A ‘Casa Vida’ das crianças em São Paulo

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06 de setembro de 2018

Logo após o almoço, João (nome fictício) começou a correr pela casa enquanto as demais crianças almoçavam no refeitório da Casa Vida II. Aos 2 anos de idade, João espera o momento em que terá autorização médica para retornar à sua família. Diagnosticado com diabetes tipo 1, ele foi encaminhado para a Casa Vida, pois a família não tinha condições de lidar com sua patologia. 

As unidades da Casa Vida são, em São Paulo, lugares de acolhida para crianças com questões específicas de saúde e/ou doenças raras.  Elas são Serviço de Acolhimento Institucional para crianças e adolescentes (SAICA's), conveniados com a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social.Fundadas em 1991 e 1992, as Casas Vida I e II, respectivamente, recebiam, a princípio, crianças soropositivas que estavam numa espécie de confinamento numa ala da antiga Unidade Sampaio Viana, da Febem, na região próxima ao Pacaembu. 

Irmã Leonice Márcia da Costa, religiosa da Congregação das Irmãs Franciscanas da Ação Pastoral, é natural de Mato Grosso (MT) e está há 27 anos na Casa Vida, desde o primeiro ano de funcionamento. 

“A Casa Vida nasceu a partir da iniciativa do Padre Júlio Lancellotti, Vigário Episcopal para a Pastoral do Povo da Rua, que foi partilhada com outras pessoas. Com a colaboração de muitas pessoas, esse sonho se tornou realidade”, disse Irmã Léo, como é conhecida, ao ser questionada sobre a fundação da Casa. 

“Quando visitávamos as crianças que estavam na Unidade Sampaio Viana, descobrimos uma ala de isolamento onde ficavam as que tinham HIV. As crianças não tinham nenhum contato com as outras, não podiam tomar sol no mesmo espaço que as demais, e até mesmo as refeições eram realizadas dentro do berçário. A situação configuravase como uma espécie de confinamento. Uma realidade desumana”, recordou Irmã Léo.

Após ter sido reformada em mutirão, a casa, onde ainda hoje funciona a Casa Vida I, recebeu as primeiras crianças. Era dia 28 de julho de 1991. “O coração batia forte e num ritmo acelerado, todos esperavam pelo grande momento! O relógio andava, mas o tempo não passava... Elas chegaram! Elas chegaram!”, alguém gritou. “Não deu para conter tanta emoção!”. O trecho está no livro “Casa Vida – espaço de afetividade e ternura”, de Eni Leide Conceição da Silva, publicado pela Paulinas Editora em 1997.

Luciney Martins/O SÃO PAULO

APENAS 1%

“Temos uma menina que está adotada e mora na Alemanha, a Joice. Quando ela nasceu, tinha apenas 800 gramas. Usávamos roupas com bolso tipo canguru e onde íamos carregávamos a Joice conosco. E fizemos um propósito em casa, que, a cada 15 minutos, quem subisse a escada devia colocar 15 gotas de leite na boca da Joice. E assim fizemos. A medicação que ela tomava era muito forte e, devido à grave situação da menina, fomos à uma reunião no Hospital Emílio Ribas para perguntarmos sobre a Joice. No fim da reunião, a médica que nos atendeu disse: ‘Vocês têm fé?, vocês realmente acreditam? Porque a Joice tem apenas 1% de chance de negativar’ (veja o box ao lado). Joice foi gestada com a mãe tuberculosa ativa, e sua mãe faleceu 2 dias após o parto. A Joice negativou, recebeu alta aos 2 anos de idade, foi adotada e, recentemente, nos visitou. Quando veio ao Brasil, ela tinha 13 anos. Não há limites para Deus.” 

A história é uma das muitas que aconteceram na Casa Vida. “Muitas crianças, que foram desacreditadas até pelos médicos, saíram daqui adotadas ou retornaram para suas famílias”, contou Irmã Léo. 

Tendo como mantenedora o Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto (que tem como presidente Irmã Judith Elisa Lupo) as duas casas contam, desde o início, com convênios com o setor público. “A princípio, tínhamos parceria com o Estado de São Paulo, mas depois todo o convênio foi assumido pelo município de São Paulo”, explicou a Religiosa, atual coordenadora da Casa Vida I. 

A Casa Vida II veio logo no ano seguinte, fundada em 1992. “Na época, recebemos mais crianças soropositivas e muitos bebês, que eram filhos de mães drogadictas. Quando algumas começaram a negativar, percebemos que precisávamos de um lugar para aqueles bebês. Porém, houve um grande movimento de adoção no Fórum e os bebês foram adotados, quase todos ao mesmo tempo. A Casa Vida I estava toda adaptada para bebês e os demais estavam crescendo, quando transferimos todos os que completavam 6 ou 7 anos para a Casa Vida II, que funcionava em um espaço alugado. Em 1996, após uma campanha para construção, houve a inauguração da Casa Vida II, que contou, inclusive, com a opinião dos adolescentes que iriam morar lá. Porém, com o tempo, e o novo convênio com a prefeitura, deixou-se de ter este olhar para a questão do HIV e passou-se a acolher crianças com especialidades de saúde diversas”, explicou Irmã Léo.

 

SAÚDE!

As duas unidades da Casa Vida são totalmente voltadas para questões especializadas de saúde.  Com capacidade para 20 crianças de 0 a 17 anos e 11 meses, as casas recebem crianças de vários locais da cidade, e grande parte delas é encaminhada diretamente do hospital.

“Quando entram em contato conosco, vamos visitar as crianças e verificamos se poderemos acolher esta criança na Casa. Porque se a criança tem alguma autonomia, a Casa pode não ser o melhor ambiente para ela. Aqui, a grande maioria tem total ou parcial dependência”, disse, em entrevista à reportagem, Rodrigo Sette, coordenador da Casa Vida I.

Em ambas as casas, as equipes de profissionais são formadas pelo coordenador, a equipe técnica, psicóloga, assistente social, motorista, educadores e os auxiliares de enfermagem. Nas duas casas, a grande necessidade é a ampliação da equipe médica. “Estamos em constante conversa com a Prefeitura e também com o Judiciário sobre a nossa necessidade de ter uma enfermeira e não somente as auxiliares”, explicou Rodrigo. 

Quando a reportagem visitou a Casa, a equipe estava de luto por uma criança que morrera aos 3 anos de idade. “A expectativa de vida médica dela era de, no máximo, 1 ano de vida. Eu falo que o que a segurou durante esses 3 anos foi o amor. Vivemos um aprendizado muito grande”, contou o Coordenador.

Além dos cuidados dentro da Casa, as crianças têm acompanhamento médico externo, e as que têm condições frequentam escolas especializadas ou escolas públicas regulares. “Temos uma programação apertada, pois contamos com apenas um carro. Por isso, é importante ter uma rede de apoio que seja próxima à Casa”, afirmaram Rodrigo e Irmã Léo. 

A Coordenadora explicou que eles estão há mais de três anos tentando ampliar a questão da saúde nas Casas Vida. “Hoje as crianças são atendidas pela assistência social, mas precisam imensamente dos programas de saúde também. Anteriormente, nosso convênio era total, porém agora a assistência social não cobre mais a saúde. A Secretaria da Saúde alega que não tem verbas para contratação de pessoal de saúde”, lamentou. 

Na Casa Vida I, com doações de uma pessoa física, conseguiram contratar uma enfermeira por 6 meses, mas após esse período não sabem se poderão manter a profissional. Lá, há crianças com hidrocefalia, microcefalia, toxoplasmose, deficiência visual dos dois olhos e retardo mental.

 

FAMÍLIA

Com clima familiar, móveis antigos, quartos individuais ou para no máximo duas ou três crianças, com exceção do berçário, a Casa Vida quer que as crianças sintam-se em casa. Além disso, há todo o trabalho de envolvimento das famílias em vários momentos da rotina das crianças. 

“Aqui, na Casa Vida II, há o momento da visita familiar, em que os familiares vêm em dias específicos e organizamos, junto com eles, as vivências. O objetivo é que um dia a família consiga reaver a criança. E, nos casos em que isso é possível, vamos trabalhar com a família as questões complexas de saúde, para que ela tenha condições de acolher a criança. Estamos fazendo rodas de conversa e, além disso, a família é convidada periodicamente a acompanhar a rotina da criança”, explicou Rodrigo.

O Coordenador contou o caso de dois irmãos, filhos de uma família boliviana. “Quando vieram para cá, a mãe não tinha informações sobre o que era o HIV, e uma das crianças é soropositiva. Posteriormente, ela engravidou e acompanhamos a família com visitas domiciliares, além das vivências aqui na Casa. Percebemos como estava sendo fortalecido o vínculo entre os pais e os filhos. As crianças foram passar férias com a mãe e resolvemos dar um voto de confiança para fortalecer a família. Hoje eles estão em tempo integral com a família. Fazemos visitas semanais e, todas as vezes que vamos à casa deles, um dos filhos se esconde de nós, porque tem medo de voltar para a Casa Vida. Vemos isso como um bom sinal de que a família está criando vínculos fortes”, disse Rodrigo.

Além dessas atividades, os profissionais da Casa Vida têm promovido festas de aniversário em que convidam os familiares das crianças. “Fazemos festa à fantasia, com direito a convidados externos. Isso cria um clima muito bom dentro da Casa”, disse Rodrigo, que é psicólogo e por 20 anos atendeu pessoas em situação de rua no ‘Consultório da Rua’, serviço também mantido pelo Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto. 

 “Você tem que viver das alegrias do que você conquistou, não só do salário”, salientou Irmã Léo, ao falar sobre o trabalho dos profissionais da Casa. Com as crianças no colo, de carrinho, de ônibus, metrô ou Uber, os funcionários desempenham não somente o seu trabalho específico, mas também acompanham as crianças ao médico ou às diversas atividades por elas realizadas. “Quem ficou em casa tem que fazer um pouco de tudo e quem saiu tem que se responsabilizar totalmente pela criança. A prioridade é sempre servir a criança”, continuou Irmã Léo.

Foto: Arquivo Casa Vida

E DEPOIS?

Quando os adolescentes completam 18 anos, precisam deixar a Casa Vida. O ideal é que estejam organizadas em todos os sentidos, que possam ser adotadas ou retornem às suas famílias. “Num abrigo comum, os jovens são preparados para o mercado de trabalho, para viverem sozinhos ou se agruparem em repúblicas. Aqui temos que trabalhar a realidade, e a realidade é a da falta de autonomia. O ideal seria que esses jovens fossem encaminhados a residências inclusivas, mas elas são poucas em São Paulo e, em geral, há uma longa fila de espera”, afirmou Rodrigo. 

“Não buscamos educar para o heroísmo, mas para a vida em todas as suas dimensões, sem artificialismos ou superproteção, sempre levando em conta o olhar infantil. Vencer a barreira do preconceito, do medo, é o nosso grande desafio! Construir a solidariedade fundamentada no amor e no exercício da cidadania é nosso dever”, afirmou Monsenhor Júlio Lancellotti, Vigário da Pastoral para o Povo da Rua, no livro “Casa Vida – espaço de afetividade e ternura”.

MÃES SOROPOSITIVAS

A gestação de uma mulher soropositiva precisa ser acompanhada de perto por seu médico. Durante a espera pelo bebê, a mulher precisa iniciar e realizar a terapia antirretroviral. Ao longo dos meses, ela também vai precisar realizar repetidos exames para saber como está sua imunidade e qual a quantidade de vírus que está em seu organismo.

O parto das mulheres soropositivas é feito por cesariana. Algumas horas antes do parto, a gestante recebe uma medicação intravenosa. O bebê precisa também ser medicado durante seus primeiros 45 dias de vida. Outro detalhe importante: a nova mamãe não pode amamentar seu bebê para não correr o risco de infecção. Se todas essas recomendações forem seguidas, as chances de que a mulher traga ao mundo um bebê saudável e sem o vírus é de 99%.

Fonte: www.gestacaobebe.com.br

PARA SER VOLUNTÁRIO NA CASA VIDA

Entrar em contato com a sede do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto pelo telefone (11) 2696-3200.

 

DOAÇÕES PARA QUALQUER UMA DAS CASAS

Telefone: (11) 2606-2185.

CAMPANHA DO ELEVADOR

A Casa I está promovendo a campanha para a construção de um elevador, porque as crianças cadeirantes estão crescendo e são levadas até o quarto por meio da ajuda de duas pessoas que as carregam pelas escadas.

Quem quiser doar ou colaborar com a construção do elevador, pode entrar em contato pelo telefone (11) 2606-2185.


 

      

 

 


 

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Parque do Carmo recebe o programa gratuito “Cuidando do seu coração” neste domingo

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31 de agosto de 2018

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), em parceria com a Fundação Novartis e a OSS Atenção Primária à Saúde (APS) Santa Marcelina, realiza neste domingo, 2, a partir das 8h, o programa Cuidando do seu coração, no Parque do Carmo, em Itaquera, zona Leste. O objetivo da ação, gratuita, é melhorar a qualidade de vida e prevenir doenças cardiovasculares, com foco na hipertensão. São Paulo é a primeira cidade da América Latina a receber o programa.

O evento, que faz parte do projeto “Better Hearts Better Cities”, está alinhado com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) para reduzir em 25% as mortes por doenças crônicas até 2025.

A ação contará com tendas de serviços na área da saúde, atividades físicas, show da fanfarra Obra Social Dom Bosco e apresentação da bateria da escola de samba Leandro de Itaquera. O preparador-físico Márcio Atalla (colunista da CBN, UOL e consultor de qualidade de vida do programa Fantástico) participará do lançamento e fará uma série de atividades com o público, além de caminhada pelo parque.

Durante o dia serão oferecidos serviços de geração do código para a utilização do aplicativo Agenda Fácil, aferição de pressão, medição de glicemia, orientação com nutricionistas, aplicação de vacina contra febre amarela, orientação e teste rápido de HIV/AIDS.

Inicialmente, o projeto conta com seis Unidades Básicas de Saúde (UBS) da supervisão Itaquera — Itapema, Santa Terezinha, Gleba do Pêssego, Parada XV de Novembro, Vila Regina e Vila Carmosina — que terão tendas apresentando os seus serviços oferecidos à comunidade. Para janeiro de 2019 está prevista a expansão do projeto para todas as unidades desta mesma supervisão.

Better Hearts Better Cities 
Com iniciativa da Fundação Novartis, o programa tem como objetivo melhorar a saúde cardiovascular e prevenção de doenças crônicas em populações urbanas de baixa renda. Para essa primeira etapa, foram selecionadas três cidades: Ulaanbaatar, na Mongólia; Dakar, no Senegal; e São Paulo, no Brasil.

O projeto atende a seis metas do programa da SMS de 2017 a 2020. São eles: Amplia Saúde, Viver Mais E Melhor, Vida Urgente, Saúde Digital, Qualifica Saúde, Acelera Saúde, São Paulo Cidade Ativa e São Paulo Digital.

Serviço:
Better Hearts Better Citties – Cuidando do seu coração
Data e horário:
 2 de Setembro de 2018, das 8h às 14h 
Local: Parque do Carmo
Endereço: Av. Afonso de Sampaio e Sousa, 951 - Itaquera, São Paulo

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Capital paulista terá mobilização contra sarampo e poliomielite neste sábado, 1

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31 de agosto de 2018

Pais e responsáveis terão, neste fim de semana, mais uma oportunidade de levar as crianças de 1 a 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade para receber as vacinas que protegem contra a poliomielite e o sarampo. Cerca de 90 postos de saúde do município de São Paulo estarão em plantão neste sábado, 1, para atender à demanda remanescente da campanha de vacinação, conforme recomendação do Ministério da Saúde. Até as 14 horas desta quinta-feira, 30, a cobertura de vacinação tinha atingido 80% para pólio e 79,3% da tríplice viral.

A lista com os locais e horários de aplicação da dose pode ser acessada aqui. A campanha de imunização contra o sarampo e a pólio (paralisia infantil) aplicou 943.132 doses até o momento. Desse total, 473.753  foram contra a pólio e 469.379 da tríplice viral, que além de sarampo, também protege contra caxumba e rubéola. É importante destacar que uma mesma criança pode ter tomado as duas vacinas na mesma ocasião.

O objetivo da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo com esta ação é atingir 95% de cobertura vacinal. Para isso, além de disponibilizar as doses em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) da capital paulista durante a semana, também realizou ao longo do mês de agosto três dias “D” de mobilização (4, 18 e 25/8) para aplicação das vacinas aos sábados.

A estratégia ainda incluiu a instalação de postos volantes em locais estratégicos, busca ativacasa a casa e vacinação em instituições de ensino infantil públicas e privadas. Entre segunda (27) e quarta-feira (29), a força-tarefa extramuros contabilizou 37.196 mil crianças dentro do público-alvo matriculadas nas escolas visitadas, das quais 35,8% haviam recebido as vacinas no período da campanha. Foram aplicadas 3.758 doses da vacina de pólio e 3.737 da tríplice viral em crianças que tinham autorização dos pais e responsáveis.

É importante ressaltar que a ação preventiva é voltada exclusivamente para crianças de 1 a 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade. A adesão é fundamental para reduzir o risco de reintrodução da poliomielite no Brasil assim como o de circulação de sarampo e rubéola na capital paulista.

A secretaria reforça que as crianças devem receber as vacinas contra a pólio e o sarampomesmo que a carteirinha de vacinação esteja em dia. Para se vacinar, é preciso levar documento de identificação e, se possível, carteira de vacinação e cartão SUS.

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Secretaria da Saúde promove vacinação em escolas de educação infantil

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27 de agosto de 2018

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), conjuntamente com a Secretaria Municipal da Educação (SME), promove a partir desta segunda-feira, 27, até sexta-feira, 31, a vacinação dos alunos nos centros de educação infantil (CEI) e escolas municipais de educação infantil (EMEI) públicas e também em creches e escolas de ensino infantil privadas contra a pólio e o sarampo.

Entre quarta-feira, 22, e esta sexta-feira, 24, as Unidades de Vigilância em Saúde (UVIS) realizaram levantamento junto às unidades de educação solicitando autorização dos pais e responsáveis para aderir à ação, mediante envio da caderneta de vacinação para a aplicação das doses na próxima semana. Também estão distribuindo material informativo sobre a campanha nas unidades. 

A iniciativa é mais uma estratégia da SMS para atingir cobertura de 95% do público-alvo até o final da campanha. Entre o dia 4 de agosto (data de inicio da ação preventiva) e a última quinta-feira (23), foram aplicadas 697.568 vacinas no município de São Paulo, sendo 351.055 doses contra pólio (paralisia infantil) e outras 346.513 doses da vacina SCR, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. É importante destacar que uma mesma criança pode ter tomado as duas vacinas na mesma ocasião.

Os dados representam uma cobertura de 59,3% para poliomielite e 58,5% da tríplice viral. A ação preventiva é voltada exclusivamente para público infantil e a adesão é fundamental para reduzir o risco de reintrodução da poliomielite no Brasil assim como o de circulação de sarampo e rubéola na capital paulista.

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Casos de sarampo nas Américas chegam a 5 mil e OPAS amplia recomendações aos países

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23 de agosto de 2018

O número de casos confirmados de sarampo na Região das Américas mais que dobrou em um mês, conforme a mais recente atualização epidemiológica da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), publicada na terça-feira, 21.

Ao todo, 11 países do continente notificaram 5.004 casos confirmados de sarampo em 2018: Antígua e Barbuda (1), Argentina (8), Brasil (1.237, incluindo seis mortes), Canadá (19), Colômbia (60), Equador (17), Estados Unidos (107), Guatemala (1), México (5), Peru (4) e Venezuela (3.545, incluindo 62 óbitos). Em 20 de julho, esses mesmos países haviam confirmado 2.472 casos.

Tendo em vista a velocidade de propagação da doença pela região, a OPAS ampliou as recomendações que já vinham sendo feitas aos países. Entre elas, aumentar a cobertura vacinal e fortalecer a vigilância epidemiológica, a fim de aumentar a imunidade da população e detectar/responder rapidamente a casos suspeitos de sarampo.

Além disso, o organismo internacional orienta que, durante surtos, seja estabelecido um manejo correto de casos intra-hospitalares para evitar a transmissão nosocomial, com um fluxo adequado de pacientes para salas de isolamento (evitando o contato com outros pacientes em salas de espera e/ou locais de internação).

As demais recomendações são: vacinar a população para manter uma cobertura homogênea de 95% com a primeira e a segunda dose da vacina contra sarampo, caxumba e rubéola em todos os municípios; vacinar populações em risco (sem comprovação de vacinação ou imunidade contra sarampo e rubéola), como profissionais de saúde, pessoas que trabalham com turismo e transporte (hotelaria, aeroportos, motoristas de táxi, etc.) e viajantes internacionais.

Outras recomendações incluem manter uma reserva de vacinas contra sarampo e rubéola e de seringas para controle de casos importados em cada país da região; fortalecer a vigilância epidemiológica para detecção oportuna de todos os casos suspeitos de sarampo e garantir que as amostras sejam recebidas por laboratórios dentro de cinco dias após serem tomadas.

A OPAS também sugere fornecer uma resposta rápida frente aos casos importados de sarampo, com o objetivo de evitar o restabelecimento da transmissão endêmica (ou seja, que existe de forma contínua e constante dentro de uma determinada região). Uma vez ativada a equipe de resposta rápida, deve-se assegurar uma coordenação permanente entre os níveis nacionais e locais, com canais de comunicação permanentes e fluidos.

Também é necessário identificar fluxos migratórios do exterior (chegada de estrangeiros) e fluxos internos (movimentos de grupos populacionais) em cada país, a fim de facilitar o acesso aos serviços de vacinação, de acordo com os calendários nacionais de imunização.

A OPAS tem trabalhado diretamente, inclusive em atividades de campo, com vários dos países afetados. No Brasil, por exemplo, o organismo internacional está apoiando as ações de vacinação, vigilância, gestão, informação, educação, comunicação de risco e resposta rápida no estado do Amazonas, em coordenação com as autoridades de saúde nacionais, estaduais e municipais.

Já no estado de Roraima, a OPAS está auxiliando o governo federal do Brasil no fornecimento de seringas, na compra de materiais para manter a temperatura adequada das vacinas, na contratação de vacinadores, aluguel de veículos para transporte de equipes de saúde, planejamento de ações de imunização e no envio de especialistas para apoiar as autoridades nacionais e locais.

A atualização epidemiológica completa pode ser acessada em inglês ou espanhol.

Campanha

Para controlar os surtos e ampliar as coberturas vacinais, o Ministério da Saúde do Brasil está realizando uma Campanha Nacional Contra a Poliomielite e Sarampo (de 6 a 31 de agosto). Até esta segunda-feira (20) foi alcançado metade do público-alvo, com a vacinação de 51% das crianças de um a menores de cinco anos de idade.

A meta do Ministério é imunizar pelo menos 95% das 11,2 milhões de crianças, independente da situação vacinal delas, e criar uma barreira sanitária de proteção da população brasileira.

Europa

A disseminação do sarampo tem se mostrado ainda mais crítica em outras áreas do mundo. Na Região da Europa, mais de 41 mil crianças e adultos foram infectados pela doença nos primeiros seis meses de 2018. O número total de casos para esse período excede os 12 meses reportados em todos os outros anos desta década.

Desde 2010, o ano com maior número de casos foi 2017: 23.927. Em 2016, registrou-se a menor quantidade: 5.273. Relatórios mensais de países também indicam que pelo menos 37 pessoas morreram devido à doença neste ano.

Informações essenciais para a população

O vírus causador do sarampo é espalhado por tosse e espirros, contato pessoal próximo ou contato direto com secreções nasais ou da garganta.

Entre os sintomas estão erupção cutânea (vermelhidão na pele), febre, nariz escorrendo, olhos vermelhos e tosse. Dentre as complicações mais graves estão cegueira, encefalite (infecção acompanhada de edema cerebral), diarreia grave (que pode provocar desidratação), infecções no ouvido ou infecções respiratórias graves, como pneumonia.

Pessoas com sinais de sarampo devem ser levadas para um centro de saúde imediatamente.

O vírus permanece ativo e contagioso no ar ou em superfícies infectadas por até duas horas e pode ser transmitido por uma pessoa infectada a partir de quatro a seis dias antes e quatro dias depois do aparecimento de erupções cutâneas (vermelhidão na pele).

No Brasil, quando a pessoa for se vacinar é importante levar junto o próprio cartão de vacinação e o das filhas ou filhos. Assim, os profissionais de saúde poderão ver se serão necessárias outras vacinas. Se a pessoa não tiver o cartão de vacinação, as vacinas também estarão disponíveis para ela. Mas é importante que se lembre de guardá-lo da próxima vez.

Às vezes, leve inchaço e vermelhidão podem ocorrer no local da injeção da vacina. Isso não deve ser motivo de preocupação e, normalmente, desaparece com compressas mornas e paracetamol.

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Pastoral da Criança promove exposição ‘Saneamento: o básico que salva vidas’

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23 de agosto de 2018

No Brasil, milhões de famílias ainda convivem com esgoto a céu aberto, ausência de coleta regular de lixo e escassez de água potável. Essa cena se repete tanto em cidades menores quanto na periferia dos grandes centros urbanos e é responsável pela diferença entre ter saúde e não ter. 

Mesmo com os avanços obtidos ao longo dos anos, o número de brasileiros sem acesso a esses serviços ainda é enorme. Segundo diagnóstico divulgado pelo Ministério das Cidades, por meio do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico, atualmente 35 milhões de brasileiros não têm acesso à água tratada e mais de 100 milhões não são contemplados com coleta dos esgotos.

Promovida pela Pastoral da Criança e pelo Museu da Vida, em parceria com o Instituto Trata Brasil e a Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná), a exposição: “Saneamento: o básico que salva vidas”, aberta no dia 16, traz à tona esse assunto e convida toda a sociedade brasileira a debater esse tema tão importante. 

Crianças, adultos e famílias podem aprender sobre saneamento básico por meio de uma maquete que reproduz o processo de tratamento de água e esgoto, em vídeos de realidade aumentada, em uma esteira de reciclagem, em quebra-cabeça e jogo de tabuleiro gigantes e muito mais, de forma lúdica e interativa. 

A exposição, com entrada e estacionamento gratuitos, acontece no Museu da Vida (Rua Jacarezinho, 1691 – Mercês – Curitiba (PR)), de 16 de agosto a 16 de setembro, das 8h às 19h, todos os dias, incluindo fins de semana e feriados. Mais informações nos sites Pastoral da Criança e Museu da Vida

Fonte: Pastoral da Criança
 

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Campanha de vacinação contra a raiva começa segunda-feira, 20, em São Paulo

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15 de agosto de 2018

Campanha de Vacinação contra a Raiva para Cães e Gatos no município de São Paulo terá início na próxima segunda-feira (20) e se estenderá até o dia 2 de setembro. Serão mais de 1.900 postos de atendimento distribuídos pela cidade – entre fixos e volantes –, que funcionarão entre 10h e 16h, para vacinar os animais de estimação da população. Vale reforçar que a imunização anual é a mais eficaz e importante medida de prevenção e controle da doença.

O serviço, ofertado pela Divisão de Vigilância de Zoonoses (DVZ), da Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa), órgão da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo, é gratuito e obrigatório para cães e gatos, conforme a lei municipal 13.131/01. O proprietário do animal deve se atentar quanto ao transporte correto: no caso, cães na coleira e guia, e gatos em caixas de transporte apropriadas (ou similar), para evitar fugas e/ou acidentes.

Todos os animais com mais de 3 meses devem ser vacinados, exceto os doentes (diarreia, secreção ocular ou nasal, falta de apetite, convalescentes de cirurgias ou outras enfermidades). Para cadelas prenhas, apesar de não haver contraindicação, a orientação é de que o tutor busque pela vacina fora da campanha, devido ao risco no transporte e no manejo. Bichos no cio também podem causar transtornos nos postos volantes; por isso, é indicado que se procure por um dos postos fixos de vacinação.

Sobre a doença

A raiva é uma doença transmissível, caracterizada pelo contágio direto; ou seja, pela mordida, arranhões ou lambedura de cães, gatos ou outros mamíferos, como, por exemplo, morcegos infectados.

O proprietário deverá identificar, no comprovante de vacinação, os dados do animal, como o nome e nº do Registro Geral Animal (RGA). É importante destacar que somente adultos com condições de conter os animais devem conduzi-los ao local de vacinação, para evitar possíveis transtornos.

A relação completa de postos, com local e data da vacinação, pode ser obtida no site ou pelo telefone 156.

Serviço
Campanha de Vacinação contra a Raiva para Cães e Gatos
Data: de 20 de agosto a 2 de setembro de 2018
Horário de funcionamento dos postos: das 10h às 16h
Informações: podem ser obtidas no site ou pelo telefone 156

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Estudo mostra que Zika chegou ao Brasil proveniente do Haiti

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14 de agosto de 2018

Estudo desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco revela que o vírus Zika chegou ao Brasil proveniente do Haiti. De acordo com pesquisadores, imigrantes ilegais e militares brasileiros que participaram da missão de paz no país caribenho podem ter trazido a doença.

Entre as hipóteses consideradas até então estava a de que o vírus teria entrado no Brasil durante a Copa do Mundo de 2014, trazido por turistas africanos. Outra teoria era de que a introdução teria ocorrido durante o Campeonato Mundial de Canoagem, realizado em agosto de 2014 no Rio de Janeiro, que recebeu competidores de vários países do Pacífico afetados pelo vírus.

Segundo a Fiocruz, o vírus Zika, originário da Polinésia Francesa, não veio de lá diretamente para o Brasil. Antes, migrou para a Oceania, depois para a Ilha de Páscoa, de onde foi para a América Central e o Caribe e só então chegou ao Brasil, no final de 2013. O trajeto coincide com o caminho percorrido por outras arboviroses, como dengue e chikungunya.

“Esse resultado aponta para o fato de que a América Central e Caribe são importantes rotas de entrada para arbovírus na América do Sul. Uma informação estratégica para a vigilância epidemiológica e para adoção de medidas de controle e monitoramento dessas doenças, especialmente em regiões de fronteira com outros países, portos e aeroportos”, destacou a fundação.

Ainda de acordo com a Fiocruz, em todos os casos brasileiros estudados, o ancestral em comum desse tipo de vírus é uma cepa do Haiti, país afetado por uma espécie de tripla epidemia de zika, dengue e chikungunya.

Outra conclusão do estudo é que houve múltiplas introduções, independentes entre si, do vírus Zika no Brasil. Isso muda a crença anterior de que um único paciente poderia ter trazido a doença, que depois teria se espalhado pelo país.

 

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Médicos fazem manifestação contra o aborto

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12 de agosto de 2018

O projeto de despenalização do aborto será votado pelo Senado argentino na quarta-feira, 8. A legislatura de Tucumán declarou-se uma província “pró-vida” com 39 votos dos 43 legisladores, colocando a Província junto com diversas cidades que se declararam “pró-vida”, como Concordia, San Salvador de Jujuy, Presidencia Roque Sáenz Peña e San Fernando del Valle de Catamarca. 

Em um outro front de batalha, os médicos – responsáveis por realizar os abortos, caso o projeto seja aprovado – também têm se manifestado. Eles participaram das marchas pela vida e têm criticado abertamente o projeto. Alguns, como o Doutor Ernesto Beruti, obstetrachefe no Hospital da Universidade Austral, em Buenos Aires, disse que prefere ir para a prisão a tirar a vida de um ser humano inocente: “mesmo se a lei passar, eu não vou destruir a vida de um ser humano. O direito mais importante é o direito de viver”. 

Alguns médicos citam o juramento de Hipócrates, efetuado solenemente pelos médicos, que dizia em sua versão original: “Mesmo instado, não darei veneno mortífero e, também, não darei droga abortiva às mulheres”. 

 

Fontes: ACI/ Life Site News
 

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Especialistas alertam para cuidados com procedimentos estéticos

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10 de agosto de 2018

A Agência Brasil ouviu especialistas sobre quais recomendações devem ser tomadas.

 

Silicone

O único silicone autorizado para aplicação no corpo é o de grau médico - que é envolto em cápsulas de revestimento, os chamados implantes de silicone. O silicone industrial é proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por causar danos à saúde. O produto se espalha facilmente pelo organismo. 

“A gente não sabe para onde vai [silicone industrial]. Pode colocar no glúteo e parar no pé. Vai descendo pela perna”, explica o presidente da SBPC regional Rio de Janeiro, André Maranhão.

Já o polimetilmetacrilato (PMMA), componente plástico (em formato de gel), pode ser usado para o preenchimento cutâneo de pequenas áreas do corpo. De acordo com a Anvisa, só pode ser aplicado por médico treinado. E cabe ao médico definir a quantidade para cada paciente.

Apesar de oferecer possibilidade menor de migrar pelo corpo, apresenta também risco à saúde, segundo Maranhão.

Para tratamento na região glútea, o cirurgião plástico destaca o implante de silicone ou a lipoescultura como procedimentos mais adequados.

 

Formação

A recomendação é procurar um profissional qualificado em tratamentos estéticos, como cirurgião plástico. Para atuar nessa área, é exigido formação de seis anos na faculdade, dois anos em cirurgia geral e três anos em cirurgia plástica.

“São 11 anos de estudo para permitir ao médico realizar um procedimento com segurança e, caso aconteça alguma intercorrência, ele seja capaz de diagnosticar e de tratar em tempo hábil”, diz o diretor-geral da SBCP Nacional, Leandro Pereira.

No site da SBCP, consta o nome de todos os cirurgiões plásticos cadastrados no Brasil, com formação reconhecida.

O presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), Nelson Nahon, recomenda, que antes de fazer qualquer procedimento médico, o paciente verifique: se o profissional é médico registrado, qual a especialidade, titulação e local onde opera. Essas informações estão disponíveis na página do Cremerj na internet.

Caso o profissional não seja médico, deve ser denunciado à polícia.

 

Relação médico e paciente

O diretor Leandro Pereira ressaltou que o paciente deve ter uma boa relação com o médico para que todas as dúvidas sobre o resultado do procedimento ou possíveis complicações sejam esclarecidas.

“A boa relação médico e paciente é fundamental. A busca de profissionais somente por redes sociais pode se tornar perigosa, já que o número de seguidores não quer dizer a capacidade técnica e profissional do médico”, disse.

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