Reforma da Previdência deve unificar regimes de aposentadoria

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21 de fevereiro de 2019

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) enviou à Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 20, o projeto da reforma da Previdência. A proposta central é que ao fim de um período de transição, a maioria dos trabalhadores brasileiros, incluindo os servidores públicos e os ocupantes de cargos eletivos, só poderá se aposentar com a idade mínima de 62 anos, para o caso das mulheres, e de 65 anos, para o dos homens.

Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o texto precisará ser aprovado em duas votações por, no mínimo, 60% dos deputados federais (308 dos 513 legisladores) e igual proporção de senadores (49 dos 81 congressistas).

O SÃO PAULO, a partir de declarações de membros do Governo Federal e de reportagens publicadas em mídias de abrangência nacional, detalha a seguir os principais pontos do texto da reforma da Previdência.

 

IDADES

Mulher: 62 anos// Homem: 65 anos

(Regra válida após o período de transição)

* Poderá requerer a aposentadoria quem tenha contribuído com a Previdência Social pelo menos por 20 anos, quando o trabalhador poderá se aposentar com 60% do benefício. Se decidir seguir em atividade, a cada ano trabalhado, terá direito a mais 2%, de modo que precisará contribuir por 40 anos para ter 100% do benefício previdenciário.

REGRA DE TRANSIÇÃO

O trabalhador que já contribui com a Previdência Social poderá optar por um destes caminhos para se aposentar ao longo do período de transição.

1°) POR IDADE MÍNIMA

Caso a reforma entre em vigor em 2019, as mulheres poderão requerer a aposentadoria aos 56 anos de idade e os homens aos 61 anos, desde que já tenham contribuído com a Previdência por ao menos 30 e 35 anos, respectivamente. Progressivamente, a cada ano, serão acrescentados seis meses à idade mínima para se aposentar. Assim, por exemplo, em 2020, uma mulher poderia se aposentar aos 56 anos e 6 meses de vida e um homem aos 61 anos e 6 meses de vida. A idade de 62 anos para as mulheres será alcançada em 2031 e a de 65 anos para os homens em 2027.

2°) POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO

Se nos próximos dois anos o trabalhador alcançar o tempo mínimo de contribuição (35 anos para homens e 30 para mulheres), ele poderá requerer a aposentadoria, mas precisará cumprir um pedágio de 50%. Assim, por exemplo, se em 2020 um homem já estiver com 33 anos de contribuição com a Previdência, ele contribuirá por mais três anos para se aposentar: dois para chegar ao mínimo de 35 anos, e um para cumprir o pedágio de 50% ao tempo que faltava, de maneira que se aposentará em 2023 e não em 2022 como seria pela regra em vigor atualmente.

3°) POR SISTEMA DE PONTUAÇÃO

Existe no Brasil um cálculo para a aposentadoria que leva em conta a soma da idade do contribuinte e o tempo de contribuição. O texto da reforma da Previdência inicia essa contagem em 2019 com 86 pontos para mulheres e 96 para homens. Anualmente, haverá o acréscimo de um ponto, até que se chegue a 105 pontos para homens em 2028 e 100 pontos para mulheres em 2033 (uma das versões noticiadas sobre o texto aponta que a pontuação para mulheres estagnaria em 95 pontos no ano de 2028). Nesse modelo de pontuação, por exemplo, em 2020, uma mulher de 60 anos de idade, que tenha contribuído por 27 anos com a Previdência já poderia se aposentar (60+27= 87).


COMO É POSSÍVEL SE APOSENTAR ATUALMENTE? 

• Sem idade mínima, um homem pode se aposentar com 35 anos de contribuição e uma mulher com 30 anos.

• Por idade mínima, 65 anos para homens e 60 anos para mulheres, desde que tenham o mínimo de 15 anos de contribuição. Na aposentaria rural, as mulheres podem requerer o benefício aos 55 anos de idade, e os homens, aos 60 anos.

•  Pelo sistema de pontuação (idade + tempo de contribuição), a partir de 86 pontos para mulheres e 96 para homens.

* Essas são regras para os trabalhadores da iniciativa privada. Servidores públicos têm regime diferenciado, assim como os militares (não há certeza se os militares serão de algum modo incluídos no texto da reforma da Previdência).

QUANTO SE ECONOMIZARÁ COM AS REFORMAS?

O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem afirmado que a reforma da Previdência gerará uma economia de até R$ 1 trilhão na próxima década (2020-2029). De modo simplificado, o fator principal para isso é que as pessoas irão contribuir por mais tempo com a Previdência e acessar o benefício mais tarde do que podem atualmente. Esse valor representa um terço do déficit de R$ 3,1 trilhões previsto para a Previdência Social no referido período, sem contar os regimes próprios dos servidores públicos.

O Governo Federal afirma que a Previdência é deficitária e que ano a ano o “rombo” tem aumentado nos gastos, ou seja, o montante arrecadado com os contribuintes não cobre o que é gasto para pagar as aposentadorias e outros benefícios previdenciários: em 2018, o déficit foi de R$ 290,29 bilhões, aumento de 8% em relação a 2017, quando o déficit chegou a R$ 268,79 bilhões. Os dados levam em conta os números do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os regimes próprios dos servidores públicos.

 
(Com informações de G1, UOL, Agência Brasil e o Estado de S. Paulo)
 
 

REGIME DE CAPITALIZAÇÃO

O texto da reforma da Previdência enviado à Câmara dos Deputados não contempla o chamado Regime de Capitalização, algo proposto por Jair Bolsonaro ao longo da campanha presidencial em 2018. As bases desse modelo devem ser apresentadas em outro projeto futuramente. Nesse regime de capitalização, basicamente, o contribuinte receberia no futuro uma aposentadoria proporcional às contribuições que fizer ao longo de toda a vida profissional.

 
 

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Projeto ajuda pessoas em situação de rua e seus animais de estimação

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24 de janeiro de 2019

Desenvolvido pela equipe do Bompar Consultório na Rua, pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo em parceria com as zoonoses da Prefeitura Regional da Mooca, foi dada sequência no dia 16 ao projeto “Comichão & Coçadinha”, que é uma estratégia para cuidado dos animais de estimação das pessoas que vivem em situação de rua.

A iniciativa tem por objetivo promover orientação sobre saneamento básico, na zona Leste da cidade, na comunidade do Cimento.

A ação se complementa ao projeto “A Gente na Rua”, que atende exclusivamente os pacientes do Consultório Na Rua e tem como objetivo principal favorecer a inserção das pessoas em situação de rua no mercado de trabalho formal, favorecendo o protagonismo social, seguindo a missão do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, que é “articular e contribuir para a defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes, familiares, população em situação de rua e idosos, de São Paulo, por meio de programas socioeducativos desenvolvidos em unidades de atendimento, favorecendo o protagonismo social”.

A equipe tem identificado muitos agravos relacionados a doenças de pele e gastroenterites. Esse projeto, com a participação da Zoonose Mooca, que vacina cães e gatos e faz cadastros para castração, promove orientações sobre cuidados com animais de estimação, animais sinantropos, armazenamento adequado de alimentos, higiene e descarte de lixos.

Com esse projeto, também foi possível melhorar a comunicação entre as pessoas que vivem em situação de rua e as equipes de zoonose.

 

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A missão de pedalar por aqueles que ainda não podem

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22 de dezembro de 2018

“Quantas pessoas portadoras de deficiências e sofredoras se reabrem à vida assim que descobrem que são amadas! E quanto amor pode brotar de um coração graças à terapia do sorriso!”, publicou o Papa Francisco em sua conta no  Twitter (@Pontifex_pt), no dia 3, por ocasião do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. 

Ajudar a transformar vidas depende da atitude e do engajamento de todos aqueles que acreditam em uma causa. Com esse pensamento, o esportista Valmor Giuseppe Fiamoncini, conhecido como Pepe Fiamoncini, resolveu pedalar 3 mil quilômetros por 50 cidades de cinco estados brasileiros, arrecadando doações por meio do projeto “Pedale por aqueles que ainda não podem”.

 

AGRADECER SEMPRE

Pepe Fiamoncini, 28, iniciou sua aventura no dia 1º de outubro, em Porto Alegre (RS), visando ajudar no desenvolvimento das pessoas com deficiência física, para que, após a recuperação, pratiquem algum esporte. Até o dia 23 de dezembro, o ciclista irá percorrer cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, tendo como destino final o Rio de Janeiro (RJ). 

No dia 30 de novembro, o ciclista passou pela cidade de São Paulo e explicou como surgiu a iniciativa de pedalar em prol das pessoas com deficiência. “Um dia, durante um treinamento, meu coach me perguntou se eu já havia agradecido pela energia elétrica da minha casa. Achei estranho, pois ninguém acorda e agradece por isso. Mas, por meio dessa metáfora, percebi que não agradecemos por coisas rotineiras que acontecem na nossa vida”, afirmou Pepe ao O SÃO PAULO

O esportista recordou que as pessoas só percebem a importância das pequenas coisas que acontecem na vida quando necessitam delas. “Só damos valor ao alimento quando sentimos fome, só damos valor ao descanso quando estamos cansados. Comecei a levar tudo isso para vida e, como amo pedalar e praticar atividade física, pensei em proporcionar isso para outras pessoas e, ao mesmo tempo, agradecer por tudo que tenho”, disse.

 

HISTÓRIAS MARCANTES

Durante o percurso, Pepe recebe muito apoio quando visita parques e pontos turísticos das cidades por onde passa para arrecadar as doações e explicar o intuito do projeto. Nesses milhares de quilômetros percorridos muitas histórias chamam a atenção. 

“Há várias histórias marcantes, mas, em especial, pedalei com um ciclista que não tinha pernas. É meio contraditório, mas ele pedalava com os braços, em uma cadeira adaptada em Navegantes (SC). Ele perdeu as duas pernas, mas isso nunca foi empecilho para que praticasse esporte”, afirmou Pepe. 

O jovem também destacou o apoio das pessoas que abraçam a causa de uma forma inesperada assim que conhecem o projeto. Além de ser acolhido em residências e receber repouso e alimentação, o ciclista também foi recebido por padres em algumas igrejas pelo percurso. 

 “Uma das coisas mais interessantes que descobri foi que o amor está nas pequenas coisas. Eu nunca tinha notado isso no dia a dia. Mesmo levando em conta aquilo de agradecer pelo que a gente tem e não reclamar pela falta de algo, acabei notando que o amor está nas pequenas coisas também”, concluiu. 

 

RECUPERAR PARA O ESPORTE

Instituições que trabalham na recuperação de pessoas com deficiência para a prática esportiva serão contempladas com os valores arrecadados, como a Associação Desportiva para Deficientes (ADD), que há 23 anos atende 350 crianças e jovens a partir de 6 anos, que participam de diversas atividades e modalidades por meio de programas de iniciação esportiva. 

Com sede no Jabaquara, na zona Sul de São Paulo, a ADD também atende de forma gratuita atletas com deficiência que fazem parte de equipes de alto rendimento e representam o País em competições internacionais, como os Jogos Paralímpicos. As atividades são desenvolvidas em locais parceiros, como o Centro Paralímpico Brasileiro, para atender todo o Estado de São Paulo. 

“Ficamos muito contentes com esta ação, principalmente porque o Pepe é um rapaz muito jovem para a iniciativa que teve. Ele poderia fazer essa viagem independentemente de qualquer coisa, por causa da aventura ou para conhecer outros locais, mas escolheu ter essa conexão com outras pessoas”, disse Eliane Liada, presidente-fundadora da ADD. 

Todos os trabalhos realizados pela ADD dependem de doações. Segundo Eliane, o valor arrecadado pelo projeto também irá contribuir para compra e manutenção de aparelhos que auxiliam as pessoas com deficiência na sua recuperação e prática esportiva. 

“Vamos aplicar esse valor da melhor forma possível, para que a gente consiga materializar e concretizar toda essa ação, porque realmente o esforço do Pepe é muito grande. A gente percebe que existem pessoas que acompanham, mas a cultura da doação ainda é muito baixa no Brasil”, concluiu Eliana. 

 

RECUPERAR PARA A VIDA

Outra instituição beneficiada será a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), localizada no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro (RJ). O centro de reabilitação inaugurado em 1957 é formado por seis unidades de treinamento. Em 64 anos, acolheu mais de 415 mil pacientes entre crianças, adultos e idosos. 

O objetivo é, por meio do tratamento, ajudar o paciente a adaptar-se às suas deficiências, recuperando a sua função motora e psicológica, além de promover a sua integração familiar, social e profissional. A ABBR também possui uma oficina ortopédica que trabalha de forma integrada e é responsável pela fabricação de órteses e próteses, calçados e palmilhas ortopédicas para pacientes de todas as idades.

“As doações recebidas fazem parte do contexto existencial da ABBR e têm sido muito importantes para a manutenção da instituição. Nossos pacientes precisam de nós e, por causa deles, estamos aqui. A ação solidária do Pepe em seu projeto é engrandecedora. Essa iniciativa será devidamente registrada e documentada”, disse Antonio Mota, superintendente administrativo financeiro da ABBR.
 

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‘Dando o sangue’ pelo time fora de campo

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08 de dezembro de 2018

Você sabia que uma única doação de sangue pode salvar até quatro vidas? A cada dois segundos, uma pessoa em algum hospital do País precisa de uma transfusão de sangue para sobreviver. No entanto, segundo dados de 2016 da Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas 1,6% da população brasileira doa sangue. 

Muitos torcedores cobram dos jogadores e esportistas de diversas modalidades o ato de ‘vestir a camisa e dar o sangue pela equipe’. O mesmo convite é feito para aqueles que, por meio do seu amor ao esporte, podem doar sangue.
 

‘SANGUE CORINTHIANO’

A campanha “Sangue Corinthiano” é idealizada e promovida pelos próprios torcedores alvinegros há dez anos e utiliza a força e união da fiel torcida para conscientizar a população sobre a importância da doação de sangue. 

A primeira edição ocorreu em setembro de 2008. Desde então, já foram alcançadas 40 mil bolsas de sangue, que ajudaram a salvar mais de 160 mil vidas. O idealizador e torcedor Milton Oliveira, que é doador voluntário desde 2005, viu na paixão e união da torcida corintiana a possibilidade de salvar muitas vidas.

“Tornei-me um corintiano muito mais fanático por causa da campanha, pois me envolvi mais para falar com propriedade, conhecer mais e estar dentro do Corinthians, ir a estádio, acompanhar jogos, e muito mais a partir da campanha do que antes”, contou ao O SÃO PAULO.  

Anualmente, há três edições da campanha “Sangue Corinthiano”, sempre com o objetivo de conscientizar novos torcedores a respeito da importância dessa iniciativa e também torná-los doadores regulares. 

“A campanha, mais do que resolver o problema, é um projeto educativo que tenta trazer a família, para que as próximas gerações cresçam e se acostumem com o fato de que a doação de sangue é um compromisso que a gente precisa ter, e o amor ao Corinthians vem ajudando demais nesse sentido”, concluiu Milton Oliveira.

 

MOBILIZAÇÃO DE TODOS 

De acordo com a Fundação Pró-Sangue, há épocas do ano em que as pessoas diminuem suas idas ao banco de sangue. No inverno, as gripes e os resfriados afastam o doador. No verão, o calor incomoda e as pessoas se desidratam mais. Além disso, há o período de férias, que tira a prioridade das pessoas acerca da importância desse gesto. Visando esses períodos críticos, clubes e torcidas se mobilizam para estimular a doação.

A campanha “Sangue Alviverde” reúne torcedores do Palmeiras. A iniciativa é organizada pela torcida Mancha Alviverde e já aconteceu em várias cidades do País. Outra iniciativa é a campanha “Sangue Vermelho, Branco e Preto”, idealizada pelos torcedores do São Paulo semestralmente, que já está em sua 12ª edição e alcançou 19 cidades brasileiras. 

“Tenho muito orgulho de poder colaborar com outras pessoas, não só por meio do meu time do coração, mas como um cidadão, ciente dos meus deveres, e fazer o possível para poder ajudar o próximo”, disse Henrique Tomasso, torcedor do São Paulo. 

A campanha “Lusa na Veia”, organizada pela ONG Sobre Vivência, mobiliza torcedores da Portuguesa três vezes ao ano para doação de sangue e foca em conscientizá-los sobre a importância do ato. 

O movimento “Embaixadas do Santos F.C.”, espalhado pelo Brasil, também sensibiliza os torcedores do alvinegro praiano para que participem da campanha “Dando Sangue com Amor”, por conta do Dia Nacional do Doador de Sangue, em 25 de novembro. 

“Essas iniciativas são muito importantes, pois suprem os nossos estoques nos períodos em que estamos abaixo de 50%. A Fundação Pró-sangue está precisando urgentemente de doadores. Nós fornecemos sangue para mais de cem hospitais aqui de São Paulo e dependemos do doador, que é a mola-mestra da campanha de doação de sangue. É ele que nos fornece a matéria-prima que vai salvar vidas”, disse à reportagem Carlos Roberto Jorge, médico da Fundação PróSangue. 

(Com informações da Fundação Pró-sangue)

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Cáritas sistematiza projeto de interiorização de venezuelanos

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28 de novembro de 2018

No dia 14, na reunião ordinária do clero atuante na Região Belém, a Cáritas Brasileira - Regional São Paulo apresentou o projeto Pana, que tem o objetivo de contribuir para a assistência humanitária e na integração local das pessoas solicitantes de refúgio e de migrantes venezuelanos vulneráveis no Brasil, particularmente mulheres, crianças, populações indígenas, pessoas com deficiência e idosos.

O projeto é de responsabilidade da Cáritas Brasileira e conta com a ajuda financeira da Cáritas da Suíça, com o apoio e a experiência da Caritas Arquidiocesana de São Paulo, que trabalha há 40 anos com o tema do refúgio. Sendo um projeto nacional, ocorrerá nos seguintes estados: Amazonas, Pernambuco, Paraná, Roraima, Santa Catarina e São Paulo, além do Distrito Federal, e deverá acolher 3,5 mil venezuelanos que vivem na situação de migração forçada.

Em São Paulo, a ação acontecerá no imóvel localizado no Jardim Guairacá, na zona Leste, pertencente ao Centro de Educação de Base Sítio Pinheirinho (Cebasp). O projeto acolherá nesse local 204 venezuelanos, e a metade desse grupo chegará no fim do mês de novembro ou, no máximo, na primeira semana de dezembro. 

Na apresentação do projeto ao clero, a equipe da Cáritas pediu o envolvimento de todos e lembrou que a iniciativa faz parte da campanha da Caritas Internacionalis - “Compartilhe essa viagem, de braços abertos”, que motiva a despertar uma cultura de encontro com os migrantes e refugiados.

Inicialmente, foi solicitada a ajuda das paróquias para a realização de mutirões de limpeza do local com 12 sobrados, que serão casas de acolhidas para o público a ser atendido. As Paróquias Santa Bernadette e Santa Rosa de Lima tomaram a iniciativa nesses mutirões. As paróquias da Região promoverão uma campanha de natal solidário para arrecadar alimentação e kits de higiene destinados aos venezuelanos.

Na língua indígena dos waraos (Venezuela), o nome do projeto, Pana, significa irmão, companheiro, aquele que come do mesmo pão. Os interessados em colaborar podem entrar em contato com a Cáritas Brasileira – Regional São Paulo, pelo telefone (11) 3392-5911.

 

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Projeto Tietê Esperança Aparecida

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17 de outubro de 2018

A Campanha da Fraternidade de 2004, que tinha como tema: “Fraternidade e Água”, foi a grande inspiração para que, no mesmo ano, fosse criado o projeto Tietê Esperança Aparecida, na Região Episcopal Brasilândia da Arquidiocese de São Paulo. O projeto, que chega à sua 15ª edição, tem como obje
tivo chamar a atenção das autoridades e da população para a importância do rio para a cidade.  

Em entrevista à rádio 9 de Julho, Padre Palmiro Carlos Paes, um dos coordenadores do projeto, explicou que, ao longo de 15 anos, o que mais é perceptível é o descarte feito pela população: “Tudo o que nós não queremos dentro do nosso quintal, na nossa casa, nós jogamos na rua, a chuva vem e leva para o rio”, disse. Padre Palmiro contou também que o Tietê Esperança Aparecida busca, todos os anos, o apoio das autoridades e o despertar da sociedade para o desejo da despoluição do rio.

 

CARREATA

Em 2018, o projeto teve início no dia 22 de setembro, mesma data em que se celebra o dia do rio Tietê, no Santuário Nacional de Aparecida (SP), com missa solene. Na sequência, a imagem seguiu para Salesópolis (SP), onde está a nascente do rio. 

Após a bênção das águas, percorreu Biritiba Mirim, Mogi das Cruzes, Guarulhos, Parque do Jacuí e Parque do Tietê. Nas primeiras horas do dia 12, a imagem chegou à Barragem da Penha l e seguiu pelos 24 quilômetros de extensão do rio até chegar à Ponte do Piqueri, local de acolhida de devotos, sendo levada em carreata até a Catedral da Sé, onde o Padre Helmo Cesar Faccioli presidiu a missa solene em honra à Padroeira do Brasil. A missa foi concelebrada pelos Padres Luiz Eduardo Baronto e Palmiro Carlos Paes.

 

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Confederação de Esgrima se engaja para crescimento da modalidade no Brasil

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08 de setembro de 2018

O termo engajamento é um dos primeiros ensinamentos na prática da esgrima e representa o momento do combate em que duas lâminas estão em contato. Entretanto, engajar também significa participar de forma voluntária, fazer algo com afinco e vontade, contratar, cativar, investir, recrutar etc.

O Projeto Engajar, criado pela Confederação Brasileira de Esgrima (CBE), por meio do Instituto Brasileiro de Esgrima (IBE), tem como base o apoio ao desenvolvimento de profissionais para o ensino da esgrima nas mais diversas regiões do País.

 

ESGRIMA BRASILEIRA

A CBE, fundada em 1927, tem, dentre outros objetivos, o de propagar a esgrima em todo o país, estimulando a prática do esporte desde as categorias de base até o alto rendimento olímpico. Porém, a esgrima ainda não está presente em todos os Estados e, na maioria dos casos, é praticada somente em clubes dos grandes centros urbanos e em algumas academias especializadas.

A modalidade já esteve em várias edições dos Jogos Olímpicos de Verão e, durante os Jogos Rio 2016, o Brasil obteve a melhor classificação da sua história, sendo finalista no Florete Masculino e na Espada Feminina. Apesar disso, esse esporte carece de um maior crescimento quanto ao número de praticantes, quer seja com objetivos competitivos, quer seja com o propósito de saúde e lazer.

Em 2016, o Instituto Brasileiro de Esgrima foi criado com três objetivos principais: capacitar e gerar conhecimentos em cursos da área técnica, promover eventos para atletas e profissionais e, finalmente, difundir e disseminar a esgrima por meio do Projeto Engajar.

 

PROJETO ENGAJAR

O principal objetivo é difundir, por meio de parcerias, a prática da esgrima no território brasileiro associada à saúde, à educação, ao lazer e à competição por intermédio da iniciação esportiva nas escolas, nos clubes sociais e esportivos, nas academias multiesportivas e em outras tantas entidades e associações.

“Este projeto vem sendo desenvolvido ao longo deste ano e tem por objetivo principal a expansão do nosso esporte no mercado de trabalho que está latente e à nossa espera”, afirmou Ricardo Machado Presidente, da CBE, no lançamento do projeto.

Uma das mais importantes metas da Confederação é o aumento do número de praticantes bem como a formação de mais profissionais especializados para o atendimento aos alunos e atletas. Por esse motivo, a CBE vem realizando cursos em diversas cidades brasileiras para a formação de novos técnicos, além de cursos para a capacitação de árbitros.

“Temos uma carência histórica de técnicos e profissionais da esgrima e estamos tentando supri-la por meio dos cursos do Instituo Brasileiro de Esgrima”, concluiu Ricardo.

O crescimento da terceirização de atividades esportivas é uma porta aberta às aulas de esgrima para todas as faixas etárias, além de ser um promissor mercado de trabalho para as empresas e profissionais de educação física.

 

BENEFÍCIOS DA PRÁTICA

A esgrima é um dos esportes mais antigos que se tem conhecimento. Sua prática é extremamente saudável e contempla todas as idades. A prática auxilia no aumento da acuidade visual, auditiva e tátil e no aumento da concentração e do equilíbrio. Contribui, também, para o desenvolvimento da flexibilidade do raciocínio e de reflexos rápidos; para o aumento da resistência muscular da autoconfiança e da autoestima.

Segundo a Confederação, o Projeto irá envolver pessoas que desejam aprender um novo esporte e que zelam pela sua saúde ou desejam competir. Irá engajar, independentemente da idade, profissão, sexo ou classe social, diversas pessoas em torno de um esporte que possui muitos benefícios físicos e intelectuais.

(Com informações de Confederação Brasileira de Esgrima)

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São Paulo ganha escola de hortas para pessoas em situação de rua

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06 de setembro de 2018

Nesta quarta-feira, 5, a Associação de Resgate à Cidadania por Amor à Humanidade (ARCAH), em parceria com a Prefeitura de São Paulo, apresentaram o projeto Horta Social Urbana/Cidadão Sustentável no São Paulo Expo, no bairro do Jabaquara, Zona Sul da cidade.

A primeira iniciativa do programa, a Horta Escola Lucy Montoro, realizada sem custos para o município, é uma homenagem a Lucy Montoroque presidiu o Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo de1983 a 1987, período do mandato de seu marido, André Franco Montoro, como governador de São Paulo. Uma das metas de Lucy Montoro era o desenvolvimento de hortas sociais para a capacitação profissional e geração de empregos para pessoas carentes.

“Começar é difícil e recomeçar é mais difícil ainda. A gente sabe que a grande porta de saída para as pessoas que estão em situação de rua é o mercado de trabalho onde a pessoa consegue uma oportunidade de não depender mais de políticas assistencialistas”, destacou o prefeito Bruno Covas.

O projeto Horta Social Urbana/Cidadão Sustentável, que tem apoio de instituições comoFundação Banco do Brasil, Itaú, Eletropaulo e Grupo Pão de Açúcar, promove o desenvolvimento de pessoas em situação de rua, atendidas nos Centros Temporários de Acolhimento (CTAs)por meio da formação em agricultura urbana, focada na produção de alimentos orgânicosdentro da cidade.

Os módulos aplicados na horta escola contemplam capacitações nas técnicas da permacultura (ocupações humanas sustentáveis, unindo práticas antigas aos conhecimentos mais avançados sobre a área) e da agroecologia (atividade que prioriza a utilização dos recursos naturais).

Também fazem parte da grade, aulas de empreendedorismo e educação financeira. A escolha dos alunos é feita a partir de processo seletivo realizado nos CTAs.

Para o secretário municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Filipe Sabará, trata-se de um projeto inovador e único. “O Horta Social Urbana/Cidadão Sustentável transforma a vida de pessoas acolhidas das ruas, que já foram consideradas como problemas para a sociedade, em excelentes provedores de alimentos saudáveis e orgânicos, dentro da própria cidade”, afirma.

A ação também contempla a criação de novas hortas sociais em terrenos baldios, telhados de condomínios comerciais e residenciais, além de outros espaços da cidade, ampliando a oferta de alimentos livres de agrotóxicos dentro do município e promovendo geração de renda para a população acolhida.

Edson Luiz, 56 anos, ficou sabendo do curso no serviço de acolhimento em que vive na região da Barra Funda. “Vim para cá pensando que era mais uma oficina, um cursinho. Cheguei aqui e foi totalmente diferente do que imaginei. Isso é uma oportunidade para a gente sair dessa situação. Cuidar da terra é interessante demais”, disse.

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Programa Sexta Sem Carro será implantado pela SMT no dia 31/08

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30 de agosto de 2018

A Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes informa que na próxima sexta-feira, 31, algumas vias do Centro Histórico da capital serão fechadas ao trânsito de carros e motos, das 6h às 18h para implantação do Sexta Sem Carro. A primeira edição do programa realizada pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) foi em setembro do ano passado, durante a Semana da Mobilidade.

No Sexta Sem Carro, somente ônibus, táxis, veículos escolares, bicicletas e carros com cartões do idoso e pessoas com deficiência (Defis) podem circular em toda a extensão das seguintes vias: Rua Boa Vista, Ladeira Porto Geral, Largo de São Bento, Rua Líbero Badaró, Viaduto do Chá e num trecho da Rua Florêncio de Abreu (entre a Ladeira da Constituição e a Rua Boa Vista).

A iniciativa tem como objetivo incentivar o debate sobre a utilização do veículo na cidade de São Paulo, além de estimular o uso do transporte coletivo e as pequenas viagens a pé ou de bicicleta. A região central foi escolhida pela SMT por contar com uma grande opção de transporte público, como estações de Metrô e diferentes linhas de ônibus.

A ativação do Sexta Sem Carro não altera a circulação das linhas de ônibus, uma vez que o tráfego desse tipo de veículo e de táxis nas vias bloqueadas é permitido.

Para informar a população sobre a ação, a CET coloca faixas na região alertando para os bloqueios.

 Bloqueios

- Praça da Sé com Rua Venceslau Brás;

- Praça da Sé com Rua Floriano Peixoto;

- Rua Coronel Xavier de Toledo com Viaduto do Chá;

- Rua Florêncio de Abreu com Ladeira da Constituição.

Alternativas

- Sentido Praça da Sé / Praça Ramos de Azevedo: Rua Senador Feijó, Rua Cristóvão Colombo, Rua Riachuelo, Túnel Papa João Paulo II, Avenida Prestes Maia, Avenida Senador Queirós, Avenida Ipiranga, Avenida São Luís, Rua Coronel Xavier de Toledo e Praça Ramos de Azevedo.

- Sentido Praça Ramos de Azevedo / Praça da Sé: Rua Conselheiro Crispiniano, Avenida São João, Avenida Ipiranga, Avenida São Luís, Viaduto Nove de Julho, Viaduto Jacareí, Rua Maria Paula, Viaduto Dona Paulina, Praça Dr. João Mendes, Rua Anita Garibaldi, Rua Roberto Simonsen, Rua Venceslau Brás e Praça da Sé.

Confira abaixo as informações sobre a oferta de ônibus na região:

Rua Boa Vista - 10 linhas

2002/10 - Term. Pq. D. Pedro II - Term. Bandeira

408A/10 - Machado de Assis - Cardoso de Almeida

4112/10 - Sta. Margarida Maria - Pça. da República

4113/10 - Gentil de Moura - Pça. da República

508L/10 - Term. Princ. Isabel - Aclimação

7411/10 - Cid. Universitária - Pça. da Sé

8615/10 - Pq. da Lapa - Term. Pq. D. Pedro II

908T/10 - Term. Pq. D. Pedro II - Butantã

930P/10 - Term. Pq. D. Pedro II - Term. Pinheiros

CT01/1 - Circular Turismo

Rua Líbero Badaró - 13 linhas

2002/10 - Term. Pq. D. Pedro II - Term. Bandeira

408A/10 - Machado de Assis - Cardoso de Almeida

4112/10 - Sta. Margarida Maria - Pça. da República

4113/10 - Gentil de Moura - Pça. da República

508L/10 - Term. Princ. Isabel - Aclimação

702C/10 - Jd. Bonfiglioli - Metrô Belém

702U/10 - Cid. Universitária - Term. Pq. D. Pedro II

7411/10 - Cid. Universitária - Pça. da Sé

8615/10 - Pq. da Lapa - Term. Pq. D. Pedro II

908T/10 - Term. Pq. D. Pedro II - Butantã

909T/10 - Term. Pinheiros - Term. Pq. D. Pedro II

930P/10 - Term. Pq. D. Pedro II - Term. Pinheiros

CT01/1 - Circular Turismo

Viaduto do Chá - 13 linhas

2002/10 - Term. Pq. D. Pedro II - Term. Bandeira

408A/10 - Machado de Assis - Cardoso de Almeida

4112/10 - Sta. Margarida Maria - Pça. da República

4113/10 - Gentil de Moura - Pça. da República

508L/10 - Term. Princ. Isabel - Aclimação

702C/10 - Jd. Bonfiglioli - Metrô Belém

702U/10 - Cid. Universitária - Term. Pq. D. Pedro II

7411/10 - Cid. Universitária - Pça. da Sé

8615/10 - Pq. da Lapa - Term. Pq. D. Pedro II

908T/10 - Term. Pq. D. Pedro II - Butantã

909T/10 - Term. Pinheiros - Term. Pq. D. Pedro II

930P/10 - Term. Pq. D. Pedro II - Term. Pinheiros

CT01/1 - Circular Turismo

Durante a ativação do Sexta Sem Carro, a Engenharia de Campo da CET e os Técnicos da SPTrans monitoram os bloqueios no trânsito e acompanham a operação dos ônibus na região, visando manter as condições de segurança e fluidez.

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SMTE promove oficina gratuita sobre o preparo de bolo de pote

Por
23 de agosto de 2018

O Centro de Referência em Segurança Alimentar e Nutricional (Cresan) Butantã, da Secretaria Municipal do Trabalho e Empreendedorismo (SMTE), realiza no próximo sábado, 25, Rua Nella Murari Rosa, 40 - das 9h às 13h, uma oficina gratuita sobre o preparo de bolo de pote.

A capacitação promovida pela Secretaria Municipal do Trabalho e Empreendedorismo (SMTE) e é mais uma oportunidade para os interessados em empreender na área gastronômica. O curso será ministrado pelo chefe Thiago Martins, que ensinará duas massas: branca e chocolate, com recheios de coco, limão, brigadeiro e calda de frutas. Durante a oficina também será possível aprender a montagem no potinho de plástico e receber orientações sobre valores para a venda e como empreender nessa área.

Para participar da oficina basta ter mais de 16 anos. As inscrições são feitas pelo telefone 3326-4115. O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Serviço
Oficina de Bolos de Pote
Data: 25/08
Horário: 9h às 13h
Local: Rua Nella Murari Rosa, 40
Inscrições: (11) 3326-4115

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