Ato em defesa do SUS reúne Pastoral da Saúde e profissionais da área

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12 de abril de 2019

Em comemoração ao Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril, um ato em defesa da melhoria do atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) aconteceu na quinta-feira, 4, em frente à Catedral da Sé, organizado pela Frente Democrática em defesa do SUS, movimento que reúne diversas associações, conselhos e organizações ligados à área da saúde.

Segundo José Gimenez, coordenador da Pastoral da Saúde da Arquidiocese de São Paulo e do Regional Sul 1 da CNBB, os principais objetivos do ato foram o posicionamento contrário à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 95 e a luta por uma saúde pública de qualidade nos próximos anos.

“A Pastoral da Saúde atua de forma incisiva sobre as políticas públicas de saúde. A Pastoral é dividida em três eixos, que é fazer visitas aos enfermos, a defesa da saúde e, principalmente, trabalhar nas políticas institucionais, no caso a defesa do SUS”, enfatizou Gimenez.

A PEC 95 instituiu um teto dos gastos públicos em saúde por 20 anos. Até o ano de 2037, o governo não poderá gastar mais do que o equivalente ao índice de inflação do ano anterior, medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Padre João Mildner, Assessor Eclesiástico Arquidiocesano da Pastoral da Saúde, afirmou que o SUS é uma conquista da população e um dever do Estado: “O que nós queremos é que volte a existir um Sistema Único de Saúde de qualidade. E o principal objetivo da Pastoral é termos presença de Igreja, que ajudou a construir o SUS por meio da Campanha da Fraternidade. Também objetivamos defender a população que tem direito aos serviços de saúde, como prevê a Constituição”

No fim do ato, em um gesto simbólico, todos se deram as mãos, mostrando a união das pessoas que buscam a melhoria do sistema de saúde pública, ao som dos sinos da Catedral que badalaram ao meio-dia.

 

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‘É o próprio Jesus que entra na casa do doente e vai para junto do leito’

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15 de março de 2019

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, presidiu a missa de abertura dos cursos da Pastoral da Saúde, na Paróquia Nossa Senhora da Saúde, na Vila Mariana, no sábado, 9.

Neste ano, são oferecidos os cursos de “Formação Inicial para Agentes da Pastoral da Saúde”, nas regiões episcopais, e de “Formação para a Pastoral Hospitalar”, no Mosteiro de São Bento, no Centro.

 

PREOCUPAÇÕES DE JESUS

Na homilia, Dom Odilo disse que a Quaresma é tempo oportuno para abrir o coração à escuta dos apelos de Deus e da Igreja, apresentados de muitas formas por meio da liturgia.

“A Liturgia quaresmal é uma grande Catequese, uma mistagogia, que nos repropõe o itinerário da nossa fé, recorda- -nos os mistérios de Deus em que cremos e nos torna sensíveis ao apelo de Deus”, afirmou.

O Cardeal Scherer lembrou que as pessoas enfermas nas casas e hospitais são preocupação central do serviço da Igreja e que o recado missionário da Quaresma é o de “termos as mesmas preocupações de Jesus, para que muitos possam receber essa visita salvadora”

Ainda segundo Dom Odilo, “nossa missão é também ajudar os outros para que possam ter a alegria do encontro com Jesus por meio de uma visita, de uma palavra ou de uma oração. É o próprio Jesus que entra na casa do doente e vai para junto do leito. A pessoa se sente exatamente visitada por Jesus”, concluiu.

 

PASTORAL E SÍNODO

Após a celebração, Dom Devair Araújo da Fonseca, Bispo Auxiliar de São Paulo e membro da Comissão de Coordenação Geral do sínodo arquidiocesano, conduziu a aula inaugural dos cursos, na qual apresentou os dados da pesquisa realizada por ocasião do sínodo.

Conforme dados da pesquisa, há grupos de Pastoral da Saúde em 166 das 295 paróquias da Arquidiocese, e, em 217 paróquias, há grupos da Pastoral do Enfermo. Ao todo, a ação pastoral das paróquias atendeu mais de 33 mil doentes no ano de 2017.

 

FORMAR AGENTES

Segundo Padre João Inácio Mildner, Assessor Eclesiástico da Pastoral da Saúde arquidiocesana, a perspectiva para este ano é formar os agentes para uma ampla ação da Pastoral na Arquidiocese de São Paulo.

“Nossa expectativa é que seja um ano muito fecundo e produtivo na formação de agentes, para que todos os doentes da Arquidiocese ou que estão internados aqui nos hospitais tenham assistência religiosa não só nos hospitais católicos, mas também nos filantrópicos e públicos”, disse ao O SÃO PAULO.

 

MÉDICO E SACERDOTE

Padre João também falou sobre a chegada do Padre Tiago Gurgel do Vale para a Pastoral da Saúde. Este sacerdote, formado em Medicina com Doutorado em Bioética, retornou ao clero arquidiocesano após um período de estudos em Roma.

Padre Tiago se diz muito feliz em contribuir com a Pastoral e na formação de novos agentes. “Quando eu trabalhava como médico, eu tinha esse contato com o doente, mas percebi que o contato com o doente, não mais como médico, era um contato na profundidade do ser humano. Uma relação entre almas, porque o paciente quanto fala com o médico, fala da dor física, mas, com o padre, ele fala de toda a sua enfermidade espiritual”, disse à reportagem.

 

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Cursos para agentes de saúde terão início no dia 9 de março

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27 de fevereiro de 2019

A Pastoral da Saúde da Arquidiocese de São Paulo iniciará em março mais um ano de cursos para agentes de Pastoral de Saúde nas regiões episcopais e também para agentes de Pastoral Hospitalar.

A abertura de todos os cursos se dará no sábado, 9, às 9h com missa na Paróquia Nossa Senhora da Saúde, próximo ao Metrô Santa Cruz, presidida pelo Cardeal Odilo Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo.

Em seguida, às 10h, haverá a aula inaugural com o tema: “O sínodo arquidiocesano e a pastoral da saúde”, conduzida por Dom Devair Araújo da Fonseca, Bispo Auxiliar de São Paulo na Região Brasilândia.

O curso hospitalar tem como objetivo formar agentes da Pastoral para atuar nos hospitais da área de abrangência da Arquidiocese de São Paulo. Ele será realizado aos sábados, às 9h, no Mosteiro de São Bento.

 

Veja a seguir o calendário dos cursos:

CURSOS DA PASTORAL DA SAÚDE DISPONIBILIZADOS PELA ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO

 

REGIÃO SÉ – Igreja de São Francisco das Chagas (Largo S. Francisco)

 

Período do Curso:

1ª edição - de 16/03 à 29/6

2ª edição - de 03/8 à 30/11

Sábados, das 9h às 12h

Informações com Maúde: (11) 98755-5314/3331-8934

 

REGIÃO SANTANA – Paróquia de Sant’Ana (Rua Voluntários da Pátria, 2060) - próximo ao Metro Santana

 

Período do curso:

1ª edição - de 14/03 à 27/6  

2ª edição - de 01/08 à 28/11

Quintas-feiras, das 13h30 às 16h30

Informações com Penha: (11) 99226-5193/3858-9418

 

REGIÃO LAPA – Paróquia Nossa Senhora da Lapa (Rua Nossa Senhora da Lapa, 298)

 

Período do curso:

1ª edição - de 12/03 à 25/06

2ª edição - de 30/07 à 26/11

Terças-feiras, das 13h30 às 16h30

Informações com Izabel: (11) 99585-6522

 

REGIÃO BRASILÂNDIA – Igreja Santos Apóstolos (Av. Itaberaba, 3907, Brasilândia)

 

Período do curso:

1ª edição – De 16/3 à 29/6

Sábados, das 13h30 às 16h30

2ª edição - De 02/08 à 29/11

Sextas-feiras, das 13h30 às 16h30

Informações com Sandra Turolla: (11) 94175-3578

 

REGIÃO BELÉM- Centro Pastoral São José do Belém (Av. Alvaro Ramos, 366, Belenzinho)

 

Período do curso:

1ª edição - de 16/03 à 29/06

2ª edição - de 03/08 à 30/11

Sábado, das 13h30 às 16h30

Informações com Giane: (11) 2693-0287

 

REGIÃO IPIRANGA

Cúria Regional do Ipiranga (Rua Xavier de Almeida, 818)

Período do curso:

De 29/03 à 22/11/1 (a cada 15 dias)

Sextas-feiras, das 13h30 às 16h30

Informações com Cida: (11) 2264-2855

 

PUC-SP (Av. Nazaré, 993 – Sala 5.4 Blobo V- Campus PUC Ipiranga)

Período do Curso:

De 06/04 à 30/11/19 (a cada 15 dias)

Aos sábados, das 9h às 12h

Informações com Cida: (11) 2264-2855

 

 

CURSO PASTORAL DA SAÚDE HOSPITALAR  

Mosteiro São Bento (Metrô S. Bento)

Sábados, das 9h às 12h

Período do Curso: de 16/03 à 05/10/19

Informações com Meire: (11) 98649-0321 

Maúde: (11) 98755-5314/3331-8934 

Iracema: (11) 97323-8286/3862-90

Penha: (11) 99226-5193/3858-9418 

 

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Pastoral da Saúde organiza missa no Hospital Universitário da USP

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09 de janeiro de 2019

No dia 20 de dezembro, a Pastoral da Saúde da Região Episcopal Lapa organizou, no refeitório dos funcionários do Hospital Universitário da USP, na Cidade Universitária, na zona Oeste, uma missa presidida pelo Padre João Inácio Mildner, Assistente Eclesiástico da Pastoral da Saúde da Arquidiocese de São Paulo e do Regional Sul 1 da CNBB. 

Além dos agentes da Pastoral na Região, que é coordenada por Izabel Guimarães, participaram o Superintendente do Hospital, Prof. Dr. Luiz Eugênio Garcez Leme, o Assistente Técnico de Direção, Prof. Dr. Dalton Luiz de Paula Ramos, médicos, funcionários, alunos e pacientes do Hospital. 

Durante a celebração, houve a participação do Coral Cristo Ressuscitado, da Paróquia Nossa Senhora dos Pobres, do Butantã, que existe há 17 anos e tem como regentes os professores de música Leo Camargos e Angela Salem. 

Padre João Inácio recordou que no dia de Natal não se deve ficar à espera apenas do Papai Noel, da troca de presentes, da tradicional ceia, mas, sobretudo, deve-se lembrar do nascimento de Jesus e da importância de sua vinda como Salvador de toda a humanidade. 

O Prof. Dr. Dalton Luiz enfatizou que o Hospital Universitário é público, e a Superintendência e a Pastoral da Saúde trazem sempre a Palavra e  a presença de Cristo aos enfermos e demais pessoas que estão na instituição, a fim de assisti-los social e espiritualmente.

 

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Pastoral da Saúde organiza missa na Paróquia Santos Apóstolos

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17 de dezembro de 2018

A Pastoral da Saúde da Região Episcopal Brasilândia organizou missa, na quinta-feira, 6, na Paróquia Santos Apóstolos, por ocasião do encerramento do Curso de Formação Inicial para Agentes de Pastoral da Saúde. Houve também uma confraternização.
 

PASTORAL DA SAÚDE
 

A Pastoral da Saúde, é uma das Pastorais Sociais da CNBB e com organização cívico-religiosa, sem fins lucrativos, de atuação em âmbito nacional e de referência internacional. Destaca-se pelo comprometimento em defender, preservar, cuidar, promover e celebrar a vida (ou seja, saúde plena) de todo o povo de Deus, independente de quaisquer fatores de exclusão social, inclusive do credo. Com dezenas de milhares de agentes por todo território nacional, esta pastoral atua em três dimensões: solidaria, comunitária e político-institucional.

 

(Com informações de O SÃO PAULO)
 

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Pastoral da Saúde: conforto e apoio na fragilidade

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27 de novembro de 2018

“Recentemente, uma criança de aproximadamente 3 anos chegou ao Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER) em estado grave. A mãe, atenta, levara a criança a um pronto-socorro logo que a percebeu com dores de cabeça e febre alta e, posteriormente, sua filha foi encaminhada ao Emílio Ribas. Nas 24 horas de internação, o quadro da pequena paciente piorou e ela acabou falecendo. No entanto, assim que a família chegou ao hospital, houve a aproximação da Equipe da Capelania Hospitalar e, quando a criança faleceu, nós, da equipe médica, sentimos muito, foi uma perda inestimável. Um fato curioso, porém, é que, à medida que nos aproximávamos dos pais, quem acabava chorando éramos nós, pois a família nos dizia, insistentemente: ‘Ela está agora nas mãos de Deus’. Aprendi muito com esse caso. Percebi, mais uma vez, como a fé ajuda as pessoas a passarem por momentos de dor, da dor incalculável da perda de um filho, por exemplo.Quando se tem a experiência de fé, a dor existe, mas ela tem um significado maior.” 

O caso descrito acima foi contado por Jean Gorinchteyn, médico infectologista do Emílio Ribas, que acompanha o trabalho da Capelania Hospitalar, um dos núcleos mais antigos da Pastoral da Saúde na Arquidiocese de São Paulo. Em entrevista ao O SÃO PAULO , o Médico salientou o quanto a presença dos membros da Pastoral da Saúde é um apoio, não somente para pacientes e familiares, mas também para a equipe médica. 

“Ter a presença de pessoas que acolhem, que nos trazem outra visão, não apenas técnica, mas humana, ajuda a superar dificuldades que temos dia a dia. Não somente no que se refere aos pacientes; por exemplo, imagine que sejamos obrigados a dar alta para um paciente e saibamos que ele não tem condições, em casa, de dar seguimento à sua medicação ou aos procedimentos necessários para melhora de forma correta... é uma situação complexa”, continuou o Médico. 

Lidar com situações-limite, ajudar o paciente a ter esperança no tratamento, ouvir suas dificuldades, dar apoio aos familiares que o acompanham, agir de maneira discreta e acolhedora ao mesmo tempo, falar de Deus às pessoas em momentos de fragilidade e dor são atitudes essenciais dos membros da Pastoral da Saúde que, voluntariamente, dedicam-se a tal atividade em diferentes lugares. 

 

HISTÓRIA

Padre João Inácio Mildner, Assistente Eclesiástico da Pastoral da Saúde da Arquidiocese de São Paulo e Capelão no Emílio Ribas, explicou que uma série de acontecimentos contribuiu para o início da Pastoral em São Paulo. 

“A Igreja em São Paulo, ao longo de sua história, sempre esteve voltada à atenção para com os enfermos. O fato mais importante, em São Paulo, foi a fundação da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo [o prédio novo foi inaugurado em 1884]. Outro fato marcante foi a vinda dos Padres Camilianos [1923]”, contou Padre João Mildner. 

Ele recordou, também, que foi o Padre Júlio Munaro, falecido em 2012, quem iniciou a articulação de uma Pastoral da Saúde. “Ele começou a promover um Curso da Pastoral da Saúde na Igreja São Francisco, no centro de São Paulo”, continuou o Capelão, que trabalha há 27 anos no Emílio Ribas. 

Com objetivo de planejar, acompanhar e avaliar o trabalho da Pastoral da Saúde na Arquidiocese, a coordenação arquidiocesana se reúne mensalmente. Cada uma das seis regiões episcopais também possui uma coordenação que se encontra periodicamente com os mesmos objetivos.

“A maioria das paróquias conta com a ação da Pastoral da Saúde, e, na Arquidiocese de São Paulo, a Pastoral está presente em 145 hospitais. Nossa meta é que todas as comunidades e hospitais tenham um grupo atuante da Pastoral da Saúde, segundo as necessidades de cada local”, observou Padre João. 

 

FORMAÇÃO 

A Arquidiocese mantém quatro cursos de Pastoral da Saúde nas regiões episcopais Brasilândia, Lapa, Santana e Sé. Em 2019, as regiões Belém e Ipiranga também contarão com os cursos. Nestes, acontecem encontros formativos semanais, que visam preparar os agentes de Pastoral da Saúde para atuar nas comunidades. Os temas tratados tocam questões como a assistência espiritual aos enfermos nas casas, a prevenção de doenças e o compromisso cristão na defesa das políticas públicas de saúde. 

A Arquidiocese de São Paulo oferece ainda um Curso de Pastoral da Saúde Hospitalar. Esse curso acontece no Mosteiro de São Bento entre os meses de março e outubro, aos sábados, às 9h. O objetivo é preparar agentes de Pastoral da Saúde para atuar nos hospitais. Os temas tratados são especificamente voltados aos doentes internados nos hospitais, e os docentes são pessoas capacitadas que atuam em hospitais. “O objetivo é formar pessoas em diferentes áreas do saber, para que compreendam questões como administração hospitalar, políticas públicas e atendimento direto aos pacientes, bem como a pessoas em situações de luto, por exemplo”, explicou Padre João.

 

INCANSÁVEIS

Maria Izabel da Silva Guimarães, 70, é estudante do Curso para 3ª Idade da Universidade de São Paulo (USP) e atua na Pastoral da Saúde desde 2011. Ela participa da Paróquia Santo Alberto Magno, no Jardim Bonfiglioli. Ela fez o curso com o Padre Júlio Munaro na Paróquia Nossa Senhora da Lapa, onde aprendeu os princípios da Pastoral. “Após o curso, iniciei o trabalho de visitadora no Hospital Maternidade Sara, atual Professor Mario Degni, e como Ministra Extraordinária da Sagrada Comunhão, atendendo doentes da Paróquia”, contou Maria Izabel, coordenadora da Pastoral na Região Episcopal Lapa. Frequentemente, ela faz visitas ao Hospital USP, a uma casa de repouso e ao Hospital Municipal e Maternidade Professor Mario Degni, no Rio Pequeno.

A experiência de Maria Izabel é semelhante à de muitos outros membros que conheceram a Pastoral porque acompanhavam familiares doentes. “A Igreja atendeu-me prontamente com a presença do sacerdote para a Unção dos Enfermos; minha irmã não se comunicava, mas eu sabia que ela ouvia. Quando saímos do quarto do hospital, o aparelho começou a apitar e minha irmã partiu para o Reino de Deus. Recebi conforto espiritual dos amigos e de sacerdotes da Santa Mãe Igreja”, contou. 

“Neste mundo em que vivemos, o maior desafio é conseguir novos voluntários que se coloquem a serviço do próximo, não só na Pastoral da Saúde, mas em outras pastorais”, salientou Maria Izabel. 

 

COMPAIXÃO E RESPEITO

Andréa Salles, 48, é recepcionista e atua na Capelania Católica do Instituto de Infectologia Emílio Ribas desde 1994. Andréa acompanhou o esposo em um longo período de internação, e eles recebiam, diariamente, a visita do Padre João Mildner e de outros voluntários: “Meu esposo faleceu durante aquela internação. Depois de algum tempo, fui convidada a participar da Capelania. Percebi que minha vivência como acompanhante e testemunha do sofrimento e de fé poderia ajudar outras pessoas que vivenciavam a mesma situação pela qual eu havia passado”. 

“Desde aquela época, atuo voluntariamente no Emílio Ribas três vezes por semana.Cada dia é único e para mim o mais importante no dia a dia é a compaixão, aquele momento em que você oferece sua força para que o outro encontre a dele e enfrente o sofrimento. É importante também respeitar os próprios limites, ser ético com as histórias que os doentes partilham, ser apoio em momentos de fragilidade”, afirmou Andréa. 

Ela salientou, também, que a participação de um agente da Pastoral da Saúde não se restringe aos momentos de adoecimento, mas deve favorecer a questão da prevenção e de hábitos saudáveis de vida. “O adoecimento não tira o direito de viver com dignidade, e pode ser um momento de grande crescimento espiritual para cada um”, disse. 

Sobre o trabalho de Andréa, Taciana Moura Sales Oliveira, 49, que é médica atuante no Emílio Ribas, enfatizou que a participação dela na equipe de cuidados paliativos é muito eficaz. “Muitas vezes, ela, os padres e agentes da Capelania trazem demandas dos pacientes que nós não tínhamos percebido ou não tínhamos alcançado em nossas abordagens”, continuou a Médica.

Sobre a participação dos agentes no dia a dia dos hospitais, Taciana disse que é essencial ter comportamento ético, respeitar as regras do hospital e discutir questões pessoais e demandas dos pacientes somente com as equipes médicas.

ESPITUALIDADE

Padre Maurício Gris, 30, é religioso da Ordem dos Ministros dos Enfermos (Camilianos) e trabalha como Coordenador das Atividades do Instituto Camiliano de Pastoral da Saúde (ICAPS) em âmbito nacional e na Arquidiocese de São Paulo. Em entrevista à reportagem, ele falou sobre o trabalho da Pastoral da Saúde de maneira mais ampla, não o limitando à doença. 

“É essencial um olhar misericordioso voltado aos enfermos, aos familiares e aos profissionais da saúde. Por isso, a Pastoral da Saúde deve passar pela justiça e pela solidariedade na opção preferencial pelos enfermos. Para ser agente evangelizador, com renovado espírito missionário, deve-se estar disposto e preparado para trabalhar no mundo da saúde”, disse o Padre. 

Sobre as visitas domiciliares, o Camiliano afirmou que, independentemente de onde forem realizadas as atividades, a formação é obrigatória. “Ao visitar um enfermo, é preciso envolver toda a família para levar conforto, esperança e consolo no momento”, comentou.

“Não há receita pronta para nosso trabalho, não existe um manual de como agir diante de situações específicas, afinal, trabalhamos com pessoas. Além disso, é preciso respeitar as demais religiões. A Pastoral da Saúde é uma atividade que valoriza o ecumenismo e o diálogo inter-religioso. Nos hospitais, as atividades são realizadas em parceria com diversas denominações religiosas; afinal, entendemos que trazer esperança e conforto não é uma atividade isolada, mas um encargo de todos aqueles que têm fé”, continuou Padre Maurício. 

Padre Palmiro Carlos Paes, 58, é Capelão do Hospital do Servidor Público Estadual e Assessor Eclesiástico da Pastoral da Saúde na Região Episcopal Ipiranga. O Sacerdote disse que esta tem sido uma experiência muito enriquecedora no seu ministério e que, em cada doente, percebe a face de Deus.

“No Hospital, encontramos famílias, enfermos, médicos, pessoas de outras denominações religiosas... em todas as circunstâncias, devemos ser sinal da misericórdia de Deus para com todos. Nunca esquecer que o doente não é um coitado, mas o meu irmão, imagem e semelhança de Deus, mesmo desfigurado pela doença”, concluiu Padre Palmiro.

 

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3º Seminário de Políticas Públicas de Saúde acontece em SP

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20 de novembro de 2018

A Pastoral da Saúde da Arquidiocese de São Paulo promoveu, no dia 10, a realização da terceira edição do Seminário dos Militantes nas Políticas Públicas de Saúde em Defesa do SUS, tendo como lema “As Políticas Públicas de Saúde (SUS) frente à nova realidade Brasileira”, na Universidade Nove de Julho - Campus Memorial.

O Seminário ocorreu no período da tarde, com a participação de mais de 130 pessoas, oriundas da Arquidiocese de São Paulo e dioceses vizinhas, interessadas na defesa do Sistema Único de Saúde, com as questões em torno de seu efetivo funcionamento.

Houve momentos formativos, partilha de conhecimentos e experiências a partir da apresentação dos convidados: Gilberto Natalini, Médico e Vereador do Município de São Paulo; Stephan Sperling, Médico da Família em Unidade Básica de Saúde e membro do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES); Jorge Kayano, Médico Sanitarista do Instituto Pólis; Belfari Garcia Guiral, Sanitarista e Secretário Executivo do Conselho Estadual de Saúde na Secretaria de Estado da Saúde; Frederico Soares Lima, integrante da UMPS-União dos Movimentos Populares de Saúde; com a mediação de Padre Tarcísio Marques Mesquita, Coordenador Arquidiocesano de Pastoral; e Padre João Inácio Mildner, Assistente Eclesiástico da Pastoral da Saúde na Arquidiocese de São Paulo.

Grande parte dos participantes foram convidados por membros da Pastoral da Saúde, por exemplo, o senhor Carlos, que é Conselheiro Gestor na UBS Lapa e na Supervisão Técnica de Saúde Pinheiro. Segundo ele “esse tipo de encontro-seminário é muito importante para incentivar nossa participação em tudo que somos já atuantes e responsáveis”.

Já para Jorge Balbo, que participa da Igreja São José na Região Episcopal Sé e estava acompanhando sua irmã, “é bom conhecer esse trabalho, estou aprendendo com minha irmã que está mais envolvida”.

Maria José Nascimento Silva Passaro, Ministra Extraordinária da Sagrada Comunhão na Paróquia Nossa Senhora do Carmo da Vila Alpina, acompanhou o encontro e fez anotações em um livro de Atas que também utiliza durante seu serviço de Ministra. Ela disse que a metodologia daquela tarde estava muito boa e vai auxiliá-la no sínodo arquidiocesano, com os demais Ministros em sua Paróquia e principalmente na visita aos fiéis enfermos impossibilitados de participar da Santa Missa, aos quais ela leva a Sagrada Comunhão Eucarística.

(Marcos Rubens, da Comunicação Pastoral da Saúde CNBB Regional Sul 1)
 

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Aos profissionais da saúde: ‘amar o enfermo como Jesus amou’

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27 de outubro de 2018

A Pastoral da Saúde da Arquidiocese de São Paulo realizou no sábado, 20, no Santuário Nossa Senhora do Rosário de Fátima, no bairro do Sumaré, a segunda manhã de espiritualidade voltada para profissionais da área de saúde, com o tema “Amar o enfermo como Jesus amou”.

Padre Rafael Vicente, Assistente Eclesiástico da Pastoral da Saúde na Região Brasilândia, é fisioterapeuta de formação. Ele fez menção à importância do recolhimento espiritual para encontrar na Sagrada Escritura e na Teologia os conceitos que servem de base para uma experiência de oração. Deus sendo amor em sua natureza, na encarnação de Jesus Cristo, revela à humanidade o próprio Amor (o Filho que é a imagem do Pai) e ensina, quase que didaticamente, como colocar esse amor, presente na humanidade desde a criação, em prática. “A prática cristã do amor é deixar que Cristo continue manifestando seu amor por meio de nossas mãos.”

Padre Maurício Gris, camiliano, responsável pelo Instituto Camiliano de Pastoral, lembrou que, muitas vezes, por conta das tarefas diárias, as pessoas agem quase que de modo automático e não se dão conta do que acontece em volta delas. Ele afirmou que uma das maneiras de superar isso é a prática da empatia, ou seja, de modo simplificado, conseguir se colocar no lugar do outro.

Para João Batista Bezerra de Sousa, psicólogo pela Universidade Católica de Brasília, as palestras e partilhas do encontro muito contribuíram para compreender o papel dos profissionais da saúde e dos agentes de saúde no trato com os enfermos. Segundo ele, o acolher com uma escuta atenta e de qualidade assemelha-se ao gesto de como Jesus amou e acolheu o enfermo, e o que configura o gesto concreto de amor e compaixão é estar ao lado do enfermo e acompanhar seu ritmo para que se sinta amado e acolhido. Lembrou, ainda, que pensar a espiritualidade é desenvolver junto ao enfermo, e na saúde de modo integral, um atendimento humanizado em todas as circunstâncias da vida.

Também a médica Maria Fátima de Abreu Lopes, clínica médica e cardiologista, disse ter sido marcante uma frase de Santa Teresa de Calcutá falada durante o encontro: “o amor verdadeiro dói”. A médica destacou que “‘custa’ amar, exige uma perda, um renegar a nós mesmos, ir além de nossas dificuldades e dores para fazer o bem ao outro. Lembrei-me das dificuldades que enfrentamos no trabalho, muitas vezes com sobrecarga de pacientes, falta de condições e muita responsabilidade, às vezes com pressão de chefia, com enfrentamento do cansaço dos plantões, dificuldades de relacionamento na equipe ou com o próprio paciente que pode ser agressivo, desrespeitoso”. 

Entre os participantes do encontro – médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais, administradores hospitalares, dentistas, biomédicos, terapeutas ocupacionais e agentes da Pastoral da Saúde em hospitais – predominou o desejo de que a Pastoral da Saúde da Arquidiocese promova atividades similares no próximo ano. 

(Colaborou: Padre João inácio Mildner, Assistente Eclesiástico Arquidiocesano da Pastoral da Saúde)
 

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Políticas Públicas é tema do terceiro seminário de saúde em defesa do SUS

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25 de outubro de 2018

O auditório do primeiro andar da Universidade 9 de Julho, na Avenida Francisco Matarazzo, 335, próximo ao Metrô Barra Funda, será, no dia 10 de novembro, cede do terceiro seminário dos militantes nas políticas públicas de saúde em defesa do SUS, promovido pela Pastoral da Saúde da Arquidiocese de São Paulo.

O encontro que tem início às 13h30, e término às 17h30, abordará a temática: “As políticas públicas de saúde frente à nova realidade brasileira” e todos os agentes da Pastoral da Saúde, na cidade de São Paulo, são convidados.

Os interessados devem entrar em contato com os organizadores pelo telefone: 3660-3743, das 14h às 17h, ou pelo e-mail pastoraldasaudesp@gmail.com . Além de acompanhar o facebook da pastoral.

 

 

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Pastoral da Saúde promove Manhã de Espiritualidade

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04 de outubro de 2018

O Santuário Nossa Senhora de Fátima, acolhe no próximo dia 20, uma Manhã de Espiritualidade para profissionais da área da saúde, promovido pela Pastoral da Saúde da Arquidiocese de São Paulo. O encontro terá como tema: “Amar o enfermo como Jesus Amou”. As atividades começam às 9h.

Os interessados, podem entrar em contato com os organizadores pelo telefone 3660-3743 (das 14h às 17h), ou pelo e-mail pastoraldasaudeasp@gmail.com, além de acompanhar pelo Facebook.

O Santuário Nossa Senhora de Fátima fica próximo à Estação Sumaré do metrô – na Avenida Doutor Arnaldo, n° 1831 – Sumaré.

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