'Jesus Cristo Ressuscitou! Nós participamos da luz de Cristo!'

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02 de mai de 2019

No sábado, 20, pouco antes das 19h, o fogo novo foi aceso na Praça da Sé, lugar em que os fiéis se reuniram para acompanhar o acendimento do Círio Pascal e celebrar a Solenidade da Vigília Pascal, que, como afirma a leitura da Proclamação da Páscoa  é a “noite mil vezes feliz”.

A missa foi presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer e concelebrada por outros sacerdotes, entre eles Padre Luiz Eduardo Baronto, Cura da Catedral Metropolitana da Sé e Padre Gianpietro Carraro, da Comunidade Católica Missão Belém.

Após aceso, o Círio – vela que simboliza o Senhor ressuscitado – foi levado em procissão para dentro da igreja, onde os fiéis esperavam em silêncio, com as velas apagadas nas mãos. As luzes foram se acendendo, enquanto se cantava “Eis a luz de Cristo! Demos graças a Deus!”. Com as velas e as luzes já acesas, deu-se prosseguimento à celebração com a Proclamação da Páscoa e, em seguida, das leituras próprias da liturgia.

Considerada a mãe de todas as vigílias, a celebração da noite do Sábado Santo é marcada pela proclamação de sete leituras do Antigo Testamento, que narram a história da salvação do povo de Deus e duas leituras do Novo Testamento.

O Cardeal fez uma breve explicação após cada leitura, recordando que, na Vigília Pascal recorda-se momentos importantes da História da Salvação, até chegar até Jesus. “Os profetas são aqueles que chamam atenção do povo, para que voltem para o caminho do Senhor”, disse o Cardeal após a leitura do livro de Isaías 54, 5-14.

 

 

 

Jesus rompeu a barreira da morte

Na homilia da missa, que anunciou a Páscoa da Ressurreição de Jesus Cristo, Dom Odilo insistiu sobre a vida nova que Jesus Cristo possibilita por meio da sua ressurreição a todos os que creem nele e seguem o seu caminho.

“Estamos celebrando com muita alegria a Vigília Pascal. Ouvimos o anúncio da Páscoa. Aquele momento em que as mulheres encontram o túmulo vazio e os discípulos se perguntam o que estavam acontecendo. Mas logo Jesus se manifestou e apareceu à Maria Madalena, que disse: "Eu vio Senhor'”, disse o Cardeal.

Dom Odilo recordou que em Jesus Cristo, os cristãos podem ver o horizonte da vida eterna. “Jesus rompeu a barreira da morte, o túmulo está vazio. A morte não é o fim de tudo. E assim, Jesus abre para todos a possibilidade da vida eterna. O filho de Deus ressuscitou em sua humanidade. Por isso, nesta noite, estamos recordando também nosso Batismo”, afirmou.

“Como nos recorda São Paulo, pelo Batismo fomos mergulhados em Cristo para com ele sermos criaturas novas. Que nossa vida cristã resplandeça a condição de criaturas novas. Homens e mulheres renovados que abraçam um novo modo de viver. Não um modo de viver longe de Deus, levados pelas paixões e vícios, mas vivendo de Jesus Cristo, alimentando-nos Dele, para assim participarmos plenamente da sua glória e da ressurreição com ele”, continuou o Cardeal.

O Arcebispo disse ainda que o Batismo é o anúncio da vida nova que o ser humano recebe como um tesouro precioso em vasos de barro. “Nós somos estes vasos de barro, que sempre podem quebrar. Ou seja, sempre podemos voltar atrás e seguir ídolos que tomam o lugar de Deus. Mas, Deus é a fonte da água viva, que não nos deixa morrer de sede; Deus é o pão, que não nos deixa morrer de fome. Ele é o caminho para a vida eterna.”

 

Vida nova em Cristo

Receberam o Sacramento do Batismo e da Crisma 34 membros da Missão Belém. Todos os fiéis presentes na celebração puderam renovar suas promessas batismais, em especial, os integrantes do Caminho Neocatecumenal, que encerraram, durante a Vigília Pascal, um caminho de Catequese e aprofundamento da fé.

Membros da Comunidade  Católica Shalom também participaram da celebração, que foi transmitida ao vivo pela Rádio 9 de Julho e pelo Facebook da Arquidiocese de São Paulo.

Douglas Bueno Dutra, 38 e Júlio César Ferreira Franco, 46, estavam ansiosos pelo momento em que finalmente fariam parte da comunidade cristã “como membros do corpo de Cristo”, disse Douglas, que é voluntário na Missão Belém e pretende dar continuidade ao trabalho na comunidade.

Júlio César contou à reportagem que por mais de 20 anos trabalhou como funcionário público, mas acabou perdendo o trabalho e, desde então, passou por uma série de dificuldades e acabou indo parar na rua, situação em que permaneceu por cerca de três anos.

“Cheguei a ficar um mês na rua sem tomar banho. Em muitas noites, dormi nas escadarias da Catedral da Sé, mas nunca tinha entrado. Foi quando pedi a Jesus que me ajudasse e encontrei um missionário da Comunidade Missão Belém. Quando entrei pela primeira vez na Catedral, em uma das formações  promovidas pela Comunidade, eu fiquei maravilhado e estou muito feliz em estar aqui hoje, para este momento tão importante na minha vida”, disse Júlio César.

Durante a renovação das promessas do Batismo, momento em que os fiéis acendem novamente as velas, o Cardeal recordou que "nós participamos da luz de Cristo', enquanto a assembleia cantava em coro "Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra, inunda meu ser, permanece em nós!".

 

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Cardeal Hummes preside Missa de Páscoa no Emílio Ribas

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25 de abril de 2019

Pacientes, familiares e funcionários participaram ativamente das celebrações da Semana Santa no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em especial, da Missa de Páscoa dos Enfermos, na segunda-feira, 22, presidida pelo Cardeal Cláudio Hummes, Arcebispo Emérito de São Paulo.

Um paciente recebeu a primeira Eucaristia na celebração que foi concelebrada pelo Padre João Mildner, Assistente Eclesiástico da Pastoral da Saúde na Arquidiocese de São Paulo e pelo Padre Renato Cangianeli.

Como em todos os anos, foram celebradas as Missas do Domingo de Ramos, a da Instituição da Eucaristia, com o rito de lava-pés, além da Celebração da Paixão do Senhor, na Sexta-feira Santa.

Na homilia, Dom Cláudio salientou que “o sofrimento não vem de Deus. Deus não quer ver ninguém sofrendo” e que se assumirmos o sofrimento como Cristo assumiu, ou seja, assumido com amor, ele também gera vida.  Assim, “a Ressurreição de Cristo é a garantia da nossa ressureição”.

No final da celebração, a comunidade hospitalar agradeceu a presença de Dom Cláudio e pelas palavras confortadoras que dirigiu a todos. Por sua vez, a equipe de Capelania presenteou a cada um dos presentes, em nome de Dom Cláudio e do Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo com um ovo de chocolate.

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‘Jesus ressuscitado manifesta que a violência, o ódio e a injustiça não têm a última palavra’

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23 de abril de 2019

No início da celebração, o Cardeal lembrou de todas as vítimas dos atentados no Sri Lanka, que deixaram mais de 200 mortos.

Aspergidos com água benta, os fiéis puderam, logo no início da celebração, renovar as promessas batismais no momento do Ato penitencial, para assim, celebrarem a Páscoa do Senhor, renovados e purificados pelo perdão dos pecados.

Após a execução da sequência pascal, um solene aleluia foi entoado para aclamar o Evangelho do dia, retirado do Evangelho segundo São João.

‘Hoje é o dia do Senhor Ressuscitado no meio de nós’

 

“Mais uma vez saúdo a todos, neste belo domingo de Páscoa! Quero saudar de modo especial os sacerdotes que concelebram esta Eucaristia e todos os que nos acompanham pela Rádio 9 de Julho e pelas redes sociais”, disse Dom Odilo no início da sua homilia.

Ele salientou que a Páscoa é um dia muito especial, o primeiro dos domingos, o dia do Senhor Ressuscitado no meio de todos os cristãos e no meio dos discípulos. “Jesus Cristo, filho de Deus feio homem, está plenamente unido à glória de Deus pela sua ressurreição. Naturalmente, até os apóstolos custaram a crer na ressurreição de Jesus. Ele teve que insistir que eles não estavam vendo um fantasma ou projetando uma ideia. Jesus disse: ‘Sou eu. Vocês têm algo para comer? Ele comeu pão e peixe diante deles’”, lembrou o Cardeal.

Muito mais que um milagre!

O Arcebispo disse também que é preciso compreender que a ressurreição de Jesus é mais que um milagre. “A ressurreição de Jesus revela o desígnio salvador de Deus. A ressurreição revela que Jesus é o filho de Deus que assumiu nossa humanidade. Ele é filho de Deus no meio de nós! Ao sabermos quem é Jesus, descobrimos também quem somos nós. Deus tem um grande projeto para nós. Ele tem uma vocação de participar com ele da sua glória. Todos somos chamados e fomos criados para participar da vida glorificada de Deus. Deus não nos chama para um aperitivo de vida, ele nos chama para a plenitude da vida.”

Dom Odilo falou ainda sobre a pesquisa que foi feita na Arquidiocese de São Paulo por ocasião do sínodo arquidiocesano. Cerca de 25% não acredita ou tem dúvidas sobre a ressurreição de Jesus. Ele recordou São Paulo Apóstolo que afirma: ‘Jesus Cristo ressuscitou e com ele também nós ressuscitaremos. Se temos parte com ele nesta vida, teremos parte com ele na vida eterna’.

“Hoje é dia de reafirmamos esta fé e se temos dificuldades de explicar é porque a ressurreição é um mistério de Deus. Nós cremos com a Igreja, com o testemunho daqueles que viram e creram. Eles creram e depois deram a vida por esta fé. Foram mártires porque testemunharam o Evangelho e a fé na ressurreição”, continuou o Cardeal.

 

‘A paz esteja com vocês’

 

A Páscoa, por outro lado é um sinal de que a violência e o ódio não venceram. “Pregando Jesus à cruz, sepultando-o, parecia que Jesus não incomodaria mais. Mas não foi assim. Jesus ressuscitado manifesta que a violência, o ódio e a injustiça não têm a última palavra. A última palavra é da misericórdia de Deus para conosco”, afirmou Dom Odilo.

Ele recordou ainda que a primeira palavra dita por Jesus ressuscitado foi: ‘A paz esteja com vocês’.

“Que vivamos reconciliados no amor. O tempo da Páscoa nos convida a transmitirmos a esperança ao mundo, também em meio de muitas incoerências. Não temos fé nos homens, temos fé nele – Jesus Cristo – que está no meio de nós! A Páscoa seja motivo de retomar a confiança de proclamar a nossa fé. Que o espírito de Cristo ressuscitado nos renove todos os dias!”, disse o Cardeal.

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Solidariedade marca o Domingo de Páscoa na Região Santana

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06 de abril de 2018

No Domingo de Páscoa, 1o de abril, a Paróquia Sant´Ana, na Região Episcopal Santana, recepcionou moradores em situação de rua, que receberam sanduíches, suco, café com leite e 500 Ovos de Páscoa.

Na Paróquia Nossa Senhora Aparecida da Boa Viagem, no Setor Pastoral Vila Maria, também no Domingo em que se celebrou a Ressurreição do Senhor, o grupo de jovens São Miguel Arcanjo e as Irmãs Agostinianas distribuíram ovos de Páscoa para as crianças carentes da comunidade.

Seguindo o exemplo

Em novembro de 2017, na 1º Jornada Mundial dos Pobres, iniciativa do Papa Francisco, o Pontifice reuniu no Vaticano cerca de sete mil pessoas excluídas socialmente para um almoço, membros de organizações de ajuda aos necessitados, além de refugiados. 

Segundo Francisco, é no rosto dos pobres que se “manifesta a presença de Jesus”. “Se aos olhos do mundo têm pouco valor, são eles os que nos abrem o caminho para o céu”. “Todos somos mendigos do essencial, do amor de Deus, que nos dá o sentido da vida e uma vida sem fim”, afirmou.

Desde que foi eleito em 2013, Francisco se comprometeu com "uma Igreja pobre para os pobres", por isso costuma criticar o acúmulo de riquezas em mãos de poucos privilegiados e denunciar as crescentes desigualdades registradas no mundo. Iniciativas semelhantes foram realizadas em todas as dioceses da Itália e do mundo.

(Com informações de Metrópoles, G1 e Vaticano News)

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