Novembro é mês de licenciar veículos com placas final 9

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05 de novembro de 2019

Proprietários de veículos com placas terminadas em 9 devem providenciar o licenciamento durante o mês de novembro. O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP) lembra ainda que o procedimento é necessário para caminhões com placas terminadas em 6, 7 e 8.

O valor da taxa do serviço é mesmo para todos: R$ 90,20. É possível licenciar de forma eletrônica, por meio do sistema bancário, sem precisar ir até uma unidade de atendimento. Mas atenção, não basta apenas pagar a taxa, é preciso que haja a emissão do documento. Por isso não é aconselhável deixar para a última hora.

Atualmente, o Estado de São Paulo tem mais de 30 milhões de veículos registrados. Para circular, todo veículo precisa estar com o licenciamento em dia, independentemente do ano de fabricação.

Os mais esquecidos podem contar com a ajuda do Detran.SP e receber gratuitamente um alerta 30 dias antes do vencimento via SMS e push no celular. Basta cadastrar o celular no portal detran.sp.gov.br e autorizar o recebimento. O passo a passo para fazer o serviço pode ser consultado em detran.sp.gov.br, na área de “Veículos”>”Licenciamento Anual”.

Apreensão do veículo

Licenciamento em atraso gera a remoção do veículo ao pátio. Além disso, o proprietário recebe multa de R$ 293,47 e sete pontos na habilitação por conduzir veículo que não esteja devidamente licenciado, o que é infração gravíssima, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Pagar o licenciamento em atraso também gera a cobrança de multa e juros. Caso não seja feito, o dono do veículo pode ter o nome inscrito no Cadastro Informativo dos Créditos não Quitados (Cadin) e na dívida ativa do Estado pelo débito em aberto.

Como licenciar

O valor do licenciamento em 2019 é de R$ 90,20 para todo tipo de veículo. Não é necessário ir às unidades do Detran.SP ou imprimir boleto para pagar a taxa. Basta informar o número do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) ao caixa bancário ou selecionar essa opção nos terminais eletrônicos das agências ou no internet banking. É preciso quitar possíveis débitos de IPVA, seguro obrigatório e multas, por exemplo.

Algumas unidades do Detran.SP dispõem de máquina para pagamento com cartão de débito. Não precisa esperar chegar o mês do final de placa do veículo. É possível licenciar de forma antecipada.

Com o comprovante de pagamento e um documento de identificação em mãos, o condutor pode ir ao Detran.SP ou posto Poupatempo para solicitar a emissão do documento. Se preferir, pode pagar junto com a taxa o custo de envio pelos Correios, de R$ 11, para receber o documento em casa. A entrega pode ser acompanhada pelo portal www.detran.sp.gov.br, em “Serviços Online”.

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Enchentes em São Paulo: responsabilidade compartilhada

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23 de março de 2019

O chuvoso mês de março tem causado estragos na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), como se viu nos dias 10 e 11, período em que as enchentes e os deslizamentos de terras provocaram a morte de 13 pessoas.

A maioria das autoridades citou o volume “surpreendente” das chuvas nesses dois dias como a principal causa das tragédias. De fato, choveu acima do que se esperava: em Santo André, por exemplo, o equivalente a 80% da média prevista para o mês; em São Bernardo do Campo, 78%; e em Ribeirão Pires, 74%. Também na Capital Paulista, entre os dias 1º e 11, a quantidade de chuvas foi equivalente a 90,06% da média esperada para março.

 

MAS NÃO VEM DO CÉU A 'CULPA ORIGINAL'

As chuvas com índices acima do esperado causaram o transbordamento das bacias dos rios, em especial do Tamanduateí. Esse “comportamento” dos rios em áreas de planalto com baixos declives, como é a RMSP, não é inesperado. O “problema” é que a água que naturalmente transborda dos rios cheios hoje encontra as várzeas ocupadas por diferentes construções – de casas a rodovias – que impermeabilizam o solo. E o saldo final são as inundações.

 

MAIS PISCINÕES

O Governo do Estado, em reunião com alguns prefeitos das cidades da RMSP, anunciou, no dia 13, a retomada da construção do Piscinão Jaboticabal, em um terreno próximo à Rodovia Anchieta, nos limites de São Paulo, São Caetano do Sul e São Bernardo do Campo. O local terá capacidade para armazenar 900 mil m³ de águas pluviais. A obra terá custo de R$ 400 milhões, com possível financiamento do Governo Federal.

O governador João Doria (PSDB) também decidiu pela liberação de recursos do Fundo Metropolitano de Financiamento e Investimento, para a construção da galeria do Córrego da Mooca, além de muros de arrimo e desassoreamento de córregos da Capital e dos outros sete municípios afetados.

Já o prefeito da Capital, Bruno Covas (PSDB), garantiu que serão construídos 15 piscinões na cidade até 2020. A Prefeitura também estuda repassar à iniciativa privada a gestão e manutenção dos 31 piscinões já existentes.

 

TEM SE INVESTIDO EM PREVENÇÃO

O Governo do Estado deverá gastar aproximadamente R$ 45,1 milhões na manutenção dos piscinões neste ano, segundo informações do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE). Em 2018, esse investimento foi de R$ 47 milhões, e outros R$ 170 milhões foram utilizados para o desassoreamento de rios.

A Prefeitura de São Paulo, por sua vez, previa investir R$ 580 milhões para ações de combate a enchentes no ano passado, mas o montante não passou de R$ 160 milhões.

“Dos R$ 580 milhões, só R$ 185 milhões são da própria Prefeitura e, destes últimos, R$ 160 milhões foram efetivamente empenhados em 2018. O restante são transferências [dos governos Federal e Estadual] que, embora previstas no orçamento, não se realizaram”, justificou Covas, em entrevista coletiva no dia 12.

 

MANUTENÇÃO

Também após a tragédia, tornou-se público que as prefeituras das cidades do ABC Paulista pediram ao DAEE, em fevereiro, que realizasse serviços de manutenção e limpeza em oito dos 20 piscinões da região, algo que não teria acontecido.

Questionado pela reportagem sobre essa situação, o DAEE informou que “a limpeza dos piscinões ocorre de uma a duas vezes por ano no período de estiagem e, se necessário, após as chuvas. Nos primeiros 70 dias, após vistoria técnica, o DAEE iniciou os trabalhos pelas Bacias Hidrográficas do Alto Tamanduateí, Pirajuçara e Ribeirão Vermelho. Nesse período, o Departamento retirou 42,3 mil toneladas de resíduos dos reservatórios”. O órgão vinculado ao Governo do Estado pontuou, ainda, que “a região do ABC registrou 150 milímetros de chuva em apenas sete horas, o que corresponde a 83% do esperado no mês. Não houve registro de falha nos equipamentos sob responsabilidade do DAEE”.

De acordo com o engenheiro Celso Amaral, graduado pelo Instituto de Ensino de Engenharia Paulista, que já participou de mais de 35 mil laudos, incluindo os de avaliações de riscos sobre enchentes, é necessário haver um planejamento para a limpeza periódica dos piscinões. “Ao longo do ano, se o piscinão for assoreando, ele perderá a quantidade de armazenamento, por isso é obrigatório que se façam as limpezas”, afirmou.

 

PROJETADOS PARA OUTRA REALIDADE

Amaral também ressaltou que a impermeabilização do solo em alguns locais tem feito com que os piscinões projetados em décadas passadas não consigam suportar a demanda atual: “Como a região está mais ocupada, impermeabilizada, a quantidade de água que corre para o piscinão é ainda maior, e hoje, mesmo que haja a igual quantidade de chuvas de 20 anos atrás, talvez o piscinão não dê conta”.

 

SE CADA UM FIZER A SUA PARTE...

O papel de bala jogado no chão, o lixo doméstico colocado na calçada fora do dia da passagem do caminhão de coleta, o entulho acumulado na praça ou na beira do rio: estas são algumas atitudes individuais que potencializam o risco de enchentes e que podem ser evitadas. De igual modo, as ações de zeladoria da Prefeitura para varrição das ruas, limpeza de bueiros, recolhimento de itens volumosos e lavagem das vias são fundamentais.

“A rede de água pluvial está comprometida, entupida, não só porque o poder público não faz a sua parte, mas também porque a população joga o lixo em qualquer lugar, entulho em córrego, enfim, colabora para que o caos urbano seja maior”, analisou Amaral. “Também não adianta a Prefeitura fazer uma ação e não voltar para dar manutenção”, complementou.

 

EM NOVAS CONSTRUÇÕES

Uma das alternativas apontadas por Amaral para amenizar o problema das enchentes é a maior disseminação dos sistemas de microdrenagem, para a coleta de águas superficiais ou subterrâneas em pequenas e médias galerias, como os “minipiscinões”.

“Em muitas das edificações de grande porte estão sendo feitos minipiscinões, e isso ajuda muito, pois uma quantidade considerável de água não é jogada na rede pluvial na hora das chuvas. Pode-se captar essa água no minipiscinão e jogá-la na rede duas horas depois, por exemplo. Assim, consegue-se diminuir a quantidade de água que vai para as tubulações, a rede e os rios. O poder público pode exigir que na área de operação urbana as novas construções tenham isso”, comentou.

 

LEIA TAMBÉM: Enchentes em São Paulo preocupam população e poder público

 

(Com informações do G1, Governo do Estado de São Paulo, Prefeitura de São Paulo, Agência Brasil e Geofoco)

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Monsenhor Marco Frisina conduz congresso sobre música sacra em São Paulo

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21 de março de 2019

Monsenhor Marco Frisina, italiano, compositor e maestro de música sacra, conhecido internacionalmente, está no Brasil entre os dias 8 e 23 e passará pela Capital Paulista e as cidades de Campinas (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Aparecida (SP), para uma programação que inclui conferências, concertos e celebrações.

Organizado pelo Pateo do Collegio, pela Schola Cantorum e pelo Coro da Arquidiocese de Campinas (SP), o Congresso de Música Sacra aconteceu entre os dias 15 e 17, no Colégio São Luís, na Avenida Paulista, e reuniu cerca de 600 participantes de diferentes lugares do Brasil e também de outras nacionalidades.

Na noite de sábado, 16, os participantes puderam acompanhar um concerto de música sacra e, no domingo, participaram da missa conclusiva presidida pelo Padre Alberto Contieri, Reitor do Colégio São Luís e do Pateo do Collegio.

 

IGREJA, CORPO DE CRISTO

Em suas conferências, Monsenhor Frisina falou sobre temas como a oração dos salmos, cantados pelos hebreus e incorporados à tradição cristã; a diferença entre música sacra e música litúrgica e a tradição dos cantos gregorianos.

“Qual a diferença entre a liturgia do templo e a liturgia cristã? Lembram-se de quando Jesus encontra a samaritana no templo? Este será o vosso culto espiritual. Por isso, Jesus diz que devemos rezar em espírito e em verdade. É Deus que nos salva, não nossas iniciativas”, recordou o Monsenhor em uma de suas conferências.

Sobre a dimensão da Igreja, corpo de Cristo, na celebração eucarística, o Monsenhor explicou que, pelo Batismo, o cristão passa a ser parte desse corpo. “Nós rezamos como se fôssemos Jesus, por isso dizemos as palavras que Ele disse e rezamos com a oração de Jesus. Nós temos em nós a potência de Cristo, ou seja, o amor de Cristo vivo em nós e o poder de Deus, porque o amor é onipotente.”

“Na missa, realizamos aquilo que somos, ou seja, assumimos a identidade de filhos de Deus e, então, tornamo-nos sempre mais corpo de Cristo. Este corpo, a Igreja, é o lugar em que Deus entra em relação com o mundo, porque o corpo é um lugar físico em que entramos em diálogo com o mundo”, explicou o Monsenhor.

 

CRISTO CANTA E PREGA EM NÓS

“O corpo é um instrumento de relação. Não se pode amar sem corpo. Por isso, Jesus teve um corpo, para amar até o fim. Nós somos Deus que entra em relação com o mundo, porque somos corpo de Deus ressuscitado. Esse é o mistério de Deus na Eucaristia. Esta é a relação entre Deus e o mundo”, disse o Monsenhor Marco Frisina.

Ele salientou que para a música litúrgica alcançar seu objetivo, a assembleia e os membros do coro devem ter consciência deste mistério. “Quando cantamos na liturgia, não estamos fazendo um espetáculo, mas exprimindo aquilo que somos. Cristo canta e prega em nós e estamos junto Dele como aqueles que cantam. Por isso, não se pode cantar qualquer coisa.”

“Na liturgia, escolhemos os salmos aptos para cada tempo litúrgico e pregamos com os salmos. Exprimimos em canto nossa experiência de Deus, que se torna experiência concreta de Deus em nós. Quando Paulo diz: ‘Não sou mais eu que vivo, mas Cristo que vive em mim’, é porque o cristão faz da sua vida um canto de honra a Deus”, continuou o Sacerdote.

“Cantar não significa nunca se exibir ou embelezar a liturgia com o nosso canto; significa, em vez disso, testemunhar com tudo de si a nossa fé e o nosso amor. A música eleva os corações e nos une aos nossos irmãos, fazendo-os experimentar o milagre da comunhão”, disse o Monsenhor.

 

FORMAÇÃO E ESPIRITUALIDADE

Danillo e Rita Del Chiaro, maestros do Coro da Paróquia Nossa Senhora do Brasil e do Coral Del Chiaro, participaram do Congresso junto com os coralistas da Paróquia. “A experiência com Monsenhor Frisina foi algo muito tocante e profundo. Além de um compositor extremamente competente e talentoso, conhecemos o Frisina sacerdote, exercendo seu ministério”, disse Rita, em entrevista à reportagem.

Danillo e Rita já conheciam a linha de trabalho do Monsenhor Frisina e utilizavam suas composições e, por isso, afirmaram que os coralistas sentiram bastante familiaridade com as músicas apresentadas durante o Congresso.

“A formação que este grande e experiente maestro nos forneceu foi sobretudo espiritual. Quanto mais estudamos, percebemos o quanto a liturgia católica e a música litúrgica têm uma riqueza inesgotável”, afirmou Rita.

 

BIOGRAFIA

Nascido em Roma, em 1954, Marco Frisina diplomou-se em Composição no Conservatorio di Santa Cecilia. Depois de ter completado os estudos teológicos,especializou-se em Sagrada Escritura no Pontifício Instituto Bíblico. Ordenado sacerdote em 1982, desde então exerce o seu ministério na Diocese de Roma. É presidente da Comissão Diocesana para a Arte Sacra e os Bens Culturais, consultor do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização e Reitor da Basílica de Santa Cecília no Trastevere. Ministrou cursos na Faculdade de Comunicação Social da Pontifícia Universidade da Santa Cruz em Roma e no Pontifício Instituto de Música Sacra do Vaticano.

Em 1984, fundou – e ainda dirige – o Coro da Diocese de Roma, com o qual anima as mais importantes liturgias diocesanas, algumas das quais presididas pelo Santo Padre.

Na sua produção musical, estão também algumas obras para o teatro, entre elas “La Divina Commedia. L’opera”, primeira transposição musical da obra-prima dantesca da qual é autor e idealizador, e que estreou em 2007.

Possivelmente, sua composição mais popular, considerado o vedadeiro hit e hino informal é “Jesus Christ, you are my life” que é cantado sempre durante o encontro do Papa com os jovens.

Fonte: Pateo do Collegio
 

CD ‘Eis-me aqui, Senhor’ resgata a tradição dos corais de canto litúrgico

O CD “Eis-me aqui, Senhor”, gravado nos estúdios Paulinas-COMEP em São Paulo, reuniu os corais da Arquidiocese de Campinas (SP) e Schola Cantorum do Pateo do Collegio para gravar as composições de Monsenhor Frisina em Português.

Essa coletânea de cantos foi traduzida pela primeira vez para o Português e conta com obras como o canto “Eis-me aqui, que dá nome ao CD. Outro destaque é o hino composto em homenagem a Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.

 

CORO DA ARQUIDIOCESE DE CAMPINAS

O Coro da Arquidiocese de Campinas foi fundado em 2008 sob a direção de Clayton Dias e tornou-se referência e inspiração para novos coros no Brasil. É filiado à Associação Internacional de Estudos de Canto Gregoriano (AISCGre).

 

SCHOLA CANTORUM DO PATEO DO COLLEGIO 

A Schola Cantorum foi fundada em 2005 pelo Padre Carlos Alberto Contieri, sj, e é composta por membros da Comunidade do Pateo do Collegio. Desde 2009, está sob a direção do mestre de capela e organista titular do Pateo do Collegio, Felipe Bernardo.

Com informações de Paulinas-COMEP

 

LEIA TAMBÉM: ‘Nos cantos litúrgicos, as palavras com as quais rezamos vêm do próprio Deus’

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Todo dia é dia de parque em São Paulo

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02 de fevereiro de 2019

Em meio à rotina agitada própria da selva de pedra de São Paulo, o paulistano e seus visitantes possuem muitas opções para relaxar com a família junto à natureza.

Ao todo, a capital paulista possui 113 parques famosos pela diversidade de fauna e flora e por seu valor histórico e cultural. Os parques paulistanos são opções não apenas para os fins de semana. Podem ser um programa para uma caminhada antes ou no fim do expediente, um ponto de encontro para a tarde dos idosos e um lugar para a juventude praticar esporte.

Atividades como piqueniques, por exemplo, têm ganhado cada vez mais espaço entre as crianças como uma alternativa às festas de aniversário nos buffets infantis. Confira:

 

IBIRAPUERA

Inaugurado em 1954, durante as comemorações do IV Centenário de São Paulo, o Parque do Ibirapuera teve seu projeto concebido pelos arquitetos Oscar Niemeyer, Ulhôa Cavalcanti, Zenon Lotufo, Eduardo Kneese de Mello, Ícaro de Castro Mello, além do paisagista Augusto Teixeira Mendes.

Um dos destinos mais procurados por paulistanos e visitantes, o “Ibira”, como foi apelidado pela população, também é uma das mais importantes áreas verdes, de cultura e lazer da cidade, com 1.584.000 m².

Uma das paisagens mais famosas de São Paulo, o Lago do Ibirapuera, tem fontes com músicas e luzes e é circundado por pistas de ciclismo, de corrida e alamedas de árvores. Um grande gramado no centro do parque é usado para relaxar, tomar sol ou para as crianças brincarem. Há também pista de cooper, ciclofaixa, trilhas, quadras esportivas, campo de futebol society e playground.

Dentro do Ibirapuera estão localizados a OCA, o Museu de Arte Moderna (MAM), o Museu de Arte Contemporânea (MAC), o Museu Afro-Brasil, a Fundação Bienal, o Auditório Ibirapuera e o Jardim de Esculturas.

Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº

Telefone: (11) 5574-5045 Funcionamento: diariamente, das 5h às 0h

HORTO FLORESTAL

Antigo Horto Florestal, o Parque Estadual Alberto Löfgren, apesar de localizado em área urbana, mantém extensas áreas de Mata Atlântica, constituindo uma importante referência para a população da zona Norte da Capital. Criado em 1896, o parque mantém uma grande importância histórica, sendo a primeira área de conservação efetivamente implantada no Estado de São Paulo.

O parque possui palco para eventos, área de piquenique, playground, fraldário, quadra poliesportiva, pista de cooper, trilhas (como a trilha interpretativa, em que monitores ensinam sobre as espécies vegetais e sua importância para o meio ambiente), campos de futebol, equipamentos de ginástica, bicas de água potável, lagos, sanitários, bebedouros e o Museu Florestal. Também estão no Horto o Palácio de Verão do Governo do Estado, o Núcleo de Educação Ambiental, a Estação Vida, além das sedes da Polícia Militar e Polícia Florestal do Estado.

Endereço: Rua do Horto, 931, Tremembé

Telefone: (11) 2232-3117

Funcionamento: diariamente das 6h às 18h (das 6h às 19h, no horário de verão)

 

PIQUERI

A antiga Chácara do Piqueri, que deu origem ao parque, foi implantada em 1927 pelo Conde Francisco Matarazzo junto à foz do ribeirão do Tatuapé. A inauguração do parque ocorreu em 1978. A sua alameda principal é adornada com a espécie de árvore Sibipuruna, contrariando o que era de praxe na época do Brasil-Colônia. O Rio Tietê beirava o limite da chácara, e, dentro do parque, é possível visualizar restos do ancoradouro dos barcos em que os visitantes eram recepcionados.

O Parque do Piqueri possui áreas de estar, pista de cooper, bicicletário, campo de futebol de areia, quadras poliesportivas, aparelhos de ginástica, playgrounds, lago, palco para apresentações, sanitários, ponto de leitura e canchas de bocha e área para piqueniques e churrascos.

Endereço: Rua Tuiuti, 565, Tatuapé

Telefone: (11) 2097-2213

Funcionamento: diariamente, das 6h às 18h

 

ACLIMAÇÃO

Criado no início do século XX para criação de gado leiteiro, o parque – antes chamado Jardim da Aclimação – era também procurado por famílias para lazer. A partir de 1983, diante de ameaças de perda da área pelo crescimento imobiliário, os moradores do bairro se uniram num movimento de proteção ao parque, e em 1986 foi oficializado o tombamento do parque.

O parque possui lago, concha acústica, jardim japonês com espelho d’água, aparelhos de ginástica, pista de cooper e caminhada, playgrounds infantis com espaço para piquenique, estares, paraciclo e campo de futebol. Conta, ainda, com uma biblioteca com um acervo de 31.000 exemplares de livros didáticos, dicionários, enciclopédias, jornais, revistas, mapas, multimídia etc. Desse acervo, cerca de 500 títulos têm como temática o meio ambiente.

Endereço: Rua Muniz de Souza, 1.119, Aclimação

Telefone: (11) 3208-4042

Funcionamento: diariamente, das 6h às 20h

 

PINHEIRINHO D'ÁGUA

Localizado na Estrada de Taipas, no bairro do Jaraguá, o Parque Pinheirinho D’Água é fruto de uma reivindicação da comunidade em 2001, com o objetivo de preservar a área verde do local. O parque oferece pista de caminhada, passeios com pontes sobre o córrego, playground, quadra de bocha, um centro de educação ambiental, campos de futebol, quadras poliesportivas e pista de skate.

Dentro da rotina do parque, os frequentadores encontram atividades como Tai Chi Pai Lin, dança circular, Lian Gong e oficinas de tear e artesanato. Todas elas são abertas ao público interessado, sendo que algumas são oferecidas pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do entorno.

Jardim: Estrada de Taipas, s/nº (próximo ao CEI Jardim Rincão), Jaraguá

Telefone: (11) 3928-1691

Funcionamento: diariamente, das 6h às 18h

 

VILLA-LOBOS

A história do Parque Villa-Lobos é um pouco diferente da de outros parques. Antes de 1989, a área localizada no Alto de Pinheiros era ocupada por um depósito de lixo da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP), no qual cerca de 80 famílias recolhiam alimentos e embalagens. Também em parte do terreno era depositado material dragado do Rio Pinheiros e entulho da construção civil.

Em 1989, o parque começou a ser implantado pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE). Em janeiro de 2004, a administração do parque foi transferida para a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (SMA) e o parque foi entregue em 2006 com aproximadamente 24 mil árvores plantadas, após a remoção de entulho e a troca de solo

O Villa-Lobos possui ciclovia (alugam-se bicicletas na entrada do parque), diversas quadras de vôlei, de basquete, tabelas de street basketball, quadras de areia, quadras poliesportivas e campos de futebol. Há também playgrounds e bosque com espécies de Mata Atlântica. A área de lazer inclui ainda aparelhos para ginástica, pistas de cooper e caminhada, um anfiteatro aberto com 750 lugares, biblioteca e um orquidário.

Endereço: Avenida Prof. Fonseca Rodrigues, 2001, Alto de Pinheiros

Telefone: (11) 2683-6302

Funcionamento: diariamente, das 5h30 às 19h (no horário de verão até às 20h)

 

CARMO

Conhecido como Parque do Carmo, o Parque Olavo Egydio Setúbal está localizado na área da antiga fazenda do empresário Oscar Americano de Caldas Filho. Para a criação do parque, foram mantidos o prédio, sede em arquitetura colonial, um conjunto de lagos e toda área ajardinada. Na região, há grande comunidade nipônica, que todos os anos se reúne em volta do Bosque das Cerejeiras. Esteiras são estendidas sob as cerejeiras, e as pessoas observam a chuva de pétalas, tal como acontece no Japão.

Com uma área de 840.000 m², o parque possui Museu do Meio Ambiente, lagos, anfiteatro natural, aparelhos de ginástica (barras), campos de futebol, ciclovia, pista de cooper, playgrounds, quiosques, cerca de 80 churrasqueiras, gramado para piquenique, “Bosque de Leitura”, Planetário do Carmo e Viveiro.

Endereço: Avenida Afonso de Sampaio Souza, 951, Itaquera

Telefone: (11) 2746-5001

Funcionamento: diariamente, das 5h30 às 20h

 

 

VILA GUILHERME - TROTE

Inaugurado em 1986, no bairro de mesmo nome, o Parque da Vila Guilherme é caracterizado pelas atividades esportivas, quadras e trilhas de caminhada. Em 2006, o terreno vizinho que pertencia à antiga Sociedade Paulista de Trote (SPT) deu origem ao Parque Vila Guilherme-Trote, ampliando o seu alcance.

O parque possui churrasqueiras, aparelhos de ginástica (barras, tábuas e pesos), pista de cooper, ciclovia, playgrounds, quadras poliesportivas, canteiros com flores, duas pistas para caminhada, bicicletários, trilha sensorial para deficientes visuais e hortas.

Endereço: Avenida Nadir Dias Figueiredo, s/n° (Portaria 1) e Rua Quirino, 905 (Portaria 2), Vila Guilherme

Telefone: (11) 2905-0165

Funcionamento: das 5h30 às 20h (Portaria 1) e 5h30 às 18h (Portaria 2)

 

BURLE MARX

Inaugurado em 29 de setembro de 1995, o Parque Burle Marx possui um conjunto de edificações projetadas por Oscar Niemeyer na década de 50. Complementando a obra, Burle Marx implantou seu projeto paisagístico, com espécies vegetais ornamentais, espelhos d´água e painéis de concreto.

Pista de Cooper e caminhada, trilha para passeio pelo meio da mata, aparelhos de ginástica (barras e pranchas), playground, orquidário natural, nascentes, lagos, espelho d’água, estares, lanchonete e pergolados fazem parte do parque. Piqueniques são permitidos para grupos de até cinco pessoas, que podem ocupar a área reservada por no máximo duas horas. Há food trucks todos os sábados e domingos (inclusive feriados) das 10h às 18h.

Endereço: Avenida Dona Helena Pereira de Moraes, 200, Morumbi

Telefone: (11) 3746-7631

Funcionamento: diariamente, das 7h às 19h

 

PARQUE DA ÁGUA BRANCA

 

 

ECOLÓGICO DO TIETÊ

A área verde do parque tem cerca de 15,6 milhões de m² no total. O Parque Ecológico do Tietê foi concebido no contexto das obras e serviços de combate a inundações na Região Metropolitana da Grande São Paulo. Pretendeu-se manter a capacidade de amortecimento das cheias, nas várzeas do Tietê, entre Guarulhos e Ponte Nova e, como subproduto, aproveitar as áreas lindeiras para atividades de lazer, esporte, cultura e para a preservação da fauna e flora

Sua infraestrutura é uma das mais completas entre os parques de São Paulo. Há pista de bicicross, pista de atletismo, nove quilômetros de trilhas, 14 quilômetros de ciclovia (bicicletas podem ser alugadas), três quadras de futsal, duas quadras poliesportivas e cinco campos de futebol society, 16 campos de futebol (quatro internos e 12 externos), um campo de beisebol, conjunto aquático composto por três piscinas (adulto, juvenil e infantil), playground, academia, palco ao ar livre, teatro de arena, anfiteatro, nove quiosques com churrasqueiras e 12 churrasqueiras descobertas, lago com pedalinho, 12 sanitários (quatro para pessoas portadoras de necessidades especiais), sete vestiários e um ambulatório.

(Com informações da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente de São Paulo e site Áreas Verdes das Cidades)
 

 

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Arquidiocese de São Paulo festeja padroeiro e aniversário da cidade

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31 de janeiro de 2019

A Arquidiocese de São Paulo celebrou solenemente seu padroeiro na sexta-feira, 25, Festa da Conversão de São Paulo Apóstolo. Na Catedral da Sé, houve uma missa solene presidida por Dom Sergio de Deus Borges, Bispo Auxiliar de São Paulo na Região Santana, representando o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, que estava participando da Jornada Mundial da Juventude, no Panamá, com o Papa Francisco.

Nesta data, em que a cidade de São Paulo festeja seu 465º aniversário, também foram comemorados os 65 anos de inauguração da Catedral da Sé. Participaram da Eucaristia autoridades civis e militares, dentre as quais, o Prefeito de São Paulo, Bruno Covas, e o Coronel Marcelo Vieira Sales, Comandante-Geral da Polícia Militar, que representou o governador do Estado de São Paulo, João Doria. Também participaram representantes de diferentes tradições religiosas.

 

ENCONTRO TRANSFORMADOR

Na homilia, Dom Sergio refletiu sobre a narrativa bíblica da conversão do Apóstolo São Paulo no caminho para Damasco. Recordando uma catequese do Papa Emérito Bento XVI, o Bispo destacou que o leitor talvez seja tentado a se deter em alguns pormenores do texto, como a luz do céu, a queda por terra, a voz que chama, a perda da visão e sua cura. “Todos esses pormenores se referem ao centro do acontecimento: Cristo Ressuscitado mostra-se como uma luz maravilhosa e fala a Saulo, transforma o seu pensamento e a sua própria vida”, ressaltou Dom Sergio.

 

INTERCESSOR

Dom Sergio confiou à intercessão de São Paulo “todos aqueles que, com a sua oração e o seu compromisso, se prodigalizam por construir um ambiente mais humano e fraterno na cidade de São Paulo”.

Embora, às vezes, possamos ter a impressão de que o caminho seja muito longo e cheio de obstáculos, convido todos a renovar a própria determinação na busca, com coragem e generosidade, perante as grandes problemáticas que afligem o nosso mundo, seguindo o exemplo de São Paulo, que, diante de dificuldades de todos os tipos, conservou sempre firme a confiança no Deus que completa a sua obra”, acrescentou o Bispo.

 

RENOVAR ESPERANÇAS

No início da celebração, o Prefeito Bruno Covas fez um pronunciamento por ocasião do aniversário da capital paulista: “Que neste dia em que a cidade de São Paulo completa 465 anos, possamos renovar as nossas esperanças em uma cidade melhor, mais justa, com melhores políticas públicas para que nossa população seja cada vez mais feliz e igual”.

 

PROGRAMAÇÃO CULTURAL

Após a missa, houve um concerto com a Orquestra do Grupo Pão de Açúcar, seguido da 13ª edição do Brunch da Catedral, que homenageou as influências italiana e japonesa na cultura e culinária paulistanas.

 

HOMENAGEM AOS FUNDADORES

Antes da missa na Sé, no dia 25, houve um ato cívico no Pateo do Collegio, com a presença de autoridades civis e eclesiásticas, durante o qual foram depositadas flores no marco em homenagem aos fundadores da capital paulista.

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‘São Paulo é uma das únicas cidades brasileiras em que a razão da sua criação é extremamente cristã’

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25 de janeiro de 2019

Carla Galdeano Candiotti, 34, é historiadora do Cuidado do Patrimônio Histórico e Cultural da Província dos Jesuítas do Brasil, com formação em História e Comunicação. Ela é responsável pela organização, pesquisa histórica, catalogação e salvaguarda de acervos móveis e imóveis da Província Brasileira dos Jesuítas, entre outras funções. Ao O SÃO PAULO, Carla falou sobre curiosidades da fundação da cidade de São Paulo, como a origem do nome dado à rua Direita e a retomada do triângulo histórico da fundação, que compreende três igrejas: o Mosteiro de São Bento, a Igreja Nossa Senhora do Carmo e o Convento de São Francisco.

 

O SÃO PAULO - POR QUE O DIA 25 DE JANEIRO FOI ESCOLHIDO COMO DATA PARA A FUNDAÇÃO DE SÃO PAULO?

Carla Galdeano Candiotti - Os jesuítas escolheram o dia 25 de janeiro para inaugurar o Colégio de São Paulo de Piratininga, e o nome do Colégio leva o nome do Apóstolo São Paulo justamente por causa da evangelização dos gentios. Em torno desse Colégio, nasce um povoado, e esse povoado, crescendo, deu origem à cidade de São Paulo que assumiu, por sua vez, o nome do Colégio. A cidade foi fundada só em 1611, quando aconteceu a oficialização do nome. A Companhia de Jesus não tinha intenção de fundar uma cidade. A preocupação era, desde o início, com a evangelização dos indígenas. O povoado, contudo, começou a crescer, sobretudo depois que a Vila de Santo André da Borda do Campo de Piratininga [primeira povoação europeia na América Portuguesa a se distanciar do litoral] se transferiu para o povoado em torno do Colégio, devido aos ataques constantes dos nativos. Nesse momento, o povoado começou a ter algumas características de cidade, como o comércio diferenciado.

 

A NOME DADO À RUA “DIREITA” FOI INSPIRADO NA PASSAGEM BÍBLICA DA CONVERSÃO DE SAULO?

Há muitas histórias orais sobre a rua Direita. Antigamente, ela se chamava Direita também por estar à direita da Igreja de Santo Antônio da Praça do Patriarca [que começou a ser erguida em 1592], uma vez que a Sé ainda não tinha sido construída. Importante lembrar que a rua Direita é anterior à Catedral e a antiga Sé ficava num lugar diferente da Sé de hoje. Por isso, é muito provável que o nome tenha a ver com a tradição bíblica e remeta à rua Direita em que São Paulo se converteu, na estrada para Damasco

 

PODEMOS DIZER QUE A FUNDAÇÃO DE SÃO PAULO É MARCADA POR UMA HISTÓRIA DE FÉ?

Sim. Se pensarmos no resgate que foi feito após o 4º Centenário da Cidade, nos anos 1950, e a retomada do triângulo das igrejas históricas - Nossa Senhora do Carmo, Mosteiro de São Bento e o Convento de São Francisco -, podemos dizer que essa história começou a ser retomada ali.

A nomeação de São Paulo Apóstolo como patrono da cidade, recentemente, e a própria reconstrução do Pateo do Collegio nos ajudam, igualmente, a recontar essa história. São Paulo é uma das únicas cidades brasileiras em que a razão da sua criação é extremamente cristã, ou, se quisermos, é o próprio Cristo. Recordar a história nos ajuda a repensar mais uma vez esse motivo. As estátuas de São José de Anchieta e de São Paulo na Praça da Sé são elementos muito importantes nesse processo.

Podemos dizer que essa retomada nasceu também a partir da Semana de Arte Moderna, de 1922, em que um dos objetivos era, justamente, olhar para a história e ver o que ainda tínhamos. Havia um movimento de retomada dos traços característicos da nossa arquitetura, sobretudo do período barroco, arquitetura essa que estava desaparecendo por completo. A Semana de 1922 pretendia identificar esses prédios e preservá-los. Podemos dizer que a valorização do triângulo histórico e das igrejas que o compõe foi um dos frutos da Semana de Arte Moderna.

Em 1929, por sua vez, houve a instalação do Monumento Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo, do escultor italiano Amadeo Zani, em frente ao Pateo do Collegio. O Monumento é uma alegoria da cidade, que é uma mulher vitoriosa com a tocha da sabedoria, afinal, a cidade nasce de um colégio. Ela é a tocha da sabedoria e do próprio Cristo. Do outro lado, a mulher tem o louro e a foice, elementos que remontam à sabedoria e ao trabalho. Naquela década, houve a retomada desses espaços históricos e a reunião de pessoas para a devolução do espaço do Pateo do Collegio à Companhia de Jesus.

 

NO PATEO, QUE ELEMENTOS NOS AJUDAM A MELHOR CONHECER A HISTÓRIA DA FUNDAÇÃO?

O Pateo do Collegio é um complexo histórico cultural e religioso composto pelo Museu Anchieta, a Igreja São José de Anchieta, o Café do Pateo e a Biblioteca Padre Antonio Vieira. Em cada um desses espaços, podemos destacar alguns objetos que nos remontam a esse início da cidade. No Café, temos uma parede de taipa de pilão de 1585 (a taipa de pilão é uma técnica construtiva que consiste em comprimir a terra em formas de madeira). Essa parede sobreviveu a todas as transformações do Pateo do Collegio. Na igreja, vamos encontrar o fêmur de São José de Anchieta, um dos fundadores da cidade, e um dos crucifixos mais antigos de São Paulo, que está no altar central. O crucifixo é do início do século XVI. No Museu, iremos encontrar as paulistinhas, que são imagens sacras dos santos e da Virgem Maria que foram construídas pelos indígenas. São cerca de 15 imagens de terracota e barro, com um pequeno apoio de madeira, e que têm esse nome porque foram moldadas em São Paulo pelos nativos e apresentam traços próprios das etnias indígenas. A imagem do menino Jesus paulistinha, por exemplo, temos na versão europeia e na versão indígena, e ela é interessante para que as pessoas compreendam como se deu esse processo de evangelização. Não eram imagens somente decorativas, mas usadas no processo de catequese e, a partir delas, vemos o cuidado dos jesuítas para que os indígenas pudessem compreender os mistérios de fé. Na Biblioteca, temos um vasto acervo, desde o século XVI, sobre a história da cidade de São Paulo. Temos uma edição da Vita Cristhi, do Ludolfo da Saxônia, que foi um dos livros essenciais para a conversão de Santo Inácio de Loyola, e, por sua vez, da fundação dos jesuítas. Na Biblioteca, há, ainda, duas cartas do próprio São José de Anchieta, que foram escritas aqui em Piratininga. Essas cartas, em especial, remontam-nos imediatamente ao momento da fundação de São Paulo.

 

COMO HISTORIADORA, QUE CARACTERÍSTICA VOCÊ VÊ COMO MARCANTE NA CIDADE DE SÃO PAULO?

São Paulo cresceu de maneira desordenada e, por isso, muitos migrantes e imigrantes vieram para cá. Essa característica multicultural marca muito a cidade. O resultado disso é a quantidade de cultura, de uma rica gastronomia e de outras manifestações que são universais. É uma particularidade de São Paulo que atrai muitas pessoas e que torna a cidade um lugar diferenciado.

 

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Parabéns a São Paulo com muito esporte

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24 de janeiro de 2019

Na semana em que a cidade de São Paulo completa 465 anos, competições de diferentes modalidades são opções de entretenimento para quem vai passar o feriado prolongado na Capital Paulista, como um torneio internacional de polo aquático, uma experiência interativa com dois esportes de inverno no Museu do Futebol, corridas de rua e de automóvel, além da final da Copa São Paulo de Futebol Júnior. 

 

Polo aquático definirá vagas para o Mundial na Coreia do Sul

Segue até o próximo sábado, 26, a Copa Uana de Polo Aquático, na unidade do Sesi da Vila Leopoldina (Rua Carlos Weber, 835), na zona Oeste.

O torneio masculino está sendo disputado por Brasil, Estados Unidos, Canadá e Argentina; o feminino por Brasil, Cuba e Canadá. Os campeões e os vices garantirão lugar no Mundial de Esportes Aquáticos, que acontecerá em Gwangju, na Coreia do Sul, em julho

Após a estreia na terça-feira com derrota para o Canadá por 18 a 8, a seleção feminina enfrentará Cuba, na quinta-feira, 24, às 15h30. Já a seleção masculina (foto), após ter enfrentado Canadá e Estados Unidos, terá pela frente a Argentina, na quinta-feira, 24, às 18h30.

As semifinais serão na sexta-feira, 25: a feminina envolverá, às 15h30, a 2ª e 3ª colocadas na fase inicial, já que a seleção de melhor campanha estará automaticamente classificada para a decisão; já as duas semifinais do torneio masculino serão às 17h e às 18h30. No sábado, 26, a final feminina começará às 11h; a disputa do 3º lugar masculino às 12h30; e a decisão masculina às 14h.

PREPARATIVOS

A seleção masculina está em intenso trabalho de preparação para a Copa Uana desde 3 de janeiro, mantendo a base do time que conquistou o título do Sul-Americano de Polo Aquático, em novembro. Na avaliação do técnico do Brasil, André Avallone, jogar próximo à torcida pode ser decisivo.

"A motivação dos atletas, o conhecimento das piscinas, do local de disputa, a temperatura da água e do ambiente, pois especialmente os canadenses e norte-americanos não estão acostumados ao nosso calor nem à nossa comida bem típica, tudo isso pode fazer a diferença em favor do Brasil”, afirmou Avallone ao O SÃO PAULO.

O treinador acredita que a seleção masculina tem boas chances de alcançar uma das vagas no Mundial, mas espera bém como fazer um bom jogo contra os Estados Unidos, pois eles não conhecem bem o nosso jovem time, mas se puder escolher, melhor será enfrentar canadenses e argentinos”, concluiu. que o confronto na semifinal não seja contra os Estados Unidos. “Contra Canadá e Argentina, nós temos boas condições, mas não será fácil e contamos com a torcida a favor da gente. Temos também como fazer um bom jogo contra os Estados Unidos, pois eles não conhecem bem o nosso jovem time, mas se puder escolher, melhor será enfrentar canadenses e argentinos”, concluiu.

 

Esportes de inverno no Museu do Futebol

A experiência promete ser, no mínimo, curiosa: conhecer os esportes de inverno sem ter gelo por perto. Isso poderá ser vivenciado por quem for ao Museu do Futebol (Praça Charles Müller, no Estádio do Pacaembu), no domingo, 27, das 9h às 18h.

Uma das modalidades será o curling, o jogo em que uma série de pedras são jogadas com o objetivo de ficar mais próxima do alvo, marcado do outro lado da pista. Só que em vez de gelo, a pista no Museu do Futebol será feita com plástico resistente e as pedras terão uma espécie de rodinha para que sejam deslocadas mais facilmente. Nesse formato adaptado, o esporte é mais conhecido como street curling (foto) e tem o objetivo principal de oferecer uma vivência para o entendimento da dinâmica do esporte.

Essa experiência com o street curling já foi levada a outras partes do País pela Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG), em parceria com o Comitê Olímpico do Brasil (COB) e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

A outra modalidade que será mostrada de maneira recreativa é bobsled, aquele em que um trenó desliza sobre um tobogã de gelo. Quem for ao Museu do Futebol terá uma experiência mediada com essa modalidade, por meio da tecnologia de óculos de realidade virtual.

Final da 50ª Copa São Paulo de Futebol Júnior

Mais tradicional competição do futebol de base do Brasil, a Copa São Paulo de Futebol Júnior será decidida na sexta-feira, 25, às 15h30, no Estádio do Pacaembu, entre São Paulo e Vasco da Gama.

Este ano, a “Copinha”, como é mais conhecida, é disputada pela 50ª vez, desde 2 de janeiro, na Capital e em outras cidades do Estado. O campeão será conhecido após sete fases de disputa, totalizando 255 jogos, com 128 equipes, e mais de 3 mil atletas em ação.

Na história, os maiores campeões da Copinha são Corinthians (10 títulos), Fluminense (5), Flamengo e Internacional (4 títulos para cada um).

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São Paulo Apóstolo: testemunho de fé e de ardor missionário

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24 de janeiro de 2019

“O homem, por si só, não tem nenhuma grandeza: só se torna grande pela sua vocação e pela consagração total a uma obra sobre-humana. Ninguém, sob este aspecto, foi maior do que Paulo. A completa absorção e extinção do próprio eu em Cristo: este é o segredo da sua grandeza”.

A frase foi escrita pelo Monsenhor alemão Josef Holzner, que estudou por 30 anos a vida do Apóstolo Paulo, escreveu o livro “Paulo de Tarso” e foi um dos muitos que aprofundam a vida e os escritos de São Paulo Apóstolo, grande evangelizador e pregador da Palavra de Jesus Cristo entre os gentios.

A Solenidade da Conversão de Paulo é celebrada pela Igreja Católica em todo o mundo no dia 25 de janeiro. O ardor missionário foi, sem dúvida, o que moveu Paulo durante toda a sua trajetória após a conversão, narrada por ele mesmo nas cartas escritas aos Coríntios, aos Gálatas e aos Filipenses, além dos relatos do livro dos Atos dos Apóstolos.

 

EM COMUNIDADE

Porém, como o Apóstolo conseguiu viver com tanta intensidade o seguimento a Jesus, de tal forma a largar todas as coisas e considerar tudo como “perda diante do desejo de alcançar a Cristo?”, como ele diz no capítulo 3 da Carta aos Filipenses?

Uma das características da evangelização e do modo de viver de São Paulo foi a dimensão comunitária. Também hoje, a Igreja Católica convida seus fiéis a viver em comunidades para assim participar das celebrações eucarísticas e dos demais sacramentos, como modo de alimentar a fé e continuar firme no chamado que cada um recebeu.Antes de se converter, quando era ainda judeu observante, Paulo era autossuficiente. Ele achava que sozinho, observando a lei de Moisés, chegaria à santidade que desejava e obteria de Deus a salvação. Mas, ao encontrar-se, em Damasco, com o Cristo Ressuscitado, o Apóstolo compreendeu imediatamente que o seguimento de Jesus era comunitário.

Paulo passou de uma vida individualista para uma vida de comunhão. Foi por meio da ação e da palavra de outras pessoas que ele recebeu as respostas de Cristo para sua vida e missão.

 

MISSÃO ESPECIAL

São Paulo Apóstolo tinha consciência de que sua missão era única na Igreja, tanto em relação aos 12 Apóstolos como em relação aos colaboradores que com ele trabalhavam nas comunidades. Ele sabia, e não escondia de ninguém, que havia sido escolhido para anunciar o Evangelho a todos os povos e que havia recebido a revelação do Evangelho diretamente de Cristo Ressuscitado.

Em sua segunda viagem, Paulo recebeu outro companheiro, Silas. Também Timóteo, batizado por Paulo, integrou a equipe, e esta tornou-se intereclesial, isto é, formou-se com pessoas vindas de mais de uma comunidade.

Na terceira viagem, Paulo tinha uma equipe de sete pessoas, cada uma de uma comunidade das que ele havia fundado. A missão era comunitária e compartilhada. Cada um ia para uma cidade diferente, mas todos em profunda comunhão e liderados por Paulo.

 

EM SÍNODO

A experiência vivida por São Paulo e a capacidade que ele tinha de formar comunidades e equipes missionárias ajudam a motivar o caminho que está sendo realizado pela Arquidiocese de São Paulo durante o sínodo arquidiocesano.

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, escreveu, em 24 de fevereiro de 2018, uma reflexão para a abertura do sínodo. Na ocasião, afirmou: “O sínodo é uma importante ação eclesial, que vamos fazer juntos, como participantes de um grande ‘mutirão’ eclesial, com o objetivo de buscar o maior bem para a vida e a missão de nossa Igreja em São Paulo”.

Na mesma reflexão, o Arcebispo recordou o trecho dos discípulos de Emaús (Lc 24,13-35) e como eles foram capazes de caminhar ao lado de Jesus e só o perceberem quando Jesus revelase ao partir o pão. O Cardeal convida a todos a participar do sínodo para que a Arquidiocese viva essa renovação missionária. “Renovar-se no ânimo e no ardor missionário, sem pessimismos, derrotismos ou divisões individualistas. Renovar-se na prática da vida cristã e no testemunho da fé e da caridade. Renovar-se na evangelização e na organização pastoral”, continua Dom Odilo.

 

PONTO DE PARTIDA

Em entrevista ao O SÃO PAULO, por ocasião do início do sínodo, o Cônego Celso Pedro, Pároco da Paróquia Santa Rita de Cássia e doutor em Teologia, ressaltou que o ponto de partida de todo o ardor missionário vivido por São Paulo foi sua experiência pessoal com Jesus Cristo. “O Pai, que escolheu e chamou Paulo, revelou nele Jesus Cristo. Não revelou para ele, mas revelou nele. Antes de tudo, Paulo tem uma visão interior de Jesus Cristo. Começa a existir uma relação pessoal entre Paulo e Jesus, e a partir daí ele se torna um companheiro de trabalho inseparável de Jesus. Em Paulo, conversão e vocação se dão no mesmo momento. Tudo aconteceu para que Paulo anunciasse Jesus entre os pagãos”, explicou.

“Podemos destacar, também, o seu método de trabalho. Ele quer anunciar Jesus Cristo até os confins da terra. Como vai fazer isso de forma eficaz? Seu objetivo é o mesmo de Jesus: humanizar o ser humano. Paulo conhece a força do mal que domina o ser humano e a fraqueza dos indivíduos isolados. Por isso, dirá aos gálatas: ‘Foi para sermos livres que Cristo nos libertou’. Para tanto, é preciso que a nova criatura tenha a possibilidade de respirar a graça num ambiente não poluído pelo pecado. O pecado é o resultado da ação do poder demoníaco na sociedade humana. O ambiente não poluído é o Corpo de Cristo ou a comunidade cristã, presente no meio do mundo como fermento na massa”, continuou o Cônego.

 

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Igrejas ajudam a contar a história da fé e da arte na cidade

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24 de janeiro de 2019

O versículo bíblico “Deus habita esta cidade” (Sl 47,9), destacado na celebração do centenário da Arquidiocese de São Paulo, em 2008, tornou-se um lema para falar da presença da Igreja na Capital Paulista. Uma das expressões dessa presença são as igrejas históricas ao redor das quais nasceram bairros e que são verdadeiras obras de arte, nem sempre conhecidas pelos paulistanos.

 

IGREJA NOSSA SENHORA DA EXPECTAÇÃO (DO Ó)

Construída em 1901, a Igreja Nossa Senhora da Expectação, na Freguesia do Ó, zona Noroeste, é uma das mais antigas construções da Capital. A matriz original, de 1716, foi destruída por um incêndio cem anos depois. A igreja atual foi construída próxima do local da antiga.

A Igreja tem estilo romano e começou a ser pintada na década de 1940 por Salvador Ligabue, artista plástico que morou no bairro. Na cúpula, há uma pintura que representa o Espírito Santo. Na Capela do Santíssimo Sacramento, a pintura retrata a passagem dos discípulos de Emaús e a visita de Maria a Isabel. Conta-se que os anjos que adornam o Santíssimo foram reproduzidos a partir dos rostos dos filhos do pintor. Os grandes quadros do presbitério que retratam a multiplicação dos pães e a cura do paralítico são de autoria do Padre Mario Chelle. Em 2016, o templo passou por um restauro em sua fachada e no interior.

 

Endereço: Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó, s/nº, Freguesia do Ó 

 Telefone: (11) 3932-1702

 

 

SANTUÁRIO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

Localizada no bairro de Campos Elíseos, a igreja-matriz da Paróquia Sagrado Coração de Jesus foi inaugurada em 1901, sendo elevada à categoria de santuário agregado à Basílica de São Pedro em 1914. É o mais antigo templo de estilo clássico-renascentista de São Paulo.

Seus painéis e afrescos são de autoria de Pedro Gentili e de uma grande pintora florentina, cujo nome é mantido em segredo, a seu pedido. A nave central é uma miniatura da nave da Basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma. Os altares laterais possuem imagens esculpidas em madeira e mármore de origem italiana, francesa e alemã.

A arquitetura do prédio e o altar-mor, em mármore Carrara, são obras do artista salesiano Domingos Delpiano, assim como o Cristo Redentor de sete metros de altura, no alto da torre, em cobre dourado.

 

• Endereço: Alameda Dino Bueno, 285, Campos Elíseos (próximo ao Terminal Princesa Isabel)

• Telefone: (11) 3221-3622

 

BASÍLICA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO E SANTA IFIGÊNIA

Construída em 1794, no lugar da antiga matriz, a Igreja Nossa Senhora da Conceição e Santa Ifigênia, no Centro, funcionou como catedral provisória de São Paulo, de 1930 a 1954, durante a construção da Catedral da Sé. Em 1958, foi elevada pelo Papa Pio XII à categoria de basílica menor.

Projetado pelo arquiteto Johann Lorenz Madein, o templo foi inspirado em igrejas românicas alemãs. Seu interior é revestido de pinturas decorativas de Benedito Calixto, Carlos Oswald e Gino Catani. Outro destaque são os vitrais fabricados em Veneza, na Itália. Além da beleza artística, a Igreja Santa Ifigênia é conhecida por promover a adoração ao Santíssimo Sacramento ao longo de todo o dia.

 

• Endereço: Rua Santa Ifigênia, 30, Santa Ifigênia (próximo à estação São Bento do Metrô)

• Telefone: (11) 3229-6706

 

 

IGREJA NOSSA SENHORA DA BOA MORTE

Construída em 1810, no centro de São Paulo, para acolher a Irmandade dos Homens Pardos de Nossa Senhora da Boa Morte, essa é a única igreja da cidade que fica aberta durante as 24 horas do dia com adoração perpétua ao Santíssimo Sacramento e atendimento aos pobres.

De construção modesta, em taipa de pilão, possui, no interior, uma capela-mor com tribunas e altar com a imagem de Nossa Senhora da Boa Morte, além das talhas em estilos rococó e neoclássico. Em 2005, foi fechada para restauro, sendo reaberta em 2010. Durante o restauro, foi encontrada, sob camadas de tinta, uma pintura barroca representando o Coroamento da Virgem Maria. Também foram restauradas 13 imagens sacras, uma delas a do Senhor Bom Jesus, que pertenceu ao antigo colégio dos Jesuítas. Em 2016, os três sinos da igreja foram restaurados com o patrocínio do Grupo Comolatti.

 

• Endereço: Rua do Carmo, 202, Centro (próximo à estação Sé do Metrô)

• Telefone: (11) 3101-6889

 

 

CATEDRAL GRECO-MELQUITA NOSSA SENHORA DO PARAÍSO

Localizada no bairro do Paraíso, o templo é sede da Eparquia Nossa Senhora do Paraíso, da Igreja Católica Greco-Melquita, um dos ritos orientais católicos, de origem sírio-libanesa.

Sua arquitetura exprime a tradição bizantina, como o iconóstase – parede decorada com ícones que separa a nave da igreja de seu presbitério (santuário). Há também ícones dos 12 Apóstolos e dos sagrados, um representando o Pantocrator (Cristo Onipotente), e o outro a Theotokos (Mãe de Deus). As pinturas na abóbada e nas paredes laterais apresentam a história da salvação.

 

• Endereço: (próximo à estação Paraíso do Metrô)

• Telefone: (11) 3141-0639

 

 

BASÍLICA NOSSA SENHORA DO CARMO

Inaugurada em 1934, essa igreja foi elevada à categoria de basílica menor em 1950, pelo Papa Pio XII. Idealizado pelo polonês Georg Przyrembel, adepto da arquitetura neocolonial, o templo aproveitou retábulos e componentes da antiga igreja conventual demolida em 1928.

As pinturas do forro foram feitas por Tullio Mugnaini, e as Vias-Sacras são obra de Carlos Oswald, o mesmo artista responsável pelo desenho final do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Os vitrais são obra da conhecida Casa Conrado. O órgão alemão de 1934, com dois teclados e 2.206 tubos, foi ampliado com acoplamentos que duplicam o seu efeito, dando-lhe, assim, a sonoridade de um instrumento de 9,6 mil tubos.

 

 Endereço: Rua Martiniano de Carvalho, 114, Bela Vista (próximo à estação São Joaquim do Metrô)

• Telefone: (11) 3146-4500

 

 

Além dos templos famosos, como a Catedral da Sé, a Igreja do Pateo do Collegio, o Convento São Francisco e o Mosteiro de São Bento, há muitas outras igrejas em diferentes bairros que valem a pena ser conhecidas por sua beleza e capacidade de conduzir os fiéis a uma experiência profunda com o sagrado, além de serem verdadeiros patrimônios culturais e arquitetônicos. Algums desses templos hoje não estão mais no território da Arquidiocese, mas são parte de sua história. Confira.

 

IGREJA DA ORDEM TERCEIRA DE SÃO FRANCISCO

Anexa à igreja do Convento São Francisco, no Centro, o templo teve sua construção concluída em 1787. Os altares laterais são dedicados a santos que pertenceram à Ordem Terceira Franciscana, como Santo Ivo e Santa Isabel de Portugal. Possui uma cúpula octogonal, decorada com pinturas do século XVIII.

No altar-mor, feito em estilo rococó por José de Oliveira Fernandes, em 1791, há uma imagem de São Francisco recebendo as chagas no Monte Alverne. O interior da igreja também possui diversas pinturas de autoria de José Patrício da Silva Manso – dentre elas, destacam-se a que São Francisco entrega sua regra aos irmãos terceiros e a da capela-mor, representando São Francisco subindo aos céus num carro de fogo. Após sete anos fechada para restauro, a igreja foi reaberta em 2014.

 

• Endereço: Largo São Francisco, 173, Centro (próximo às estações Sé e Anhangabaú do Metrô)

• Telefone: (11) 3291-2400 (Convento)

 

 

 

 

 

 

 

 

IGREJA SANT’ANA

Criada em 1895, a Paróquia Sant’Ana, na zona Norte, teve sua matriz construída entre 1907 e 1940. Projetado pelo arquiteto belga Affonso Bonjean em estilo românico com planta em forma de cruz, o templo possui obras do artista italiano Arthur Pederzolli, como as imagens de Sant’Ana e São Joaquim no altar, executadas entre 1933 e 1955, em madeira.

Há pinturas e afrescos do pintor espanhol Vicente Maeso, como a tela do casamento de Sant’Ana e São Joaquim. Também chama a atenção a escultura da imagem do Cristo Morto em dimensões naturais, em madeira, de Marino del Favero, datada do início do século XX. A igreja possui, ainda, uma imagem primitiva da padroeira, que pertenceu à Capela da Fazenda Sant’Ana dos jesuítas, tendo sua origem sido estimada entre os séculos XVI e XVII.

 

• Endereço: Rua Voluntários da Pátria, 2.060, Santana (próximo à estação Santana do Metrô)

• Telefone: (11) 2281-9085

 

 

CAPELA SÃO MIGUEL ARCANJO

Considerada a igreja mais antiga do município de São Paulo, a Capela São Miguel Arcanjo, hoje pertencente à Diocese de São Miguel Paulista, na zona Leste, foi construída nas terras da antiga aldeia de El-Rei de São Miguel de Ururaí, administrada pelos missionários jesuítas nos séculos XVI e XVII. A primeira capela, construída por volta de 1580, foi substituída pela atual em 1622. No seu interior, existem peças em jacarandá torneadas. Foi um dos primeiros imóveis tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1938. Passou por restaurações em 1939 e 2011.

 

• Endereço: Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra, s/nº (próximo à estação São Miguel Paulista da CPTM)

 Telefone: (11) 2032-3921

 

 

 

IGREJA NOSSA SENHORA DO BRASIL

Criada em 1940, a Paróquia Nossa Senhora do Brasil, no Jardim América, teve sua matriz inaugurada em 1958. A autoria do projeto inicial da igreja, em estilo colonial brasileiro modernizado, era de autoria do engenheiro George Przirembel. No entanto, o projeto foi efetivamente executado pelo arquiteto e professor Bruno Simões Magro, catedrático da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.

Antônio Paim Vieira, pintor e ceramista, definiu a decoração dos interiores. É de sua autoria a pintura no teto da capela-mor que mostra o céu estrelado como no dia da Natividade de Maria. Ao centro, a Virgem e o Menino estão cercados de representantes das diversas regiões brasileiras, vestidos com roupas típicas. Os vitrais, azulejos, painéis e esculturas completam o conjunto arquitetônico. O teto da igreja é decorado com reproduções de pinturas da Capela Sistina.

 

• Endereço: Praça N. Sra. do Brasil, s/nº, Jardim América

• Contato: (11) 3082-9786

 

 

IGREJA NOSSA SENHORA DA PAZ

Construída pela comunidade italiana, em 1940, na baixada do Glicério, e atualmente frequentada principalmente por imigrantes latino-americanos, essa igreja possui um rico acervo cultural desconhecido pela maioria dos paulistanos.

O arquiteto responsável pelo templo foi Leopoldo Pettini. Sua obra dialoga muito com a arte greco-romana. Destacam-se os afrescos de Fúlvio Pennacchi, considerado um dos maiores muralistas do País durante o século XX, e as esculturas de Galileo Emendabili.

 

• Endereço: Rua do Glicério, 225, Liberdade

• Telefone: (11) 3209-5388 

 

 

 

 

(Com informações de Veja, Sesc, Patrimônio Espiritual e São Paulo Antigo)

 

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Aproveite! Você mora num dos maiores centros gastronômicos do mundo!

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21 de janeiro de 2019

Experimentar pela primeira vez um cannoli, doce típico siciliano, é uma experiência gastronômica marcante. Imagine experimentar um cannoli por apenas R$ 6,50 em pleno Bixiga, bairro tradicional da Capital Paulista? E para isso, não é necessário pedir a sobremesa em nenhuma cantina ou restaurante da região, mas simplesmente visitar a ‘Feira de Antiguidades’, que acontece desde 1984, na Praça Dom Orione, esquina com as ruas 13 de maio e Rui Barbosa.

As cozinhas italiana, espanhola, tailandesa, síria, indiana, árabe, francesa, chilena, peruana, paquistanesa e muitas outras, de diferentes países, estão presentes em São Paulo, tornando a Capital Paulista uma referência mundial no que se refere à Gastronomia.

Feiras gastronômicas com os conhecidos foods trucks internacionais ou com comidas típicas de diferentes regiões do País são cada vez mais comuns e atraem um público que busca qualidade e bom preço.

 

PIZZA E PASTEL DE FEIRA

São Paulo parece ter descoberto seu modo próprio de fazer pizza. São milhares de alternativas para os mais diferentes gostos e bolsos, que fizeram da cidade paulista a capital brasileira da pizza.

Outra particularidade da cidade são os pastéis de feira, oferecidos nas feiras livres que acontecem em todas as regiões, em diferentes dias da semana. Com dezenas de opções, as pastelarias de feiras inovam e oferecem aos clientes produtos de qualidade a preço justo.

Os donos desses estabelecimentos que já fazem parte do circuito são cuidadosos para fidelizar uma clientela disposta a matar a fome e viver uma experiência gastronômica prazerosa e sem sustos em relação à higiene e à qualidade.

As muitas unidades dos Sesc também são ótimas opções para quem quer comer bem gastando pouco. A recém- -inaugurada unidade da Paulista, por exemplo, oferece uma refeição completa com suco e sobremesa pelo valor de R$ 20,00. No Sesc Pinheiros, um espetinho com queijo coalho e melado de cana e uma taça de vinho saem por cerca de R$ 12,00, e, no Sesc Santana, a tigelinha de escondidinho de carne com mandioca e a salada da casa custam menos de R$ 10,00.

CAPITAL GASTRÔNOMICA

Monica Gutierrez Estevez Brancher, 43, chef executiva, pós-graduanda em Gastronomia e Cozinha Autoral e voluntária na Associação Aliança de Misericórdia, além de ser uma das responsáveis pelo curso profissionalizante de técnicas gastronômicas iniciado em agosto de 2018, disse em entrevista ao O SÃO PAULO que a cidade de São Paulo está entre as mais conceituadas capitais do mundo quando o assunto é Gastronomia.

“Aqui encontramos todas as novidades no setor, restaurantes e várias cozinhas internacionais com custos que cabem em diversos orçamentos familiares”, disse Monica. A chef recordou que o início da Gastronomia internacional em SP se deu na década de 1990 com a vinda de alguns chefs europeus convidados para trabalhar em grandes hotéis, o que fez com que houvesse o despertar para uma profissionalização na área e o aumento de importação de produtos gastronômicos mais sofisticados.

 

A ERA DOS CHEFES

Monica explicou, também, que os chefs brasileiros começaram a aparecer, não somente pela sua capacidade profissional, mas também pela valorização dos produtos regionais brasileiros. “Em vários eventos internacionais, chefs renomados mundialmente ficavam encantados com os sabores brasileiros. Nos anos seguintes, houve o despertar da Gastronomia pelo público geral, diversos programas de TV foram criados, as escolas de culinária e os cursos de Gastronomia se espalharam por São Paulo. Com vários investidores nacionais e internacionais, a cidade acabou se tornando um polo gastronômico com reconhecimento mundial”, continuou.

A opinião sobre a ascensão dos chefs é compartilhada por Ana Lucia Del Carlo Comolatti, artista plástica e diretora social do Grupo Comolatti, que atende 90 instituições a cada ano, realizando ações de caridade. Ao Grupo Comolatti pertence o restaurante Terraço Itália, localizado na avenida Ipiranga, no centro da Capital.

“Nesses 40 anos de experiência na área, percebo que há uma grande valorização dos chefs de cozinha. O chef tornou-se altamente valorizado, sobretudo os jovens, se são inovadores e, além da técnica, têm muito amor pelo que fazem”, enfatizou Ana Lucia.

INOVAÇÃO

São Paulo sempre segue as tendências mundiais quando o assunto é alimentação. Atualmente, o que está sendo muito valorizado são questões relacionadas à sustentabilidade, saúde e valorização dos produtores locais. No que diz respeito à sustentabilidade, as preocupações vão desde a construção mais consciente do local até a redução e descarte correto do lixo. A saúde abrange as questões de alimentos não alergênicos, alimentos fitness, vegetarianos e veganos. Por isso, existem muitos estabelecimentos sendo inaugurados com essas bandeiras. Em relação à valorização dos produtores locais, a maioria dos chefs hoje em dia não quer usar os produtos industrializados e optam pelos naturais, frescos e orgânicos. Com a valorização do produtor local, todos ganham: produtor, chef e consumidor.

 

EM FAMÍLIA

Reunir a família para comer é, sem dúvida, um dos momentos mais alegres e marcantes para todas as idades. Seja o almoço de domingo na casa da avó, seja aquela refeição fora, a experiência marca a vida e é capaz de ficar na memória, como algo, além de gostoso, afetivo e único. Para Monica e Ana Lucia, essas lembranças fazem parte da trajetória pessoal de cada uma.

“Meus pais são espanhóis. Minha mãe veio ainda pequena e meu pai ainda jovem. Todas as pessoas que já visitaram a Espanha alguma vez já devem ter percebido como se come bem por lá, não somente nos bares e restaurantes, mas nas casas das famílias também. A família pode ser simples, mas a mesa é sempre farta e acolhedora”, explicou Monica.

A chef recorda-se das suas avós, que cozinhavam bastante. “A comida delas era mais do campo, da região central e perto de Portugal. Minha comida preferida dessa época é um cozido feito com grão de bico e carne de porco (dependendo da região é conhecido como Cozido Madrileño ou Pucchero)”, recordou Monica.

Ana Lucia Comolatti, por sua vez, lembrou-se dos lugares que ia, quando pequena, com a família. “Meu pai amava frequentar a Cantina do Piero e, aos domingos, íamos à Pizzaria Jaraguá, na Freguesia do Ó, que tinha uma pizza frita deliciosa.

 

TODOS AO FOGÃO

É claro que, com tantas opções de restaurantes e lugares para se comer bem na Capital, nem sempre é fácil escolher. Na opinião de Monica, a forma mais barata e divertida de comer bem é cozinhar em casa e envolver a família toda no preparo da refeição.

“As famílias nas grandes cidades têm uma agenda muito ocupada e não têm mais tempo de aproveitar a convivência ao redor da mesa. Muitas vezes, cada um faz a sua refeição em horários diferentes ou na rua. Por isso, aos fins de semana, se a família puder dar um tempo na correria e conseguir fazer isso junto, verá que é uma experiência muito rica. Não só pelo fato de cozinhar em si, mas pela partilha, diálogo e tempo juntos”, pondera Monica.

PROJETO MÃOS À OBRA

Ana Beatriz Hauptmann é Diretora de Relações Institucionais e membro da Comunidade Aliança de Misericórdia. Ela explicou, ao O SÃO PAULO, como surgiu a iniciativa do projeto Mãos à Obra, que em 2018 ofereceu aulas de Gastronomia com chefs voluntários para jovens da periferia de São Paulo, na região de Taipas, na zona Noroeste da Capital.

“Após um censo que realizamos na região, percebemos que a maior deficiência era a falta de aparelhos que se ocupassem com a formação profissional dos jovens, e, por isso, demos início ao projeto Mãos à Obra, que oferece cursos profissionalizantes”, explicou Ana Beatriz.

A ideia é que os alunos comecem a produzir massas caseiras que serão vendidas, e o dinheiro contribuirá com a manutenção do centro onde aprendem a cozinhar. Ana Lucia Comolatti, coordenadora voluntária do projeto Mãos à Obra e membro do Conselho Consultivo da Credipaz, falou sobre a importância de ajudar os jovens a se qualificar para pensar em começar o próprio negócio ou se inserir no mercado de trabalho.

 

10 DICAS do PRATO FIRMEZA

Tapiocaria Parada Inglesa

Rua Manuel Taveira, 100 - Parada Inglesa

De segunda a sexta-feira, das 14h30 às 20h

Quintal do Açaí

Rua Abílio Primo Nalim, 165 - Jardim Maristela (Brasilândia)

Todos os dias, das 16h à 0h

Alibabar

Rua Dr. César, 131A – Santana

De segunda a quinta-feira, das 10h às 20h Sexta-feira e sábado, das 10h à 0h

OH! Glória Artesanal Burguers

Rua das Jangadas, 72 – Paraisópolis

De terça-feira a domingo, das 11h à 1h30 (fecha no último domingo do mês)

SS Domingues Casa de Pães

Rua São Teodoro, 769 - Vila Carmosina

Todos os dias, 24 horas

Espetinho Heliópolis

Rua Cônego Xavier, 19 - Cidade Nova Heliópolis

De segunda a sexta-feira, das 17h às 2h

Sábados, domingos e feriados, das 12h às 2h

Pastel Gigante

Avenida Cândido José Xavier, 100 - Parque Santo Antônio

De segunda-feira a sábado, das 11h às 21h30

Dr. Naturale

Rua Agenor de Barros, 270 - Vila Ponte Rasa

De segunda a quinta-feira, das 9h às 18h Sexta-feira, das 9h às 16h Domingo, das10h30 às 15h30h

Ari do Caldo

Rua Bernardo Fonseca Lobo, 485 - Jardim Daysy

De segunda-feira a sábado, das 11h às 21h

Casa da Árvore – Bar e Cultura

Avenida Dr. Felipe Pinel, 305 - Vila Pirituba

Quarta e quinta-feira, das 16h às 23h30 De sexta-feira a domingo, das 11h30 às 23h30

10 DICAS DA CHEFE MONICA BRANCHER

Trattoria Famiglia Mancini

Terraço Itália

Praça São Lourenço

Badebec

Adega Santiago

Piu-Piccolo

Capim Santo

Manioca

A Casa do Porco Bar

Esquina Mocotó

 

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