75% dos idosos usam apenas o SUS

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02 de outubro de 2018

Nesta segunda-feira, 1, Dia Nacional e Internacional do Idoso, o Ministério da Saúde divulgou o Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), revelando que 75,3% dos idosos brasileiros dependem exclusivamente dos serviços prestados no Sistema Único de Saúde, sendo que 83,1% realizaram pelo menos uma consulta médica nos últimos 12 meses. Nesse período, foi identificado ainda que 10,2% dessa população foi hospitalizada uma ou mais vezes. Quase 40% deles possuem uma doença crônica e 29,8% duas ou mais como diabetes, hipertensão ou artrite. Ou seja, ao todo, cerca de 70% dos idosos possuem alguma doença crônica.

Foi a primeira vez que um estudo traçou o perfil da saúde do idoso, o uso dos serviços de saúde, as limitações funcionais, as causas de hospitalizações, entre outras condições sociais que permitirão aprimorar as políticas públicas para esta população, trata-se do (ELSI-Brasil), que faz parte de uma rede internacional de grandes estudos longitudinais sobre o envelhecimento e traz informações sobre como a população está envelhecendo e os principais determinantes sociais e de saúde. A ideia é que esse estudo traga subsídios para a construção e adequação de novas políticas públicas para fortalecer a saúde do idoso.

“Nós temos que cuidar da saúde dos brasileiros desde a infância para que eles tenham uma vida cada vez mais saudável. Isso significa voltar nossas ações para uma alimentação saudável, para a promoção de atividades físicas, inibir o consumo do álcool e do tabaco, e ainda para as pessoas com idade acima de 60 anos, oportunizar o diagnóstico de doenças de forma cada vez mais precoce. É dessa maneira que podemos oferecer à nossa população um envelhecimento saudável”, afirmou o Ministro da Saúde, Giberto Occhi.

A pesquisa apontou também que 85% da população com 50 anos ou mais vivem em área urbanas. E entre os relatos sobre os hábitos de comportamento, 43% dos idosos acompanhados pelo estudo disseram ter medo de cair na rua.

(Com informações de rádio 9 de julho e Ministério da Saúde)
 

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Confiáveis, pesquisas eleitorais retratam tendências das campanhas

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23 de setembro de 2018

Com a proximidade do dia da votação do 1º turno das eleições presidenciais, tem crescido no Brasil o interesse pelos números apresentados nas pesquisas de intenção de votos. Desde 2002, os principais institutos têm acertado quais são os presidenciáveis que avançam para o 2º turno e captado as variações do eleitorado ao longo das campanhas.

 

ESPELHO DAS URNAS

Ao comparar o histórico das pesquisas Datafolha para Presidente da República desde 2002, todos os candidatos que apareceram como líderes a partir do mês de agosto ganharam a eleição: Lula em 2002 e 2006, e Dilma Rousseff, em 2010 e 2014. No período analisado, o percentual das intenções de voto dos dois primeiros colocados no dia anterior à eleição foi próximo ao que se registrou nas urnas, e não houve divergências entre a posição do candidato indicada nessa pesquisa e seu resultado ao final do 1º turno.

 

CENÁRIO DIFERENTE?

Esse histórico, no entanto, pode não ser mantido dessa vez. Jair Bolsonaro (PSL), atual líder em recentes pesquisas de três institutos – Datafolha, Ibope e MDA – perderia a eleição em 2º turno para dois candidatos que hoje oscilam na segunda posição - Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT) - e teria disputa acirrada com Fernando Haddad (PT) ou Marina Silva (Rede), em situação de empate técnico nas pesquisas.

Além disso, Bolsonaro tem apresentado índices de rejeição próximos a 40%. Na pesquisa Datafolha de 14 de setembro, feita após o candidato ser atingido por uma facada no começo deste mês, 44% dos entrevistados disseram que não votariam nele “de jeito nenhum”.

“Nessa fase final da campanha, a rejeição é um fator muito importante. No caso do Bolsonaro, a forte rejeição indica que ele atingiu um patamar de votos próximo do teto, não terá muita margem de crescimento até o final do 1º turno. Agora, a disputa realmente vai ser pela segunda vaga ao 2º turno”, analisou, ao O SÃO PAULO, Pedro Fassoni Arruda, cientista político e professor da PUC-SP.

Em artigo recém-publicado no Observatório das Eleições (observatoriodas eleicoes.org), Oswaldo do Amaral, professor da Unicamp e diretor do Centro de Estudos de Opinião Pública (Cesop), apontou que, para vencer as eleições no 2º turno, o candidato do PSL terá que reverter o atual índice de rejeição.

“Neste momento, o nível de rejeição de Jair Bolsonaro torna muito difícil sua vitória no 2º turno, em que é necessário obter a maioria dos votos válidos (...) Desde 1994, nenhum dos principais candidatos à Presidência chegou ao início de setembro com tamanha rejeição, segundo dados do Datafolha. Em 1994, Leonel Brizola (PDT) era rejeitado por 42% dos eleitores e nem mesmo foi ao 2º turno daquela eleição, vencida na primeira volta por Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Entre os candidatos que venceram as eleições de 1994 a 2014, nenhum deles superava, neste mesmo período do ano, os 35% de rejeição”, apontou Amaral.

 

BRIGA PELA SEGUNDA VAGA

A análise das pesquisas do Datafolha de 2002 e 2014, nas quais houve alternância do nome do segundo colocado ao longo da eleição, indica que quem estava logo atrás do líder no começo da campanha e foi ultrapassado por outro candidato durante a disputa retomou o posto ao final do 1º turno.

Em 2002, quando Lula liderou toda a corrida eleitoral, José Serra aparecia, em junho, como o segundo colocado, com 21% das intenções de voto, mas foi ultrapassado por Ciro Gomes no mês seguinte. Este candidato atingiu o pico de 28% em agosto, mas teve queda vertiginosa logo depois. Ao final do 1º turno, Serra terminou em segundo, com 23% dos votos, superando Ciro, que teve a preferência de 12% do eleitorado.

Em 2014, Aécio Neves tinha 20% das intenções de voto em julho, contra 10% de Eduardo Campos, candidato que morreria no mês seguinte em um acidente aéreo, sendo substituído por Marina Silva. Em sua primeira aparição na pesquisa Datafolha, Marina estava na segunda posição, com 21% das intenções de voto, ante 20% de Aécio. Na pesquisa seguinte, o candidato do PSDB perdeu seis pontos percentuais, indo a 14%, e Marina já estava tecnicamente empatada com Dilma na liderança, 35% x 34% em favor da petista. No entanto, Marina “perdeu fôlego” em setembro, encerrando o mês com 24% das intenções, contra 20% de Aécio. Nos últimos dias daquela campanha, o Datafolha indicava Aécio à frente de Marina, 24% x 22%, e o tucano, de fato, passaria ao 2º turno como segundo colocado, com 12 pontos percentuais a mais que Marina. Destaca-se, ainda, que em menos de um mês, a rejeição a Marina Silva cresceu sete pontos percentuais, e a de Aécio Neves caiu dois pontos.

Agora em 2018, na pesquisa Datafolha de 10 de junho, em um cenário sem a candidatura de Lula, Marina aparecia na segunda posição, com 15% das intenções de voto, seguida por Ciro, 10%, e Alckmin, 7%. Já na pesquisa de 14 de setembro feita pelo mesmo instituto, a candidata da Rede ocupava a quinta posição, com 8% das intenções de voto, sendo superada por Alckmin, com 9%, e por Ciro e Haddad, empatados com 13%. A pesquisa confirmou a tendência verificada anteriormente, de crescimento de Haddad e de Ciro e de queda de Marina. Destaca-se, ainda, que em menos de um mês, o índice de rejeição de Marina cresceu cinco pontos percentuais – de 25% para 30%, mesma variação verificada para Haddad – de 21% para 26%. Já Alckmin e Ciro tiveram decréscimo de rejeição; o tucano de 26% para 25%, o pedetista de 23% para 21%.

 

ADVERSÁRIOS PREFERENCIAIS

Na avaliação de Pedro Arruda, Alckmin e Marina devem disputar uma mesma parcela do eleitorado, enquanto Ciro e Haddad buscarão o voto dos eleitores de centro-esquerda, e quem decrescer nas intenções de voto poderá perder eleitores para o concorrente direto.

“Na reta final, os eleitores que têm preferência por um determinado candidato, caso percebam que ele não tem chances de vencer a eleição ou emplacar uma vaga no 2º turno, podem migrar para aquele que está em segundo ou mesmo em terceiro. Nesse caso, a pesquisa eleitoral serve para influenciar no comportamento dos eleitores”, p ontuou Arruda. No entanto, ele destacou que “as pesquisas precisam ser analisadas com cautela, porque existe, principalmente nessa fase final, uma certa volatilidade dos eleitores”

Ainda segundo Arruda, os resultados apresentados pelos institutos devem determinar o tom adotado pelos presidenciáveis. “A pesquisa ajuda a definir qual segmento do eleitorado o candidato vai tentar conquistar. Se, por exemplo, o Haddad abrir uma vantagem muito grande sobre o Ciro Gomes, talvez não seja interessante que o Haddad o escolha como adversário, pois precisará de seu apoio no 2º turno. Nesse caso, o petista escolheria como adversário a ser combatido Alckmin ou Marina Silva, por exemplo”, concluiu.

 

(Com informações de G1, Datafolha, Uol, Ibope e Observatório das Eleições)
 

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Mortes por câncer devem chegar a 9,6 milhões neste ano, estima OMS

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18 de setembro de 2018

O número de mortes em razão de câncer deve chegar a 9,6 milhões neste ano em todo o mundo. Já o total de novos casos deve atingir 18,1 milhões. A estimativa é de um estudo é da Agência Internacional para a Pesquisa sobre Câncer (IARC, na sigla em inglês), órgão vinculado à Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo a entidade, um em cada cinco homens e uma em cada seis mulheres devem desenvolver câncer em algum momento da vida. Já as mortes decorrentes da doença devem acometer um a cada oito homens e uma a cada onze mulheres.

Conforme as expectativas da associação, quase metade dos novos casos e mais da metade das mortes devem ocorrer na Ásia. O continente concentra cerca de 60% da população mundial. Já a Europa é responsável por 23% das novas ocorrências e 20% dos óbitos, embora contenha somente 9% da população mundial.

Pela projeção, as Américas devem ser responsáveis por 21% dos casos novos identificados e 14,4% da mortalidade global. Assim como na Europa, os índices são maiores do que a participação da região na população mundial, atualmente em 13,3%.

 

Tipos

Os tipos de câncer que mais levam a mortes devem ser os de pulmão (18,4%), reto (9,2%) e estômago (8,2%). Já nos novos casos, as modalidades com maior incidência devem ser as de pulmão (11,6%), mama (11,6%) e reto (10,2%). Juntos, estas representam cerca de um terço dos registros da doença em todo o mundo.

No recorte por gênero, entre os homens os tipos de câncer mais comuns devem ser os de pulmão (14,5% do total), próstata (13,5%) e reto (10,9%). Já entre as mulheres, as modalidades com maior incidência devem ser câncer de mama (24,2%), seguido por de reto e de pulmão. Nos dois gêneros, o câncer de pulmão deve fechar o ano como o principal responsável por mortes.

 

Causas

De acordo com o IARC, as causas para os números são distintas, variando do crescimento e envelhecimento da população a fatores ligados ao desenvolvimento econômico. Em economias emergentes, pontua a associação, há uma transição de doenças relacionadas à pobreza para aquelas vinculadas a determinados estilos de vida.

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47% da população brasileira não se exercita o suficiente

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16 de setembro de 2018

A Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou a primeira pesquisa para estimar tendências globais sobre o hábito de se exercitar. O levantamento divulgado no dia 5 deste mês usa dados de 2001 a 2016. Os números mostraram que mais de 1,4 bilhão de adultos em todo o mundo não pratica atividades físicas em quantidade suficiente.

As estimativas analisadas pela OMS demonstram que houve pouco progresso na melhoria dos níveis de atividade física em 15 anos. Os dados apontam que, se as tendências atuais continuarem, a meta global de 10% de redução da inatividade não será atingida até 2025.

 

 

 

BRASIL SEDENTÁRIO

A América Latina é a região do mundo com o maior índice de pessoas que não praticam atividade física o suficiente para se manter saudável, atingindo 39% do total. O Brasil é o país com o maior índice, 47%. A Costa Rica, com 46%, Argentina, com 41%, e Colômbia, com 36%, não estão longe do resultado do Brasil.

No contexto global, o Brasil se encontra no grupo de países onde há maior ociosidade, superando, por exemplo, os Estados Unidos (40%) e o Reino Unido (36%). Os níveis de atividade física por semana, recomendados pela OMS, são de, pelo menos, 150 minutos de grau moderado a intenso ou 75 minutos de esforço físico forte.

Os melhores índices em relação aos países que não cumprem os requisitos mínimos de atividades são apresentados pelo Uruguai (22%), Chile (26%) e Equador (27%). A Bolívia, o Haiti e o Peru são os países da América Latina e do Caribe com mais de 10 milhões de habitantes que não tinham dados a respeito.

 

NO MUNDO

Em 2016, cerca de uma em cada três mulheres (32%) e um em cada quatro homens (23%) em todo o planeta não estavam atingindo os níveis recomendados de atividade física para se manterem saudáveis. A pesquisa alerta que o sedentarismo aumenta o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, demência e alguns tipos de câncer

“Ao contrário de outros grandes riscos para a saúde global, os níveis de inatividade física não estão caindo e mais de um quarto de todos os adultos não estão atingindo os níveis recomendados de atividade física”, afirma a principal autora do estudo, Regina Guthold.

O relatório da OMS incluiu nos cálculos as atividades físicas realizadas no trabalho e em casa, durante deslocamentos e momentos de lazer. Os resultados foram obtidos a partir de 358 questionários populacionais feitos em 168 países, somando um total de 1,9 milhão de indivíduos participantes. Todos tinham no mínimo 18 anos de idade.

 

DESIGUALDADE SOCIAL

Segundo a OMS, em 55 dos 168 países pesquisados, mais de um terço da população não praticava atividade física o suficiente. O sedentarismo avançou principalmente nos países ricos — houve um aumento de 5% na inatividade física em nações de renda alta, de 32% em 2001 para 37% em 2016. Nos Estados de baixa renda, o crescimento foi de apenas 0,2%, no mesmo período, alcançando 16,2%.

Nos países mais ricos, a transição para ocupações e formas de recreação mais sedentárias, bem como para meios de transporte motorizados, poderia explicar os níveis mais altos de inatividade física. De acordo com os autores do levantamento da OMS, nos países de renda mais baixa, o trabalho e o deslocamento exigiriam mais atividade dos indivíduos.

Embora diminuições da atividade física ocupacional e doméstica sejam inevitáveis, conforme os países prosperam e o uso da tecnologia aumenta, os governos devem fornecer e manter uma infraestrutura que promova caminhadas, ciclismo, esportes e recreação ativa, recomenda o estudo.

 

COMBATE À INATIVIDADE

O estudo também estimula os países a adotar políticas nacionais de transportes não motorizados, como caminhar e pedalar, assim como a participação das pessoas em atividades esportivas em seu tempo livre.

Fiona Bull, coautora da pesquisa, lembra que quase 75% de todos os países já contam com uma política ou plano de ação para combater a inatividade física, mas poucas estratégias foram implementadas para ter impacto nacional.

“Os países precisarão melhorar a implementação de políticas para aumentar as oportunidades para a prática de atividade física e incentivar mais pessoas a serem fisicamente ativas. Os governos reconheceram a necessidade de ação, endossando o plano de ação mundial sobre atividade física e saúde para o período de 2018 a 2030”, completa a pesquisadora.

(Com informações de ONU, BCC Brasil e Agência EFE)

 

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Cidades com extrema desigualdade sofrem mais com tuberculose

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13 de setembro de 2018

A tuberculose tem maior incidência, tanto na população prisional como na população em geral, em municípios com extrema desigualdade na distribuição de renda. Em localidades com boa distribuição de renda, a incidência da doença é menor.

A conclusão é de pesquisa de doutorado de Daniele Maria Pelissari e do professor Fredi Alexander Diaz Quijano, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo o estudo, nas cidades com maior desigualdade a população não encarcerada também está submetida a condições de fragilidade econômica e vulnerabilidade social, o que determina a incidência da tuberculose.

Já nas cidades com melhor condição socioeconômica, as prisões concentram ainda grande número de doentes porque têm condições mais vulneráveis.

 

Estratégias

“Identificamos que a importância relativa da exposição às prisões sobre a incidência da tuberculose varia segundo as condições socioeconômicas dos municípios. Isso significa que estratégias focalizadas para o fim da tuberculose devem considerar o contexto socioeconômico”, explicou Daniele.

Nas cidades com extrema desigualdade de distribuição de renda, a incidência da tuberculose na população prisional é de 1041,2 pessoas por 100 mil pessoas privadas de liberdade ao ano. Entre a população não prisional, a incidência é de 67,5 pessoas por 100 mil pessoas ao ano.

Já nos municípios com boa distribuição de renda, a incidência de tuberculose na população prisional é de 795,5 pessoas por 100 mil pessoas privadas de liberdade ao ano.

A incidência de tuberculose na população não prisional é de 35,6 pessoas por 100 mil pessoas ao ano.
“A população em geral está bem assistida economicamente, então ela não adoece de uma doença relacionada à pobreza. Quem vai adoecer é quem está na prisão porque as condições são muito precárias”, disse Daniele sobre moradores de cidades com menor desigualdade.

 

Taxa de incidência

No estudo, os pesquisadores avaliaram a associação entre a exposição às prisões, a taxa de incidência de tuberculose e sua interação com a desigualdade da distribuição de renda nos municípios de 2013 a 2015.

Foram analisadas 137.698 pessoas com tuberculose, das quais 10,7% eram privadas de liberdade em 954 cidades que em 2014 tinham pelo menos uma unidade prisional.

Os resultados, segundo a pesquisadora, podem nortear as ações contra a doença de acordo com a situação socioeconômica.

“Por exemplo, intervenções focadas na população prisional teriam um impacto substancial na incidência de tuberculose em cidades com boa distribuição de renda, pois aí a ocorrência da doença está mais concentrada em populações mais vulneráveis”, disse.

No entanto, nos locais com extrema desigualdade na distribuição de renda, as estratégias focalizadas para reduzir os efeitos de fatores socioeconômicos também devem ser priorizadas, segundo Daniele, “pois a população não encarcerada desses municípios também está em condições de vulnerabilidade”.

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Para 27% dos brasileiros, desmatamento é maior ameaça ao meio ambiente

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05 de setembro de 2018

Pesquisa feita pelo Instituto Ibope Inteligência para o WWF-Brasil (Fundo Mundial para a Natureza) revela que o desmatamento, a poluição das águas, a caça e a pesca ilegais e as mudanças climáticas são, na opinião dos brasileiros, as principais ameaças ao meio ambiente. A pesquisa foi realizada entre os dias 21 e 26 de junho com 2.002 pessoas de 16 anos ou mais, de diferentes classes sociais, em todas as regiões do país e divulgada hoje ontém, 4, na véspera do Dia da Amazônia, que se comemora hoje, 5.

Os dados indicam que a principal preocupação dos brasileiros em relação ao tema é com o desmatamento, citado por 27% dos entrevistados. Em seguida, está a poluição das águas (26%) e, empatados em terceiro lugar, a caça e pesca ilegais, além de mudanças climáticas (16%). As obras de infraestrutura, como hidrelétricas, rodovias e portos, foram citadas como uma ameaça ao meio ambiente por 15% dos entrevistados.

Ao comparar os dados deste levantamento com outro realizado em 2014, a diretora de Engajamento do WWF-Brasil, Gabriela Yamaguchi, disse à Agência Brasil que o desmatamento das florestas se manteve com 27% das citações. “Esse indicador mostra como as pessoas percebem o desmatamento como principal fator de ameaça no país. O mesmo aconteceu com a poluição das águas”.

Para Gabriela, o fato de a poupulação estar mais bem informada, elevou a percepção em relação à ameaça das mudanças climáticas, cujas menções subiram de 13% para 16%. “São as pessoas começando a perceber mais a conexão das mudanças climáticas para ameaça não só à natureza, mas também no contexto urbano”.

 

Orgulho nacional

Gabriela destacou a ligação entre as ameaças apontadas pelos brasileiros com outra parte da pesquisa que é a questão do orgulho em relação ao país. Todos os indicadores mensurados tiveram queda, refletindo o momento de crise iniciado em 2014. “A ordem dos temas de que eles mais se orgulham se manteve. Meio ambiente permanece em primeiro lugar como principal motivo de orgulho nacional”. Apesar disso, o percentual apurado em 2014, que era 58%, caiu este ano para 39%.

Em 2014, o segundo maior orgulho do brasileiro era a diversidade da população e da cultura, que aparecia com 37% de menções. Esse percentual caiu em 2018 para 26%. Já a questão da qualidade de vida subiu no conceito dos brasileiros de 28% em 2014, para 30% neste ano. Os dados evidenciam a preocupação maior dos brasileiros com as condições em que vivem, não só nas áreas urbanas. “A nossa leitura desses dois dados – orgulho do meio ambiente e orgulho da qualidade de vida coloca as duas agendas como muito relacionadas. Ter melhor qualidade de vida é ter também maior contato com o meio ambiente e as riquezas naturais”.

Todos os demais indicadores caíram nesta última pesquisa em comparação a 2014: esporte, de 30% para 23%; característica pacífica do país, de 19% para 9%. “Mostra muito que se está vivendo uma realidade de insegurança. A gente não tem a guerra por si só, mas tem toda a questão da violência urbana acontecendo”, explicou Gabriela. O percentual das pessoas que não responderam sobre esse último tema subiu de 8% para 13%.

 

Responsabilidade

Esse dado é confirmado por outro tópico da pesquisa que revela que nove entre dez entrevistados querem ter maior proximidade da natureza. De acordo com o levantamento, cresceu o percentual de brasileiros que gostariam de ter mais contato com o meio ambiente (de 84%, em 2014, para 91%). Houve incremento também em relação aos brasileiros que valorizam lugares com paisagens naturais quando vão viajar (de 62% para 82%).

Embora a população continue apontando o governo como principal responsável por cuidar das unidades de conservação, com 72% de menções (contra 74% em 2014), aumentou de forma significativa o percentual de brasileiros que atribuem também aos cidadãos a responsabilidade pela defesa dos recursos naturais. O número evoluiu 20 pontos percentuais, passando de 46% das citações, em 2014, para 66%, na sondagem atual. As organizações não governamentais (ONGs) ocupam a terceira posição, com 23%. Em 2014, receberam 20% das menções.

“Por meio dessa pesquisa, tem um recado muito claro: os brasileiros querem ver mais responsabilidade de todos os atores da sociedade, governo principalmente, cuidando dos nossos recursos naturais, cuidando da natureza como um todo, em uma conexão clara da qualidade de vida, qualidade das águas, com o seu bem-estar”, afirmou a diretora do WWF-Brasil.

 

Agendas

“A gente quer do governo essa agenda das áreas protegidas, da natureza e dos recursos naturais preservados. Isso é muito relevante para a população brasileira”.

Gabriela acredita que, por meio da educação, pode haver um maior engajamento da população com esses temas relacionados à natureza, uma vez que existe o interesse das pessoas e conscientização de que elas devem fazer parte das soluções.

“Há uma conexão entre as agendas que são do entretenimento, do lazer em família, com a agenda também da consciência. Eu escolho áreas que estão sendo melhor preservadas, que precisam ser defendidas, como uma maneira de valorizá-las e de ter maior contato com a natureza”, disse a diretora. Segundo ela, isso vem ocorrendo no comportamento de famílias do Brasil, em todos os extratos sociais.

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Como são feitas as pesquisas eleitorais?

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02 de setembro de 2018

Sempre que são divulgadas as pesquisas de intenções de voto no período eleitoral, surgem dúvidas sobre sua confiabilidade, metodologia, grau de veracidade dos dados, margem de erro, seleção dos entrevistados, entre tantas outras. Sobre esse assunto, a principal pergunta feita pelas pessoas é: “Por que eu nunca fui entrevistado?”

Nesta edição, O SÃO PAULO esclarece as principais dúvidas.

 

ESCOLHA DOS ENTREVISTADOS

Em primeiro lugar, os pesquisadores definem uma amostra que seja representativa do grupo a ser pesquisado, usando dados públicos. O objetivo é escolher um número limitado de pessoas, cujas características sejam parecidas com a do grupo maior que se queira pesquisar, o que os estatísticos chamam de universo. 

Para que a pesquisa esteja correta, a amostra precisa corresponder ao universo dentro de alguns critérios (escolaridade, idade, sexo etc.). Esses critérios são chamados de variáveis. Por exemplo: os últimos dados do TSE mostram que 52,4% dos 146,4 milhões de eleitores brasileiros são mulheres. Portanto, uma amostra de 2 mil eleitores deverá ter 52,4% de mulheres (1.048 eleitoras). 

No caso de pesquisas nacionais, são consultadas as principais capitais e outras regiões aleatórias. Em pesquisas estaduais, a regra é a mesma: municípios maiores devem participar obrigatoriamente e os menores são sorteados. 

Depois de calculada a amostra, é preciso fazer as entrevistas com as pessoas que preencham aqueles critérios. Cada instituto de pesquisa tem a própria forma de fazer isso. O Ibope, por exemplo, determina a área em que o entrevistador fará a pesquisa usando os chamados “setores censitários” definidos pelo IBGE, isto é, a mesma divisão do território usada no Censo brasileiro. Já o Datafolha usa outra metodologia, baseada nos chamados “pontos de fluxo”, ou seja, os pesquisadores são mandados a locais fixos, e entrevistam os passantes. Como as pesquisas eleitorais geralmente ouvem cerca de 2 mil pessoas, a chance de você estar entre os “escolhidos” é realmente pequena, no entanto, isso não torna o levantamento menos válido.

 

METODOLOGIA

Apesar de os institutos utilizarem metodologias diferentes, em geral, a estrutura do questionário é composta de duas perguntas principais, sendo uma considerada “espontânea”, que não cita candidatos, apenas pergunta a intenção do voto, e outra contendo os nomes das opções de candidatos, considerada uma pergunta estimulada.

É importante ter esses dois tipos de pergunta, tanto para entender as principais opções dos eleitores, como para fazer comparações entre alguns candidatos. Para haver imparcialidade, os nomes dos candidatos são apresentados em formato de “pizza”, de modo que não exista uma ordem preferencial que possa interferir nos resultados.

 

CENÁRIOS

Antes do registro de candidaturas no TSE, os institutos podem pesquisar cenários eleitorais diferentes, bem como podem testar nomes diversos. A ideia é testar diferentes possibilidades enquanto os candidatos ainda não estão definidos.

A partir do momento que os candidatos pedem o registro ao TSE, a lei eleitoral obriga os institutos de pesquisa a apresentar para os entrevistados uma lista com os nomes de todos aqueles que efetivamente requereram registro. 

No caso das eleições presidenciais de 2018, o registro terminou no dia 15 de agosto, com 13 candidaturas requeridas. Em ordem alfabética: Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSol), Henrique Meirelles (MDB), Jair Bolsonaro (PSL), João Amoêdo (Novo), João Goulart Filho (PPL), José Maria Eymael (PSDC), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marina Silva (Rede) e Vera Lúcia (PSTU). 

No caso específico da candidatura do Ex-Presidente Lula, que está preso e aguarda a decisão do TSE sobre os pedidos que tentam barrar o registro de sua candidatura por ser considerado inelegível segundo a Lei da Ficha Limpa, há, ainda, a possibilidade de seu atual candidato a vice, Fernando Haddad (PT), sair como candidato à presidência. 

 

MARGEM DE ERRO

A margem de erro é o índice que determina a estimativa máxima de erro dos resultados de uma pesquisa que varia de acordo com a amostra definida pelo instituto de pesquisa. Por exemplo: candidatos que apresentam 49% das intenções de voto não podem contar necessariamente com essa quantidade. Se a margem de erro da pesquisa gira em torno de 2%, o candidato tanto pode ter os 51% que o dariam a vitória, quanto pode ter apenas 47%, de acordo com a margem. Pela margem, também se definem os chamados “empates técnicos” entre candidatos. 

Quando maior a amostra, menor a margem de erro. Para conseguir alcançar uma margem de erro menor, diminuindo de 2% para 1%, por exemplo, o número da amostra teria que quadruplicar, o que impactaria significativamente nos custos da pesquisa. Desse modo, a margem de erro só seria eliminada se fossem entrevistados 100% dos eleitores brasileiros.

A margem de erro costuma ser definida pelo órgão que contrata a pesquisa, geralmente veículos de comunicação. 

 

CONFIABILIDADE

Assim como a margem de erro, o nível de confiabilidade é estipulado antes da contratação da pesquisa. Para encontrar um percentual é necessário calcular com base no tamanho da amostra. O cálculo realizado para chegar a esta porcentagem também se baseia no tamanho da amostra consultada. Isso significa que, se o nível de confiabilidade for de 95%, em um universo de 100 pesquisas, 95 delas devem apresentar resultados que estão dentro da margem de erro. Cinco delas podem indicar intenções de voto fora do esperado.

 

VALIDAÇÃO

De acordo com o código de ética das empresas que realizam as pesquisas, é necessário fazer checagem de 20% do que foi levantado. Isso quer dizer que, se foram entrevistadas 2 mil pessoas, é preciso fazer a verificação dos dados com 400.

A pessoa responsável pela validação das informações não pode ser a pessoa que aplicou a pesquisa e deve abordar algumas pessoas anteriormente entrevistadas e conferir se suas respostas “batem” com as do pesquisador.

 

DIVULGAÇÃO

Após a aplicação da pesquisa, ela deve ser tabulada e divulgada o quanto antes. Isso porque ela reflete um determinado momento em um cenário extremamente dinâmico e volátil. Ou seja, conforme o tempo passa os resultados da pesquisa ficam menos aderentes àquele momento, gerando resultados defasados.

Para que as pesquisas sejam divulgadas, os institutos precisam obrigatoriamente registrá-las na Justiça Eleitoral do contrário não poderão fazê-lo.

(Com informações de UOL, BBC Brasil e SGP)
 

 

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Tempo gasto com celular preocupa adolescentes e pais, mostra pesquisa

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28 de agosto de 2018

O crescimento do uso de tecnologias digitais gera preocupações dos próprios usuários com os excessos do tempo gasto com esses dispositivos. Pesquisa realizada nos Estados Unidos apontou que mais da metade dos adolescentes entrevistados (54%) consideram passar muito tempo com o celular. O levantamento foi uma iniciativa do centro de pesquisas Pew Research Center. Foram entrevistados 743 meninos e meninas de 13 a 17 anos e 1.058 pais de diversas regiões do país.

Quase metade dos jovens ouvidos (44%) disse checar o telefone assim que acorda para verificar o recebimento de novas mensagens. Segundo os dados, 28% relataram que agem assim de vez em quando. O tempo navegando em redes sociais foi objeto de preocupação de 41% dos adolescentes consultados. No caso de videogames, o percentual caiu para 26%. Do total, 58% comentaram sentir que devem responder a uma mensagem enviada, sendo 18% frequentemente e 40% em alguns momentos.

“Meninos e meninas tiveram percepções diferentes da quantidade de tempo que passaram usando várias tecnologias. Meninas são de alguma forma mais prováveis do que meninos de dizer que passam muito tempo em redes sociais (47% a 35%). Em contraste, garotos são quatro vezes mais prováveis de passar muito tempo jogando videogames (41% a 11%)”, analisaram os autores.

Mais da metade (56%) dos entrevistados relacionaram a falta de um telefone móvel a sentimentos negativos, como solidão, ansiedade ou raiva. Os índices são maiores no caso de meninas.

Embora a avaliação sobre os hábitos varie por dispositivo, parte importante dos entrevistados informou adotar medidas para reduzir a presença dessas tecnologias em suas vidas. Iniciativas de redução da intensidade do uso foram relatadas por 58% no caso de videogames, 57% para as mídias sociais e 52% para celulares.

Pais

Os autores da pesquisa também ouviram pais e mães para saber sobre seus hábitos e como veem o comportamento dos filhos em relação a tecnologias digitais. O índice de avaliação dos entrevistados sobre seus próprios hábitos foi menor tanto no uso excessivo de celulares (36%) quanto de redes sociais (23%). O percentual também foi menor quando perguntados se acessam o celular assim que acordam (20%). “Os pais estão de alguma forma menos preocupados com seu próprio uso da tecnologia do que os filhos estão em relação ao deles”, apontam os autores.

Já ao falar sobre seus filhos, 65% manifestaram preocupação com o tempo gasto pelos adolescentes com dispositivos digitais. Dos homens e mulheres ouvidos, 72% relataram que estes se distraem em uma conversa presencial por estarem de olho no celular, sendo 30% o tempo inteiro e 42% de vez em quando. Em razão dessa preocupação, mais da metade (57%) limitam o tempo que seus filhos podem passar utilizando esses dispositivos.

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Pesquisa mostra que violência é maior em cidades com pouco investimento

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21 de agosto de 2018

Um relatório preliminar feito pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (Idesf), apresentou que municípios que fazem fronteira com outros  países e que recebem menos investimentos para educação, saúde e com pouca oportunidade de empregos com carteira assinada, sofrem mais com a violência.

Luciano Stremel Barros, que é presidente do Idesf, alertou que em 2016, em Foz do Iguaçu (PR), foram registrados 99 assassinatos, o que corresponde a um grupo de 37,5 vítimas em 100 mil habitantes.

Paranhos (MS) é a cidade com maior registro de violência, em um grupo de 32 cidades. Com 13 mil habitantes, a cidade apresenta uma taxa de 109,7 assassinatos por grupo de 100 mil habitantes. A segunda colocada Coronel Sapucaia, também no Mato Grosso do Sul, o índice de letalidade corresponde a 67 homicídios por grupo de 100 mil pessoas. 

O alto índice de violência nas duas cidades pode ser resultado de disputas entre facções criminosas que se instalaram em municípios paraguaios.

O documento final deve ser apresentado nas próximas semanas. Além do diagnóstico, o instituto apresentará quatro eixos que seriam indispensáveis para o desenvolvimento dessas cidades: educação, saúde, emprego/ renda e finanças. 

Dos resultados já adquiridos, destaca-se o aumento na apreensão de drogas, que no ano passado cresceu 42% em comparação a 2016. O dado corresponde ao aumento de 300 toneladas, para 427, 5 toneladas em 2017. 

O governo do estado do Mato Grosso do Sul afirmou que programas sociais de atendimento à população estão sendo implantados no estado, cuja proposta é garantir as pessoas de menor renda o acesso à educação, saúde e geração de empregos.

Na segunda-feira, 13, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, anunciou que o Governo Federal fará o reforço na vigilância nas cidades de fronteira com a presença de 250 agentes da Força Nacional; uma nova parceria com a Força Aérea Brasileira também deve ser anunciada nos próximos dias.

Fonte: Agência Brasil
 

 

 

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Eleições 2018: 75% dos deputados federais devem se reeleger

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21 de agosto de 2018

Estudo do Departamento Intersindical de Assessoria Paralamentar (Diap) mostra que 79% dos 513 deputados federais tentarão a reeleição em outubro. Projeção da entidade aponta que 75% deles devem se reeleger. O levantamento foi feito com base após o registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

De acordo com o Diap, o número de candidatos à reeleição (407) na Câmara ficou um pouco abaixo da média dos últimos sete pleitos (408), porém maior que na eleição de 2014, quando 387 tentaram renovar seus mandatos.

Dos 106 que não vão se recandidatar para a Câmara, 31 não vão concorrer a nenhum cargo neste pleito e 75 disputam outros cargos. Destes, 40 concorrem ao Senado; 11 são candidatos a vice-governador; nove disputam o governo do estado; sete tentam vaga de deputado estadual; seis são suplentes de candidatos ao Senado; e dois são candidatos à Presidência da República.

Na avaliação do analista político Neuriberg Dias, um dos autores do levantamento, a expectativa e o sentimento da população por renovação na Casa serão “frustrados”neste pleito.

Segundo Neuriberg Dias, o alto índice dos que vão tentar novo mandato com a continuidade dos grupos políticos (bancada rural, empresarial, evangélica, da bala e de parentes) que já estão no poder traz o risco de que a próxima composição da Câmara seja mais conservadora que a atual. “O perfil do Congresso Nacional será mantido. Esses grupos detêm muitos seguidores e pode ter até retrocesso”, disse o analista político.

Além de emendas parlamentares, os que estão se recandidatando têm outras vantagens em relação a um novo candidato: nome e número conhecidos, bases eleitorais consolidadas, cabos eleitorais fiéis, acesso mais fácil aos veículos de comunicação, estrutura de campanha, com gabinete e pessoal à disposição, em Brasília e no estado. 

O levantamento também indica que as mudanças na legislação que reduziram o tempo de campanha de 90 para 45 dias e do período eleitoral gratuito de 45 para 35 dias são outros dos motivos para a baixa renovação da Câmara.

“As mudanças na legislação eleitoral com a criação do fundo eleitoral e a janela partidária (período no qual foi permitida a troca de partido sem perda de mandato) permitiram aos deputados e senadores negociarem melhores condições na disputa da reeleição, como prioridade no horário eleitoral e na destinação dos recursos do fundo eleitoral”, avalia o Diap.

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