Encontro de formação de música litúrgica acontece no Centro Pastoral São José

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19 de fevereiro de 2020

No último sábado, 15, das 08h30 às 12h30, no Centro Pastoral São José, aconteceu o Encontro de Formação de Música Litúrgica da Arquidiocese, com o tema “Cantar a Quaresma”.

Com grande número de cantores, instrumentistas, corais e responsáveis pela música litúrgica nas paróquias e comunidades da Arquidiocese, o encontro foi conduzido pelo Maestro Doutor Delphim Rezende Porto, coordenador da música litúrgica na Catedral da Sé.

Também estiveram presentes: Padre Helmo Faccioli, coordenador da Comissão Arquidiocesana de Liturgia e o Padre Luiz Eduardo Baronto, Cura da Catedral Metropolitana de São Paulo e redator do folheto litúrgico “Povo de Deus” e do Padre José Webber, colaborador e compositor de músicas litúrgicas.

Os presentes tiveram a oportunidade de refletir e conhecer a mística dos cantos litúrgicos para o tempo Quaresmal, cantar alguns cantos e também entender a teologia da Quaresma.

No início do encontro, os presentes puderam rezar juntos a oração das Laudes. Padre Helmo explicou que  é importante rezar antes das reuniões, e motivou os presentes a viverem a unidade nas paróquias.

Padre Luiz Baronto motivou os presentes e introduziu-os na Mistagogia do tempo da Quaresma, explicando pontos de cada domingo quaresmal e mostrando as músicas litúrgicas apropriadas para a quaresma.

O Maestro Delphim recordou que a música litúrgica é importantíssima para a boa oração nas celebrações Eucarísticas nas paróquias.

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2º Encontro Arquidiocesano de Liturgia é realizado no Belém

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20 de setembro de 2019

 Comissão Arquidiocesana de Liturgia (CAL) promoveu no sábado, 14, no Centro Pastoral São José, na Região Belém, um encontro de liturgia, aberto a todas as equipes paroquiais de liturgia. 

O tema “A Liturgia da Palavra” foi trabalhado pelo Padre Luiz Eduardo Baronto, Cura da Catedral Metropolitana, professor e liturgista.

“Em cada missa, Deus apela para nossa missão. O próprio Cristo está presente na Sua Palavra, pois é Ele que fala ao ser lida na Igreja a Sagrada Escritura. A Palavra se converte em sacramento e isso acontece no momento em que essa Palavra é proclamada. É preciso ouvir com o coração. Toda missa tem o poder de curar e libertar, isso depende de cada participante e fiel”, afirmou Padre Baronto. 

Nos encontros liturgicos, sempre é lembrado aos participantes que sejam partilhados os assuntos a toda equipe de liturgia das paróquias.

Para 2020, foi sugerido que os encontros liturgicos tenham um tempo maior para melhor exposição dos assuntos tratados bem como para melhor esclarecimentos das dúvidas dos participantes.

Ainda este ano, em data a ser definida, haverá um encontro de Formação de Música Liturgica, promovido pela CAL, que é coordenada pelo Padre Helmo Cesar Faciolli. 

(Colaborou: Ruy Halasz)

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Morre o liturgista Padre Gregório Lutz

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13 de setembro de 2019

O Liturgista Padre Gregório Lutz, 88 anos, morreu na quinta-feira, 5, em decorrência de um câncer, na Alemanha, onde estava desde julho.
Considerado uma das grandes referências da Liturgia no Brasil, Padre Gregório foi um dos responsáveis pela implementação da reforma litúrgica decorrente do Concílio Vaticano II. 

AMOR À LITURGIA
O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, enviou ao Padre Leonardo da Silva Costa, Superior Provincial dos Padres Espiritanos no Brasil, uma mensagem de condolências, solidariedade e orações.
“Padre Gregório marcou uma época na renovação litúrgica e, por sua competência na matéria, ajudou a Igreja no Brasil a aprofundar o amor à Liturgia e compreender o seu valor para a vida e a missão da Igreja. Que Deus acolha o Padre Gregório na vida eterna e lhe conceda, agora, participar da Liturgia celeste, onde os ritos, símbolos e sinais não são mais necessários, pois o louvor a Deus é celebrado face a face com a Santíssima Trindade”, afirmou Dom Odilo. 

BIOGRAFIA
Nascido em Siegen, na Alemanha, em 1931, o Sacerdote da Congregação Espiritana chegou ao Brasil em 1970. Em São Paulo, atuou como professor de Liturgia.
De 1979 a 1985, foi assessor da Comissão para a Liturgia, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e entre 2015 e 2016 foi perito na Comissão Episcopal para os Textos Litúrgicos (Cetel).
Foi responsável pela tradução do Missal Romano e membro fundador do Centro de Liturgia Dom Clemente Isnard, associação vinculada à Igreja Católica, dedicada ao estudo, formação, pesquisa e produção científica na área da Liturgia.

REFERÊNCIA
Padre Luiz Eduardo Baronto, Cura da Catedral da Sé e Diretor do folheto litúrgico Povo de Deus em São Paulo, relatou ao O SÃO PAULO como foi a experiência de ter sido aluno do Padre Gregório. “Ele era uma espécie de ‘guru’ da Liturgia. Nós, estudantes, e até os assessores, tínhamos nele, e ainda temos, uma referência para fundamentar nossas ideias, nossas reflexões e pesquisas”, acrescentou. 
O Cura ressaltou, ainda, que Padre Gregório era uma fonte confiável quando se tratava de “interpretar de forma coerente e honesta” o Concílio Vaticano II. 
Professor de Liturgia na PUC-
-SP, Padre Márcio Leitão salientou o papel do Padre Gregório na reforma litúrgica no Brasil. Além de ter sido seu orientador no mestrado em Liturgia, Padre Márcio trabalhou com ele na equipe de tradução do Missal Romano. “Via nele um desejo muito grande de fazer com que a tradução fosse algo que nos fizesse, de fato, aproximar de Deus, a celebrar a vida do Cristo em nossa vida”, afirmou. 

LITURGIA ETERNA
“Apagou-se uma luz que trouxe muita clareza para o conhecimento da Liturgia, para uma reflexão madura de acordo com a Constituição Sacrosanctum Concilium [do Vaticano II]”, afirmou o Padre Valeriano dos Santos Costa, liturgista e professor da PUC-SP.  
O Liturgista acrescentou que os trabalhos, estudos e publicações do Padre Gregório são uma prova do quanto ele se dedicou à Liturgia do Brasil.  “Rezamos para que ele esteja junto de Deus na liturgia eterna, celebrando para sempre, o mistério do Cristo Ressuscitado”, concluiu padre Valeriano. (FG)

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Formação arquidiocesana destaca o papel da música na Liturgia

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30 de agosto de 2019

Com a finalidade de divulgar o novo repertório musical do folheto Povo de Deus em São Paulo, a Comissão Arquidiocesana de Liturgia (CAL) realizou no sábado, 24, no teatro do Instituto Dom Bosco, no Bom Retiro, uma formação de liturgia e música, com a participação de aproximadamente 300 pessoas. 


No início da atividade, por meio de mensagem de vídeo, o Cardeal Scherer, Arcebispo Metropolitano, agradeceu a todos os que já colaboram com o canto litúrgico, nas comunidades e paróquias, e lembrou que é preciso “incrementar, melhorar e aprofundar as questões da Liturgia em nossa Arquidiocese. Há muita gente que toca e canta bem e que quer fazer isso na Liturgia”. 

A trilha sonora perfeita


Um dos assessores da formação foi o maestro Delphin Porto, regente do coro da Catedral da Sé. Ele comentou que, historicamente, o folheto arquidiocesano é orientado para o canto do texto bíblico e do que a Igreja prescreve como fonte literária do louvor, valendo-se do Hinário da CNBB. Este ano, no contexto do sínodo arquidiocesano, há uma renovação do repertório musical do folheto arquidiocesano, com o auxílio do Padre José Weber, liturgista, compositor e um dos principais músicos na renovação da música litúrgica.


“Um coro cantando a música certa dará ao rito litúrgico a ‘trilha sonora’ perfeita, com sobriedade e discrição”, comentou o Maestro. Ainda de acordo com Porto, “é necessário permitir que o canto brote da assembleia, e a ela pertença com maturidade, e que possamos cantar como Igreja e não como entretenimento”.


O Maestro recordou, ainda, que por meio do site liturgiacatolica.com.br/cadastro está sendo formado um cadastro arquidiocesano de todos os cantores, instrumentistas, regentes e líderes musicais atuantes na Arquidiocese.

Salmo e antífonas de Comunhão


Padre José Weber, por sua vez, comentou que o canto do Salmo na Liturgia não pode ser um momento de melodias extravagantes ou improvisadas. Ele afirmou, ainda, que as antífonas de Comunhão no folheto arquidiocesano, “apresentam a frase principal do Evangelho proclamado naquele dia, por meio de uma melodia simples para toda a assembleia cantar”. 


Também participaram da formação os Padres Helmo Cesar Faccioli, Assessor Eclesiástico da CAL, e Luiz Eduardo Baronto, Cura da Catedral e Editor do folheto Povo de Deus em São Paulo.


(Colaboraram: Ruy Halasz e Delphin Porto)

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Formação arquidiocesana destaca o papel da música na Liturgia

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27 de agosto de 2019

Com a finalidade de divulgar o novo repertório musical do folheto O Povo de Deus em São Paulo, a Comissão Arquidiocesana de Liturgia (CAL) realizou no sábado, 24, no teatro do Instituto Dom Bosco, no Bom Retiro – anexo à igreja matriz da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora - uma formação de liturgia e música, com a participação de aproximadamente 300 pessoas.

Em busca de aprimoramentos

No início da atividade, por meio de mensagem de vídeo, o Cardeal Scherer, Arcebispo Metropolitano, agradeceu a todos que já colaboram com o canto litúrgico nas comunidade e paróquias, mas lembrou que é preciso “incrementar, melhorar e aprofundar as questões da Liturgia em nossa Arquidiocese. Há muita gente que toca e canta bem e que quer fazer isso na Liturgia. Obrigado a todos que estão colaborando para que o canto litúrgico em todas as comunidades seja bonito, ajude o povo a cantar e expresse bem o nosso sentimento religioso que na metrópole de São Paulo é muito forte e profundo, e que deve se expressar de maneira bonita e artística para o louvor de Deus e para o crescimento de nossa fé.’

A trilha sonora perfeita

Um dos assessores da formação foi o maestro Delphin Porto, regente do coro da Catedral da Sé, que desenvolveu o tema “A Trilha Sonora Perfeita para a Liturgia-uma reflexão sobre a Música no Folheto Povo de Deus”.

Inicialmente, ele comentou sobre a importância da música na vida cotidiana e no contexto da fé. “A música é capaz de preencher os ambientes, os corações e nos emocionar”, afirmou.

Porto recordou que ao longo da história da Igreja, santos refletiram se era conveniente ter música nos cultos cristãos. Um dos que fez essa reflexão foi Santo Agostinho, que admitia que, por vezes, se detinha mais à melodia do que à letra quando entoava os louvores ao Senhor.

O Maestro comentou, ainda, que historicamente o folheto arquidiocesano é orientado para o canto do texto bíblico e do que a Igreja prescreve como fonte literária do louvor, valendo-se do Hinário da CNBB. Este ano, no contexto do sínodo arquidiocesano, há uma renovação do repertório musical do Folheto, com o auxílio do Padre José Weber, liturgista, compositor e um dos principais músicos na renovação da música litúrgica.

“Um coro cantando a música certa dará ao rito litúrgico a ‘trilha sonora’ perfeita, com sobriedade e discrição”, disse o Maestro. Ainda de acordo com Porto, “é necessário permitir que o canto brote da assembleia, e a ela o pertença com maturidade e emancipação, e que possamos cantar como Igreja e não como entretenimento”.

O Maestro recordou, ainda, que por meio do site liturgiacatolica.com.br/cadastro está sendo formado um cadastro arquidiocesano de todos os cantores, instrumentistas, regentes e líderes musicais atuantes na Arquidiocese. Além disso, as partituras que compõem o repertório do Folheto Povo de Deus estão no site da Arquidiocese (arquisp.org), disponíveis para download gratuito.

Salmo e antífonas de Comunhão

Padre José Weber, por sua vez, comentou que o canto do Salmo na Liturgia não pode ser um momento de melodias extravagantes ou improvisadas. Ele afirmou, ainda, que as antífonas de Comunhão no folheto arquidiocesano, “apresentam a frase principal do Evangelho proclamado naquele dia, por meio de uma melodia simples para toda a assembleia cantar”.

Também participaram da formação os Padres Helmo Cesar Faciolli, Assessor Eclesiástico da CAL, e Luiz Eduardo Baronto, Cura da Catedral e Editor do folheto arquidiocesano.

Padre Baronto explanou sobre a continuidade da utilização do Hinário Liturgico da CNBB, o folheto O Povo de Deus em São Paulo e a futura montagem de uma Comissão Arquidiocesana de Música Litúrgica. Ao final, ele abençoou os participantes, pedindo a intercessão de Nossa Senhora Auxiliadora.

(Colaboraram: Ruy Halasz e Delphin Porto)

 

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Encontro reúne Editores de Folhetos e Subsídios Litúrgicos em São Paulo (SP)

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01 de agosto de 2019

Termina nesta quinta-feira (01/8), o encontro dos Editores de Folhetos e Subsídios Litúrgicos que está acontecendo em São Paulo desde o dia 30 de julho. O evento é uma iniciativa da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e recebe editores de todo o Brasil.

“É um encontro para continuar os trabalhos e tem em vista gerar maior comunhão entre os produtores de subsídios litúrgicos, destaca o bispo de Paranaguá e presidente da comissão para a Liturgia, dom Edmar Peron.

A proposta central do encontro gira em torno do Documento 108 da CNBB, intitulado “Ministério e Celebração da Palavra”, à luz das novas Diretrizes para Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, aprovadas durante a última Assembleia Geral da entidade.

O documento traz informações básicas, diretrizes gerais para a elaboração de um plano de formação e acompanhamento dos ministros da Palavra de Deus. Além de roteiros exclusivos para as celebrações sejam com ou sem Eucaristia.

“Nós vimos também algumas orientações a partir da instrução geral do Missal Romano e do Lecionário alguns números que eu indiquei para leitura, meditação, especialmente, quanto ao silêncio, texto litúrgicos e comentários”, disse. 

De acordo com o assessor da comissão, padre Leonardo Pinheiro, atualmente, cerca de 70% das comunidades no Brasil não têm acesso à celebração Eucarística aos domingos presidida por sacerdote. Muitas dessas comunidades estão em regiões distantes que não permitem aos fiéis irem a uma igreja para participar da Santa Missa.

A música litúrgica nas celebrações também foi objeto de reflexão pelos participantes. O irmão Fernando Vieira, assessor do setor, dialogou com o grupo sobre possíveis novas execuções do ato penitencial e hino de louvor.

Além disso, o grupo também estudou dois dos pilares da DGAE, o da palavra e a do pão, disse Dom Edmar.

“Com esses elementos a gente acredita que deu algumas pistas para que eles possam refletir e assim apoiar a implantação da DGAE nas dioceses por meio dos subsídios litúrgicos, seja nos comentários, nas preces ou em alguma coluna”.

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Dom Armando Bucciol: ‘A liturgia é a fonte da fé da Igreja’

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02 de mai de 2019

Durante a 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que acontece entre os dias 1º e 10, em Aparecida (SP), foi apresentada ao episcopado a última parte da revisão da tradução do Missal Romano, livro litúrgico que contém as orações e ritos da celebração missa.

O trabalho da revisão é de responsabilidade da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia, presidida por Dom Armando Bucciol, Bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA). Ele abordou o assunto na entrevista coletiva do 2º dia de Assembleia, nesta quinta-feira, 2.

O MISSAL

O Missal Romano foi promulgado por São Paulo VI em 1969, após a reforma litúrgica proposta pelo Concílio Vaticano II. Em 2002 foi publicada pela Santa Sé a terceira edição do Missal em Latim, língua oficial da Igreja. A partir dessa edição, as conferências episcopais de todo o mundo devem revisar suas traduções locais.

Para isso, foi constituída uma equipe com a participação de especialistas. Esse grupo tem trabalhado na revisão nos últimos 12 anos.  “É um trabalho, ao mesmo tempo, delicado, complexo, precioso e importante. Como se sabe, a liturgia é a fonte da fé da Igreja”, afirmou Dom Armando.   

“A Teologia da Liturgia fundamenta, ilumina, sustenta, proclama e canta a santidade de Deus e o amor de Deus para com a humanidade. E suscita o amor fiel e o testemunho coerente dos cristãos”, acrescentou o Bispo.

REVISÃO

Em cada Assembleia Geral, era submetida à aprovação do episcopado uma parte da revisão dos textos litúrgicos. A última parte apresentada neste ano são os textos referentes às missas para diversas necessidades, votivas e dos defuntos.

Depois de aprovado pelos bispos, o livro passará, ainda por últimas revisões e averiguações e correções antes de ser encaminhado para a Congregação para o Culto Divino, no Vaticano, para a aprovação.

FIDELIDADE AO LATIM

O Bispo esclareceu que, ao contrário de boatos propagados pelas redes sociais recentemente, nunca houve por parte da CNBB “desvios de doutrina” ou alterações dos textos litúrgicos que não condizem com a versão original. Mas, sim, uma revisão pedida pela Santa Sé. 

Dom Armando explicou que a Comissão buscou manter um equilíbrio entre a fidelidade ao original latino e uma linguagem próxima à compreensão do povo. "O texto foi traduzido por uma equipe que tinha sólido conhecimento da língua latina e de liturgia", reiterou. 

“A proposta é que se faça agora uma ulterior revisão, pedindo a análise de teólogos, liturgistas e biblistas e especialistas em linguagem, para ver se há alguma expressão que pode ser melhorada, sempre dentro da fidelidade ao texto aprovado pela Assembleia Geral”, explicou o Bispo, informando que acredita que em até um ano e meio será publicado a nova edição do Missal Romano no Brasil.

Diariamente, acompanhe os detalhes sobre a 57ª Assembleia Geral da CNBB no site do jornal O SÃO PAULO e nos noticiários da rádio 9 de Julho.   

(Com informações da CNBB)

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Arquidiocese tem Comissão voltada para o cuidado da liturgia da Igreja

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19 de fevereiro de 2019

A celebração do mistério da redenção está no centro da vida da Igreja, sacramento de Cristo na terra. Tal mistério é expresso por meio da liturgia, pela qual, “Cristo, nosso redentor e sumo sacerdote, continua na sua Igreja, com ela e por ela, a obra da nossa redenção”, ensina o Catecismo da Igreja Católica.

Com o objetivo de zelar pela celebração do culto divino, as Igrejas particulares contam com comissões que, conforme recomenda o Concílio Vaticano II, têm a função de “dirigir, guiada pela autoridade eclesiástica territorial, a pastoral litúrgica no território da sua competência, promover os estudos e as experiências necessárias sempre que se trate de adaptações a propor à Santa Sé”. Em São Paulo, essa missão é desempenhada pela Comissão Arquidiocesana de Liturgia (CAL).

 

O QUE É LITURGIA?

A palavra liturgia tem origem grega e significa “ação do povo”. Segundo destaca o Catecismo da Igreja Católica, na tradição cristã, significa que o povo de Deus toma parte na “obra de Deus”.

O Concílio Vaticano II, por meio da Constituição Sacrosanctum Concilium, recorda que a liturgia é “o exercício da função sacerdotal de Jesus Cristo”. “Nela, mediante sinais sensíveis e no modo próprio de cada qual, significa-se e realiza-se a santificação dos homens e é exercido o culto público integral pelo corpo místico de Jesus Cristo, isto é, pela cabeça e pelos membros.”

Por esse motivo, a liturgia jamais pode ser uma ação individual ou personalista, uma vez que mesmo que o ministro celebre o rito sozinho, sempre o fará como corpo de Cristo. De igual modo, a liturgia precede e supera o ser humano, pois é “dom que vem do alto” e “mistério de salvação”. Por essa razão, ela não pode ser modificada ou negligenciada.

 

UNIDADE

Em entrevista ao O SÃO PAULO, o Padre Helmo Cesar Faccioli, Assistente Eclesiástico da CAL, ressaltou que a liturgia possui uma unidade que foi construída ao longo de 20 séculos de existência da Igreja. “Existe, na diversidade das culturas, a unidade dos gestos, da oração. No mundo inteiro, reza-se a mesma liturgia. As mesmas leituras e orações que fazemos aqui são feitas no Japão, na China e em qualquer parte do mundo”, explicou.

Tal unidade não impede que haja adaptações, sempre com a finalidade de permitir que povos compreendam e vivenciem cada vez mais os santos mistérios. “Em algumas culturas, por exemplo, o beijo no altar é um gesto de veneração; em outras, esse gesto pode representar exatamente o oposto. Já para os asiáticos, o gesto de se inclinar é muito mais respeitoso que o beijo”, enfatizou, recordando que é sempre a autoridade da Igreja quem dá a última palavra para que tais adaptações sejam introduzidas nos formulários litúrgicos.

 

CONSCIÊNCIA

A liturgia cristã não pode ser confundida com uma encenação, nem seus símbolos entendidos como mera representação de uma realidade sagrada. “Na liturgia, o símbolo significa uma eficácia, é um sinal que realiza uma ação, e essa ação é sempre uma ação de Jesus Cristo. Se determinado símbolo não transmitir nada, a liturgia pode também cair no risco de fazer sem significar”, alertou Padre Helmo.

O documento conciliar ressalta a preocupação da Igreja para que os fiéis “não assistam a este mistério de fé como estranhos ou espectadores mudos, mas participem na ação sagrada, consciente, piedosa e ativamente, por meio de uma boa compreensão dos ritos e orações; sejam instruídos na Palavra de Deus”.

Nesse sentido, a formação catequética dos fiéis a respeito do sentido da liturgia é uma das missões da Comissão.

 

NA ARQUIDIOCESE

Além de cuidar da organização das grandes celebrações da Arquidiocese, a CAL realiza formações e animações litúrgicas em âmbito arquidiocesano, regional e setoriais, com o auxílio de especialistas.

Em 2019, os dois encontros arquidiocesanos, nos dias 23 de março e 14 de setembro, irão abordar o tema da Liturgia da Palavra, voltado para aquelas pessoas que proclamam a leituras nas celebrações. “Haverá, ainda, no dia 6 de abril, um terceiro encontro sobre música litúrgica, destinado a todos os responsáveis pelo canto litúrgico das paróquias e comunidades da Arquidiocese”, informou Padre Helmo.

No âmbito regional, também acontecem formações periódicas. No ano passado, por exemplo, houve na Região Episcopal Sé quatro encontros sobre espaço litúrgico.

 

ORIENTAÇÕES

Padre Helmo enfatizou que a equipe da CAL está à disposição de padres e agentes de pastoral para tirar dúvidas sobre liturgia. “A Comissão tem a disponibilidade de fazer animações locais. É só nos chamar”, disse.

A CAL também é procurada para dar orientações a respeito de eventuais reformas que afetem diretamente o espaço litúrgico dos templos. “Por exemplo, quando é apresentado para a Arquidiocese o projeto de alguma mudança no templo que altere o espaço litúrgico, geralmente somos consultados para fazermos nossas observações”, explicou o Assistente.

 

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Construir o espaço litúrgico para construir a comunidade do Corpo de Cristo

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25 de setembro de 2018

Dilza Francisca Ferreira faz parte da equipe de liturgia da Comunidade Nossa Senhora da Flores, que pertence à Paróquia Santo André Apóstolo, na Região Episcopal Belém. Há 15 anos, ela participa e ajuda a organizar as celebrações em sua comunidade. Mas qual o significado de cada um dos objetos utilizados na liturgia? Por que o altar, bancos e demais itens devem estar dispostos de determinada maneira dentro do espaço litúrgico?

Essas e outras perguntas fazem parte do dia a dia de quem participa ativamente de uma comunidade ou de quem ali adentra pela primeira vez. Para conversar a respeito do espaço litúrgico celebrativo e dar orientações para pessoas como Dilza, ou mesmo para profissionais de Arquitetura, Engenharia e Arte, a CNBB lançou o estudo 106 com orientações para projeto e construção de igrejas e disposição dos espaços celebrativos.

A Comissão de Formação Litúrgica da Arquidiocese de São Paulo promoveu, em dois módulos, um evento para ajudar as pessoas a compreender o estudo e discutir outros elementos do espaço litúrgico.

O assessor dos dois encontros foi o Padre Thiago Faccini, especialista em Espaço Litúrgico e Arte Sacra e perito do Setor de Espaço Litúrgico da Comissão Episcopal Pastoral para Liturgia da CNBB.

O primeiro encontro aconteceu no dia 10 de março e o segundo no sábado, 15, das às 8h30 às 13h, no Centro Pastoral São José do Belém, próximo à estação Belém do Metrô. Entre os aspectos abordados pelo Padre Thiago está a importância de o espaço celebrativo ser pensado do ponto de vista da liturgia, com o objetivo de fazer com que a comunidade aprofunde a fé com o auxílio do espaço litúrgico. “A comunidade deve acompanhar a construção do espaço, para que possa sentirse parte dele e compreender o objetivo de cada elemento”, salientou o Padre.

 

ARQUITETURA E ARTE

“Queremos salientar a importância que a Arquitetura e a Arte têm dentro da celebração litúrgica”, explicou Padre Thiago à reportagem do O SÃO PAULO. Ele comentou ainda que o espaço litúrgico é uma das dimensões da liturgia, na qual está incluído tudo aquilo que é visível, como o prédio em si e objetos como o cálice, as vestes litúrgicas, o altar, o ambão etc. “Diferenciamos o que é arte religiosa, arte sacra e arte litúrgica. A arte litúrgica inclui, por exemplo, as orações litúrgicas, os tempos litúrgicos”, continuou.

Sobre a participação da comunidade na composição do espaço, Padre Thiago disse que a comunidade deve participar, para sentir-se identificada. “Quando a comunidade ajuda a construir o espaço litúrgico, ela tem a oportunidade de construir a comunidade do Corpo de Cristo”, afirmou.

 

Faça o download do Material do Encontro

 

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Vamos falar sobre o espaço litúrgico?

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16 de setembro de 2018

A Arquidiocese de São Paulo, por meio da Comissão Arquidiocesana de Formação Litúrgica, promoveu no sábado, 15, uma manhã de formação com o tema: “O Espaço litúrgico celebrativo”, com assessoria foi feita pelo Padre Thiago Faccini, Especialista em Espaço Litúrgico e Arte Sacra e perito do Setor de Espaço Litúrgico da Comissão Episcopal Pastoral para Liturgia da CNBB.

O encontro aconteceu entre às 8h30 e 13h, no Centro Pastoral São José do Belém, próximo à estação Belém do metrô.

Entre os aspectos abordados pelo Padre Thiago está a importância de que o espaço celebrativo seja pensado do ponto de vista da liturgia, com objetivo de fazer com que a comunidade aprofunde a fé com auxílio do espaço litúrgico. "A comunidade deve acompanhar a construção do espaço, para que possa sentir-se parte e compreenda o objetivo de cada elemento", salientou o Padre.

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