Encontro reúne Editores de Folhetos e Subsídios Litúrgicos em São Paulo (SP)

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01 de agosto de 2019

Termina nesta quinta-feira (01/8), o encontro dos Editores de Folhetos e Subsídios Litúrgicos que está acontecendo em São Paulo desde o dia 30 de julho. O evento é uma iniciativa da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e recebe editores de todo o Brasil.

“É um encontro para continuar os trabalhos e tem em vista gerar maior comunhão entre os produtores de subsídios litúrgicos, destaca o bispo de Paranaguá e presidente da comissão para a Liturgia, dom Edmar Peron.

A proposta central do encontro gira em torno do Documento 108 da CNBB, intitulado “Ministério e Celebração da Palavra”, à luz das novas Diretrizes para Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, aprovadas durante a última Assembleia Geral da entidade.

O documento traz informações básicas, diretrizes gerais para a elaboração de um plano de formação e acompanhamento dos ministros da Palavra de Deus. Além de roteiros exclusivos para as celebrações sejam com ou sem Eucaristia.

“Nós vimos também algumas orientações a partir da instrução geral do Missal Romano e do Lecionário alguns números que eu indiquei para leitura, meditação, especialmente, quanto ao silêncio, texto litúrgicos e comentários”, disse. 

De acordo com o assessor da comissão, padre Leonardo Pinheiro, atualmente, cerca de 70% das comunidades no Brasil não têm acesso à celebração Eucarística aos domingos presidida por sacerdote. Muitas dessas comunidades estão em regiões distantes que não permitem aos fiéis irem a uma igreja para participar da Santa Missa.

A música litúrgica nas celebrações também foi objeto de reflexão pelos participantes. O irmão Fernando Vieira, assessor do setor, dialogou com o grupo sobre possíveis novas execuções do ato penitencial e hino de louvor.

Além disso, o grupo também estudou dois dos pilares da DGAE, o da palavra e a do pão, disse Dom Edmar.

“Com esses elementos a gente acredita que deu algumas pistas para que eles possam refletir e assim apoiar a implantação da DGAE nas dioceses por meio dos subsídios litúrgicos, seja nos comentários, nas preces ou em alguma coluna”.

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Dom Armando Bucciol: ‘A liturgia é a fonte da fé da Igreja’

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02 de mai de 2019

Durante a 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que acontece entre os dias 1º e 10, em Aparecida (SP), foi apresentada ao episcopado a última parte da revisão da tradução do Missal Romano, livro litúrgico que contém as orações e ritos da celebração missa.

O trabalho da revisão é de responsabilidade da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia, presidida por Dom Armando Bucciol, Bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA). Ele abordou o assunto na entrevista coletiva do 2º dia de Assembleia, nesta quinta-feira, 2.

O MISSAL

O Missal Romano foi promulgado por São Paulo VI em 1969, após a reforma litúrgica proposta pelo Concílio Vaticano II. Em 2002 foi publicada pela Santa Sé a terceira edição do Missal em Latim, língua oficial da Igreja. A partir dessa edição, as conferências episcopais de todo o mundo devem revisar suas traduções locais.

Para isso, foi constituída uma equipe com a participação de especialistas. Esse grupo tem trabalhado na revisão nos últimos 12 anos.  “É um trabalho, ao mesmo tempo, delicado, complexo, precioso e importante. Como se sabe, a liturgia é a fonte da fé da Igreja”, afirmou Dom Armando.   

“A Teologia da Liturgia fundamenta, ilumina, sustenta, proclama e canta a santidade de Deus e o amor de Deus para com a humanidade. E suscita o amor fiel e o testemunho coerente dos cristãos”, acrescentou o Bispo.

REVISÃO

Em cada Assembleia Geral, era submetida à aprovação do episcopado uma parte da revisão dos textos litúrgicos. A última parte apresentada neste ano são os textos referentes às missas para diversas necessidades, votivas e dos defuntos.

Depois de aprovado pelos bispos, o livro passará, ainda por últimas revisões e averiguações e correções antes de ser encaminhado para a Congregação para o Culto Divino, no Vaticano, para a aprovação.

FIDELIDADE AO LATIM

O Bispo esclareceu que, ao contrário de boatos propagados pelas redes sociais recentemente, nunca houve por parte da CNBB “desvios de doutrina” ou alterações dos textos litúrgicos que não condizem com a versão original. Mas, sim, uma revisão pedida pela Santa Sé. 

Dom Armando explicou que a Comissão buscou manter um equilíbrio entre a fidelidade ao original latino e uma linguagem próxima à compreensão do povo. "O texto foi traduzido por uma equipe que tinha sólido conhecimento da língua latina e de liturgia", reiterou. 

“A proposta é que se faça agora uma ulterior revisão, pedindo a análise de teólogos, liturgistas e biblistas e especialistas em linguagem, para ver se há alguma expressão que pode ser melhorada, sempre dentro da fidelidade ao texto aprovado pela Assembleia Geral”, explicou o Bispo, informando que acredita que em até um ano e meio será publicado a nova edição do Missal Romano no Brasil.

Diariamente, acompanhe os detalhes sobre a 57ª Assembleia Geral da CNBB no site do jornal O SÃO PAULO e nos noticiários da rádio 9 de Julho.   

(Com informações da CNBB)

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Arquidiocese tem Comissão voltada para o cuidado da liturgia da Igreja

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19 de fevereiro de 2019

A celebração do mistério da redenção está no centro da vida da Igreja, sacramento de Cristo na terra. Tal mistério é expresso por meio da liturgia, pela qual, “Cristo, nosso redentor e sumo sacerdote, continua na sua Igreja, com ela e por ela, a obra da nossa redenção”, ensina o Catecismo da Igreja Católica.

Com o objetivo de zelar pela celebração do culto divino, as Igrejas particulares contam com comissões que, conforme recomenda o Concílio Vaticano II, têm a função de “dirigir, guiada pela autoridade eclesiástica territorial, a pastoral litúrgica no território da sua competência, promover os estudos e as experiências necessárias sempre que se trate de adaptações a propor à Santa Sé”. Em São Paulo, essa missão é desempenhada pela Comissão Arquidiocesana de Liturgia (CAL).

 

O QUE É LITURGIA?

A palavra liturgia tem origem grega e significa “ação do povo”. Segundo destaca o Catecismo da Igreja Católica, na tradição cristã, significa que o povo de Deus toma parte na “obra de Deus”.

O Concílio Vaticano II, por meio da Constituição Sacrosanctum Concilium, recorda que a liturgia é “o exercício da função sacerdotal de Jesus Cristo”. “Nela, mediante sinais sensíveis e no modo próprio de cada qual, significa-se e realiza-se a santificação dos homens e é exercido o culto público integral pelo corpo místico de Jesus Cristo, isto é, pela cabeça e pelos membros.”

Por esse motivo, a liturgia jamais pode ser uma ação individual ou personalista, uma vez que mesmo que o ministro celebre o rito sozinho, sempre o fará como corpo de Cristo. De igual modo, a liturgia precede e supera o ser humano, pois é “dom que vem do alto” e “mistério de salvação”. Por essa razão, ela não pode ser modificada ou negligenciada.

 

UNIDADE

Em entrevista ao O SÃO PAULO, o Padre Helmo Cesar Faccioli, Assistente Eclesiástico da CAL, ressaltou que a liturgia possui uma unidade que foi construída ao longo de 20 séculos de existência da Igreja. “Existe, na diversidade das culturas, a unidade dos gestos, da oração. No mundo inteiro, reza-se a mesma liturgia. As mesmas leituras e orações que fazemos aqui são feitas no Japão, na China e em qualquer parte do mundo”, explicou.

Tal unidade não impede que haja adaptações, sempre com a finalidade de permitir que povos compreendam e vivenciem cada vez mais os santos mistérios. “Em algumas culturas, por exemplo, o beijo no altar é um gesto de veneração; em outras, esse gesto pode representar exatamente o oposto. Já para os asiáticos, o gesto de se inclinar é muito mais respeitoso que o beijo”, enfatizou, recordando que é sempre a autoridade da Igreja quem dá a última palavra para que tais adaptações sejam introduzidas nos formulários litúrgicos.

 

CONSCIÊNCIA

A liturgia cristã não pode ser confundida com uma encenação, nem seus símbolos entendidos como mera representação de uma realidade sagrada. “Na liturgia, o símbolo significa uma eficácia, é um sinal que realiza uma ação, e essa ação é sempre uma ação de Jesus Cristo. Se determinado símbolo não transmitir nada, a liturgia pode também cair no risco de fazer sem significar”, alertou Padre Helmo.

O documento conciliar ressalta a preocupação da Igreja para que os fiéis “não assistam a este mistério de fé como estranhos ou espectadores mudos, mas participem na ação sagrada, consciente, piedosa e ativamente, por meio de uma boa compreensão dos ritos e orações; sejam instruídos na Palavra de Deus”.

Nesse sentido, a formação catequética dos fiéis a respeito do sentido da liturgia é uma das missões da Comissão.

 

NA ARQUIDIOCESE

Além de cuidar da organização das grandes celebrações da Arquidiocese, a CAL realiza formações e animações litúrgicas em âmbito arquidiocesano, regional e setoriais, com o auxílio de especialistas.

Em 2019, os dois encontros arquidiocesanos, nos dias 23 de março e 14 de setembro, irão abordar o tema da Liturgia da Palavra, voltado para aquelas pessoas que proclamam a leituras nas celebrações. “Haverá, ainda, no dia 6 de abril, um terceiro encontro sobre música litúrgica, destinado a todos os responsáveis pelo canto litúrgico das paróquias e comunidades da Arquidiocese”, informou Padre Helmo.

No âmbito regional, também acontecem formações periódicas. No ano passado, por exemplo, houve na Região Episcopal Sé quatro encontros sobre espaço litúrgico.

 

ORIENTAÇÕES

Padre Helmo enfatizou que a equipe da CAL está à disposição de padres e agentes de pastoral para tirar dúvidas sobre liturgia. “A Comissão tem a disponibilidade de fazer animações locais. É só nos chamar”, disse.

A CAL também é procurada para dar orientações a respeito de eventuais reformas que afetem diretamente o espaço litúrgico dos templos. “Por exemplo, quando é apresentado para a Arquidiocese o projeto de alguma mudança no templo que altere o espaço litúrgico, geralmente somos consultados para fazermos nossas observações”, explicou o Assistente.

 

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Construir o espaço litúrgico para construir a comunidade do Corpo de Cristo

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25 de setembro de 2018

Dilza Francisca Ferreira faz parte da equipe de liturgia da Comunidade Nossa Senhora da Flores, que pertence à Paróquia Santo André Apóstolo, na Região Episcopal Belém. Há 15 anos, ela participa e ajuda a organizar as celebrações em sua comunidade. Mas qual o significado de cada um dos objetos utilizados na liturgia? Por que o altar, bancos e demais itens devem estar dispostos de determinada maneira dentro do espaço litúrgico?

Essas e outras perguntas fazem parte do dia a dia de quem participa ativamente de uma comunidade ou de quem ali adentra pela primeira vez. Para conversar a respeito do espaço litúrgico celebrativo e dar orientações para pessoas como Dilza, ou mesmo para profissionais de Arquitetura, Engenharia e Arte, a CNBB lançou o estudo 106 com orientações para projeto e construção de igrejas e disposição dos espaços celebrativos.

A Comissão de Formação Litúrgica da Arquidiocese de São Paulo promoveu, em dois módulos, um evento para ajudar as pessoas a compreender o estudo e discutir outros elementos do espaço litúrgico.

O assessor dos dois encontros foi o Padre Thiago Faccini, especialista em Espaço Litúrgico e Arte Sacra e perito do Setor de Espaço Litúrgico da Comissão Episcopal Pastoral para Liturgia da CNBB.

O primeiro encontro aconteceu no dia 10 de março e o segundo no sábado, 15, das às 8h30 às 13h, no Centro Pastoral São José do Belém, próximo à estação Belém do Metrô. Entre os aspectos abordados pelo Padre Thiago está a importância de o espaço celebrativo ser pensado do ponto de vista da liturgia, com o objetivo de fazer com que a comunidade aprofunde a fé com o auxílio do espaço litúrgico. “A comunidade deve acompanhar a construção do espaço, para que possa sentirse parte dele e compreender o objetivo de cada elemento”, salientou o Padre.

 

ARQUITETURA E ARTE

“Queremos salientar a importância que a Arquitetura e a Arte têm dentro da celebração litúrgica”, explicou Padre Thiago à reportagem do O SÃO PAULO. Ele comentou ainda que o espaço litúrgico é uma das dimensões da liturgia, na qual está incluído tudo aquilo que é visível, como o prédio em si e objetos como o cálice, as vestes litúrgicas, o altar, o ambão etc. “Diferenciamos o que é arte religiosa, arte sacra e arte litúrgica. A arte litúrgica inclui, por exemplo, as orações litúrgicas, os tempos litúrgicos”, continuou.

Sobre a participação da comunidade na composição do espaço, Padre Thiago disse que a comunidade deve participar, para sentir-se identificada. “Quando a comunidade ajuda a construir o espaço litúrgico, ela tem a oportunidade de construir a comunidade do Corpo de Cristo”, afirmou.

 

Faça o download do Material do Encontro

 

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Vamos falar sobre o espaço litúrgico?

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16 de setembro de 2018

A Arquidiocese de São Paulo, por meio da Comissão Arquidiocesana de Formação Litúrgica, promoveu no sábado, 15, uma manhã de formação com o tema: “O Espaço litúrgico celebrativo”, com assessoria foi feita pelo Padre Thiago Faccini, Especialista em Espaço Litúrgico e Arte Sacra e perito do Setor de Espaço Litúrgico da Comissão Episcopal Pastoral para Liturgia da CNBB.

O encontro aconteceu entre às 8h30 e 13h, no Centro Pastoral São José do Belém, próximo à estação Belém do metrô.

Entre os aspectos abordados pelo Padre Thiago está a importância de que o espaço celebrativo seja pensado do ponto de vista da liturgia, com objetivo de fazer com que a comunidade aprofunde a fé com auxílio do espaço litúrgico. "A comunidade deve acompanhar a construção do espaço, para que possa sentir-se parte e compreenda o objetivo de cada elemento", salientou o Padre.

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Comissão de liturgia promove encontro arquidiocesano

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04 de setembro de 2018

A Arquidiocese de São Paulo, por meio da comissão arquidiocesana de liturgia, promoverá no sábado, 15, uma manhã de formação com o tema: “O Espaço litúrgico celebrativo”. O encontro tem início às 8h30 e segue até às 13h.

A assessoria será feita pelo Padre Thiago Faccini, que é Especialista em Espaço Litúrgico e Arte Sacra e perito do Setor de Espaço Litúrgico da Comissão Episcopal Pastoral para Liturgia da CNBB.

A formação acontecerá no Centro Pastoral São José do Belém, na Avenida Álvaro Ramos, 366 – Próximo à estação Belém do metrô.

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Espaço Litúrgico é destaque no Encontro Regional de Liturgia

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22 de agosto de 2018

Nos dias 14 e 15, a Comissão Regional de Liturgia promoveu o segundo encontro do ano de Formação Litúrgica com o tema: “O Espaço Litúrgico e a Celebração da Palavra de Deus”, com a assessoria do Padre Thiago Faccini, é especialista em espaço litúrgico e Arte Sacra da Comissão Pastoral para a Liturgia da CNBB, com a participação de 70 pessoas e foi realizado na Paróquia São Luís Gonzaga, do Setor Pastoral Santa Cecília. 

O encontro iniciou com a acolhida e oração inicial, conduzida pelo Padre Helmo César Faccioli, Coordenador Regional da Liturgia. Em seguida, Padre Thiago discorreu sobre o tema e, por meio de exemplos, demonstrou como um espaço mal utilizado pode ser modificado, tornando-o acolhedor e propício para o clima de oração e usado adequadamente para as atividades da comunidade. 

Foram destacados os vários espaços litúrgicos dentro da Igreja, tais como o Altar e sua importância, o lugar da assembleia, a cadeira da presidência, o ambão, a fonte batismal. 

Padre Thiago explicou sobre o programa iconográfico:  é cristocêntrico, ou seja, tudo converge para Cristo. A partir da figura de Cristo, que é a cena central, decorre as demais imagens. 

O material exposto durante o Encontro Regional de Liturgia está disponível pelo site. O próximo encontro de Formação Regional de Liturgia será nos dias 2 e 3 de outubro.


 

 

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Arquidiocese de São Paulo realiza formação litúrgica

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23 de fevereiro de 2018

A Comissão Arquidiocesana de Liturgia da Arquidiocese de São Paulo promoverá, em 10 de março, o 1º Encontro de Formação Litúrgica Arquidiocesana, com o tema “O espaço litúrgico e a celebração da palavra de Deus”. As atividades terão início às 08h30 e seguem até às 13h.

O evento é destinado a todos os responsáveis pela animação litúrgica das comunidades e paróquias da Arquidiocese. A assessoria será feita pelo Padre Thiago Faccini, Especialista em Espaço Litúrgico e Arte Sacra, além de perito do Setor de Espaço Litúrgico da Comissão Episcopal Pastoral para Liturgia da CNBB.

Os interessados devem se inscrever pelo e-mail secretariapastoralbelem@gmail.com  ou pelo fax (11) 2683-0287 (ambos destinados aos cuidados de Geane), contendo as seguintes informações: nome, paróquia, número de telefone e e-mail. Além disso, está sendo pedido aos participantes uma contribuição de R$ 10,00, um prato de doce ou salgado e um refringente para o momento do lanche comunitário.

O local escolhido para sediar o encontro é o Centro Pastoral São José, localizado na Avenida Álvaro Ramos, 366, próximo ao Metrô Belém. 

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Papa: superar leituras infundadas e superficiais da reforma litúrgica

 

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Papa: ouvido, coração e mãos: o itinerário da Palavra de Deus

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31 de janeiro de 2018

"Como poderíamos enfrentar a nossa peregrinação terrena, com as suas dificuldades e as suas provas, sem ser regularmente nutridos e iluminados pela Palavra de Deus que ressoa na liturgia?"

Ao dar continuidade a sua série de catequeses sobre a Santa Missa, o Papa Francisco falou na Audiência Geral desta quarta-feira, a 4ª de 2018 e a 213ª de seu Pontificado, sobre a Liturgia da Palavra, "que é uma parte constitutiva porque nos reunimos justamente para escutar o que Deus fez e pretende ainda fazer em nós".

"É uma experiência que acontece "ao vivo" e não por ouvir dizer - explicou o Santo Padre aos fiéis presentes na Praça São Pedro - porque quando na Igreja se lê a Sagrada Escritura, é Deus mesmo que fala ao seu povo e Cristo, presente na sua palavra, anuncia o Evangelho".

O Papa alertou então, que muitas vezes enquanto se lê a Palavra de Deus, se fazem comentários sobre como o outro se veste ou se comporta. Ao invés disto, "devemos escutar, abrir o coração porque é o próprio Deus que nos fala e não pensar em outras coisas ou em falar de outras coisas. Entenderam? Não acredito que aconteça muito, mas explicarei o que acontece nesta Liturgia da Palavra":

"As páginas da Bíblia deixam de ser um escrito para tornarem-se palavra viva, pronunciada por Deus. É Deus que por meio do que se lê nos fala e interpela a nós que escutamos com fé (...). Mas para escutar a Palavra de Deus, é preciso ter também o coração abertopara receber a palavra no coração. Deus fala e nós nos colocamos em escuta, para depois colocar em prática o que ouvimos. É muito importante ouvir. Algumas vezes não entendemos bem porque existem algumas leituras um pouco difíceis. Mas Deus nos fala o mesmo em outro modo: em silêncio e ouvir a Palavra de Deus. Não esqueçam isto. Na Missa, quando começam as leituras, ouçamos a Palavra de Deus".

"Temos necessidade de escutá-lo!", enfatizou o Papa. "É de fato uma questão de vida, como bem recorda a incisiva expressão «nem só de pão o homem viverá, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus»".

Neste sentido, "falamos da  Liturgia da Palavra como da "mesa" que o Senhor prepara para alimentar a nossa vida espiritual".

A mesa litúrgica é abundante, "abre mais largamente os tesouros da Bíblia", do Antigo e no Novo Testamento, porque neles é anunciado pela Igreja o único e idêntico mistério de Cristo:

"Pensemos na riqueza das leituras bíblicas oferecidas pelos três ciclos dominicais que, à luz do Evangelhos Sinóticos, nos acompanham no decorrer do ano litúrgico, uma grande riqueza".

O Papa chamou a atenção para a importância do Salmo responsorial, "cuja função é favorecer a meditação do que foi escutado na leitura que o precede".

"É bom que o Salmo seja valorizado com o canto, ao menos  do refrão", observou Francisco, acrescentando que também as leituras dos dias feriais constituem "um grande nutrimento para a vida cristã".

O Santo Padre explicou então que "as leituras da Missa, variadamente ordenadas segundo as diferentes tradições do Oriente e Ocidente, estão contidas nos Lecionários":

"A proclamação litúrgica das mesmas leituras, com os cantos deduzidos da Sagrada Escritura, exprime e favorece a comunhão eclesial, acompanhando o caminho de todos e de cada um".

Neste sentido - explica - "se entende porque escolhas subjetivas, como a omissão de leituras e a sua substituição com textos não bíblicos são proibidas":

"Isto de fato empobrece e compromete o diálogo entre Deus e o seu povo em oração. Pelo contrário, a dignidade do ambão e o uso do lecionário, a disponibilidade de bons leitores e salmistas. Mas procurem bons leitores, eh!, aqueles que sabam ler, não aqueles que leem e não se entende nada, eh! é assim, eh! Bons leitores, eh! Devem se preparar e ensaiar antes da Missa para ler bem. E isto cria um clima de silêncio receptivo".

A Palavra do Senhor é uma ajuda indispensável para não nos perdermos, nos nutre e nos ilumina, nos ajudando assim a enfrentarmos as dificuldades e as provas de nossa peregrinação terrena.

Mas "não basta ouvir com os ouvidos, sem acolher no coração a semente da divina Palavra, permitindo a ela de dar fruto":

"A ação do Espírito, que torna eficaz a resposta, tem necessidade de corações que se deixem trabalhar e cultivar, de modo que aquilo que é ouvido na Missa passe para a vida cotidiana, segundo a advertência do apóstolo Tiago: «Sede cumpridores da palavra e não apenas ouvintes; isto equivaleria a vos enganardes a vós mesmos»."

"A Palavra de Deus faz um caminho dentro de nós. A escutamos com os ouvidos, passa pelo coração, não permanece nos ouvidos, deve ir ao coração e do coração passa às mãos, às boas obras. Este é o percurso que faz a Palavra de Deus: dos ouvidos ao coração e às mãos. Aprendamos estas coisas. Obrigado.”

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