‘A Igreja na África não é do futuro, é já do presente’

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22 de agosto de 2019

Foram mais de oito anos de missão em Moçambique, no continente africano, até que, em 2013, Dom Luís Fernando Lisboa fosse nomeado pelo Papa Francisco como Bispo da Diocese de Pemba, no norte do país africano.


Na última semana, o Bispo brasileiro recebeu em Pemba a visita missionária do Arcebispo Metropolitano de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, acompanhado de uma comitiva do Regional Sul 1 da CNBB. O País já aguarda a chegada do Papa Francisco, que, na primeira etapa de sua 31ª viagem apostólica, visitará Moçambique entre os dias 4 e 6 de setembro, antes de ir a Madagascar e Maurício, também no continente africano. Em terras moçambicanas, o Pontífice ficará na Capital, Maputo, onde estão previstos os encontros com as autoridades, os jovens e membros da Igreja local. 
Em entrevista ao jornal O SÃO PAULO e à rádio 9 de Julho, Dom Luís Fernando fala dos desafios e das esperanças da Igreja em Moçambique. Leia a íntegra a seguir.

O SÃO PAULO - O senhor pode dar uma dimensão sobre a presença da Igreja Católica em Moçambique?


Dom Luís Fernando Lisboa – A Igreja Católica é muito presente em Moçambique. Estamos em todas as 11 províncias (estados) que correspondem praticamente a uma diocese, com exceção de duas províncias, em que há duas dioceses. A Diocese de Pemba abrange toda a Província de Cabo Delgado. A presença da Igreja é forte, principalmente na área da educação, na assistência social e na evangelização, que é o principal papel e trabalho da Igreja. Nós acreditamos que 30% dos moçambicanos sejam católicos, mas a Igreja tem crescido nos últimos anos, não só em Moçambique, mas na África em geral, como um todo. 

 

Como se dá o diálogo e a convivência entre as religiões numa sociedade tão diversificada?  
Em Moçambique, há uma boa convivência entre as religiões, um bom relacionamento entre católicos, muçulmanos e evangélicos. A Igreja Católica, sobretudo, faz esse trabalho de aproximação das outras religiões na base: nos bairros e nas aldeias. Esse relacionamento também acontece entre os encarregados das mesquitas, entre os padres e religiosos. Há um fenômeno interessante: os bispos frequentam as comunidades, algumas mais no interior, para crismar ou para uma visita pastoral, e nessas celebrações sempre estão presentes as autoridades muçulmanas das aldeias. Eles ficam com respeito, participam da missa, depois alguns são convidados para almoçar junto com o Bispo. Há um relacionamento muito respeitoso entre as religiões.  

 

Quais são os impactos efetivos de projetos missionários como o do Regional Sul 1 na Diocese de Pemba?
O trabalho dos missionários e missionárias é fundamental. Nós temos neste momento a presença de vários missionários e missionárias de diferentes regiões do mundo e de várias nacionalidades. Há uma música que diz: “uma comunidade onde há um padre é mais feliz”. Eu ampliaria o ditado dizendo que numa comunidade em que há um missionário ou uma missionária, o povo é mais feliz, porque tem ali a presença de Deus, e o povo pede isso. O Regional Sul 1, que abrange todas as dioceses do Estado de São Paulo, assumiu aqui na Diocese três paróquias. Isso já é uma ajuda muito significativa e importante. Nesse momento, são nove os missionários enviados pelo Regional, e agora chegou mais um casal. Além de estar em três paróquias, eles estão também em uma nova paróquia que estamos abrindo em Mazeze, no Distrito de Chiúre, em Nangade – onde está a Fraternidade O Caminho – e estão na Paróquia de Metoro, que fica no centro da Diocese, onde está o Centro de Formação. Além disso, há um jovem missionário na Missão de Mangololo. Na própria sede da Diocese, temos uma missionária da Diocese de Guarulhos (SP), uma senhora viúva que atua como governanta da Casa do Bispo, porque essa casa é um lugar de acolhida de todos os missionários quando vêm à cidade. O Regional Sul 1 tem feito uma grande diferença na nossa Diocese com esse apoio, com essa parceria que realizamos.  

A violência também é um desafio aos missionários que renovam cotidianamente seu sim à missão?  
A nossa Província tem sofrido muito com os ataques de homens armados. Isso começou em outubro de 2017. São ataques a postos policiais e aldeias, que matam pessoas, queimando casas. Temos milhares de pessoas deslocadas dentro da Província que fugiram ou que tiveram suas casas queimadas por causa da violência dentro de suas aldeias. Nosso povo tem sofrido muito com essa violência, que não é generalizada em toda a Província, mas em cinco distritos, onde os missionários também estão presentes, passando por dificuldades, vivendo essa insegurança, o medo junto com o povo. A presença dos missionários é importante para ser esse alívio e ponto de apoio para o nosso povo. 

 

Qual a expectativa pela visita a ser feita pelo Papa Francisco? 
A presença do Papa Francisco no início de setembro, em Maputo, Capital de Moçambique, tem motivado todo o País, todo o povo moçambicano, não só os católicos, como uma presença de paz. Foi assinado recentemente um acordo de paz entre o governo e o principal líder da oposição. Assim, agora, nós esperamos a reconciliação, já que as forças antagônicas usavam de violência. Temos muita esperança nessa paz. Que haja também paz na nossa Província, que é um outro caso de ataques por homens armados. Nós esperamos que a palavra do Papa venha trazer mais esperança. Esse é justamente o tema da visita do Pontífice: “Esperança, paz e reconciliação”. Da Diocese de Pemba, nós vamos em caravana com mais de cem pessoas para acolher o Papa e participar de alguns encontros. Será um momento de comunhão com toda a Igreja, e a palavra de Pedro, como Papa, daquele que reúne os irmãos na fé e cuida do rebanho, é muito importante. 

 

O continente africano tem sido visto como território de missão, mas, por outro lado, o que tem a ensinar à Igreja que ainda não é tão difundido?  
O continente africano é terra de missão, temos muitas necessidades. Mas é verdade, também, que nos últimos anos o catolicismo na África tem crescido muito. Aliás, Ásia e África são os continentes onde mais cresce o catolicismo. A África já começa a enviar missionários. Na própria Europa, já são muitas as paróquias assumidas pelos africanos.  Várias congregações religiosas por causa da presença massiva de africanos já têm seus superiores gerais africanos. Então, a Igreja na África já está contribuindo muito com a Igreja. Não é uma Igreja do futuro, é uma Igreja já do presente. O apelo da missão, do Papa Francisco, de sermos uma “Igreja em saída”, missionária, tem surtido um efeito muito forte na nossa Igreja africana. Aqui mesmo na nossa Diocese, nós instituímos o Ano Missionário, e temos a intenção de enviar missionários. Eu sonho, num futuro bem próximo, talvez já no próximo ano, quando poderemos enviar algum leigo em missão, numa missão ad gentes para colaborar com outras igrejas: dar e receber. A missão não é tarefa de alguns nem privilégio para alguns. A missão é algo que caracteriza o cristão. Todo cristão, para ser cristão verdadeiro, se quer honrar o seu Batismo, é missionário de alguma forma. Que cada um possa assumir na sua comunidade, na medida das suas potencialidades, a sua missão. Que Deus abençoe a todos.

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"Vim para Pemba movido pela fé, e pela fé sou mantido’

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21 de agosto de 2019

Durante a visita pastoral à Diocese de Pemba, em Moçambique, o Cardeal Scherer, juntamente com a comitiva que o acompanhou, visitou, entre outras, a Missão de Mazeze. O nome da missão corresponde ao do distrito onde está assentada, 204km distante de Pemba, principal município e capital política da Província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique. 


Mazeze reúne 25 aldeias e é lá que trabalha o Padre Salvador Maria Rodrigues de Brito, um dos sacerdotes brasileiros enviados pelo Regional Sul 1 da CNBB à Diocese de Pemba, por meio do Projeto Missão África-Pemba. 


Jovem de 36 anos, oito anos de ordenado, pertencente à Diocese de Guarulhos (SP), Padre Salvador chegou a Moçambique em fevereiro de 2017 a convite de Dom Luís Fernando Lisboa. Desde então, é o responsável pela Área Pastoral Nossa Senhora da África, em Mazeze, e Administrador da Paróquia Santa Marta, localizada no Distrito de Mecuf, região de maioria muçulmana. As duas comunidades estão 70km distante uma da outra, o que faz com que o Padre Salvador esteja domingo sim, domingo não, em cada uma delas. Ele contribui ainda como diretor espiritual do seminário diocesano. 

Protagonismo dos leigos


Em entrevista ao jornal O SÃO PAULO, o jovem sacerdote falou sobre o importante papel dos leigos na evangelização e transmissão da fé católica em Moçambique, sobretudo logo após a instauração do governo marxista na década de 1970. 


Segundo conta, os leigos da Diocese de Pemba têm um papel fundamental para a vida das comunidades: são eles que catequizam, organizam grupos de oração e círculos bíblicos e, onde não há padres, reúnem os fiéis para a celebração da Palavra aos domingos.


Esse protagonismo laico foi fortalecido durante a Revolução que levou Moçambique à independência de Portugal. Na ocasião, a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), de ideologia marxista, expulsou os portugueses do País e com eles, todos os missionários. Igrejas, conventos, escolas e instituições católicas foram confiscadas pelo governo marxista que se instalou. 


“Frente a essa situação, os leigos católicos assumiram a responsabilidade de dar continuidade ao que os missionários tinham implantado. Para tanto, reuniam-se em assembleias e grupos de oração, escondiam imagens de santos na terra, transportavam a Eucaristia das sedes episcopais para as suas comunidades, tudo na maior clandestinidade e fazendo frente à arbitrariedade e perseguição religiosa imposta pelo novo governo”, contou o Sacerdote à reportagem.

Testemunho de fé
A vocação missionária do Padre Salvador foi despertada quando ele era ainda um jovem vocacionado. O testemunho de seu Pároco, Padre Guilherme Mayer, missionário proveniente da Alemanha, na Paróquia de Santo Antônio de Pilão Arcado, da Diocese de Juazeiro, na Bahia, foi determinante. 


“Em pleno sertão da Bahia, Padre Guilherme percorria quilômetros em estrada de terra, evangelizando, visitando doentes, formando núcleos de oração e formação, levando as pessoas até Deus e sendo, para elas, a presença de Jesus Cristo. Fui batizado por ele. Padre Guilherme fundou ainda creches, postos de saúde e construiu as primeiras cisternas com ajuda financeira da Alemanha, onde ‘passava o chapéu’”, contou.


Como seminarista, Salvador realizou diversas experiências de missões populares, participou de congressos missionários e encontros estaduais promovidos pelo Conselho Missionário Nacional do Celam (Comina) e de uma missão de 40 dias no sertão da Bahia, realizada pela Diocese de Guarulhos (SP). Uma vez ordenado sacerdote, ajudou no desenvolvimento de diversos programas de missões populares em sua própria diocese.


“Vim para Pemba movido pela fé, e pela fé sou mantido. A fé mantém minha esperança viva e isso me faz perseverar, confiando sempre em Jesus Cristo. Ele é a maior razão de eu estar aqui. Com Ele, por Ele e para Ele. Reconduzir todas as coisas para Deus e ajudar a implantar o Seu Reino é a minha razão de viver.”


Alegria, fé, acolhimento, esforço para receber os sacramentos, piedade cristã, superação são algumas das palavras usadas pelo jovem missionário para descrever seu encanto com o povo moçambicano. 


Não há dúvida de que esse vibrante Sacerdote, de olhar profundo e sorriso aberto, segue os mesmos passos de seu primeiro mentor espiritual. (MR)

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‘Este é nosso campo de missão’, afirma Cardeal Scherer

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12 de julho de 2019

                                                                                                                                                           

Na segunda-feira, 8, aconteceu a avaliação da Missão de Férias dos seminaristas da Arquidiocese de São Paulo, no Seminário de Teologia Bom Pastor, no Ipiranga. Participaram do encontro os seminaristas, formadores, padres e leigos que acolheram os grupos de missionários, além do Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano. 
Os representantes dos 11 grupos partilharam as experiências vividas ao longo da semana e destacaram as dificuldades e os aprendizados no contato com as variadas realidades pastorais da cidade. 

PÁRÓQUIAS
Ao relatarem as visitas feitas às casas, os seminaristas chamaram a atenção para o grande número de idosos e enfermos que vivem na cidade, muitas vezes sozinhos. Ao mesmo tempo, os missionários se depararam com testemunhos de amor de familiares que se sacrificam para cuidar dessas pessoas. 
Outro aspecto salientado pelos estudantes foi a receptividade dessas famílias, que abriram suas casas para acolhê-
-los e rezar com eles. Em muitos casos, encontraram pessoas que se afastaram da Igreja Católica por motivos banais, mas que ainda cultivam profunda fé e estão necessitadas apenas de uma palavra de carinho para que se interessem em retornar para a comunidade. 
Além de visitarem as casas, os seminaristas conheceram mais de perto as iniciativas pastorais das paróquias, realizaram encontros de formação, conheceram os desafios dos párocos no pastoreio das comunidades e participaram de momentos de oração e convívio fraterno com os fiéis. 

FRONTEIRA 
Os missionários que acompanharam os trabalhos do Hospital Heliópolis e das pastorais do Menor, Carcerária e do Povo da Rua compartilharam a experiência, para muitos inédita, com realidades de vulnerabilidade social na cidade. 
Na maioria dos relatos, os seminaristas enfatizaram o papel essencial da Igreja nessas realidades. De igual modo, os estudantes chamaram a atenção para a dedicação e abnegação de leigos, sacerdotes e religiosos que se dedicam integralmente ao serviço da caridade às pessoas que sofrem. 
Os missionários enfatizaram, ainda, o número insuficiente de agentes para atender a grande demanda de pessoas que necessitam de assistência espiritual e pastoral nessas realidades de fronteira. Outro aspecto ressaltado pelos seminaristas foi a necessidade do despertar de consciência sobre a responsabilidade da sociedade para enfrentar os problemas sociais urgentes da cidade. 

RENOVAÇÃO MISSIONÁRIA
“Vocês fizeram o que os discípulos fizeram ao voltar da missão, contaram a Jesus as experiencias que viveram”, afirmou Dom Odilo, após ouvir todos os relatos. 
O Cardeal ressaltou que a semana missionária é uma grande oportunidade de os futuros padres da Arquidiocese conhecerem a realidade social, humana e religiosa da cidade. “Este é o nosso campo de missão, é para isso que vocês estão se preparando”, disse. “Com o passar dos anos, vocês terão um mosaico das realidades de nossa Arquidiocese. Esse é o objetivo dessa experiência missionária”, continuou. 
Ainda segundo o Arcebispo, os missionários não só tomaram contato com experiências positivas, como também com exemplos negativos que os ajudarão a discernir sobre a melhor maneira de agir quando forem sacerdotes. Isso ganha um significado especial no contexto do sínodo arquidiocesano de São Paulo, que tem como objetivo a conversão e renovação missionaria da Igreja na cidade.

COLABORAÇÃO DAS COMUNIDADES
Aos leigos que acompanharam os seminaristas na missão, Dom Odilo dirigiu um especial agradecimento, enfatizando que eles também colaboram no processo formativo dos futuros padres com seus exemplos e percepções da realidade pastoral em que estão inseridos. 
Os padres que acolheram os missionários ressaltaram o quanto a presença dos seminaristas foi positiva para as comunidades e pastorais. “É muito gratificante saber que nossos paroquianos puderam sentir que ajudam na formação dos seminaristas ao acompanhá-los na missão”, destacou o Padre Rafael Alves Pereira Vicente, Pároco da Paróquia Cristo Rei, na Região Brasilândia. 
Padre Gilson Frank dos Reis, da Missão Belém, enfatizou que a experiência de encontro com a população em situação de rua permitiu que os seminaristas vissem essa realidade sob uma nova perspectiva. “A população de rua, muitas vezes, é invisível aos olhos das pessoas. A partir do momento que nos aproximamos dela e conhecemos suas histórias, nós nos tornamos sacerdotes mais sensíveis a essa realidade e ajudamos o povo a enxergar esses irmãos que necessitam da nossa atenção e cuidado”, disse. 
Padre Ricardo Cardoso Anacleto, Pároco da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, na Região Sé, definiu a experiência missionária como surpreendente. Ele explicou que o território de sua Paróquia é marcado por um grande contraste social, com a presença de pessoas com poder aquisitivo elevado e, ao mesmo tempo, outras em situação de extrema pobreza. Na avaliação do Sacerdote, isso reflete a realidade de muitas paróquias da Arquidiocese e permite aos seminaristas uma experiência do desafio cotidiano dos párocos e fiéis das comunidades. 

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Em missão, seminaristas são enviados a diferentes realidades da cidade

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04 de julho de 2019

Os seminaristas da Arquidiocese de São Paulo foram enviados no domingo, 30 de junho, pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, para a Missão de Férias. Até o próximo dia 7, os seminaristas estarão espalhados pelas seis regiões episcopais e também atuarão nas pastorais do Menor, Carcerária e do Povo da Rua, para uma intensa vivência missionária.  
“Estamos enviando os seminaristas para participar de nossa Semana Missionária da Arquidiocese de São Paulo, para uma experiência que estamos realizando há vários anos e que se mostra bonita e frutuosa também para a formação dos futuros sacerdotes. Peço a todos a constante oração, apoio e incentivo aos seminaristas, para que eles possam realizar bem a sua formação e a sua missão”, disse Dom Odilo, na bênção de envio aos seminaristas. 

ESPÍRITO MISSIONÁRIO 
Uma das metas da Missão de Férias dos seminaristas é despertar nas paróquias e outras estruturas da Arquidiocese um espírito missionário capaz de impulsionar a ação evangelizadora e missionária da Igreja na metrópole e propiciar aos futuros sacerdotes uma experiência de pastoral urbana missionária, para prepará-los à evangelização na cidade.
No total, divididos em grupos, 52 seminaristas das casas de formação da Teologia, Filosofia e Propedêutico estarão em missão nas Paróquias São José (Região Lapa), Santo Antônio (Região Ipiranga), Nossa Senhora das Dores (Região Santana), Imaculada Conceição (Região Belém), Cristo Rei (Região Brasilândia) e Nossa Senhora dos Remédios (Região Sé), escolhidas para a Missão de Férias este ano.  
Ao longo da semana, os seminaristas, acompanhados de agentes pastorais, vão participar de ações de evangelização e conhecer as chamadas realidades de fronteira, como a dos cárceres, com a Pastoral Carcerária; dos projetos sociais assistidos pela Pastoral do Menor; e das principais dificuldades dos que vivem nas ruas, com a Pastoral do Povo da Rua.    

ESPíRiTO EVANGÉLICO 
Os missionários são chamados a escutar, com atenção e espírito evangélico, o que as pessoas visitadas falam. Também devem se informar sobre as atividades da paróquia, conversar sobre a realidade de cada família e os desafios do bairro e motivar a oração e a reflexão da Palavra de Deus.
Pessoas doentes, desempregadas, vítimas de violência, solitárias e marginalizadas receberão atenção especial dos seminaristas, assim como aquelas que estão afastadas do convívio da comunidade de fé. 
Periodicamente, após cada dia de visita, os seminaristas avaliam as atividades realizadas, refletem sobre as realidades encontradas e a maneira como a Igreja pode se fazer mais presente aos moradores de cada bairro. A Missão de Férias dos seminaristas será concluída na manhã da segunda-feira, 8, no Seminário de Teologia Bom Pastor, com um encontro avaliativo sobre todas as atividades realizadas e a celebração de missa, com a presença do Cardeal Odilo Scherer.

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“O missionário deve ser em primeiro lugar, um discípulo feliz e encantado por Jesus Cristo”

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02 de outubro de 2018

No domingo, dia 30 de setembro, dia da bíblia, o Cardeal Cláudio Hummes, Arcebispo emérito de São Paulo, presidiu na Catedral da Sé, missa por ocasião da abertura do “Mês das Missões”, na Arquidiocese de São Paulo, vivido no mês de outubro, em todo Brasil. A Campanha Missionária deste ano, tem como tema: Enviados para testemunhar o Evangelho da paz e o Lema: “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8).

Em sua homilia, Dom Cláudio recordou o início do sínodo dos jovens, que será realizado de 3 a 28 de outubro, em Roma: “O Sínodo quer ouvir os jovens e com eles pensar em um modo, de como viver o Evangelho de Jesus Cristo no dia a dia. A igreja quer estar junto com os jovens, encorajar os jovens e mostrar o caminho”.

DISCÍPULO FELIZ

O Arcebispo emérito recordou que, para sermos missionários e levarmos a boa nova aos outros, precisamos nos encantar por Jesus, e o sínodo arquidiocesano é uma oportunidade de realizamos uma renovação missionária no nosso coração, por meio da sabedoria do Espírito Santo.

“O missionário deve ser em primeiro lugar, um discípulo feliz e encantado por Jesus Cristo. Talvez nós mesmos devemos despertar novamente em nós esse encantamento, deixar-se encantar como fosse a primeira vez, como se estivéssemos tomando conhecimento de Jesus Cristo, da sua palavra, da sua obra, e do seu amor por nós”, reiterou.

Dom Cláudio concluiu recordando o desejo do Papa Francisco em transformar toda a Igreja em uma “Igreja Missionária” que saia para as periferias do mundo e lembrou um apelo do Santo Padre, para este mês missionário, convidando os fiéis de todo mundo, para rezar o Santo Rosário todos os dias.

A Rede Mundial de Oração lançou uma campanha especial de oração para que os fiéis de todos os continentes possam invocar Nossa Senhora e o Arcanjo Miguel, para que protejam a Igreja nestes tempos difíceis. Na Catedral da Sé, de segunda a sábado, o Santo Rosário será às 11h30, e logo em seguida, haverá Celebração Eucarística.

EXPO MISSIONÁRIA 

Logo após a celebração, houve a benção e abertura da Exposição Missionária, iniciativa de alguns institutos missionários em parceria com outras forças missionárias da Arquidiocese de São Paulo. A partir do tema e o lema, as congregações missionárias e membros da exposição, após um período de pesquisa, produziram matérias que contemplam os cincos continentes.

A exposição também vai fazer uma homenagem a homens e mulheres que vivenciaram, de alguma forma, a fraternidade sem fronteiras, como Nelson Mandela, Ghandi, Dom Oscar Romeiro, entre outros. Além disso, as congregações missionárias mostrarão ao público os seus carismas, seus trabalhos no mundo e alguns projetos missionários nos cinco continentes.

A irmã Marie Chantal Magangi das Missionárias Xaverianas, membro da equipe, explica que a Exposição Missionária tem o mesmo objetivo e finalidade do mês missionário:

“Despertar e infundir nos católicos, desde criança um espírito missionário; conscientizar os cristãos sobre a vida e as necessidades da missão universal; despertar as vocações missionárias além-fronteiras; Estimular as igrejas a rezarem umas pelas outras e serem solidárias na evangelização do mundo”.

A exposição acontece na Catedral da Sé, em São Paulo, até o dia 28 de outubro, das 8h às 17h. A entrada é gratuita.

(Com informações de Regional Sul 1 da CNBB)

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Pastoral da Juventude inicia inscrições para a Missão Jovem 2018

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03 de agosto de 2018

A Pastoral da Juventude da Arquidiocese de São Paulo iniciou as inscrições para a Missão Jovem (MJ) 2018, que acontecerá de 31 de agosto a 2 de setembro, com o tema "Comprometidos e comprometidas na luta por Justiça”.

O lema escolhido é baseado na passagem bíblica do livro dos Juízes 5, 11 “Donde se ouve o estrondo dos flexeiros, entre os lugares onde se tiram águas, ali falai da justiça do Senhor”.

A Paróquia Santa Mônica, no Setor Pastoral Pirituba, na Região Episcopal Lapa, acolherá os jovens participantes.

A primeira edição da Missão Jovem aconteceu em 2011, na Paróquia Imaculado Coração de Maria, na Região Episcopal Brasilândia.

O principal objetivo do evento é conhecer a realidade da Arquidiocese de São Paulo, por meio das paróquias que acolhem os jovens.

As vagas são limitadas e as inscrições são realizadas apenas pela internet.

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