JMJ: encontro com Deus, consigo e uns com os outros

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01 de fevereiro de 2019

As catequeses com bispos de diferentes dioceses em todo o mundo são momentos de reflexão e oração para os jovens que participam das jornadas. A catequese dada pelo Cardeal Scherer aconteceu na Paróquia San Juan Bautista de la Salle y Santa Mónica, na quinta-feira, 24

“No mundo de hoje, pela facilidade da tecnologia, pensamos que tudo está sob nosso controle, nosso poder! O tema da Jornada nos convida a deixar o poder na mão de outro. ‘Faça-se em mim segundo a tua palavra. Eu sou a serva do Senhor’, disse Maria. Mesmo não compreendendo toda missão, ela permaneceu de pé junto da cruz”, disse o Cardeal.

Participaram da catequese jovens de Angola, dos estados do Rio de Janeiro, da Bahia, de São Paulo, de Maringá (PR), e muitos padres e religiosos que acompanhavam os jovens. Após a catequese, o Cardeal presidiu a celebração eucarística.

 

'A PEREGRINAÇÂO É, SOBRETUDO, O ENCONTRO COM DEUS'

Em entrevista ao Vatican News, o Cardeal Scherer recordou que as jornadas são peregrinações. “Peregrinação ao encontro uns dos outros. É uma belíssima experiência o encontro dos jovens de todo mundo, raças, culturas, línguas diferentes, mas todos se sentem parte da mesma Igreja, essa é uma experiência única”, afirmou Dom Odilo.

“A Igreja é jovem, como dizia o Papa Bento XVI. A peregrinação é, sobretudo, o encontro com Deus, o encontro com Cristo: os momentos de oração, de celebração e de catequese, a grande vigília. Os jovens só têm a aproveitar participando da Jornada”, continuou.

O Cardeal comentou, ainda, sobre o tema mariano escolhido para a JMJ 2019. “‘Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra’, é um tema vocacional. Maria aderiu ao chamado de Deus, que também chama cada um. Os jovens são levados também a se perguntarem: ‘Afinal, qual é a vontade de Deus a meu respeito?’. Acredito que esta Jornada vai marcar vocacionalmente a juventude”, afirmou o Arcebispo de São Paulo.

 

Portugal já começa a se preparar para a JMJ em 2022

A cidade de Lisboa, em Portugal, vai sediar a JMJ de 2022. O anúncio foi feito no fim da missa conclusiva da JMJ 2019, no Panamá, no domingo, 27. “Será uma ocasião extraordinária ter os jovens do mundo inteiro e o Papa aqui. Começamos a trabalhar já nesta semana!”, disse Padre José Manuel Pereira de Almeida, teólogo e vice-reitor da Universidade Católica de Portugal, em entrevista ao Vatican News.

Padre José demonstrou muita alegria em receber a Jornada, seja pela realidade da Igreja local, seja para facilidade dos jovens africanos de chegarem ao País. “Que o evento possa ser aquilo que é chamado a ser: o encontro entre nós, com o Papa e com o Senhor Jesus, que nos chama para estar presentes com coragem, com fé e como serviço à vida e à esperança de todos”, afirmou.

O Cardeal Patriarca de Lisboa, Dom Manuel Clemente, afirmou que o anúncio do Papa é uma feliz confirmação de algo que Portugal já esperava havia muito tempo, porque as 20 dioceses do País sempre tiveram a esperança de viverem uma JMJ.

O pedido oficial para receber o evento foi feito no fim de 2017, mas, desde 2012, em várias reuniões do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, no Vaticano, a hipótese de Portugal como sede era já cogitada, conforme matéria publicada no site Jovens Conectados.

 

VOCAÇÃO UNIVERSAL

“No Plano de Deus, Portugal foi feito para levar o Evangelho a muitas partes, e sabemos de tantas nações que receberam o Evangelho das mãos, bocas e corações de tantos portugueses. Por isso, essa Jornada com vocação universal, na qual todos serão acolhidos no coração de Portugal e em Lisboa nas margens do Rio Tejo, de onde tantos e tantos evangelizadores partiram, tem uma emoção própria, que é parte da vocação missionária universal da Igreja portuguesa. Desde já agradecemos os portugueses por manterem esta bela tradição e não terem medo, assumirem este desafio com a mesma ousadia dos navegantes que levaram o Evangelho por todas as partes”, agradeceu Padre Alexandre Awi Mello, Secretário do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida.

 

TODOS A LISBOA!

Em um vídeo publicado nas redes sociais da Arquidiocese de São Paulo, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, falou sobre o término da JMJ-2019 e convidou os jovens a participarem da próxima Jornada, em 2022.

“Estamos encerrando a JMJ. Houve uma grande alegria por parte dos portugueses aqui presentes. Desde agora, quero convidar a todos os jovens do Brasil, de modo particular os jovens de São Paulo, sacerdotes jovens, grupos, pastorais e movimentos para se organizarem com antecedência e participarem da JMJ-2022, em Lisboa. Que Deus abençoe a todos!”, disse o Cardeal.

Com informações de Vatican News, Canção Nova e Jovens Conectados
 

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Uma Jornada inesquecível para a América Central e para o mundo

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31 de janeiro de 2019

Na segunda-feira, 28, a equipe organizadora da JMJ 2019 promoveu uma coletiva de imprensa na qual divulgou informações sobre o evento que reuniu, em sua missa de conclusão, mais de 700 mil pessoas, superando todas as expectativas de público anunciadas.

A Jornada aconteceu entre os dias 22 e 27 e reuniu bispos, padres, religiosos e religiosas do mundo inteiro na Cidade do Panamá e em outras cidades do País. A Pré-jornada aconteceu na Costa Rica. Participaram mais de 30 bispos e cerca de seis mil peregrinos brasileiros, sendo o Brasil um dos países com maior número de inscritos.

Monsenhor José Domingo Ulloa, presidente do Comitê Organizador Local (COL), destacou que a experiência do Panamá manifestou a grandeza da união por um interesse comum e demonstrou que para nenhum país pequeno é impossível realizar um evento como esse.

O Monsenhor falou ainda sobre três dimensões que impactaram positivamente o Papa: a realização do primeiro Encontro Mundial da Juventude Indígena, o cuidado da natureza por meio de uma consciência ecológica e a participação da comunidade de afrodescendentes.

Os eventos centrais foram a missa de acolhida dos peregrinos, a Via-Sacra com o Papa, a Vigília e a Missa de encerramento, além das visitas que o Pontífice fez em lugares como o Centro de Detenção Juvenil Las Garzas de Pacora e o encontro com bispos e voluntários. Além disso, foram dadas 380 catequeses em 25 idiomas por bispos do mundo inteiro, entre eles, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, e Dom Carlos Lema Garcia, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo e Vigário Episcopal para a Educação e a Universidade.

 

PALAVRAS QUE TRANSFORMAM

O Papa Francisco, em seus discursos, mensagens e homilias, deixou palavras de encorajamento e alegria para os jovens e todos os que participaram do evento. O Papa Francisco chegou ao Panamá na quarta-feira, 23.

Na quinta-feira, 24, durante a Cerimônia Oficial de Abertura, o Pontífice ressaltou a diferença cultural que permeia o Panamá e comentou sobre a dificuldade que muitos jovens tiveram em chegar até a JMJ. “Mas nada disso impediu que nós pudéssemos nos encontrar e sentirmos felizes por estarmos juntos”, afirmou.

Na sexta-feira, 25, o Papa Francisco acompanhou a oração da Via Sacra com os jovens e proferiu um discurso. O evento foi no Campo Santa María la Antigua, em Cinta Costera, no Panamá. “O caminho de Jesus rumo ao Calvário é um caminho de sofrimento e solidão, que continua em nossos dias. Ele caminha, padece em tantos rostos que sofrem a indiferença satisfeita e anestesiante de nossa sociedade, que consome e que se consome, que ignora e se ignora na dor de seus irmãos”, afirmou o Papa.

O Pontífice disse ainda que a Paixão de Cristo se prolonga hoje “no grito sufocado das crianças impedidas de nascer e de tantos outros a quem se nega o direito de ter infância, família, educação; nas crianças que não podem brincar, cantar, sonhar”.

 

'MARIA, A INFLUENCER DE DEUS'

Na grande vigília, que aconteceu no sábado, 26, o Papa falou sobre a grande história de amor que é a vida de Jesus, que quer se misturar com a vida daqueles que o seguem. Ele recordou que Deus surpreendeu Maria ao convidá-la para fazer parte dessa história de amor.

“A jovem de Nazaré não aparecia nas redes sociais de então, não era uma influencer – uma influenciadora digital – mas, sem querer nem o procurar, tornou-se a mulher que maior influência teve na história. Maria, a influencer de Deus. Com poucas palavras, soube dizer ‘sim’, confiando no amor e nas promessas de Deus, única força capaz de fazer novas todas as coisas”, enfatizou Francisco.

O Papa ressaltou, ainda, que a aceitação de Maria não foi passiva, mas, pelo contrário, foi uma aceitação cheia de iniciativa. “Esta noite ouvimos também como o ‘sim’ de Maria ecoa e se multiplica de geração para geração. Seguindo o exemplo de Maria, muitos jovens arriscam e apostam, guiados por uma promessa”, afirmou o Papa.

 

EM COMUNIDADE

Dom Carlos Lema Garcia, Vigário Episcopal para a Educação e a Universidade, participou da Jornada e comentou à rádio 9 de Julho os testemunhos realizados durante a vigília. “Ontem houve a vigília com o Papa e, logo no início, aconteceram três testemunhos muito interessantes”, recordou o Bispo.

“O primeiro foi de uma família panamenha que teve vários filhos, e o último deles foi diagnosticado com síndrome de Down. O médico sugeriu abortar, mas os pais disseram não. ‘É nosso filho e iremos cuidar dele com todo amor’”, disse Dom Carlos, que recordou, ainda, os testemunhos de dois jovens: um rapaz que conseguiu se libertar do uso de substâncias químicas, após o auxílio da comunidade e da oração pessoal, e uma jovem que fez a primeira comunhão na última Jornada, em Cracóvia, na Polônia, e demonstrou sua imensa alegria de ser acolhida pela comunidade católica.

 

É TEMPO DE DEUS

No domingo, 27, na homilia da missa presidida pelo Papa Francisco no Campo San Juan Pablo II, o Pontífice ajudou os fiéis a refletirem sobre o tempo de Deus. “É o agora de Deus que, com Jesus, se faz presente, se faz rosto, carne, amor de misericórdia que não espera situações ideais ou perfeitas para a sua manifestação nem aceita desculpas para a sua não realização. Ele é o tempo de Deus que torna justos e oportunos todos os espaços e situações. Em Jesus, começa e faz-se vida o futuro prometido. Quando? Agora”, afirmou o Papa.

Ele salientou que nem sempre “acreditamos que Deus possa ser tão concreto no dia a dia, tão próximo e real, e menos ainda que se faça assim presente agindo por meio de alguém conhecido, como um vizinho, um amigo, um parente. Nem sempre acreditamos que o Senhor nos possa convidar a trabalhar e meter as mãos na massa juntamente com Ele no seu Reino de forma tão simples, mas incisiva”.

“Porque vós, queridos jovens, não sois o futuro, mas o agora de Deus. Ele convoca-vos e chama-vos, nas vossas comunidades e cidades, para irdes à procura dos avós, dos mais velhos; para vos erguerdes de pé e, juntamente com eles, tomar a palavra e realizar o sonho com que o Senhor vos sonhou”, continuou Francisco.

Com informações da Canção Nova, Jovens Conectados e JMJ Panamá
 

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Papa Francisco na JMJ: Maria é a ‘influencer’ de Deus

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28 de janeiro de 2019

Maria é a mulher que mais influenciou a história da humanidade, embora não fosse superpopular nas redes sociais de sua época. Pelo contrário, simples e humilde, deu a resposta mais corajosa de todas ao chamado de Deus.

Foi uma verdadeira “influencer de Deus”.

Essa metáfora do Papa Francisco, na vigília de oração da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no sábado, 26, ganhou as manchetes do mundo inteiro. Ele disse que, com poucas palavras, “Maria se animou a dizer sim e a confiar no amor e nas promessas de Deus, única força capaz de fazer novas todas as coisas”.

O discurso, durante a vigília, encerrou a JMJ do Panamá com uma profunda reflexão sobre o tema central: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a sua Palavra” (Lc 1,38). Mariana, a proposta é centrado na coragem e na alegria de Nossa Senhora, que ainda em sua juventude aceitou o desafio de ser Mãe de Deus.

Eis-me aqui

“Sempre chama a atenção a força do ‘sim’ dessa jovem, desse ‘faça-se’ que ela disse ao anjo”, conforme a passagem da Anunciação.

Quase que respondendo a eventuais críticos, que talvez pudessem dizer que Maria já era predestinada e, portanto, não teve um papel importante nessa escolha, o Pontífice explicou: “Foi uma coisa diferente de uma aceitação passiva ou resignada, ou um ‘sim’ como que dizendo: ‘bom, vamos provar e ver o que acontece’. Foi algo mais, algo distinto. Foi o ‘sim’ de quem quer se comprometer e arriscar, de quem quer apostar tudo, sem mais segurança que a certeza de saber que era portadora de uma promessa.”

Após ouvir testemunhos de vários jovens, como já é tradição nas Jornadas, Francisco observou que este tipo de ‘sim’ se repete ainda hoje, por parte de jovens corajosos que aceitam o desafio e os riscos de seguir a Deus. “Dizer ‘sim’ ao Senhor é animar-se a abraçar a vida como vem com toda a sua fragilidade e pequenez e até muitas vezes com todas as suas contrições e insignificâncias”, afirmou. “Porque só o que pode ser amado pode ser salvo.”

Vocês são o ‘agora de Deus’

No domingo, 27, durante a missa de encerramento da JMJ do Panamá, o Papa Francisco convocou os jovens a serem o presente e o futuro da imagem de Deus no mundo. “Jesus revela o agora de Deus”, refletiu. “É o agora de Deus que com Jesus se faz presente, se faz rosto, carne, amor de misericórdia que não espera situações ideais ou perfeitas para sua manifestação, nem aceita desculpas para sua realização.”

Mas nem todos os que escutavam Jesus se sentiram convidados e convocados. “Também conosco pode acontecer o mesmo. Nem sempre cremos que Deus possa ser tão concreto e cotidiano, tão próximo e real, e menos ainda que se faça tão presente e atue através de alguém conhecido”, admitiu aos jovens, entre os quais é comum questionar sua relação com Deus.

Entretanto, defendendo os frutos do Sínodo dos Bispos sobre os jovens, realizado em outubro deste ano, o Papa exortou os 600 mil jovens no Panamá a serem o “agora de Deus”, pois “Ele os convoca e os chama em suas comunidades e cidades a ir em busca de seus avós, dos mais velhos, a colocar-se de pé junto a eles e tomar a palavra, e colocar este sonho em prática. Não amanhã, mas agora, porque onde quer que esteja seu tesouro, está também seu coração.”

Próxima JMJ em Lisboa

Na conclusão da JMJ do Panamá, anunciou-se que o próximo grande encontro de jovens com o Papa será em Lisboa, no ano de 2022. No discurso de saudação e agradecimento ao Papa, o Cardeal Kevin Joseph Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, responsável pela organização internacional da JMJ, associou novamente o encontro ao último Sínodo sobre os jovens.

“A JMJ também, nesta ocasião, permitiu aos jovens viver uma experiência de comunhão e de fé, que os ajudará sem dúvidas a enfrentar os grandes desafios da vida e a assumir com responsabilidade seu lugar e sua missão na sociedade e na comunidade eclesial”, disse o Cardeal.

“Os frutos mais importantes destas experiências se verão mais adiante, na vida cotidiana. Os mesmos jovens que disseram ‘Aqui estou!’ dirão em suas próprias comunidades eclesiais: ‘somos servos do Senhor’,” acrescentou.

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JMJ de 2022 será em Lisboa

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28 de janeiro de 2019

O Presidente do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, Cardeal Kevin Farrell, anunciou a próxima cidade que irá receber a Jornada Mundial da Juventude ao final da missa conclusiva do evento do Panamá neste domingo (27/01), no Campo São João Paulo II. A cidade de Lisboa, em Portugal, vai sediar a JMJ de 2022.

A preparação para a próxima festa mundial dos jovens começa já nesta semana, segundo afirma o Pe. José Manuel Pereira de Almeida, teólogo e vice-reitor da Universidade Católica de Portugal: “será uma ocasião extraordinária ter os jovens do mundo inteiro e o Papa aqui. Começamos a trabalhar já nesta semana!”.

Além da alegria de receber a JMJ em Lisboa, seja pela realidade da Igreja que pela situação da juventude local e também dos africanos de expressão portuguesa que podem chegar facilmente ao país, Pe. José acredita que "devem trabalhar para que o evento possa ser aquilo para o que é chamado ser: o encontro entre nós, com o Papa e com o Senhor Jesus, que nos chama para estar presentes com coragem, com fé e como serviço à vida e à esperança de todos".

O vice-reitor também disse que o Papa vai encontrar em Portugal uma Igreja "de um lado tradicional, ligada à fé simples das pessoas que, por exemplo, vê a mensagem de Fátima como um gancho de segurança; mas vai encontrar a possibilidade de renovar uma Igreja que gostaria de estar mais próxima do Evangelho, mais simples, mais em sintonia com os apelos que o Papa nos faz. É uma Igreja dos pobres, em saída, uma Igreja que espera ser, de fato, mais evangélica no dia a dia. Comunidades pequenas, mas cheias de vida e sentido missionário", finalizou o Pe. José.

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Catequese para brasileiros é sinal de encontro e oração

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25 de janeiro de 2019

A semana segue agitada na Jornada Mundial da Juventude 2019. Um dos momentos mais significantes para os peregrinos são as catequeses dos Bispos, momento que contempla formação e partilha entre as inúmeras pessoas que participam do evento.

É também a oportunidade de conhecer jovens de seu próprio País de origem. David Driesmans, 36, que é membro da Pastoral da Crisma, na Paróquia Nossa Senhora do Bom Parto, do Setor Tatuapé, na Região Episcopal Belém, classificou esse momento como: “Estar em um pedaço do Brasil, no Panamá”. Também disse considerar muito importante ouvir os Bispos da Igreja.

Ele que foi à JMJ do Rio de Janeiro, em 2013, e disse estar encantado pela arquitetura e receptividade do País, enaltecendo, sobretudo, o trabalho dos voluntários panamenhos.

AO RETONAR

“Quero levar para minha Paróquia, para minha família, que nunca devemos perder a fé”, explicou sobre o que pretende trazer consigo desta experiência para sua realidade, na zona Leste de São Paulo.

Desta grande celebração da fé, a festa da paz entre pessoas vindas de todos os lugares e costumes, mas como o único propósito de mostrar ao mundo a vida da Igreja Católica é o que David considera de mais rico e motivador destes dias no país centro-americano.

DA MESMA CASA

Alison de Oliveira Ivo, também faz parte da Paróquia Nossa Senhora do Bom Parto e, após a JMJ, no Rio de Janeiro, desejou sentir novamente essa emoção, por acreditar que a Jornada é a chance de apresentar a comunhão de milhares de jovens do mundo inteiro: “Nesse mundo onde alguns criam muros para separar, nós jovens de diversas nacionalidades, unidos em Cristo, criamos pontes! ”, reiterou.

Assim como David, Alisson ressaltou a oportunidade de escutar as reflexões dos Bispos, dizendo que este é o momento de rezar e, por meio das partilhas que ocorrem ao fim dos encontros, construir novas amizades.

AMOR

Mesmo com o grande número de participantes, Alisson enxergou na Jornada apenas o maior dos sentimentos: o amor. Ele contou que durante esses dias, não percebeu qualquer tipo de competição ou atitudes similares, pelo contrário, viu uma grande união, com muita música, oração e confraternização.

Fortalecido pela experiência, ele pretende levar a mensagem de que a juventude não está sozinha e que todos devem ter a esperança de um Brasil melhor. Que, inspirados pelas palavras do Papa Francisco, possa ver uma juventude sem medo, e pelo exemplo de Maria, esteja pronto para servir e fazer aquilo que seja seguindo a vontade de Deus.

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Papa Francisco convida bispos no Panamá a “Sentir com a Igreja”

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25 de janeiro de 2019

“Sentir com a Igreja.” O lema criado por Santo Inácio de Loyola e difundido na igreja latino-americana por Santo Óscar Romero foi elemento central no encontro do Papa Francisco com bispos da América Central nesta quinta-feira, 24.

Chegando ao país na tarde de ontem, o Papa foi recebido pelo presidente do país, Juan Carlos Varela, e sua esposa, Lorena Castillo. Descansou pelo resto do dia. Ele fica no país até o dia 27, participando dos encontros da Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

No fim da manhã de hoje, na Igreja de São Francisco de Assis, o Papa Francisco recordou a forte tradição colegial da Igreja latino-americana. O Secretariado Episcopal da América Central e do Panamá (Sedac) é a instituição que reúne os bispos de toda a região. “Os pastores desta região foram os primeiros a criarem na América um organismo de comunhão e participação que deu abundantes frutos, e continua dando”, recordou o Pontífice.

ROMERO COMO EXEMPLO

Foi nesse contexto que Francisco recorreu à figura de Dom Óscar Romero, Arcebispo e mártir de São Salvador por ele canonizado em outubro de 2018, durante o Sínodo dos Bispos sobre os jovens. “Sua vida e ensinamento são fonte constante de inspiração para nossas Igrejas, e, de modo especial, para nós bispos”, disse.

“Sentir com a Igreja” era o lema episcopal de Santo Óscar Romero. Nas palavras do Papa Francisco, remete à sua sintonia e aprendizado dentro da Igreja, que Dom Romero amava “com suas entranhas”.

“Nós não inventamos a Igreja. Ela não nasce conosco e seguirá sem nós”, lembrou aos bispos, dizendo que esse pensamento despertava uma “insondável e inimaginável gratitude” no Santo salvadorenho. “Romero sentiu com a Igreja porque, em primeiro lugar, amou a Igreja como mãe que o gerou na fé e se sentiu membro e parte dela.”

Da mesma forma, o Papa convidou os bispos a levarem “nas entranhas” o amor de Cristo: “É importante, irmãos, que não tenhamos medo de tocar e nos aproximarmos das feridas de nossa gente, que também são nossas feridas”, disse.

“E fazer isso com o estilo do Senhor. O pastor não pode estar longe do sofrimento de seu povo. E mais, poderíamos dizer que o coração do pastor se mede por sua capacidade de deixar-se comover diante de tantas vidas feridas e ameaçadas.”

JOVENS COMO "LUGAR TEOLÓGICO"

Santo Inácio de Loyola criou o lema “Sentir com a Igreja” no contexto de seus exercícios espirituais. Era uma forma de ajudar o exercitante a “superar qualquer tipo de falsas dicotomias ou antagonismos que reduzam a vida do Espírito à habitual tentação de acomodar a Palavra de Deus ao próprio interesse”, explicou o Papa Francisco.

Saber que fazemos parte de um “corpo apostólico” maior que nós mesmos nos faz “sentir parte de um todo que será sempre mais que a soma das partes”.

Durante a JMJ, essa perspectiva torna-se oportunidade única para “sair ao encontro e se aproximar ainda mais da realidade dos jovens, cheia de esperanças e desejos, mas também profundamente marcada por tantas feridas”.

Referindo-se ao último Sínodo dos Bispos sobre os jovens, Francisco observou que a juventude é um “lugar teológico”, ou seja, com ela “podemos visualizar como fazer mais visível e crível o Evangelho no mundo”. Os jovens “são como um termômetro para saber onde estamos como comunidade e sociedade”, alertou.

UNIDADE NA DIVERSIDADE

Em editorial publicado no jornal do Vaticano, L’Osservatore Romano, o diretor Andrea Monda comentou a viagem do Papa ao Panamá dizendo que vai em meio a “sonhos e esperanças”. No texto, ele nota que uma das características do Panamá que agradam Francisco é o fato de ser um canal que une duas partes importantes do mundo, os oceanos Pacífico e Atlântico.

O artigo recorda que São João Paulo II esteve no Panamá em 1983. “Mas hoje o Panamá se torna por cinco dias o centro do mundo, como deixou evidente a multidão festiva que acompanhou ininterruptamente todo o percurso do papamóvel do aeroporto até a sede da nunciatura”, onde o Papa está hospedado, diz o texto. “Unidade, esperança, sonho, são as três notas de abertura desta JMJ que agora pode começar a fazer sentir o seu canto.”

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Brasileiros marcam presença em diversos momentos da Jornada Mundial da Juventude

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24 de janeiro de 2019

A Jornada Mundial da Juventude 2019, começou e com ela as primeiras atividades do encontro seguem a todo vapor. Pelas ruas panamenhas, bandeiras do Brasil revelam que o País corresponde a 4ª maior presença em número de inscritos. Tantos jovens seguem vivenciando as atividades deste grande momento para a juventude católica no mundo.

“EUCARISTÍA LATINOAMERICANA”

Já nas primeiras horas do primeiro dia de jornada, a Pastoral Latinoamericana celebrou na Paróquia Santuário Nacional del Corazon de María a “Eucaristía Latinoamericana”.

Na celebração eucarística, houve grande expressão da juventude brasileira entre os participantes que, unidos ao Monsenhor Rubén Antonio González Medina, Bispo de Ponce, Porto Rico, que presidiu a Santa Missa, expressaram o desejo de união na caminhada por todo o continente.

COPA JMJ DE FUTEBOL

Como parte do Festival da Juventude, nesta quarta-feira, 23, aconteceu a Copa JMJ 2019, o torneio de futsal tem por objetivo segundo o Comitê Organizador é: “Unir os jovens do mundo através de uma atividade esportiva que será mais para compartilhar do que competir; uma ocasião para desenvolver os valores do trabalho em equipe, do companheirismo, do esforço, do respeito, da honestidade e da colaboração”.

O talento nativo dos brasileiros por esta categoria esportiva foi notado em meio aos torneios femininos e masculinos. Vale ressaltar que como a proposta de integração dos peregrinos os times, formados por oito jogadores cada, foram formados por jogadores de vários Países.

PEREGRINOS CARIOCAS

Na tarde desta quarta-feira, 22, a Igreja de San Francisco de la Caleta, acolheu a missa presidida pelo Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta.

Além dos representantes da capital fluminense, brasileiros de outros estados e jovens do Uruguai, Moçambique e Cabo Verde, participaram da celebração eucarística.

 

(Com informações: Jovens Conectado e Arquidiocese do Rio de Janeiro)

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Papa Francisco chegou ao Panamá

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24 de janeiro de 2019

A espera terminou. O Panamá está em festa com a chegada do Papa Francisco. Momento esperado pelos panamenhos e por milhares de jovens provenientes de todas as partes do mundo, reunidos para participar da Jornada Mundial da Juventude.

O sorriso é o primeiro presente do Papa Francisco ao Panamá. Depois de quase 13 horas de voo, o Papa desceu do avião acolhido pelo calor de dois mil jovens - a juventude do papa, como gostam de cantar em coro - e um vento quente que acariciou o seu rosto. O abraço do país está nas cores das bandeiras, em numa faixa que sublinha como o Panamá está pronto para receber Francisco com alegria.

O Papa Francisco chegou ao Panamá para a sua vigésima sexta viagem internacional. O avião papal pousou no aeroporto internacional de Tocumen, onde o Pontífice foi acolhido pelo Presidente da República Juan Carlos Varela, por todos os bispos do Panamá. Duas crianças, em hábitos tradicionais, ofereceram flores a Francisco. Um momento de festa sem discursos oficiais, somente os hinos oficiais do Vaticano e do Panamá.

Deixando o aeroporto, o Papa se dirigiu para a Nunciatura Apostólica do Panamá, percorrendo cerca de 28 Km. Nestes dias de permanência em terras panamenhas o Papa será hóspede da Nunciatura. Milhares de pessoas ao longo das avenidas para saudar o Santo Padre.

O primeiro compromisso de Francisco nesta quinta-feira será no palácio presidencial, por ocasião da visita de cortesia ao presidente da República, onde fará o seu primeiro discurso. Ainda o encontro com os bispos e a cerimônia oficial de abertura da Jornada Mundial da Juventude.

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Paróquia Sagrado Coração envia duas jovens para a Jornada Mundial

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24 de janeiro de 2019

Com a união da comunidade de fiéis da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, no Parque Continental, Setor Pastoral Butantã, as jovens Thais Rocha Pinheiro, 26, e Fernanda da Cruz Bento, 22, foram enviadas ao Panamá para participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

A Jornada segue até domingo, 27, com o tema “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1,38)”, e inspira reflexões sobre Maria e a vocação, sendo também a oportunidade do encontro dos jovens com o Papa Francisco.

Thais e Fernanda contaram à Pascom Lapa que foram incentivadas a ir à JMJ pelo Padre Jorge Pierozan (Padre Rocha), Pároco e também Vigário Episcopal da Região Lapa. As duas já participaram da Jornada em 2013, no Rio de Janeiro.

Thais disse estar ansiosa e emocionada por representar a comunidade paroquial, além de esperar reencontrar amigos. Afirmou, também, que, na volta ao Brasil, pretende contar em detalhes sobre tudo que acontecerá na Jornada Mundial da Juventude.

Fernanda afirmou que ela e Thais estão bem preparadas para a JMJ no Panamá e que esperam contar sobre os trabalhos de evangelização a outros jovens, partilhando experiências. Thais agradeceu ao Padre Rocha e à comunidade pela confiança, além de pedir orações para o bom êxito das atividades no Panamá.

A Jornada Mundial da Juventude foi instituída por São João Paulo II em 1985 e reúne milhões de católicos de todo o mundo, em especial os jovens.

 

 

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Com apoio de paróquias, jovens realizam o sonho de ir à JMJ Panamá 2019

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24 de janeiro de 2019

Jovens de paróquias da Região Ipiranga, unidos à fé da juventude em todo mundo, vivenciam até o próximo domingo, 27, a Jornada Mundial da Juventude no Panamá. A comunidade de fiéis e as pastorais nas paróquias mobilizaram-se para enviar delegações ao encontro mundial com o Papa Francisco.

 

COLETA DE LATINHAS

A Paróquia São José, no Setor Pastoral Ipiranga, conseguiu enviar três jovens para a JMJ. Para isso, foi promovida uma coleta de latinhas de alumínio, que foram vendidas para angariar fundos.

Giovana Muniz, 20, coordenadora do grupo de jovens paroquial, participa pela primeira vez da JMJ. “Eu quero ir para o Panamá, ver e sentir toda essa juventude católica apaixonada por Jesus”, afirmou a jovem antes do embarque ao país centro-americano.

 

'JOVENS DOCINHOS'

A Paróquia Nossa Senhora da Saúde, no Setor Pastoral Vila Mariana, está representada na Jornada por seis pessoas, sendo quatro jovens.

A ida da delegação só foi possível por meio do projeto “Jovens Docinhos”, que consistiu na venda de doces e tortas ao término das missas dominicais. A iniciativa cobriu a maior parte dos gastos, mas ainda foi preciso inteirar os custos, pedindo doações financeiras à comunidade.

Matheus Carvalho, 17, assim como os outros jovens da delegação, participa de uma JMJ pela primeira vez. “Estamos ansiosos, porém preparados para o que der e vier, de peito aberto para receber o que Deus tem preparado para nós”, afirmou antes do embarque.

Aurea Prates é uma das adultas que acompanha os jovens. Ela será voluntária na JMJ e atuará como enfermeira. “Tenho uma profissão que me coloca à disposição para cuidar do outro em momentos de necessidade. Servir a Igreja com os meus conhecimentos técnicos e em um evento para a juventude mundial é uma alegria”, contou.

Ela ainda falou sobre o sentimento de ser voluntária da JMJ: “Quero estar com os jovens assessorando para que possam aproveitar a Jornada com disposição. Que eu seja o incentivo para que, no futuro, os jovens sirvam de modo voluntário e alegre”

 

25 PESSOAS NO PANAMÁ

Uma das maiores mobilizações para ida à Jornada Mundial da Juventude foi a da Paróquia Nossa Senhora das Mercês, no Setor Pastoral Anchieta. Foram enviados 25 jovens, graças a diversos projetos para arrecadar recursos desde 2017.

Entre as iniciativas, houve a venda de café da manhã após as missas, venda de galeto, rifas e pedido aos motoristas em faróis próximos à igreja-matriz.

Ana Clara é uma das jovens que está na JMJ no Panamá. Ela também participou da Jornada de 2013 no Rio de Janeiro, que, segundo ela, “foi uma experiência única que fortaleceu muito a minha fé”. Agora, em solo panamenho, ela diz que espera encontrar “muita oração, discernimento, união e alegria”.

 

 

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