃO PAULO que na hora do nascimento da filha, a equipe médica que a atendeu não permitiu que ela segurasse nem visse a filha. Os médicos alegavam que Ana estava cansada.

No dia seguinte, Sandra percebeu que sua filha não havia sido levada pelas enfermeiras para mamar. A resposta dada pela equipe médica permaneceu a mesma. Na realidade, a recém-nascida estava apresentando hisparmos, que são crises compulsivas.

Levada para Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, foram feitos exames, dentre eles a tomografia que diagnosticou um AVC Hemorrágico do lado esquerdo do cérebro: “Eu só agradeci a Deus, mas em momento algum imaginava a luta que seria depois do nascimento dela”, relembrou Sandra.

Durante a gestação e mesmo os exames pré-natal não identificaram uma cardiopatia congênita, responsável pelo AVC sofrido por Ana. As quatro veias do coração invertidas só foram descobertas um mês após ao seu nascimento e, por já estarem em estado avançado, uma cirurgia de correção foi realizada, às pressas, quando a menina tinha apenas 40 dias de vida: “Dentro das cardiopatias que existem, a dela representa apenas 1%, é raríssima”, destacou Sandra.

Duas vezes por semana, Ana Beatriz realiza fisioterapia em uma clínica no bairro do Tucuruvi. Lá é atendida por profissionais que cuidam das sequelas deixadas pelo AVC. Ana possui dificuldade cognitiva e de locomoção. A cada sessão, é conquistado um pouco mais de autonomia e, quem sabe, uma nova palavra é aprendida e pronunciada.

‘MEU MILAGRE’

“Eu cheguei a ouvir de fonoaudiólogos que ela poderia não falar. Aquilo para mim foi angustiante”, contou emocionada a mãe de Ana Beatriz, que comemora a cada nova palavra verbalizada pela filha.

Um dos momentos mais marcantes para Sandra foi quando Ana deu os primeiros passos, aos 2 anos e meio de idade. Ela lembrou ainda que amarava um pano na cintura da filha para estimulá-la a caminhar: “Ainda tem um caminho a percorrer, mas eu confio no tempo dela e no tempo de Deus”, continuou.

Após a operação que corrigiu a má formação nas veias da menina, foram necessárias 72 horas de espera para ter a certeza de que seu organismo não iria rejeitar o procedimento cirúrgico. “Foi um momento desesperador, por isso, eu falo que ela é meu milagre”.

TORNAR-SE FORTE

Um dos aspectos destacados por Sandra são os aprendizados que a maternidade lhe trouxe. No início, Sandra diz que saia desesperada para o hospital a cada febre que Ana apresentava.

Saber lidar com o preconceito foi, para ela, outro ponto necessário a superar. Hoje, pode reconhecer seu crescimento e considera que o tempo foi capaz de transformá-la em uma pessoa mais fortalecida.

ANTES MESMO DE NASCER

A forma como Arthur Bruno virava os olhos, abria e fechava a mão direita, repentinamente, despertaram em Paula Meneghetti a desconfiança de que, talvez, algo pudesse estar errado com seu primeiro filho. Dois dias após dar à luz, os dois receberam alta e seguiram para casa, em Ribeirão Pires (SP).

Arthur seguiu apresentando os sinais. Paula levou o menino a um hospital. A médica de plantão diagnosticou que Arthur estava sofrendo convulsões e logo foi dado a ele o primeiro, das muitas doses, de anticonvulsivante.

Foram dez dias de internação e realização de ressonância magnética e tomografia, que acusaram um AVC Isquêmico do lado esquerdo do cérebro, Arthur precisaria fazer usos dos anticonvulsivante a cada 12 horas: “A partir daí, começou nossa luta”, falou Paula.

Quando tinha de 15 a 18 dias de nascido, Arthur iniciou tratamento na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). Por ser muito pequeno, não realizava fisioterapia. Eram feitos apenas estímulos de som e de movimentos com os braços.

UMA CAIXINHA DE SURPRESAS

“O primeiro diagnóstico que o médico me deu foi que ele não iria andar, não iria falar, talvez ficasse na cama. Os médicos não estão preparados para falar com os pais e os pais não estão preparados para receber a notícia”, rememorou mãe de Arthur sobre a primeira consulta no neurocirurgião. 

Paula disse que se sentiu arrasada pelo fato de ter em seus braços um bebê no qual saberia qual seria o seu destino: “Ele era uma caixinha de surpresa no momento”.

Graças ao rápido tratamento, Arthur, hoje com 9 anos, não possuí sequelas do AVC, vive normalmente e desde os 3 anos não faz usos de remédios e de tratamento fisioterápico, o que para sua mãe representa o mais vitorioso momento desde o seu nascimento.

Aos 6 anos, uma nova bateria de exames foi solicitada pela equipe médica que acompanha Arthur, e foi percebido que a cicatriz em seu cérebro é de antes de seu nascimento, ou seja, o que eles desconheciam é que seu AVC ocorreu ainda no útero. As causas não são claras. O mais provável é que Paula tenha sofrido alguma alteração que tenha ultrapassado a placenta e o atingido.

TROCA DE EXPERIÊNCIAS

Tanto Sandra quanto Paula enfrentaram dificuldades para conseguir informações sobre o problema dos filhos. Elas se conheceram por meio das redes sociais e hoje administram uma página no Facebook (AVC em crianças, casos raros, mas reais) 

Dessa iniciativa, muitas famílias são beneficiadas com dados sobre a doença, além de buscar forças nos testemunhos que são contatos. Parte dessas histórias estão registradas no livro que possui o mesmo nome da página, lançando em 2017, pela editora Multifoco.

RARO, MAS COMUM

Em todo mundo, o dia 29 de outubro é destacado como de combate ao AVC. No Brasil, é organizado pela ONG Nossa Casa, primeira plataforma nacional destinada a paralisia cerebral e o AVC Infantil e pelo ANVIA, grupo de pesquisa da UNICAMP que investiga Anormalidades Neurovasculares na Infância e Adolescência, o Dia Mundial do AVC Infantil.

Maria Valeriana Leme de Moura Ribeiro, neuropediatra, presidente do Grupo CNPq Anvia e co-fundadora da ONG Nossa Casa - Um lugar para falar de Paralisia Cerebral e AVC Infantil, explicou à reportagem que 1 em cada 3 mil nascidos sofre com o AVC infantil.

Dentre os principais motivos estão as malformações do coração apresentadas logo após o nascimento, doença ou inflamação dos vasos do sistema nervoso central ou vasculopatia ou vasculites e traumas em acidentes. Anemias, como a falciforme; malformações dos vasos sanguíneos, complicações de infecções, como em casos de otite ou meningite.

A neuropediatra disse, ainda, que a principal diferença entre o AVC ocasionado em adultos para os que acontecem em crianças estão nas causas, mas que as sequelas de ambos são semelhantes. 

Ao falar dos sintomas do acidente cerebral infantil, Maria Valeriana destacou: “As crianças podem ficar confusas e até desmaiar. Perda ou dificuldade para movimentar um dos lados do corpo, convulsão, perda da fala e ‘repuxamento’ da boca. Todos devem estar atentos para o atraso do desenvolvimento motor global”, conclui.

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Aos profissionais da saúde: ‘amar o enfermo como Jesus amou’

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27 de outubro de 2018

A Pastoral da Saúde da Arquidiocese de São Paulo realizou no sábado, 20, no Santuário Nossa Senhora do Rosário de Fátima, no bairro do Sumaré, a segunda manhã de espiritualidade voltada para profissionais da área de saúde, com o tema “Amar o enfermo como Jesus amou”.

Padre Rafael Vicente, Assistente Eclesiástico da Pastoral da Saúde na Região Brasilândia, é fisioterapeuta de formação. Ele fez menção à importância do recolhimento espiritual para encontrar na Sagrada Escritura e na Teologia os conceitos que servem de base para uma experiência de oração. Deus sendo amor em sua natureza, na encarnação de Jesus Cristo, revela à humanidade o próprio Amor (o Filho que é a imagem do Pai) e ensina, quase que didaticamente, como colocar esse amor, presente na humanidade desde a criação, em prática. “A prática cristã do amor é deixar que Cristo continue manifestando seu amor por meio de nossas mãos.”

Padre Maurício Gris, camiliano, responsável pelo Instituto Camiliano de Pastoral, lembrou que, muitas vezes, por conta das tarefas diárias, as pessoas agem quase que de modo automático e não se dão conta do que acontece em volta delas. Ele afirmou que uma das maneiras de superar isso é a prática da empatia, ou seja, de modo simplificado, conseguir se colocar no lugar do outro.

Para João Batista Bezerra de Sousa, psicólogo pela Universidade Católica de Brasília, as palestras e partilhas do encontro muito contribuíram para compreender o papel dos profissionais da saúde e dos agentes de saúde no trato com os enfermos. Segundo ele, o acolher com uma escuta atenta e de qualidade assemelha-se ao gesto de como Jesus amou e acolheu o enfermo, e o que configura o gesto concreto de amor e compaixão é estar ao lado do enfermo e acompanhar seu ritmo para que se sinta amado e acolhido. Lembrou, ainda, que pensar a espiritualidade é desenvolver junto ao enfermo, e na saúde de modo integral, um atendimento humanizado em todas as circunstâncias da vida.

Também a médica Maria Fátima de Abreu Lopes, clínica médica e cardiologista, disse ter sido marcante uma frase de Santa Teresa de Calcutá falada durante o encontro: “o amor verdadeiro dói”. A médica destacou que “‘custa’ amar, exige uma perda, um renegar a nós mesmos, ir além de nossas dificuldades e dores para fazer o bem ao outro. Lembrei-me das dificuldades que enfrentamos no trabalho, muitas vezes com sobrecarga de pacientes, falta de condições e muita responsabilidade, às vezes com pressão de chefia, com enfrentamento do cansaço dos plantões, dificuldades de relacionamento na equipe ou com o próprio paciente que pode ser agressivo, desrespeitoso”. 

Entre os participantes do encontro – médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais, administradores hospitalares, dentistas, biomédicos, terapeutas ocupacionais e agentes da Pastoral da Saúde em hospitais – predominou o desejo de que a Pastoral da Saúde da Arquidiocese promova atividades similares no próximo ano. 

(Colaborou: Padre João inácio Mildner, Assistente Eclesiástico Arquidiocesano da Pastoral da Saúde)
 

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Paróquia Nossa Senhora de Fátima realiza almoço comunitário

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25 de outubro de 2018

No domingo, 14, a Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, no Setor Anchieta, na Região Episcopal Ipiranga, por meio da Pastoral da Saúde, realizou o tradicional almoço comunitário para idosos e enfermos da comunidade.

Durante a missa celebrada às 10h, mais de 160 mais de 160 idosos, pessoas enfermas, mulheres grávidas e pessoas que irão passar por cirurgia em breve receberam o sacramento da extrema unção.

Na homilia, Padre Willian Day Tombini, Pároco, rememorou os sete novos santos canonizados no domingo, 21, pelo Papa Francisco, dentre eles: Oscar Romero, martirizado por sua luta em defesa dos mais pobres e Paulo VI, que corajosamente, retomou o Concilio Vaticano II.

(Com informações: Paróquia Nossa Senhora de Fátima)

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Políticas Públicas é tema do terceiro seminário de saúde em defesa do SUS

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25 de outubro de 2018

O auditório do primeiro andar da Universidade 9 de Julho, na Avenida Francisco Matarazzo, 335, próximo ao Metrô Barra Funda, será, no dia 10 de novembro, cede do terceiro seminário dos militantes nas políticas públicas de saúde em defesa do SUS, promovido pela Pastoral da Saúde da Arquidiocese de São Paulo.

O encontro que tem início às 13h30, e término às 17h30, abordará a temática: “As políticas públicas de saúde frente à nova realidade brasileira” e todos os agentes da Pastoral da Saúde, na cidade de São Paulo, são convidados.

Os interessados devem entrar em contato com os organizadores pelo telefone: 3660-3743, das 14h às 17h, ou pelo e-mail pastoraldasaudesp@gmail.com . Além de acompanhar o facebook da pastoral.

 

 

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Pesquisadores criam biossensor para detectar câncer de pâncreas

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02 de outubro de 2018

Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos, da Universidade de São Paulo (IFSC-USP), em parceria com o Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), do Hospital de Câncer de Barretos, e a Universidade do Minho, de Portugal, criaram um biossensor capaz de diagnosticar precocemente o câncer de pâncreas, considerado um tipo de tumor raro no Brasil, porém altamente letal por ter sintomas que demoram para aparecer e quando dão sinais indicam que a doença já está em estágio avançado, tornando o tratamento mais difícil.

Segundo informações da Fapesp, que apoia o projeto, os cientistas construíram um dispositivo de baixo custo que consegue de detectar o biomarcador do câncer de pâncreas com alta sensibilidade e seletividade. “Conseguimos fazer um biossensor de baixo custo que demonstrou ser capaz de detectar o biomarcador do câncer de pâncreas em amostras reais de sangue e de células tumorais em uma faixa de relevância clínica”, disse um dos criadores do marcador e professor do IFSC-USP, Osvaldo Novais de Oliveira Junior.

De acordo com a Fapesp, o dispositivo é formado por duas lâminas em escala nanométrica (da bilionésima parte do metro), compostas por ácidos e anticorpos que reconhecem o antígeno CA19-9, proteínas existentes nas células cancerígenas. “O antígeno CA19-9 não é completamente específico para detecção de câncer de pâncreas. Pacientes com pancreatite (inflamação do pâncreas) também podem apresentar alteração na produção dessa proteína”, explicou Oliveira Junior.

Atualmente a detecção do CA19-9 é feita por meio do teste Elisa, que é um exame de sangue de alto custo e sensibilidade limitada, sendo difícil para detectar câncer de pâncreas em estágio inicial. “Produzimos o imunosensor com arquitetura mais simples possível para imobilizar anticorpos da proteína CA19-9. Para conseguir obter alta sensibilidade ao antígeno, a arquitetura de imunossensores que foi desenvolvida antes era mais complicada, utilizava mais materiais e tinha mais etapas de construção”, explicou Oliveira Junior.

Segundo o pesquisador, os resultados dos testes mostram que já é possível utilizar o imunossupresor na prática, mas há dois desafios: o de produzir os dispositivos em larga escala com os mesmos resultados e as análises de dados gerados pelos testes para estabelecer os padrões de detecção.

“Essas análises poderão ser feitas por meio de técnicas de computação, que permitem visualizar os dados em gráficos, e de seleção de atributos, que possibilitam escolher parte de um sinal gerado pelos testes para fazer distinções de padrões. Esse trabalho exigirá pesquisas com a participação de cientistas da computação”, disse.

 

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Países das Américas fecham acordo para prevenir doenças transmitidas por vetores

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01 de outubro de 2018

Autoridades de saúde da região das Américas concordaram na segunda-feira, 24, a implementar uma série de ações nos próximos cinco anos para controlar de forma mais efetiva os vetores que transmitem doenças como malária, dengue, zika e Chagas. O objetivo do plano é prevenir a ocorrência e reduzir a propagação desse tipo de enfermidades transmissíveis.

O plano de ação sobre entomologia e controle de vetores, apresentado ao 56º Conselho Diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que se reúne nesta semana em Washington (EUA), concentra-se na prevenção, vigilância e controle integrado dos vetores transmissores de arbovírus, malária e certas doenças infecciosas negligenciadas, por meio de intervenções eficazes, sustentáveis, de baixo custo e baseadas em evidências.

“As populações mais afetadas por doenças transmitidas por vetores são aquelas que vivem em condições de vulnerabilidade e distantes dos serviços de saúde. São essas populações que mais frequentemente sofrem consequências e danos para a saúde pela falta de medidas sanitárias e de controle de vetores”, disse a diretora da OPAS, Carissa F. Etienne.

“Essas são as populações onde a OPAS concentra seus esforços e onde é necessário que os governos e as comunidades tenham um papel ativo na prevenção e controle de vetores, para que juntos, possamos reduzir a carga dessas doenças infecciosas.”

As doenças infecciosas têm um impacto significativo na saúde pública na região das Américas e em todo o mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou que doenças transmitidas por vetores, como a dengue, febre amarela, malária, esquistossomose, leishmaniose, doença de Chagas e peste, representam mais de 17% das doenças infecciosas no mundo, causando mais de 700 mil mortes por ano.

Desde 2010, alguns surtos importantes de dengue, chikungunya, febre amarela e vírus zika – bem como surtos locais de malária, leishmaniose, doença de Chagas, leptospirose e peste – tiraram vidas e prejudicaram os sistemas de saúde da região.

O Plano de Ação sobre Entomologia e Controle de Vetores (tradução livre de Plan of Action on Entomology and Vector Control) inclui cinco linhas de ação para os países, entre elas: fortalecer o trabalho multissetorial em vários programas e setores, a fim de aumentar os esforços colaborativos de prevenção e controle de vetores; engajar e mobilizar governos e comunidades locais, incluindo serviços de saúde; melhorar a vigilância dos vetores e a avaliação das medidas de controle, incluindo monitoramento e manejo da resistência aos inseticidas.

Outras ações incluem avaliar e incorporar abordagens comprovadas ou inovadoras para o controle de vetores e ampliá-las quando possível; fornecer capacitação contínua sobre entomologia e controle de vetores não apenas para especialistas, mas também para agentes de saúde pública.

A exposição das pessoas aos vetores e às doenças que eles transmitem ocorre em nível local e é frequentemente associada a fatores como faixa etária, sexo, etnia e profissão ou ocupação e desigualdade, entre outros. Nesse sentido, o plano de ação enfatiza a necessidade de que as autoridades nacionais de saúde e controle de vetores planejem e façam parcerias com organizações comunitárias locais para trabalhar de forma mais efetiva com as populações afetadas.

Em termos de ferramentas para o controle de vetores, o plano enfatiza que abordagens inovadoras, como mosquitos infectados por bactérias, geneticamente modificados ou novos inseticidas devem ser submetidos a uma avaliação cuidadosa em estudos-piloto antes de serem incorporados ao arsenal de manejo de vetores.

As doenças transmitidas por vetores são enfermidades infecciosas propagadas por organismos intermediários, que podem ser mosquitos, carrapatos ou roedores, que por sua vez as transmitem aos humanos. Eles são responsáveis por uma alta carga de doenças e mortalidade na região das Américas, especialmente em países e áreas onde fatores de risco sociais, econômicos e ecológicos foram documentados e onde a população vive em condições de vulnerabilidade. Contribuem para o absenteísmo escolar, aumento da pobreza, custos elevados de saúde e sistemas de saúde sobrecarregados, ao mesmo tempo em que reduz a produtividade econômica geral.

 

Sobre doenças transmitidas por vetores nas Américas

Estima-se que, atualmente, 145 milhões de pessoas em 21 países da região vivem em áreas de risco para a malária. Somente em 2017, cerca de 680 mil casos foram registrados. Ao menos oito países das Américas estão trabalhando para eliminar essa doença.

As epidemias de dengue ocorreram em ciclos de três a cinco anos nas Américas. Os casos aumentaram desde 2000; somente em 2017, mais de 483 mil casos e 253 mortes foram notificados.

Em 2017, houve mais de 180 mil casos de chikungunya, uma doença viral transmitida por mosquitos que atingiu a região no final de 2013.

O número cumulativo de casos suspeitos e confirmados de zika no período de 2015 a 4 de janeiro de 2018 foi de 583 mil e 223.477, respectivamente, com 20 mortes confirmadas e 3.720 casos de síndrome congênita do zika confirmados.

Quase 6 milhões de pessoas na região das Américas ainda sofrem os efeitos crônicos da doença de Chagas; isto é especialmente prevalente entre famílias cujas habitações estão desprotegidas e em más condições, e dentro de algumas comunidades indígenas.

A leishmaniose está aumentando, com cerca de 60 mil casos cutâneos e mucocutâneos e 4 mil casos viscerais da doença relatados anualmente.

Atualmente, a oncocercose é transmitida apenas na área habitada pelos povos Yanomami e ao longo da extensão do Brasil-Venezuela. A filariose linfática foi praticamente eliminada no Brasil e se limita a poucos focos na Guiana, no Haiti e na República Dominicana.

A transmissão ativa da esquistossomose é limitada a poucos focos no Brasil, Suriname e Venezuela.

O Conselho Diretor da OPAS reúne ministros da Saúde e delegados de alto nível dos países membros da Organização em Washington para debater e analisar políticas de saúde regionais e fixar prioridades de cooperação técnica e de colaboração entre países.

A OPAS trabalha com os países das Américas para melhorar a saúde e a qualidade de vida de sua população. Fundada em 1902, é a organização internacional de saúde pública mais antiga do mundo. Atua como oficina regional para as Américas da OMS e é a agência especializada em saúde do sistema interamericano.

 

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Papa: Cuidar dos nossos irmãos doentes abre o nosso coração

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01 de outubro de 2018

Nesta segunda-feira, 1, o Papa Francisco recebeu os participantes do IV Seminário de Ética na gestão de Serviços de Saúde organizado pela Pontifícia Academia para a Vida, que contou com a presença de Dom Alberto Bochatey, Bispo Auxiliar de La Plata e presidente da Comissão de Saúde da Conferência Episcopal Argentina e do senhor Cristian Mazza, presidente da Fundação “Consenso Salud”.

Papa Francisco falou aos presentes que embora estejamos em uma época marcada pela crise econômica que leva a muitas dificuldades no atendimento dos pacientes desde o desenvolvimento da ciência médica ao acesso à terapias e remédios. “O cuidados dos nossos irmãos abre nosso coração para acolher um dom maravilhoso”. Neste contexto Francisco propõe três palavras para reflexão: milagre, cuidado e confiança.

 

Milagre: valorizando a dignidade do ser humano

Os responsáveis pelas instituições dirão que é impossível fazer milagres para manter os custos-benefícios... “Sem dúvida - disse o Papa - um milagre não é fazer o impossível, o milagre é encontrar no doente, no desamparado que temos diante de nós, um irmão. Somos chamados a reconhecer no doente o receptor das prestações de imenso valor de sua dignidade como ser humano, como filho de Deus”. O Papa esclarece que por si só não “desata todos os nós”, mas criará disposição para desatá-los na medida de nossas possibilidades levando a uma mudança  interior e de mentalidade em nós mesmos e na sociedade.

A consciência de valorizar a dignidade do ser humano “permite que sejam criadas estruturas legislativas, econômicas e médicas necessárias para enfrentar os problemas irão surgindo”.

Francisco observou que “o princípio inspirador deste trabalho deve ser absolutamente a busca do bem. E este bem não é um ideal abstrato, mas uma pessoa concreta, um rosto, que muitas vezes sofre". Em seguida o Papa disse aos participantes: "Sejam valentes e generosos nas intenções, planos, projetos e no uso dos meios econômicos e técnicos-científicos”.

 

Cuidado: para o doente se sentir amado

Sobre este ponto o Papa disse que cuidar dos doentes não é simplesmente a aplicação asséptica de medicamentos ou terapias apropriadas, mas especificou que o verbo latim “curare” quer dizer atender, preocupar-se, cuidar, ser responsável pelo outro, pelo irmão.

“Este cuidado deve ter maior intensidade nos cuidados paliativos", por atravessarmos neste momento uma forte tendência à legalização da eutanásia, sabemos o quanto é importante um acompanhamento sereno e participativo. “Quando o paciente terminal - diz o Papa - sente-se amado, respeitado e aceito, a sombra negativa da eutanásia desaparece ou é quase inexistente, pois o valor do seu ser se mede pela sua capacidade de dar e receber amor e não pela sua produtividade”.

 

Confiança: relação baseada na responsabilidade e lealdade

A terceira palavra no contexto de cuidados dos enfermos é confiança que pode ser distinguida em vários âmbitos. Antes de tudo, a confiança do próprio doente em si mesmo, na possibilidade de se curar que garante boa parte do êxito da terapia. Em seguida o Papa refere-se aos trabalhadores: “É importante para o trabalhador da área de saúde poder realizar suas funções em um clima de serenidade, estando ciente de que está fazendo o certo, o humanamente possível em função dos recursos disponíveis”.

“Não há dúvida de que se colocar nas mãos de uma pessoa, principalmente quando a vida está em jogo, é muito difícil, a relação com o médico ou o enfermeiro sempre se baseou na responsabilidade e na lealdade”. Francisco alerta aos riscos de que a burocracia e a complexidade do sistema de saúde altere a estreita relação paciente/médicos e enfermeiros e possa se tornar um simples “termos do contrato”, interrompendo desta maneira esta confiança.

O Papa conclui dizendo que “temos que lutar para manter íntegro este vínculo de profunda humanidade, pois nenhuma instituição assistencial pode por si substituir-se ao coração humano”.

“ Portanto a relação com o doente exige respeito em sua autonomia e grande disponibilidade, atenção, compreensão, cumplicidade e diálogo, para ser expressão de um compromisso assumido como serviço ”

 

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No Brasil, mais de 82% dos atendimentos cardiológicos são de emergência

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22 de setembro de 2018

Os atendimentos de emergências cardiovasculares nos hospitais do Brasil representam 82,2%, e apenas 17,8% referem-se a uma cirurgia ou procedimento agendado com antecedência. A conclusão está no levantamento realizado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). A pesquisa mostra que os homens acima dos 60 anos predominam nos atendimentos.

No ano passado, houve 1.130.692 internações por doenças cardiovasculares, das quais 82,2% foram de urgência. A incidência de pacientes do sexo masculino é maior: 84% foram internados em caráter de emergência, enquanto o mesmo tipo de procedimento envolveu 79% de mulheres.

Para o coordenador do Centro de Treinamento em Emergências Cardiovasculares da SBC, Sergio Timerman, há uma demanda excessiva nos atendimentos hospitalares. “Não podemos esquecer que uma pessoa que entra num hospital de forma emergencial, normalmente, fica hospitalizada por um tempo maior.”

 

FAIXA ETÁRIA

A pesquisa mostra que há um aumento no número de atendimentos, conforme a idade avança e uma porcentagem maior nos atendimentos de emergência. “[Há] um pico nos atendimentos entre 60 e 69 anos”, disse o cardiologista. Essa faixa etária somou 235 mil atendimentos de urgência em 2017.

Segundo a SBC, o Brasil registra 360 mil mortes por doenças cardiovasculares todos os anos, sendo a principal causa de mortes no país.

 

PREVENÇÃO

“Precisamos investir em prevenção cardiovascular e ainda ampliar o número de profissionais de saúde e de pessoas leigas em conhecer as manobras de ressuscitação. Menos de 2% das vítimas chegam com vida aos hospitais”, diz Timerman.

O cardiologista orienta que o atendimento via 192 é a melhor alternativa quando há suspeita de parada cardíaca para iniciar as manobras de ressuscitação imediatamente. “São dez minutos entre a vida e a morte. Uma pessoa com parada cardíaca, a cada minuto sem atendimento, perde 10% de chance de sobreviver.”

 
Fonte: Agência Brasil

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Quase 35% das cidades tiveram casos de doenças ligadas ao saneamento

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19 de setembro de 2018

Em 2017, 34,7% dos 5.570 municípios brasileiros relataram casos de endemia ou de epidemia de doenças relacionadas a condições deficientes de saneamento básico.

A dengue foi a doença mais citada, com registro em 1.501 cidades, ou 26,9% do total, seguida da diarreia, com 23,1%. Em terceiro lugar, aparecem as verminoses e a chikungunya, com registro em 17,2% municípios cada, e depois zika, citada por 14,6% das prefeituras. Os dados estão na Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) 2017, divulgados hoje, 19, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados foram levantados de abril a setembro do ano passado e se referem aos 12 meses anteriores à data que o município respondeu ao questionário. A Munic investiga aspectos gerais da gestão pública municipal e quem responde a pesquisa é a prefeitura.

A proporção de municípios que declararam ter sofrido endemias ou epidemias de dengue, zika e chikungunya foi maior nas regiões Nordeste e Norte. No Norte do país, 38,9% dos municípios tiveram casos de dengue, 19,8% de zika e 20,2% de chikungunya. No Nordeste, os índices são de 43,2% com epidemia ou endemia de dengue, 29,6% de zika e 37,3% de chikungunya. A Região Sul tem os menores índices, com 6% das cidades registrando dengue, 1,7% zika e 1,8% chikungunya.

Já a febre amarela teve mais ocorrência no Sudeste, em 5,1% dos municípios da região. Em todo o país, a febre amarela ocorreu em 2,9% dos municípios em 2017.

As endemias são caracterizadas como doenças que aparecem constantemente em determinado local, enquanto as epidemias acometem um grande número de pessoas de uma região em curto espaço de tempo. Dengue, zika e chikungunya são transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em água parada. Já as verminoses e a diarreia têm causas diversas, mas também estão associadas à ingestão ou contato com água e alimentos contaminados.

A gerente da Munic, Vânia Pacheco, alega que essas doenças podem ter outras causas, não necessariamente associadas à falta de saneamento básico.

“Dengue e diarreia foram as duas doenças mais mencionadas pelos municípios. Isso é falta de saneamento? Não necessariamente. Talvez seja falta de aprimorar um pouco mais os cuidados municipais, mas falta de saneamento não dá para dizer que é. Pode ser falta dos serviços que englobam o saneamento de uma maneira geral. Mas a gente tem que prestar atenção também que não é só a gestão pública municipal que tem que fazer o serviço, existe uma parte do cidadão também nessa história toda”, afirma, citando atenção do cidadão para não jogar lixo na rua ou deixar água acumulada.

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