Com Doria, PSDB vence 7ª eleição seguida em SP

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31 de outubro de 2018

Na eleição estadual mais disputada de todo o Brasil em 2018, o paulistano João Doria Junior, 60, do PSDB, foi eleito para comandar o Estado de São Paulo, no domingo, 28 de outubro, superando o atual governador, Márcio França (PSB), por uma diferença de cerca de 700 mil votos. 

Essa foi a sétima vitória seguida do PSDB nas eleições em São Paulo. Os tucanos venceram com Mário Covas em 1994 e 1998, com Geraldo Alckmin em 2002, 2010 e 2014 e com José Serra em 2006. 

Nestas eleições, Doria foi o preferido de 10,99 milhões de eleitores (51,75% dos votos válidos), enquanto França obteve 10,25 milhões de votos (48,25%). O candidato derrotado, que governa o Estado desde abril, quando Geraldo Alckmin (PSDB) renunciou ao cargo para concorrer à Presidência da República, parabenizou o ex-prefeito da Capital Paulista, q ue também em abril deixou a Prefeitura de São Paulo para participar da disputa estadual. “Não podemos de jeito nenhum, a partir de janeiro, ter qualquer gesto de rancor ou torcer para dar errado. Temos que torcer para dar certo”, disse França. 

 

NEM UM NEM OUTRO PARA 35% DOS PAULISTAS

Repetindo um cenário verificado nas eleições em todo o Brasil, a disputa em São Paulo registrou elevado índice de abstenções: dos 33,04 milhões de eleitores, 7,19 milhões (21,78% do total) não compareceram às urnas. Além disso, 3,54 milhões anularam o voto (10,71% do eleitorado) e 1,05 milhão (3,19%) votou em branco. O somatório desses percentuais indica que aproximadamente 35% dos paulistas não optou por nenhum dos candidatos que chegaram ao 2º turno. Os 10,99 milhões de votos do governador eleito representam aproximadamente 1/3 (33,26%) dos eleitores do Estado São Paulo.

 

DORIA PREVALECE NO INTERIOR; FRANÇA NA CAPITAL

Dos 645 municípios paulistas, Doria foi vitorioso em 392 (60,7% do total), a maioria no interior do Estado. O número é inferior ao de 509 cidades onde o tucano obteve mais votos no 1º turno e bem abaixo do alcançado por Alckmin em 2014, que venceu em 644 cidades. O pleito daquele ano foi decidido no 1º turno. Em 2018, pela primeira vez após 16 anos, houve a necessidade de dois turnos para a definição do eleito ao Palácio dos Bandeirantes. 

França foi o mais votado em 253 cidades, a ampla maioria no litoral paulista e no Vale do Ribeira. Também ficou à frente na Capital Paulista, com 58,1% dos votos válidos contra 41,9% de Doria.  

 

ALINHAMENTO COM BOLSONARO

Após ser confirmado como vencedor das eleições estaduais, João Doria concedeu entrevista coletiva no Clube Homs, na Capital Paulista. Ele reafirmou o alinhamento programático com o presidente eleito, Jair Bolsonaro (leia mais na página 11), do qual se aproximou especialmente no 2º turno, com a estratégia de campanha chamada de “BolsoDoria”. 

“Vamos governar para todos os brasileiros de São Paulo. A nossa gestão será da transparência, liberal, inovadora. Conosco será a nova política. Nós, a partir de janeiro, estamos aposentando a velha política de São Paulo. São Paulo vai liderar a nova política, progressista, desenvolvimentista, para gerar empregos, atrair capital externo, gerar recursos no agro, turismo, indústria, tecnologia e ciência”, disse o eleito, afirmando confiar na capacidade de Bolsonaro para unificar o Brasil.

13 PARTIDOS ELEGEM GOVERNADORES

PT

2014: 5 estados

2018: 4 estados (população somada de 30,6 milhões de pessoas); Eleitos: Rui Costa (Bahia), Camilo Santana (Ceará) e Wellington Dias (Piauí) – em 1º turno – e Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte), em 2º turno

MDB

2014: 7 estados

2018: 3 estados (14,8 milhões de pessoas); Eleitos: Renan Filho (Alagoas), em 1º turno; e Ibaneis Rocha (Distrito Federal) e Helder Barbalho (Pará), em 2º turno

PSDB

2014: 5 estados

2018: 3 estados (59,6 milhões de pessoas); Eleitos: João Doria (São Paulo), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Reinaldo Azambuja (Mato Grosso do Sul), todos em 2º turno

PSL

2014: nenhum estado

2018: 3 estados (9,4 milhões de pessoas); Eleitos: Comandante Moises da Silva (Santa Catarina), Coronel Marcos Rocha (Rondônia) e Antonio Denarium (Roraima), todos em 2º turno

PSB

2014: 3 estados

2018: 3 estados (17,5 milhões de pessoas); Eleitos: Paulo Câmara (Pernambuco), João Azevêdo (Paraíba) e Renato Casagrande (Espírito Santo), todos em 1º turno

DEM

2014: Nenhum estado

2018:  2 estados (10,4 milhões de pessoas); Eleitos: Mauro Mendes (Mato Grosso) e Ronaldo Caiado (Goiás), todos em 1º turno

PSC

2014: Nenhum estado

2018:  2 estados (21,2 milhões de pessoas); Eleitos: Wilson Witzel (Rio de Janeiro) e Wilson Lima (Amazonas), em 2º turno

PSD

2014: 2 estados

2018: 2 estados (13,6 milhões de pessoas); Eleitos: Ratinho Junior (Paraná), 1º turno; e Belivaldo Chagas (Sergipe), 2º turno

PDT

2014: 2 estados

2018: 1 estado (800 mil pessoas); Eleito: Walder Góes (Amapá), em 2º turno

NOVO

2014: Nenhum estado

2018: 1 estado (21 milhões de pessoas); Eleito: Romeu Zema (Minas Gerais), 2º turno

PCDOB

2014: 1 estado

2018: 1 estado (7 milhões de pessoas); Eleito: Flávio Dino (Maranhão), 1º turno

PHS

2014: Nenhum estado

2018: 1 estado (1,6 milhão de pessoas); Eleito: Mauro Carlesse (Tocantins), 1º turno

PP

2014: 1 estado

2018: 1 estado (900 mil pessoas); Eleito: Gladson Cameli (Acre), em 1º turno

(Com informações da Agência Brasil, BBC e TSE)
 

CAMINHOS PARA O PSDB

Doria também falou sobre o futuro do PSDB, que pela primeira vez desde 1994 não elegeu o Presidente da República nem chegou ao 2º turno na disputa nacional.

“A partir de 1° de janeiro, no meu PSDB, acabou o muro. Não tem mais muro. Este será o novo PSDB, um partido que tem lado”, comentou. Durante a campanha, Doria desvinculou sua imagem à do presidenciável Alckmin, que também é presidente nacional do partido, e foi criticado por lideranças históricas dos tucanos, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-governador Alberto Goldman. Doria afirmou que com o resultado conquistado em São Paulo, “logicamente que a correlação de forças [no PSDB] muda. É da política isso”. Ele ainda comentou que “o PSDB precisa se sintonizar com o momento presente e futuro do nosso País”. 

Sobre o modo com que pretende governar o Estado, Doria disse que vai reduzir o número de secretarias e que será “um governador municipalista”. 

(Com informações da Agência Brasil e G1)
 

Cardeal Scherer parabeniza João Doria


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Eleição em São Paulo terá 2º turno após 16 anos

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11 de outubro de 2018

Em 28 de outubro, os eleitores de São Paulo voltarão às urnas para definir a eleição ao governo do Estado. Desde 2002, quando Geraldo Alckmin (PSDB) superou José Genoíno (PT) não havia 2º turno na disputa estadual. 

Na votação do domingo, 7, João Doria (PSDB) recebeu 6,4 milhões de votos (31,77% dos votos válidos). O ex-prefeito da Capital Paulista vai concorrer contra o atual governador, Márcio França (PSB), que recebeu 4,358 milhões de votos (21,53%) e superou por apenas 89 mil votos o 3º colocado, Paulo Skaf (MDB). 

Além de disputar o eleitorado dos candidatos derrotados em 1º turno, Doria e França têm como desafio convencer os 7,1 milhões de eleitores que não compareceram às urnas no domingo, o equivalente a 21,53% dos mais de 33 milhões de eleitores de São Paulo. Outro dado éque o percentual de votos nulos e brancos no 1º turno chegou a 8,79%. 

Para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), a advogada Janaina Paschoal (PSL), uma das autoras do pedido de impeachment contra a ex- -presidente Dilma Rousseff (PT), foi eleita com votação recorde de 2 milhões de votos. A lista dos cinco mais votados tem ainda Arthur Mamãe Falei (DEM), com 478,28 mil de votos; Carlos Giannazi (PSOL), com 218,7 mil; Coronel Telhada (PP), com 214,4 mil; e Gil Diniz (PSL), com 214 mil. O PSL passa a ter a maior bancada da casa, com 15 deputados, superando o PSDB, que perdeu nove cadeiras, passando de 19 para 10 deputados. 

Dos 94 eleitos, 52 são novos em relação à atual legislatura, uma taxa de renovação de 55%. Entre os que se candidataram tentando reeleição, 33 não conseguiram. 

 

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Exposição mostra história de São Paulo por meio de escrituras públicas

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20 de setembro de 2018

O Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo abriu a exposição Memórias Notariais: série de documentos históricos, que apresenta 13 registros, como a escritura de emancipação de Dumont (Alberto Santos Dumont, inventor brasileiro que construiu os primeiros balões dirigíveis com motor a gasolina) ou a escritura de bens de Assis Chateaubriand, o Chatô. Com entrada gratuita, a exposição pode ser vista no Salão dos Passos Perdidos, na entrada principal da sede do TJ, na Praça da Sé. A visitação é aberta de segunda a sexta-feira, das 12h30 às 18h30, até 28 de setembro.

Os documentos mostram a história de lugares e personalidades paulistas por intermédio das escrituras públicas arquivadas nos cartórios, com o apoio da Seção São Paulo do Colégio Notarial do Brasil. Há documentos raros, como as escrituras de compra e venda da Casa Rosa das Rosas (1913) e de constituição de condomínio do Copan, considerado ponto turístico da capital.

A mostra tem ainda duas escrituras de escravos de 1871 e o documento datado de 1623, no qual o tabelião Simão Borges Sequeira, da então Vila de São Paulo, relata o assassinato de um índio que iria se converter ao catolicismo.

Os amantes do futebol podem ver as escrituras públicas dos principais estádios dos clubes paulistas: Parque São Jorge, Palestra Itália, Morumbi, Vila Belmiro e o estádio do Juventus, localizado na Rua Javari.
 

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Congresso Nacional da Pastoral da Saúde reúne 600 pessoas em São Paulo

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13 de setembro de 2018

Com o tema “Protagonismo do Leigo e o SUS”, a Pastoral da Saúde da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o ICAPS – Instituto Camiliano de Pastoral da Saúde, realizaram nos dias 1 e 2 de setembro o XXXVII Congresso Brasileiro de Humanização e Pastoral da Saúde, no Centro Universitário São Camilo, no bairro do Ipiranga em São Paulo. O evento, que superou as expectativas de público, já estava com as vagas esgotadas mais de uma semana antes de sua realização.

Com a presença do Bispo Referencial da Pastoral da Saúde Nacional, Dom Roberto Ferrería Paz, do Coordenador Nacional, Alex Motta, demais membros da Coordenação, e do Diretor do ICAPS, Pe. Maurício Gris, o Congresso trouxe à discussão temas atuais e importantes para o trabalho pastoral. No ano do laicato, o protagonismo do leigo teve destaque e levantou discussões e reflexões que envolveram os mais de 600 participantes vindos de diversos regionais do país, entre membros do Clero, Coordenadores Regionais, Arquidiocesanos, Diocesanos, Paroquiais, profissionais e agentes pastorais.

No primeiro dia do encontro, Pe. Romão Duarte falou sobre a atuação e o papel do líder, destacando os fundamentos e práticas da difícil arte de liderar. Questões sobre a biossegurança, tão importante na atuação do agente da Pastoral da Saúde, foram abordadas pelo Dr. Antônio Babo. Pe. Francisco Alves trouxe as experiências de planejamento e atuação pastoral nos hospitais camilianos do Norte e Nordeste.

Ainda no sábado, ocorreu a Assembleia Nacional da Pastoral da Saúde, onde os Coordenadores puderam debater e deliberar sobre questões práticas pastorais, como: prestação de contas, eleição para o CNS – Conselho Nacional de Saúde, eleição para a Coordenação Nacional, regimento eleitoral e as atividades para 2019, onde destaca-se a Romaria Nacional ao Santuário de Aparecida, que foi marcada para o dia 02 de fevereiro, para coincidir com as comemorações do Ano Vocacional Camiliano. Durante a Assembleia também foi lida a Ata da Reunião do Conselho Fiscal, ocorrida na noite anterior.

O domingo, último dia do Congresso, começou com a celebração da Santa Missa presidida por Dom Roberto e concelebrada pelo Assessor Eclesiástico da Pastoral da Saúde Nacional, Padre Renato Prado, pelo Padre Maurício Gris, entre outros.

Dando continuidade ao tema, os palestrantes destacaram o papel do leigo na Igreja e as novas formas de ação na Pastoral da Saúde. A atuação do leigo na política e nas conferências de saúde também foram destaque. Os princípios históricos e perspectivas do SUS – Sistema Único de Saúde, que em 2018 completa 30 anos, deram aos presentes um panorama geral de sua realidade atual.

Diante da necessidade de um documento que oriente e ampare as ações da Pastoral da Saúde em âmbito nacional, a Coordenação Nacional apresentou em discussão aberta e paralela ao evento, uma proposta para a elaboração de “Diretrizes para a Assistência Espiritual e Religiosa nas Unidades de Saúde”. A proposta já havia sido disponibilizada no site da Pastoral Nacional e vinha recebendo colaborações para a discussão. Foram organizados grupos de trabalho para debaterem o documento e novas contribuições foram acrescentadas.

Ao final da tarde, o Congresso foi encerrado, consagrando-se por mais um ano como o maior e mais representativo evento da Pastoral da Saúde Nacional, buscando atingir o objetivo de integrar, informar e colaborar com a formação de agentes e profissionais para atuarem nas mais diversas realidades do país.

Texto e Foto: Coordenação Pastoral da Saúde

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Adolescentes refugiados e brasileiros concluem curso profissionalizante em São Paulo

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11 de setembro de 2018

Brasileiros e refugiados concluíram em São Paulo um curso profissionalizante sobre apólices e modalidades de seguro. Oferecida pelo Instituto Techmail e pela Escola Nacional de Seguros, a formação teve a participação de 26 jovens com idade de 16 a 20 anos. Entre os alunos, quatro eram refugiados da República Democrática do Congo e de Angola. Com o diploma em mãos, a turma está pronta para ingressar no mercado de trabalho.

“Além de ter mais oportunidades para conseguir emprego, o que aprendemos aqui nos ajudará muito no futuro. Também tive a oportunidade de conhecer outras pessoas, inclusive quem já atua no mercado de trabalho”, conta a congolesa Elizabeth.

Todos os formandos estavam no ensino médio ou começando a universidade. A capacitação “Amigo do Seguro” abordou os serviços de seguro para automóvel, residência, saúde e outros tipos de apólices, além de incluir aulas de português e matemática.

“Aprendi muitas coisas que não sabia, como matemática financeira, educação financeira e também sobre todos os tipos de seguro”, afirma Bernice, que também é congolesa.

Luiz Fernando Pinto de Carvalho, gestor do Instituto Techmail, ressalta que o curso não se restringe apenas a ensinar habilidades específicas. “A inserção no mercado de trabalho não é o nosso fim, que é sim, de mudar a vida dos jovens, propiciando a eles ferramentas necessárias para se manterem no mercado e darem continuidade às suas aspirações”, explicou.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) parabeniza iniciativas como essa, por garantir a integração digna de refugiados às comunidades que os acolhem. Promovendo conhecimento para a juventude, o projeto assegura o desenvolvimento de suas capacidades.

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Aulas gratuitas de handebol em quatro centros esportivos da cidade

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11 de setembro de 2018

Você sabia que a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (SEME) oferece handebol para adolescentes e crianças a partir dos cinco anos, gratuitamente, em quatro centros esportivos da cidade, localizados nas zonas Sul e Oeste? As aulas são divididas em três categorias: masculina, feminina e mista e, para participar delas, os responsáveis pelos menores devem se dirigir a um dos centros (relação abaixo) e apresentar RG e duas fotos 3x4, além de comprovante de residência, para fazer a carteirinha no clube.

No ato da inscrição também serão fornecidas informações sobre os horários das aulas e os itens necessários para participar. Confira a relação dos Centros Esportivos que ofertam as aulas de handebol:

Zona Sul

Centro Esportivo Vila Guarani

Endereço: R. Lussanvira, 178 - Vila Guarani

Aulas: quintas-feiras, 18h às 19h30 (iniciantes e atletas surdos acima de 15 anos); sábados: 16h às 18h (atletas mais experientes, acima dos 16 anos), 18h às 20h (masculino e feminino, acima dos 15 anos);

Zona Oeste

Centro Esportivo Taipas

Endereço: Rua João Amado Coutinho, 240 – Parada de Taipas - Jaraguá

Aulas: segundas, quartas e sextas, 17h30 às 19h (misto, dos 11 aos 16 anos);

Centro Esportivo Pirituba

Endereço: Rua Agenor Couto de Magalhães, 32 – Pirituba

Aulas: segundas e quartas: 17 às 19h30 (feminino, acima dos 14 anos);

sextas: 16h30 às 18h (feminino, acima dos 14 anos);

Centro Esportivo Freguesia do Ó

Endereço: Avenida Itaberaba, 1394 A – Freguesia do Ó

Aulas: segundas e quartas: 9h às 10h30 (misto, 5 a 12 anos); 10h30 às 11h30 (misto, 5 a 10 anos); 14h às 15h30 (misto, 5 a 10 anos); 15h30 às 16h30 (misto, 9 a 13 anos); 16h30 às 18h30 (misto, acima de 14 anos); sábados: 7h às 9h (feminino, acima dos 13 anos); 9h às 11h (masculino, acima dos 14 anos); domingos: 14h às 16h (feminino, acima dos 13 anos); 16h às 18h (masculino, acima dos 14 anos);

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Em São Paulo, marcha em defesa da vida do nascituro

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22 de agosto de 2018

Na Argentina, o Senado derrubou, na madrugada do dia 9, o projeto de lei que permitiria a interrupção da gravidez apenas pela vontade da mulher até a 14ª semana de gestação. Depois de uma sessão que durou 17 horas e causou muita expectativa, com o Congresso rodeado de pessoas que acompanharam a votação, os senadores votaram contra a lei do aborto que já havia sido aprovada pela Câmara de Deputados. 

No Brasil, a audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) começou no dia 3, e continuou na segunda-feira, 6, dia em que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi representada por Dom Ricardo Hoepers e pelo Padre José Eduardo de Oliveira e Silva.  

Em São Paulo, aconteceu uma Marcha pela Vida, na terça-feira, 14, às 20h. A caminhada silenciosa começou na Avenida Brasil esquina com a Rua Colômbia e terminou na Praça da Paz, no Parque Ibirapuera. Organizada pelos paroquianos da Paróquia Nossa Senhora do Brasil, agregou cerca de 2 mil participantes de diferentes paróquias, movimentos e religiões.

“Uma caminhada silenciosa pela vida, na esperança de um Brasil mais humano” era a inscrição da faixa que foi carregada durante a caminhada. Os manifestantes pró-vida cantaram o hino do Brasil com velas acesas nas mãos e anunciaram que esta será a primeira de outras caminhadas que acontecerão com objetivo de defender a vida “daqueles que são mais indefesos, os bebês no ventre materno”.

 

AUDIÊNCIA PÚBLICA

Dom Ricardo Hoepers, Bispo de Rio Grande (RS) e Padre José Eduardo de Oliveira, da Diocese de Osasco (SP), participaram da audiência pública e representaram a CNBB na audiência pública no STF sobre a Arguição de Preceito Fundamental (ADPF) 442, a qual propõe a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. 

No início da sua fala, Dom Ricardo fez três perguntas para reiterar a posição da CNBB em defesa da vida humana: “Onde está o fundamentalismo religioso em aderir aos dados da ciência que comprovam o início da vida desde a concepção?”; “Onde está o fanatismo religioso em acreditar que todo atentado contra a vida humana é crime?” e “Onde está o fundamentalismo religioso em dizer que queremos políticas públicas que atendam saúde das mães e os filhos?” 

O Bispo continuou falando sobre a questão da presença do bebê e do direito desta criança de nascer. “O problema que ninguém quer nominar esse inocente. Ele foi apagado, deletado dos nossos discursos para justificar esse intento em nome da autonomia e liberdade da mulher. Mas a criança em desenvolvimento na 12º semana é uma pessoa, uma existência, um indivíduo real, único e irrepetível e, provavelmente, neste momento, a mãe já escolheu um nome para seu filho”, continuou Dom Ricardo.

Entre as alternativas propostas, o Bispo salientou que é urgente combater as causas do aborto. “Com a implementação e o aprimoramento de políticas públicas que atendam eficazmente as mulheres, nos campos da saúde, segurança, educação sexual, entre outros, especialmente nas localidades mais pobres do Brasil, e isto não é matéria para ser discutida nesta Suprema Corte e, sim, no Legislativo”, disse. 

Ele apresentou projetos sociais alternativos para ajudar as mães a gerar e cuidarem de seus filhos. Entre esses centros de ajuda à mulher, Dom Ricardo citou: Casa Pró-vida Mãe Imaculada, em Curitiba (PR), Casa Luz, em Fortaleza (CE), Casa mater Rainha da Paz, Canoinhas (SC), Associação Guadalupe, em São José dos Campos (SP), Casa da Gestante Pró-Vida São Frei Galvão, em Nilópolis (RJ), Pró-Vida de Anápolis(GO) e Comunidade Santos Inocentes, em Brasília (DF). 

Depois de participar de audiência pública no Supremo Tribunal Federal sobre a descriminalização do aborto e apontar o ativismo judicial, Padre José Eduardo denunciou que sua fala foi cortada em vídeo publicado no canal oficial da instituição, o qual foi retirado do ar em seguida.

“Para minha surpresa, eles simplesmente cortaram a parte final do meu discurso, justamente aquela em que eu começava falando sobre a Romênia, que foi muito citada na audiência e é apresentada como exemplo de diminuição do número de aborto após a aprovação e eu mostrava que, muito pelo contrário, o aborto na Romênia é nove vezes maior do que no Brasil”, explicou o Padre. 

Padre José Eduardo salientou que, “mostrando esses números, chegava à conclusão de que, exatamente ao contrário do que tinha sido sustentado na audiência de sexta-feira, quando se legaliza o aborto, o número de abortos aumenta”.

 

SEMANA DA FAMÍLIA

No sábado, 11, a Arquidiocese de São Paulo realizou a abertura da Semana da Família, que acontece em todo o Brasil. Entre os temas principais está a defesa da vida e da família. Em uma das faixas levadas durante a procissão que foi do Pateo do Collegio até a Catedral da Sé, lia-se “A Democracia e a Vida dos Nascituros em risco, aborto não”.

(Com informações da CNBB e ACI/digital)
 

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Centro Cultural dos Correios abre exposição sobre Dom Paulo Evaristo

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25 de julho de 2018

Começou no dia 21 deste mês, e seguirá até 23 de setembro, no Centro Cultural dos Correios de São Paulo, a exposição “Dom Paulo Evaristo Arns: 95 anos”, uma realização da Mirar Lejos, em parceria com a Cáritas Brasileira, com coordenação-geral das jornalistas Evanize Sydow e Marilda Ferri. 

Composta por seis eixos temáticos, a mostra trará elementos lúdicos, interativos e multimídia, somando cerca de 1,2 mil metros de espaço. 

De acordo com as organizadoras, a exposição foi concebida, prioritariamente, pensando no público jovem e em estudantes. Por isso, contará com vários elementos interativos, lúdicos e multimídia dispostos em vários ambientes do Centro Cultural dos Correios.

A mostra faz um passeio pela trajetória do “Cardeal da Esperança”, como Dom Paulo também era conhecido, centrando atenção em assuntos como democracia, política, sociedade, legado intelectual, Igreja e comunicação. Por esses eixos, serão enfocados temas como Dom Paulo e o povo da rua; sua contribuição para a justiça social; a sua importância para os perseguidos políticos brasileiros e do Cone Sul; Dom Paulo e os operários; o papel da mulher na Igreja e na sociedade; o legado para os movimentos sociais, entre outros.

No Átrio do Centro Cultural, será montada uma reprodução de aproximadamente 400 metros quadrados da Praça da Sé e da Catedral da Sé, com a representação de momentos históricos que ali aconteceram, como os cultos em memória de Alexandre Vannucchi Leme, Vladimir Herzog, Santo Dias, Manoel Fiel Filho e as missas de Primeiro de Maio, Dia do Trabalhador. 

Na Sala 2, será retratado o período de regime militar e a atuação de Dom Paulo contra os desmandos ocorridos. Numa reprodução do Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops), o público poderá participar da peça interativa “Lembrar é Resistir”, adaptada e dirigida por Izaías Almada, ex-preso político e autor do texto em coautoria com Analy Pinto, proporcionando uma volta aos anos 1960 e 1970, sendo conduzido de cela em cela, como os presos políticos da época. As apresentações serão diárias, de terça-feira a domingo, às 14h30 e às 15h30. No mesmo espaço, haverá ainda uma versão gigante do livro “Brasil: Nunca Mais”, além de um vale remontando à vala clandestina do cemitério de Perus, onde foram encontradas mais de mil ossadas humanas, muitas delas de presos políticos desaparecidos.

 

SERVIÇO

Exposição Dom Paulo Evaristo Arns: 95 anos
Data: de 21 de julho a 23 de setembro
Visitação: das 9h às 17h, de terça-feira a domingo
Entrada franca
Local: Avenida São João, s/nº, no Vale do Anhangabaú

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Governo de SP diz que abastecimento no estado caminha para normalidade

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30 de mai de 2018

O governador de São Paulo, Márcio França (PSB), afirmou hoje (29) que as refinarias de petróleo do estado estão desbloqueadas (Capuava, Presidente Bernardes, Paulínia e Henrique Lage). Segundo ele, o abastecimento está em processo de normalização, assegurando combustível nos postos de gasolina. “Já estamos caminhando em direção à volta da normalidade em São Paulo”, avaliou o governador, após o quarto dia de reuniões com os representantes dos caminhoneiros.

França pretende conversar ainda hoje com o presidente Michel Temer. Ontem (28), segundo o governador, os dois conversaram por telefone sobre o movimento dos caminhoneiros. Temer passou a manhã em São Paulo, no Fórum de Investimentos Brasil 2018, e retornaria para Brasília em seguida.

Na reunião desta terça-feira, no Palácio Bandeirantes, em São Paulo, o governador ouviu uma série de reivindicações dos líderes dos caminhoneiros. A categoria pede a inclusão dos caminhões que transportam combustível na lista daqueles que têm livre circulação na capital paulista (produtos perigosos). O apelo foi transmitido ao prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB). Segundo França, o prefeito deve editar o decreto sobre tema.

Os caminhoneiros pediram ainda que sejam anistiadas as multas e a pontuação, aplicadas pelas polícias rodoviárias estaduais e federal à categoria durante a paralisação.

A categoria fez um acordo com o governo do estado para validar a isenção – nas rodovias estaduais, federais e municipais – do pedágio cobrado pelo eixo suspenso. A medida também foi definida entre as autorizadas pelo governo federal.

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Cidade de São Paulo tem 7,4 veículos para cada 10 habitantes

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10 de mai de 2018

Recente estudo da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) mostra que a cidade de São Paulo tem 7,4 veículos motorizados para cada 10 habitantes.

O levantamento mostrou que a Capital Paulista tem 8,6 milhões de carros, motos, ônibus ou caminhões. Em 2016, para cada 10 habitantes eram 7,2 veículos, e 7 em 2015, o que mostra o aumento da frota nos últimos anos.

A pesquisa também abordou o comportamento e mostrou que os motoristas respeitam mais o rodízio no período da manhã do que à tarde. Na volta para casa, 14% dos motoristas ignoram a restrição.

Rodizio

O rodízio foi criado há 20 anos e, desde então, a CET avalia a adesão do paulistano à regra de não circular com o carro no centro expandido uma vez por semana, nos horários de pico.

O último balanço, com dados de 2017, revela que a obediência é maior de manhã. Entre 7h e 10h, o índice de adesão foi de 91% na capital. Entre 17h e 20h, o índice cai para 86%.

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(Com informações de CET e G1)

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