Crianças e adolescentes revivem a Via-Sacra e dão testemunho público de fé

Por
19 de abril de 2019

“Está sendo uma sensação muito boa, a única diferença é o peso da cruz, pois a de Jesus era muito mais pesada”, disse Carlos Eduardo da Silva, 13, estudante do CEC São Francisco de Assis, sobre interpretar Jesus na “Via-Sacra da Criança e Adolescente”, promovida pela Pastoral do Menor da Arquidiocese de São Paulo, que teve início na Praça da Sé e percorreu as ruas do centro da cidade, na sexta-feira, 12.

Tudo começou em 1985, por iniciativa de Dom Luciano Mendes de Almeida e de outras lideranças da Pastoral do Menor. Os primeiros registros do evento arquidiocesano são de 1989 e, desde então, crianças, adolescentes, agentes de pastoral, coordenadores e profissionais de diferentes centros comunitários e sociais atendidos pela pastoral reúnem-se para o caminho da cruz.

 

CAMINHANDO POR DIREITOS

As centenas de crianças e adolescentes que estavam na Praça da Sé traziam mensagens de solidariedade e esperança em cartazes e desenhos. O principal objetivo da Via-Sacra foi denunciar a falta de boas políticas públicas, em sintonia com o tema da Campanha da Fraternidade, que este ano propõe a reflexão sobre “Fraternidade e Políticas Públicas”.

“O objetivo é viver com a criança e o adolescente a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Por meio do tema da Campanha da Fraternidade, temos a oportunidade de formar e informar nossas crianças a cada ano. De uma forma pedagógica, envolvemos a todos e conseguimos passar esta mensagem”, disse Sueli Camargo, coordenadora arquidiocesana da Pastoral do Menor.

 

MAR DE LAMA

Fotos com as vítimas da Escola Estadual Raul Brasil e balões pretos lembraram o luto pelas crianças, jovens e adultos mortos na tragédia que completou um mês no último dia 13.

Um mar de lama, simbolizado por um tecido marrom, cobriu as crianças que brincavam nas escadarias da Catedral, recordando os crimes ambientais em Mariana e Brumadinho, no Estado de Minas Gerais, que deixaram centenas de mortos.

Após a reflexão, teve início a caminhada pelas ruas do centro da cidade. “É um momento muito bonito, podendo interpretar Maria e evidenciar esses crimes. É algo muito forte para nós que trabalhamos com as crianças e adolescentes”, disse Joyce Catarina Pereira, 24, que interpretou Maria durante a procissão.

AUSÊNCIAS E CARÊNCIAS

A ausência de políticas públicas básicas nas áreas de educação, moradia e saneamento básico foi base para as reflexões na segunda estação, realizada em frente à Igreja Santo Antônio, na Praça do Patriarca. Um grupo representou crianças que vivem nas ruas da cidade. As vítimas do Edifício Wilton Paes de Almeida e os atingidos pelas últimas enchentes na cidade também foram lembrados no protesto pela falta de políticas públicas sociais.

“Estamos reunidos para mostrar que as nossas crianças e jovens querem fazer a diferença e fazer melhor diante de toda essa situação. Por isso, queremos realizar a Via-Sacra, trazendo a memória do sofrimento do Cristo crucificado, que ainda está crucificado na pessoa de tantos irmãos que sofrem nessa cidade, por ausências e carências de políticas públicas”, disse Dom Devair Araújo da Fonseca, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Episcopal Brasilândia e Referencial Arquidiocesano das Pastorais Sociais.

 

TODOS SOMOS RESPONSÁVEIS

A caminhada prosseguiu, e a terceira estação foi realizada no Largo São Francisco. Simão de Cirene, que ajudou Jesus a carregar a cruz, e Verônica, que enxugou seu rosto, foram os personagens desse momento. Ambos tentaram amenizar o sofrimento de Jesus no caminho do Calvário. Todos os personagens foram representados por crianças que participam de projetos assistidos pela Pastoral do Menor.

Segundo Sueli Camargo, o objetivo dessa estação foi mostrar que todos têm responsabilidade em buscar políticas públicas mais justas.

 

FONTE DE ÁGUA VIVA

A quarta e última parada foi realizada no ponto de partida da Via-Sacra, nas escadarias da Catedral da Sé. O rio de lama deu lugar a um rio de água viva. O Cristo Ressuscitado surgiu como sinal de esperança.

“Que esta Via-Sacra possa chamar a atenção das nossas autoridades, mas que também possa despertar em cada um de nós o desejo de fazer uma cidade melhor, pois as nossas crianças e jovens, no futuro, merecem essa transformação. Mas temos que começar aqui, com a atitude de cada um de nós”, concluiu Dom Devair.

 

FRAGILIDADE NOS DIREITOS

Segundo a coordenadora da Pastoral do Menor, o Estatuto da Criança e do Adolescente trouxe grandes avanços após a adoção da Doutrina de Proteção Integral, que foi introduzida no Artigo 277 da Constituição Federal, e que obriga o Estado a assegurar, à criança e ao adolescente, com prioridade, o direito à vida, à saúde, alimentação, educação, lazer etc.

Sueli Camargo reiterou que, para que isso ocorra, o sistema de garantia de direito deveria funcionar perfeitamente de forma integral. “O que nós presenciamos atualmente em âmbito de município é que isso, infelizmente, não ocorre. Há uma fragilidade ainda muito grande na questão das políticas públicas voltadas à criança e ao adolescente”, concluiu.

 

LEIA TAMBÉM: Semana Santa: a porta que dá acesso à nova vida é aberta

Comente

Via Sacra da Criança e do Adolescente acontece no próximo dia 12

Por
02 de abril de 2019

A Pastoral do Menor da Arquidiocese de São Paulo realizará a Via Sacra da Criança e do Adolescente na sexta-feira, 12 de abril. Este ano o lema “Serás libertado pela direito e pela justiça” dialoga com as reflexões da CF 2019.

Em carta enviada aos párocos, administradores paroquiais da Arquidiocese de São Paulo, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, falou sobre a relevância social do evento e da importância da valorização da vida.

LEIA A ÍNTEGRA DA CARTA

 

 

“A Via Sacra é momento forte em de defesa da vida, sobretudo de crianças e adolescentes. Um tempo de testemunho público da nossa fé na grande Metrópole e de anunciar que o Reino de Deus chegou para transformar as relações humanas e sociais para serem respeitosas, justas, solidárias e fraternas, escreveu o Cardeal.

 

PROPÓSITOS

A Via Sacra da Criança e do Adolescente terá início às 8h30, na Praça da Sé, com a bênção inicial e a primeira estação. Em seguida, haverá uma caminhada pelas ruas do centro da cidade.

Nas estações, ocorrerão atos em memória dos crimes ambientais (recordando os rompimentos das barragens nas cidade mineiras de Mariana, em 2015, e de Brumadinho, 2019), das vítimas da chacina ocorrida na Escola Estadual de Suzano (SP).

Também será dado destaque para os problemas decorrentes da ausência de Políticas Públicas de saneamento básico, moradia, saúde, educação, segurança e amparo à infância e adolescência na cidade de São Paulo.

Outros detalhes sobre a iniciativa podem ser obtidos pelo telefone (11) 3105-0722 ou pelo e-mail pastoraldomenor@gmail.com, com Sueli Camargo ou Ivan Bezerra.

 

LEIA TAMBÉM: Jovens: o agora de Deus

Comente

Crianças carentes participam da 1ª edição do projeto ‘Pequenos Chefs na Catedral’

Por
13 de dezembro de 2018

A Catedral Metropolitana de São Paulo, localizada na Praça da Sé, abriu suas portas no dia 5, para acolher 80 crianças carentes de abrigos e projetos sociais assistidos pela Pastoral do Menor da Arquidiocese. Elas participaram da 1º edição do projeto “Pequenos Chefs na Catedral”. 

Na ação, crianças do Centro Educacional Comunitário (CEC) São Francisco de Assis, do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto (Bompar), na zona leste, e do Centro de Crianças e Adolescentes (CCA) do Jardim Vista Alegre, na zona Noroeste, conheceram a igreja-mãe da Arquidiocese e aprenderam algumas receitas com o chef Anderson Clayton.

 

TOUR PELA CATEDRAL

As crianças tiveram a oportunidade de conhecer a cátedra, altar, torres, cúpula, cripta e também toda história da Catedral da Sé. Muitas foram à igreja pela primeira vez e ficaram impressionadas. 

“Gostei de visitar as alturas. A Praça da Sé é linda, tem bastante árvores. A Catedral Metropolitana de São Paulo tem muitas imagens bonitas, e gostei muito de conhecer a Cripta.”, disse Dan Josué Chiara, 11, do CEC São Francisco de Assis, boliviano, filho de imigrantes, que visitava a Catedral da Sé pela primeira vez. 

Depois de realizar o tour pela igreja, as crianças tiveram a oportunidade de se tornar pequenos chefs de cozinha, com direito a diploma, mas antes aprenderam receitas mais saudáveis de brigadeiro com aveia, musse de chocolate e suco verde. 

“Estou adorando a experiência. Antes eu fazia brigadeiro normal, agora aprendi que com aveia é mais saudável. Gostei de saber sobre os bispos enterrados na Cripta. É a primeira vez que entrei nessa igreja”, disse Luciana Vitória, 12, do CCA Vista Alegre.

 

PEQUENOS CHEFS 

O chef Anderson Clayton, idealizador do projeto “Pequenos Chefs” contou que o principal objetivo da iniciativa é, por meio do aspecto social, levar a cultura e a gastronomia para as crianças, em parceria com a Arquidiocese de São Paulo e a Catedral da Sé. O evento contou com o apoio da Sabesp e do Governo do Estado de São Paulo. 

“É gratificante poder abrir as portas para a comunidade, pois é em volta da mesa que acontecem um dos maiores exemplos, um dos atos mais lindos da Igreja, que é a Santa Ceia. Por meio disso, conseguimos levar gastronomia, história e cultura às crianças.” disse Anderson ao O SÃO PAULO.

O Chef recordou que a expectativa de sua equipe foi grande, pois tudo foi preparado com muito carinho, com o principal objetivo de “fazer um fim de ano com mais esperança, pois é disso que as crianças precisam.” 

“Com esperança, podemos ter um país diferente, pois olhando para as crianças, olhamos para a educação; quando olhamos para as crianças, olhamos para o futuro. Então, levando amor, a gente terá um futuro melhor e é isso que a gente espera com esse projeto”, concluiu Anderson. 

 

IGREJA ACOLHEDORA 

Sueli Camargo, coordenadora arquidiocesana da Pastoral do Menor, falou sobre a importância do projeto, que reuniu crianças de várias realidades. Ela reiterou que muitas estavam entrando na Catedral pela primeira vez, ficaram impressionadas e interagiram bastante.

A Coordenadora destacou a alegria em ver a igreja-mãe da Arquidiocese abrir as portas para as crianças e adolescentes, que participaram de todos os momentos propostos, inclusive da oração no altar e antes da partilhar dos alimentos, conduzida pelo Padre Luiz Eduardo Pinheiro Baronto, Cura da Catedral. 

“É perceptível a alegria das crianças por serem acolhidas, e no momento da culinária, serem protagonistas da preparação do seu café da manhã. São crianças carentes da periferia, e na proximidade do Natal é muito importante essa questão de acolher e abrir as portas.”, concluiu.

 

 

Comente

‘Em defesa da vida, nasceu o Salvador’

Por
30 de novembro de 2018

O pequeno Jonas Lucas Simões da Silva, que completou 2 meses no domingo, 25, dormia tranquilamente em meio a centenas de crianças e adolescentes de diversas instituições educacionais auxiliadas pela Pastoral do Menor da Arquidiocese de São Paulo. No olhar de sua mãe, Talita Simões, transbordava a emoção de quem via o filho representar o Menino Jesus, protagonista daquela festa.

O menino Jonas, em seu sono profundo durante as apresentações da 17ª edição do Natal dos Sonhos, na sexta-feira, 23, não imaginava que sua história e a de sua mãe, aproximavam-se, e muito, com a do Menino Jesus. Maria foi amparada e deu à luz em um simples estábulo onde havia uma manjedoura. Talita foi acolhida há dois meses pelo Amparo Maternal, onde nasceu Jonas.

PELA VIDA

O Natal dos Sonhos, organizado pela Pastoral do Menor da Arquidiocese de São Paulo, tem como proposta anunciar o nascimento de Cristo e incentivar a doação de brinquedos às crianças carentes, além de denunciar que até mesmo o direito que as crianças têm de brincar é colocado em risco constantemente. Este ano, com o tema “Em defesa da vida, nasceu o Salvador”, o evento foi realizado no Teatro Santo Agostinho, no bairro da Liberdade.

CLIQUE AQUI E ASSISTA A ÍNTEGRA DO EVENTO

“A ação da Pastoral do Menor, por envolver um grande número de crianças, visa ser formativa, informativa e evangelizadora. Nós tivemos a oportunidade, com este tema, de defender a vida, da concepção à fase adulta, e toda espécie de vida do planeta”, afirmou Sueli Camargo, coordenadora arquidiocesana da Pastoral do Menor.

A apresentação da festa ficou a cargo da modelo Flávia Martins e do Padre Marcelo Maróstica, Coordenador da Caritas Arquidiocesana de São Paulo, que destacou a importância do direito de brincar e o prestígio do evento que articula todos os projetos que trabalham com crianças, adolescentes e jovens na Arquidiocese de São Paulo.

“Quando a campanha Natal dos Sonhos começou, o objetivo era realmente garantir o direito da alegria e da brincadeira, como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente, e que muitas vezes a gente esquece. Pensa-se no direito à escola, ao convívio familiar, a uma boa alimentação e se esquece que a criança tem o direito de brincar”, disse o Padre ao O SÃO PAULO.

A modelo Flávia Martins expressou sua alegria em ajudar o próximo e em participar mais uma vez do Natal dos Sonhos.

“Eu me sinto mais leve, mais feliz e mais realizada em poder fazer alguma coisa em prol dessas crianças e adolescentes, isso realmente faz bem para nossa alma, para nosso coração, isso contribui muito. Eu indico para quem não ajuda qualquer instituição, que comece a fazer o bem, pois faz bem pra gente também”, afirmou à reportagem.

SONHOS E REALIDADES

As instituições sociais ligadas à Arquidiocese de São Paulo realizaram diversas apresentações culturais e educativas no evento, como o Centro de Crianças e Adolescentes (CCA) do Jardim Vista Alegre, que atende 300 crianças e adolescentes, de 6 a 14 anos.

Olivia Luiz de Souza, coordenadora da instituição, destacou que muitas crianças não têm condições de ganhar brinquedos de seus familiares, assim as doações recebidas são fundamentais.

A gente procura, como Igreja e organização social, mostrar um mundo diferente para essas crianças e mostrar que não existe só o mundo das drogas e violência. Existe algo muito mais bonito e vantajoso que a gente vê”, comentou Olivia sobre as ações do CCA.

A experiência das crianças em se mobilizar e dedicar horas de ensaio para as apresentações são marcantes. Jeniffer Lilian, 16, disse que se descobriu como atriz nas oficinas do projeto e já iniciou os estudos. “Eu adoro participar e hoje foi minha última apresentação no Natal dos Sonhos, porque já completei 16 anos, atingi a idade limite do projeto. É muito gratificante. Fico muito feliz em fazer uma apresentação para ajudar o evento”, falou.

O C.E.C Emília Mendes de Almeida, do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto (Bompar) também organizou uma das apresentações culturais. “Participar do Natal dos Sonhos é encantador. Você vê nos olhos das crianças a motivação que elas têm por vir. Vão ganhar um brinquedo, ficam felizes, mas essa magia de ser um praticante e ser um protagonista nesta festa faz toda a diferença. Então, é dessa forma que a gente participa todos os anos”, salientou Aurea Lucia, coordenadora da instituição.

O MENINO JESUS

Fundado em 1939, o Amparo Maternal atende um amplo público para partos e mantém um centro de acolhida para gestantes em situação de vulnerabilidade social, como mulheres em situação de rua, com dependência química e migrantes. Há mais de dez anos, o bebê que participa da encenação do nascimento de Jesus é escolhido pela instituição.

“A cada ano, o Amparo Maternal nos ensina muito. No ano passado, o bebê era filho de refugiados angolanos e nos foi entregue nos braços para representar o Menino Jesus. O momento foi extremamente emocionante e o cartaz deste ano mostra essa representação”, recordou Sueli Camargo.

Segundo Jakeline Dominici, Gerente do Centro de Acolhida do Amparo Maternal, na instituição “nascem os bebês e renascem as mães”, que vão à procura de ajuda e se animam em participar do Natal dos Sonhos, sabendo da arrecadação de brinquedos para crianças carentes.

LEIA TAMBÉM: Exposição de presépios acontece em igreja no centro de São Paulo

 

 

 

Comente

Missa pela Irmã Maria do Rosário acontece na Catedral da Sé

Por
30 de março de 2018

Aconteceu na tarde da quarta-feira, 28, na Catedral da Sé, a missa de 7o dia da Irmã Maria do Rosário Leite Cintra, precursora da Pastoral do Menor e uma das idealizadoras do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A Religiosa, que pertencia à Congregação das Filhas de Maria Auxiliadora, morreu aos 82 anos, em 22 de março, em São Paulo.

A celebração eucarística foi presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, e concelebrada por Dom Pedro Luiz Stringhini, Bispo de Mogi da Cruzes (SP), que lembrou do período em que era seminarista, quando conviveu de maneira próxima com a Irmã Maria do Rosário.  Ele recordou a luta da Religiosa pelos direitos humanos e o seu jeito metódico que muito contribuiu para que fosse escrito o Estatuto da Criança e do Adolescente, que entrou em vigor em 1990.

Entre os que participaram da celebração estiveram a Coordenadora Nacional da Pastoral do Menor, Marilda dos Santos Lima, que apresentou uma síntese da história e da trajetória da Irmã Maria do Rosário na Pastoral do Menor. A celebração também contou com a presença dos coordenadores da Pastoral do Menor do Regional Sul 1 e na Arquidiocese de São Paulo e de membros da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos do Menor.

 

(Com informações de Wagner Ponciano/Catedral da Sé)

Comente

Pastoral do Menor: Uma resposta da Igreja para um grito da sociedade

Por
03 de agosto de 2017

Há 40 anos, com o apoio de Ruth Pistori e de Dom Luciano Mendes de Almeida, já falecidos, tinha início a Pastoral do Menor. Desde o começo, o objetivo foi promover e defender a vida da criança e do adolescente empobrecido e em situação de risco.

Em comemoração, na última segunda-feira,31, o programa “Construindo Cidadania” da rádio 9 de Julho, com apresentação de Cidinha Fernandes, recebeu Sueli Camargo, Vice-Coordenadora da Comissão Executiva da Pastoral do Menor da Arquidiocese de São Paulo.

Sueli ressaltou a vulnerabilidade sofrida por crianças e adolescentes em um período pós-ditadura, e a ação da Igreja naquele momento. “A Pastoral do Menor nasce da necessidade de uma resposta da Igreja, vem de um grito”.

Além disso, Sueli falou da luta da Pastoral do Menor pelos direitos da criança e do adolescente. “Não podemos deixar de lembrar que no período embrionário, tivemos a grande conquista do artigo 227 da Constituição Federal”, afirmou, recordando o ponto do texto constitucional em que se apresenta que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, o direito à vida, à saúde e outras garantias para seu bem-estar social.

Outro importante momento na história dos direitos das crianças e adolescentes, segundo Sueli Camargo, foi a aprovação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – Lei nº 8.069.

Ela ressaltou que pensando nos novos desafios, assembleias regionais vêm sendo realizadas. Por fim, explicou que a Pastoral do Menor atua em quatro diferentes áreas: Atendimento à criança e ao adolescente em situação de risco, bem como aos adolescentes em conflito com a lei, atendimento às famílias e mobilização por políticas públicas.

 

OUÇA A ÍNTEGRA DA ENTREVISTA 

 

SAIBA MAIS SOBRE A PASTORAL DO MENOR 

Comente

Para pesquisar, digite abaixo e tecle enter.