Guaidó desafia Maduro com 600 mil voluntários

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22 de fevereiro de 2019

Segundo o presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, 600 mil pessoas se inscreveram como voluntárias para enfrentar o bloqueio do governo de Nicolás Maduro à ajuda humanitária. A ação será realizada no sábado, 23, mas Guaidó não deu os detalhes de como será feita.

Nicolás Maduro, que ainda conta com o apoio das Forças Armadas, ordenou aos militares que bloqueiem a entrada de remédios e alimentos, que ele vê como o prelúdio de uma invasão americana.

Além dos militares, Maduro tem o apoio de diversos países, principalmente da Rússia, da China e do Irã, sem contar a sua maior aliada na região, Cuba. O governo cubano denunciou a preparação de um golpe de Estado na Venezuela orquestrado pelos Estados Unidos com o provável uso de força militar americana. As forças armadas cubanas reafirmaram seu apoio irrestrito ao governo de Maduro numa cerimônia, transmitida pelo noticiário estatal, em que diversos de seus membros assinaram registros de apoio a Maduro, com slogans como “Hasta la victoria, siempre!”

Quatro deputados europeus que estavam na Venezuela a convite da Assembleia Nacional (dominada pela oposição) para falar com Juan Guaidó foram expulsos do País pelo governo de Maduro. “Confiscaram nossos passaportes e não nos comunicaram o motivo de nossa expulsão”, afirmou o espanhol Esteban Gonzalez Pons, do Partido Popular Europeu.

O Bispo de San Cristóbal, Dom Mario Moronta, pediu a Nicolás Maduro que “abra os olhos” ao sofrimento do povo venezuelano, que “há vários anos está pedindo a mudança de orientação sociopolítica e econômica” no País. “A Igreja tem insistido que o povo deve ser escutado”, afirmou o Bispo.

Fontes: AFP/ Reuters/ Le Figaro
 
 

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Maduro: ‘Não somos mendigos’

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15 de fevereiro de 2019

Enquanto a população venezuelana padece de fome e falta de medicamentos, o governo de Nicolás Maduro bloqueou o acesso da ajuda humanitária ao País. Diversos caminhões com alimentos e remédios enviados pelos Estados Unidos a pedido do presidente-interino Juan Guaidó foram barrados na fronteira com a Colômbia: “A Venezuela não permitirá o espetáculo da falsa ajuda humanitária, porque não somos mendigos”, afirmou Maduro.

Juan Guaidó afirmou que não descarta a possibilidade de autorizar uma intervenção militar dos Estados Unidos ou de outros países para pôr fim ao regime de Maduro e à crise econômica e social que assola o País há anos. Enquanto isso, a ajuda humanitária está parada a poucos quilômetros das pessoas que mais precisam dela.

Fontes: DW/ News Week

 

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Maduro inicia novo mandato, considerado ‘ilegítimo’

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21 de janeiro de 2019

O Presidente Nicolás Maduro iniciou, de fato, um novo mandato na quinta-feira, 10, considerado ilegítimo não apenas pela oposição e pela comunidade internacional, mas também pelos bispos venezuelanos: “A pretensão de iniciar um novo período presidencial no dia 10 de janeiro de 2019 é ilegítima em sua origem e abre uma porta ao não reconhecimento do governo, porque carece de sustentação democrática na justiça e no direito”, explicaram os bispos.

O regime de Maduro tem se revelado a cada dia mais ditatorial e violento. De acordo com a organização de direitos humanos Human Rights Watch (HRW), agentes do governo venezuelano prenderam e torturaram militares suspeitos de orquestrar um golpe de Estado. Membros das famílias dos suspeitos também foram detidos e torturados. A HRW obteve informação sobre 32 vítimas. Os suspeitos foram submetidos à violência física e psicológica, incluindo espancamento, sufocamento, esfolamento do pé com lâmina de barba, choques elétricos, privação de alimentos, interdição de ir ao banheiro e ameaças de morte. Durante vários dias, muitos não tiveram acesso a suas famílias, a um advogado ou a atendimento médico.

O novo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, o oposicionista Juan Guaidó, afirmou que o novo mandato de Maduro é ilegítimo, e pediu o apoio do povo e das forças armadas para assumir o poder como presidente interino enquanto novas eleições são convocadas. Passados dois dias, ele foi detido por agentes governamentais e liberado pouco depois. Guaidó afirmou que sua detenção foi um ato de desespero do governo de Maduro, cuja autoridade começa a desmoronar.

Após a posse de Maduro, o Paraguai anunciou romper relações diplomáticas com a Venezuela: “O governo da República do Paraguai, no exercício de seus poderes constitucionais e de soberania nacional, adota hoje a decisão de romper relações diplomáticas com a República Bolivariana da Venezuela”, afirmou o presidente do País, Mario Abdo Benitez. O rompimento se deve ao não reconhecimento do governo venezuelano, “resultado de um processo eleitoral ilegítimo”, afirmou.

O Presidente da Conferência Episcopal Venezuelana, Dom José Luis Azuaje, pediu que seja realizada uma consulta eleitoral, para que o País possa retornar à “racionalidade política e legitimidade”.

Fontes: HRW/ ACI/ Agência Brasil/ New York Times/ BBC
 

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