Eternizar o ‘lugar onde vivo’ com histórias escritas dentro da escola

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13 de abril de 2019

Com o objetivo de contribuir com a melhoria do ensino e aprendizagem da leitura e da escrita nas escolas públicas, de gerar uma reflexão sobre esses aspectos, a partir das vivências pessoais dos alunos, contemplando teoria e prática, é que a Olimpíada de Língua Portuguesa promove, há seis edições, atividades para a formação de professores de Língua Portuguesa e a realização do concurso que conta com participação de estudantes e docentes.

INÍCIO

A história do concurso entre escolas públicas vai ao encontro da criação do Programa Escrevendo o Futuro - uma iniciativa do Itaú Social, com coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC) e com a parceria do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (CONSED), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME) e o Canal Futura - criado para apoiar a formação de professores de Língua Portuguesa e aprimorar o trabalho com leitura e escrita.

Em 2008, o programa estabeleceu uma parceria com Ministério da Educação (MEC) para a realização de um concurso de produção de textos, o que hoje é conhecida como a Olimpíada de Língua Portuguesa, que envolve professores e estudantes do 5º ano do Ensino do Ensino Médio das escolas públicas de todo o País.

Maria Aparecida Laginestra, Coordenadora da Olimpíada de Língua Portuguesa pelo CENPEC, explicou que “os textos são produzidos a partir de oficinas e atividades realizadas em sala de aula, segundo uma metodologia para o ensino de Língua Portuguesa oferecidas pelo Programa”.

IMPORTÂNCIA PARA A ESCOLA E PARA A VIDA

A metodologia adotada aborda conteúdos didáticos previstos no ensino de Língua Portuguesa, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular.

Para os professores, é oferecida a oportunidade de complementar sua formação, participando dos diversos cursos a distância e utilizando as publicações e recursos didáticos oferecidos pelo Portal Escrevendo o Futuro para perfeiçoar sua prática docente. Para os alunos, é a chance de aprimorar e aprender novas habilidades leitura e escrita em diversos gêneros textuais.

Além disso, estudantes e professores que chegam à fase semifinal do concurso viajam juntos para uma capital do País, onde participam de atividades culturais e de formação.

ETAPAS

Dividida em duas etapas, os anos com finais ímpares são destinados à capacitação dos profissionais que conduziram os alunos nas atividades, que ocorrem no ano seguinte. Para que a inscrição no concurso seja efetivada, é preciso que antes as respectivas secretarias de educação façam a adesão das escolas cadastradas.

Após isso, iniciam-se as oficinas em sala de aula, de acordo com os anos escolares e gêneros textuais envolvidos no concurso: Poema, para os 5º anos do Ensino Fundamental; Memórias Literárias para os 6º e 7º anos do Ensino Fundamental; Crônica, para os 8º e 9º ano do Ensino Fundamental; Documentário, para os 1º e 2º ano do Ensino Médio; e Artigo de Opinião, para os 3º anos do Ensino Médio.

As produções serão avaliadas de acordo com os critérios estabelecidos no material didático orientador e no regulamento da Olimpíada, nas etapas escolares, municipais, estaduais e regionais, até a nacional.

‘O LUGAR ONDE VIVO’

Em todas as suas edições, a Olímpiada pretende por meio de seu tema central “O lugar onde vivo” valorizar a interação de crianças, adolescentes e jovens e professores com seus territórios e comunidades, transformando essas perspectivas em frases, versos e histórias, que quando escritas são eternizadas.

Aos 15 anos, Ana Heloisa Coelho ganhou, em 2016, a medalha de ouro na categoria crônica ao escrever: “O palhaço e o menino”. Ana era aluna do 1º ano do Ensino Médio da ETEC Fernando Febeliano da Costa, em Piracicaba (SP) quando decidiu contar a história dos artistas de rua de sua cidade.

A inspiração para escrevê-la veio enquanto aguardava sua mãe dentro de um carro no centro de Piracicaba, e viu um palhaço -, curiosamente, no mesmo momento a estudante ouvia uma música do grupo musical Teatro Mágico, que falava sobre um palhaço pintado de piada. O fato fez com que ela decidisse expressar a vida no trânsito e o valor que os artistas de rua deveriam receber. Em seu texto, uma criança não oferece dinheiro como pagamento pelo trabalho, mas sim uma flor, simbolizando a gratidão.

UMA EXPERIÊNCIA ÚNICA

Ana Heloisa esteve em Porto Alegre (RS) para uma das etapas do programa: “Nós conhecemos uma cidade nova, aprendemos uma nova forma de enxergar o mundo escrevendo uma crônica”, expressou.

Seu sentimento com as diferentes realidades mudou com a ida ao Rio Grande do Sul. Lá, teve contato com alunos que não tinham ao menos roupas para viajar e que foram ajudados pela mobilização de suas respectivas cidades. A espera de dias melhores por meio da educação demostrada por esses estudantes também lhe motivou.

Para a jovem, a Olímpiada tem o significado de oportunidade. Após ganhar o concurso, Ana Heloisa recebeu uma bolsa de estudos no Colégio Luiz de Queiroz.

NOVIDADES EM 2019

A Coordenadora da Olímpiada contou que a partir deste ano, a Olimpíada celebrará um escritor ou escritora que apadrinhará a edição. A primeira homenageada é a mineira Conceição Evaristo.

Outra novidade é a inclusão do gênero “Documentário” para estudantes do 1º e 2º ano do Ensino Médio, já como uma adequação às habilidades e competências colocadas pela Base Nacional Comum Curricular.

Por fim, professores e estudantes finalistas serão premiados com medalha, leitor de livros digital e assinatura de livros digitais, e a escola receberá uma placa de homenagem.

Os ganhadores serão premiados com medalha e uma semana de imersão pedagógica internacional, e estudantes vencedores ganham medalha e viagem cultural para uma cidade brasileira. As escolas vencedoras recebem placa de homenagem e acervo para a biblioteca escolar, definido pela organização do concurso.

As inscrições para a 6ª edição das Olímpiadas seguem até o próximo dia 30, e devem ser realizadas no Portal Escrevendo o Futuro.

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Mutirão do Emprego oferece mais de 6 mil vagas em São Paulo

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26 de março de 2019

Pelo menos seis mil pessoas estão hoje (26) em uma fila por vagas de emprego no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo. Os postos de trabalho são oferecidos no Mutirão do Emprego, organizado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho e o Sindicato dos Comerciários.

As vagas abrangem os segmentos de telemarketing, operador de caixa, atendente e vendedor de loja.

Segundo informações da prefeitura, a ação faz parte de uma parceria firmada entre prefeitura e sindicato. No primeiro dia do mutirão serão distribuídas as senhas para os quatro dias.

O atendimento será feito até sexta-feira (29), no prédio do Sindicato dos Comerciários, na Rua Formosa, 99, das 8h às 17h. Para se candidatar a uma vaga de emprego basta levar carteira de identidade, Cadastro de Pessoa Física (CPF), carteira de trabalho e currículo impresso.

“Essa união tem um único objetivo: oferecer à população uma oportunidade de reconquistar sua posição no mercado de trabalho. Com a diversidade de vagas oferecidas, os interessados podem se candidatar a uma oportunidade em que já têm experiência ou até mesmo para uma nova área de atuação”, disse a secretária de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Aline Cardoso.

VAGAS

Para a prefeitura, os cargos com mais oportunidades são telemarketing e operador de caixa (mais de mil vagas para cada). Há ainda pontos de trabalho para pessoas com deficiência, que podem se candidatar para empacotador, balconista, repositor e jovem aprendiz. Muitas vagas de emprego têm como requisitos mínimos ensino fundamental completo e idade acima de 16 anos.

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Bibliotecas Municipais recebem óculos que transformam textos em áudio

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27 de junho de 2018

A Prefeitura de São Paulo adquiriu 15 unidades do aparelho OrCam MyEye, uma espécie de óculos que escaneia e transforma instantaneamente textos em áudio. O prefeito Bruno Covas participou nesta terça-feira (26) da entrega da primeira unidade na Biblioteca Paulo Sérgio Duarte Milliet, no bairro da Água Rasa, na Zona Leste da cidade.

“A estimativa é que tenha na cidade de São Paulo até 1 milhão de pessoas com algum tipo de deficiência visual. Todas elas poderão ser beneficiadas por esse programa. Com esses óculos, elas poderão pegar qualquer livro da estante e ter acesso a esta obra, sem depender de livros traduzidos em braile ou áudiolivros. A gente espera com esta iniciativa democratizar o acesso às bibliotecas municipais na cidade de São Paulo”, afirmou o prefeito.

Inicialmente, 12 bibliotecas receberão o equipamento, permitindo que usuários com algum tipo de deficiência visual, com déficit de atenção e dislexia tenham acesso a todos os livros do acervo das unidades. “Esta é uma iniciativa muito importante para propiciar o acesso à leitura às pessoas com deficiência visual. Foi uma experiência muito boa, é um aparelho bacana mesmo, que me dá autonomia para poder ler os livros em tinta, que a gente não conseguia ter esse acesso”, disse o jornalista Gustavo Torniero, deficiente visual.

Nesta fase de teste, os óculos serão distribuídos nas bibliotecas Mário de Andrade (Centro), Centro Cultural São Paulo (Zona Sul), Affonso Taunay (Zona Leste), Alceu A. Lima (Zona Oeste), Álvares de Azevedo (Zona Norte), Brito Broca (Zona Norte), Hans Christian Andersen (Zona Leste), Monteiro Lobato (Centro), Mário Schenberg (Zona Oeste), Paulo Duarte (Zona Sul), Paulo Sérgio Millet (Zona Leste) e Viriato Corrêa (Zona Sul).

A expectativa é que até o final de 2020, todas as 54 bibliotecas municipais tenham, pelo menos, um par de óculos, fazendo com que todos os livros do acervo municipal fiquem à disposição do leitor com deficiência visual, e não somente o acervo em Braille e áudiolivros. “A cidade de São Paulo precisa ser para todos, não dá para ter uma biblioteca que só uma parte da população possa usar”, disse Covas.

“Nós temos mais de 5 milhões de exemplares nas nossas bibliotecas. Com esse aparelho, todos passarão a ser acessíveis à população com deficiência visual e às pessoas que não conseguem ler livros, mas que poderão utilizar este serviço nas bibliotecas. Isso é estimular a leitura, com autonomia e liberdade”, disse o secretário municipal de Cultura, André Sturm.

A iniciativa faz parte do programa Biblioteca Viva, lançado no ano passado com o objetivo de incentivar a leitura. Com o aparelho, as pessoas com deficiência visual poderão buscar nas próprias estantes das bibliotecas o livro que desejar, garantindo também mais autonomia de cada um.

“É uma iniciativa fantástica. Investimento em tecnologia assistiva como essa é fundamental. Irá atender uma demanda crescente, já que a população com deficiência está cada vez mais na rua, nos espaços públicos”, afirmou o secretário municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Cid Torquato.

Desenvolvido pela “Mais Autonomia Tecnologia Assistiva”, o equipamento pode ser aplicado não só em livros, mas também jornais, revistas, placas de rua, cardápios de restaurantes, nomes de lojas, mensagens do celular, placas de sinalização e folhetos. Trata-se de uma pequena câmera inteligente que, acoplada nas hastes de qualquer par de óculos, escaneia e lê instantaneamente textos em português e inglês, em qualquer superfície, reconhecendo também produtos, código de barras, cores, cédulas de dinheiro e até mesmo rostos que estiverem cadastrados previamente, tudo em tempo real.

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