‘O sínodo vai acabar com as regiões episcopais?’

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22 de janeiro de 2018

Para esclarecer essa dúvida, vamos partir da definição de diocese que está no direito canônico, que é a norma que regulamenta a organização da Igreja: “A diocese é a porção do povo de Deus que é confiada ao Bispo para ser apascentada com a cooperação do presbitério, de tal modo que, aderindo ao seu pastor e por este congregada no Espírito Santo, mediante o Evangelho e a Eucaristia, constitua a Igreja particular, onde verdadeiramente se encontra e atua a Igreja de Cristo una, santa, católica e apostólica.” (Cân. 369). Uma arquidiocese, por sua vez, recebe este nome por ser uma importante diocese, em razão de seu tamanho ou por motivos históricos.

Dentro das dioceses, nesse caso na Arquidiocese, existem estruturas e uma organização para facilitar o trabalho pastoral: as regiões episcopais. Elas foram criadas para dividir o trabalho, facilitando as iniciativas pastorais, mas elas não são como dioceses. Cada região episcopal tem um bispo auxiliar 
ou padre designado para coordenar os trabalhos, mas é preciso esclarecer que só há um bispo diocesano, nesse caso o Arcebispo, Dom Odilo Pedro Scherer.

Estamos apenas no início dos trabalhos sinodais, por isso ainda não é possível dizer o que vai ou não acontecer com as regiões episcopais. O que sabemos é que elas são estruturas dentro da Arquidiocese e que servem para o trabalho pastoral. É possível que no caminho sinodal as reflexões sobre a ação pastoral apontem outros rumos, em função dos novos desafios, mas isso ainda é parte do processo. Por isso, é muito importante a participação de todos, pois nossas reflexões e nossas contribuições vão ajudar a melhorar e consolidar a ação da Igreja na grande cidade.

 
Você tem dúvidas sobre o sínodo arquidiocesano? Envie sua pergunta para osaopaulo@uol.com.br
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nos programas “Igreja em Notícias”,das 7h30 às 8h, e “Ciranda da Comunidade”, das 18h30 às 19h
 

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A mesma fé em diferentes idiomas em são paulo

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22 de janeiro de 2018

A cidade de São Paulo é conhecida como uma metrópole internacional. Seja na gastronomia, na música ou na arte, encontra-se um pouco das várias partes do mundo na Capital Paulista, inclusive em relação à fé, sendo possível participar de missas em diferentes idiomas.  

Desde o final do século XIX, a cidade tem recebido milhões de imigrantes da Europa, Ásia, América Latina e África. Para atendê-los, a Arquidiocese de São Paulo possui as chamadas paróquias pessoais, onde, diferentemente das paróquias territoriais, o vínculo dos fiéis não se dá pela localidade de sua residência, mas pela sua nacionalidade. Conforme o cânon 518 do Código de Direito Canônico, é “conveniente que se constituam paróquias pessoais, em razão de rito, língua, nacionalidade dos fiéis de um território, e também por outra razão determinada”.  

 

CORENANO

Localizada no Bom Retiro, a Paróquia Pessoal Coreana Nossa Senhora Rainha e São Kim Degun reúne aproximadamente 4,5 mil fiéis coreanos e descendentes que vivem em São Paulo, além de comunidades em Campinas (SP), Curitiba e Ponta Grossa (PR) e Belo Horizonte (MG).

A primeira comunidade coreana no Brasil surgiu na cidade de São Paulo, no dia 9 de maio de 1965, com a presença de 44 membros na Igreja São Gonçalo, no centro. Atualmente, a Paróquia conta com sacerdotes e religiosos missionários vindos da Coreia, que atendem pastoralmente os fiéis de sua nacionalidade. As missas em Coreano são celebradas todos os dias, mas a maior concentração da comunidade coreana acontece na Eucaristia dominical. 

 

JAPONÊS

Desde 1893, a Igreja São Gonçalo é uma referência para os católicos japoneses, que são acompanhados pelos missionários jesuítas. Em 1966, o Cardeal Agnelo Rossi, então Arcebispo de São Paulo, criou a Paróquia Pessoal Nipo-Brasileira São Gonçalo. Na época, havia na Arquidiocese cerca de 120 mil imigrantes e descendentes de japoneses, dos quais 60 mil eram católicos. Hoje, o número de fiéis da Paróquia é bem menor, pois muitos dos descendentes de japoneses participam de outras paróquias católicas da cidade. No entanto, a comunidade católica nipo-brasileira continua se reunindo todos os domingos para a missa celebrada em Japonês. 

 

CHINÊS

Os católicos chineses também possuem uma paróquia pessoal, localizada na Vila Olímpia, na zona Sul. A Paróquia Pessoal Chinesa Sagrada Família foi fundada em 1961 e, desde então, é mantida por sacerdotes missionários chineses que oferecem assistência espiritual e pastoral aos católicos chineses que participam da missa celebrada no seu idioma materno todos os domingos. A Paróquia é reconhecida e respeitada por toda a colônia chinesa, não só pelas entidades religiosas. Muitos desses fiéis vieram para o Brasil em busca da liberdade religiosa, uma vez que o catolicismo na China é duramente perseguido pelo regime comunista. 

 

ITALIANO

Mantida pelos Missionários Scalabrinianos, a Igreja Nossa Senhora da Paz, no Glicério, na região central, é a matriz da Paróquia Pessoal Italiana São Francisco de Assis e Santa Clara. As missas em Italiano acontecem uma vez por mês. Fundada pelos imigrantes italianos em 1940, a paróquia territorial localizada na mesma sede se tornou uma das principais referências para os imigrantes e refugiados na Capital. 

 

ESPANHOL

Atualmente, a Igreja Nossa Senhora da Paz também é a sede da Paróquia Pessoal dos Fiéis Latino-americanos, que reúne as comunidades dos países de língua hispânica na cidade, que participam de missas mensais em Espanhol. 

Além da Paróquia Nossa Senhora da Paz, outras paróquias da Arquidiocese oferecem missas em Espanhol para comunidades latino-americanas, como é o caso das paróquias São João Batista e Bom Jesus, ambas no Brás, bairro do centro da Capital com uma grande concentração de imigrantes bolivianos e peruanos.

 

ALEMÃO

A comunidade católica alemã em São Paulo surgiu há 117 anos, quando os imigrantes procuraram assistência espiritual no Mosteiro de São Bento, onde começaram a ser celebrados sacramentos em língua alemã. Em 1966, foi criada a Paróquia Pessoal Alemã São Bonifácio, com a matriz na Vila Mariana, em que missas são celebradas em Alemão todos os domingos. “Hoje existem cerca de 260 mil alemães em São Paulo. A maioria dos alemães que vivem aqui estão há cerca de 70 anos e já se inseriram nas comunidades locais”, contou o Pároco, Padre Georg Pettinger, que indicou um papel importante da Paróquia na promoção da convivência entre gerações.

“Hoje, nós temos gerações que falam perfeitamente Alemão, outras que não sabem uma palavra no idioma e começamos a ver a língua ser ensinada novamente aos mais novos”.

 

FRANCÊS

E polonês Os católicos de língua francesa podem participar das missas em seu idioma todos os domingos na Capela do Liceu Pasteur, na Vila Clementino, onde se reúnem os fiéis da Paróquia Pessoal Francesa São Francisco de Sales.

Já os poloneses contam com uma capela pessoal localizada na matriz da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, no Bom Retiro. Lá são celebradas missas em Polonês em todo primeiro domingo do mês. 

 

INGLÊS

Embora não exista uma comunidade católica de origem inglesa ou norte-americana em São Paulo, o Inglês é considerado um idioma global, falado por muitos turistas. No Santuário São Judas Tadeu, no Jabaquara, o Padre Bala Jojappa Kakumanu, missionário indiano, percebeu essa necessidade quando atendeu no confessionário um estrangeiro que tinha dificuldades para falar Português. “A partir daí, eu pensei na possibilidade de celebrar missas em Inglês uma vez ao mês”, explicou o Padre, em entrevista à rádio 9 de Julho , recordando as palavras de Jesus Cristo no Evangelho: “Eu era estrangeiro e vocês me acolheram” (Mt 25, 35). 

As celebrações começaram em agosto de 2017 e hoje há uma equipe de voluntários, muitos deles professores do idioma para ajudar na preparação da celebração, cantos e proclamação das leituras. Elaboraram um folheto para o acompanhamento das leituras e cantos. 

Com o crescimento dos imigrantes filipinos, a Paróquia Nossa Senhora da Paz também começou a oferecer missas em Inglês no terceiro domingo do mês.

 

MISSAS EM OUTROS IDIOMAS NA ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO

ALEMÃO
Paróquia Pessoal Alemã São Bonifácio (rua Humberto I, 298, Vila Mariana). Aos domingos, às 10h.
 
CHINÊS
Paróquia Pessoal Chinesa Sagrada Família (rua Santa Justina, 290, Vila Olímpia). Aos domingos, às 10h.
 
COREANO
Paróquia Pessoal Coreana Nossa Senhora Rainha e São Kim Degun (rua Nair de Teffé, 147, Bom Retiro).
Às segundas-feiras, às 7h. Às terças-feiras, às 19h. De quarta-feira a sábado, às 7h e às 19h. Aos domingos, às 7h, às 9h e às 10h30.
 
FRANCÊS
Paróquia Pessoal Francesa São Francisco de Sales – Capela do Liceu Pasteur (rua Mairinque, 256, Vila Clementino). Aos domingos, às 10h45.
 
INGLÊS
Paróquia Nossa Senhora da Paz (rua do Glicério, 225, Liberdade). No 3º domingo, 11h.
Paróquia São Judas Tadeu – Igreja Antiga (avenida Jabaquara, 2.682, Jabaquara). No 4º domingo, às 10h.
 
JAPONÊS
Paróquia Pessoal Nipo-Brasileira São Gonçalo (praça Doutor João Mendes, 108, centro). Aos domingos, às 8h.
 
POLONÊS
Capela Pessoal Polonesa – Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora (rua Três Rios, 75, Bom Retiro). No 1º domingo, às 11h.
 
ESPANHOL
Paróquia Pessoal dos Fiéis Latino- americanos (rua do Glicério, 225, Liberdade). No último domingo do mês, às 12h.
Paroquia Santo Antônio (rua Cônego Vicente Miguel Marino, 421, Barra Funda). No último sábado do mês, às 9h.
Paroquia Nossa Senhora da Consolação (rua da Consolação, 585, Consolação). No 3º domingo do mês, às 16h.
Paroquia Nossa Senhora Auxiliadora (rua Três Rios, 75, Bom Retiro). No 1º e 3º domingo do mês, às 12h30.
Paroquia Nossa Senhora da Livração (avenida Ramiz Galvão, 638, Jardim Brasil). No 1º e 3º domingo do mês, às 9h.
Paroquia São João Batista (largo Senador Morais Barros, s/nº, Brás). Às quartas-feiras, às 19h.
Paróquia Bom Jesus do Brás (avenida Rangel Pestana, 1.421, Brás). No 2º sábado, às 19h15.

 

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‘Como será a participação dos fiéis ligados à forma extraordinária do rito romano?’

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15 de janeiro de 2018

A principal característica de um sínodo diocesano é que ele promove a comunhão, principalmente dentro da Igreja, mostrando a riqueza e a diversidade dos carismas e serviços. A Igreja é um corpo, e, como membros desse corpo, cada um de nós vive a sua vida de fé na comunidade e no apostolado. Os fiéis ligados à forma extraordinária do rito romano estão no corpo da Igreja, e, portanto, no sínodo arquidiocesano serão ouvidos como todos os outros fiéis. De fato, é preciso conhecer a instrução sobre o uso da liturgia romana anterior à reforma realizada em 1970 para evitar equívocos.

“Em primeiro lugar, há o temor de que seja aqui afetada a autoridade do Concílio Vaticano II e que uma das suas decisões essenciais – a reforma litúrgica – seja posta em dúvida. Tal receio não tem fundamento. A esse respeito, é preciso, antes de mais nada, afirmar que o Missal publicado pelo Papa Paulo VI e reeditado em duas sucessivas edições pelo Papa João Paulo II, obviamente, é e permanece a Forma normal – a Forma ordinária – da Liturgia Eucarística. A última versão do Missale Romanum , anterior ao Concílio, que foi publicada sob a autoridade do Papa João XXIII, em 1962, e utilizada durante o Concílio, poderá, por sua vez, ser usada como Forma extraordinária da Celebração Litúrgica. Não é apropriado falar dessas duas versões do Missal Romano como se fossem ‘dois ritos’. Trata-se, antes, de um duplo uso do único e mesmo Rito.” ( Summorum Pontificum – Bento XVI).

Assim, o sínodo será uma oportunidade de manifestação da diversidade dos carismas na Arquidiocese de São Paulo, para promover a comunhão e o testemunho da fé na grande cidade. Os frutos serão tanto mais abundantes quanto maior for a nossa capacidade de acolher e caminhar juntos, fiéis e pastores.

 
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Leigos, juventude e superação da violência são destaques da igreja em 2018

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11 de janeiro de 2018

Na Solenidade da Epifania do Senhor, que no Brasil foi celebrada no domingo, 7, existe a antiga tradição do anúncio das solenidades móveis do ano que se inicia.

A data mais importante do ano litúrgico é o Tríduo Pascal, que culminará no Domingo de Páscoa, este ano em 1º de abril. É do mistério pascal que derivam todas as celebrações do ano, tais como a Quarta-feira de Cinzas, em 14 de fevereiro; a Ascensão do Senhor, em 13 de maio; Pentecostes, em 20 de maio; e o 1º Domingo do Advento, em 2 de dezembro. 

Além das celebrações litúrgicas, o ano de 2018 na Igreja será marcado por uma série de eventos. A seguir, confira os principais. 

 

CAMPANHA DA FRATERNIDADE

Com o tema “Fraternidade e superação da violência”, a Campanha da Fraternidade (CF) 2018 será aberta em todo Brasil na Quarta-feira de Cinzas. Além de mapear a violência, a CF também colocará em evidência as iniciativas que existem para superá-la, e buscará despertar novas propostas com esse objetivo. 

“A Igreja no Brasil escolheu o tema da superação da violência devido ao crescimento dos índices de violência no Brasil. Esse tema já foi discutido na década de 80, quando o País vivia a recessão militar e dentro desse contexto foi possível mapear diversas formas de violência”, explicou o Padre Luís Fernando da Silva, Secretário-Executivo das Campanhas da CNBB, durante a apresentação do cartaz da CF 2018, em outubro de 2017.  

Para ajudar na vivência da Campanha nas paróquias, comunidades, organismos eclesiais e famílias, a CNBB disponibilizou subsídios e materiais para que se vivencie o propósito da Campanha. Padre Luís Fernando destacou, ainda, que o principal subsídio é o texto-base, que apresenta uma reflexão do tema a partir do método “ver-julgar- agir”. Além disso, haverá subsídios para alunos do ensino fundamental, médio e grupos juvenis. Já para ajudar na oração quaresmal, uma vez que a CF é lançada durante esse período, acontecerão celebrações em família, via-sacra, vigília eucarística, celebração da misericórdia e celebração ecumênica.

 

ANO NACIONAL DO LAICATO

No Brasil, o maior destaque é o Ano Nacional do Laicato, aberto no dia 26 de novembro de 2017 e que segue até 25 de novembro. Com o tema “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5, 13-14), o Ano Nacional do Laicato tem como objetivo celebrar a presença e a organização dos cristãos leigos no Brasil; aprofundar a sua identidade, vocação, espiritualidade e missão; e testemunhar Jesus Cristo e seu Reino na sociedade. 

Segundo Dom Severino Clasen, Bispo de Caçador (SC) e Presidente da Comissão Episcopal Especial para o Ano do Laicato, da CNBB, espera-se que este Ano traga um legado para a Igreja missionária autêntica, com maior entusiasmo dos cristãos leigos e leigas na vida eclesial e também na busca da transformação da sociedade. “Eu acredito que se conseguirmos estimular a participação e presença efetiva dos cristãos leigos na sociedade, provocando que aconteça a justiça e a paz, será um grande legado”, disse o Bispo ao apresentar o Ano Nacional do Laicato ao Conselho Permanente da CNBB, em junho de 2017. 

Ao longo do Ano, ocorrerão eventos, seminários temáticos nos regionais da CNBB e celebrações. Também foram produzidos subsídios que auxiliam no estudo e aprofundamento desses documentos.

 

14º INTERECLESIAL DAS CEBS

O primeiro evento de destaque nacional em 2018 será o 14º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), que acontecerá de 23 a 27 de janeiro, em Londrina (PR), com o tema “CEBs e os Desafios do Mundo Urbano”.

Segundo Dom Giovane Pereira de Melo, Bispo de Tocantinópolis (TO) e Referencial das CEBs pela CNBB, o evento será “um voltar da Igreja por meio das Comunidades Eclesiais de Base sobre toda a realidade, os desafios de evangelizar e ser presença profética no mundo urbano”.

De acordo com a organização, o evento contará com a participação de 3,3 mil pessoas. Serão delegações dos Regionais do Brasil, uma delegação com dez pessoas do Cone Sul e uma da Europa, com um grupo da França e outro da Itália. Mais de 35 assessores já foram confirmados para ajudar na reflexão dos temas e nas plenárias. As reflexões serão desenvolvidas dentro da metodologia “ver-julgar-agir”.

Para isso, foram constituídas 25 equipes de trabalho.  A programação e outras informações do 14º Intereclesial estão disponíveis no site da CNBs

 

SÍNODO ARQUIDIOCESANO

Em 2018, a Igreja em São Paulo dá o seu primeiro passo concreto na realização do sínodo arquidiocesano, convocado pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, em junho de 2017. No dia 24 de fevereiro, no Colégio São Luís, no bairro Cerqueira César, acontecerá a celebração de abertura oficial do sínodo e o envio missionário dos representantes de todas as paróquias da Arquidiocese, que realizarão os trabalhos do sínodo nas bases. 

“Nesta etapa, a Igreja, por meio de suas paróquias e comunidades que nascem dentro da vida paroquial, pode dar um olhar sobre si mesma, observar as suas realidades mais contundentes. O que corresponde às necessidades da evangelização numa cidade como São Paulo, aquilo que é feito hoje para evangelizar, mas que no momento não corresponde aos anseios do que a evangelização realmente precisa para a circunstância de uma cidade dinâmica em tempos de transformação”, explicou o Padre Tarcísio Marques Mesquita, Secretário-Executivo do sínodo arquidiocesano. O Padre ressaltou, ainda, que o caminho sinodal acontecerá sem perder de vista a implementação do 12º Plano Arquidiocesano de Pastoral.

 

SÍNODO DA JUVENTUDE

A Igreja em todo mundo aguarda com expectativa a realização XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que acontecerá de 3 a 28 de outubro, no Vaticano, com o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Os trabalhos sinodais já começaram com a publicação do documento preparatório e o lançamento do questionário enviado às dioceses de todo mundo e disponibilizado na internet. 

Segundo o Secretário-Geral do Sínodo, Cardeal Lorenzo Baldisseri, o site do Sínodo dos Bispos teve quase 300 mil contatos de jovens de todo o mundo. As contribuições dessas consultas ajudarão na formulação do Instrumento de Trabalho do Sínodo, que será elaborado para a Assembleia Sinodal. 

Antes da Assembleia Geral, será realizada uma reunião pré-sinodal de jovens, convocada pelo Papa Francisco para o período de 19 a 24 de março de 2018. Além dos que serão convidados para o encontro, foi aprovada a proposta de permitir a participação de outros jovens por meio das redes sociais.
 

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