Bem-aventurados os jovens

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25 de janeiro de 2019

Falar de santidade, a princípio, pode parecer um assunto um tanto quanto démodé, ou seja, fora de moda. Mas o fato é que a santidade é um chamado comum a todos os que seguem Jesus, em diferentes estados de vida. No Brasil, estão em processo de canonização jovens que dedicaram suas vidas para fazer o bem e viver em consonância com os ensinamentos do Evangelho.

A Beata Albertina Berkenbrock e a Serva de Deus Isabel Cristina Mrad Campos têm aspectos em comum em suas histórias de vida, como a maneira com que morreram, pela violência que vitima tantas mulheres no Brasil e no mundo. Mas o que chama atenção na biografia de ambas é a vida de piedade, a sensibilidade e atenção para com as pessoas próximas e necessitadas, demonstrando, assim, atitudes de intensa caridade cristã.

Padre Ezequiel Ramin, por sua vez, era missionário comboniano e também morreu assassinado aos 32 anos, em 24 de julho de 1985, em Cacoal, Rondônia. A rogatória diocesana para a causa de beatificação foi concluída em março de 2017.

A história desses jovens e de mais de 70 brasileiros que podem ser canonizados pela Igreja e já tiveram seus processos abertos está no livro “A Caminho da Santidade – Do Brasil para o Mundo”, de José Luís Lira.

Padre Armênio Rodrigues Nogueira apresenta um quadro, de mesmo nome, aos domingos na rádio 9 de Julho, às 17h55.

 

FÉ E FORÇA

Albertina Berkenbrock foi beatificada em solene celebração eucarística, no dia 20 de outubro de 2007 em frente a Catedral Diocesana de Tubarão (SC). A missa foi presidida pelo Prefeito Emérito da Congregação para a Causa dos Santos, Cardeal José Saraiva Martins.

Albertina nasceu em 11 de abril de 1919, na Comunidade de São Luís, próxima à Paróquia São Sebastião de Vargem do Cedro, no município de Imaruí (SC). Filha de um casal de agricultores, Henrique e Josefina Berkenbrock, teve oito irmãos e irmãs. Foi batizada em 25 de maio de 1919, crismada em 9 de março de 1925 e fez a primeira comunhão em 16 de agosto de 1928.

Aos 12 anos, em 15 de junho de 1931, Albertina foi assassinada ao defender-se numa tentativa de estrupo. O assassino, Idalício Cipriano Martins, era empregado da família e a degolou após a menina não ceder diante das inúmeras tentativas. O martírio e a consequente fama de santidade espalharam-se rapidamente porque ela era uma menina de grande sensibilidade para com Deus e as pessoas próximas e mais necessitadas.

 

EDUCAR PARA AS VITRINES

Desde a preparação para a primeira Confissão e a primeira Comunhão, Albertina passou a frequentar constantemente esses sacramentos e chamou atenção pela sua forma simples de expressar-se sobre o mistério eucarístico como experiência do amor de Deus.

Todas as virtudes humanas e cristãs mostram que Albertina, apesar de sua pouca idade, foi uma pessoa que correspondeu à vocação para a santidade e viveu os valores do Evangelho de modo admirável.

 

SERVA DE DEUS

“Espero que nós continuemos a nos amar mais e mais, a cada dia que passar. Assim, construiremos o nosso pequenino mundo cheio de amor, paz e amizade.” A frase foi dita pela Serva de Deus Isabel Cristina, que nasceu em 29 de julho de 1962 em Barbacena (MG) e foi brutalmente assassinada em 1º de setembro de 1982 por um montador de móveis na cidade de Juiz de Fora (MG). O assassino teria dado 13 facadas na jovem em sinal de revolta por não ter conseguido consumar o estupro.

De família cristã, Isabel estudava, namorava e participava de movimentos da Igreja, como a Sociedade São Vicente de Paulo. Sonhava em ser pediatra para cuidar de crianças carentes e, por isso, mudou-se para Juiz de Fora, a fim de prestar vestibular para a faculdade de Medicina.

Em setembro de 1982, um homem foi ao seu apartamento para montar um guarda-roupas e tentou violentá-la. Isabel foi agredida com uma cadeira, amordaçada, amarrada e esfaqueada, mas impediu o homem de consumar o estupro. Em 26 de janeiro de 2001, seu processo de beatificação foi instalado e a Santa Sé conferiu a ela o título de Serva de Deus. Em agosto de 2009, seus restos mortais foram levados para o Santuário de Nossa Senhora da Piedade, em Barbacena. Seu processo de beatificação está na Santa Sé desde 1º de setembro de 2009.

 

MISSIONÁRIO ALÉM-FRONTEIRAS

Concluiu-se em 2017 a rogatória aberta em 9 de abril de 2016, após o início da investigação da Diocese de Ji-Paraná (RO) sobre a fama de santidade de Padre Ezequiel Ramin, pela indicação de “super martyrio”, ou seja, que demonstra a consciência de que o religioso morreu na defesa da própria fé, da paz e da justiça.

Ezequiel nasceu em Padova, Itália, em 1953. Ainda jovem, decidiu ser missionário. Foi ordenado sacerdote em 1980, e, aos 30 anos, enviado em missão ao Brasil. Desejava viver uma experiência de fronteira. Em abril de 1983, antes de chegar ao Brasil, partilhou: “Ainda não sei aonde irei, porém estou contente com o fato de partir. É uma coisa mais forte do que eu.”

Quando chegou em Cacoal (RO), encontrou comunidades consolidadas e lideranças que estavam sendo formadas e, também, deparou-se com conflitos de terra constantes naquela região.

No dia 24 de julho de 1985, Padre Ezequiel Ramin, aos 32 anos, foi brutalmente assassinado quando voltava de uma missão de paz, na qual havia visitado posseiros na Fazenda Catuva para pedir-lhes que se retirassem, pois corriam perigo. Foi pego de surpresa por pistoleiros e seu corpo recebeu muitos tiros de espingarda. Ficou caído na estrada a uns 50 metros da traseira do carro.

“Sigo a estrada do missionário, não porque eu tenha escolhido Deus, mas porque Deus me busca e continuamente me pede para segui-lo”, escreveu Ezequiel a um amigo quando decidiu ingressar na Congregação dos Missionários Combonianos do Coração de Jesus e foi estudar em Florença, na Itália, antes de vir para o Brasil como missionário.

(Com informações de www.beataalbertina.com, www.arquimariana.com.br, www.pom.org.br e do livro “ A Caminho da Santidade – Do Brasil para o Mundo”. )
 

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‘Copinha’ é vitrine para jovens talentos e traz histórias de superação

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19 de janeiro de 2019

Desde o dia 2, a 50ª edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior, maior vitrine de talentos do futebol brasileiro, está agitando os gramados paulistas. Em cinco décadas de disputa, o campeonato se notabilizou também pelas histórias de superação, sobretudo de jovens que deixaram seus familiares, viajaram durante dias em busca de seus sonhos e enfrentaram muitos outros adversários fora de campo.

 

CURIOSIDADES

O torneio, disputado desde 1969, inicialmente chamava-se Taça São Paulo de Juniores, e era organizado pela Prefeitura de São Paulo. Em 1987, a competição não aconteceu. Ao retornar no ano seguinte, passou a ser organizada pela Federação Paulista de Futebol (FPF).

Somente em 1971 foram incluídos clubes de outros estados brasileiros, após uma mudança de formato estabelecida pela FPF, pela qual até mesmo algumas equipes estrangeiras puderam participar. Com a criação do Campeonato Brasileiro Sub-20, em 2010, a Federação optou por admitir jogadores até 19 anos.

A grande final tradicionalmente acontece no dia 25 de janeiro, no Estádio do Pacaembu, no aniversário da Capital Paulista.

 

HORAS DE VIAGEM

Muitos clubes que participam da “Copinha” se preparam durante todo o ano para a disputa e enfrentam muitas dificuldades. Algumas equipes chegam a passar dias na estrada, como o River (PI), que enfrentou quase três dias de viagem até Jaguariúna, no interior paulista, sede do time na competição.

A virada do ano foi celebrada dentro do ônibus, durante os quase 2,5 mil quilômetros percorridos pela equipe, que saiu de Teresina em 30 de dezembro. Durante a viagem até São Paulo, a comissão técnica do time piauiense fez algumas paradas para realizar treinos físicos, em campos ao lado de postos de gasolina e quadras das cidades próximas.

 

AJUDA ADVERSÁRIA 

Por pouco, o meio-campo Juninho, peça fundamental no empate por 1 a 1 do Carajás (PA) contra o Taubaté (SP), no dia 7, não entrou em campo, pois o jogador não tinha uma chuteira. Ele só pôde jogar graças a uma ajuda do Vasco da Gama, que também esteve no grupo 27 do torneio e emprestou o calçado ao jogador.

O camisa 10 do time paraense comprou uma chuteira pela internet para estreia, mas a entrega atrasou. O caso chegou aos ouvidos de comissões técnicas de outras equipes e gerou comoção. Após o empate contra o Taubaté, a maioria dos atletas deixou o campo chorando.

Eles estavam emocionados por ser o primeiro ponto do time na história da “Copinha”. Na estreia da competição, justamente contra o Vasco, Juninho utilizou a chuteira do preparador de goleiros e balançou as redes. Porém, os cariocas venceram a partida, de virada, por 4 a 1

 

CAXUMBA

O Galvez (AC) conseguiu uma classificação história após vencer o XV de Piracicaba por 2 a 0, no dia 9. A equipe, que está sediada em Capivari, interior paulista, somou seis pontos com a vitória e alcançou a segunda colocação do grupo 12, conseguindo classificação para o mata-mata do torneio pela primeira vez.

O time excedeu todas as previsões e avançou até a terceira fase, quando foi eliminado pelo Palmeiras, mas o que mais chamou a atenção foi a superação do elenco, que teve alguns desfalques entre os 25 jogadores inscritos para jogar na “Copinha”. Tudo isso porque um surto de caxumba atingiu a equipe do clube acreano e afastou seis jogadores dos treinamentos.

 

ESTATÍSTICAS

Um levantamento feito pela FPF mostrou que, nas 128 equipes participantes do torneio, há 3.088 jovens de várias partes do Brasil e de outros cinco países, de três continentes diferentes. Segundo a FPF, são três chineses, dois equatorianos, um camaronês, um equatoriano e um japonês. Os brasileiros vêm de 845 cidades diferentes.

O Tocantins tem 40 atletas cadastrados, incluindo os que defendem a equipe do Capital. As cidades paulistas com mais jogadores na disputa são: São Paulo (291 jogadores), Campinas (50), Ribeirão Preto (49), Santo André (22) e São Bernardo do Campo (21). De outros estados, os destaques são para as cidades do Rio de Janeiro (148), Salvador (82) e Brasília (71).

 

(Com informações de FPF, Futebol do Interior e Globoesporte.com)

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Jovens da Comunidade Canto de Maria são enviados à JMJ

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16 de janeiro de 2019

No domingo, 13, os jovens da Comunidade Canto de Maria participaram, na Paróquia Sant’Ana, da missa de envio para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

Este ano, o encontro dos jovens com o Papa Francisco acontecerá na Cidade do Panamá, no Panamá, entre os dias 22 e 27. Os jovens participarão também da pré-jornada na Costa Rica, entre os dias 15 e 20 deste mês.

Na missa presidida pelo Padre Mauricio Vieira, Pároco, os jovens agradeceram a Deus por ter permitido que sejam enviados à JMJ, e às famílias e paroquianos pelas contribuições e orações para a viagem.

Ao fim, com a bênção de envio, receberam um crucifixo como sinal de adesão ao discipulado de Cristo.

 

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JMJ Panamá: jovens saem da Polônia e da França de barco para conhecer o Papa

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15 de janeiro de 2019

Atravessar o oceano com a mente e o coração no Panamá. Essa é a experiência que cerca de 150 jovens polacos estão vivendo a bordo do veleiro "Dar Mlodziezy" (Presente da Juventude). São mais de dois meses de viagem para o país latino-americano que vai sediar, no fim de janeiro, a Jornada Mundial da Juventude com a participação do Papa Francisco.

A viagem começou no dia 11 de novembro, dia da independência da Polônia. O número de jovens a bordo oscila entre 150 e 170. Alguns participaram apenas das primeiras etapas da viagem, outros embarcaram no meio do caminho.

Padre Michał Siennicki é um missionário palotino que, como os meninos que acompanha no barco, aguarda ansiosamente o abraço do Papa. "Estamos esperando suas palavras, uma nova motivação para nós que buscamos a Cristo". O religioso diz que a experiência como capelão na viagem é importante para sua vocação. "Muitas pessoas pediram o sacramento da confissão e muitas participaram da missa todos os dias. Foi uma boa oportunidade para testar minha disponibilidade, a possibilidade de proclamar a Cristo ".

 

Do mar da França ao Panamá

Da França, 32 jovens em três embarcações diferentes cruzaram o Oceano Atlântico, durante cinco meses de viagem, com o mesmo objetivo: chegar ao Panamá para participar da Jornada Mundial da Juventude. Um caminho marcada pela experiência da fé, com duas paradas importantes: uma em Santiago de Compostela, na Espanha, e outra no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, em Portugal, onde colocaram o sucesso da viagem nas mãos da Virgem Maria.

 

 

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De Perus rumo à Jornada Mundial da Juventude

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09 de janeiro de 2019

No dia em que a Igreja celebrou a Epifania do Senhor, no domingo, 6, a Paróquia São José, em Perus, fez o envio das jovens Anna Catarina Dória, 19, Anna Clara Gonçalves de Jesus, 19, Giovanna Sabino Dória, 23, e Michele Pereira Sousa, 19, para participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), entre os dias 22 e 27 deste mês no Panamá. 

Durante a missa de envio, a escritora e moradora do bairro, Maria Edméa Augusto, leu um poema de sua autoria em homenagem às jovens, intitulado “Quatro jovens de coragem”. Nesse poema, a autora evidenciou a alegria dos paroquianos em ser representados pelas jovens.

O Padre Cilto Rosembach, Pároco, enfatizou a luta das jovens, que há um ano e dez meses abraçaram o projeto “De Perus ao Panamá – Rumo à JMJ” e se dedicaram para conseguir os recursos necessários que viabilizassem sua participação no evento.

As jovens compartilharam que, além do nervosismo, ansiedade e muito amor, os sentimentos que levam consigo são alegria e gratidão. Elas explicaram que sentem “alegria por sermos jovens e termos a oportunidade de levar o nome da nossa Paróquia, do nosso bairro e de cada um que colaborou conosco até outro país. Algo que na condição de jovens periféricas já supera as perspectivas. E gratidão por todo o caminho trilhado até aqui, com o apoio e incentivo justamente daqueles a quem vamos representar”.
 

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Cristãos autênticos não têm medo de se abrir ao próximo

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27 de dezembro de 2018

“O Papa Francisco, junto com toda a Igreja, confia em vocês”. Assim começa a mensagem do Papa, assinada pelo Secretário de Estado da Santa Sé, Cardeal Pietro Parolin, aos participantes do 41º Encontro Europeu dos Jovens, organizado pela Comunidade Ecumênica de Taizé.

O evento será realizado em Madri, na Espanha, entre os dias 28 de dezembro de 2018 e 1º de janeiro de 2019.

Jamais perder o gosto de sonhar junto

Na mensagem, o Papa exorta a juventude a “jamais perder o gosto pelo reencontro, pela amizade, o sonhar junto, caminhar com os outros, porque os cristãos autênticos não têm medo de se abrir ao próximo, de dividir seus próprios espaços os transformando em espaços de fraternidade”.

Construtor de pontes entre Igrejas, religiões e povos

O Papa também convida toda a juventude a abrir um espaço ao Senhor em sua vida e a descobrir que, graças à amizade com Jesus, “é possível viver uma hospitalidade generosa, aprender a crescer com as diferenças dos outros e a frutificar os próprios talentos para se transformar em construtor de pontes entre as Igrejas, as religiões e os povos”.

Por fim, Francisco pede que os jovens sigam o exemplo de Maria, cujo “amor cheio de audácia e orientado para o dom de ajudar” os estimule a viver concretamente “a caridade que nos impulsiona a amar a Deus acima de tudo e de nós mesmos, a amar as pessoas com as quais dividimos o cotidiano”.

Abrir as portas em espírito de acolhida cristã

O Encontro Europeu dos Jovens deverá reunir milhares de pessoas, provenientes de diversos países. O tema que o Irmão Alois (foto), Prior da Comunidade de Taizé, escolheu para este ano é: “Não nos esqueçamos da hospitalidade”.

Cerca de 170 paróquias e milhares de famílias anfitriãs em Madri abrirão as portas das suas casas aos jovens peregrinos europeus, em espírito de acolhida cristã.

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60 jovens e adultos são crismados na Paróquia Nossa Senhora das Mercês

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21 de dezembro de 2018

No domingo, 16, Dom José Roberto Fortes Palau, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Ipiranga, presidiu a celebração da Crisma na Paróquia Nossa Senhora das Mercês, no Setor Anchieta. Foram crismados 60 jovens e adultos da matriz paroquial e das Comunidades São João Batista, Sagrado Coração de Jesus e Santa Paulina, São Lourenço e Beata Mariana de Jesus, que compõem a Paróquia. 

Nesse domingo, considerado durante o período do Advento como “Domingo da Alegria”, Dom José Roberto reforçou aos jovens e adultos que a Crisma é o Sacramento no qual todos são convidados a exalar o bom perfume de Cristo e ser sinal de uma alegria que não é momentânea, mas eterna, que vem de Deus.

Na ocasião, a Paróquia encerrou solenemente a celebração do ano jubilar, em comemoração dos 800 anos de fundação da Ordem de Nossa Senhora das Mercês. Por isso, contou com a presença dos religiosos que formam a comunidade mercedária de São Paulo, dos frades professos simples e de inúmeros fiéis que são devotos de Nossa Senhora das Mercês. 

O Pároco, Frei José Maria Mohomed Jr., O. de M., recordou que o jubileu marcou um tempo de graça e de confirmação da presença redentora da Ordem na vida da comunidade e na cidade de São Paulo.
 

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Muitos filmes e séries, poucos livros

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04 de dezembro de 2018

Uma pesquisa realizada recentemente pelo Centro de Pesquisa Família e Mídia, da Pontifícia Universidade da Santa Cruz, revelou que sete em cada dez jovens (entre 18 e 29 anos) assistem a séries várias vezes por semana ou todos os dias e leem menos de duas horas por semana.

As séries mais assistidas são as comédias “The Big Bang Theory” e “Friends”. Garotos e garotas se distinguem: eles preferem “Game of Thrones”, elas, “Gossip Girl”. Apenas 2% dos jovens nunca assistem a séries.

O tempo de leitura entre os jovens é limitado: 41% passam menos de uma hora por semana lendo, e 34% leem apenas entre uma e duas horas por semana. Apenas 8% leem mais de cinco horas semanalmente. Os livros mais lidos são “O Pequeno Príncipe” e “Harry Potter”

Os jovens também afirmaram ter poucos amigos: a maioria (58%) tem entre dois e cinco amigos; 24% tem apenas um e 8% disse não ter amigo algum.

A pesquisa também procurou identificar se há alguma diferença entre os hábitos dos jovens católicos em relação ao restante da população. Os jovens católicos assistem a séries com menos frequência – 54% disseram assistir várias vezes por semana (contra 72% na população em geral) – e têm mais amigos: apenas 3% não têm amigos, 68% têm entre dois e cinco e 19% têm mais de cinco, contra 8%, 58% e 9%, respectivamente.

Fonte: Pontifícia Universidade da Santa Cruz
 

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‘Nossa vida só encontra significado no serviço a Deus e ao próximo’, diz o Papa aos jovens

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30 de novembro de 2018

A dois meses da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) do Panamá, que será entre 22 e 27 de janeiro, o Papa Francisco enviou uma mensagem em vídeo aos jovens, refletindo sobre o tema do encontro: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua Palavra” (Lc 1,38).

“A resposta da Virgem Maria foi um ‘sim’ valente e generoso a Deus. Um ‘sim’ de quem compreendeu o segredo da vocação: sair de si mesmo e se colocar a serviço dos outros”, afirma o Papa Francisco no vídeo, que pode ser encontrado no YouTube. “Nossa vida só encontra significado no serviço a Deus e ao próximo”, continuou.

O Pontífice observou que muitos jovens demonstram grande energia e desejo de ajudar os outros, fazer algo na vida para ajudar aqueles que mais sofrem. “Essa é a força dos jovens que pode mudar o mundo”, disse. “É a revolução que pode derrubar os grandes poderes deste mundo: a revolução do serviço”.

Colocar-se a serviço, explicou o Santo Padre, não quer dizer simplesmente estar pronto para a ação, mas, além disso, “em diálogo com Deus”, em atitude de escuta, como fez Maria. “Dessa relação com Deus no silêncio do coração, descobrimos a nossa identidade e a vocação à qual o Senhor nos chama”. E insistiu: “Não existe vocação ao egoísmo. Todas as vocações são modos para seguir a Jesus”. 

Nas palavras do Papa, o primeiro passo para ser feliz, conforme o exemplo de Maria, “é dar uma resposta afirmativa a Deus”, colocar-se à escuta. “Você verá que terá a sua vida transformada e cheia de alegria!”, exortou Francisco no vídeo.

O Vaticano divulgou esta semana o programa da viagem do Papa Francisco ao Panamá, mesmas datas da JMJ. Além do evento, que é tipicamente um grande encontro internacional de jovens com o Bispo de Roma, preveem- -se visitas a autoridades civis, bispos e obras de caridade.

Os organizadores desta JMJ esperam um número menor de participantes do que nas anteriores. A última Jornada, em Cracóvia, na Polônia, em 2016, recebeu cerca de 2,5 milhões de peregrinos. Já a do Rio de Janeiro, em 2013, teve 3 milhões de participantes.

Os motivos para isso são principalmente três: transporte, capacidade e data. Primeiro, o acesso à Cidade do Panamá não é sempre fácil para jovens que estão longe do continente americano. O número de voos é bastante limitado e a quantidade de escalas pode inviabilizar a viagem. 

Segundo, o Panamá é uma ilha pequena, com cerca de 4 milhões de habitantes. É de se esperar, portanto, que o número de peregrinos seja proporcional à capacidade do País. E, terceiro, a data da JMJ coincide com o período de provas dos jovens europeus, o que deve reduzir o interesse naquele continente.

Por outro lado, a ideia de se realizar o encontro no Panamá era justamente favorecer o acesso dos jovens da América Central e do Sul, muitos dos quais jamais participaram de uma Jornada, por não poderem viajar até outras partes do mundo para junto rezar com o Papa.
 

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Sínodo dos Bispos chega ao fim e propõe maior empatia na relação com os jovens

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01 de novembro de 2018

“Caminhar juntos” é proposta de todo Sínodo dos Bispos, mas este, em especial, foi percorrido na companhia dos jovens. Após consultas em todo o mundo e uma reunião pré-sinodal em Roma, o Sínodo, ocorrido de 3 a 28 de outubro, refletiu sobre o caminhar da Igreja com os jovens. Entre as diversas resoluções está a de “escutar e ver os jovens com empatia”. Na missa de encerramento, o Papa Francisco refletiu sobre três atos que favorecem o crescimento na fé: escutar, fazer-se próximo e testemunhar. 

O documento final do Sínodo, que serve de base para o Papa escrever uma exortação pós-sinodal, fala do desejo da Igreja de alcançar todos os jovens, sem nenhuma exclusão. “A Igreja, no momento em que esse Sínodo escolheu se ocupar dos jovens, fez uma opção bem precisa: considera essa missão uma prioridade pastoral da época, para a qual deve investir tempo, energias e recursos”, diz o número 119. “Desde o início do caminho de preparação, os jovens expressaram o desejo de serem envolvidos, apreciados e de se sentirem protagonistas da vida e da missão da Igreja”.

De acordo com Dom Vilson Basso, Bispo de Imperatriz (MA) e padre sinodal, essa opção pelos jovens ficou clara no documento. “O Sínodo foi experiência de uma Igreja que quer aprender e encontrar caminhos com os jovens. A Igreja jovem. Partindo o pão e ouvindo a Palavra, quer abrir os olhos numa grande saída missionária, a partir da belíssima notícia do Cristo Ressuscitado”, disse ao O SÃO PAULO

Como ele, os outros padres sinodais evitaram criar uma distinção entre jovens e Igreja, falando, em vez disso, de uma “Igreja jovem”. “A participação responsável dos jovens na vida da Igreja não é opcional, mas uma exigência da vida batismal e um elemento indispensável para a vida de toda comunidade. As dificuldades e fragilidades dos jovens nos ajudam a ser melhores, as suas perguntas nos desafiam, as suas dúvidas nos questionam sobre a qualidade da nossa fé”, lê- -se no número 116. 

A imagem bíblica que representa esse caminho é a dos discípulos de Emaús. Conforme o Evangelho de Lucas, eles encontram Jesus ressuscitado, mas não o reconhecem imediatamente. Jesus caminha com eles enquanto se afastam da comunidade cristã de Jerusalém. Porém, ao se revelar aos discípulos, eles voltam e passam a compartilhar a experiência do Cristo Ressuscitado.

 

ESCUTAR, FAZER-SE PRESENTE, TESTEMUNHAR

“Também nós caminhamos juntos, fizemos Sínodo”, disse o Papa Francisco na missa de encerramento no domingo, 28. Referindo-se à passagem do Evangelho de Marcos que narra o “ministério itinerante” de Jesus e a adesão do cego Bartimeu, o Papa refletiu sobre três atos que favorecem o crescimento na fé.

Escutar, disse ele, é o “apostolado do ouvido”. “Gostaria de dizer aos jovens, em nome de todos nós adultos: desculpem se muitas vezes não os escutamos, e se, em vez de abrir o coração, enchemos os seus ouvidos. Como Igreja de Jesus, desejamos nos colocar à escuta com amor”, disse, na homilia. 

“Fazer-se próximo”, explicou, é envolver-se diretamente com as pessoas. “A fé passa pela vida. Quando a fé se concentra puramente sobre as formulações doutrinais, arrisca-se a falar só à cabeça, sem tocar o coração”, afirmou. “E quando se concentra só em fazer, arrisca-se a se tornar moralismo e reduzir-se ao social.”

Por fim, testemunhar é o terceiro passo. “Não é cristão esperar que os irmãos que estão à procura [de respostas] batam à nossa porta. Temos que ir até eles, e não levando nós mesmos, mas Jesus.”

 

AMADURECIMENTO NA FÉ

O jovem Lucas Galhardo, representante brasileiro no Sínodo, avalia que este tenha sido, para ele, uma experiência de amadurecimento na fé. “Foi viver a sinodalidade: caminhar juntos, sentir-se escutado e poder contribuir. É importante continuar esse caminho nas nossas comunidades. Levar essa cultura da escuta, para que a Igreja seja lugar de acolhida e mostre o amor de Jesus a todos”, disse. 

Nesse sentido, Dom Gilson Andrade da Silva, Bispo Coadjutor de Nova Iguaçu (RJ) e padre sinodal, comentou que se sentiu “enviado pelo Santo Padre” ao fim do Sínodo. “Foi uma experiência da universalidade da Igreja, de amizade e colaboração, sobretudo com os jovens. Vamos levar o desejo de estar próximos dos jovens, fomentar esse testemunho no nosso meio, e ajudá-los a se tornar protagonistas desta época”, completou. 

Em 60 páginas, o documento final apresenta uma série de propostas para uma ação pastoral com os jovens – e não só para os jovens. Entre elas, uma maior interação entre os grupos já existentes; a ideia de que toda pastoral juvenil também é vocacional; o acompanhamento pessoal dos jovens e a formação de mais leigos e consagrados nesse ministério; uma maior ênfase nos jovens durante a formação dos seminaristas e religiosos; e uma presença mais ativa no mundo digital, incentivando boas práticas para evitar notícias falsas e discursos de ódio. 

O texto está disponível, em italiano, no site do Vaticano, contudo em breve será traduzido para todas as línguas. “O Espírito Santo nos presenteia esse documento, também a mim, para podermos refletir sobre o que quer dizer a todos nós”, disse o Papa ao fim do Sínodo.
 

 

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