Papa recorda viagem à Irlanda: o ideal é a família unida, não a separação!

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30 de agosto de 2018

A Praça São Pedro voltou a acolher os peregrinos para a Audiência Geral, passados os dias mais tórridos do verão.

Como faz habitualmente depois de uma viagem apostólica, o Papa Francisco dedicou sua catequese aos principais momentos de sua visita à Irlanda, realizada nos dias 25 e 26 de agosto.

O sonho de Deus

O motivo que o levou a Dublin foi o Encontro Mundial das Famílias: “A minha presença era, sobretudo, confirmar as famílias cristãs em sua vocação e missão”, disse Francisco.

O sonho de Deus para toda a família humana é a unidade, a harmonia e paz, recordou o Papa, e Ele chama as famílias a participar deste sonho, fazendo do mundo uma casa onde ninguém se sinta “sozinho, indesejado ou excluído”.

Pontos de luz

O Pontífice definiu como “pontos de luz” os testemunhos de amor conjugal oferecidos por casais de todas as idades. Foi assim na Catedral, no centro dos frades capuchinhos que acolhe casais em situação de vulnerabilidade, na vigília no estádio Dublin, em que falaram famílias que sofreram com as guerras, os vícios, inclusive tecnológicos, e foram renovadas pelo perdão. Foram ressaltados o valor da comunicação entre as gerações e o papel específico que cabe aos avós para consolidar os laços familiares e transmitir a fé.

“Hoje, é difícil dizer, parece que os avós incomodam. Nessa cultura do descarte, eles são deixados de lado. Mas eles são a sabedoria, a memória das famílias. Por favor, não descartem os avós, que sejam sempre próximos aos netos.”

Irlanda do Norte

Na programação da visita, estava prevista também uma etapa no Santuário mariano de Knock. “Ali, na capela construída no local da aparição de Nossa Senhora, confiei à sua proteção materna todas as famílias, em especial as irlandesas. Embora a minha viagem não incluísse uma visita à Irlanda do Norte, dirigi uma saudação cordial ao seu povo e encorajei o processo de reconciliação, pacificação, amizade e cooperação ecumênica.”

Dor e amargura

Mas além da alegria, a visita à Irlanda enfrentou um elemento de “dor e amargura” pelo sofrimento causado no país por várias formas de abusos na Igreja.

“O encontro com alguns sobreviventes deixou um sinal profundo; e várias vezes pedi perdão ao Senhor por esses pecados, pelo escândalo e o sentimento de traição provocado.”, disse o pontíficie.

O Papa louvou o percurso de purificação e de reconciliação empreendido pelos bispos irlandeses com aqueles que sofreram abusos, e as normas severas adotadas com a ajuda das autoridades nacionais.

Renovação

No encontro com os Bispos, o Papa pediu a eles que, com a honestidade e a coragem, inaugurem uma estação de renovação da Igreja na Irlanda.

“Na Irlanda há fé, são pessoas de fé, com grandes raízes. Mas há poucas vocações ao sacerdócio”, disse Francisco, rezando uma Ave-Maria com os fiéis na Praça para pedir a Nossa Senhora que envie “sacerdotes santos” à Irlanda.

Ideal da família

Francisco então concluiu definindo o Encontro Mundial das Famílias uma experiência profética.

“Nós esquecemos as muitas famílias que vão avante com fidelidade, pedindo perdão recíproco quando há problemas. Hoje é moda ver nas revistas, nos jornais, os casais que se divorciaram, se separaram. Por favor, isso é ruim! Eu respeito cada um, devemos respeitar todas as pessoas, mas o ideal não é o divórcio, a separação, a destruição da família, mas a família unida. Esse é o ideal!”

O Papa exortou então os fiéis a se prepararem para o próximo Encontro Mundial das Famílias, que se realizará em Roma em 2021.

Rezar pela Criação

No final da Audiência, o Pontífice saudou os estudantes do Colégio Pio Brasileiro de Roma e recordou que no próximo sábado, 1° de setembro, celebra-se o quarto Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, realizado em união com os ortodoxos e a adesão de outras comunidades cristãs.

“Na mensagem deste ano, desejo chamar a atenção para a questão da água, bem primário a ser tutelado e colocado à disposição de todos”, disse Francisco, convidando todos os fiéis a se unirem em oração pela nossa casa comum.

 

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Papa diz que países devem pensar bem antes de devolver imigrantes

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27 de agosto de 2018

A bordo do avião do Vaticano, o papa Francisco afirmou que se "deve pensar muito bem" antes devolver a outros países os imigrantes que chegam à Europa, ao assegurar que conhece as torturas que sofrem muitos deles.

Ele usou a expressão durante entrevista a bordo do avião de volta de sua viagem à Irlanda, quando foi perguntando sobre a responsabilidade da Europa no tema de imigração e o recente caso do navio militar italiano Diciotti.

O pontífice respondeu aos jornalistas que viajam com ele, entre eles a enviada da Agência EFE, que o primeiro a tramitar na imigração é "a abertura do coração", depois, "a condição da integração" e, finalmente, "a prudência de quem governa".

Traficantes

Francisco revelou, além disso, que viu um vídeo sobre o que ocorre aos homens devolvidos e voltam a cair nas mãos de traficantes. "É horroroso. As mulheres e as crianças são vendidas e os homens sofrem as torturas mais sofisticadas", lamentou. "Para mandar-lhes outra vez tem que se pensar bem, muito bem", acrescentou.

O papa destacou também o valor da integração no momento da amparada, e lembrou que os terroristas do atentado no aeroporto de Bruxelas tinham nascido no país de pais imigrantes, mas nunca tinham se integrado.
"Um povo que pode receber, mas não integrar é melhor que nem acolha e este é um ponto do diálogo na União Europeia", ressaltou.

Ao ser questionado sobre o navio Diciotti, que permaneceu sem desembarcar com 150 imigrantes a bordo, por mais de 10 dias diante da recusa do ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, Francisco comentou que a situação foi resolvida, em parte, graças à Conferência Episcopal italiana.

 

(Com informações da Agência EFE)

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Papa Francisco despede-se da Irlanda

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27 de agosto de 2018

No final da tarde deste domingo, 26, o Papa Francisco despediu-se da Irlanda, concluindo a 24ª Viagem Apostólica de seu Pontificado. O voo A321 da Aer Lingus (St Aidan) decolou do Aeroporto Internacional de Dublin às 18h46, para aterrissar no Aeroporto Ciampino, em Roma, às 23 horas, horário italiano. Não houve discursos ou cerimônias oficiais no aeroporto, estando presente, no entanto, o primeiro ministro irlandês Leo Varadkar e seu companheiro, além de autoridades religiosas.

O último compromisso de Francisco foi o encontro com o episcopado irlandês no Convento das Irmãs Dominicanas, após presidir a Missa conclusiva do IX Encontro Mundial das Famílias no Phoenix Park, quando foi anunciado o local do próximo encontro: Roma, em 2021.

O Papa chegou à Irlanda na manhã de sábado, sendo o segundo Pontífice a visitar a “Ilha de Esmeralda”. O último foi São João Paulo II em 1979. Francisco fez cinco discursos, em uma viagem marcada pela complexidade da questão dos abusos cometidos no país contra menores por sacerdotes e religiosos em décadas passadas, assim como a trágica questão da  separação dos filhos das jovens mães, internas em institutos religiosos.

Estes temas delicados e dolorosos foram abordados por Francisco em praticamente todos os pronunciamentos. Não faltaram pedidos de perdão e a garantia do compromisso em não medir esforços para curar as feridas e evitar que estes males nunca mais ocorram.

Os irlandeses apreciaram a sinceridade e a clareza do Papa, sobretudo a sua vontade e disponibilidade em encontrar um grupo de vítimas na Nunciatura Apostólica em Dublin.

O Santo Padre, por outro lado, lançou uma mensagem de esperança, encorajando o clero e os leigos irlandeses a comprometerem-se na renovação da sua fé e no compromisso com o Evangelho.

Durante o voo de volta, o Papa encontra os jornalistas para a tradicional coletiva de imprensa.

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Papa aos jornalistas: a fé dos irlandeses mais forte do que a chaga dos abusos

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27 de agosto de 2018

O espaço para dizer o que neste momento carrega no coração - oferecer um pensamento sobre a viagem que acaba de terminar - Francisco tira para si mesmo no final, depois de mais de 40 minutos dedicados a temas ditados pela crônica do dia e pelo interesse de seus interlocutores. A sua não é uma verdadeira resposta, porque tecnicamente não havia dúvida, mas é todavia a convicção que o Papa traz consigo depois de dois dias intensos. "Eu encontrei muita fé na Irlanda", disse aos jornalistas no voo de Dublin a Roma. Os irlandeses sofreram muito por causa dos escândalos, mas sabem distinguir, disse, "a verdade das meias-verdades", como lhe disse algumas horas antes um bispo. E se no "processo de cura em andamento" há coisas que parecem afastar da fé, essa fé permanece sólida.

"Não direi uma palavra"

As sete perguntas que precedem a resposta não solicitada de Francisco são como planetas que giram em torno do sol trágico dos abusos. O que chama a atenção dos ouvidos e faz escrever mais freneticamente no teclado do computador é a resposta que o Papa dá ao caso do dia. O segundo dia em Dublin começou com o documento do ex-núncio apostólico nos Estados Unidos, o arcebispo Carlo Maria Viganò, que chama em causa o Papa no episódio do Card. McCarrick, acusado de assédio sexual contra jovens seminaristas. Francisco é breve e convida os jornalistas a tirarem suas próprias conclusões. "Eu sinceramente digo isto: leiam com cuidado e façam o seu próprio julgamento. Não vou dizer uma palavra sobre isso. Creio que o documento fala por si ".

Um júri para cada caso

Em vez disso, fala e explica outros aspectos delicados e complexos, como a modalidade de levar ao tribunal um bispo acusado de abuso. Rejeita com delicadeza o desejo de Marie Collins - ex-membro da Pontifícia Comissão instituída para combater o fenômeno e vítima ela mesma de violências por um padre irlandês - de criar um tribunal especial, conforme indicado no Motu proprio "Como uma mãe amorosa". Na realidade, temos visto, disse Francisco, que mais do que um júri, é mais eficaz a criação de um colégio “ad hoc” para cada caso. "Funciona melhor assim", assegura o Papa, que recorda como o último a ser submetido ao tribunal foi o arcebispo de Guam e que outro procedimento está em andamento.

Falar imediatamente, nunca julgamentos sumários

Uma pergunta sobre o que "o povo de Deus" pode e deve fazer diante de atos tão perversos praticados pelos sacerdotes. Também aqui o Papa suprime a reticência e indica nas famílias feridas o primeiro obstáculo, muitas vezes, à transparência. "Quando se vê algo – afirma com força – é preciso falar imediatamente". Muitas vezes são os pais a encobrirem o abuso de um padre porque não acreditam no filho ou na filha". Por outro lado, no entanto, critica as ações dos meios de comunicação que iniciam julgamentos de rua antes que uma responsabilidade seja apurada. Francisco cita o caso do grupo de sacerdotes de Granada, cerca de dez, acusado de pedofilia por um jovem empregado em um colégio, que escrevera ao Papa que tinha sido vítima de violências. Bem, o cadafalso da humilhação sofrido por alguns desses padres se revelou a injustiça mais cruel porque depois a justiça comum os considerou inocentes. Assim, é o convite do Papa aos jornalistas, "seu trabalho é delicado", vocês devem dizer as coisas "mas sempre com a presunção de inocência e não com a presunção de culpa".

Quem ignora não é um verdadeiro pai

Palavras de grande estima Francisco reserva à ministra irlandesa que lhe falou sobre o dramático caso do orfanato de religiosas irlandesas em Tuam. Objeto de uma investigação pelas autoridades que configura o orfanato como local de abusos e horrores repetidos nas décadas passadas, o Papa disse que aguarda o resultado final da atividade de investigação também para verificar as responsabilidades da Igreja. De qualquer forma, o apreço do Papa é todo pelo "equilíbrio" e pela "dignidade" com que a representante do governo irlandês lhe informou sobre o assunto. Ainda sobre o assunto da Irlanda, uma pergunta a Francisco sobre o que ele diria a um pai cujos filhos se confessem ser homossexuais. “Eu diria a ele: rezar, não condenar, dialogar, entender, abrir espaço ao filho à filha", porque "ignorar é uma falta de" paternidade e maternidade.

O caso do navio "Diciotti"

Uma das primeiras questões a serem abordadas na coletiva de imprensa foi a da imigração. A pergunta teve início com a feliz conclusão do episódio do navio italiano " Diciotti", que desembarcou em Messina  mais de cem migrantes após cerca de dez dias sem a possibilidade de atracar. "Há sua mão neste caso?", pergunta ao Papa o jornalista, e Francisco responde que não, ele diretamente não, mas é obra do "bom padre Aldo Buonaiuto, da Fundação João XXIII, mas também da CEI, (Conferência Episcopal Italiana) com o cardeal Bassetti. Recorda o critério de prudência que deve guiar um país no acolhimento dos imigrantes, mas acima de tudo Francisco chama a atenção para o valor da integração. Pode mudar uma vida, disse, como a da estudante que ele trouxe da ilha de Lesbo e recentemente encontrada na Universidade. Isso para  arrancar dos traficantes o comércio de carne humana e dar dignidade àqueles que buscam uma nova vida.

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À espera do Papa, famílias refletem em Dublin à luz da Amoris laetitia

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24 de agosto de 2018

Enquanto aguardam a chegada do Papa a Dublin, na Irlanda, este sábado, 25 de agosto, as reflexões e debates dos participantes do Encontro Mundial das Famílias estão sendo guiadas pela Exortação apostólica Amoris laetitia de Francisco sobre o amor na família.

 

37 mil participantes provenientes de 116 países

De fato, os três dias de trabalhos do congresso pastoral vivido de 22 a 24 de agosto pelos 37 mil participantes provenientes de 116 países têm sido marcados pelo estudo e aprofundamento dos nove capítulos do texto papal.

Em dezenas de encontros, mesas-redondas e conferências diárias, as famílias discutem e refletem, a partir da Exortação apostólica, as três virtudes teologais da fé, esperança e caridade, “mas não de modo abstrato, não como tratado teológico, mas referindo-nos à vida concreta que nós famílias vivemos diariamente, onde habitamos, no contexto em que nos encontramos”, explicou em sua colocação a subsecretária do Dicastério vaticano para os leigos, a família e a vida, Linda Ghisoni.

 

Diálogo, comparação, testemunhos

Diálogo, comparação, testemunhos, com aquela parresìa (coragem, audácia, destemor, ndr) que o Pontífice jamais se cansa de recomendar. Além dos conteúdos, emerge um estilo, um modo de ser Igreja, como explicou ainda Ghisoni aos participantes do grupo por ela coordenado, que discutiu o trecho da Carta aos Coríntios em que São Paulo recorda que, das virtudes, a “maior de todas é a caridade”.

As famílias vivem todos os dias mil dificuldades, disse, e, claro, “nem tudo se transformará magicamente após Dublin 2018, não estaremos isentos dos desafios e dos problemas diários”; mas “se tivermos vivido uma experiência de Igreja, de comunhão, sem preconceitos, em que cada um enriquece o outro com o próprio testemunho de vida, então poderemos levar para casa um método eclesial baseado no viver a comunhão, a partilha, além de alguns instrumentos para ser fiéis à nossa vocação e ser verdadeiramente felizes”.

 

Trabalhos abertos pelo cardeal Schönborn

Os trabalhos foram abertos na manhã de quarta-feira (22/08) pelo arcebispo de Viena, cardeal Christopher Schönborn, que guiou o grupo de debate e discussão dedicado à celebração da família na tradição judaico-cristã.

Foi uma ocasião para reiterar o tema da indissolubilidade do matrimônio fundada na relação pessoal com Deus e o tema da tutela do interesse das crianças. Idealmente, cada momento do dia de uma família é examinado, buscando, nas experiências pessoais e nas reflexões da Amoris laetitia, as respostas às dúvidas, as sugestões para superar dificuldades, as indicações para uma vida mais plena e consciente.

 

Temáticas no centro das reflexões e debates

Passa-se do papel dos pais à oração doméstica, do empenho na sociedade e no lugar de trabalho ao engajamento nas comunidades paroquiais, da importância de encontrar medidas contra a cultura do desperdício ao fascinante, mas por vezes também perigoso, relacionar-se com o mundo digital.

E ainda: o diálogo entre pais e filhos, a vida sacramental (a começar pelo significado e importância da celebração do matrimônio na igreja), a sexualidade, a saúde e a doença, o dom dos filhos, o papel fundamental dos avós.

 

Hino à caridade do apóstolo São Paulo

Presente também o debate sobre como as famílias cristãs devem se comportar diante de grandes problemas que afligem o planeta: dos fenômenos migratórios, com os sofrimentos de deslocados e refugiados, ao criminoso tráfico de seres humanos, da crise econômica à dignidade a ser salvaguardada no mundo do trabalho.

Chegando ao grande tema da tutela do ambiente e do cuidado da nossa casa comum. Em tudo isso, recordou Ghisoni, é possível conjugar as sugestões do hino à caridade de São Paulo: que “não é uma receita para pessoas perfeitas”, mas, como explicado no quarto capítulo da Amoris laetitia com sugestões muito concretas, um verdadeiro “projeto de amor” que, a partir do amor de Deus por cada um de nós, não prevê fechamentos ou individualismos: “Nós somos, como uma família, somente se amamos, se nos amamos e se doamos este amor, que desse modo se multiplica e gera vida”.

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Brasileiros participam de Encontro Mundial das Famílias com o Papa Francisco

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22 de agosto de 2018

A cidade de Dublin, na Irlanda, está movimentada com a presença de famílias de 116 países dos 5 continentes que participam do IX Encontro Mundial das Famílias com o Papa Francisco, que tem como tema: “O Evangelho da Família, alegria para o mundo”.

O Brasil está representado. Uma delegação está na capital irlandesa para participar de toda a programação do evento que inclui palestras, debates, testemunhos, além de atividades para crianças e jovens.

O bispo de Osasco (SP) e presidente da Comissão para a Vida e Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom João Bosco Barbosa de Sousa, o assessor nacional da comissão, padre Jorge Alves Filho e o casal coordenador nacional da Pastoral Familiar, Luiz Zilfredo Stolf e Carmen Rodrigues Stolf estão na capital irlandesa para acompanhar todo o evento.

“Esperamos que esse encontro chame a atenção do mundo para a importância da família, construída segundo a vontade de Deus, pois só assim ela pode ser alegria para o mundo”, ressalta dom Bosco.

Durante o congresso, cardeais, teólogos, religiosos e leigos vão conduzir as atividades, que vão percorrer os mais diversos tópicos do documento papal, abordando desde a preparação para o matrimônio nas paróquias até a espiritualidade da família. Temas atuais como o acolhimento e inclusão de homossexuais nas comunidades e os desafios no âmbito familiar também fazem parte da programação.

O encerramento, no dia 26 agosto, será com a Santa Missa no Phoenix Park, com a presença do Papa Francisco, onde são esperadas 500 mil pessoas. Francisco chega ao país na manhã do dia 25. Após encontros diplomáticos e com população em situação de rua, o Pontífice participa do Festival das Famílias, um grande momento de shows e testemunhos no estádio Croke Park. No final da celebração será anunciada a sede do próximo Encontro Mundial.

Antes da cerimônia de abertura, dom João Bosco, gravou um vídeo que foi postado no Facebook da Pastoral Familiar. Ele afirmou que “é uma alegria estar aqui representando um país que tem tanta riqueza familiar como o nosso país”.

“Já começamos encontrando um pouco dessa riqueza refletida nessa variedade de pessoas que aqui estão. São muitas línguas, indicações diferentes”, afirmou, ao ressaltar que também já encontraram “outros brasileiros que aqui estão para esse grande momento”.

“Peço a todos as orações, para que a gente possa viver um momento muito especial”, disse Dom Bosco, convidando ainda os brasileiros a acompanharem os próximos dias do evento através dos meios de comunicação católicos.

“O Papa vai chegar aqui e encontrar um número imenso de famílias dispostas a ouvir sua palavra e nós queremos levar ao nosso país tudo aquilo que conseguirmos de mensagens a todo o povo brasileiro”, concluiu.

Na ocasião, Dom João Bosco declarou ao site da Comissão Episcopal esperar “que esse encontro reforce o trabalho de evangelização que vem sendo realizado pela Pastoral Familiar, esclareça questões, chame a atenção do mundo para a importância da família, construída segundo a vontade de Deus, pois só assim ela pode ser alegria para o mundo”.

Veja o vídeo na íntegra

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Encontro Mundial das Famílias começa hoje em Dublin

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21 de agosto de 2018

Foram três anos de preparação, desde que Dublin foi anunciada como cidade-sede do Encontro Mundial das Famílias 2018, durante missa presidida pelo Papa Francisco no encerramento da edição anterior, em Filadélfia, Estados Unidos.

Depois de comissões serem formadas, reuniões e mais reuniões organizadas, milhares de voluntários recrutados e logística definida, a capital da Irlanda se torna por seis dias, a partir de hoje, o centro das atenções da Igreja Católica em todo o mundo.

Cerimônia de abertura

A cerimônia de abertura se realiza hoje, simultaneamente nas 26 dioceses irlandesas, a partir das 19 horas, horário local. Em Dublin, sede do encontro, a celebração da Oração da Noite será no centro de convenções RDS, onde também acontecerá o Congresso Pastoral entre quarta e sexta-feira. A celebração tem caráter ecumênico e todas as igrejas cristãs do país foram convidadas a tocar os sinos para marcar o início das atividades.

O tema da 9ª edição do Encontro Mundial das Famílias está centrado na exortação apostólica pós-sinodal Amores Laetitia, do Papa Francisco: “O Evangelho da Família, alegria para o mundo”. O tema será aprofundado ao longo dos três dias de congresso por meio de palestras, debates, testemunhos, além de atividades para crianças e jovens.

Cardeais, teólogos, religiosos e leigos estão encarregados de conduzir as atividades, que irá percorrer os mais diversos tópicos do documento papal, abordando desde a preparação para o matrimônio nas paróquias até a espiritualidade da família. Temas atuais como o acolhimento e inclusão de homossexuais nas comunidades e os desafios no âmbito familiar também fazem parte da programação.

Papa encerra o evento

A chegada do Papa Francisco à capital irlandesa está prevista para a manhã de sábado. Após encontros diplomáticos e com população em situação de rua, o Pontífice participa do Festival das Famílias, um grande momento de shows e testemunhos no estádio Croke Park.

No domingo, na parte da manhã a oração do Angelus no Santuário de Knock e na parte da tarde o Santo Padre preside a Eucaristia de encerramento no Phoenix Park, onde são esperadas 500 mil pessoas. No final da celebração será anunciada a sede do próximo Encontro Mundial.

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