Diocese de São Miguel Paulista realiza 35ª Caminhada da Ressurreição

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15 de abril de 2019

A Diocese de São Miguel Paulista, que neste ano celebra 30 anos de existência, realiza a tradicional Caminhada da Ressurreição. Com tema “Cristo Ressuscitado, vem e fica conosco!”, o mega evento alcança neste ano sua 35ª edição, que começa no fim da noite do sábado de aleluia, a partir das 23 horas do dia 20 de abril de 2019.

Como nos anos anteriores, são esperados milhares de fiéis em frente à Igreja Nossa Senhora da Penha - próxima da estação Penha do Metrô - na Rua Santo Afonso, onde percorrerão as ruas do bairro até a Catedral de São Miguel.

A Caminhada, animada com trio elétrico, dura em torno de seis horas, num percurso de 13 quilômetros, durante a madrugada, para celebrar a Ressurreição de Jesus Cristo e termina com a missa campal, celebrada pelo bispo diocesano.

O objetivo da atração pascal é propor uma vida de fé aos jovens e mostrar que a vivência pelos valores cristãos pode contribuir para sua formação cidadã e humana, construindo, assim, uma vida sem vícios e alienações.

Sob a lei municipal nº 14.565 de 2007, a Caminhada da Ressurreição integra o Calendário Oficial de Eventos da Cidade de São Paulo, contando com apoio da SPTuris e das Prefeituras Regionais de São Miguel, Ermelino Matarazzo e Penha, CET, Sabesp, Policia Militar e Civil, GCM, Defesa Civil, SPTrans e Hospital Santa Marcelina.

Outros detalhes sobre a atividade podem ser obtidos pelo telefone (11) 99586-3417.

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‘Hoje começamos a celebrar a Páscoa’

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14 de abril de 2019

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, presidiu na manhã deste dia 14, na Catedral da Sé, a missa do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor. Essa celebração, marca o início da Semana Santa. 

“Hoje começamos a celebrar a Páscoa. Toda esta semana é celebração da Páscoa. Convido todos a participar dessa celebração com profunda fé”, explicou o Dom Odilo, na homilia. 

CONTRADIÇÃO HUMANA

Ao destacar os dois trechos dos evangelhos proclamados na liturgia desse dia – a entrada solene de Jesus em Jerusalém e a narrativa de sua paixão e morte no calvário – mostram o quanto as ações e reações humanas podem ser contraditórias. 

“O povo que aclamou Jesus no primeiro momento agora pede que o crucifiquem. São contradições as quais podemos cair quando nos deixamos influenciar por r discursos que não são orientados pela verdade.  Como é importante nos orientarmos pela verdade. Mantermo-nos firmes nas nossas convicções”, enfatizou. 

MISTÉRIO INSONDÁVEL 

O Cardeal Scherer ressaltou que para compreender  esse “insondável mistério da fé” é preciso não se deter apenas diante da cruz e do túmulo fechado.  “O túmulo vazio e os encontros com Jesus ressuscitado lançam luz nova sobre o mistério trágico dos sofrimentos e da morte de jesus na cruz”. 

“Jesus Cristo ressuscitado é a manifestação, no tempo e na história, da obra definitiva e completa que Deus prepara para nós”, acrescentou Dom Odilo. 

VIDA NOVA

Por fim, o Arcebispo lembrou que cada cristão participa da Páscoa do Senhor por meio do Batismo e do seu testemunho de vida cristã. “Com ele [Cristo] morremos ao pecado; com ele, ressuscitamos para a vida nova, para vivermos como ‘novas criaturas’. Abre-se para os que creem no Cristo ressuscitado, um horizonte de existência, onde terra e céu, tempo e eternidade se encontram”, concluiu. 

Dom Odilo também convidou os fiéis a participarem das celebrações da Semana Santa nas paróquias e comunidades da Arquidiocese, especialmente do Tríduo Pascal, que começa na quinta-feira, 18, com a Missa da Ceia do Senhor, e termina com a celebração da Páscoa da Ressureição, no domingo, 21. 

Leia a reportagem completa na próxima edição do jornal O SÃO PAULO, em 16/04/2019. 

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Domingo de Ramos: ‘Bendito o que vem em nome do Senhor!’

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Dom Odilo preside Páscoa dos Militares na Catedral da Sé

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27 de setembro de 2018

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, presidiu na sexta-feira, 21, na catedral da Sé, a Missa pela “Páscoa da Família Militar”. A tradição nasceu a partir da necessidade dos militares que, estando em missão durante o período pascal, queriam celebrar a Páscoa junto da comunidade eclesial e de seus familiares. A primeira “Páscoa dos Militares” foi celebrada em 1945, no Rio de Janeiro, com aqueles que voltaram da 2ª Guerra Mundial. Ficou então convencionado que a “Páscoa dos Militares” seria em período diferente do tradicional. 

Representantes da Marinha, do Exército, da Aeronáutica, da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana lotaram a Catedral da Sé. No início da celebração, todos cantaram o hino nacional brasileiro e, solenemente, foram trazidas a bandeira do Brasil e outras bandeiras, além da imagem de Nossa Senhora Aparecida.
 

PELO BEM COMUM

“Essa celebração é um privilégio particular dado aos militares, devido às suas particularidades”, disse o Cardeal durante a homilia. Ele salientou ainda que a Páscoa é o centro da fé católica. “Assim, mais importante do que o calendário litúrgico é o que nós professamos com a Páscoa: que Jesus ressuscitou e apareceu vivo aos seus!”.

Ao falar sobre o significado da Páscoa, o Arcebispo recordou que a vida na pátria terrena prepara a vida eterna da Pátria celeste. “A ressurreição de Jesus é o anúncio daquilo que Deus tem preparado para cada um de nós. Por isso, São Paulo diz que Jesus é o primogênito entre nós, o primeiro a ressuscitar”, continuou. 

Dom Odilo convidou a todos a serem promotores da paz e do bem comum. "Quero convidar a todos a vivermos de maneira consequente esse chamado, preocupados com o bem comum, com o respeito à ordem, à justiça e à dignidade. Que vivendo nossa missão, possamos contribuir para que nossa Pátria celeste seja um lugar de felicidade. Que os males sejam superados e que o Brasil, lugar de gente tão boa, possa ser um lugar de alegria”, afirmou.

No fim da celebração, Padre Reni Nogueira dos Santos, Capelão do Comando Militar do Sudeste - São Paulo (SP), agradeceu a presença de todos e recordou o aniversário natalício de Dom Odilo, comemorado naquele dia.

 

ORDINARIADO MILITAR DO BRASIL

O Ordinariado Militar do Brasil é uma Circunscrição Eclesiástica da Igreja Católica no Brasil, subordinada diretamente à Santa Sé, e participa do Conselho Episcopal Regional Centro-Oeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. A Sé Episcopal está na Catedral Militar Rainha da Paz, na cidade de Brasília, no Distrito Federal. O Arcebispo Militar do Brasil, Dom Fernando José Monteiro Guimarães, é o responsável por todas as capelanias militares católicas do Brasil. 

Mais detalhes pelo site: Arquidiocese Militar do Brasil
 

 

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Urbi et Orbi: anunciem com palavras e com a vida a bela notícia que Jesus ressuscitou

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03 de abril de 2018

Queridos irmãos e irmãs, feliz Páscoa!

Jesus ressuscitou dos mortos.

Ressoa na Igreja, por todo o mundo, este anúncio, juntamente com o cântico do Aleluia: Jesus é o Senhor, o Pai ressuscitou-O e Ele está vivo para sempre no meio de nós.

O próprio Jesus preanunciara a sua morte e ressurreição com a imagem do grão de trigo. Dizia: «Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto» (Jo 12, 24). Foi isto mesmo que aconteceu: Jesus, o grão de trigo semeado por Deus nos sulcos da terra, morreu vítima do pecado do mundo, permaneceu dois dias no sepulcro; mas, naquela sua morte, estava contida toda a força do amor de Deus, que se desencadeou e manifestou ao terceiro dia, aquele que celebramos hoje: a Páscoa de Cristo Senhor.

Nós, cristãos, acreditamos e sabemos que a ressurreição de Cristo é a verdadeira esperança do mundo, a esperança que não decepciona. É a força do grão de trigo, a do amor que se humilha e oferece até ao fim e que verdadeiramente renova o mundo. Esta força dá fruto também hoje nos sulcos da nossa história, marcada por tantas injustiças e violências. Dá frutos de esperança e dignidade onde há miséria e exclusão, onde há fome e falta trabalho, no meio dos deslocados e refugiados – frequentemente rejeitados pela cultura atual do descarte – das vítimas do narcotráfico, do tráfico de pessoas e da escravidão dos nossos tempos.

E nós, hoje, pedimos frutos de paz para o mundo inteiro, a começar pela amada e martirizada Síria, cuja população se encontra exausta por uma guerra sem um fim à vista. Nesta Páscoa, a luz de Cristo Ressuscitado ilumine as consciências de todos os responsáveis políticos e militares, para que se ponha imediatamente termo ao extermínio em curso, respeite o direito humanitário e proveja a facilitar o acesso às ajudas de que têm urgente necessidade estes nossos irmãos e irmãs, assegurando ao mesmo tempo condições adequadas para o regresso de quantos foram desalojados.

Frutos de reconciliação, imploramos para a Terra Santa, ferida, também nestes dias, por conflitos abertos que não poupam os indefesos, para o Iémen e para todo o Médio Oriente, a fim de que o diálogo e o respeito mútuo prevaleçam sobre as divisões e a violência. Possam os nossos irmãos em Cristo, que muitas vezes sofrem abusos e perseguições, ser testemunhas luminosas do Ressuscitado e da vitória do bem sobre o mal.

Frutos de esperança, suplicamos neste dia para todos aqueles que anseiam por uma vida mais digna, especialmente nas regiões do continente africano atormentadas pela fome, por conflitos endémicos e pelo terrorismo. A paz do Ressuscitado cure as feridas no Sudão do Sul: abra os corações ao diálogo e à compreensão mútua. Não esqueçamos as vítimas daquele conflito, sobretudo as crianças! Não falte a solidariedade em prol das inúmeras pessoas forçadas a abandonar as suas terras e privadas do mínimo necessário para viver.

Frutos de diálogo, imploramos para a península coreana, para que os colóquios em curso promovam a harmonia e a pacificação da região. Aqueles que têm responsabilidades diretas ajam com sabedoria e discernimento para promover o bem do povo coreano e construir relações de confiança no âmbito da comunidade internacional.

Frutos de paz, pedimos para a Ucrânia, a fim de que se reforcem os passos a favor da concórdia e sejam facilitadas as iniciativas humanitárias de que necessita a população.

Frutos de consolação, suplicamos para o povo venezuelano, que vive – escreveram os seus Pastores – como que em «terra estrangeira» no seu próprio país. Possa, pela força da Ressurreição do Senhor Jesus, encontrar a via justa, pacífica e humana para sair, o mais rápido possível, da crise política e humanitária que o oprime e, àqueles dentre os seus filhos que são forçados a abandonar a sua pátria, não lhes falte hospedagem nem assistência.

Frutos de vida nova, Cristo Ressuscitado dê às crianças que, por causa das guerras e da fome, crescem sem esperança, privadas de educação e assistência sanitária; e também aos idosos descartados pela cultura egoísta que põe de lado aqueles que não são «produtivos».

Frutos de sabedoria, imploramos para aqueles que, em todo o mundo, têm responsabilidades políticas, a fim de que respeitem sempre a dignidade humana, trabalhem com dedicação ao serviço do bem comum e garantam progresso e segurança aos seus cidadãos.

Queridos irmãos e irmãs!

Também a nós, como às mulheres que acorreram ao sepulcro, é-nos dirigida esta palavra: «Porque buscais o Vivente entre os mortos? Não está aqui; ressuscitou!» (Lc 24, 5-6). A morte, a solidão e o medo já não são a última palavra. Há uma palavra que vem depois e que só Deus pode pronunciar: é a palavra da Ressurreição (cf. João Paulo II, Palavras no final da Via-Sacra, 18/IV/2003). Com a força do amor de Deus, ela «afugenta os crimes, lava as culpas, restitui a inocência aos pecadores, dá alegria aos tristes, derruba os poderosos, dissipa os ódios, estabelece a concórdia e a paz» (Precónio Pascal).

Feliz Páscoa para todos!

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Papa: somente a fraternidade pode garantir uma paz duradoura

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03 de abril de 2018

O dia de hoje é um dia de festa a ser vivido habitualmente com a família. A segunda após a Páscoa é chamado “Segunda-feira do Anjo”, segundo uma tradição muito bonita que corresponde às fontes bíblicas da Ressurreição. Foi o que disse o Papa Francisco no Regina Caeli ao meio-dia, explicando o sentido e o significado desta segunda-feira após o domingo de Páscoa.

 

Fraternidade possa tornar-se nosso estilo de vida

De fato, os Evangelhos narram que, quando as mulheres foram ao Sepulcro, encontraram-no aberto. Elas temiam não poder entrar porque este estava fechado com uma grande pedra. Ao invés, estava aberto; e uma voz que vinha de dentro do sepulcro disse-lhes que Jesus não estava ali, mas ressuscitou, destacou o Papa.

 

Primeiro anúncio da Ressurreição foi dado pelos anjos

Pela primeira vez foram pronunciadas as palavras “Ressuscitou”. Os evangelistas – prosseguiu o Santo Padre – nos referem que este primeiro anúncio foi dado pelos anjos, ou seja, mensageiros de Deus. Há um significado nesta presença angélica – prosseguiu Francisco: como a Encarnação do Verbo foi anunciada por um anjo, Gabriel, assim para anunciar pela primeira vez a Ressurreição não bastava uma palavra humana.

Era necessário um ser superior para comunicar uma realidade tão inédita, tão incrível, que talvez nenhum homem teria ousado pronunciá-la. Após este primeiro anúncio, a comunidade dos discípulos começou a repetir: “Verdadeiramente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão (Lc 24,34), mas o primeiro anúncio exigia uma inteligência superior à inteligência humana.

 

A fraternidade é o fruto da Páscoa de Cristo

Explicitando ainda o sentido celebrativo desta segunda-feira, o Pontífice explicou:

“Após ter celebrado a Páscoa se sente a necessidade de reunir-se mais uma vez com os familiares e com os amigos para fazer festa. Porque a fraternidade é o fruto da Páscoa de Cristo que, com a sua morte e ressurreição, derrotou o pecado que separava o homem de Deus, de si mesmo e de seus irmãos.”

Jesus abateu o muro de divisão entre os homens e restabeleceu a paz, começando a tecer a rede de uma nova fraternidade. É muito importante neste nosso tempo redescobrir a fraternidade, assim como era vivida nas primeira comunidades cristãs, acrescentou.

 

Sem fraternidade há somente indivíduos movidos pelos próprios interesses

“Não pode haver verdadeira comunhão e um compromisso em favor do bem comum e da justiça social sem a fraternidade e partilha. Sem partilha fraterna não se pode realizar uma autêntica comunidade eclesial ou civil: há somente um conjunto de indivíduos movidos pelos próprios interesses.”

A Páscoa de Cristo fez explodir no mundo a novidade do diálogo e da relação,  novidade que para os cristãos se tornou uma responsabilidade. De fato Jesus disse: “Disso saberão que sois meus discípulos: se amarem uns aos outros” (Jo 13,35).

 

Cuidar dos mais frágeis e marginalizados

“Eis o motivo porque não podemos fechar-nos em nosso privado, em nosso grupo, mas somos chamados a ocupar-nos do bem comum, a cuidar dos irmãos, especialmente dos mais frágeis e marginalizados. Somente a fraternidade pode garantir uma paz duradoura, derrotar as pobrezas, superar as tensões e as guerras, extirpar a corrupção e a criminalidade.”

Que a fraternidade e a comunhão posam tornar-se nosso estilo de vida e alma de nossas relações, disse ainda Francisco, renovando seu apelo a fim de que as pessoas sequestradas ou injustamente privadas da liberdade sejam libertadas e possam voltar para suas casas.

 

Oitava da Páscoa, prolongamento da alegria da Ressurreição de Cristo

Antes de despedir-se dos fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro, o Pontífice fez votos a cada um que transcorra serenamente estes dias da Oitava da Páscoa, em que se prolonga a alegria da Ressurreição de Cristo.

“Aproveitem cada boa ocasião para ser testemunhas da paz do Senhor ressuscitado especialmente em relação às pessoas mais frágeis e menos favorecidas”, exortou o Papa, assegurando uma oração especial pelo Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado este 2 de abril.

"Invoquemos o dom da paz para o mundo inteiro, especialmente para as populações que mais sofrem por causa dos conflitos em andamento", exortou ainda Francisco.

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Cardeal Scherer preside Vigília Pascal na Catedral da Sé 

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01 de abril de 2018

“Todos somos convidados a nos alegrar e a renovar nosso compromisso de vida nova com Cristo”, afirmou o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, na homilia da solene Vigília Pascal, celebrada na Catedral da Sé, neste sábado, 31. 

A missa que anunciou a Páscoa da Ressurreição de Jesus Cristo começou no átrio da Catedral, onde foi abençoado o “fogo novo” do qual é aceso o círio pascal, vela que simboliza o Senhor ressuscitado. 

Considerada a mãe de todas as vigílias, esta celebração é marcada pela proclamação de sete leituras do Antigo Testamento, que narram a história da salvação do povo de Deus e duas leituras do Novo Testamento, dentre estas o Evangelho da ressurreição de Jesus. 

Outro momento significativo dessa celebração é a liturgia batismal. Nessa ocasião, houve o Batismo de nove adultos ex-dependentes químicos, que antes viviam em situação de rua e foram acolhidos e preparados pela Missão Belém. Também houve a renovação das promessas batismais de todos os fiéis, com destaque para um grupo de integrantes do Caminho Neocatecumenal.  

Ao refletir sobre o anúncio feito pelos anjos diante do sepulcro às primeiras testemunhas da ressureição, Dom Odilo afirmou: “Hoje somos nós esses mensageiros de Deus enviados a anunciar a todos que o senhor ressuscitou e está no meio de nós”. 

Neste Domingo de Páscoa, às 11h, Dom Odilo preside a missa solene da Páscoa da Ressureição na Catedral, com a participação da orquestra filarmônica do Senai e da Capela Musical da Catedral da Sé. A celebração será transmitida, ao vivo, pela rádio 9 de Julho e pela TV Bandeirantes

Assista ao trecho da Vigília Pascal: 

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Missa da Ceia do Senhor: ‘Fazei isto em memória de mim’

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29 de março de 2018

A celebração do Tríduo Pascal começou na noite desta Quinta-feira Santa, 29, com a Missa da Ceia do Senhor, que recorda a instituição da Eucaristia e do sacerdócio, na última ceia de Jesus com seus apóstolos. Na Catedral da Sé, a missa foi presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, e, entre os concelebrantes estavam o Cardeal Cláudio Hummes, Arcebispo Emérito de São Paulo. 

Na homilia, Dom Odilo destacou que essa noite leva os cristãos a olharem para o Cenáculo onde Jesus celebrou a Páscoa judaica com seus apóstolos e instituiu a nova Páscoa no seu sague derramado, no seu corpo doado pela humanidade na cruz.  Ele recordou, ainda, o mandato de Jesus “Fazei isto em memória de mim”. “É uma memória permanente, a ser celebrada sempre, não apenas uma vez por ano... Toda vez que celebramos a Eucaristia fazemos em memória de Jesus”, afirmou. 

Ainda segundo o Cardeal Scherer, fazer memória desse ato de Jesus é fazer com que seu sacrifício não fique esquecido. “Nossa fé não está baseada numa ideia, mas numa pessoa e no encontro com essa pessoa, em acontecimentos e da ação de Deus na história da humanidade. Nossa fé não é uma ideia, muito menos uma ideologia, mas adesão e resposta a Deus”, ressaltou. 

Lava-pés

Outro gesto marcante de Jesus na última ceia foi quando ele lavou os pés dos apóstolos, pedindo-lhes que façam o mesmo. Esse gesto é recordado na missa pelo rito do lava pés. Nessa ocasião o Senhora ainda lhes deixa um novo mandamento “Amai uns aos outros como eu vos amei”. 

Neste ano, Dom Odilo lavou os pés de representantes de pastorais e organismos que promovem o serviço da caridade em favor dos que sofrem diversas situações de violência – as pastorais  Afro, Carcerária, da criança da Mulher Marginalizada, da Pessoa com Deficiência, da Pessoa Idosa, do Menor, do Migrante, do Povo da Rua, Indigenista Operária e a Caritas Arquidiocesana. 

“Fazer em memória de Jesus é, portanto, colocar-se aos pés da cruz, é estar junto à ceia do Senhor. É colocar-se a lavar os pés, isto é, o serviço de caridade fraterna para com o próximo, dos mais humildes, dos que sofrem. Dessa maneira continuamos a fazer o que ele fez e nos ensinou a fazer”, exortou o Arcebispo.

Vigília eucarística 

Após a comunhão o Santíssimo Sacramento foi trasladado até um altar preparado para a vigília eucarística que se seguiu após a missa. 

Em seguida foram retiradas a toalhas, velas e flores do altar, que serão recolocados somente na Vigília Pascal, na noite do Sábado Santo, 31. Na Sexta-feira Santa, 30, às 15h acontece a Celebração da Paixão, com o rito de adoração da Cruz. 

Assista a um trecho da homilia de Dom Odilo: 

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Papa: Jesus Cristo, o único que nos justifica e nos faz renascer, nenhum outro

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28 de março de 2018

O anúncio de que Cristo ressuscitou é o centro de nossa fé!

O Papa Francisco dedicou a catequese da Audiência Geral desta quarta-feira ao Tríduo Pascal, “para aprofundar um pouco” o que representam para nós, crentes,  os dias “mais importantes do ano litúrgico”, que constituem “a memória celebrativa de um único grande mistério: a morte e a ressurreição do Senhor Jesus”.

O Papa começou perguntando aos 12 mil fiéis presentes na Praça São Pedro qual era a festa mais importante da nossa fé, a Páscoa ou o Natal?

E recordou, que até aos 15 anos, ele acreditava que fosse o Natal, “mas todos erramos”, pois é a Páscoa, “porque é a festa da nossa salvação, a festa do amor de Deus por nós, a festa, a celebração da sua morte e ressurreição”.

 

Tríduo Pascal

“O Tríduo – explicou  o Pontífice  - começa amanhã com a Missa  da Ceia do Senhor e se concluirá com as vésperas do Domingo da Ressurreição, depois vem a “Pasquetta” para celebrar esta grande festa”, mas estes dias constituem a memória celebrativa de um grande único mistério: a morte e a ressurreição do Senhor Jesus.

Estes dias marcam as etapas fundamentais de nossa fé e da nossa vocação no mundo, e todos os cristãos são chamados a viver os três dias Santos como, por assim dizer, a “matriz” de sua vida pessoal e comunitária, como viveram os nossos irmãos judeus o êxodo do Egito.

Estes três dias, de fato –frisou o Papa – “repropõe ao povo cristão os grandes eventos da salvação operados por Cristo, e assim o projetam no horizonte de seu destino futuro e o fortalecem no seu compromisso de testemunha na história”.

O Canto da Sequência anuncia solenemente que “Cristo, nossa esperança, ressuscitou e nos precede na Galileia”. Aqui,  Tríduo Pascal encontra seu ápice, disse Francisco, que explica:

Ele contém não somente um anúncio de alegria e de esperança, mas também um apelo à responsabilidade e à missão. E não acaba com a “colomba” (especiaria pascal italiana, ndr), os ovos, as festas. Isto é bonito, é bonito porque é a festa de família, mas não fica nisto. Começa ali com o caminho à missão, ao anúncio: Cristo ressuscitou”.

E este anúncio, ao qual o Tríduo conduz preparando-nos para acolhê-lo, é o centro de nossa fé e da nossa esperança, é o cerne, é o anúncio, é o kerigma que continuamente evangeliza a Igreja e que esta, por sua vez, é convidada a evangelizar”.

 

Batismo

"O Cordeiro que foi imolado". Assim São Paulo fala de Cristo, e com Ele “as coisas velhas passaram, eis que tudo se fez novo”.  No Tríduo Pascal “a memória deste acontecimento fundamental se faz celebração plena de reconhecimento e, ao mesmo tempo, renova nos batizados o sentido de sua nova condição”:

“E por isto, no dia de Páscoa, desde o início se batizava as pessoas. Também na noite deste sábado eu batizarei aqui, em São Pedro, oito pessoas adultas que começam a vida cristã. E começa tudo: nasceram de novo”.

 

Cristo, o único que nos justifica

São Paulo também nos recorda que Cristo “foi entregue à morte por causa de nossas culpas e ressuscitou para nossa justificação”:

“O único, o único que nos justifica; o único que nos faz renascer de novo é Jesus Cristo. Nenhum outro. E por isto não se deve pagar nada, porque a justificação – o fazer-se justos – é gratuita. E esta é a grandeza do amor de Jesus: dá a vida gratuitamente para nos fazer santos, para nos renovar, para nos perdoar. E isto é o cerne deste Tríduo Pascal”.

No Tríduo Pascal é renovado nos batizados o sentido de sua nova condição, como diz São Paulo: “Se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto":

“Olhem para o alto. Olhar, olhar o horizonte, ampliar os horizontes: esta é a nossa fé, esta é a nossa justificação, este é o estado de graça”.

“Um cristão, se verdadeiramente deixa-se lavar por Cristo, se verdadeiramente deixa-se despojar por Ele do homem velho para caminhar em uma vida nova, mesmo permanecendo pecador - porque todos o somos - não pode ser corrupto: a justificação de Jesus nos salva da corrupção – somos pecadores, mas não corruptos -, não pode viver com a morte na alma e muito menos ser causa de morte”.

 

Falsos cristãos

O Papa então, diz que “deve dizer uma coisa triste e dolorosa”:

“Existem cristãos fingidos, aqueles que dizem “Jesus ressuscitou”, “eu fui justificado por Jesus”, estou na vida nova, mas vivo uma vida corrupta. E estes falsos cristãos acabarão mal. O cristão – repito, é pecador – todos o somos, eu sou. O corrupto finge ser uma pessoa honrada, mas no final, no seu coração existe a podridão. Jesus nos dá uma vida nova. O cristão não pode viver com a morte na alma e nem ser causa de morte.”

Pensemos – para não ir muito longe – pensemos em casa, pensemos nos assim chamados “cristãos mafiosos”. Mas eles, de cristão, não têm nada. Dizem-se cristãos, mas levam a morte na alma, e aos outros. Rezemos por eles, para que o Senhor toque as suas almas”.

 

Lavar os olhos das crianças

O Papa recorda que em muitos países, no dia de Páscoa, quando tocam os sinos, as mães, as avós, lavam os olhos das crianças com água, com a água da vida, em um sinal para que possam ver as coisas de Jesus, as coisas novas.

“Deixemo-nos nesta Páscoa – foi o convite de Francisco – nos lavar a alma, nos lavar os olhos da alma, para ver as coisas belas, e fazer  coisas belas. E isto é maravilhoso! Esta é justamente a Ressurreição de Jesus após a sua morte, que foi o preço para salvar todos nós”.

 

Presença da Virgem Maria

O Papa convida a nos dispormos a viver bem este Tríduo Santo já iminente  “para estar sempre mais profundamente inseridos no mistério de Cristo, morto e ressuscitado por nós” e pede que a Virgem Maria nos acompanhe neste itinerário espiritual:

Ela, “que seguiu Jesus na sua paixão, ela estava lá, olhava, sofria, esteve presente e unida a Ele aos pés da cruz, mas não se envergonhava do filho. Uma mãe nunca se envergonha do filho. Estava lá, e recebeu em seu coração de mãe a imensa alegria da ressurreição. Que ela nos obtenha a graça de estarmos interiormente envolvidos pelas celebrações dos próximos dias, para que o nosso coração e a nossa vida sejam realmente transformados por elas”.

O Santo Padre conclui, desejando a todos “os mais cordiais votos de uma feliz e santa Páscoa, juntamente com as comunidades de vocês e os seus queridos”.

E dou um conselho a vocês, disse o Santo Padre concluir: ”Na manhã de Páscoa, levem as crianças até a torneira e lavem os olhos delas. Será um sinal de como ver Jesus Ressuscitado”.

 
Vatican News

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A Semana Santa na Arquidiocese

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23 de março de 2018

O jornal O SÃO PAULO apresenta a programação da Semana Santa e do Tríduo Pascal na Catedral da Sé e em algumas paróquias e comunidades da Arquidiocese de São Paulo, com destaque para as celebrações presididas pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano; pelo Cardeal Cláudio Hummes, Arcebispo Emérito de São Paulo; e pelos bispos auxiliares. Este ano, a Missa do Crisma, celebrada na manhã da Quinta-feira Santa, na qual serão abençoados os óleos dos sacramentos do Batismo e da Unção dos Enfermos, e consagrado o óleo do Crisma, reunirá todo o clero arquidiocesano na Catedral para a renovação das promessas sacerdotais. 

Além das celebrações litúrgicas, trazemos outras atividades realizadas pela cidade para marcar a recordação da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, como procissões e encenações. 

 (Apuração: Fernando Geronazzo)

 

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA SANTA NA CATEDRAL DA SÉ

 

 

ARCEBISPO EMÉRITO E BISPOS AUXILIARES

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