JMJ do Panamá abraça comunidade brasileira Jesus Menino

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15 de janeiro de 2019

A missão em defesa da vida mobiliza todos os envolvidos dentro na Comunidade Católica Jesus Menino com sedes no Brasil e na Argentina e em mais cinco países da Europa. O testemunho, vivido em primeira pessoa, fará parte da programação oficial da Jornada Mundial da Juventude, marcada para o fim de janeiro, na Cidade do Panamá.

 

Jovens com paralisia cerebral interpretam músicas na JMJ

O fundador da comunidade de Petrópolis/RJ, Antônio Carlos Tavares de Mello, conhecido como Tônio, explicou que a JMJ analisou mais de 400 pedidos e acabou selecionando três brasileiros da entidade: o fundador dará seu testemunho de 30 anos de missão em defesa da vida e dois jovens – com necessidades especiais – irão interpretar músicas, numa mensagem de inclusão e do valor da pessoa como ela é.

O cantor Felipe, de 32 anos, e o compositor Alex, de 34, têm paralisia cerebral, nunca estudaram música, mas, segundo Tônio, configuram o dom especial dado por Deus: “eu vejo a resposta de Deus. Eu vejo esses meninos, de fato, respondendo àquilo que a comunidade dá a eles: dá amor e eles levam amor. Com o Panamá e o México, serão 19 países nestes 10 anos de missão fora, em que eles cantam e levam a missão para ser presença e ser vida”.

A dupla participou de outras jornadas: no Rio de Janeiro, em 2013, cantaram para os grupos de europeus que foram ao Brasil. Na JMJ da Polônia, em 2016, subiram ao palco para cantar onde, uma hora depois, estaria o Papa Francisco. De fato, Felipe e Alex já encontraram três papas: Francisco, Bento XVI e João Paulo II.

 

Campanha para pagar passagens aéreas

No Panamá, eles vão interpretar três músicas em data ainda a ser definida pela comissão organizadora. A viagem já está marcada para 23 de janeiro, porém, continuam em campanha de arrecadação de recursos para finalizar a compra das passagens aéreas ao Panamá. Tônio afirma que:

“ Nós não temos esse dinheiro, mas o coração de Deus tem e isso vai acontecer porque Deus nos chamou lá. ”

 

Brasileiros cantam a superação e a defesa da vida

Tônio comenta que a comunidade “é uma obra da providência, com muita simplicidade, mas com profundidade muito grande, pois seguimos aquilo que o Evangelho fala: defender a vida, a família e o direito da pessoa, além de rezar, criando esse sentido de amor e família”.

As próprias músicas seguem esse testemunho de ternura vivido dentro da comunidade, criada na década de 90, para acolher crianças especiais abandonadas. Um mutirão abraça a causa entre funcionários, benfeitores, amigos e voluntários, coordenação terapêutica e diretor espiritual – os primeiros apoiadores e fãs dos jovens músicos.

A dupla já tem três álbuns gravados, com participação especial de cantores católicos e da mídia secular, tanto nacionais como internacionais, como, por exemplo, Pe. Fabio de Melo e Elba Ramalho. Segundo Tônio, “são músicas inspiradas no coração de Deus, vindas do Espírito Santo. Eles procuram cantar o que está dentro do coração deles: a superação e a defesa da vida. Eles querem levar essa mensagem ao mundo de que todos devem ser amados e acolhidos, porque Deus tem uma missão para cada um, independente de ser especial ou não, de ter uma deficiência ou não, são pessoas que necessitam ser amadas”.

 

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