Protestos na Nicarágua deixam um morto, feridos e fecham escolas

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16 de mai de 2018

Os protestos nas principais cidades da Nicarágua continuam intensos. Os embates entre manifestantes e forças policiais deixaram um morto e mais de 10 feridos em Matagalpa, no Norte do país. Por determinação do Ministério da Educação nicaraguense, as escolas fecharam suas portas ontem (15) como medida de segurança. O acirramento do clima ocorre no momento em que a Igreja Católica, por meio da Conferência de Bispos, negocia o fim da violência e um acordo com as autoridades federais.

A Nicarágua completa 29 dias de protestos que deixaram entre 54 e 65 mortos, segundo organizações humanitárias, sem contar a última vítima identificada como Wilder Reyes Hernández, de 37 anos, trabalhador da prefeitura de Matagalpa.

A informação foi confirmada pelo prefeito de Matagalpa, Sadrach Zeledón. Segundo ele, grupos antagônicos ao governo dispararam contra o trabalhador desse município e também queimaram parte das instalações da delegacia local.

"Essa gente não quer paz, quer derramar o sangue de irmãos no país. O que querem é dor, o sofrimento do povo de Matagalpa e do povo nicaraguense", disse o prefeito.

O enfrentamento começou hoje no município de Matagalpa, quando agentes da polícia tentaram restabelecer a livre circulação de pessoas e veículos, após o bloqueio de estradas por parte de manifestantes.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram que os policiais dispararam armas de fogo e bombas de gás lacrimogêneo na direção de manifestantes. Os protestos na Nicarágua ocorrem desde o último dia 25. Os manifestantes pedem justiça, fim da repressão e fazem críticas ao presidente Daniel Ortega e às mudanças na Previdência Social do país.

Mediação

Paralelamente, os sacerdotes Óscar Decoto, César Corrales, Denis Martínez e Sadiel Eugarrio negociam um acordo para cessar a violência.

"As pessoas estão protestando, mas precisamos também intermediar para que não haja derramamento de sangue. É o que pede a Igreja. O protesto tem que ser pacífico, mas sem agressão, é o que sempre se pede", declarou Eugarrio a jornalistas.

A convocação de um diálogo nacional desde ontem não freou os saques, os enfrentamentos e os bloqueios nas estradas.

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O relato de uma corajosa sobrevivente

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01 de fevereiro de 2018

Confrontos entre os pastores fulanis – em boa parte promotores de um Islã radical e violento – e os cristãos ocorrem com certa frequência na região central da Nigéria, onde vive Rejoice James, uma adolescente cristã, cujo vilarejo foi violentamente atacado no meio da noite.

“Era madrugada de quinta-feira, no dia 16 de março de 2017, à exatamente 1h30 da manhã. Ouvi que pessoas gritavam ‘fogo! fogo!’ Minha mãe, meu pai e minhas duas irmãs saíram de casa. Pastores fulanis vieram ao nosso vilarejo, matando algumas pessoas e colocando fogo em diversas casas, incluindo a nossa. Ela foi queimada até só restarem cinzas. Nós não podíamos fazer nada para apagar o fogo; perdemos tudo. Parecia que Deus estava em profundo silêncio e que a vida não era justa. Apesar disso, ninguém se machucou. 

Enquanto esperávamos do lado de fora, pensando no que faríamos em seguida, Deus enviou alguém para nos ajudar, um homem muçulmano que correu em nossa direção e gritou ‘fujam!, salvem-se! Vocês foram bons comigos e agora eu decidi retribuir. Corram o mais rápido possível – os pastores fulanis estão a caminho para matá-los’. Eu me aproximei para ver quem era o homem e me surpreendi ao ver o guarda da minha escola.

Então nós corremos (...). Nós fomos a uma escola católica, onde nos deram comida e roupas por alguns dias. Em seguida, fomos morar com um primo de meu pai. Meus pais não podiam mais me enviar a uma escola católica, então comecei a frequentar a escola pública.

Numa manhã, no dia 9 de maio de 2017, o diretor da minha escola enviou uma mensagem ao meu pai, dizendolhe que nós não deveríamos vir à escola naquele dia, que tudo não ia bem na comunidade. Na tarde daquele mesmo dia, meu pai pegou sua bicicleta para ir ao mercado; era dia de mercado. Algumas horas depois, vi pessoas gritando, berrando mesmo – algumas estavam chorando – e correndo para todos os lados. Algumas mulheres correram até nossa casa e começar a gritar ‘estamos perdidos de novo!’.

Ouvimos que os pastores fulanis vieram ao mercado e mataram três cristãos, ferindo gravemente outros quatro. A violência foi provocada pelo assassinato de um motorista de táxi fulani por alguns de nossos jovens, que queriam se vingar do ataque a Fanda Kaje. Comecei a tremer pensando em meu pai que fora ao mercado; minha mãe também tremia e nós duas nos perguntávamos se meu pai ainda estaria vivo.

Minha mãe me tomou pela mão e nós corremos ao mercado. Nós encontramos caos: tomates, pimenta, cebolas e outros alimentos espalhados por toda parte, algumas barracas queimadas. Estava com muito medo; nós não sabíamos onde procurar por meu pai. Então ouvimos uma voz: ‘se você se mexer, eu atiro’. Nós corremos com outras pessoas; minha mãe me carregou em seus braços e correu o mais rápido que podia. Uma mulher a empurrou e ela tropeçou, machucando a perna, mas a dor não foi suficiente para pará-la. 

Quando íamos voltar para casa, ouvimos gritos e choro de jovens. Nós nos voltamos e vimos meu pai no chão, morto. Os jovens carregaram seu corpo do mercado. Eles vieram até minha mãe, que desmaiou, jogaram um pouco de água em seu rosto para que ela retomasse consciência e ela começou a gritar e a chorar com toda sua força. Eu sentia a dor de minha mãe enquanto ela nos tinha em seus braços, a mim e minhas irmãs; todos nós choramos muito. Eu me perguntava por que Deus permanecia em silêncio. 

Após o enterro de meu pai, ajudei minha mãe a vender tomates durante seis meses. Graças ao meu tio, agora posso ir a uma escola católica novamente. Estou feliz porque fiz novos amigos e porque minha mãe, minhas duas irmãs e eu sobrevivemos ao ataque. 

Finalmente, temos um pouco de paz na comunidade; o exército veio nos proteger. O ódio entre os pastores fulanis e os cristãos é insuportável, mas eu agradeço a Deus por haver um pouco de tranquilidade após essa tempestade na nossa comunidade.”

Fonte: CNA
 

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Novo Arcebispo de Paris é médico especialista em Bioética

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11 de janeiro de 2018

“Ninguém na minha família era praticante, exceto minha mãe, que ia à missa aos domingos. Nunca fui coroinha nem escoteiro e não frequentei uma escola católica”, contou Dom Michel Aupetit, novo Arcebispo de Paris. Com um percurso diferente da maioria dos bispos, Dom Michel se formou em Medicina e atuou como médico durante 12 anos. Ele se especializou em Bioética e ensinou essa disciplina no Hospital Henri Mondor de Créteil. 

Aos 39 anos, decidiu entrar no seminário para se tornar sacerdote: “Deus me chamou para ser padre quando eu era médico”, disse em uma entrevista ao canal de televisão KTO . Cinco anos depois, Dom Michel recebeu sua ordenação sacerdotal na Arquidiocese de Paris. Ele realizou seu ministério em diferentes paróquias da Arquidiocese durante mais de dez anos, tendo sido, também, capelão em diferetes escolas de Paris. 

Em 2013, foi nomeado Bispo Auxiliar de Paris e recebeu sua ordenação episcopal das mãos do Cardeal André Vint-Trois, seu predecessor. Foi nomeado Bispo de Nanterre, em 2014, e, finalmente, Arcebispo de Paris no dia 7 de dezembro. A missa de instalação do novo Arcebispo foi celebrada no sábado, 6. Dom Michel convidou os presentes a “reconhecer a dignidade divina nos mais fracos, nos mais pobres e nos mais frágeis”.

Fontes: La Croix/ Catholic Herald
 

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Casal iraquiano assumirá a direção do primeiro hospital católico

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11 de janeiro de 2018

Após a derrota do grupo Estado Islâmico no Iraque, Dom Bashar Warda, Arcebispo Caldeu de Erbil, pediu a um casal iraquiano – Saveen Oghana e Ban Isaqi – que assumisse a administração do primeiro hospital católico pós-guerra, que atenderá, entre outros, as vítimas do conflito com o grupo terrorista. Os dois trabalham na área de saúde, como médico e dentista, e fazem mestrado em Administração de Saúde na Austrália.

“Pelo que sabemos, será o primeiro hospital católico na região do Curdistão e, provavelmente, será o único hospital católico em todo o Iraque, não o primeiro, mas sim o único”, disse Saveen à Chaldean View .

O novo hospital está sendo construído no bairro cristão de Ankawa, em Erbil, no Norte do Iraque e será chamado Shlama, que quer dizer “paz”.

Fontes: ACI/ Chaldean View

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‘Uma das maiores tragédias que a Califórnia jamais enfrentou’

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19 de outubro de 2017

Assim definiu Jerry Brown, o governador da Califórnia, os terríveis incêndios que o Estado tem enfrentado nos últimos dias, que se estendem por mais de 150 quilômetros. Milhares de casas foram destruídas e ao menos 40 pessoas morreram. Muitas das vítimas foram completamente cremadas, ao ponto de não poderem mais ser identificadas. Cerca de 100 mil pessoas receberam ordem de evacuarem suas cidades ameaçadas pelo fogo.

O combate aos incêndios é mais difícil devido aos fortes ventos e à baixa umidade. No fim de semana, ainda havia 17 grandes focos de incêndio na região Norte do Estado. Mais de 9 mil bombeiros trabalham noite e dia para tentar controlar o fogo, usando aviões, helicópteros e mais de mil máquinas de combate a incêndio. Várias equipes têm trabalhado para cavar linhas de defesa que impeçam o fogo de atingir outras áreas residenciais. Os estados vizinhos e até o Canadá e a Austrália enviaram mais homens e equipamentos de combate a incêndio. 

Dom Frank Dewane, Bispo de Venice, pediu a intercessão de Deus: “Hoje, pedimos a intercessão de Deus Todo-Poderoso, enquanto os incêndios florestais afetam o norte da Califórnia”, disse em um comunicado. “Como homens e mulheres corajosos, respondemos a essas catástrofes lutando contra os incêndios e ajudando as pessoas a estarem seguras; pedimos a Deus que melhore o clima e envie a bênção da chuva e dos ventos favoráveis”, afirmou o Bispo.

Fontes: ACI/ The Guardian/ CNN

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Liberdade religiosa ganha nova proteção

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16 de outubro de 2017

O governo norte-americano anunciou novas exceções à cobertura obrigatória dos planos de saúde oferecidos pelas empresas aos seus funcionários. Agora, elas não serão mais obrigadas a cobrir contraceptivos e abortivos. O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (SSH) declarou que a medida tem como objetivo garantir que fiéis religiosos e outras pessoas com objeções morais à con
tracepção não sejam punidos pelo governo federal.

Em 2012, o SSH obrigou os planos de saúde a cobrir contraceptivos, esterilizações e abortivos. A regra continua em vigor, mas agora quem puder demonstrar uma objeção religiosa ou moral aos contraceptivos e abortivos será isento da obrigação. 

O chefe do comitê sobre liberdade religiosa da Conferência dos Bispos dos Estados Unidos e Arcebispo de Baltimore, Dom William Lori, comemorou a decisão, considerando-a uma “vitória da primeira emenda (à constituição norte-americana, que trata da liberdade religiosa) e de todos os americanos”. Embora a notícia seja boa, o Arcebispo lembra que se trata de uma política governamental que pode ser alterada no futuro por um novo governo e que, portanto, é preciso permanecer vigilante.

Fonte: CNA
 

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