A posição da Igreja

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24 de novembro de 2019

A preocupação com a preservação do meio ambiente sempre obteve considerável atenção por parte da Igreja e é frequentemente objeto de seus ensinamentos. Nesse contexto, o Magistério da Igreja vem, há tempos, alertando para a necessidade de que o ser humano tenha a devida consciência de seu protagonismo no mundo que o cerca e saiba se relacionar com ele de maneira sustentável, a fim de não o degradar.


A primeira menção ao meio ambiente nos documentos papais que compõem a Doutrina Social da Igreja foi em 1971, por São Paulo VI, na Carta Apostólica Octogesima Adveniens: “À medida que o horizonte do homem assim se modifica, a partir das imagens que se selecionam para ele, uma outra transformação começa a fazer-
-se sentir, consequência tão dramática quanto inesperada da atividade humana. De um momento para outro, o homem toma consciência dela: por motivo da exploração inconsiderada da natureza, começa a correr o risco de destruí-la e de vir a ser, também ele, vítima dessa degradação. Não só já o ambiente material se torna uma ameaça permanente, poluições e lixo, novas doenças, poder destruidor absoluto; é mesmo o quadro humano que o homem não consegue dominar, criando assim, para o dia de amanhã, um ambiente global, que poderá tornar-
-se-lhe insuportável. Problema social de envergadura, este, que diz respeito à inteira família humana”.


Mais recentemente, na Encíclica Laudato Si’, o Papa Francisco traz à reflexão os cuidados que toda a humanidade deve dedicar à “casa comum”. Em um dos trechos, o Pontífice menciona que “devemos considerar também a poluição produzida pelos resíduos, incluindo os perigosos presentes em variados ambientes. Produzem-se anualmente centenas de milhões de toneladas de resíduos, muitos deles não biodegradáveis: resíduos domésticos e comerciais, detritos de demolições, resíduos clínicos, eletrônicos e industriais, resíduos altamente tóxicos e radioativos. A terra, nossa casa, parece transformar-se cada vez mais num imenso depósito de lixo. [...] Muitas vezes, só se adotam medidas quando já se produziram efeitos irreversíveis na saúde das pessoas. Estes problemas estão intimamente ligados à cultura do descarte, que afeta tanto os seres humanos excluídos quanto as coisas que se convertem rapidamente em lixo”. 


Segundo o Papa emérito Bento XVI, na Encíclica Caritas in Veritate, “o tema do desenvolvimento aparece, hoje, estreitamente associado também com os deveres que nascem do relacionamento do homem com o ambiente natural. Este foi dado por Deus a todos, constituindo o seu uso uma responsabilidade que temos para com os pobres, as gerações futuras e a humanidade inteira. Quando a natureza, a começar pelo ser humano, é considerada como fruto do acaso ou do determinismo evolutivo, a noção da referida responsabilidade se debilita nas consciências. Na natureza, o crente reconhece o resultado maravilhoso da intervenção criadora de Deus, de que o homem se pode responsavelmente servir para satisfazer as suas legítimas exigências – materiais e imateriais – no respeito dos equilíbrios intrínsecos da própria criação. Se falta esta perspectiva, o homem acaba por considerar a natureza um tabu intocável ou, ao contrário, por abusar dela. Nem uma nem outra destas atitudes corresponde à visão cristã da natureza, fruto da criação de Deus.” 

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Por uma vila mais limpa

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24 de novembro de 2019

Uma rotatória na Vila Santa Inês, em Ermelino Matarazzo, zona Leste, não era utilizada, pois, por anos, foi um ponto de descarte irregular do lixo doméstico, entulho e tudo o mais que já não era útil para os moradores do local.
A imagem não só empobrecia a paisagem como também fazia com que crianças, jovens e adultos pensassem que aquele lugar e outras ruas da comunidade poderiam ser utilizadas como lixões a céu aberto. A realidade incomodou Ionilton Aragão, que passou a dialogar com os outros moradores para que colocassem o lixo na rua apenas nos dias e horários certos de coleta.
Aos poucos, essa iniciativa comunitária mudou hábitos e levou à criação de projeto de educação ambiental, em dezembro de 2011, com o nome de “Varre Vila”.
Mais do que a conscientização sobre eliminar os chamados “pontos viciados de lixo” (locais em que o descarte é feito sem hora nem dia marcados), os moradores perceberam que, se cada um varresse a própria calçada, não existiria qualquer vestígio de sujeira nas ruas do bairro. Assim é feito desde então.
Aragão, que é coordenador-geral do projeto, explicou à reportagem que todo o trabalho é realizado firmando, com moradores, escolas, serviços de saúde, igrejas locais e empresas de limpeza urbana da cidade, um compromisso que coloca em discussão o problema evidente da coleta de lixo nas periferias também para o poder público.

MULTIPLICAR
O “Varre Vila” já foi implantado nos bairros de Itaim Paulista, Guaianases e São Miguel Paulista, todos na zona Leste, e nos municípios paulistas de Guarulhos e Cubatão. Em  dezembro, deve chegar a Curitiba (PR). 
Foi difundido, ainda, com a criação de outros dois projetos “Vila Limpa”, no Bom Retiro, região central, que durou de novembro de 2018 a maio deste ano; e o “Nossa Vila Limpa”, no Jardim Elisa Maria, zona Noroeste, de novembro de 2015 a junho de 2018. Este último foi decontinuado devido ao término dos contratos com empresas de limpeza urbana da cidade, ocorrido no mesmo ano.
Segundo Aragão, mesmo com a finalização do “Nossa Vila Limpa”, o que foi vivenciado no local ainda reverbera na comunidade, mas seu fim significou a interrupção de um trabalho que tem como base uma mudança de comportamento, pensada continuamente. 

PARTICIPAÇÃO POPULAR
Juliana Lopes Silva, que é consultora em Gestão Empresarial e atuou, entre dezembro de 2015 e junho de 2018, como colaboradora do “Nossa Vila Limpa”, reiterou que no Jardim Elisa Maria o processo de transformação era feito de forma comunitária, pensando em soluções viáveis para todos e que os bairros Jardim Vista Alegre, Vila Icaraí, Jardim Paraná, também na zona Noroeste, e Vila Nova Jaguaré, na zona Oeste, vinham sendo contemplados com a iniciativa. 
O essencial, de acordo com Juliana, era fazer com que o morador entendesse que o bairro é uma extensão da própria casa. Reuniões nas ruas e com pedreiros locais aconteciam constantemente, para falar da importância do descarte correto de lixo orgânico e entulho.
 “Os moradores sentem que valeu a pena, pois o projeto, para além da limpeza urbana, trabalhou pertencimento: o córrego por onde eu passo, a praça por onde eu ando, a rua por onde eu vou, também me pertencem. Então, parte dos moradores continua varrendo a sua porta e descartando o lixo no dia e horário corretos”, salientou Juliana.

O QUE DIZ A PREFEITURA 
A reportagem solicitou à Amlurb respostas sobre o motivo pelo qual o “Nossa Vila Limpa” foi encerrado e questionou sobre quais políticas públicas existem na cidade de São Paulo para a retirada e fiscalização dos pontos viciados de lixo.
Em nota, a Amlurb afirmou que “realiza um trabalho permanente de educação ambiental com entrega de informativos, a fim de orientar a população sobre a importância do lixo e da separação dos materiais recicláveis, além de iniciativas com a comunidade como o Recicla Sampa, Varre Vila e Vila Limpa”. 
Também explicou os objetivos do projeto “Varre Vila”, já citados nesta reportagem. Limitou-se a dizer que o “Projeto Vila Limpa”, no Bom Retiro, “foi concluído em maio deste ano, mas nada impede que futuramente venha a ser prolongado em outras comunidades”. Não houve resposta ao questionamento da permanência da atuação do “Nossa Vila Limpa”. 
Sobre as políticas públicas para os pontos viciados, a Prefeitura informou que, entre 2016 e 2018, a adesão dos munícipes nos ecopontos cresceu cerca de 30% e que, nos últimos anos, o município vem combatendo o descarte irregular nas ruas e já calcula uma diminuição de 35% de pontos viciados. 

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Lixo: responsabilidade compartilhada para um problema em comum

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24 de novembro de 2019

Com mais de 12 milhões de habitantes, São Paulo é a metrópole campeã brasileira na produção de lixo. Diariamente, são cerca de 20 mil toneladas de resíduos (lixo residencial, de saúde, restos de feiras, podas de árvores, entulho etc.). Deste total, 12 mil são de coleta domiciliar. 

RESÍDUOS COMUNS 
A coleta do lixo nos domicílios paulistanos, bem como a destinação e tratamento dos resíduos coletados, é de responsabilidade da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb). 
O serviço de coleta domiciliar comum porta a porta está presente em 100% das vias, cobrindo os 96 distritos do município de São Paulo, sendo realizado por meio de duas concessionárias responsáveis. 
Empresas que geram 200 litros de lixo ou mais por dia devem realizar a sua própria gestão de resíduos, contratando uma empresa especializada na coleta, tratamento adequado e destinação final do material. 

ATERROS SANITÁRIOS
Após o recolhimento, os resíduos são encaminhados aos aterros sanitários para destinação e tratamento corretos. A capital dispõe de dois aterros, um na zona Leste e outro na zona Norte, além de enviar lixo para o Aterro Sanitário de Caieiras, na região metropolitana. 
Segundo a Prefeitura, essas áreas contam com garantias de proteção ao meio ambiente. Todo resíduo colocado é coberto com camadas de solo, não ficando, portanto, exposto a céu aberto. Após o esgotamento dos aterros, o espaço é totalmente coberto, e, depois que o nível de contaminação for praticamente zerado, ela poderá ser utilizada como área de lazer.

RECICLAGEM 
Grande parte do lixo levado aos aterros poderia ser reciclada. Contudo, isso acontece com apenas 7% de todos os resíduos coletados na cidade. 
De acordo com a pesquisa “Viver em São Paulo: Meio Ambiente”, divulgada em maio pela Rede Nossa São Paulo e Ibope Inteligência, 61% dos paulistanos afirmam separar o lixo reciclável do não reciclável. 
A fim de conscientizar a população para separar o lixo reciclável em casa e informá-la sobre os pontos e horários de coleta, a Amlurb lançou a plataforma 
on-line “Recicla Sampa”. 

COLETA SELETIVA 
A Prefeitura de São Paulo informa que há coleta seletiva domiciliar em, atualmente, 75% das vias. A meta é que, até 2020, o atendimento atinja 100% da cidade. 
Para moradores de regiões que ainda não são contempladas com a coleta seletiva, existem 102 ecopontos e cerca de 1,5 mil lixeiras — Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), próximos a estações do Metrô, terminais de ônibus e entrada de parques.
Os resíduos recicláveis são destinados prioritariamente às 25 cooperativas de reciclagem habilitadas e depois às centrais mecanizadas de triagem. Ao todo, são coletadas cerca de 280 toneladas de recicláveis por dia, uma média de 7 mil por mês. 

ENTULHOS 
Na capital paulista, a lei proíbe a deposição de entulho – resíduo gerado pelas atividades de construção civil ou de reformas – em vias e logradouros públicos e permite que cada imóvel gerador encaminhe o máximo de 50kg de entulho por dia para ser recolhido pela Prefeitura por meio da coleta domiciliar convencional, desde que os resíduos estejam devidamente acondicionados. 
Outra opção é encaminhar o entulho aos ecopontos, para o descarte gratuito diário de até 1m³, que são aproximadamente 18 sacos de entulhos, madeiras, podas de árvores e grandes objetos. Para quantidades superiores de entulho, é necessária a contratação do serviço legalizado de transportadores que operam com caçambas. 
O descarte irregular de lixo e de entulho é considerado crime ambiental, passível de multa de R$ 18.420,79. 

(Com informações de G1 e Projeto 32xSP)

BOAS PRÁTICAS QUE FAZEM A DIFERENÇA

As pessoas, inevitavelmente, produzem lixo, mas a quantidade está diretamente relacionada ao seu modo de vida e hábitos. 
O “Guia Pedagógico do Lixo”, subsídio produzido pela Secretaria do Meio Ambiente e pela Coordenadoria de Educação Ambiental do Estado de São Paulo, apresenta informações e orientações para reduzir, reutilizar e reciclar resíduos que geralmente são jogados no lixo  

EXEMPLOS NO MUNDO
A Alemanha é a líder mundial em tecnologias e políticas de resíduos sólidos. Hoje, menos de 1% dos resíduos é enviado para aterros. Estima-se que 13% dos produtos comprados pela indústria alemã sejam feitos a partir de matérias-primas recicladas. Várias universidades oferecem formação em gestão de resíduos, além de cursos técnicos profissionalizantes. 
Em Estocolmo, na Suécia, onde 100% dos domicílios contam com coleta seletiva, as residências têm um sistema que dispõe de lixeiras conectadas a uma rede de tubos que conduzem os resíduos a uma área de coleta. Por esse sistema, os diferentes tipos de resíduos não são misturados durante a coleta e há uma economia de 30% a 40% dos gastos municipais com o serviço de coleta.
A meta traçada pela cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, é zerar, até 2020, a remessa de resíduos sólidos para os aterros sanitários. Para isso, a prefeitura local investiu na educação ambiental e na pesquisa de novas tecnologias que permitam o reaproveitamento dos materiais descartados pela população.
A cidade também implantou programas para reciclagem e compostagem de quase todo o resíduo produzido, introduzindo incentivos econômicos (quem faz mais compostagem paga menor taxa de lixo). Além disso, as sacolas de plástico foram proibidas no comércio. 


(Com informações de Agência Senado)

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Joga lá na esquina

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24 de novembro de 2019

Véspera de feriado, fim de tarde da quinta-feira, 14. No campinho de terra na esquina da Rua Forte de São Caetano com a Rua Palmas de São Moisés, no Jardim Peri, zona Norte de São Paulo, jovens e adultos se divertem jogando futebol, mas é melhor torcer para a que bola não saia pela lateral. Na esquina, imersos em uma água barrenta, estão jogados caixotes de madeira, telhas usadas, restos de materiais de construção, sofás, sacos plásticos, um televisor, armários desmontados, um colchão e, até mesmo, seis galinhas mortas. 
Moradores locais ouvidos pela reportagem disseram que quase todo dia aquela esquina (foto acima) e outras do bairro estão assim, repletas de entulho e materiais volumosos, jogados muitas vezes pelas pessoas de localidades próximas.

EM ESQUINAS, CALÇADAS E TERRENOS
As montanhas de materiais descartados em vias públicas não são exclusividade do Jardim Peri. Na última semana, a reportagem do O SÃO PAULO recebeu relatos de pontos viciados próximos à Escola Estadual João Solimeo, no Jardim Maristela, zona Noroeste (em frente às obras paradas da Linha 6-Laranja do Metrô); na Avenida Tibúrcio de Souza, no Itaim Paulista, zona Leste (neste caso, de lixo doméstico de condomínios); e também nas proximidades do Hospital Heliópolis, na zona Sul.
Também no dia 14, a reportagem percorreu as ruas do Jardim Fontális, Jardim Sobradinho, Jardim Campo Limpo e Jardim Flor de Maio, bairros localizados no extremo da zona Norte, no limite com o município de Guarulhos (SP).
Nas esquinas, calçadas e terrenos abertos, entulhos de construção e restos de móveis são o conteúdo predominante. A lista inclui ainda televisores, mochilas, tênis, espumas, garrafas de vidro, caixas de som, pneus, entre outros itens. 

ESVAZIANDO A CASA
Moradora do Jardim Flor de Maio há mais de 20 anos, Sirlene de Souza Pereira relata que, embora a Prefeitura faça a limpeza dos pontos viciados ao menos uma vez por mês, a frequência com que se descartam as coisas nas áreas comuns é maior. 
“Quando um inquilino deixa uma residência, muitas vezes não leva os móveis. Então, muitos proprietários, principalmente de madrugada, fazem o descarte nesses locais abertos”, disse Sirlene, comentando, ainda, que frequentemente essas pessoas pagam pequenas quantias, próximas a R$ 15, para que outras executem o descarte irregular. “A população precisa se conscientizar, ligar para o 156  [telefone de atendimento da Prefeitura]e pedir o agendamento do cata-bagulho”, complementou. 
Quem vive próximo a esses pontos viciados de descarte, como o existente na esquina da Rua Amor Perfeito com a Rua Dália, tenta contornar a situação. “Às vezes, a solução que a gente encontra é colocar fogo nesse entulho. A Prefeitura vem com frequência limpar as áreas, mas não demora muito para voltar a ter entulho, às vezes já no mesmo dia. A gente que mora aqui perto, se presencia uma pessoa tentando jogar lixo fora, não deixa”, relatou Célio Marcos Durval da Silva.
Muitos moradores também reclamaram da grande quantidade de ratos e baratas nestes bairros, além de escorpiões que passaram a surgir com a proliferação dos pontos viciados de descarte de entulhos e demais itens volumosos.

QUEM VAI RESOLVER?
No Jardim Campo Limpo, a rede de transmissão de energia de Furnas Centrais Elétricas passa sobre um terreno localizado na esquina da Rua Santa Isabel da Hungria com a Rua Santo André Corsini. Alguns anos atrás, uma moradora zelava pelo terreno com algumas plantas, mas tudo mudou neste ano após uma empresa contratada pela Prefeitura realizar um muro de arrimo na Rua Santa Isabel e despejar a terra da obra neste terreno. Desde então, aquele se tornou um ponto viciado de descarte, e, segundo os moradores, a Prefeitura não limpa o espaço por alegar que a responsabilidade é de Furnas. 

 

OUTROS RELATOS PELA CIDADE

"No entorno do hospital Heliópolis e outras ruas próximas, as pessoas descartam bastante entulho, provenientes, talvez, de reformas ou construções. Eu vejo quando passo de ônibus. Um cidadão está habitando em meio a um monte de tralhas. Ele fez um barraco na calçada e junta vários materiais. Entendo que parte sirva para reciclagem, mas a maioria é lixo mesmo. O hospital fica na zona sul, bem próximo ao Santuário de Santa Edwirgens, da Estrada das Lágrimas" - Edilson de Oliveira

“Em frente à Escola João Solimeo, na Brasilândia, há alguns tapumes de uma obra abandonada do Metrô, separando o terreno da obra, restou um ponto de ônibus e uma banca de jornal aparentemente abandonada, e ali virou ponto de lixo, tanto atrás da banca de jornal que fica entre o tapume e a banca quanto em volta da bancada de jornal. Ali virou um ponto viciado. É lamentável. A Prefeitura passa por lá de vez em quando faz a coleta da sujeira, mas sempre há quem vá e volta jogando de novo. O povo não tem essa educação toda de ter uma consciência que esse descarte pode causar problema por quem transita pela calçada, mas pode também alavancar doenças, pois há ratos, animais que passam por ali, reviram. A sujeira começou principalmente após o abandono da obra do metrô. Enquanto estavam mexendo na obra o espaço estava organizado” - Alberto dos Anjos

Relatos diversos de ruas com pontos viciados no Jardim Peri (confome dados fornecidos pela página Galeria Jardim Pery zona Norte)

- Avenida Peri Ronchetti x Dolores Barreto Coelho

- Rua Tereza penoy

- Viela da Flor de Lótus

- Córrego na rua Domingos José sapienza

- "Campo do pé”,  próximo a escola Zilka, Rua Forte de São Caetano, sempre tem lixo lá

- Esquina da Brasiluso Lopes com a Rua São Lourenço do Sul

- Esquina da Rua Amilcar Marchesini com a Rua Santo Adriano

- Rua Salles Malheiros x Rua José Mário Teixeira Leão

- Rua Índio Peri, próximo à bica de água

- Avenida Massao Watanabe, 1300

- Rua Ministro Lins de Barros entrada sem terra área 1

(Colaboraram com informações: Alberto  dos Anjos, Elaine da Silva, Edilson de Oliveira e Galeria Jardim Pery zona Norte)

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Humanidade produz mais de 2 bilhões de toneladas de lixo por ano, diz ONU em dia mundial

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02 de outubro de 2018

Em mensagem para o Dia Mundial do Habitat, celebrado neste 1º de outubro, a chefe do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), Maimunah Sharif, cobrou mudanças nos padrões de consumo para combater o excesso de lixo nas cidades. Neste ano, a data é lembrada com o tema “Gestão Municipal de Resíduos Sólidos”. Por ano, são produzidas mais de 2 bilhões de toneladas de resíduos no mundo.

De acordo com o organismo da ONU, 99% dos produtos que compramos são jogados fora dentro de seis meses. Para acomodar os 7,6 bilhões de moradores do mundo, suprir o uso de recursos e absorver o lixo gerado, seria necessário 70% de outro planeta Terra.

“O volume de lixo no mundo é enorme. Uma parte é reciclada, mas muito (dele) é simplesmente descartado, causando problemas de saúde para as pessoas, seus animais e poluindo nosso meio ambiente. A quantidade de lixo produzido por indivíduos, comunidades, empresas, instituições, mercados e fábricas continua a crescer tremendamente”, alertou Sharif.

“Todos podemos fazer pequenos ajustes em nossos estilos de consumo, usando alternativas para os itens plásticos descartáveis, como garrafas, copos, pratos e talheres, e fazendo um esforço consciente para reciclar corretamente e consertar produtos quebrados, em vez de simplesmente jogá-los fora.”

De acordo com a diretora-executiva do ONU-Habitat, a agência vai ampliar seu apoio às cidades, para que órgãos municipais aprimorem suas práticas de gestão de resíduos. O objetivo da assistência será encontrar soluções de design baratas e criar sistemas eficientes, a fim de promover a coleta e o descarte adequados do lixo.

“Eu acredito que a gestão eficaz do lixo começa com nós, como indivíduos. Por meio da ação coletiva, podemos alcançar um mundo que é mais limpo, mais verde, mais seguro, mais saudável e mais feliz, para nós vivermos, trabalharmos e nos divertirmos”, completou a dirigente.

 

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São Paulo irá retirar mais de 2,8 mil toneladas de resíduos orgânicos de aterros sanitários

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28 de setembro de 2018

A Prefeitura de São Paulo entregou nesta sexta-feira, 28, o 2º Pátio de Compostagem da cidade. Com o novo espaço serão retiradas dos aterros sanitários 2,8 mil toneladas de resíduos orgânicos por ano, que serão transformados em um composto de qualidade para adubar plantas nos espaços públicos municipais e, ainda, ser distribuído gratuitamente a interessados. 

Assim como o primeiro pátio, em funcionamento na Lapa, Zona Oeste, os resíduos receberão tratamento ambientalmente adequado, por meio de um processo de decomposição biológica aeróbica (quando a decomposição do lixo é feita com a ajuda de oxigênio e temperatura acima de 65°C) e acelerada, que não polui e não gera gases malcheirosos e outros inconvenientes ambientais, sociais e sanitários.

“Esperamos que as pessoas, em especial os feirantes, possam separar os resíduos de forma adequada para não prejudicar o trabalho. Quando o resíduo chega devidamente separado a gente tem praticamente zero de rejeito”, destacou o prefeito Bruno Covas.

O terreno, com 5.563 m², localizado próximo à Avenida do Estado, região Central, conta com 10 espaços (leiras) e receberá cerca de 60 toneladas de resíduos orgânicos por semana, vindos das 32 feiras livres dos bairros da Bela Vista, Liberdade, Consolação, República, Sé, Santa Cecília, Cambuci e Bom Retiro.

O desenvolvimento desse local acontece em parceria com a Subprefeitura da Sé, Amlurb e a empresa INOVA. 

 

Pátio de Compostagem da Lapa

Inaugurado em dezembro de 2015, o espaço foi criado para cumprir o Programa Nacional de Resíduos Sólidos, que além de diminuir a quantidade de resíduos destinados aos aterros sanitários, propicia a diminuição das emissões de dióxido de carbono no meio ambiente.

Desde o início do projeto, já deixaram de ser enviados aos aterros cerca de 2 mil toneladas de resíduos orgânicos, transformando-os em aproximadamente 500 toneladas de composto orgânico.

 

Programa Vila Limpa

O prefeito Bruno Covas também visitou o projeto Vila Limpa, desenvolvido no Bom Retiro, na região Central, próximo ao pátio inaugurado, com o objetivo de combater o descarte irregular de lixo. No local, serão realizadas diferentes iniciativas de cunho socioambiental, como a implementação de recursos, de soluções tecnológicas, a ocupação dos espaços e para orientações educacionais sobre o destino correto dos materiais gerados por munícipes, carroceiros, comerciantes e público circulante.

A construção de uma Ecopraça na Rua General Flores foi pensada com o conceito de ocupação e ampliação dos espaços. O local possui área para descarte de resíduos, com o objetivo de facilitar a disposição dos materiais pelos munícipes e carroceiros, bastante numerosos na região.

Abrangem as ações educacionais iniciativas integradas entre população, colaboradores das empresas locais e agentes do poder público local, que receberão orientações para a construção de um novo olhar sobre a questão do lixo urbano. Serão realizados encontros com os líderes locais, associações, palestras de educação ambiental, além da contratação e capacitação de varredores da própria região, que já está em andamento.

Esta responsabilidade compartilhada pelo combate ao descarte irregular e a manutenção da limpeza nas áreas com a comunidade contribui para a melhora do ambiente, tanto em seu aspecto visual, como de saúde, de mobilidade e de condição de vida.

Todo o trabalho está sendo desenvolvido em parceria entre a empresa INOVA, a Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb) e Subprefeitura da Sé, que há 1 mês atuam com equipes operacionais e de conscientização ambiental, mapeando a região para identificação de pontos de descarte irregular, serviços públicos disponíveis, assim como as associações e as entidades locais para a criação de um movimento de pertencimento. 

Um modelo semelhante foi implementado nos distritos do Jaguaré e da Brasilândia, onde o programa apresentou resultados significativos revitalizando pontos de descarte irregular e beneficiando 12 mil famílias.

 

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