No dia de finados, cemitérios de São Paulo têm programação de missas

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30 de outubro de 2019

REGIÃO EPISCOPAL SÉ
Cemitério Consolação (Rua da Consolação, 1.660 – Consolação)
Missas: 8h, 10h, 12h, 14h e 16h.
Cemitério São Paulo (Rua Cardeal Arcoverde, 1.250 – Pinheiros)
Missas: 10h e 16h.
Cemitério da Vila Mariana (Avenida Lacerda Franco, 2.012 - Vila Mariana)
Missas: 10h e 15h
Cemitério do Araçá (Avenida Dr. Arnaldo, 666 – Sumaré)
Missas: 10h
Cemitério Santíssimo Sacramento (Avenida Doutor Arnaldo, 1.200 – Sumaré)
Missa: 09h e às 11h
Cemitério da Ordem Terceira do Carmo (Rua Sergipe, 83 – Consolação)
Missas: 9h, 11h e 15h

REGIÃO EPISCOPAL SANTANA
Cemitério do Tremembé (Rua Maria Amália Lopes Azevedo, 2.930 - Vila Albertina)
Missa: 10h
Cemitério Parque dos Pinheiros (Rua Ushikichi Kamiya, 71 - Vila Nova Galvão)
Missas: 11h e 15h
Cemitério do Horto (Rua Luiz Nunes, 20 - Tremembé)
Missa: 10h e 15h
Cemitério Chora Menino (Rua Nova dos Portugueses, 141 – Imirim)
Missas: 10h, 12h e 15h
Cemitério da Cantareira (Rua Roberto Baldin, 5.005 - Jardim Uniserve)
Missa: 10h

REGIÃO EPISCOPAL BRASILÂNDIA
Cemitério Dom Bosco (Estrada do Pinheirinho, 860 - Perus)
Missas: 10h e 15h
Cemitério da Freguesia do Ó (Av. Itaberaba, 250 - Freguesia do Ó)
Missas: 10h
Cemitério Parque Jaraguá (KM 23,2, s/n, Via Anhanguera - Vila Sulina)
Missas: 11h e 15h 
Cemitério Gethsêmani Anhanguera (Rodovia Anhanguera, km 23,4 - Vila Sulina)
Missas: 8h (Com Dom Odilo Scherer), 10h e 15h (Com Dom Eduardo Vieira dos Santos)

REGIÃO EPISCOPAL LAPA 

Cemitério Municipal da Lapa (R. Bergson, 347 - Vila Leopoldina)
Missa: 8h, 10h, 12h, 15h, (com Dom José Benedito) e 17h

REGIÃO EPISCOPAL BELÉM
Cemitério da Vila Alpina (Avenida Francisco Falconi, 837 - Vila Alpina)
Missa: 8h (com Dom Luiz Carlos Dias), 10h,  12h e 15h   
Cemitério da Vila Formosa (Avenida João XXIII, 2537 - Vila Formosa)
Missa:  6h,  8h,  10h (com Dom Luiz Carlos Dias), 12h, 14h e16h     
Cemitério da Quarta Parada (Avenida Salim Farah Maluf, 3303- Água Rasa)
Missa: 9h e 15h00 (com Dom Luiz Carlos Dias)

CATEDRAL DA SÉ
Missa: 9h, 11h (com Dom Odilo Scherer) e 17h
Concerto: 12h, Coro Luther King, a Camerata Sé e o Coral A Tempo apresentam o "Requiem de Mozart" na nave da Catedral, com regência de Walter Chamun e direção artística do Maestro Martinho Lutero Galati.
Cripita: Funcionamento das 9h às 18h - Entrada gartuíta 

(Apuração: Jenniffer Silva)

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Papa: distantes de Jesus e de seu amor, nos perdemos

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23 de julho de 2018

“Sem a verdade, que é Cristo mesmo, não é possível encontrar a justa orientação da vida. Quando nos distanciamos de Jesus e de seu amor, nos perdemos e a existência se transforma em desilusão e insatisfação.” Foi o que disse o Papa Francisco na alocução que precedeu a oração do Angelus, ao meio-dia de domingo, 22, na qual se deteve sobre à página do Evangelho proposta para a liturgia do dia.

O Evangelho de hoje (Mc 6,30-34), disse o Papa, nos conta que os apóstolos, após a primeira missão, voltam a Jesus e lhe falam “tudo aquilo que tinham feito e ensinado”. Após a experiência da missão, certamente entusiasmante, mas também cansativa, frisou Francisco, eles precisam de repouso.

O Pontífice ressaltou que Jesus se preocupou em assegurar-lhes um pouco de alívio, convidando-os a um lugar deserto onde pudessem recobrar as forças, mas que a multidão, tendo intuído para onde iam, correu chegando ao lugar antes deles, mudando assim o programa.

 

Fexibilidade e disponibilidade às necessidades dos outros

“O mesmo pode acontecer também hoje. Por vezes não conseguimos realizar nossos projetos, porque se dá um imprevisto urgente que acaba com nossos programas e requer flexibilidade e disponibilidade às necessidades dos outros.”

Nessas circunstâncias, exortou o Papa, “somos chamados a imitar aquilo que fez Jesus: ‘Tendo descido da barca, ele viu uma grande multidão, teve compaixão dela, porque eram como ovelhas sem pastor, e se colocou a ensinar-lhes muitas coisas’”.

Francisco destacou que o evangelista nos oferece aí um flash de singular intensidade, fotografando os olhos do Divino Mestre e seu ensinamento. “Observamos os três verbos deste fotograma: ver, ter compaixão, ensinar. Podemos chamá-los os verbos do Pastor.”

“O olhar de Jesus não é um olhar neutro ou, pior, frio e distanciado, porque Jesus olha sempre com os olhos do coração. E seu coração é tão tenro e repleto de compaixão, que sabe colher inclusive as necessidades mais escondidas das pessoas.”

 

Jesus Cristo, realização da solicitude e cuidados de Deus para com seu povo

Francisco frisou ainda que Cristo mostra com isso a atitude e a predisposição de Deus para com o homem e a sua história. “Jesus se apresenta como a realização da solicitude e cuidado de Deus para com o seu povo”, acrescentou.

O Papa quis evidenciar que o primeiro pão que o Messias oferece à multidão faminta e cansada é o pão da Palavra. “Todos nós precisamos da palavra da verdade, que nos guie e ilumine nosso caminho”, prosseguiu.

“Com Jesus ao lado se pode prosseguir com segurança, se podem superar as provações, se progride no amor a Deus e ao próximo. Jesus se fez dom para os outros, tornando-se assim modelo de amor e de serviço para cada um de nós.”

Francisco concluiu fazendo votos de que Maria Santíssima nos ajude a assumir os problemas, sofrimentos e dificuldades de nosso próximo, mediante uma atitude de partilha e de serviço.

 

Saudação a fiéis e peregrinos brasileiros

Dirigindo-se aos vários grupos de fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro, o Papa fez uma saudação particular aos fiéis da Diocese de Rio do Sul – SC, e aos jovens da Diocese de Sevilha, na Espanha, além de grupos paroquiais e associações.  

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Monsenhor Paine: testemunho de amor a Deus e à igreja

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28 de fevereiro de 2018

“Depois de ter-me Deus mostrado as maravilhas de sua Igreja neste mundo, só me resta deslumbrar as maravilhas de sua Igreja triunfante”. Essas foram as palavras do Monsenhor José Mayer Paine, no dia 12 de abril de 2017, em missa na Catedral da Sé, na qual recebeu o título de capelão de Sua Santidade, conferido pelo Papa Francisco em reconhecimento pelo serviço prestado à Igreja. Dez meses depois, na segunda-feira, 26, Padre José, como era chamado pelos fiéis, partiu para a eternidade, aos 96 anos de idade e 71 anos de sacerdócio.

Desde o dia 12 de dezembro de 2017, o Monsenhor Paine estava internado no Hospital Beneficência Portuguesa, no Paraíso, com problemas de saúde decorrentes da idade avançada. 

O corpo do Monsenhor foi velado na matriz da Paróquia Santa Generosa, na Região Sé, onde ele foi pároco por 62 anos. Houve missas de corpo presente presididas pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, e por Dom Eduardo Vieira dos Santos, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Sé. O sepultamento aconteceu na terça-feira, 27, no Cemitério Getsemani do Morumbi, na zona Sul da Capital.

 

HISTÓRIA

Filho mais velho entre oito irmãos, o Cônego nasceu no bairro do Belenzinho, na zona Leste de São Paulo, em 27 de fevereiro de 1921 e completaria na terça-feira, 27, 97 anos. Quando criança, frequentou o Grupo Escolar em São Caetano do Sul (SP) e foi coroinha na Paróquia São João Batista, no Belenzinho. Aos 12 anos, ingressou no Seminário Menor da Arquidiocese de São Paulo, em Pirapora (SP), onde fez os estudos secundários, e concluiu sua formação no Seminário Central do Ipiranga, sendo ordenado sacerdote em 8 de dezembro de 1946, na festa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, pelo Cardeal Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, então Arcebispo Metropolitano. 

Como sacerdote, foi Vigário Cooperador da Paróquia Bom Jesus do Brás (1947-1948), um dos fundadores e Professor do Seminário Menor de São Roque (1948-1949), Vigário Cooperador na Paróquia Santa Cecília (1950-1951), Professor do Seminário Central do Ipiranga e Secretário da Obra das Vocações Sacerdotais da Arquidiocese (1951-1954). 

Em dezembro de 1954, foi nomeado Pároco da Paróquia Santa Generosa e tomou posse da função em 6 de fevereiro de 1955, permanecendo no cargo por 62 anos. Ele foi o responsável pela construção da nova matriz paroquial, após a demolição da antiga igreja, desapropriada para a construção da Estação Paraíso do Metrô. “Esta igreja foi construída sob os olhares do céu. Hoje, mais do que nunca, agradecemos ao Senhor, o que Ele fez para nos dar uma nova igreja de Santa Generosa, no mesmo bairro com as mesmas pedras. Aqui está a nova Paróquia de Santa Generosa”, disse Cônego Paine, na comemoração dos 100 anos da Paróquia, em 2015. 

Em 22 de fevereiro de 1973, Padre Paine recebeu do Cardeal Paulo Evaristo Arns, então Arcebispo, o título de Cônego do Colendo Cabido Metropolitano de São Paulo. 

“A minha alma, cheia de alegria, engrandece ao Senhor, porque, não obstante a baixeza de seu servo, fez de mim seu sacerdote e me colocou nesta Paróquia de Santa Generosa, onde me sinto feliz e realizado, entre as gerações de hoje e ontem”, afirmou o Monsenhor, por ocasião da comemoração dos seus 70 anos de sacerdócio, em 8 de dezembro de 2016. 

 

EXEMPLO

Na homilia da missa de corpo presente, presidida por Dom Eduardo, o Cônego Sergio Conrado, Arcediago do Cabido Metropolitano, destacou três características do Monsenhor Paine: a espiritualidade, a obediência à Igreja e a devoção à Paróquia. 

Sobre a obediência, Cônego Sergio ressaltou que o Padre José nunca caminhou sozinho, mas sempre com a Igreja. Recordou, ainda, que Monsenhor era um bom confessor e diretor espiritual porque era um homem de oração e espiritualidade profunda. Em relação à Paróquia, enfatizou o amor que ele tinha por aquela igreja construída com seu esforço pessoal e da comunidade, uma vez que a Prefeitura nunca indenizou a demolição da antiga igreja, e que ele, ao custo de muitas promoções, conseguiu edificar a nova matriz. 

Ex-aluno do Monsenhor Paine, Cônego Sergio o definiu como um professor muito exigente, e explicou que sua postura mostrava o quanto ele era fiel ao Magistério da Igreja e ao seu sacerdócio.

 

TESTEMUNHOS

Padre Cássio Alberio Pereira de Carvalho, Pároco da Paróquia Santa Generosa desde setembro de 2017, destacou a experiência de conviver com o Monsenhor Paine nos dois anos anteriores que colaborou como ele como Vigário Paroquial. “Padre José era um homem santo. Um dos maiores homens da Igreja em São Paulo. Ele dedicou sua vida a essa paróquia, conservou o povo na fé, edificou uma grande comunidade de devotos. Era um grande confessor, a figura do bairro, um homem de fé, oração e muita simplicidade. Mesmo com a idade avançada, estava sempre na igreja para atender e celebrar”, relatou.

Paroquiano da Santa Generosa, o Professor Edison Minami relatou que o Monsenhor Paine era um “sacerdote por inteiro, possuía uma rígida vida interior e nunca descurava suas obrigações de celebrar, confessar, batizar e pregar”. Ainda de acordo com o leigo, a fidelidade do Monsenhor à Igreja, ao Papa e aos bispos era exemplar. 

Nas redes sociais, Padre Ricardo Cardoso Anacleto, Pároco da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, no Cambuci, afirmou que o Monsenhor Paine deixou um caminho de luz e de zelo pelas almas, destacando as horas que o Sacerdote passava no confessionário, definindo-o como “homem de sorriso encantador e de piedade sólida”. 

“Lembro quando eu era seminarista, como me incentivou nos estudos, abrindo a sua biblioteca. Testemunhava como era importante conhecer a sã doutrina da Igreja e ter amor pelo magistério dos pontífices”, relatou Padre Ricardo.

(Colaboraram: Flavio Rogério Lopes, Larissa Freitas e Rubens da Cruz)
 

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Seminaristas cultivam ardor missionário nas férias

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31 de julho de 2017

Os formadores e seminaristas das três casas de formação que compõem o Seminário Arquidiocesano Imaculada Conceição se reuniram, no dia 10, com o Arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, para a avaliação da Missão de Férias dos seminaristas, realizada entre os dias 1º e 9. 

O encontro também contou com a presença dos Bispos Auxiliares da Arquidiocese Dom José Roberto Fortes Palau e Dom Eduardo Vieira dos Santos, além de padres e leigos das paróquias e pastorais que acompanharam os estudantes na atividade missionária. 

Para Dom Odilo, além da realização da missão, a avaliação é um momento importante para ajudar a enriquecer e proporcionar uma reflexão sobre o que foi feito, de maneira que a missão seja proveitosa para o povo e também para os seminaristas. “A dimensão missionária deve estar sempre presente no dia a dia do trabalho pastoral do padre secular”, disse, recordando tanto o Documento de Aparecida como a Exortação Apostólica Evangelii Gaudium , do Papa Francisco. 

Divididos em grupos, os seminaristas visitaram paróquias das seis regiões episcopais e algumas pastorais de fronteira, como a Pastoral do Menor, Pastoral Carcerária e a Missão Belém, junto às pessoas em situação de rua. Confira alguns relatos enviados ao O SÃO PAULO pelos seminaristas  

(Colaborou Nayá Fernandes)

Paróquia Santa Terezinha – Região Lapa

“No processo, pude aprender que a doação, a motivação e o esforço colocados na missão, serviram para mim como aula vocacional e de experiência primária de pastoral que colocarei em prática. No âmbito do missionário, aprendi que a formação sacerdotal leva o candidato a presbítero a ter convicção, fé e espírito missionário em sua caminhada. Com simplicidade, juntamente com os companheiros de missão, pude tentar aproximar a realidade da família e da igreja, entre jovens e pessoas da terceira idade, não esquecendo também das crianças, buscando aproximar diversidades. A Paróquia tem em suas proximidades os índios Tupi Guarani, cultura indígena participante da Paróquia; a nossa missão pôde ser incentivo para que continuem nessa caminhada missionária. A missão teve, na minha formação, um impacto que mostra a realidade que o sacerdote enfrentará ao longo de sua vida missionária dentro de seu ministério. Com as emoções vividas e sentidas, histórias ouvidas, situações compartilhadas e dores observadas, a missão faz com que nos tornemos sensíveis a olhar para o próximo, trazendo a reflexão evangélica na qual Jesus nos convida a participar da vida missionária sacerdotal, e diria ainda mais: ‘vocacional’, de viver a doação no sentido completo do humano que o cristão deve ser”. (Geovane dos Santos)

 

Paróquia Mãe de Deus – Região Brasilândia 

“Dentre as diversas atividades que tivemos, a principal foi visitar as casas dos paroquianos, uma ação enriquecedora em diversos aspectos. Primeiramente, podemos ressaltar que rezar e compartilhar a Palavra de Deus com as famílias reforça a certeza de que Nosso Senhor habita em cada um de nossos lares. Além disso, nos lembra de que o próprio Filho de Deus quis passar pelas dificuldades e alegrias de uma família humana. 

Por outro lado, aqueles que visitamos não foram os únicos a receber algo: nós também recebemos ao escutar a trajetória dessas pessoas e aprender com suas experiências. Muitas vezes, encontramos pessoas idosas ou enfermas, as quais doaram suas vidas pela comunidade e dão testemunho de uma sincera e madura relação com Deus. 

Conhecemos também a Comunidade Nossa Senhora Aparecida, localizada em um conjunto habitacional do Projeto Cingapura, criado pela Prefeitura de São Paulo. Essa comunidade marcada por dificuldades distintas de sua matriz- paroquial nos mostrou a importância de pessoas comprometidas, as quais se esforçam e agem de maneira profética em meio aos problemas sociais de nossa grande cidade. 

Certamente, este período de missão foi tempo de crescimento espiritual e aprendizado pastoral para nós. As pessoas têm sede de Deus! Notar isso renovou o nosso propósito vocacional”. 

(Afonso Ferreira de Lima, Antonio Carlos Bueno Ramalho, Francisco Ferreira da Silva, João Lins e Vitor Battisti) 

 

Pastoral do Menor

“Os seminaristas conheceram de abrigos e creches até cursos profissionalizantes, incluindo o trabalho da pastoral junto à Fundação Casa. São trabalhos realizados em vista da defesa e promoção dos direitos das crianças e adolescentes. A missão se deu no anúncio do amor de Deus para com cada um, mas também na convivência, na acolhida, na brincadeira, na escuta, no abraço dado a cada um dos que foram visitados. 

Foi uma experiência rica, de modo a alargar o coração e fazer com que, como futuros padres da Igreja de São Paulo, tenhamos um coração sempre aberto às necessidades dos outros, incluindo os jovens e crianças que muitas vezes têm seus direitos feridos”.

(Álvaro Moreira Gonçalves, Dyetry Amaral de Miranda, Pedro Paulo Funari, Ricardo Dias da Silva, Miguel Lisboa Aguiar, Hernane Santos Modena e Benedito Aparecido Borba, com a Pastoral do Menor Arquidiocesana)

 

 

 

Missão Belém – Povo de Rua 

“Estivemos com os missionários da Missão Belém, onde tivemos nossa convivência acompanhada pelo responsável, Padre Gilson Frank dos Reis, que nos recebeu de braços abertos nessa grande família. E em meio às dificuldades que os moradores de rua passam cotidianamente, tivemos experiências que muito nos marcaram. Posso dizer que a minha vida mudou, minha concepção de ter um novo olhar para os irmãos. Pude conversar com cada morador de rua e ver suas feridas, sobretudo por estarem perdidos nas drogas, no álcool. Sem contar os diversos que sofrem pela perda familiar, muitos deles, pelo abandono. A fraqueza humana na dor, e cada olhar, cada pessoa. Foi possível sentir que, dentro de cada um existe o seu valor, aquilo que Deus proporcionou a cada filho seu, o valor da vida, que cada um de nós, muitas das vezes não valorizamos. O Senhor Jesus, nosso Redentor, nos chama a ter misericórdia para com todos, a acolher com o mesmo amor que Deus nos dá constantemente. Como disse Santa Paulina, ‘nunca, jamais desanimeis, embora venham ventos contrários’”. (Eldino José Pereira)

“Em meio a tanta tristeza, pudemos ver um pouco de esperança, conhecendo o grandioso trabalho que a Missão Belém realiza junto dessas pessoas, oferecendo abrigo, comida, tratamento e, principalmente, dando a chance de um novo recomeço, restaurando a sua dignidade de seres humanos e Filhos de Deus”. (Gustavo da Silva Vieira)

 

Unidade Prisional em Franco da Rocha - Pastoral Carcerária

“Estar dentre os reeducandos dos presídios de Franco da Rocha (SP) foi de grande importância para nós. Ficamos muito receosos antes de iniciar a Missão, com medo do que poderia acontecer. Acabamos sendo surpreendidos. Surpreendidos pela acolhida, pelo testemunho do Evangelho dado por vários dos reeducandos, e pela esperança encontrada em cada olhar, esperança essa que motiva muitos a persistir na mudança e na vida de oração e súplica a Deus.

Realizamos diversos momentos de oração, e o que mais nos tocou foram os momentos em que rezávamos juntos a Ave-Maria. Foi diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida que, com muita devoção, vivenciamos o quão importante é Maria e sua intercessão na vida de muitos deles. Na Missão, devemos acolher todos os que vêm até nos com uma palavra amiga, com um sorriso no rosto e com Cristo no coração. 

Percebemos que se realizou em nossa vida, missão e vocação o que Santo Agostinho nos diz em um de seus escritos: ‘Na procura de Deus é Ele quem se adianta e vem ao nosso encontro.’ Fomos enviados aos presídios procurando encontrar Deus em cada um dos irmãos que por nós passaram e fomos surpreendidos pelo Cristo com seu sagrado coração a nos esperar para nos acolher”.

(Wellington Tombini, Jonatas Brandão, Sulliver Rodrigues e Felipe Batista)
 



 

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