Padre Flávio Demoliner assume a Paróquia Santa Cruz

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27 de fevereiro de 2019

O novo Pároco da Paróquia Santa Cruz, no Setor Mandaqui, Padre Flávio Demoliner, tomou posse do ofício no domingo, 24, em missa presidida por Dom Sergio de Deus Borges, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Santana.

A missa foi concelebrada pelos padres da Congregação dos Servos da Caridade (Guanelianos), da qual Padre Flávio faz parte.

Natural do Rio Grande do Sul e ordenado presbítero em 1990, Padre Flávio desempenhou seu ministério sacerdotal em diversas paróquias ligadas à sua congregação religiosa, nas cidades de Santa Maria e Carazinho (RS), Anchieta (RJ), Piraquara e Itaipu (PR), Água Boa (MT) e Brasília (DF).

“O povo não espera outra coisa de um pároco, a não ser Jesus Cristo crucificado, ressuscitado, vivo e atuante hoje. É isso que o povo quer que o padre transmita, ensine. Isso deve ser feito com muita alegria”, afirmou Dom Sergio. “Padre Flávio, dê ao povo o que o senhor tem de mais precioso, Jesus, e o resto da obra Deus faz”, complementou.

Em seus agradecimentos, Padre Flávio, fazendo referência a quando recebeu do Bispo a chave do sacrário e fez um breve momento de adoração ao Santíssimo, disse ser “agradecido pela nova missão confiada” e pediu “que o Senhor dê a graça de corresponder ao chamado de estar à frente da Paróquia. Com a graça de Deus, vamos caminhar”.

 

 

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Novo administrador paroquial da Igreja Nossa Senhora do Retiro

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13 de fevereiro de 2019

No sábado, 9, Dom Devair da Fonseca, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia, apresentou o Padre Silvio Costa Oliveira como o novo Administrador Paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Retiro, no lugar do Padre Natanael Pires.

Dom Devair, na homilia, falou sobre a experiência do cansaço, que pode gerar reações pessimistas. “Às vezes a impressão na Igreja é que estamos cansados, mas Pedro tem uma visão além, que é a de superar o cansaço”, afirmou o Bispo.

“Os discípulos têm medo, os discípulos reconhecem a fragilidade, mas é o fogo e o amor de Deus que nos limpa e nos coloca em direção à missão”, disse Dom Devair

 

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Paróquia Nossa Senhora do Sagrado Coração tem altar e templo dedicados

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16 de novembro de 2018

No alto da colina da Vila Formosa está a Igreja Nossa Senhora do Sagrado Coração. Símbolo do bairro da zona Leste de São Paulo e local de peregrinações e devoção popular, o templo e seu altar foram dedicados em missa solene presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, no domingo, 11. A celebração marcou o início das comemorações dos 80 anos de criação da Paróquia.

Os fiéis acompanharam atentamente cada detalhe do rito de dedicação do templo, que acontece uma única vez em cada igreja. No passado, era mais comum serem dedicadas as igrejas catedrais e grandes santuários. Após o Concílio Vaticano II, o costume de dedicar também as igrejas paroquiais se intensificou.

Logo no início do rito, o Arcebispo aspergiu as paredes da igreja e o altar com água benta, em sinal de purificação do local destinado ao culto sagrado.

Depois da invocação da intercessãod e todos os santos, foram depositadas diante do altar as relíquias de São José de Anchieta, Santa Teresinha do Menino Jesus e dos mártires Missionários do Sagrado Coração, congregação responsável pela Paróquia desde sua fundação. Esse gesto remonta à antiga tradição cristã de erguer altares onde se celebra o sacrifício eucarístico sobre as sepulturas dos mártires e santos, para honrar seus corpos e sua identificação com o sacrifício de Cristo.

Sobre a igreja e o altar é invocada a prece de dedicação. “Hoje, o povo fiel, com rito solene, deseja consagrar-vos para sempre esta casa de oração, onde vos louva e honra com amor, instrui-se a palavra e se alimenta com os sacramentos”, diz a prece.

 

UNÇÃO

O ponto alto da liturgia de dedicação é a unção do altar com o óleo do Crisma, que torna o altar símbolo de Cristo, o ungido por excelência, pois o Pai o ungiu com o Espírito Santo e o constituiu Sumo Sacerdote, para oferecer, no altar de seu sacrifício, a vida e salvação de todos. De igual modo, o Cardeal ungiu as 12 cruzes fixadas nas paredes do templo, em alusão aos apóstolos, colunas da Igreja.

Após a unção, é queimado incenso sobre o altar, também como símbolo do sacrifício de Cristo, cujo “suave odor” sobe a Deus em sinal de louvor e prece. Em seguida, os fiéis, templos vivos, e as paredes da igreja são incensados, exprimindo suas orações, que igualmente sobem ao Senhor.

Uma vez ungido e incensado, o altar é iluminado a adornado como “mesa da refeição sacrifical do corpo e sangue de Cristo”. A igreja também é iluminada com velas acesas postas nas cruzes ungidas, lembrando que Jesus é a “luz para a revelação dos povos”.

“Uma vez dedicada, a igreja não pode ser usada para outra coisa que não seja a glória de Deus”, enfatizou Dom Odilo na homilia. O Arcebispo também explicou que a beleza da liturgia de dedicação de um templo recorda a todos que a Igreja, povo de Deus, é edificada sobre a rocha que é o próprio Cristo, tendo os apóstolos como colunas. “Este templo que dedicamos a Deus é imagem do verdadeiro templo que somos nós... A dedicação desta igreja recorda a nossa vocação como Igreja de Deus. Somos consagrados a Deus, pertencemos a Ele. Deus habita em nós”, disse.

 

O TEMPLO

Foi pelas mãos do Padre Jerônimo Vermin que, em 22 de janeiro de 1939, foi dada a bênção à primeira capela dedicada a Nossa Senhora do Sagrado Coração. O terreno doado pela Companhia Melhoramentos do Brás foi fruto do trabalho iniciado 28 anos antes pelos Missionários do Sagrado Coração, vindos da Holanda.

Em 13 de novembro do mesmo ano, foi instituída a Paróquia com o título de Nossa Senhora do Sagrado Coração, tendo o Padre Jerônimo como primeiro Pároco, e os Padres Afonso Van de Crauf e Paulo Koop, como Vigários Paroquiais.

Seis anos mais tarde, iniciou-se a construção da igreja-matriz, concluída em 1950. A planta que originou a Paróquia veio da Holanda e segue o estilo gótico, com o formato de cruz, da entrada até o presbitério. As 12 grandes colunas laterais, divididas igualmente nos dois lados, recordam as 12 tribos de Israel e os 12 apóstolos. A escada que conduz ao presbitério possui sete degraus, outro número bíblico simbólico. Já o caminho que leva ao altar é composto por três níveis, que representam a Santíssima Trindade.

Existem, ainda, particularidades como as pinturas dos afrescos feitas pelo artista Henk Asperlagh. A maior delas fica no arco do presbitério e traz em seus traços a Assunção de Nossa Senhora ao céu e a sua coroação. Em seus vitrais é contada a história da salvação e da aliança de Deus com o povo.

Outra curiosidade referente à igreja é a sua localização, na colina que tem o mesmo nível do Marco Zero da cidade, na Praça da Sé. No alto da torre, encontra-se um dos maiores carrilhões da América Latina, com 47 sinos, todos ativos.

 

DEVOÇÃO

Embora não tenha sido reconhecido canonicamente como santuário diocesano, a igreja-matriz da Paróquia Nossa Senhora do Sagrado Coração é conhecida como “santuário de devoção popular”, justamente por ser um local de peregrinação desde a sua construção. O atual Pároco, Padre Reuberson Ferreira, contou ao O SÃO PAULO que os missionários idealizadores do templo faziam campanhas de arrecadação de fundos para a construção da igreja: “Era realizada a chamada Peregrinação das Graças, para a qual vinham fiéis de vários lugares de São Paulo, sobretudo nas décadas de 1940 e 1950. Nessa época, este local era distante da cidade. Há fotos que mostram muitas pessoas vindo para o santuário, em caminhões, ou mesmo a pé”.

 

'LÂMPADAS QUE REZAM'

Uma marca da Paróquia Nossa Senhora do Sagrado Coração são as centenas de lâmpadas vermelhas acesas pelas paredes internas da nave e das laterais da igreja. São lâmpadas votivas acesas a pedido dos fiéis, em sinal de suas preces à Padroeira. “Durante muito tempo, este templo foi chamado de ‘igreja das lâmpadas que rezam’”, contou o Pároco.

Essa tradição havia sido esquecida com o tempo e está sendo retomada com o objetivo de revitalizar a devoção à Nossa Senhora do Sagrado Coração entre as novas gerações.

 

80 ANOS

As comemorações das oito décadas da Paróquia serão formativas, celebrativas e culturais. No âmbito formativo, haverá uma série de encontros sobre a história e a espiritualidade da comunidade. Nesse aspecto, também está sendo produzindo um livro com a história da Paróquia. Será, ainda, retomada a festa paroquial, valorizando a devoção à Padroeira. O aspecto cultural será destacado com eventos, como apresentações de orquestras e músicos sacros. Outro projeto é ocupar os oito andares da torre da matriz com um museu da Paróquia e da história do bairro de Vila Formosa.

(Colaborou: Jenniffer Silva)
 

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Jovens participam de retiro na Paróquia Santo Alberto Magno

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19 de setembro de 2018

A comunidade católica Filhos do Céu, de jovens da Paróquia Santo Alberto Magno, no Setor Pastoral Butantã, bairro Jardim Bonfiglioli, realizou nos dias 15 e 16, no salão paroquial, o Final de Semana de Jovens com Cristo. Participaram cerca de 150 pessoas, entre jovens, equipes de trabalho e de apoio.

O encontro reuniu a comunidade de jovens da Região e de outras dioceses, que participaram de várias atividades, palestras e adoração ao Santíssimo. Um dos palestrantes, o missionário Gilberto Aparecido, da Diocese de Santo André (SP), deu seu testemunho de vida, fé e amor a Deus.

Bianca de Oliveira Rodrigues, da Paróquia São Patrício, falou da importância desse encontro, no qual acontece uma maior aproximação e integração de todos, com a troca de experiências e a escuta da Palavra de Deus. O coordenador do encontro, Júlio Walker, explicou o trabalho da comunidade Filhos do Céu nas redes sociais.

A comunidade também trabalha com crianças e adultos. No dia 12 de outubro, será realizado um evento para as crianças, e nos dias 21 e 22, haverá o segundo retiro de casais que já tenham recebido ou não o sacramento do Matrimônio.

O retiro dos jovens terminou às 16h, com a presença dos participantes e seus familiares, reunindo mais de 350 pessoas, que participaram da missa presidida pelo Pároco, Padre Antonio Francisco Ribeiro.

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50 anos de união na fé e de devoção a Nossa Senhora Aparecida

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13 de março de 2018

Uma, duas, três... 50 estrelas douradas de papel. No teto do salão paroquial ao lado da igreja-matriz da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, na Vila Souza, elas recordavam a todos que chegavam, na noite do sábado, 3, que aquela comunidade paroquial, na Região Episcopal Brasilândia, completa em 2018 seu jubileu de ouro.

O tríduo festivo foi iniciado em 28 de fevereiro e concluído na sexta-feira, 2, destacando a paróquia como casa da Palavra, do pão e da caridade. Na noite do sábado, a missa solene de encerramento foi presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, e concelebrada por sete padres, entre os quais o Pároco, Padre Aldenor Alves de Lima, mais conhecido como Padre Aldo, e o Vigário Paroquial, Padre José Ferreira Filho.  

“Hoje vocês são os protagonistas da história da Paróquia. Mas não somos os primeiros. Nós continuamos o que outros já começaram. Queremos hoje agradecer a Deus e pedir para que façamos a nossa parte e para que os que virão depois recebam este bem que é a paróquia, a comunidade de fé”, afirmou Dom Odilo no começo da missa.

 

HISTÓRIA DE EVANGELIZAÇÃO E SOLIDARIEDADE

A Paróquia Nossa Senhora Aparecida foi criada em 29 de fevereiro de 1968 pelo Cardeal Agnelo Rossi, então Arcebispo de São Paulo, mas anos antes os moradores da Vila Souza, então formada por chácaras e loteamentos recém-criados, já se mobilizam para a construção de uma igreja.

“Vi serem colocados os primeiros tijolos. Começou como uma capela, por volta de 1965. Depois, levantou-se a igreja e compramos o terreno do salão paroquial, com um empréstimo conseguido pelos padres irlandeses que aqui trabalhavam e o dinheiro de quermesses. No fim, nem tivemos que pagar o empréstimo, ficou como doação. Lembro-me que, na época da construção da igreja, todos se reuniam no fim de semana e doavam o que podiam, tanto de material quanto de mão de obra”, recordou, ao O SÃO PAULO , o paroquiano Luiz Carlos Gasiunas. 

À frente da Paróquia nos primeiros anos, o Padre Thomaz O´Reilly enviou uma mensagem aos fiéis por ocasião do jubileu de ouro paroquial. “Este salão [paroquial] tornou-se o ponto focal para muitas atividades. A partir de um convênio com a Prefeitura, que tinha uma base na Freguesia de Ó, aulas começaram a ser dadas para ensinar alfabetização, corte e costura, culinária e construção. Esses cursos funcionavam à tarde. Pela manhã, o salão era usado como creche e, à noite, para educação em nível de segundo grau. Nos fins de semana, as Irmãs Filippini de Itaberaba ensinavam a Catequese e a liturgia”, escreveu o Padre, comentando, ainda, que no decorrer dos anos “uma cozinha para fazer sopa foi iniciada no salão para alimentar os filhos dos migrantes”.

Outras duas iniciativas que ainda hoje têm o apoio da Paróquia estão na Comunidade Cristo Ressuscitado: uma delas é a obra social Coração Amigo, que atende atualmente 150 crianças, e para a qual a Paróquia destina 25% de todo o dízimo arrecadado; a outra é a farmácia comunitária, que existe desde o início da década de 1980.

Teresinha Ferreira Nascimento é voluntária da farmácia comunitária desde os primeiros anos. Ela lembrou que o trabalho foi iniciado pela Congregação das Missionárias Médicas de Maria e ampliado com a ajuda da pastora norte-americana Barbara Souza, que não vive mais no Brasil. Atualmente, a farmácia conta com dez voluntários e funciona de segunda a sexta-feira. “A farmácia continua, apesar das dificuldades. Os remédios que recebemos são de doações, até médicos nos mandam amostras grátis, e nós repassamos a quem precisa. Nunca falta remédio”, garantiu Teresinha, recordando, ainda, que a iniciativa é apoiada por outras paróquias da Região Episcopal Brasilândia. 

 

AÇÃO PASTORAL

Em seus 50 anos de história, foram realizados na Paróquia 1.100 matrimônios e 7.868 batismos. Muitos dos que receberam esses sacramentos testemunham a fé no dia a dia da Paróquia, como é o caso do casal Carla Alexandre e Paulo Sergio do Carmo. “Essa é uma igreja guerreira, lutadora. A gente não tem um dízimo alto, não tem boas condições financeiras, mas a gente é de trabalho. Ainda não temos uma igreja muito voltada à espiritualidade, mas estamos buscando isso agora com o grupo de oração”, afirmou Carla, que, junto com o esposo, participa da Paróquia há 30 anos.

 E foi justamente a celebração do jubileu, iniciada há quatro anos, que espalhou a evangelização pelos bairros próximos à Paróquia. Segundo o Padre Aldo, peregrinações nas casas com a imagem de Nossa Senhora Aparecida em um pequeno oratório, a recitação do Terço com as famílias e as missões pelos bairros, especialmente antes das festas dos padroeiros das comunidades (matriz Nossa Senhora Aparecida, Sagrado Coração de Jesus, Cristo Ressuscitado, Divino Espírito Santo e a área de missão São Vicente de Paulo) têm acontecido. Além disso, pelo terceiro ano consecutivo, a Paróquia realizará uma intensa programação nas “24 horas para o Senhor”, iniciativa pedida a toda a Igreja pelo Papa Francisco e que este ano acontecerá nos dias 9 e 10 de março. 

Outro ponto destacado pelo Padre é a ampliação dos grupos da novena de Natal: “Usamos a estratégia em que cada líder, paroquiano frequentador assíduo, cria um grupo para reunião na sua casa ou nas proximidades. Assim, de dez, fomos para 52 grupos. Depois, fizemos uma grande celebração natalina com todos estes grupos”.

Apesar dos avanços, Padre Aldo disse à reportagem que permanecem os desafios de sair de uma estrutura pastoral de manutenção e de atrair mais jovens para a vida da Paróquia, com a preocupação de que no bairro a juventude ainda está muito vulnerável ao vício das drogas. 

 

PARÓQUIA REUNIDA EM TORNO DE CRISTO

O Cardeal Scherer, na homilia da missa, destacou que, neste tempo de Quaresma, todos são chamados à conversão para que se voltem a Cristo de todo o coração, especialmente a partir da comunidade paroquial. “Jesus nos chama, nos reúne e nos conduz ao Pai. É bom lembrar disto: Paróquia Nossa Senhora Aparecida e cada uma das comunidades: fiquem firmes, unidos em torno de Jesus Cristo, pois Ele é o verdadeiro templo de Deus no meio de nós”, afirmou. 

O Arcebispo Metropolitano também ressaltou que os cristãos devem seguir os 10 Mandamentos e que cada paróquia tem um papel fundamental para a transmissão da fé, de geração em geração, a partir do testemunho que dá de seguimento à vida cristã. 

A celebração solene do jubileu paroquial foi concluída com um momento de ação de graças a Maria, conduzido por jovens paroquianos. Logo após a missa, Dom Odilo abençoou e inaugurou um monumento a Nossa Senhora Aparecida, em frente à igreja-matriz, para demarcar os 50 anos da Paróquia. 

 

PARÓQUIA NOSSA SENHORA APARECIDA

(Rua Luciano D’amore, 47, Vila Souza)
Missas na igreja-matriz: quarta-feira (20h), sábado (8h – celebração devocional a Nossa Senhora), e domingo (7h30, 10h30 e 18h).
 

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Diocese de Santo Amaro alerta sobre falsa paróquia

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15 de dezembro de 2017

O Bispado da Diocese de Santo Amaro, do Regional Sul 1 da CNBB (São Paulo), emitiu recentemente uma nota de esclarecimento sobre a Paróquia das Santas Missões, situada na avenida João Dias, 969, no bairro de Santo Amaro, na cidade de São Paulo (SP).

Segundo a Diocese, a referida paróquia “não tem nenhuma ligação com a Igreja Católica Apostólica Romana e, consequentemente, também não tem ligação com a Renovação Carismática Católica – RCC”.

Além disso, a Diocese alerta que o Padre João Ricardo Padavani, que atua na referida paróquia, “não é padre da Igreja Católica Apostólica Romana”.

LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA

 

 

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Paróquia Santa Bernadette testemunha a fecundidade da Igreja na cidade

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07 de novembro de 2017

A Paróquia Santa Bernadette, na Vila IVG, zona Leste de São Paulo, promoveu uma série de inciativas para celebrar os 60 anos de criação, completados na segunda-feira, 30 de outubro. O ponto alto das festividades foi a missa solene presidida por Dom Luiz Carlos Dias, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Belém, no domingo, 29, na Escola Joaquim Braga de Paula.  

Criada em 30 de outubro de 1957 pelo Cardeal Carlos Carmelo de Vasconcellos Motta, então Arcebispo de São Paulo, essa Paróquia cresceu praticamente junto com o bairro localizado entre a Vila Industrial e o Parque São Lucas. 

Pároco há sete anos, o Padre José Antonio Tejada definiu a Paróquia, ao O SÃO PAULO , como uma comunidade muito viva e fecunda, caracterizada pela presença das famílias e dos jovens. Desde 1978, a Paróquia conta com a marcante presença do Caminho Neocatecumenal que atraiu inúmeras famílias. “Com o processo de iniciação cristã permanente, própria do movimento, começaram a surgir os frutos de casais abertos à vida e famílias verdadeiramente missionárias”, destacou Padre José Antonio, mencionando, ainda, as muitas vocações. “Atualmente, temos 11 padres ‘filhos da Paróquia’ e nove seminaristas em diferentes seminários”. Além dos consagrados, há na Paróquia famílias missionárias. “Hoje nós temos um casal missionário em Palmas (TO) e outro na China”, contou. 

 

Juventude

A presença significativa de jovens na Paróquia estimulou a criação, há quatro anos, da Pastoral do Pós-Crisma, com grupos que se reúnem semanalmente para o aprofundamento da formação cristã e partilha de experiências. São aproximadamente 130 jovens em 17 grupos, acompanhados por casais chamados de “padrinhos”, que recebem os jovens em suas casas. 

A presença dos jovens se deve especialmente à participação das famílias na vida eclesial. “Muitos cresceram acompanhando seus pais e hoje continham a sua caminhada na Igreja. E aqueles que não vêm por causa dos pais, vêm por causa dos amigos e depois acabam trazendo seus pais. Há muitos pais que estão hoje na Paróquia, porque os filhos os trouxeram”, destacou Padre Túlio.

Em relação aos jovens, é uma tradição da Paróquia participar das jornadas mundiais da juventude. Para isso, há uma mobilização de toda a comunidade com a promoção de eventos e iniciativas para arrecadar fundos para a viagem dos jovens. Os paroquianos correspondem bastante. Na última jornada, em Cracóvia, na Polônia, em 2016, a Paróquia enviou 54 jovens. 

 

Família de Famílias

A Vila IVG é um bairro que tem sua origem nas muitas famílias que migraram do Nordeste ou do interior de São Paulo para a Capital Paulista. Bastante residencial e com poucos prédios, até hoje as relações de parentesco entre os moradores são muito marcantes, o que faz da comunidade eclesial uma família de famílias.

Esse clima familiar também reflete no espírito solidário da Paróquia. “Quando alguém adoece, vemos uma mobilização das pessoas, seja pelas orações ou pelas ajudas prestadas”, relatou Padre José Antonio. “Aqui há muitas pessoas em condições de vida mais precárias e há uma solidariedade muito forte entre os moradores. Nós montamos e distribuímos uma média de 30 cestas básicas por mês. Nem todas as pessoas que recebem esse auxílio são membros ativos da comunidade paroquial, mas veem na Paróquia uma referência e socorro em suas necessidades”, acrescentou. 

 

Grupos de rua

Outra realidade pastoral marcante na Paróquia há décadas é a dos grupos de rua, expressão concreta da “comunidade de comunidades”, ressaltada no Documento de Aparecida. Esses grupos se reúnem semanalmente para celebrarem em torno da Palavra de Deus. O Pároco salientou que o desafio atual em relação a esses grupos é conscientizar as novas gerações a continuarem o trabalho. “A maioria dos membros das famílias não tem conseguido manter os filhos como continuadores da tradição. Essa é uma realidade não só desta Paróquia, mas do Setor e da Região Episcopal”, disse.

 

Festividades

As comemorações do aniversário de 60 anos começaram em abril, com a realização de um festival de músicas, em que foram apresentadas 14 canções compostas por paroquianos sobre a história da Paróquia ou relacionadas à devoção à padroeira. Em maio, aconteceu um evento no qual foi apresentada a história da vida de Santa Bernadette Soubirous, testemunha das aparições de Nossa Senhora em Lourdes, na França. A pesquisa e apresentação foram feitas pelo Padre Túlio Felipe de Paiva, Vigário Paroquial. 

Além da tradicional festa junina, a programação dos 60 anos também contou com uma exposição histórica da Paróquia, durante o mês de julho. Em agosto, o destaque foi a Semana Nacional da Família, com a realização de palestras sobre o tema e presença de diversos bispos. Em setembro, os jovens apresentam um musical sobre a vida da padroeira. 

No sábado, 28 de outubro, foram lançados um CD comemorativo, com as canções apresentadas no festival de música, e um livro de poesias sobre os 60 anos da Paróquia, escritas por paroquianos ao longo do ano. Nessa mesma ocasião, foi inaugurado o novo sino da igreja. Devido a uma rachadura, o sino anterior ficou por 22 anos parado. Segundo o Pároco, a volta do toque do sino tem um grande significado para a presença da Igreja no bairro, uma vez que esse é um dos mais antigos sinais de convite ao povo para o encontro com o Senhor. 

 

Sínodo

Ao completar 60 anos, a comunidade da Paróquia Santa Benadette está animada para celebrar o primeiro sínodo arquidiocesano, convocado pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo. “Já formamos uma comissão paroquial para levar em frente os trabalhos e temos participado das reuniões promovidas pela Arquidiocese. Estamos acompanhando os passos e orientações da Arquidiocese. Estamos unidos à Igreja e aos nossos bispos”, garantiu o Padre José Antonio.
 

 

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Em missa, Cardeal dedica igreja e altar da Paróquia São Gabriel Arcanjo

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30 de outubro de 2017

Na entrada lateral da igreja-matriz da Paróquia São Gabriel Arcanjo, as velas acesas minutos antes da missa, colocadas logo abaixo das imagens do Menino Jesus de Praga, de Santo Antônio e de Nossa Senhora Aparecida, estão ao lado de uma Bíblia aberta, e convidam ao recolhimento e à oração. Aos poucos, os fiéis ocuparam os bancos da igreja que, durante a celebração eucarística, realizada no sábado, 21, às 18h, foi dedicada, com o seu altar, pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo. 

A missa presidida por Dom Odilo e concelebrada por outros sacerdotes, como o Cônego Sergio Conrado, Pároco, teve um caráter especial, com o rito próprio de dedicação da igreja e do altar. O altar, centro da igreja, que permaneceu sem toalha e demais objetos litúrgicos, só a partir de um determinado momento foi revestido, o que simboliza a preparação da mesa para uma grande festa, em que Cristo se dá como alimento para saciar a fome daqueles que O buscam.

 

Rito

Logo após a saudação inicial e a oração de bênção da água, realizada pelo presidente da celebração, o templo, o altar e os fiéis foram aspergidos e todos pediram a Deus a graça de “banhados em Cristo, serem novas criaturas”. 

Antes da proclamação da liturgia da Palavra, o Cardeal incensou o ambão, onde foi colocado o Lecionário, livro de onde são proclamados as leituras e o Evangelho durante cada celebração eucarística. 

Após a profissão de fé, toda a assembleia reunida rezou a Ladainha dos Santos. Na sequência, depositou-se sob o altar as relíquias dos santos. O gesto deriva da tradição cristã antiga dos fiéis que construíam igrejas sobre os túmulos dos santos e mártires para recordar assim o sacrifício de pessoas que, ao longo da história, ofereceram-se a Deus e a Ele dedicaram o tempo, as energias e suas próprias vidas. 

Com a unção do altar e das paredes da igreja, torna-se o altar símbolo de Cristo, que é o “Ungido” por excelência. Igualmente o gesto de incensação simboliza o sacrifício do Cristo e o desejo de que as preces de todos os fiéis subam a Deus e sejam por Ele escutadas. Por fim, antes da liturgia eucarística, acontece a iluminação do altar e da igreja. Nesse momento do rito, recorda-se a mesa da refeição e Cristo, que é luz para todos os povos. 

“O altar lembra a mesa da última ceia e, ao mesmo tempo, a cruz sobre a qual Cristo se ofereceu pela nossa redenção. É no altar que depositamos nossas oferendas, que são oferecidas junto ao sacrifício de Cristo. E, assim, Ele se oferece a nós como pão descido do céu, para que todo que Dele comer não pereça, mas tenha vida eterna”, explicou o Cardeal, enquanto o altar era revestido e devidamente ornamentado.
 

‘A Caminho da Jerusalém Celéste’

Na homilia, Dom Odilo salientou que “o rito de dedicação da igreja e do altar, nos lembra aquilo que somos nós, Igreja. Quando falamos Igreja, pensamos no templo, e esse é um modo de entender, mas a Igreja de Cristo é a comunidade dos batizados e também dos que não foram batizados ainda, mas procuram a Deus e, de alguma forma, estão ligados à Igreja, mesmo que não o estejam formalmente”. 

Ele explicou que “na segunda leitura, São Paulo diz à comunidade que ela não é mais estranha, estrangeira, mas parte da família de Deus, concidadã dos santos. E nós somos a Igreja a caminho da Jerusalém celeste, da cidade eterna. São Paulo continua dizendo que a comunidade está integrada ao edifício, que é a Igreja, a casa de Deus, que tem como fundamento os apóstolos”, continuou. 

“A Igreja é a comunidade convocada pela Palavra de Deus, que deseja ouvir o que o Senhor irá falar. A Palavra de Deus deve ressoar na Igreja, não só no templo, mas na comunidade dos fiéis; Igreja viva: casa de Deus que somos nós; Igreja: comunidade de irmãos; Igreja: povo de Deus a caminho da Jerusalém Celeste”, disse o Cardeal, que tem realizado a dedicação de paróquias e comunidades que, mesmo tendo sido criadas há muitas décadas, ainda não tinham celebrado os ritos próprios de dedicação.

 

Comunidade viva 

Criada em 13 de novembro de 1939, quando Dom José Gaspar d’Afonseca e Silva era Arcebispo de São Paulo, a Paróquia está localizada na avenida São Gabriel, 108, no Jardim Paulista, proveniente de um desmembramento das paróquias do Jardim América, Indianópolis e Santa Generosa. A conclusão das obras só aconteceu em 1940, quando o Monsenhor Humberto Manzini foi oficialmente nomeado Pároco. 

Desde 2016, o Pároco é o Cônego Sérgio Conrado, que concelebrou a missa de dedicação. À reportagem do O SÃO PAULO , o Cônego salientou que “a Paróquia é muito conhecida e querida pelo número de missas dominicais, oito no total, e o intenso atendimento às confissões: semanal e dominical. A população frequentadora, cerca de 5 mil pessoas por final de semana, além dos moradores do Jardim Paulista – o mais antigo dos Jardins – acolhe muitas pessoas de toda a cidade”. 

Além disso, há um núcleo comunitário, composto pelos moradores do Jardim Paulista, que acompanha o desenvolvimento da ação missionária da Igreja. 

 

Pastorais, grupos e projetos da Paróquia São Gabriel Arcanjo

-  Catequese infantil e de iniciação cristã de adolescentes e adultos;
- Oficinas e Oração e Vida;
-  Grupo de Oração São Gabriel Arcanjo;
- Pastoral da Música;
- Pastoral Vocacional;
-  Conferência de São Vicente de Paulo;
- Pastoral de Eventos;
-  Projeto Arcanjo Gabriel: Centro Social e assistência a idosos, pessoas carentes e cursos variados;
- Grupo de Jovens Rumo Certo;
- Grupo Coral;
-  Projeto Igreja Irmãs: ajuda financeira a diversas comunidades carentes e instituições eclesiais;
-  Terço dos Homens e da Misericórdia;
-  Tardes de Encontro: tricô e artesanato;
-  Grupo de Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão.

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Comunidade São Miguel Arcanjo é elevada a paróquia

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29 de julho de 2017

Com grande alegria, os fiéis da Comunidade São Miguel Arcanjo, na Região Episcopal Santana, ouviram os dois decretos, lidos no início da Celebração Eucarística, pelos quais foi elevada a paróquia e a nomeado como Pároco,  o Padre João Evangelista de Souza. 

A comunidade, construída há 33 anos, realiza um bonito trabalho de evangelização na Vila Prado.

A missa aconteceu no sábado, 29, e foi presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, e teve entre os concelebrantes Dom Sergio de Deus Borges, Bispo Auxiliar da Arquidicese na Região Santana.

Na homilia, Dom Odilo falou sobre o Padroeiro da Paróquia recém criada, São Miguel Arcanjo, aquele que dá força nos combates contra o mal e "ajuda a manter a Justiça de Deus". 

O Cardeal recordou, ainda, que, na Bíblia, Justiça de Deus está ligada à Santidade, "reconhecer Deus como Deus". 

 

Casa de Deus

Na homilia, o Cardeal explicou também o que significa ser paróquia. "Paróquia é casa de Deus no meio do povo. Ela é o templo, mas muito mais do que isso, é a comunidade, sinal de Deus neste bairro, na cidade, de Deus que mora no meio de Deus".

Dom Odilo falou sobre três missões da Paróquia, que são missão de toda a Igreja: o anúncio da Palavra de Deus, feita por meio de celebrações bem preparadas, da organização da Catequese e das missões populares; a celebração dos sacramentos, que promove o ministério da santificação; e o serviço pastoral.

Marta Maria Monteiro, 62, participa da comunidade há mais de 20 anos. "Sinto-me muito acolhida aqui e já recebi muitas graças nesta comunidade. Aqui estou em casa", disse ela.

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Arquidiocese irá preparar animadores paroquiais

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28 de julho de 2017

Para motivar a participação dos fiéis das paróquias e comunidade da Arquidiocese de São Paulo nas reflexões e trabalhos do sínodo arquidiocesano, em setembro será realizado um encontro de formação de animadores sinodais paroquiais.

Esse foi um dos assuntos tratados na segunda reunião da Comissão de Coordenação Geral do Sínodo Arquidiocesano, realizada nesta quinta-feira, 27, na Cúria Metropolitano.

Esses animadores sinodais serão aqueles que vão auxiliar os párocos durante os encontros que serão realizados em âmbito paroquial e terão a missão de animar e ajudar a coordenar os trabalhos do caminho sinodal nas bases, previsto para acontecer ao longo de 2018. “O animador sinodal é, portanto, o agente facilitador, mediador, para que a comunhão do caminhar juntos aconteça em todas as realidades da Igreja de São Paulo”, explicou o Padre José Arnaldo Juliano, um dos peritos convidados para assessoria teológica do Sínodo.

A formação será destinada a dois representantes de cada paróquia da Arquidiocese indicados pelos párocos e administradores paroquiais. O itinerário formativo está sendo preparado por um grupo de trabalho da Comissão de Coordenação Geral do Sínodo. Também estão sendo elaborados subsídios para a realização dos trabalhos do sínodo nas bases.

O Arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, destacou que uma vez preparados, esses animadores deverão, a partir do mês de outubro, realizar encontros nas paróquias para preparem os paroquianos para as atividades sinodais de 2018.

Na reunião da Comissão, também foram encaminhados o texto do regulamento do sínodo e dos materiais de divulgação e motivação do caminho sinodal.

Saiba mais sobre o sínodo arquidiocesano aqui.

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