‘Copinha’ é vitrine para jovens talentos e traz histórias de superação

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19 de janeiro de 2019

Desde o dia 2, a 50ª edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior, maior vitrine de talentos do futebol brasileiro, está agitando os gramados paulistas. Em cinco décadas de disputa, o campeonato se notabilizou também pelas histórias de superação, sobretudo de jovens que deixaram seus familiares, viajaram durante dias em busca de seus sonhos e enfrentaram muitos outros adversários fora de campo.

 

CURIOSIDADES

O torneio, disputado desde 1969, inicialmente chamava-se Taça São Paulo de Juniores, e era organizado pela Prefeitura de São Paulo. Em 1987, a competição não aconteceu. Ao retornar no ano seguinte, passou a ser organizada pela Federação Paulista de Futebol (FPF).

Somente em 1971 foram incluídos clubes de outros estados brasileiros, após uma mudança de formato estabelecida pela FPF, pela qual até mesmo algumas equipes estrangeiras puderam participar. Com a criação do Campeonato Brasileiro Sub-20, em 2010, a Federação optou por admitir jogadores até 19 anos.

A grande final tradicionalmente acontece no dia 25 de janeiro, no Estádio do Pacaembu, no aniversário da Capital Paulista.

 

HORAS DE VIAGEM

Muitos clubes que participam da “Copinha” se preparam durante todo o ano para a disputa e enfrentam muitas dificuldades. Algumas equipes chegam a passar dias na estrada, como o River (PI), que enfrentou quase três dias de viagem até Jaguariúna, no interior paulista, sede do time na competição.

A virada do ano foi celebrada dentro do ônibus, durante os quase 2,5 mil quilômetros percorridos pela equipe, que saiu de Teresina em 30 de dezembro. Durante a viagem até São Paulo, a comissão técnica do time piauiense fez algumas paradas para realizar treinos físicos, em campos ao lado de postos de gasolina e quadras das cidades próximas.

 

AJUDA ADVERSÁRIA 

Por pouco, o meio-campo Juninho, peça fundamental no empate por 1 a 1 do Carajás (PA) contra o Taubaté (SP), no dia 7, não entrou em campo, pois o jogador não tinha uma chuteira. Ele só pôde jogar graças a uma ajuda do Vasco da Gama, que também esteve no grupo 27 do torneio e emprestou o calçado ao jogador.

O camisa 10 do time paraense comprou uma chuteira pela internet para estreia, mas a entrega atrasou. O caso chegou aos ouvidos de comissões técnicas de outras equipes e gerou comoção. Após o empate contra o Taubaté, a maioria dos atletas deixou o campo chorando.

Eles estavam emocionados por ser o primeiro ponto do time na história da “Copinha”. Na estreia da competição, justamente contra o Vasco, Juninho utilizou a chuteira do preparador de goleiros e balançou as redes. Porém, os cariocas venceram a partida, de virada, por 4 a 1

 

CAXUMBA

O Galvez (AC) conseguiu uma classificação história após vencer o XV de Piracicaba por 2 a 0, no dia 9. A equipe, que está sediada em Capivari, interior paulista, somou seis pontos com a vitória e alcançou a segunda colocação do grupo 12, conseguindo classificação para o mata-mata do torneio pela primeira vez.

O time excedeu todas as previsões e avançou até a terceira fase, quando foi eliminado pelo Palmeiras, mas o que mais chamou a atenção foi a superação do elenco, que teve alguns desfalques entre os 25 jogadores inscritos para jogar na “Copinha”. Tudo isso porque um surto de caxumba atingiu a equipe do clube acreano e afastou seis jogadores dos treinamentos.

 

ESTATÍSTICAS

Um levantamento feito pela FPF mostrou que, nas 128 equipes participantes do torneio, há 3.088 jovens de várias partes do Brasil e de outros cinco países, de três continentes diferentes. Segundo a FPF, são três chineses, dois equatorianos, um camaronês, um equatoriano e um japonês. Os brasileiros vêm de 845 cidades diferentes.

O Tocantins tem 40 atletas cadastrados, incluindo os que defendem a equipe do Capital. As cidades paulistas com mais jogadores na disputa são: São Paulo (291 jogadores), Campinas (50), Ribeirão Preto (49), Santo André (22) e São Bernardo do Campo (21). De outros estados, os destaques são para as cidades do Rio de Janeiro (148), Salvador (82) e Brasília (71).

 

(Com informações de FPF, Futebol do Interior e Globoesporte.com)

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Jovens da Comunidade Canto de Maria são enviados à JMJ

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16 de janeiro de 2019

No domingo, 13, os jovens da Comunidade Canto de Maria participaram, na Paróquia Sant’Ana, da missa de envio para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

Este ano, o encontro dos jovens com o Papa Francisco acontecerá na Cidade do Panamá, no Panamá, entre os dias 22 e 27. Os jovens participarão também da pré-jornada na Costa Rica, entre os dias 15 e 20 deste mês.

Na missa presidida pelo Padre Mauricio Vieira, Pároco, os jovens agradeceram a Deus por ter permitido que sejam enviados à JMJ, e às famílias e paroquianos pelas contribuições e orações para a viagem.

Ao fim, com a bênção de envio, receberam um crucifixo como sinal de adesão ao discipulado de Cristo.

 

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JMJ Panamá: jovens saem da Polônia e da França de barco para conhecer o Papa

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15 de janeiro de 2019

Atravessar o oceano com a mente e o coração no Panamá. Essa é a experiência que cerca de 150 jovens polacos estão vivendo a bordo do veleiro "Dar Mlodziezy" (Presente da Juventude). São mais de dois meses de viagem para o país latino-americano que vai sediar, no fim de janeiro, a Jornada Mundial da Juventude com a participação do Papa Francisco.

A viagem começou no dia 11 de novembro, dia da independência da Polônia. O número de jovens a bordo oscila entre 150 e 170. Alguns participaram apenas das primeiras etapas da viagem, outros embarcaram no meio do caminho.

Padre Michał Siennicki é um missionário palotino que, como os meninos que acompanha no barco, aguarda ansiosamente o abraço do Papa. "Estamos esperando suas palavras, uma nova motivação para nós que buscamos a Cristo". O religioso diz que a experiência como capelão na viagem é importante para sua vocação. "Muitas pessoas pediram o sacramento da confissão e muitas participaram da missa todos os dias. Foi uma boa oportunidade para testar minha disponibilidade, a possibilidade de proclamar a Cristo ".

 

Do mar da França ao Panamá

Da França, 32 jovens em três embarcações diferentes cruzaram o Oceano Atlântico, durante cinco meses de viagem, com o mesmo objetivo: chegar ao Panamá para participar da Jornada Mundial da Juventude. Um caminho marcada pela experiência da fé, com duas paradas importantes: uma em Santiago de Compostela, na Espanha, e outra no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, em Portugal, onde colocaram o sucesso da viagem nas mãos da Virgem Maria.

 

 

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De Perus rumo à Jornada Mundial da Juventude

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09 de janeiro de 2019

No dia em que a Igreja celebrou a Epifania do Senhor, no domingo, 6, a Paróquia São José, em Perus, fez o envio das jovens Anna Catarina Dória, 19, Anna Clara Gonçalves de Jesus, 19, Giovanna Sabino Dória, 23, e Michele Pereira Sousa, 19, para participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), entre os dias 22 e 27 deste mês no Panamá. 

Durante a missa de envio, a escritora e moradora do bairro, Maria Edméa Augusto, leu um poema de sua autoria em homenagem às jovens, intitulado “Quatro jovens de coragem”. Nesse poema, a autora evidenciou a alegria dos paroquianos em ser representados pelas jovens.

O Padre Cilto Rosembach, Pároco, enfatizou a luta das jovens, que há um ano e dez meses abraçaram o projeto “De Perus ao Panamá – Rumo à JMJ” e se dedicaram para conseguir os recursos necessários que viabilizassem sua participação no evento.

As jovens compartilharam que, além do nervosismo, ansiedade e muito amor, os sentimentos que levam consigo são alegria e gratidão. Elas explicaram que sentem “alegria por sermos jovens e termos a oportunidade de levar o nome da nossa Paróquia, do nosso bairro e de cada um que colaborou conosco até outro país. Algo que na condição de jovens periféricas já supera as perspectivas. E gratidão por todo o caminho trilhado até aqui, com o apoio e incentivo justamente daqueles a quem vamos representar”.
 

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Cristãos autênticos não têm medo de se abrir ao próximo

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27 de dezembro de 2018

“O Papa Francisco, junto com toda a Igreja, confia em vocês”. Assim começa a mensagem do Papa, assinada pelo Secretário de Estado da Santa Sé, Cardeal Pietro Parolin, aos participantes do 41º Encontro Europeu dos Jovens, organizado pela Comunidade Ecumênica de Taizé.

O evento será realizado em Madri, na Espanha, entre os dias 28 de dezembro de 2018 e 1º de janeiro de 2019.

Jamais perder o gosto de sonhar junto

Na mensagem, o Papa exorta a juventude a “jamais perder o gosto pelo reencontro, pela amizade, o sonhar junto, caminhar com os outros, porque os cristãos autênticos não têm medo de se abrir ao próximo, de dividir seus próprios espaços os transformando em espaços de fraternidade”.

Construtor de pontes entre Igrejas, religiões e povos

O Papa também convida toda a juventude a abrir um espaço ao Senhor em sua vida e a descobrir que, graças à amizade com Jesus, “é possível viver uma hospitalidade generosa, aprender a crescer com as diferenças dos outros e a frutificar os próprios talentos para se transformar em construtor de pontes entre as Igrejas, as religiões e os povos”.

Por fim, Francisco pede que os jovens sigam o exemplo de Maria, cujo “amor cheio de audácia e orientado para o dom de ajudar” os estimule a viver concretamente “a caridade que nos impulsiona a amar a Deus acima de tudo e de nós mesmos, a amar as pessoas com as quais dividimos o cotidiano”.

Abrir as portas em espírito de acolhida cristã

O Encontro Europeu dos Jovens deverá reunir milhares de pessoas, provenientes de diversos países. O tema que o Irmão Alois (foto), Prior da Comunidade de Taizé, escolheu para este ano é: “Não nos esqueçamos da hospitalidade”.

Cerca de 170 paróquias e milhares de famílias anfitriãs em Madri abrirão as portas das suas casas aos jovens peregrinos europeus, em espírito de acolhida cristã.

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60 jovens e adultos são crismados na Paróquia Nossa Senhora das Mercês

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21 de dezembro de 2018

No domingo, 16, Dom José Roberto Fortes Palau, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Ipiranga, presidiu a celebração da Crisma na Paróquia Nossa Senhora das Mercês, no Setor Anchieta. Foram crismados 60 jovens e adultos da matriz paroquial e das Comunidades São João Batista, Sagrado Coração de Jesus e Santa Paulina, São Lourenço e Beata Mariana de Jesus, que compõem a Paróquia. 

Nesse domingo, considerado durante o período do Advento como “Domingo da Alegria”, Dom José Roberto reforçou aos jovens e adultos que a Crisma é o Sacramento no qual todos são convidados a exalar o bom perfume de Cristo e ser sinal de uma alegria que não é momentânea, mas eterna, que vem de Deus.

Na ocasião, a Paróquia encerrou solenemente a celebração do ano jubilar, em comemoração dos 800 anos de fundação da Ordem de Nossa Senhora das Mercês. Por isso, contou com a presença dos religiosos que formam a comunidade mercedária de São Paulo, dos frades professos simples e de inúmeros fiéis que são devotos de Nossa Senhora das Mercês. 

O Pároco, Frei José Maria Mohomed Jr., O. de M., recordou que o jubileu marcou um tempo de graça e de confirmação da presença redentora da Ordem na vida da comunidade e na cidade de São Paulo.
 

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Muitos filmes e séries, poucos livros

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04 de dezembro de 2018

Uma pesquisa realizada recentemente pelo Centro de Pesquisa Família e Mídia, da Pontifícia Universidade da Santa Cruz, revelou que sete em cada dez jovens (entre 18 e 29 anos) assistem a séries várias vezes por semana ou todos os dias e leem menos de duas horas por semana.

As séries mais assistidas são as comédias “The Big Bang Theory” e “Friends”. Garotos e garotas se distinguem: eles preferem “Game of Thrones”, elas, “Gossip Girl”. Apenas 2% dos jovens nunca assistem a séries.

O tempo de leitura entre os jovens é limitado: 41% passam menos de uma hora por semana lendo, e 34% leem apenas entre uma e duas horas por semana. Apenas 8% leem mais de cinco horas semanalmente. Os livros mais lidos são “O Pequeno Príncipe” e “Harry Potter”

Os jovens também afirmaram ter poucos amigos: a maioria (58%) tem entre dois e cinco amigos; 24% tem apenas um e 8% disse não ter amigo algum.

A pesquisa também procurou identificar se há alguma diferença entre os hábitos dos jovens católicos em relação ao restante da população. Os jovens católicos assistem a séries com menos frequência – 54% disseram assistir várias vezes por semana (contra 72% na população em geral) – e têm mais amigos: apenas 3% não têm amigos, 68% têm entre dois e cinco e 19% têm mais de cinco, contra 8%, 58% e 9%, respectivamente.

Fonte: Pontifícia Universidade da Santa Cruz
 

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‘Nossa vida só encontra significado no serviço a Deus e ao próximo’, diz o Papa aos jovens

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30 de novembro de 2018

A dois meses da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) do Panamá, que será entre 22 e 27 de janeiro, o Papa Francisco enviou uma mensagem em vídeo aos jovens, refletindo sobre o tema do encontro: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua Palavra” (Lc 1,38).

“A resposta da Virgem Maria foi um ‘sim’ valente e generoso a Deus. Um ‘sim’ de quem compreendeu o segredo da vocação: sair de si mesmo e se colocar a serviço dos outros”, afirma o Papa Francisco no vídeo, que pode ser encontrado no YouTube. “Nossa vida só encontra significado no serviço a Deus e ao próximo”, continuou.

O Pontífice observou que muitos jovens demonstram grande energia e desejo de ajudar os outros, fazer algo na vida para ajudar aqueles que mais sofrem. “Essa é a força dos jovens que pode mudar o mundo”, disse. “É a revolução que pode derrubar os grandes poderes deste mundo: a revolução do serviço”.

Colocar-se a serviço, explicou o Santo Padre, não quer dizer simplesmente estar pronto para a ação, mas, além disso, “em diálogo com Deus”, em atitude de escuta, como fez Maria. “Dessa relação com Deus no silêncio do coração, descobrimos a nossa identidade e a vocação à qual o Senhor nos chama”. E insistiu: “Não existe vocação ao egoísmo. Todas as vocações são modos para seguir a Jesus”. 

Nas palavras do Papa, o primeiro passo para ser feliz, conforme o exemplo de Maria, “é dar uma resposta afirmativa a Deus”, colocar-se à escuta. “Você verá que terá a sua vida transformada e cheia de alegria!”, exortou Francisco no vídeo.

O Vaticano divulgou esta semana o programa da viagem do Papa Francisco ao Panamá, mesmas datas da JMJ. Além do evento, que é tipicamente um grande encontro internacional de jovens com o Bispo de Roma, preveem- -se visitas a autoridades civis, bispos e obras de caridade.

Os organizadores desta JMJ esperam um número menor de participantes do que nas anteriores. A última Jornada, em Cracóvia, na Polônia, em 2016, recebeu cerca de 2,5 milhões de peregrinos. Já a do Rio de Janeiro, em 2013, teve 3 milhões de participantes.

Os motivos para isso são principalmente três: transporte, capacidade e data. Primeiro, o acesso à Cidade do Panamá não é sempre fácil para jovens que estão longe do continente americano. O número de voos é bastante limitado e a quantidade de escalas pode inviabilizar a viagem. 

Segundo, o Panamá é uma ilha pequena, com cerca de 4 milhões de habitantes. É de se esperar, portanto, que o número de peregrinos seja proporcional à capacidade do País. E, terceiro, a data da JMJ coincide com o período de provas dos jovens europeus, o que deve reduzir o interesse naquele continente.

Por outro lado, a ideia de se realizar o encontro no Panamá era justamente favorecer o acesso dos jovens da América Central e do Sul, muitos dos quais jamais participaram de uma Jornada, por não poderem viajar até outras partes do mundo para junto rezar com o Papa.
 

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Sínodo dos Bispos chega ao fim e propõe maior empatia na relação com os jovens

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01 de novembro de 2018

“Caminhar juntos” é proposta de todo Sínodo dos Bispos, mas este, em especial, foi percorrido na companhia dos jovens. Após consultas em todo o mundo e uma reunião pré-sinodal em Roma, o Sínodo, ocorrido de 3 a 28 de outubro, refletiu sobre o caminhar da Igreja com os jovens. Entre as diversas resoluções está a de “escutar e ver os jovens com empatia”. Na missa de encerramento, o Papa Francisco refletiu sobre três atos que favorecem o crescimento na fé: escutar, fazer-se próximo e testemunhar. 

O documento final do Sínodo, que serve de base para o Papa escrever uma exortação pós-sinodal, fala do desejo da Igreja de alcançar todos os jovens, sem nenhuma exclusão. “A Igreja, no momento em que esse Sínodo escolheu se ocupar dos jovens, fez uma opção bem precisa: considera essa missão uma prioridade pastoral da época, para a qual deve investir tempo, energias e recursos”, diz o número 119. “Desde o início do caminho de preparação, os jovens expressaram o desejo de serem envolvidos, apreciados e de se sentirem protagonistas da vida e da missão da Igreja”.

De acordo com Dom Vilson Basso, Bispo de Imperatriz (MA) e padre sinodal, essa opção pelos jovens ficou clara no documento. “O Sínodo foi experiência de uma Igreja que quer aprender e encontrar caminhos com os jovens. A Igreja jovem. Partindo o pão e ouvindo a Palavra, quer abrir os olhos numa grande saída missionária, a partir da belíssima notícia do Cristo Ressuscitado”, disse ao O SÃO PAULO

Como ele, os outros padres sinodais evitaram criar uma distinção entre jovens e Igreja, falando, em vez disso, de uma “Igreja jovem”. “A participação responsável dos jovens na vida da Igreja não é opcional, mas uma exigência da vida batismal e um elemento indispensável para a vida de toda comunidade. As dificuldades e fragilidades dos jovens nos ajudam a ser melhores, as suas perguntas nos desafiam, as suas dúvidas nos questionam sobre a qualidade da nossa fé”, lê- -se no número 116. 

A imagem bíblica que representa esse caminho é a dos discípulos de Emaús. Conforme o Evangelho de Lucas, eles encontram Jesus ressuscitado, mas não o reconhecem imediatamente. Jesus caminha com eles enquanto se afastam da comunidade cristã de Jerusalém. Porém, ao se revelar aos discípulos, eles voltam e passam a compartilhar a experiência do Cristo Ressuscitado.

 

ESCUTAR, FAZER-SE PRESENTE, TESTEMUNHAR

“Também nós caminhamos juntos, fizemos Sínodo”, disse o Papa Francisco na missa de encerramento no domingo, 28. Referindo-se à passagem do Evangelho de Marcos que narra o “ministério itinerante” de Jesus e a adesão do cego Bartimeu, o Papa refletiu sobre três atos que favorecem o crescimento na fé.

Escutar, disse ele, é o “apostolado do ouvido”. “Gostaria de dizer aos jovens, em nome de todos nós adultos: desculpem se muitas vezes não os escutamos, e se, em vez de abrir o coração, enchemos os seus ouvidos. Como Igreja de Jesus, desejamos nos colocar à escuta com amor”, disse, na homilia. 

“Fazer-se próximo”, explicou, é envolver-se diretamente com as pessoas. “A fé passa pela vida. Quando a fé se concentra puramente sobre as formulações doutrinais, arrisca-se a falar só à cabeça, sem tocar o coração”, afirmou. “E quando se concentra só em fazer, arrisca-se a se tornar moralismo e reduzir-se ao social.”

Por fim, testemunhar é o terceiro passo. “Não é cristão esperar que os irmãos que estão à procura [de respostas] batam à nossa porta. Temos que ir até eles, e não levando nós mesmos, mas Jesus.”

 

AMADURECIMENTO NA FÉ

O jovem Lucas Galhardo, representante brasileiro no Sínodo, avalia que este tenha sido, para ele, uma experiência de amadurecimento na fé. “Foi viver a sinodalidade: caminhar juntos, sentir-se escutado e poder contribuir. É importante continuar esse caminho nas nossas comunidades. Levar essa cultura da escuta, para que a Igreja seja lugar de acolhida e mostre o amor de Jesus a todos”, disse. 

Nesse sentido, Dom Gilson Andrade da Silva, Bispo Coadjutor de Nova Iguaçu (RJ) e padre sinodal, comentou que se sentiu “enviado pelo Santo Padre” ao fim do Sínodo. “Foi uma experiência da universalidade da Igreja, de amizade e colaboração, sobretudo com os jovens. Vamos levar o desejo de estar próximos dos jovens, fomentar esse testemunho no nosso meio, e ajudá-los a se tornar protagonistas desta época”, completou. 

Em 60 páginas, o documento final apresenta uma série de propostas para uma ação pastoral com os jovens – e não só para os jovens. Entre elas, uma maior interação entre os grupos já existentes; a ideia de que toda pastoral juvenil também é vocacional; o acompanhamento pessoal dos jovens e a formação de mais leigos e consagrados nesse ministério; uma maior ênfase nos jovens durante a formação dos seminaristas e religiosos; e uma presença mais ativa no mundo digital, incentivando boas práticas para evitar notícias falsas e discursos de ódio. 

O texto está disponível, em italiano, no site do Vaticano, contudo em breve será traduzido para todas as línguas. “O Espírito Santo nos presenteia esse documento, também a mim, para podermos refletir sobre o que quer dizer a todos nós”, disse o Papa ao fim do Sínodo.
 

 

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Sínodo dos Bispos: "sentimos a força do Espírito Santo"

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26 de outubro de 2018

A esperança é de que o que foi afirmado pelos jovens e bispos sobre as situações de sofrimento e de injustiça presentes em seus países, encontre também um  eco público. "Faço cotos que também exista uma voz forte para dizer ao mundo político-econômico quantas injustiças existem no mundo". Assim expressou-se nesta sexta-feira o cardeal Christoph Schönborn, arcebispo de Viena e presidente da Conferência Episcopal Austríaca, ao falar se pronunciar no encontro com os jornalistas na sala de Imprensa da santa Sé.

 

Da escuta ao discernimento

"O caminho sinodal - disse o cardeal - é a do discernimento". "No final falará o Papa, como já falou. Mas primeiro vem a escuta". "O Sínodo - sublinhou o arcebispo de Viena - é um grande sinal, por isso faço votos de que seja visto, ouvido e transmitido". Ele recordou, em particular, o que lhe disse um jovem africano proveniente de um país abalado pela guerra civil: "a Igreja é a nossa única esperança, lugar de acolhida e de compreensão,  onde podemos nos sentir em casa."

 

Embaixadores do Sínodo

Para Dom Eamon Martin, arcebispo de Armagh e presidente da Conferência dos Bispos irlandeses, o Sínodo foi “um momento de graça” em que se sentiu “a presença e o poder do Espírito Santo.” Agora – observou - essa força e essa alegria devem ser transferidas para as várias dioceses.

"Quando eu retornar ao meu país - afirmou o prelado - terei que ser um embaixador do Sínodo". "A Igreja - sublinhou o Arcebispo de Armagh - quer dirigir-se a todos os jovens do mundo". "Quer trabalhar com jovens, não somente para os jovens". "Eu volto para casa - concluiu Dom Martin - com a ideia de que serão os jovens os agentes de evangelização ".

 

Uma grande sinfonia

No briefing a voz da África elevou-se graças às reflexões de Dom Anthony Muheria, arcebispo de Nyeri (Quênia): "Esperamos - disse ele - que deste Sínodo possa surgir uma nova chama que entusiasme os jovens". "Nós, bispos - acrescentou - esperamos poder “incendiar" os jovens com o amor de Deus".

Para o prelado, participar do Sínodo foi "como ouvir uma maravilhosa orquestra". "No início, talvez parecia estar um pouco desafinada." "Mas depois -  sublinhou - o Espírito Santo nos guiou em direção a uma grande sinfonia".

 

Será o Espírito Santo a guiar a Igreja

Na mesma linha, o padre Enrique Figaredo Alvargonzalez, prefeito apostólico de Battambang (Camboja): do Sínodo vem "uma nova energia" "Certamente o Sínodo tem no próprio coração os jovens, a vocação, o discernimento e, portanto,  teremos uma nova energia para os jovens entre os jovens "." Esperamos - concluiu - que a Igreja seja rejuvenescida, mas  será o Espírito Santo a nos guiar".

 

Jovens não são espectadores

Erduin Alberto Ortega Leal, jovem auditor e membro da Comunidade de Sant'Egidio (Cuba), sublinhou que na Igreja  "os jovens  não devem ser considerados como espectadores, mas verdadeiros protagonistas". "O mundo – acrescentou ele - é atormentado por tantos  problemas". "Mas este mundo está focado apenas no presente". "Os jovens, pelo contrário,  - observou o jovem cubano - precisam olhar para o futuro": "O Sínodo nos deu a oportunidade de ouvir e ser ouvidos".

 

No sábado, a votação no Documento Final

Paolo Ruffini, prefeito do Dicastério para Comunicação, recordou que no sábado, 27 de outubro, será lido o Documento final. Será votado parágrafo por parágrafo. O texto  - especificou Ruffini  - "necessita de uma maioria qualificada para aprovação".

Para a parte da tarde, um encontro com poemas, espetáculos, danças e músicas. Neste encontro, conforme especificado pelo prefeito, participam padres sinodais e jovens.

No briefing também foram apresentadas as estatísticas gerais sobre o Sínodo e dados sobre as redes sociais, além de dados sobre o L’Osservatore Romano durante o Sínodo.

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