O sacerdócio ‘é uma graça inestimável’

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18 de abril de 2019

O clero da Arquidiocese de São Paulo se reuniu com seu Arcebispo Metropolitano, Cardeal Odilo Pedro Scherer, na manhã desta Quinta-feira Santa, 18, na Catedral da Sé, para a Missa do Crisma. 

Nessa celebração que antecede o Tríduo Pascal, são abençoados os óleos utilizados nos ritos dos sacramentos do Batismo e Unção dos Enfermos e é consagrado o óleo do Crisma, utilizado nos sacramentos do Batismo, Confirmação e Ordem, e na dedicação de igrejas e altares. 

Nessa ocasião, os padres também renovam suas promessas sacerdotais, diante do Arcebispo, uma vez que, nesse dia, a Igreja recorda a instituição do sacerdócio cristão na última ceia. 

Além dos padres, concelebraram a missa o Arcebispo Emérito de São Paulo, Cardeal Cláudio Hummes, e os bispos auxiliares da Arquidiocese. 

POVO SACERDOTAL 

Na homilia, Dom Odilo recordou que todos  os cristão reunidos formam um “povo sacerdotal” ungido pelo Espírito Santo no Batismo. 

“Jesus Cristo, nosso Senhor e Redentor, é o Ungido do Pai, ‘cheio do Espírito Santo’, que anuncia ‘boas novas’, consola seu povo, alivia-o de seus pesos e males e lhe dá esperança. Ele faz de nós um povo sacerdotal: Para sermos testemunhas no mundo da redenção que Ele nos trouxe e comunicou”, afirmou.

MINISTROS DE CRISTO

O Cardeal também ressaltou que os padres e bispos foram ungidos ministros de Jesus Cristo no sacerdócio ministerial, para servir a Deus e ao seu povo. “E recebemos os dons necessários para servir os irmãos in persona Christi as ações sagradas nos divinos mistérios, na pregação da Palavra e no serviço da caridade pastoral e para comunicar à humanidade as riquezas da salvação e da vida eclesial”, continuou.

“É uma graça inestimável, que nunca saberemos agradecer e valorizar bastante”, enfatizou Dom Odilo, convidando todos os padres a renovarem as disposições e promessas sacerdotais. “Neste tempo, em que a Igreja vive em meio a desafios e tensões, peçamos a graça da generosa fidelidade e correspondência ao dom recebido”, acrescentou. 

COMUNHÃO E CONVERSÃO

Ainda segundo o Arcebispo, mais do que nunca, é preciso que haja uma verdadeira comunhão eclesial e ministerial, união de caridade sacerdotal, como Jesus pediu na última ceia, ao instituir o sacerdócio: “Permanecei em mim e eu permanecerei em vós”. 

O Cardeal reforçou a necessidade de uma verdadeira conversão pessoal, dos pecados, infidelidades e “de tudo aquilo que escandaliza o próximo e é contrário ao bom testemunho de Jesus Cristo”. Mas também da “conversão e renovação missionária”  vista de uma “Igreja em saída”, que vá ao encontro dos irmãos ausentes das comunidades e dos muitos espaços de dor e sofrimento. 

SACERDOTES DEDICADOS

Por fim, Dom Odilo salientou que essa era ocasião de agradecer a Deus pela generosa dedicação de tantos sacerdotes que se colocam cada dia ao serviço da Igreja nas múltiplas frentes de missão e responsabilidades eclesiais. 

“O povo de Deus é edificado por essa silenciosa e perseverante caridade pastoral, que não precisa ser espetacular nem cair imediatamente nas telas das mídias. Deus conhece cada ação e cada gesto de vocês no serviço sacerdotal e saberá recompensar a cada um”, afirmou.

GRATIDÃO

Em nome de todo o clero da Arquidiocese, o Padre Tarcísio Marques Mesquita, coordenador Arquidiocesano de Pastoral, expressou o afeto filial do presbitério para com seu arcebispo. 

“Ainda ha pouco, por meio das respostas afirmativas às suas interrogações de pai proferidas nessa sagrada liturgia, renovamos os nossos compromissos sacerdotais. Queremos vivê-los ao seu lado e sob o seu pastoreio!”, afirmou. 

Padre Tarcísio destacou que a constante presença de Dom Odilo junto aos padres os conforta e os incentiva a não esmorecer, “fazendo que se mantenha acesa a chama da fé”. 

“Suas palavras de pai firme e amoroso nos atinjam e nos salvem do hedonismo e indiferentismo tão próprios de nosso tempo. Que seu ministério episcopal, de pai e pastor, ecoe nos corações de nós padres e, sem formalidades e nunca por mera exigência, ponhamo-nos a rezar pela fecundidade de seu ministério”, manifestou o Padre, reiterando ao Arcebispo: “Pode contar conosco!˜. 

TRÍDUO PASCAL 

Nesta quinta-feira, às 19h, também na Catedral, o  Cardeal Scherer presidirá a Missa da Ceia do Senhor, com o rito do lava-pés, que recorda a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. 

Na sexta-feira, 19, às 15h, Dom Odilo presidira a Ação Litúrgica da Paixão do Senhor, com o rito de adoração da Cruz. 

No Sábado, 20,  às 19h, será celebrada a solene Vigília Pascal e, no domingo, 21, às 11h, a missa da Páscoa da Ressureição do Senhor. 


 

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Semana Santa: a porta que dá acesso à nova vida é aberta

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17 de abril de 2019

Época importante de aprofundamento interior e renovação das experiências de fé, a Semana Santa, também chamada por muitos de “Grande Semana” ou “Semana Maior”, é considerada a mais importante do ano pelos cristãos de todo o mundo. Nela, celebra-se o mistério salvífico de Jesus, a partir do qual toda realidade humana adquire sentido pleno.

Assim, o período compreendido entre o Domingo de Ramos e o Domingo de Páscoa, especialmente o Tríduo Pascal, traz em si a densidade do amor divino revelado a toda a humanidade, ocasião a que todo católico é convidado a vivenciar e aprofundar, com recolhimento e devoção.

O SÃO PAULO traz a seguir um apanhado do significado de cada dia da Semana Santa:

 

DOMINGO DE RAMOS: oficialmente chamado de Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, é nesse dia que começa a Semana Santa. Nele, a Igreja celebra dois mistérios distintos e complementares: a entrada solene de Jesus em Jerusalém para celebrar sua última e definitiva Páscoa e, também, a sua Paixão e Morte. A entrada é celebrada com a bênção e a procissão dos ramos, ao passo que sua Paixão e Morte são celebradas na missa.

Uma motivação histórica explica a situação acima: antigamente, em Roma, não havia uma Semana Santa. Celebrava-se, no sexto domingo da Quaresma, a Paixão e Morte de Cristo, e, no domingo seguinte, a Páscoa do Senhor. Foi somente no século XI que a procissão de Ramos, costume originário de Jerusalém, foi sendo disseminada na Espanha e na França, tendo chegado posteriormente a Roma e passado a fazer parte da liturgia romana.

SEGUNDA-FEIRA SANTA: o episódio central deste dia é o fato de Maria, irmã de Marta e Lázaro, ter lavado os pés de Jesus com nardo perfumado, prefiguração da unção do corpo do Senhor em sua sepultura, e a falsa indignação de Judas quanto ao “desperdício” daquele nobre material.

TERÇA-FEIRA SANTA: é o dia em que, com grande tristeza, Jesus anuncia a própria morte, causando grande sofrimento a seus discípulos. Anuncia também a traição e indica Judas como o responsável por tal ato.

QUARTA-FEIRA SANTA: na meditação evangélica deste dia, a traição de Judas é apresentada, descrevendo-se como o apóstolo traidor se dirigiu aos chefes dos sacerdotes, a quem se ofereceu para entregar Jesus em troca de 30 moedas de prata.

QUINTA-FEIRA: na celebração da Última Ceia de Nosso Senhor, Jesus interpreta o sentido de sua vida e de sua morte, instituindo o Santo Sacrifício como seu eterno memorial, vida e ápice da Igreja. Com o gesto de lavar, humildemente, os pés dos seus 12 apóstolos, deixa assim o exemplo do serviço aos irmãos. Surgem aqui dois importantes sacramentos, a Eucaristia e a Ordem, síntese de todos os dons que Deus dirige aos homens, sinal de amor como entrega e como serviço até o fim. Na ocasião, Jesus encorajou seus discípulos a amarem-se uns aos outros, como Ele o fez. Depois disso, dirigiu-se ao Getsêmani, tomou consigo três discípulos e começou sua agonia nos jardins, onde posteriormente foi preso pelos judeus.

SEXTA-FEIRA SANTA: relembra o dia em que Nosso Senhor Jesus Cristo, depois de ter sido preso, julgado e condenado, carrega a própria cruz até o monte Calvário e é crucificado e morto entre dois ladrões. Seu corpo foi depois retirado da cruz e colocado num sepulcro cavado na rocha. Nesse dia, pratica-se o jejum e a abstinência de carne, em sinal de penitência e respeito pela morte de Nosso Senhor

SÁBADO SANTO (VIGÍLIA PASCAL): no Sábado Santo, com a oração silenciosa, honra-se a sepultura de Jesus Cristo e a sua descida à mansão dos mortos, a fim de resgatar os justos.

A celebração da Vigília Pascal é o centro da Semana Santa. Toda a Quaresma e os dias santos são um preparativo para o momento culminante: o da Ressurreição, expressão da esperança na ressurreição final e na segunda vinda do Senhor.

Considerada “a mãe de todas as santas vigílias”, pois nela a Igreja mantém-se de vigia à espera da Ressurreição do Senhor, a celebração compreende quatro partes:

- a liturgia da luz, que celebra Cristo, luz que ilumina todo homem, simbolizada no círio pascal, imagem de Cristo Ressuscitado;

- a meditação, por meio das narrativas bíblicas, a respeito das maravilhas da história da salvação que Deus realizou desde o início pelo seu povo;

- o nascimento espiritual de novos filhos de Deus por meio do sacramento do Batismo e a renovação da fé batismal dos fiéis;

- a tão esperada comunhão pascal, na qual se rende ação de graças a Nosso Senhor por Sua gloriosa Ressurreição, na esperança de que os fiéis também possam ressurgir como Ele para a vida eterna.

DOMINGO DE PÁSCOA: considerado o ápice do ano litúrgico, é o grande dia em que se comemora o triunfo definitivo de Cristo sobre a morte, por meio de sua Ressurreição, que abriu definitivamente as portas do céu a toda a humanidade. Dia maior de celebrar a fé, considera-se a prova de amor inequívoca de Cristo, a representação do acontecimento-chave para reabilitação do ser humano decaído, a fim de reconquistar para sempre a amizade com Deus.

Páscoa é, portanto, a celebração da vitória, que conclama todo homem à sua maior dignidade. Dia da esperança universal, o dia em que, em torno do Ressuscitado, a vida humana encontra novo patamar, junto de Deus e ao lado dos irmãos!

 

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‘Hoje começamos a celebrar a Páscoa’

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14 de abril de 2019

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, presidiu na manhã deste dia 14, na Catedral da Sé, a missa do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor. Essa celebração, marca o início da Semana Santa. 

“Hoje começamos a celebrar a Páscoa. Toda esta semana é celebração da Páscoa. Convido todos a participar dessa celebração com profunda fé”, explicou o Dom Odilo, na homilia. 

CONTRADIÇÃO HUMANA

Ao destacar os dois trechos dos evangelhos proclamados na liturgia desse dia – a entrada solene de Jesus em Jerusalém e a narrativa de sua paixão e morte no calvário – mostram o quanto as ações e reações humanas podem ser contraditórias. 

“O povo que aclamou Jesus no primeiro momento agora pede que o crucifiquem. São contradições as quais podemos cair quando nos deixamos influenciar por r discursos que não são orientados pela verdade.  Como é importante nos orientarmos pela verdade. Mantermo-nos firmes nas nossas convicções”, enfatizou. 

MISTÉRIO INSONDÁVEL 

O Cardeal Scherer ressaltou que para compreender  esse “insondável mistério da fé” é preciso não se deter apenas diante da cruz e do túmulo fechado.  “O túmulo vazio e os encontros com Jesus ressuscitado lançam luz nova sobre o mistério trágico dos sofrimentos e da morte de jesus na cruz”. 

“Jesus Cristo ressuscitado é a manifestação, no tempo e na história, da obra definitiva e completa que Deus prepara para nós”, acrescentou Dom Odilo. 

VIDA NOVA

Por fim, o Arcebispo lembrou que cada cristão participa da Páscoa do Senhor por meio do Batismo e do seu testemunho de vida cristã. “Com ele [Cristo] morremos ao pecado; com ele, ressuscitamos para a vida nova, para vivermos como ‘novas criaturas’. Abre-se para os que creem no Cristo ressuscitado, um horizonte de existência, onde terra e céu, tempo e eternidade se encontram”, concluiu. 

Dom Odilo também convidou os fiéis a participarem das celebrações da Semana Santa nas paróquias e comunidades da Arquidiocese, especialmente do Tríduo Pascal, que começa na quinta-feira, 18, com a Missa da Ceia do Senhor, e termina com a celebração da Páscoa da Ressureição, no domingo, 21. 

Leia a reportagem completa na próxima edição do jornal O SÃO PAULO, em 16/04/2019. 

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Domingo de Ramos: ‘Bendito o que vem em nome do Senhor!’

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Domingo de Ramos: ‘Bendito o que vem em nome do Senhor!’

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12 de abril de 2019

Inicia-se a Semana Santa, em que os cristãos revivem a última semana de Jesus sobre a terra, antes de se entregar à Paixão e Morte na Cruz.

Na celebração deste domingo, a Igreja se junta ao coro daqueles que, em Jerusalém, aclamavam o Messias enviado por Deus: “Bendito o que vem em nome do Senhor!” (Lc 19,38), deitando ramos de palmeiras para que o Senhor da Glória passasse. É o canto do povo judeu que reconheceu em Jesus o Cristo enviado por Deus, que cumprira as profecias anunciadas, de forma especial a de Zacarias: “Exulta de alegria, filha de Sião, solta gritos de júbilo, filha de Jerusalém; eis que vem a ti o teu rei, justo e vitorioso; ele é humilde e vem montado num jumento, no potro de uma jumenta” (Zc 9,9).

A celebração do Domingo de Ramos é justamente a celebração de reconhecimento da realeza de Cristo, que não vem como um dominador, mas como Aquele que serve a seu povo (cfMc 10,35-45). Que não veio para libertar o povo de uma dominação política, mas, sim, da dominação do pecado e da morte.

O Papa Francisco, na homilia de Domingo de Ramos de 2018, fala dessa alegria movida pela libertação dos pecados: “Jesus entra na cidade rodeado pelos seus, acompanhado por cânticos e gritos rumorosos. Podemos imaginar que são a voz do filho perdoado, a do leproso curado ou o balir da ovelha extraviada que ressoam. É o cântico do publicano e do impuro. Como deixar de aclamar Aquele que lhes restituíra a dignidade e a esperança? É a alegria de tantos pecadores perdoados que reencontraram ousadia e esperança. E eles gritam. Rejubilam. É a alegria”.

O início da Semana Santa exalta justamente isso: ao juntar a entrada triunfal em Jerusalém com o Evangelho da Paixão, a Igreja ensina que o triunfo de Cristo se dá não na entrada na Cidade Santa, mas no alto do Calvário, quando o Rei é glorificado na Cruz, como Ele mesmo predisse: “Quando eu for elevado da terra, atrairei todos a mim” (Jo 12,32). Os gritos de “Hosana ao Filho de Davi” se fazem realidade na sua Morte, que salva – Hosana quer dizer “salvai-nos”– aqueles que se aproximam de sua Cruz.

Assim, na Paixão do Senhor, a Igreja convida a duas grandes atitudes: se, por um lado, deve-se buscar a alegria da salvação operada por Deus por meio da Cruz de seu Filho, devese, também, fazer pesar na alma a dor pelos pecados, que foram a causa dessa mesma Cruz, e tornar a lutar para não mais crucificar Jesus: “Se alguém quer vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me; Jesus nunca prometeu honras nem sucessos. Sempre avisou os seus amigos que a sua estrada era aquela: a vitória final passaria por meio da Paixão e da Cruz. E, para nós, vale o mesmo. Para seguir fielmente a Jesus, peçamos a graça de o fazer não por palavras, mas com as obras, e ter a paciência de suportar a nossa cruz: não a recusar nem jogar fora, mas, com os olhos fixos n’Ele, aceitá-la e carregá-la dia após dia”, exortava o Pontífice no Domingo de Ramos de 2017.


 

PROGRAMAÇÃO DO ARCEBISPO EMÉRITO E DOS BISPOS AUXILIARES 

CARDEAL CLÁUDIO HUMMES

Domingo de Ramos

9h – Catedral da Sé

Celebração da Paixão do Senhor

15h – Paróquia São Francisco de Assis (Largo São Francisco 133, Sé)

Vigília Pascal

19h – Paróquia Nossa Senhora do Brasil (Praça Nossa Senhora do Brasil, s/nº, Jardim Paulista)

Domingo de Páscoa

9h – Catedral da Sé

DOM EDUARDO VIEIRA DOS SANTOS

Domingo de Ramos

10h30 – Paróquia Santo Alberto Magno (Avenida Comendador Alberto Bonfiglioli, 247, Butantã)

Missa da Ceia do Senhor

19h30 – Área Pastoral São João Batista (Rua Francisco dos Santos, 68, Jardim Rizzo)

Celebração da Paixão do Senhor

15h – Área Pastoral São João Batista

Vigília Pascal

19h30 – Área Pastoral São João

Domingo de Páscoa

11h – Casa de Acolhida São José Moscati, da Missão Eucarística Voz dos Pobres (Km 13,5 da Rodovia Raposo Tavares, Butantã)

DOM CARLOS LEMA GARCIA

Missa da Ceia do Senhor

20h – Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima (Avenida Paula Ferreira,1.522, Vila Bonilha)

Celebração da Paixão do Senhor

15h – Paróquia São Vito Mártir (Rua Polignano A’Mare, 51, Brás)

Vigília Pascal

18h – Paróquia Nossa Senhora de Montserrat (Largo dos Pinheiros, 52, Pinheiros)

Domingo de Páscoa

17h – Paróquia Nossa Senhora do Brasil (Praça Nossa Senhora do Brasil, s/nº, Jardim Paulista)

DOM DEVAIR ARAÚJO DA FONSECA

Domingo de Ramos

7h – Paróquia Bom Jesus dos Passos (Rua Professor João Machado, 856, Freguesia do Ó)

Missa da Ceia do Senhor

20h – Paróquia Bom Jesus dos Passos

Celebração da Paixão do Senhor

15h – Paróquia Bom Jesus dos Passos

Vigília Pascal

19h – Paróquia Bom Jesus dos Passos

Domingo de Páscoa

18h – Paróquia Bom Jesus dos Passos

DOM SERGIO DE DEUS BORGES

Domingo de Ramos

11h – Eparquia Nossa Senhora do Paraíso (Rua do Paraíso, 21, Paraíso)

Terça-feira Santa

14h – Hospital Penitenciário 19h30 – Penitenciária de Santana

Missa da Ceia do Senhor

20h – Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Praça Comandante Eduardo de Oliveira, 88, Parque Edu Chaves)

Celebração da Paixão do Senhor

9h – Presídio Feminino de Santana 12h – Paróquia Sagrado Coração de Jesus (Rua Murilo Furtado, 686, Parque Vitória) 15h – Paróquia Sant’Ana (Rua Voluntários da Pátria, 2.050) 19h – Eparquia Nossa Senhora do Paraíso

Vigília Pascal

12h – Eparquia Nossa Senhora do Paraíso

20h – Paróquia Nossa Senhora Aparecida

Domingo de Páscoa

11h – Eparquia Nossa Senhora do Paraíso

DOM LUIZ CARLOS DIAS 

Domingo de Ramos

9h - Paróquia São Benedito das Vitórias (Setor Carrão / Formosa -Pça Nossa Senhora das Vitórias, 137- Vila Formosa).

Missa da Ceia do Senhor

20h30 - Paróquia São Carlos Borromeu (Setor Belém - Rua Conselheiro Cotegipe, 933- Belenzinho)

Celebração da Paixão do Senhor

15h00 - Paróquia São Paulo Apóstolo (Setor São Mateus - Pça Miguel Ramos de Moura, 86- Jd IV Centenário)

Vigília Pascal

20h00 - Paróquia São Pedro Apóstolo (Setor Vl Prudente - Rua Ibitinga, 838- Vila Oratório)

A agenda dos demais Bispos Auxiliares não foi divulgada até a data desta publicação. 

 

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Cardeal Scherer preside Vigília Pascal na Catedral da Sé 

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01 de abril de 2018

“Todos somos convidados a nos alegrar e a renovar nosso compromisso de vida nova com Cristo”, afirmou o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, na homilia da solene Vigília Pascal, celebrada na Catedral da Sé, neste sábado, 31. 

A missa que anunciou a Páscoa da Ressurreição de Jesus Cristo começou no átrio da Catedral, onde foi abençoado o “fogo novo” do qual é aceso o círio pascal, vela que simboliza o Senhor ressuscitado. 

Considerada a mãe de todas as vigílias, esta celebração é marcada pela proclamação de sete leituras do Antigo Testamento, que narram a história da salvação do povo de Deus e duas leituras do Novo Testamento, dentre estas o Evangelho da ressurreição de Jesus. 

Outro momento significativo dessa celebração é a liturgia batismal. Nessa ocasião, houve o Batismo de nove adultos ex-dependentes químicos, que antes viviam em situação de rua e foram acolhidos e preparados pela Missão Belém. Também houve a renovação das promessas batismais de todos os fiéis, com destaque para um grupo de integrantes do Caminho Neocatecumenal.  

Ao refletir sobre o anúncio feito pelos anjos diante do sepulcro às primeiras testemunhas da ressureição, Dom Odilo afirmou: “Hoje somos nós esses mensageiros de Deus enviados a anunciar a todos que o senhor ressuscitou e está no meio de nós”. 

Neste Domingo de Páscoa, às 11h, Dom Odilo preside a missa solene da Páscoa da Ressureição na Catedral, com a participação da orquestra filarmônica do Senai e da Capela Musical da Catedral da Sé. A celebração será transmitida, ao vivo, pela rádio 9 de Julho e pela TV Bandeirantes

Assista ao trecho da Vigília Pascal: 

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‘Uma coisa que me aproximou muito da fé foi a ciência’

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30 de março de 2018

Mateus Funari é médico formado em Medicina pela Unicamp e, atualmente, faz residência de Endoscopia na FMUSP. Há cerca de cinco anos, ganhou do seu pai o livro “A paixão de Cristo segundo o cirurgião”, de Pierre Barbet. “Foi um presente em função da minha escolha de carreira (Medicina), além do fato de ser católico”, contou Mateus à reportagem do O SÃO PAULO . A partir daquele momento, Mateus interessou-se cada vez mais pelo tema e começou a pesquisar profundamente o assunto, e a questão do Sudário foi um dos estudos que mais o fascinou. Assim, autonomamente, tornou-se um pesquisador do Sudário, com o objetivo de entendê-lo.

 

O SÃO PAULO -  COMO COMEÇOU SEU INTERESSE PELO SUDÁRIO?

Mateus Funari - Não sou um pesquisador do Sudário, apenas um católico que tem interesse no tema e resolveu conhecer mais sobre o mesmo. Uma coisa que me aproximou muito da fé foi a ciência. Entender, por meio de conhecimentos científicos, coisas sobre nossa fé foi algo que sempre me fascinou. Após ler o livro que meu pai me deu, senti um chamado para compartilhar isso com outras pessoas, uma vez que o livro traz muitos conhecimentos médicos que precisariam ser “traduzidos” para os leigos. Ensinar algo envolve, naturalmente, algum estudo sobre o tema, isso aliado à minha curiosidade natural sobre o assunto.

 

QUAIS ARGUMENTOS APONTAM PARA A COMPROVAÇÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DO SUDÁRIO?

Em primeiro lugar, é essencial salientar que a nossa fé e a divulgação de fatos devem ser submetidas ao que a Igreja postula. A Igreja nunca afirmou que ele é autêntico. Apesar das muitas evidências para tal, a Igreja é extremamente prudente nesse quesito e está aberta para eventuais descobertas científicas - mesmo que todas, até agora, falem a favor de sua autenticidade. Dados interessantes que falam a favor são complexos para se entender em algumas linhas, mas vou sumarizar alguns de maneira superficial: 

  • Todos os estigmas no Sudário batem com a descrição da Paixão de Cristo e seu sepultamento descritos nos Evangelhos, que são relatos altamente confiáveis em termos históricos e arqueológicos (mesmo que não escritos com essa finalidade). Além disso, há uma maravilhosa congruência com os hábitos da época, como o cabelo de Jesus do modo que os judeus usavam, a flagelação, o modo do sepultamento, entre outros;
  • Não há evidência de tinta no tecido. As características da imagem também mostram que ela não pode ter sido pintada nem com sangue;
  • A principal hipótese para a formação da imagem é de uma chamuscadura (queimadura intensa e rápida), algo impossível de ter sido feito por um falsário há muitos séculos;
  • Há inúmeros detalhes na imagem que são, além de um impensável desafio para serem feitos, não poderiam ter sido pensados por uma pessoa. Mesmo que alguém pensasse em tudo, não bastaria pintar tudo (nem com sangue), pois a imagem não foi feita desta maneira. Nem mesmo crucificar uma outra pessoa e fazê-la passar pelos mesmos sofrimentos de Cristo e colocá-la num novo lençol formaria esta imagem. Como dito antes, ela é formada por uma chamuscadura e não apenas pelo contato direto de um objeto com o pano;
  • Muitos dos cientistas que estudaram essa riqueza de detalhes se converteram à fé da Igreja Católica;
  • No tecido, são encontrados elementos de vegetais que são exclusivos de Jerusalém e do tempo em que Cristo viveu. Como se não bastasse, os vestígios de pólen batem com a época em que Jesus foi sentenciado (março e abril).
  • A imagem é real, de alguém que foi morto e envolvido por um lençol, isso é consenso até entre ateus que estudaram o assunto seriamente. Não há relato de outro crucificado com uma coroa de espinhos;
  • Há sangue no tecido do tipo AB, o mais comum entre os judeus naquela região e época.

 

QUAIS SÃO OS ARGUMENTOS MAIS COMUNS QUE NEGAM O FATO DE O SUDÁRIO TER SIDO MESMO DE JESUS?

O principal, de longe, é o teste do Carbono 14. Acontece que esse teste é falho, e os motivos que podem levar a isso são contaminação bacteriana e influência de incêndio, às quais o Sudário esteve submetido. A datação do carbono 14 para o Sudário, não à toa, bate com a do último incêndio ao qual o Sudário foi exposto, de onde vem os “remendos” que podem ser observados nele. Também se acredita que a amostra do tecido com datação estimada da Idade Média possa ter sido colhida desse tecido usado como remendo que, de fato, é da Idade Média. Como se não bastasse, o estudo do Santo Sudário levou Rebecca Jackson (que participou dos estudos com o carbono 14), que foi judia ortodoxa, a converter-se à Igreja Católica. Além disso, outros participantes do estudo com o carbono 14 ratificaram o erro de seus testes.

Outro ponto importante é a datação do tecido. Como não existe registro histórico preciso do Sudário desde seu relato no Evangelho de São João, há quem afirme que ele é uma “invenção da Idade Média”. Apenas por estudar as características da imagem de modo sério, já sabemos que isso é um absurdo.

 

VOCÊ PERCEBE QUE AS PESSOAS TÊM RESISTÊNCIA A CHEGAR A ESSA COMPREENSÃO SOBRE O SUDÁRIO?

Além de ser um tema pouco divulgado e talvez com alguns aspectos um pouco difíceis de serem compreendidos, muitas pessoas optam por não fazê-lo por medo de reconhecerem uma verdade e ter que segui-la. O mundo de hoje e seus costumes são feitos para nos mantermos em nossa comodidade, fugir de todo e qualquer sofrimento ou renúncia, apostar no descartável, em que o que importa é ser feliz, se possível, sem prejudicar os outros. Quando percebem que Cristo nos chama a morrer para nós mesmos e viver para Ele, logo se afastam e optam por não se aprofundar no assunto. Mesmo entre católicos, infelizmente, vemos muito disso, católicos mornos, que não querem renunciar a si mesmos e não aceitam as cruzes que Deus envia. Não é à toa que a Igreja tenha cada vez menos membros. 

Mas alegremo-nos na promessa de Cristo: “...tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (Mateus 16, 17-18).

 

VOCÊ AFIRMARIA QUE O SUDÁRIO PODE AJUDAR OS CRISTÃOS A VIVEREM MELHOR A PÁSCOA DE JESUS?

O estudo do Sudário nos mostra o extremo sofrimento de Cristo no tipo de morte mais cruel que já existiu. Na cruz, morre-se por asfixia. O peso do corpo traciona o tronco para baixo, tornando a respiração cada vez mais difícil - isso pode ser observado por qualquer pessoa se segurando em uma barra pelo tempo suficiente – mas, normalmente, nossa musculatura cansa antes disso. Quando a falta de ar vai aumentando, ele se apoia nos pés pregados para liberar a tração do tórax/tronco e conseguir respirar novamente. Quando recupera o fôlego pelo tempo que consegue suportar a dor de apoiar os pés em suas chagas (lembrando que eles estão pregados), novamente solta o corpo, e a falta de ar progride. Esse é o ciclo até que o corpo não aguente mais, a falta de oxigenação comece a causar cãibras extremamente dolorosas por todo o corpo até a hora do desfecho final, a morte. A crucificação é tão cruel que, em muitos casos, chegava a durar mais de um dia essa tortura. Cristo não apenas morreu assim, como o fez após ser brutalmente flagelado, coroado de espinhos, espancado, feito motivo de comédia e ironia, carregar a cruz nas costas até o calvário e se ver abandonado por quase todos que tanto amou. Tudo isso por cada um de nós. Sua pele santa e divina foi tão chagada para que os pecados que cada um cometeu pudessem ser perdoados e uma dívida que não podíamos pagar pudesse ser sanada. Tudo isso pelo mais puro amor que pode existir no mundo, o amor de Deus por nós. 
 

As opiniões expressas na seção “Com a palavra” são de responsabilidade do entrevistado e não refletem, necessariamente, os posicionamentos editoriais do jornal O SÃO PAULO.
 

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Missa da Ceia do Senhor: ‘Fazei isto em memória de mim’

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29 de março de 2018

A celebração do Tríduo Pascal começou na noite desta Quinta-feira Santa, 29, com a Missa da Ceia do Senhor, que recorda a instituição da Eucaristia e do sacerdócio, na última ceia de Jesus com seus apóstolos. Na Catedral da Sé, a missa foi presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, e, entre os concelebrantes estavam o Cardeal Cláudio Hummes, Arcebispo Emérito de São Paulo. 

Na homilia, Dom Odilo destacou que essa noite leva os cristãos a olharem para o Cenáculo onde Jesus celebrou a Páscoa judaica com seus apóstolos e instituiu a nova Páscoa no seu sague derramado, no seu corpo doado pela humanidade na cruz.  Ele recordou, ainda, o mandato de Jesus “Fazei isto em memória de mim”. “É uma memória permanente, a ser celebrada sempre, não apenas uma vez por ano... Toda vez que celebramos a Eucaristia fazemos em memória de Jesus”, afirmou. 

Ainda segundo o Cardeal Scherer, fazer memória desse ato de Jesus é fazer com que seu sacrifício não fique esquecido. “Nossa fé não está baseada numa ideia, mas numa pessoa e no encontro com essa pessoa, em acontecimentos e da ação de Deus na história da humanidade. Nossa fé não é uma ideia, muito menos uma ideologia, mas adesão e resposta a Deus”, ressaltou. 

Lava-pés

Outro gesto marcante de Jesus na última ceia foi quando ele lavou os pés dos apóstolos, pedindo-lhes que façam o mesmo. Esse gesto é recordado na missa pelo rito do lava pés. Nessa ocasião o Senhora ainda lhes deixa um novo mandamento “Amai uns aos outros como eu vos amei”. 

Neste ano, Dom Odilo lavou os pés de representantes de pastorais e organismos que promovem o serviço da caridade em favor dos que sofrem diversas situações de violência – as pastorais  Afro, Carcerária, da criança da Mulher Marginalizada, da Pessoa com Deficiência, da Pessoa Idosa, do Menor, do Migrante, do Povo da Rua, Indigenista Operária e a Caritas Arquidiocesana. 

“Fazer em memória de Jesus é, portanto, colocar-se aos pés da cruz, é estar junto à ceia do Senhor. É colocar-se a lavar os pés, isto é, o serviço de caridade fraterna para com o próximo, dos mais humildes, dos que sofrem. Dessa maneira continuamos a fazer o que ele fez e nos ensinou a fazer”, exortou o Arcebispo.

Vigília eucarística 

Após a comunhão o Santíssimo Sacramento foi trasladado até um altar preparado para a vigília eucarística que se seguiu após a missa. 

Em seguida foram retiradas a toalhas, velas e flores do altar, que serão recolocados somente na Vigília Pascal, na noite do Sábado Santo, 31. Na Sexta-feira Santa, 30, às 15h acontece a Celebração da Paixão, com o rito de adoração da Cruz. 

Assista a um trecho da homilia de Dom Odilo: 

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Papa celebra Missa Crismal no Vaticano

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29 de março de 2018

O Papa Francisco abriu o Tríduo Pascal no Vaticano na manhã desta Quinta-feira Santa presidindo a Missa do Crisma. Os sacerdotes renovaram seu compromisso e os óleos dos Catecúmenos (usados nos batizados) e dos Enfermos (para a Unção dos doentes) foram abençoados e o óleo do Crisma (usado no sacramento do Crisma) consagrado.

Evangelizar estando sempre próximo do povo: assim como Jesus – narra o Evangelho de Lucas – o padre de hoje deve assumir este desafio e cumpri-lo. “Ser um pregador de estrada, um mensageiro de boas novas”: em sua homilia, o Papa sugeriu aos padres esta opção, que foi a de Deus:

“ A pedagogia da encarnação, da inculturação; não só nas culturas distantes, mas também na própria paróquia, na nova cultura dos jovens... ”

 

Estar 'sempre ' e falar com todos

Como definir um padre como “próximo” das pessoas? Para Francisco, ele deve estar “sempre” perto e “falar com todos”: com os grandes, com os pequenos, com os pobres, com aqueles que não creem... assim como o Apóstolo Filipe, pregador de estrada, que ia de terra em terra, anunciando a Boa-Nova da Palavra, inundando as cidades de alegria.

“A proximidade é a chave do evangelizador, porque é uma atitude-chave no Evangelho, mas é também a chave da verdade”, ressaltou o Papa, lembrando que esta é também fidelidade e que não devemos cair na tentação de fazer ídolos com algumas verdades abstratas. Francisco improvisou e falou da 'cultura do ajetivo', um hábito 'feio'...

“Porque a ‘verdade-ídolo’ se mimetiza, usa as palavras evangélicas como um vestido, mas não deixa que lhe toquem o coração. E, pior ainda, afasta as pessoas simples da proximidade sanadora da Palavra e dos Sacramentos de Jesus”.

 

O modelo da proximidade materna

E quem nos é mais próximo do que a “Mãe”? Segundo o Papa, podemos invocá-La como “Nossa Senhora da Proximidade”, que caminha conosco, luta conosco e aproxima-nos incessantemente do amor de Deus, a fim de que ninguém se sinta excluído.

Francisco sugeriu para meditação três âmbitos de proximidade sacerdotal que podem ressoar com o mesmo tom materno de Maria no coração das pessoas com quem falamos: o âmbito do acompanhamento espiritual, o da Confissão e o da pregação.

 

Diálogo, confissão e pregação

No diálogo espiritual, o Papa mencionou modelo o encontro do Senhor com a Samaritana: que soube trazer à luz o pecado sem ensombrar a oração de adoração nem pôr obstáculos à sua vocação missionária.

A passagem da mulher adúltera foi o exemplo citado para a proximidade na Confissão: assim como Jesus, usar o tom da verdade-fiel, que permita ao pecador olhar em frente e não para trás. O tom justo do “não tornes a pecar” é o do confessor que o diz disposto a repeti-lo setenta vezes sete.

Por último, a proximidade do sacerdote no âmbito da pregação: “Quanto estamos próximos de Deus na oração e quão próximo estamos do nosso povo na sua vida diária?”. A resposta do Papa é:

“ Se te sentes longe de Deus, aproxima-te do seu povo, que te curará das ideologias que te entorpeceram o fervor. As pessoas simples te ensinarão a ver Jesus de outra maneira ”

E explicou que “o sacerdote vizinho, que caminha no meio do seu povo com proximidade e ternura de bom pastor (e, na sua pastoral, umas vezes vai à frente, outras vezes no meio e outras vezes ainda atrás), as pessoas não só o veem com muito apreço; mas vão mais além: sentem por ele qualquer coisa de especial, algo que só sente na presença de Jesus”.

 

A proximidade do 'sim'

Dirigindo-se diretamente aos sacerdotes, Francisco elevou uma prece a Maria, “Nossa Senhora da Proximidade” pedindo que mantenha os sacerdotes unidos no tom, “para que, na diversidade das opiniões, se torne presente a sua proximidade materna, aquela que com o seu «sim» nos aproximou de Jesus para sempre”.

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‘Somos convidados a viver a Paixão de Cristo em nossa própria vida’

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28 de março de 2018

A missa do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, no dia 25, abriu oficialmente a Semana Santa. A celebração recorda a entrada solene de Jesus em Jerusalém antes de sua Paixão, Morte e Ressureição. Na Catedral da Sé, a missa principal do dia foi presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano. O rito de bênção dos ramos aconteceu na Praça da Sé, diante do Marco Zero da cidade. Em seguida, os fiéis seguiram em procissão para o interior da Catedral. Nessa missa foi proclamada a narrativa da Paixão segundo o evangelista São Marcos.

 

ASSOCIAR-SE À PAIXÃO

Na homilia, Dom Odilo destacou que a Igreja celebra a Semana Santa não apenas para recordar que a Paixão de Cristo não deve ser esquecida, mas também para que cada cristão se una ao drama da Paixão de Jesus e dê hoje sua resposta e tome sua atitude diante desses fatos para serem, assim, associados à sua Morte e Ressureição. “Para nós, católicos, a Semana Santa não é uma semana de férias, mas de intensa manifestação da nossa fé, da nossa religiosidade, de renovação da nossa vida cristã, participando com a comunidade”, acrescentou.

O Cardeal Scherer ressaltou que a Paixão de Cristo narrada nos evangelhos foi “algo muito duro”. 

“Jesus foi preso, julgado injustamente com argumentos que não tinham fundamento. Jesus foi condenado à morte por um governante corrupto, fraco, que sabia que Ele era inocente, mas se deixou pressionar por aqueles que queriam sua morte... Um ato de corrupção histórica que ficará lembrado até o fim dos tempos”, afirmou.

 

SUPERAR A VIOLÊNCIA

Ainda segundo o Arcebispo, a Paixão de Cristo teve tudo o que continua acontecendo hoje em dia com muitos irmãos: “acusação iníqua, injúria, desrespeito, injustiça, fatos de corrupção, tortura, condenação à morte, prisão e, finalmente, a morte humilhante na cruz”. 

“Porém, Jesus era inocente e, além disso, era o Filho de Deus feito homem. Por isso, a sua Paixão e os seus sofrimentos não foram em vão”, completou. 

 “A Paixão de Cristo nos pede que, também hoje, nós evitemos toda forma de traição, infidelidade a Deus, de toda forma de corrupção, de maledicência, de acusação injusta, de toda calúnia”, exortou Dom Odilo, afirmando, que assim como acontece nos dias atuais, também naquela época foram criadas “ fake news ” (notícias falsas) para pedirem a morte de Jesus. “Quantas fake news circulam hoje matando os irmãos moralmente, fazendo todo mal”, disse. 

O Arcebispo recordou que também hoje os cristãos são convidados a carregar a cruz junto com Jesus, como fez Simão Cirineu. “Todos nós somos convidados a permanecer firmes com Jesus, apesar das injúrias e desprezo. Somos convidados a viver a Paixão de Cristo em nossa própria vida e a nos renovarmos na sua Ressureição para vivermos com Ele a vida nova”. 

 

GESTO CONCRETO

Recordando o tema da Campanha da Fraternidade 2018, que este ano trata da superação da violência, o Cardeal afirmou que “a Paixão de Jesus nos ensina a não fazermos vítimas de violência a ninguém, de não sermos promotores da violência. Todos nós somos convidados a socorrer as vítimas da violência e a ajudar para que a nossa cultura e a nossa sociedade no seu conjunto superem isso que é uma verdadeira doença, a epidemia da violência que está no meio de nós”.
 

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Cardeal Scherer celebra Domingo de Ramos na Catedral da Sé

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25 de março de 2018

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, presidiu a missa do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor na manhã desde domingo, 25, na Catedral da Sé. A celebração que abre a Semana Santa recorda a entrada solene de Jesus em Jerusalém antes de sua paixão, morte e ressureição.

O rito de benção dos ramos aconteceu na Praça da Sé, diante do Marco Zero da cidade. Em seguida, os fiéis seguiram em procissão para o interior da Catedral. Nessa missa foi proclamada a narrativa da Paixão segundo o evangelista São Marcos.

Na homilia, Dom Odilo destacou que a Igreja celebra a Semana Santa não apenas para recordar que a Paixão de Cristo não deve ser esquecida, mas também para que cada cristão se una ao drama da Paixão de Jesus e dê hoje sua resposta e tome sua atitude diante desses fatos para serem, assim, associados a sua morte e ressureição. “Para nós, católicos, a Semana Santa não é uma semana de férias, mas de intensa manifestação da nossa fé, da nossa religiosidade, da renovação da nossa vida cristã, participando com a comunidade”, acrescentou.

O Cardeal Scherer ressaltou que a Paixão de Cristo narrada nos evangelhos foi “algo muito duro”. “Jesus foi preso, julgado injustamente com argumento que não tinham fundamento. Jesus foi condenado a morte por um governante corrupto, fraco, que sabia que ele era inocente, mas se deixou pressionar por aqueles que queriam sua morte... Um ato de corrupção histórica que ficara lembrado até o fim dos tempos”, afirmou. “A Paixão de Cristo nos pede que, também hoje, nós evitemos toda forma de traição, infidelidade a Deus, de toda forma de corrupção, de maledicência, de acusação iníqua e injusta, de toda calúnia”, exortou Dom Odilo, afirmando, que assim como acontece nos dias atuais, também naquela época foram criadas “fake news” (notícias falsas) para pedirem a morte de Jesus. “Quantas fake news circulam hoje matando os irmãos moralmente, fazendo todo mal”, disse.

Recordando o tema da Campanha da Fraternidade de 2018, que este ano trata da superação da violência. “A paixão de Jesus nos ensina a não fazermos vítimas de violência a ninguém, de não sermos promotores da violência. Todos nós somos convidados a socorrer as vítimas da violência e a ajudar para que a nossa cultura e a nossa sociedade no seu conjunto supere isso que é uma verdadeira doença, a epidemia da violência que está no meio de nós”.

Nesta data também acontece em todas as missas celebradas no Brasil a Coleta Nacional da Solidariedade, gesto concreto da Campanha da Fraternidade, cujos recursos arrecadados serão encaminhados para iniciativas pastorais e sociais, em âmbito nacional e diocesano, voltadas para a superação da violência.

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