Padre Donizetti de Lima é beatificado em Tambaú (SP)

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28 de novembro de 2019

Milhares de fiéis e devotos enfrentaram o sol e o calor intenso de Tambaú (SP) para acompanhar a missa e o rito de beatificação do Padre Donizetti Tavares de Lima, no sábado, 23, com a presença do representante do Papa Francisco, o Cardeal Giovanni Angelo Becciu, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos.
Desde a publicação do decreto da beatificação de Padre Donizetti, em 6 de abril de 2019, devotos iniciaram uma verdadeira peregrinação ao Santuário Nossa Senhora Aparecida, de Tambaú. O local foi construído graças a um sonho do Beato, concretizado somente após o seu falecimento, em 16 de junho de 1961. Hoje, o Santuário abriga seu túmulo e uma nova capela. 
“Padre Donizetti foi fiel a Deus, devoto da Eucaristia, e se ocupava da juventude. Ele dava um grande amor aos menos favorecidos, e, ao mesmo tempo, tinha o carisma de sentir a presença de Deus e manifestá-la. Todos os santos são iguais, porque todos amaram a Deus e a seus irmãos com todo o coração e, no fim, é a máxima do Evangelho: ‘Ama a Deus e ama os irmãos com todo o teu coração’”, declarou o Cardeal Becciu. 
Conheça mais detalhes sobre a vida do Beato em : http://www.osaopaulo.org.br/noticias/padre-donizetti-o-beato-que-colocou-sua-vida-a-servico-do-povo

(Com informações de Santuário Nossa Senhora Aparecida de Tambaú)

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Padre Donizetti: o Beato que colocou sua vida a serviço do povo

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23 de novembro de 2019

O Padre Donizetti Tavares de Lima exerceu o seu sacerdócio sempre à disposição dos pobres, dos marginalizados, dos doentes e do povo. Desde sua ordenação sacerdotal, vivia sob um voto de pobreza, e a única coisa que dizia possuir eram livros. Sua fama de santidade leva até hoje milhares de pessoas ao Santuário Nossa Senhora Aparecida, em Tambaú (SP), onde se encontram seus restos mortais.
Suas obras continuam sendo testemunhas de seu zelo social, dentre as quais o Asilo São Vicente de Paulo e a Associação de Proteção à Maternidade e Infância de Tambaú. Criou, também, a Congregação Mariana, a Irmandade das Filhas de Maria e o Círculo Operário Tambauense.
No sábado, 23, a cidade do interior de São Paulo estará em festa para a cerimônia de beatificação do Padre Donizetti. Cerca de 80 mil pessoas são esperadas para a missa, que será presidida pelo representante do Papa Francisco, o Cardeal Giovanni Angelo Becciu, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. 

BIOGRAFIA E VIDA 
Donizetti Tavares de Lima nasceu em Cássia (MG), em 3 de janeiro de 1882. De uma família de 16 irmãos, era filho do advogado Tristão Tavares de Lima e da professora Francisca Cândida Tavares de Lima.
Estudou nas cidades paulistas de Franca e Sorocaba, e no Seminário Episcopal de São Paulo, onde exerceu a função de organista e professor de Música. Aos 21 anos, já tinha tomado a decisão pelo sacerdócio e matriculou-se no curso de Filosofia do Seminário de São Paulo. Completou seus estudos eclesiásticos em Pouso Alegre (MG), local em que se tornou sacerdote em 12 de julho de 1908.  
Exerceu seu ministério sacerdotal em Campanha (MG), Jaguariúna (SP) e Vargem Grande do Sul (SP), chegando a Tambaú em 12 de junho de 1926. Assim que assumiu a Paróquia, Padre Donizetti encomendou a réplica da imagem de Nossa Senhora Aparecida para colocar na igreja matriz de Santo Antônio. Em 1929, um incêndio destruiu completamente a igreja.
Apenas a imagem da Padroeira do Brasil foi retirada do incêndio pelo Padre Donizetti. Diante do fato, o Sacerdote prometeu construir um santuário para a Virgem Santíssima. Seu desejo, porém, só foi concretizado após sua morte. O Sacerdote permaneceu em Tambaú por 35 anos e faleceu aos 79 anos, em 16 de junho de 1961.

BEATIFICAÇÃO
O processo de beatificação iniciou-se no ano de 1992 e, em 2009, com o encerramento da fase diocesana, os autos foram encaminhados para Roma. No dia 6 de abril de 2019, o Papa Francisco autorizou a Congregação a promulgar o decreto, que reconheceu o milagre atribuído à intercessão do Venerável Servo de Deus Padre Donizetti Tavares de Lima, abrindo as portas para a sua beatificação.
Dessa forma, a Santa Igreja atribuiu o título de Beato ao Padre Donizetti, autorizando sua veneração pública, ainda que limitada a lugares específicos, o que deve ser considerado um passo importante em vista da continuidade do processo de canonização, quando a veneração se torna universal, isto é, para toda a Igreja.
O decreto foi promulgado após o reconhecimento do milagre em favor do menino Bruno Henrique de Oliveira. A cura milagrosa ocorreu na cidade Casa Branca (SP), quando Margarete Rosilene Arruda de Oliveira, mãe de Bruno pediu a intercessão de Padre Donizetti.

INTERCESSÃO PODEROSA
Bruno nasceu em 2006 apresentando “pé torto congênito”. Certa noite, a mãe colocou o filho sobre uma mesa e tentou desentortar seus pezinhos. Então, começou a chorar e a pedir a intercessão do Padre Donizetti: 
“Por favor, Santo Padre Donizetti, tende piedade desta vossa filha que vos clama, ajudai-me: curai o meu filho, curai os pés dele. Sei que terei um caminho difícil pela frente com esse tratamento. Intercedei por mim a Nossa Senhora Aparecida, sei que Ela não negará um pedido do senhor, Padre, pois Ela vos ama muito. Pedi a Ela, por favor, que interceda ao filho Jesus, tal qual nas bodas de Caná”.
Também prometeu levar os sapatinhos de Bruno à casa de Padre Donizetti, em Tambaú, “para que dê o testemunho do seu poder diante de Nossa Senhora e Jesus, para que outros que sofrem possam também pedir ajuda a vós”. “Obrigada, essa é minha vontade, mas que seja feita a vontade de Deus sobre todas as vontades”, concluiu a mãe em sua oração.

O MILAGRE
No dia seguinte, ao acordar, a mãe colocou novamente o menino de pé sobre a mesa e ele “pisou com os pés retos e as solas dos pés tocavam a mesa”. No dia da consulta com o ortopedista, ela levou os raios-X e o laudo e, após examinar os pés de Bruno, o médico exclamou que ocorrera um milagre e Deus havia curado a criança, que não tinha “nada nos pés”.
Com o tempo, as pernas do menino continuavam arqueadas, e Margarete “agradecia e pensava que as pernas continuavam assim, para dar testemunho do milagre que havia acontecido”. Em 2010, a mãe visitou Tambaú e levou os sapatinhos de Bruno, os quais lá deixou juntamente com o laudo sobre a cama de Padre Donizetti.

(Com informações de Vatican News, Diocese de São João da Boa Vista e Santuário Nossa Senhora Aparecida)

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Padre Donizetti Tavares será beatificado

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12 de abril de 2019

Em audiência com o Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Becciu, no sábado, 6, o Papa Francisco reconheceu um milagre por intercessão do Venerável Servo de Deus Padre Donizetti Tavares de Lima.

Assim, o sacerdote brasileiro nascido em Cássia (MG), em 3 de janeiro de 1882, e morto em 16 de junho de 1961, em Tambaú (SP), será beatificado em data que ainda será anunciada.

Em Tambaú, Padre Donizetti iniciou diversas obras de caridade, entre as quais o Asilo São Vicente de Paulo e a Associação de Proteção à Maternidade e Infância de Tambaú. Criou, também, a Congregação Mariana, a Irmandade das Filhas de Maria e o Círculo Operário Tambauense.

Na mesma ocasião, o Papa Francisco reconheceu as virtudes heroicas do Servo de Deus Nelson Santana, que se torna Venerável. Leigo, brasileiro de Ibitinga (SP), Nelson nasceu em 31 de julho de 1955 e morreu em Araraquara (SP), em 24 de dezembro de 1964, vigília de Natal. Nelsinho, como era conhecido, era um garoto que tinha câncer no braço. Na infância, ele sofreu uma queda, provocando um ferimento no ombro esquerdo que começou a se complicar. Seu braço esquerdo foi amputado. Dos 7 aos 9 anos, praticamente morou no hospital e fez lá a sua primeira Comunhão. Ele mesmo anunciou a própria morte previamente.

O Santo Padre também reconheceu as virtudes heroicas do Servo de Deus Frei Damião de Bozzano, sacerdote professo da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Ele, agora, torna-se Venerável. O frade capuchinho nasceu em Bozzano, na Itália, em 5 de novembro de 1898, e morreu em Recife (PE), em 31 de maio de 1997.

Frei Damião chegou ao Brasil em 1931 e radicou-se em Recife. Dedicouse às populações mais pobres do País e às Santas Missões durante os seus 66 anos de vida religiosa. 

(Com informações da rádio Vaticano)
 

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