JMJ: Papa vai encontrar e confesssar jovens detentos

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19 de janeiro de 2019

O encontro com os jovens em uma prisão juvenil e com os jovens com AIDS: Estes são alguns dos momentos mais significativos da viagem apostólica do Papa Francisco ao Panamá, de 23 a 28 de janeiro, por ocasião da XXXIV Jornada Mundial da Juventude. O diretor interino da Sala de Imprensa da Santa Sé, Alessandro Gisotti, falou sobre os dois eventos aos jornalistas, destacando que a viagem do Papa terá "uma forte dimensão mariana".

O Papa junto às periferias existenciais

Na sexta-feira, 25 de janeiro, o Pontífice visitará o "Centro de Cumplimento de Menores Las Garzas de Pacora", onde encontrará 200 jovens detentos. Na ocasião, o Papa confessará alguns jovens prisioneiros nos confessionários feitos por alguns deles.

“ É um sinal da proximidade de Francisco com os jovens que não podem participar da Jornada Mundial da Juventude ”

No dia 27 de janeiro, último dia da JMJ, o Papa irá à Casa Hogar do Bom Samaritano para encontrar jovens com deficiência e com AIDS. "O Papa - concluiu Gisotti - quer estar também nesta ocasião próximo de todas as periferias existenciais".

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O nascimento da JMJ: João Paulo II confia a Cruz aos jovens

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18 de janeiro de 2019

"Queridos jovens, ao final do Ano Santo confio a vocês o sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Levem-a ao mundo, como sinal do amor do Senhor Jesus pela humanidade e anunciem a todos, que somente em Cristo morto e ressuscitado há salvação e redenção".

A Cruz entregue aos jovens

 

O Papa João Paulo II pronuncia estas palavras em 22 de abril de 1984, do adro da Basílica de São Pedro, depois de ter fechado a Porta Santa pelo Jubileu da Redenção. A grande cruz de madeira, de 3,8 metros de altura, colocada perto do altar principal, está à sua esquerda e depois de ter sido um farol de fé durante um ano inteiro, é entregue nas mãos dos peregrinos do mundo: será "anúncio" e "encontro", se tornará a “Cruz da JMJ".

A "Cruz do Ano Santo" é transferida para o Centro San Lorenzo - um lugar para jovens fundado pelo Papa - onde costuma ser encontrada quando não está em peregrinação pelo mundo: sua primeira viagem foi à Alemanha. (Atualmente o Centro está aos cuidados da Comunidade Shalom).

300 mil com o Papa

 

Em 31 de março de 1985, Domingo de Ramos, uma multidão de mais de 300 mil jovens dos cinco continente, dirige-se à Praça São Pedro com a "Cruz do Ano Santo". Eles vieram para o grande encontro de jovens por ocasião do Ano Internacional da Juventude, proclamado pela ONU. João Paulo II fica visivelmente tocado.

A instituição da JMJ

Em dezembro do mesmo ano, durante as felicitações de Natal à Cúria Romana, o Papa afirma: "Ainda tenho em meus olhos as imagens do encontro daquela assembleia de jovens de todas as raças e proveniências". Ele reitera que não se trata de uma "massa anônima" ou de "número, mas presença viva e pessoal" que "tomou parte com uma alegria esmagadora e composta, em um ato comunitário de amor e fé a Cristo, o Senhor". E institui a Jornada Mundial da Juventude: "O Senhor abençoou aquele encontro de maneira extraordinária, tanto que, para os próximos anos, foi instituída a Jornada Mundial da Juventude, a ser celebrada no Domingo de Ramos, com a valorosa colaboração da Conselho para os leigos".

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Arquidiocese de São Paulo rumo à JMJ 2019

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18 de janeiro de 2019

O Setor Juventude da Arquidiocese de São Paulo está em preparação junto com jovens que representarão as paróquias e comunidades na JMJ 2019. No dia 15 de dezembro, um grupo de jovens peregrinos participou de um retiro realizado na Basílica Nossa Senhora do Carmo, no bairro da Bela Vista.

Dom Carlos Lema Garcia, Bispo Auxiliar de São Paulo e Vigário Episcopal para a Educação e a Universidade, comentou com os jovens o lema da JMJ: “Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38).

“A partir desse momento, o Filho de Deus fez-se carne nas entranhas puríssimas daquela jovem, Maria. Foi o fato mais admirável e surpreendente que aconteceu desde a criação do mundo. Maria correspondeu à sua vocação e aos planos de Deus a seu respeito”, afirmou o Bispo. A seguir, a partir do exemplo de Maria, comentou que todos precisam conhecer e corresponder à própria vocação.

 

RESPONSABILIDADE

Nessa manhã do retiro, Diego Brigato, jovem responsável pelo Setor Juventude da Arquidiocese, apresentou aos jovens alguns dados sobre a Cidade do Panamá e as informações necessárias sobre a programação da JMJ, como a questão dos alojamentos, transporte, alimentação etc.

“Os nossos jovens estão conscientes da sua responsabilidade em representar a juventude da Arquidiocese e de transmitir ao Papa Francisco que estão dispostos a ser discípulos-missionários em suas vidas, como correspondência à graça de poder participar da JMJ”, disse Dom Carlos à reportagem do O SÃO PAULO.

 

PEREGRINOS

Dom Carlos forneceu, ainda, alguns dados sobre o número de peregrinos da Arquidiocese. “São 80 jovens da Comunidade Católica Shalom, entre os quais há jovens de algumas paróquias que se incorporam ao grupo da Shalom. Além desses, teremos sete jovens da Paróquia Nossa Senhora do Bom Conselho e sete da Paróquia Nossa Senhora do Bom Parto. O Caminho Neocatecumenal também estará bem representado: serão 60 peregrinos da Paróquia Santa Bernadette e alguns vinculados a outras comunidades. A Paróquia Nossa Senhora Aparecida, na Vila Medeiros, enviará

ito jovens e a Paróquia Santa Cruz de Itaberaba, na Região Brasilândia, contará com 14 representantes. Outras duas comunidades enviarão seus membros ao Panamá: a Comunidade Missão Mensagem de Paz, que contará com sete peregrinos, e a Comunidade Canto de Maria, com nove. Somando esses números, até o momento, temos 192 jovens peregrinos da Arquidiocese na JMJ. No entanto, sabemos que há ainda vários outros grupos organizados que também estarão presentes”, explicou o Vigário Episcopal para a Educação e a Universidade.

 

RENÚNCIA

O grupo do Caminho Neocatecumenal presente na Paróquia Santa Bernadette, na Região Episcopal Belém, está se preparando desde a Jornada Mundial da Juventude em 2016, na cidade de Cracóvia, na Polônia.

São 66 peregrinos entre jovens e adultos que, divididos em grupos, organizaram diversos eventos como karaokê, bingos, venda de salgados e a campanha “Adote um Peregrino”, com doações que foram realizadas pelos membros da Paróquia.

Raíssa Menezes Biazi, 26, não participava do Movimento, mas, após perceber como a JMJ transformou a vida de sua irmã, resolveu inserir-se na comunidade. A jovem participou da pré-JMJ organizada em 2017 pela Arquidiocese de Belo Horizonte, em Ouro Preto (MG), e contou à reportagem que viveu uma experiência marcante.

“Comecei a participar, pois presenciei a experiência da minha irmã e tudo de bom que aconteceu na vida dela. Fui participar do grupo para conhecer os jovens e saber como eles se organizavam”, afirmou Raíssa.

Apesar das dificuldades e devido a uma fase de desemprego, Raíssa resolveu trancar a faculdade para conseguir realizar o sonho de ir para JMJ. “Quis colocar Deus em primeiro lugar. Para cada pessoa é um desafio diferente, eu não queria ir à Jornada em si como uma viagem. Eu tive que abdicar de muita coisa”, concluiu a jovem.

 

MÃOS À OBRA

A Paróquia Nossa Senhora da Anunciação, na Região Episcopal Santana, também iniciou sua mobilização há cerca de um ano. O grupo de jovens decidiu realizar várias iniciativas para arrecadação de fundos. Sete peregrinos serão enviados para o Panamá: seis jovens e a coordenadora do grupo.

“Será um forte momento de espiritualidade, de encontro com os nossos irmãos de vários lugares do mundo, e, principalmente, de troca de experiências, para aprofundar cada vez mais a fé”, disse Simone de Souza, coordenadora do grupo de jovens.

O grupo contou com a ajuda das pastorais e movimentos da Paróquia para vender rifas, salgados e bolos após as missas. Uma quermesse também foi realizada e o valor arrecadado foi totalmente destinado aos peregrinos. Os jovens se juntaram com mais dez peregrinos do Movimento Legião de Maria.

PRIMEIRA IDA À JMJ

Para esta JMJ, o Papa Francisco pediu às conferências episcopais que enviem pelo menos dois jovens que nunca viveram a experiência de uma Jornada. Um dos brasileiros indicados pela Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB é Samuel Cortez de Sousa Rufino, 20, da Arquidiocese de Teresina (PI).

Estudante de Arquitetura, o jovem é acolito em sua paróquia e agente da Pastoral da Comunicação. Ele contou ao O SÃO PAULO, por telefone, que não imaginava que conseguiria ir à sua primeira Jornada. Ele começou a vender rifas para tentar arcar com os custos da viagem. “Muita gente desacreditou que eu conseguiria ir. Agora, faltando poucos dias, já estou com tudo pago”, contou. “Minha expectativa é enorme. Buscarei vivenciar ao máximo possível cada momento, para trazer as experiências que viverei”, acrescentou.

(Colaborou: Fernando Geronazzo)
 
 

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17 de janeiro de 2019

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Farrell: JMJ no Panamá será o começo de uma mudança na Igreja

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18 de janeiro de 2019

"Os jovens são uma inspiração para a Igreja: os idosos podem ter muita experiência e conhecimento, mas a coragem, o entusiasmo, o desejo de sair e fazer alguma coisa, pertence à natureza dos jovens, que amam os desafios". Foi o que afirmou o cardeal Kevin Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, em uma entrevista em vídeo sobre a iminente Jornada Mundial da Juventude no Panamá.

 

A continuação do Sínodo da Juventude

No vídeo - publicado no canal youtube do Dicastério e visível em inglês neste link - o cardeal Farrell sublinhou que o encontro do Papa com os jovens da próxima semana será "a continuação do que aconteceu no Sínodo" em outubro passado.

"Esta JMJ é o início de uma mudança na Igreja", explica ele. A experiência do Sínodo, os intercâmbios e a partilha entre jovens e bispos, desejada e exortada pelo próprio Papa Francisco, é de fato "mudança", é "escutar a realidade, não aquela que eu tenho em mente", afirma o cardeal, "mas aquela com os quais os jovens se deparam em suas vidas".

 

Ouvir os jovens

Para o cardeal Farrell, "escutar, escutar a todos" é o caminho a ser seguido, em particular, é preciso ouvir "os jovens, sem impor nosso jeito de ser. Certamente, devemos indicar algumas diretrizes, para a conduta moral, por exemplo, mas são eles que têm as ideias, sabem o que funciona e o que não funciona, o que atrai e o que não os atrai. Devemos ouvir, aprender ".

 

Dê energia em um mundo cansado

"Vivemos em um mundo cansado, não comunicamos mais, enquanto os jovens comunicam constantemente, produzem novas ideias", reitera o cardeal. Certamente, há necessidade de "discernimento", mas depois são os jovens "quem tem a energia, o desejo e a vontade de mudar".

 

Aprender com os jovens da América Central

O prefeito então se concentrou em como a Jornada Mundial da Juventude no Panamá será uma inspiração não só para os jovens, mas para toda a Igreja, e sobre as lições que podem ser aprendidas dos povos da América Central.

"São pessoas de grande coragem. Pensamos às migrações: os jovens não querem mais viver com fome e violência, e buscam e encontram um lugar melhor. E quando o encontram, aprendem e são capazes de transformar suas vidas e própria sociedade. Esperamos aprender a sua vontade”, juntamente com o seu profundo senso de fé, que os faz viver muito unidos a Deus", algo que não experimentamos em outras partes do mundo".

 

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Com Papa Francisco, jovens do mundo inteiro peregrinam ao Panamá

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17 de janeiro de 2019

Jovens de todo o mundo já estão de malas prontas para partir rumo ao Panamá e participar da 34ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2019, entre os dias 22 e 27, com o tema “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1,38)”.

A capital panamenha estima a participação de cerca de 200 mil jovens, provenientes de 155 países, para o encontro que contará com a presença do Papa Francisco. Ele chegará ao País no dia 23. O Brasil é o 4º país com o maior número de inscritos, ficando atrás apenas do próprio Panamá, dos Estados Unidos e da Costa Rica.

Mais de 37 mil voluntários estão comprometidos na logística, assistência e preparação. Muitos deles são do Brasil, Costa Rica, França e Polônia.

 

PRIMEIRA JMJ NA AMÉRICA CENTRAL

Esta será a primeira vez que o maior evento católico internacional acontecerá em terras centro-americanas. Localizado no extremo sul da América Central, o Panamá tem uma população de pouco mais de 4 milhões de habitantes, em uma área de 78.569 km2 . Desses habitantes, 75% são católicos.

A Cidade do Panamá se tornou conhecida mundialmente pelo Canal do Panamá, considerado uma maravilha da engenharia. Porém, quem chega à capital também se surpreende com a cidade cosmopolita onde edifícios clássicos se misturam a arranha-céus modernos que lhe garantiram o apelido de “Dubai das Américas”.

 

IGREJA PANAMENHA

Criada em 1513, inicialmente com o nome de Diocese de Santa Maria La Antigua, a Arquidiocese do Panamá foi a primeira diocese em terra firme da América, uma vez que as dioceses anteriores foram instaladas nas ilhas do Caribe. Dela nasceram as outras sete circunscrições que constituem a única província eclesiástica do País: Dioceses de Cólon - Kuna Yala, David, Santiago, Chitré e Penonomé, Prelazia de Bocas del Toro e o Vicariato Apostólico de Darién.

 

'ENTRE OS PEQUENOS'

Para o Arcebispo do Panamá, Dom José Domingo Ulloa, ao escolher o País para sediar a JMJ, o Papa Francisco pensou na região da América Central, “na realidade dos jovens das periferias, os quais nunca teriam a oportunidade de participar de um evento como esse”.

“Entre os pequenos, escolheu-nos para ser a sede da próxima Jornada Mundial da Juventude 2019”, destacou Dom José Domingo Ulloa, em coletiva realizada logo após o anúncio oficial da sede do evento, em 2016.

O Prelado garantiu, ainda, que, “apesar de sermos pequenos, estamos nos preparando para ser verdadeiramente uma Igreja e um país anfitrião” e “algo que caracteriza o nosso povo latino-americano é essa capacidade para acolher quem nos visita”.

 

 

ACOLHIDA

A jornalista brasileira Fabiola Goulart é uma das voluntárias do Comitê Organizador Local (COL), da JMJ 2019. Ela, que já trabalhou nas jornadas do Rio de Janeiro (2013) e Cracóvia (2016), está no Panamá desde dezembro e informou ao O SÃO PAULO que no País a JMJ já começou com grande adesão da população local. “Os panamenhos estão se esforçando ao máximo para acolher os peregrinos. A cidade toda está envolvida na preparação: as paróquias, restaurantes e demais estabelecimentos comerciais. Há muitas empresas apoiando a Jornada”, destacou.

A voluntária também relatou que a movimentação no aeroporto já é intensa para a recepção dos peregrinos que começam a chegar. Outro detalhe que chamou sua atenção é o grande número de famílias que abriram seus lares para acolher peregrinos. “Hoje, temos mais lugares para acolhida do que peregrinos e voluntários inscritos. Isso é um sinal de que os panamenhos aderiram de verdade ao evento”, afirmou Fabíola.

#PANAMÁ2019

As mídias digitais serão as grandes aliadas dos peregrinos e daqueles que desejam estar conectados à JMJ 2019. Por meio da hashtag #Panama2019, os internautas poderão acessar informações em tempo real das redes oficiais do evento, além de visualizar os compartilhamentos de experiências dos próprios peregrinos. Veja o site oficial da JMJ 2019.

Os conteúdos e informações da JMJ serão publicados nos seus idiomas oficiais – Espanhol, Francês, Inglês, Português e Italiano – em diferentes mídias. Os visitantes e peregrinos poderão obter informação “de última hora” por meio de telas em toda cidade, na televisão, rádio e todos os meios possíveis. Pelo rádio, serão transmitidos programas relacionados à JMJ nos idiomas oficiais ao longo do dia.

Também é aguardada a participação de 4 mil jornalistas que cobrirão o evento para os diversos veículos de comunicação do mundo inteiro.

Pelas mídias sociais da Arquidiocese de São Paulo (Facebook, Twitter e Instagram), também será possível acompanhar destaques em tempo real da JMJ, especialmente da participação do Cardeal Odilo Scherer e dos jovens da Arquidiocese.

 

EVENTOS SERÃO REALIZADOS EM CARTÕES POSTAIS DO PAÍS

Os principais eventos da JMJ 2019, os chamados Atos Centrais, acontecerão em dois locais diferentes da capital panamenha. A missa de abertura da Jornada, no dia 22, a cerimônia de acolhida do Papa Francisco, no dia 24, e a via-sacra, no dia 25, serão realizadas no Campo Santa Maria La Antigua, localizado na “Cinta Costera Uno”, um terreno na orla da Cidade do Panamá. Já a vigília, no dia 26, e a missa de encerramento do evento, no dia 27, serão celebradas no Campo São João Paulo II, no Metro Park.

 

PARQUE DA JUVENTUDE

Outro local onde haverá eventos da JMJ é o Parque Omar, onde acontecerá a Feira Vocacional “Segue-me” e o Parque do Perdão “Renova-me”, no qual haverá o atendimento de confissões nos idiomas oficiais, durante os dias da Jornada, das 9h às 16h. Para isso, os detentos da Penitenciária La Joya confeccionaram 250 confessionários que serão instalados no local.

 

CATEQUESES

Em diversas igrejas panamenhas acontecerão as tradicionais catequeses para diversos grupos linguísticos, conduzidas por bispos de diferentes nacionalidades, inclusive brasileiros, como o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, e Dom Carlos Lema Garcia, Bispo Auxiliar de São Paulo e Vigário Episcopal para a Educação e a Universidade.

 

FESTIVAL DE JUVENTUDE

Paralelamente aos eventos oficiais da Jornada, no período de 23 a 27, em 33 locais diferentes da capital panamenha, acontecerá o Festival da Juventude. Haverá diversos eventos, incluindo, música, teatro,dança, exposições e encontros, com o objetivo de unir os jovens de todo o mundo para compartilhar seus talentos artísticos, religiosos e suas experiências de fé e de vida em suas diferentes culturas. Uma das novidades do programa do Festival da Juventude é a “Copa JMJ 2019”, torneio de futebol que acontecerá no dia 23, no Town Center, na Costa del Este.

 

ALÉM-FRONTEIRAS

Uma novidade dessa JMJ é que os eventos não acontecerão somente no território panamenho. Como em todas as jornadas, sua organização é de responsabilidade da diocese sede, neste caso, a Arquidiocese do Panamá. No entanto, todo o País se envolve na sua realização por meio da chamada pré-jornada, ou Dias nas Dioceses, em que jovens participam de atividades nas dioceses vizinhas em todo o País. Porém, como o Panamá possui apenas oito dioceses, a Igreja no País contará com o apoio das oito dioceses da Costa Rica, nação vizinha, entre os dias 17 e 20.

As dioceses da Nicarágua, a princípio, integrariam a pré-jornada. Porém, devido à situação sociopolítica daquele País, a conferência episcopal local decidiu não participar para evitar riscos à segurança dos peregrinos e voluntários.

INDÍGENAS

A programação da pré-jornada inclui um inédito Encontro Mundial da Juventude Indígena (EMJI), realizado em Soloy, comunidade localizada na comarca indígena Ngäbe-Bugle, que reunirá centenas de jovens originários de povos indígenas de diversas partes do mundo.

(Com informações de JMJ 2019, Jovens Conectados, Vatican News e ACI)
 

7 CURIOSIDADES SOBRE O PANAMÁ

1. A palavra Panamá significa “abundância de peixes, árvores e borboletas”.

2. A população da Cidade do Panamá é de 880 mil habitantes; o País tem maias de 4 milhões de habitantes.

3. 75% da população é católica; a padroeira é Santa Maria de La Antígua.

4. O Panamá abriga mais de mil espécies de aves. O país tem mais aves que os EUA e o Canadá juntos.

5. O Canal do Panamá é o único lugar do mundo onde os comandantes dos navios militares são obrigados a ceder o controle do barco durante a travessia. Uma equipe de 200 pilotos encarrega-se de levar os barcos de um oceano ao outro, sem acidentes.

6. Entre 1819 e 1831, Panamá, Colômbia, Equador e Venezuela formaram um único país, chamado de Grã-Colômbia.

7. O Panamá celebra em 21 de outubro o “Cristo Negro de Portobelo”. Não se sabe como essa estátua chegou à cidade. A lenda conta que ela foi encontrada no mar e foi responsável pelo fim de uma epidemia de cólera.

(Fonte: Portal A12)
 

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Setor Juventude da Arquidiocese estará ao lado dos jovens na JMJ

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16 de janeiro de 2019

O Setor Juventude da Arquidiocese de São Paulo está em preparação com os jovens que representarão as paróquias e comunidades na Jornada Mundial da Juventude 2019. No dia 15 de dezembro de 2018, um grupo de jovens peregrinos participou de um retiro realizado na Basílica de Nossa Senhora do Carmo, no bairro da Bela Vista.

Dom Carlos Lema Garcia, Vigário Episcopal para a Educação e a Universidade, comentou com os jovens sobre o lema da JMJ: “Eis a serva do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra (Lc 1, 38)”.

“A partir desse momento, o Filho de Deus fez-se carne nas entranhas puríssimas daquela jovem, Maria. Foi o fato mais admirável e surpreendente desde a Criação do mundo. Maria correspondeu à sua vocação e aos planos de Deus a seu respeito. A seguir, a partir do exemplo de Maria, comentou que todos nós precisamos também conhecer e corresponder à nossa vocação, falando de alguns sinais da vocação”, afirmou o Bispo.

SINAIS

Dom Carlos falou ainda sobre alguns desses sinais. Primeiro sinal: ter condições e não ter impedimentos: “Ave, cheia graça, o Senhor é contigo”. Segundo: ter consciência da grandeza de um chamado divino e sentir medo: “Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus!” E, por fim: Querer. Decidir corresponder, dizer sim a Deus e colocar toda a vida nas suas mãos: “Faça-se em mim segundo a tua Palavra”.

“Uma coisa é certa: Deus não chama sem conceder as condições necessárias. Por isso, o fato de que uma pessoa considerar a possibilidade de ser chamada a um determinado caminho de entrega a Deus, indica que é bastante provável que esse seja o seu caminho”, continuou o Bispo.

CORRESPONDER À VOCAÇÃO

Ainda sobre a questão vocacional, Dom Carlos salientou que, quando Deus dá a luz da vocação, também dá a graça necessária para corresponder e para decidir com generosidade. “Em todo caso, uma ajuda fundamental para definir concretamente a nossa vocação consiste em receber um acompanhamento pessoal de uma pessoa preparada: um diretor espiritual”, completou.

Durante o retiro, Diego Brigato, jovem responsável pelo Setor Juventude da Arquidiocese, explicou aos jovens alguns dados importantes sobre a cidade do Panamá e as informações mais necessárias sobre a programação da JMJ, os alojamentos, transporte, alimentação etc.

“Os nossos jovens estão conscientes da sua responsabilidade em representar a juventude da Arquidiocese e de transmitir ao Papa Francisco que estão dispostos a serem discípulos-missionários em suas vidas, como correspondência à graça de participar da JMJ”, concluiu o Bispo.

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Panamá: Encontro de Jovens Indígenas anima a JMJ

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16 de janeiro de 2019

Na expectativa da chegada do Papa Francisco e da abertura oficial da JMJ, o Panamá começa a festejar o primeiro Encontro Mundial de Jovens Indígenas (EMJI) em Soloy, Diocese de David. De 17 a 21 de janeiro, mais de mil jovens celebrarão a cultura antiga e a esperança cristã, centrados na oração e no testemunhos de jovens comprometidos com a proteção da terra e contra a exploração indiscriminada da Criação. Dom José Domingo Ulloa, arcebispo de Panamá, informa também que amplo espaço será dedicado à crianças.

Motivados para refletir e celebrar a fé em Cristo a partir da riqueza milenar de culturas originais, os jovens estão respondendo ao convite do Papa Francisco para “serem gratos pela história de nossos povos e corajosos diante dos desafios que nos cercam, para avançarmos, cheios de esperança, na construção do outro mundo possível”.

 

Plenitude de esperança

O logotipo do Encontro contém um círculo com uma borda colorida, uma cabana de palha, símbolo da comunidade, com uma cruz para representar o caminho de cada um com Cristo, “plenitude de esperança para os nossos povos”, explicam os organizadores. Também são retratados o cacau e o milho, “frutos sagrados para muitas populações mesoamericanas”. Há também um forte vínculo com a Mãe Terra, expresso pelas raízes que saem da letra "M", e um pequeno camaleão que "nos convida a respeitar toda a criação de Deus em sua grande diversidade”.

 

Experimentar a cultura local

O EMJI se insere na Semana Missionária que precede a Jornada Mundial da Juventude e envolve mais de 90 paróquias da Arquidiocese do Panamá: são os chamados "Dias nas Dioceses", quando jovens de todo o mundo têm a oportunidade de participar de atividades espirituais e realizar trabalhos de solidariedade com as comunidades locais panamenhas para experimentar a vida local, entrar na cultura panamenha e conhecer melhor os desafios enfrentados diariamente pela população do país centro-americano.

O ponto central da programação do evento será invocar a Encíclica Laudato Si', com olhar já voltado ao Sínodo Amazônico, programado para outubro próximo, no Vaticano.  

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Jovens da Comunidade Canto de Maria são enviados à JMJ

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16 de janeiro de 2019

No domingo, 13, os jovens da Comunidade Canto de Maria participaram, na Paróquia Sant’Ana, da missa de envio para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

Este ano, o encontro dos jovens com o Papa Francisco acontecerá na Cidade do Panamá, no Panamá, entre os dias 22 e 27. Os jovens participarão também da pré-jornada na Costa Rica, entre os dias 15 e 20 deste mês.

Na missa presidida pelo Padre Mauricio Vieira, Pároco, os jovens agradeceram a Deus por ter permitido que sejam enviados à JMJ, e às famílias e paroquianos pelas contribuições e orações para a viagem.

Ao fim, com a bênção de envio, receberam um crucifixo como sinal de adesão ao discipulado de Cristo.

 

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"O clima da Jornada é uma coisa de outro mundo", diz jovem brasileiro

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15 de janeiro de 2019

Depois de participar de duas Jornadas, o que mais eu encontrei nelas foi a união entre os jovens de diversos países e culturas. O clima de uma Jornada é uma coisa de outro mundo. Todos os jovens unidos em um mesmo lugar, com um mesmo objetivo, que é dizer para o mundo: “Eu sou um jovem católico”. Tem coisas que só acontecem em uma Jornada, não tem como ter a experiência em outro lugar. Dentro dela tu sente que não está sozinho e tem milhões de jovens que não têm vergonha de mostrar que estão felizes e que estão ali para lutar por um mundo com mais paz, amor e fraternidade”. 

Se para muitos jovens a Jornada Mundial da Juventude no Panamá será a primeira, para milhares de outros será a continuação de uma experiência que deixou marcas profundas e os colocou em uma dimensão bem mais ampla da vivência da fé, como acabou de nos contar o Diego Chemello Müller, de 26 anos, natural de Porto Alegre (RS), engenheiro químico, engenheiro de alimentos e atuante no Ministério de Música na Paróquia São Martinho. As noites quem sabe mal dormidas, por vezes a falta de orientação e tantas outras situações inerentes a um evento deste porte não o assustaram, antes pelo contrário, foram uma oportunidade de crescimento:

Muitas vezes eu e meus amigos encontramos algumas dificuldades nas Jornadas, como se localizar numa cidade nova e saber para onde ir, mas a partir destas dificuldades que nós crescemos juntos como amigos e comunidade. Agora é impossível não ter vontade de ir numa próxima edição de uma Jornada depois de todas as coisas que a gente passou.

O fato de a Jornada de 2013 ser realizada no Brasil, havia motivado o Diego para participar pela primeira vez, junto com um grupo de jovens da comunidade. A Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora visitaram a Paróquia e em seguida chegaram os argentinos. Oportunidade para novas amizades e atividades sociais e caritativas em conjunto:

“... E com todo este aquecimento, não tinha como não estar motivado para ir ao Rio de Janeiro e conhecer o Papa Francisco pela primeira vez, já que ele tinha apenas quatro meses de Pontificado na época, e provavelmente estava tão ansioso quanto a gente para ir numa Jornada pela primeira vez como Papa”.

Mas, o que mais o marcou nesta Jornada no Rio de Janeiro e na de Cracóvia, em 2016?

São muitas recordações que eu tenho das Jornadas anteriores. No Rio de Janeiro, por exemplo, o que mais me marcou foi ver a Praia de Copacabana completamente lotada de jovens de uma ponta a outra. Foram aproximadamente 3 milhões de jovens em uma praia fazendo Adoração junto com o Papa, em silêncio, e participando da Missa de Envio. Nem no carnaval e no reveillon tu encontra tanta gente na Praia de Copacabana. Foi o maior público que o Rio de Janeiro já tinha recebido na história.

Bom, e na Jornada de Cracóvia, um dos momentos que mais me marcou foi quando a gente estava chegando na cidade de ônibus e teve um bloqueio na estrada. Daí a gente teve que ficar um tempo num posto de gasolina. Lá nosso grupo desceu e a gente encontrou dez italianos que estavam parados ali também esperando para continuar a viagem e nós fomos conversar com eles e eu fui pedi emprestado o violão que eles tinham. Aí a gente fez uma roda e eu fiquei no meio junto com outros amigos brasileiros, daí eu comecei a tocar várias músicas católicas bem conhecidas aqui no Brasil, mas que os italianos nunca tinham ouvido. E a gente começou com este grupo pequeno, mas não demorou muito e outros ônibus foram parando, e quando a gente viu, a gente estava no meio de uma roda com mais de 200 jovens ao redor pulando e dançando. Para mim foi um momento inesquecível como ministro de música e eu vou levar isto sempre comigo”.

Depois do Rio de Janeiro e Cracóvia, o Diego prepara-se agora para o Panamá:

"A minha expectativa para a próxima Jornada está muito grande. Eu vou poder rever vários amigos que eu fiz nas Jornadas anteriores e estar junto com o Papa de novo. Minha impressão do Panamá é de um lugar muito acolhedor, com um povo bem fervoroso, animado, com o espírito pegando fogo. Nós da América Latina...a gente tem esta característica bem forte, e já é assim  no Brasil, como foi em 2013 acho que um país de língua espanhola, a união de outros países latinos vai ser ainda maior, porque o Papa vai poder falar na língua nativa dele e vai estar muito mais à vontade para passar os ensinamentos e se comunicar conosco".

 

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