Francisco reza pelos médicos e sacerdotes mortos na assistência aos doentes de coronavírus

Por
25 de março de 2020

Na Missa na Casa Santa Marta esta terça-feira, 24, o Papa rezou pelos profissionais da saúde e pelos sacerdotes que estão dando assistência aos doentes do coronavírus, colocando em risco a própria vida. Até hoje na Itália são 24 médicos mortos em sua atividade de assistência aos que foram atingidos pelo COVID-19. Quase cinco mil agentes de saúde foram contagiados. Cerca de 50 sacerdotes morreram por causa desta pandemia.  A seguir, as palavras do Santo Padre no início da celebração:

Recebi a notícia que nestes dias faleceram alguns médicos, sacerdotes, não sei se algum enfermeiro, mas se contagiaram, foram contaminados porque estavam a serviço dos doentes. Rezemos por eles, por suas famílias, e agradeço a Deus pelo exemplo de heroísmo que nos dão na assistência aos doentes.

Na homilia, Francisco, comentando o Evangelho (Jo 5,1-16) em que Jesus cura um doente à beira da piscina de Betesda, ressaltou a periculosidade de um pecado particular: a preguiça. A seguir, o texto da homilia traduzida pelo Vatican News:

A liturgia de hoje nos faz refletir sobre a água, a água como símbolo de salvação, porque é um meio de salvação, mas a água é também um meio de destruição: pensemos no Dilúvio... Mas nestas leituras, a água é para a salvação. Na primeira leitura, aquela água que traz a vida, que saneia as águas do mar, uma água nova que saneia. E no Evangelho, a piscina, aquela piscina à qual iam os doentes, repleta de água, para curar-se, porque se dizia que de vez em quando as águas se moviam, como se fosse um rio, porque um anjo descia do céu e as movia, e o primeiro, ou os primeiros, que se atiravam na água eram curados. E muitos – como diz Jesus – muitos doentes, “ficavam em grande número enfermos, cegos, coxos, paralíticos”, ali, esperando a cura, que a água se movesse. Ali se encontrava um homem que estava doente há 38 anos. 38 anos ali, esperando a cura. Este, leva a pensar, não? É um pouco demasiado... porque quem quer ser curado dá um jeito para ter alguém que o ajude, faz alguma coisa, é um pouco ágil, inclusive um pouco astuto... mas este, 38 anos ali, a ponto que não se sabe se é doente ou morto... Jesus, vendo-o deitado, e sabendo a realidade, que estava muito tempo ali, lhe diz: “Queres ficar curado?” E a resposta é interessante: não diz que sim, se lamenta. Da doença? Não. O doente responde: “Senhor, não tenho ninguém que me leve à piscina, quando a água é agitada. Quando estou chegando, outro entra na minha frente”. Um homem que sempre chega atrasado. Jesus lhe diz: “Levanta-te, toma o teu leito e anda”. No mesmo instante, aquele homem ficou curado.

A atitude deste homem leva-nos a pensar. Estava doente? Sim, talvez, tinha alguma paralisia, mas parece que pudesse caminhar um pouco. Mas estava doente no coração, estava doente na alma, estava doente de pessimismo, estava doente de tristeza, era doente de preguiça. Esta é a doença deste homem: “Sim, quero viver, mas...”, estava ali. Mas a resposta é: “Sim, quero ser curado!”? Não, é lamentar-se: “São os outros que chegam primeiro, sempre os outros”. A resposta à oferta de Jesus para curar é uma lamentação contra os outros. E assim, 38 anos lamentando-se dos outros. E não fazendo nada para curar-se.

Era um sábado: ouvimos o que os doutores da Lei fizeram. Mas a chave é o encontro com Jesus, depois. Encontrou-o no Templo e lhe disse: “Eis que estás curado. Não voltes a pecar, para que não te aconteça coisa pior”. Aquele homem estava em pecado, mas não estava ali porque tinha feito algo grave, não. O pecado de sobreviver e lamentar-se da vida dos outros: o pecado da tristeza que é a semente do diabo, daquela incapacidade de tomar uma decisão sobre a própria vida, mas sim, olhar a vida dos outros para lamentar-se. Não para criticá-los: para lamentar-se. “Eles chegam primeiro, eu sou vítima desta vida”: as lamentações, estas pessoas respiram lamentações.

Se fizermos uma comparação com o cego de nascença que ouvimos domingo passado: com quanta alegria, com quanta decisão reagiu à sua cura, e também com quanta decisão foi discutir com os doutores da Lei”. Este somente foi e informou: “sim, é este”, Ponto. Sem compromisso com a vida... Faz-me pensar em muitos de nós, em muitos cristãos que vivem este estado de preguiça, incapacidade de fazer alguma coisa, mas lamentando-se de tudo. E a preguiça é um veneno, é uma neblina que circunda a alma e não a deixa viver. E também, é uma droga porque se você experimenta mais vezes, acaba gostando. E você acaba se tornando um “triste-dependente”, um “preguiça-dependente”... É como o ar. E esse é um pecado bastante comum entre nós: a tristeza, a preguiça, não digo a melancolia, mas se aproxima.

E nós fará bem reler este capítulo 5º de João para ver como é esta doença na qual podemos cair. A água é para salvar-nos. “Mas eu não posso salvar-me” – “Por qual motivo?” – “Por que a culpa é dos outros”. E permaneço 38 anos ali... Jesus me curou: não se vê a reação dos outros que são curados, que tomam o leito e dançam, cantam, agradecem, contam ao mundo inteiro? Não: segue adiante. Os outros lhe dizem que não se deve fazer, diz: “Mas aquele que me curou me disse que sim”, e vai segue adiante. E depois, ao invés de ir até Jesus, agradecer-lhe e tudo, informa: “Foi aquele”. Uma vida cinzenta, mas cinzenta deste espírito mau que é a preguiça, a tristeza, a melancolia.

Pensemos na água, a água que é símbolo da nossa força, da nossa vida, a água que Jesus usou para regenerar-nos, o Batismo. E pensemos também em nós, se alguém de nós corre o perigo de deslizar nesta preguiça, neste pecado neutral: o pecado do neutro é este, nem branco nem preto, não se sabe o que é. E este é um pecado que o diabo pode usar para aniquilar a nossa vida espiritual e também a nossa vida de pessoas. Que o Senhor nos ajude a entender como este pecado é feio e maligno.

Por fim, o Santo Padre terminou a celebração com a adoração e a bênção eucarística, convidando a fazer a Comunhão espiritual. A seguir, a oração recitada pelo Papa:

Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós!

Comente

Por
23 de março de 2020

Comente

Papa concederá indulgência plenária a fiéis na sexta-feira, 27

Por
23 de março de 2020

Na próxima sexta-feira, 27, às 18h (14h no Brasil)o Papa Francisco presidirá um momento de oração no patamar da Praça São Pedro vazia, devido às medidas preventivas de combate à disseminação do novo coronavírus.

“Convido todos a participaram espiritualmente, através dos meios de comunicação. Ouviremos a Palavra de Deus, elevaremos a nossa súplica, adoraremos o Santíssimo Sacramento, com o qual, ao término, darei a benção urbi et orbi, à qual será unida a possibilidade de receber indulgência plenária”, afirmou o Papa, após a oração do Angelus deste domingo, 22.

A benção Urbi et Orbi, que, em latim, significa “à cidade de Roma e ao mundo” é tradicionalmente dada pelo Pontífice nos dias do Natal, da Páscoa e é a primeira bênção dada por um papa ao povo após sua eleição.

AOS ENFERMOS

Na sexta-feira, 20, a Penitenciária Apostólica publicou uma nota na qual informa que a Igreja Católica oferece a possibilidade de obtenção de indulgencia plenária aos fiéis enfermos pelo Covid-19, bem como para profissionais de saúde, familiares e todos aqueles que, de qualquer forma, mesmo em oração, cuidam deles.

A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida aos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, “como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos”, explica o Manual das Indulgências, da Penitenciária Apostólica.

Habitualmente, para receber a indulgência plenária, o fiel precisa ter se confessado recentemente, rezar nas intenções do Papa e fazer um ato de caridade. Contudo, a Penitenciária Apostólica deu orientações espicíficas para a obtenção da indulgência nesse período de emergência pandêmica. 

PAI-NOSSO

O Santo Padre também convidou todos os líderes de diferentes confissões cristãs a rezarem simultaneamente a oração do Pai-Nosso na quarta-feira, 25, ao meio-dia (8h no Brasil), pelo fim da pandemia.

“No dia em quem muitos cristãos recordam o anúncio da Encarnação do Verbo à Virgem Maria, que o Senhor possa ouvir a oração unânime de todos os seus discípulos que se preparam para celebrar a vitória de Cristo Ressuscitado”, disse o Papa, também após o Angelus do domingo. 

(Com informações de Vatican News e foto de Vatican Media)

 

Comente

Papa reza pelas famílias que não podem sair de casa com as crianças

Por
21 de março de 2020

Na missa da manhã desde sábado, 21, na capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, o Para Francisco recordou as famílias que não podem sair de casa neste período de emergência em decorrência da pandemia de coronavírus.

Como tem feito desde o dia 9, as celebrações matutinas do Pontífice estão sendo sem a presença de fiéis e transmitidas, aos vivo, pelas plataformas digitais, depois que as missas públicas foram suspensas em todo o território italiano e no Vaticano.

“Talvez o único horizonte que tenham é o balcão. E ali dentro, a família, com as crianças, os jovens, os pais: para que saibam encontrar o modo de comunicar bem, de construir relações de amor na família, e saibam vencer as angústias deste tempo juntos, em família. Peçamos a paz das famílias hoje, nesta crise, e pela criatividade”, manifestou o Papa.

COMO REZAR

Na homilia, o Santo Padre refletiu a partir das leituras do Livro do profeta Oseias (Os 6,1-6) e do Evangelho em que Jesus conta a parábola do fariseu e do publicano (Lc 18,9-14). Francisco exortou para a volta à oração, uma oração humilde, sem a presunção de quem se considera mais justo do que os outros.

“‘Apressemo-nos a conhecer o Senhor: a sua vinda é certa como a aurora’. A confiança no Senhor é segura: ‘Virá até nós como as primeiras chuvas, como as chuvas tardias que regam o solo’. E com essa esperança o povo começa o caminho para retornar ao Senhor. E uma das maneiras, dos modos de encontrar o Senhor é a oração. Rezemos ao Senhor, voltemos a Ele”, disse o Papa.

O Pontifice recordou que na parábola contada por Jesus há dois homens: “um é um presuntuoso que vai rezar, mas para dizer que ele é bom, como se dissesse a Deus: ‘Olhe, sou tão bom: se precisar de alguma coisa, me diga, eu resolvo o Seu problema’”. Já o outro homem, o publicano, se detém à distância do altar, “não ousava nem mesmo elevar os olhos para o céu” e batia a mão no peito dizendo: “Deus, tende piedade de mim pecador”.

“O Senhor nos ensina como rezar, como aproximar-nos, como devemos aproximar-nos do Senhor: com humildade... Rezar assim, nus, com o coração despido, sem cobrir, sem confiar nem mesmo naquilo que aprendi sobre o modo de rezar… Rezar, tu e eu, face a face, a alma nua. Isso é aquilo que o Senhor nos ensina”, afirmou Francisco.

COMUNHÃO ESPIRITUAL

Como fez na sexta-feira, 20, o Papa concluiu a missa com a adoração e benção do Santíssimo Sacramento, convidando os fiéis que a acompanharam a missa pelas plataformas digitais a rezarem uma oração de comunhão espiritual:

“Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós!”

(Com informações de Vatican News e foto de Vatican Media)

Comente

Papa reza pelos médicos e agentes de saúde que se dedicam aos pacientes com Covid-19

Por
20 de março de 2020

Na Missa da manhã desta sexta-feira, 20, na capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco dirigiu sua oração aos profissionais e agentes de saúde que estão dando o máximo de si para ajudar pacientes com coronavírus, especialmente nas áreas mais atingidas pelo Covid-19. Também rezou pelas autoridades.

“Ontem recebi uma mensagem de um sacerdote bergamasco, pedindo para rezar pelos médicos de Bérgamo, Treviglio, Bréscia, Cremona, que estão trabalhando no limite de suas forças; eles estão dando suas próprias vidas para ajudar os doentes, para salvar a vida dos outros. E também peçamos pelas autoridades; não é fácil para eles gerir esse momento, e muitas vezes sofrem com incompreensões. Médicos, funcionários de hospitais, voluntários da saúde ou as autoridades, neste momento são colunas que nos ajudam a seguir em frente e nos defendem nesta crise. Rezemos por eles”, afirmou o Pontífice.

RECONCILIAÇÃO

Na homilia da missa celebrada sem a presença de fiéis e transmitida ao vivo pela internet, o Santo Padre destacou a dificuldade dos cristãos para recorrerem ao sacramento da Reconciliação nesse período de restrição da circulação.

“Muitos me diriam hoje: ‘Mas padre, onde posso encontrar um sacerdote, um confessor, por que não podemos sair de casa? E eu quero fazer as pazes com o Senhor, eu quero que ele me abrace, que meu pai me abrace ... Como posso fazer se não encontro sacerdotes?’", destacou o Papa.

Francisco orientou os fiéis a buscarem o arrependimento sincero diante de Deus, em oração, reconhecendo seus pecados por meio de um ato de contrição perfeito, comprometendo-se a se confessarem sacramentalmente assim que possível. “Um Ato de Contrição bem feito, e assim nossa alma se tornará branca como a neve”, completou.

COMUNHÃO ESPIRITUAL

Ao fim da missa, houve um momento de adoração eucarística conduzido pelo Papa, seguido da benção com o Santíssimo Sacramento. Nessa ocasião, o Pontífice convidou os fiéis que acompanhavam a celebração de suas casas, a fazerem sua comunhão espiritual:

“Aos vossos pés, ó meu Jesus, me prostro e vos ofereço o arrependimento do meu coração contrito que mergulha no vosso e na Vossa santa presença. Eu vos adoro no Sacramento do vosso amor, desejo receber-vos na pobre morada que meu coração vos oferece. À espera da felicidade da comunhão sacramental, quero possuir-vos em Espírito. Vinde a mim, ó meu Jesus, que eu venha a vós. Que o vosso amor possa inflamar todo o meu ser, para a vida e para a morte. Creio em vós, espero em vós. Eu vos amo. Assim seja”, concluiu o Papa.

(Com informações de Vatican News e foto de Vatican Media)

Comente

Pais e educadores têm orientações para evitar doping de jovens esportistas

Por
15 de março de 2020

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) conta com uma ferramenta na educação e prevenção ao doping. Desde 2018, a área “Antidoping” funciona com o objetivo de prevenir essa grande ameaça ao esporte. Esse combate ficou ainda mais completo com o lançamento do “Guia de Pais e Educadores apoiando o Jogo Limpo”.

Elaborado com o apoio da área de desenvolvimento do COB e com recursos do programa Solidariedade Olímpica, do Comitê Olímpico Internacional (COI), o documento foi criado para ajudar pais e educadores a orientar os jovens atletas a viver num ambiente livre do doping.

“O papel dos pais, responsáveis e educadores que estão envolvidos no início da formação desses atletas é de reforçar esse comportamento ético e moral, além do espirito olímpico, a amizade, o respeito e a busca da excelência de uma forma natural, sem a utilização de métodos proibidos para alterar seus resultados”, disse, ao O SÃO PAULO, Christian Trajano, médico e gerente de Educação e Prevenção ao Doping do COB.

MATERIAL ACESSÍVEL

“Todas as pessoas terão essas informações antidoping de uma forma acessível e com uma linguagem adequada, com vídeos mostrando as etapas de controle ao doping, os cuidados que os atletas, pais e educadores precisam ter em relação ao uso de suplementos alimentares, bem como direito e deveres do atleta durante esse controle de doping”, disse Trajano.

O material foi feito de forma eletrônica parar ter um maior alcance e facilitar o acesso a informação e conta com uma seção com perguntas e respostas, que aprofundam diversos temas. Também é possível enviar perguntas por meio do “Fale Conosco”. Os visitantes também podem encontrar arquivos e formulários específicos para cada esporte, com lista de substâncias proibidas e diversas orientações.

“Nós temos uma ação direta nos jovens em desenvolvimento, mas também trabalhos juntos com os atletas que já estão preparados para participar de Jogos Olímpicos e representar o Brasil em competições internacionais. Nós temos esses dois lados, de reforçar os valores dos atletas profissionais e formar esses valores morais e éticos nos atletas em desenvolvimento”, reforçou o médico.

EDUCAÇÃO E PREVENÇÃO

Em 2019, a área “Antidoping” impactou diretamente cerca de duas mil pessoas. Foram realizadas palestras e seminários para as delegações que participaram de diversas competições, como os Jogos Sul-Americanos de Praia, em Rosário, na Argentina; os Jogos Pan-americanos de Lima, no Peru; e os Jogos Mundiais de Praia, em Doha, no Qatar.

Além disso, foram realizadas apresentações sobre o tema para jovens atletas de diversas modalidades, como vela, judô e vôlei, além de etapas regionais e nacionais dos Jogos Escolares da Juventude. Segundo Christian, esse contato direto com atletas, preparadores físicos, técnicos e treinadores tem sido importante no combate ao doping e tem tido resultados fantásticos.

“Nossa área tem a obrigação de trabalhar dentro do movimento olímpico, atuando na prevenção e educação dos atletas brasileiros. Nosso trabalho começa muito cedo, porque nós temos atletas despontando no cenário internacional e classificados para as Olímpiadas com 12 anos de idade. Portanto, nossas atividades têm um alcance bem maior do que somente a Seleção Olímpica do país”, reforçou Trajano.

Entre os propósitos também está a integração das ações de educação e prevenção de doping aos cursos de formação de treinadores do Instituto Olímpico Brasileiro, que trabalha com a formação de todos envolvidos no esporte olímpico nacional. Além da academia de treinadores, também é disponibilizado uma área de formação com cursos específicos para gestores esportivos de confederações.

O QUE VEM POR AI?

Outras importantes ações estão previstas para 2020, visando os Jogos Olímpicos de Tóquio, como uma palestra sobre o assunto para delegação que irá representar o Brasil. Além disso, segue em desenvolvimento uma plataforma de ensino à distância em parceria com universidades, que fará sugestão de conteúdos de acordo com a experiência de navegação do usuário.

No Brasil, a entidade que determina os testes de controle de doping, realiza a gestão dos resultados de uma análise positiva e encaminha o caso para julgamento na Justiça Antidopagem, é a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), que também contribui para esse trabalho de prevenção e educação do COB. As Federações internacionais de cada modalidade também tem seus planos de testes em atletas.

“Para Tóquio, o COI também terá um período antes dos jogos para testar esses atletas que poderão estar na olímpiada. Portanto, o combate ao doping é cuidado por diversas organizações. O COB tem o papel exclusivamente de educação e prevenção, essa parte de teste e monitoramento de análises laboratoriais é uma prerrogativa exclusiva da ABCD e da federações internacionais”, concluiu Trajano.

DAR O MELHOR DE SI

O documento “Dar o melhor de si”, lançado em junho de 2018, no Vaticano, pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, com o objetivo de apresentar um olhar da Igreja sobre os múltiplos aspectos que envolvem os esportes, alerta que “para combater o doping, físico e mecânico, e manter o fair play nas competições desportivas, não basta apelar à moral individual dos atletas”: as organizações desportivas devem se engajar para combater e motivar seus desportivas a não recorrerem ao doping.

“O doping amplifica uma série de complicadas problemáticas morais visto não corresponder aos valores de saúde e de jogo leal. Representa um exemplo claríssimo de como a mentalidade da ‘vitória a todo o custo’ corrompeu o desporto, levando-o à violação das suas regras constitutivas. Neste processo, a ‘estrutura do jogo’ decompôs-se, e os valores internos do desporto que dependem da aceitação das regras perderam-se”, diz o documento.

(Com informações de COB)

Comente

Papa doa 100 mil euros para Caritas Italiana

Por
13 de março de 2020

O Papa Francisco determinou, nesta quinta-feira,12, a doação de 100 mil euros para a Caritas Italiana para auxiliar os serviços essenciais prestados pela Igreja diante da situação vivida com a difusão do coronavírus no país.

A doação será feita por meio do Dicastério para o Desenvolvimento Humano e Integral e será destinada aos serviços prestados em favor dos pobres e mais vulneráveis, entre os quais, os refeitórios, centros de acolhimento, alojamentos e os centros de escuta, oferecidos diariamente pela Caritas local.  

O comunicado divulgado pelo Dicastério informa que o Pontífice expressa “proximidade espiritual” e “encorajamento paterno” às pessoas que sofrem pela atual epidemia e a todos aqueles que ajudam no cuidado aos doentes.

A contribuição do Dicastério, finaliza o comunicado, vem acompanhada da oração do Santo Padre pela “amada população italiana” e faz parte do empenho pelas igrejas locais que, através do trabalho das Caritas nacionais e diocesanas, “garantem ajuda e solidariedade em favor dos carentes”.

Até o momento, a Itália confirmou mais de 10 mil infectados e registrou 1.016 mortes.

ATIVIDADES DA SANTA SÉ

A epidemia de coronavírus e as restrições determinadas pelo governo italiano não interromperam as atividades ordinárias da Santa Sé e da Cidade do Vaticano. Os dicastérios e organismos permanecerão “abertos para garantir os serviços essenciais à Igreja, em coordenação com a Secretaria de Estado”, respeitando as normas de saúde e os “mecanismos de flexibilidade no trabalho”, informou a Sala de Imprensa da Santa Sé.

O Papa também tem mantido sua rotina de atividades diárias, contudo, sem a realização de eventos ou celebrações com a participação do público, devido às restrições civis. Todas as manhãs, o Pontífice preside a missa na capela da Casa Santa Marta, que, para expressar a proximidade com as pessoas impedidas de participar da Eucaristia, estão sendo transmitidas via internet. O Santo Padre também pediu aos sacerdotes que não deixem de levar a Eucaristia aos fiéis doentes.

RESTRIÇÕES

Por causa do bloqueio do acesso do público à Praça São Pedro, por parte da Polícia italiana, a Basílica de São Pedro permanece fechada. No entanto, todos os dias, até o próximo sábado, 14, o Vigário Geral do Papa para a Cidade do Vaticano, Cardeal Angelo Comastri, recita a oração do Angelus, seguida pelo Terço, ladainhas e a oração Salve Rainha, ao meio dia, com transmissão pela internet.

Em toda a Itália, as missas e liturgias públicas permanecem suspensas, em consequência das medidas do governo, que, na quarta-feira, 11, tonaram-se ainda mais restritivas. Por isso, a partir desta quinta-feira, todas as igrejas da Diocese de Roma permanecerão fechadas até 3 de abril. 

[ATUALIZAÇÃO] Na sexta-feira, 13, o Vigário da Diocese de Roma modificou a determinação e permanecerão fechadas apenas as igrejas não paroquiais da capital italiana. 

ORAÇÃO DO PAPA

A quarta-feira na Diocese de Roma foi dedicada ao jejum e oração pela Itália e pelo mundo. Em uma vídeo-mensagem, O Papa Francisco confiou a cidade de Roma, a Itália e o mundo à proteção da Mãe de Deus, como sinal de salvação e esperança nesses “dias de emergência de saúde”.

“Ajuda-nos, Mãe do Divino Amor, a nos conformarmos com a vontade do Pai e a fazer o que Jesus nos disser. Ele que tomou sobre si nossos sofrimentos e tomou sobre si nossas dores para nos levar, através da Cruz, à alegria da Ressurreição”, diz um trecho da oração recitada pelo Santo Padre.

(Com informações de Vatican News)

ASSISTA À VÍDEO-MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO: 

Comente

O SÃO PAULO recorda início do pontificado de Francisco

Por
12 de março de 2020

Nesta quinta-feira, 12, a série “#TBT O SÃO PAULO” recorda a edição número 2944 do semanário da Arquidiocese de São Paulo, publicada em 13 de março de 2013, data que marcou o início do Pontificado do Papa Francisco, eleito sucessor de Pedro às 15h07 daquele dia, após uma fumaça branca sair da chaminé da Capela Sistina, onde os cardeais estavam reunidos para escolher um novo Papa, após a renúncia de Bento XVI.

Muitos ficaram surpresos quando o argentino Jorge Mario Bergoglio, até então Arcebispo de Buenos Aires, apareceu sorridente na janela, já com o nome de ‘Francisco’. Ele abençoou a multidão que mesmo com frio de 9 graus celsius estava em vigília na Praça São Pedro, no Vaticano.  

Segundo o próprio Papa relatou o nome foi escolhido por influência do Arcebispo Emérito de São Paulo, Cardeal Cláudio Hummes, que disse a Bergoglio logo após a eleição ainda na Capela Sistina: “Não se esqueça dos pobres”.

REZEM POR MIM

Francisco, em seu primeiro ato de fala, surpreendeu a todos na praça, ao pedir “um favor”: “Peço-vos que rezem ao Senhor para que me abençoe, a oração do povo pedindo a bênção pelo seu bispo. Façamos em silêncio esta oração”, declarou, conseguindo calar a multidão que se encontrava em festa e rezou com o povo o Pai-Nosso e a Ave-Maria.

Após a oração, as feições do Papa se abriram e ele, já mais descontraído, brincou com os fiéis, dizendo: “Sabeis que o dever do Conclave era dar um Bispo a Roma: parece que os meus irmãos cardeais foram buscá-lo quase ao fim do mundo”. Então, Francisco deu a tradicional bênção papal Urbi et Orbi (à cidade e ao mundo).

“A Igreja recebeu um novo Sucessor de Pedro para conduzi-la nos caminhos do Evangelho e para animar todos os seus membros no testemunho da salvação de Deus, manifestada a toda a humanidade por meio de Jesus Cristo. Participei pela primeira vez de um Conclave e posso dizer que foi ocasião para uma experiência eclesial única e profunda! Pude perceber a sincera busca do melhor para a Igreja e sua missão. O Espírito Santo não dorme!”, disse o Cardeal Odilo Pedro Scherer na ocasião.

Comente

Contemplar e amar a Amazônia: o ‘sonho ecológico’ do Papa Francisco

Por
05 de março de 2020

Não basta somente “analisar” a Amazônia. É preciso também contemplá-la para poder amá-la. E, amando-a, é possível preservá-la. Essa é a essência do “sonho ecológico” do Papa Francisco, que ele apresenta no terceiro capítulo da Exortação Apostólica Pós-Sinodal Querida Amazônia (QA), fruto da Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos, realizada em outubro de 2019.

O Papa Francisco aplica à região amazônica uma noção já defendida na sua Encíclica Laudato si’, de 2015. Se Deus criou tudo o que existe, inclusive a estreita relação do ser humano com a natureza, cuidar da natureza é cuidar do ser humano. Abrir-se para uma “ecologia integral”, que protege tanto a vida humana quanto a Criação, é abrir-se para Deus.

“Libertar os demais de suas escravidões implica, certamente, cuidar do seu ambiente e defendê-lo, e, mais importante ainda, ajudar o coração do homem a se abrir com confiança àquele Deus que não só criou tudo o que existe, mas também nos deu a si mesmo em Jesus Cristo”, afirma o Papa Francisco. “O Senhor, que primeiro cuida de nós, ensina-nos a cuidar de nossos irmãos e do ambiente que a cada dia Ele nos presenteia” (QA 41).

Em Querida Amazônia, o Papa fala de quatro sonhos para a Amazônia: social, cultural, ecológico e eclesial. Nesta série com quatro análises, O SÃO PAULO apresenta chaves de leitura para essas categorias. Entenda, a seguir, alguns dos principais pontos do aspecto ecológico.

 

APRENDER A CONTEMPLAR
O Papa Francisco insiste que é necessário aprender com os povos nativos da Amazônia e incluí-los em qualquer projeto que se tenha para a região, também do ponto de vista ecológico. Afinal, a preservação da floresta e de suas riquezas só ocorre se acompanhada de uma autêntica admiração pelo que ela representa. 


“Aprendendo dos povos originários, podemos contemplar a Amazônia, e não só para analisá-la, para reconhecer esse mistério precioso que nos supera. Podemos amá-la, e não só utilizá-la, para que o amor desperte um interesse profundo e sincero”, afirma. “E mais, podemos nos sentir intimamente unidos a ela, e não só defendê-la, e, então, a Amazônia se tornará nossa como uma mãe. Porque o mundo não se contempla de fora, mas de dentro, reconhecendo os laços com que o Pai nos uniu a todos os seres” (QA 55).


Admirar a beleza da Amazônia e reconhecer que ela é um projeto de Deus pode levar a uma “conversão interior” que sustentará a defesa daquele ambiente sagrado. “Essa conversão interior é o que poderá nos permitir chorar pela Amazônia e gritar com ela diante do Senhor” (QA 56).

 

DOR DOS POBRES E DA TERRA
Por isso, estão unidos os gritos de sofrimento dos pobres e da terra na Amazônia – gritos que o Papa Francisco compara àqueles do povo judeu, quando rezava a Deus e clamava pelo fim da escravidão no Egito: “É um grito de escravidão e abandono, que clama por liberdade” (QA 52).


Se a Amazônia grita por sua sobrevivência, já não é mais possível adiar decisões importantes, como se nada fosse acontecer, diz o Papa. Anualmente, milhares de espécies de plantas e animais desaparecem, algumas das quais nem sequer conhecidas e catalogadas; a água está cada vez mais contaminada; as periferias das cidades crescem de forma desordenada; a floresta é desmatada sem critérios; as reservas naturais e terras indígenas são exploradas ilegalmente...


E o que tem a Igreja a ver com isso? “Deus Pai, que criou cada ser do universo com infinito amor, nos chama a ser seus instrumentos para escutar o grito da Amazônia. Se acudirmos a esse clamor angustiado, poderá manifestar-se que as criaturas da Amazônia não foram esquecidas pelo Pai do céu” (QA 57). A Amazônia é, portanto, um “lugar teológico, um espaço onde Deus mesmo se mostra e convoca seus filhos” (QA 57).

 

NÃO À INTECCRNACIONALIZAÇÃO
Querida Amazônia convoca toda a humanidade a amar a região amazônica, mas atribui aos mais poderosos uma responsabilidade maior, justamente porque controlam o poder econômico e político. 

Suas decisões e práticas têm impactos decisivos na preservação do ambiente natural e das culturas locais. Por isso, Francisco afirma que é preciso resistir a “vícios autodestrutivos”, como a ideia de que nada precisa ser feito.

Faltam regras claras, um “sistema normativo que inclua limites invioláveis e assegure a proteção dos ecossistemas, antes que as novas formas de poder derivadas do paradigma tecnoeconômico acabem arrasando não só a política, mas também a liberdade e a justiça” (QA 52).

Com a ajuda da ciência, o Papa reconhece o papel que a Amazônia tem no equilíbrio planetário e no controle das temperaturas. Ele defende que a Amazônia é um bem de toda a humanidade e suas riquezas naturais e culturais pertencem a toda a família humana.

Isso não quer dizer, entretanto, que a Amazônia deva ser internacionalizada. Pelo contrário: Francisco atribui aos governos nacionais e locais da região amazônica o dever de conservá-la e garantir os direitos dos povos. “A solução não está, então, em uma internacionalização da Amazônia, mas a responsabilidade dos governos nacionais torna-se mais grave”, declara. Iniciativas internacionais e da sociedade civil ajudam a sensibilizar a população, “para que cada governo cumpra o dever próprio e não delegável de preservar o meio ambiente e os recursos naturais do seu país, sem se vender a espúrios interesses locais ou internacionais” (QA 50).

 

RESISTIR AO INDIVIDUALISMO
O Papa também convida a todos a adotar um novo estilo de vida, mais respeitoso em relação ao meio ambiente. É preciso, ainda, educar as populações, inclusive na Amazônia, a novos hábitos ecológicos: “A grande ecologia sempre inclui um aspecto educativo, que provoca o desenvolvimento de novos hábitos nas pessoas e nos grupos humanos” (QA 58).


É possível integrar o conhecimento tecnológico existente com as práticas milenares dos indígenas, diz o Papa. “Para cuidar da Amazônia, é bom articular os saberes ancestrais com os conhecimentos técnicos contemporâneos, mas sempre procurando um manejo sustentável do território que ao mesmo tempo preserve o estilo de vida e os sistemas de valores dos habitantes” (QA 51). 


Superando o consumismo e o individualismo, e promovendo um estilo de vida “mais sereno, mais respeitador, menos ansioso, mais fraterno”, será possível dar mais um passo rumo à “ecologia integral” (QA 58).

Comente

Encontro sobre Pacto Educativo Global é adiado para outubro

Por
03 de março de 2020

O Pacto Educativo Global, encontro promovido pelo Papa Francisco para reacender o empenho para e com as jovens gerações, será realizado entre os dias 11 e 18 de outubro, em Roma. A adesão ao pacto será assinada em 15 de outubro. As datas foram divulgadas em comunicado da Congregação para a Educação Católica, que organiza o encontro, por meio da Sala de Imprensa da Santa Sé.

O evento mundial sobre o tema “Reconstruir o Pacto Educativo Global” estava anteriormente previsto para 14 de maio, com uma série de encontros complementares entre os dias 10 e 17, como a “Aldeia da Educação”, com as melhores experiências educativas internacionais, ilustradas por jovens estudantes provenientes do mundo inteiro. De fato, o Papa Francisco convidou todos os agentes e responsáveis do campo da educação e da pesquisa para se fazerem presentes.

A motivação para a mudança das datas está ligada às incertezas, em escala mundial, sobre a propagação do Covid-19. No comunicado da Congregação, a precaução para permitir uma maior e serena participação possível dos interessados.

ALIANÇA PESSOAL E COMUNITÁRIA

O Pacto Global não se limita às instituições escolásticas e universidades, mas, na convicção que o compromisso educativo deva ser compartilhado por todos, envolve os representantes das religiões, dos organismos internacionais e das diversas instituições humanitárias do mundo acadêmico, econômico, político e cultural. Nessa ótica, a ampla e variada participação desejada pelo Papa Francisco compreende não uma dimensão secundária ao Pacto Educativo, mas constitua a premissa e o propósito de tal aliança.

A Congregação para a Educação Católica continua trabalhando para esse encontro, segundo as intenções manifestadas pelo Papa Francisco: “procuramos juntos encontrar as soluções, iniciar os processos de transformação sem medo e olhar o futuro com esperança. Convido cada um a ser protagonista dessa aliança, assumindo um compromisso pessoal e comunitário para cultivar juntos o sonho de um humanismo solidário, respondendo às expectativas do homem e ao projeto de Deus”.

LEIA TAMBÉM: 

Igreja no Brasil lança ações voltadas ao Pacto Educativo Global

Comente

Páginas

Para pesquisar, digite abaixo e tecle enter.