IBGE estrutura ações para Censo Demográfico 2020

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08 de novembro de 2019

Qual é o tamanho da população brasileira? Em quais condições vive? Como se distribui no território nacional? Qual é o nível de escolaridade das crianças e jovens? Quais as condições de emprego e renda da população? Estas e muitas outras perguntas serão respondidas pelo Censo Demográfico que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizará entre 1º de agosto e 30 de outubro de 2020.
Criado em 1936, o IBGE é o principal provedor de dados e informações do País, que atendem às necessidades dos mais diversos segmentos da sociedade civil e dos órgãos federais, estaduais e municipais. Para ter capilaridade por todo o Brasil, o instituto, vinculado ao Ministério da Economia, organiza-se em uma rede nacional de pesquisa e disseminação.
“Todos os dados do IBGE são públicos, garantindo o sigilo da informação. Evidentemente, não podemos divulgar dados pessoais ou de residências. Todos os outros números são públicos e estão no site do IBGE (ibge.gov.br). Qualquer cidadão que precise de algum dado mais específico, o IBGE colhe essa informação na base e a disponibiliza”, disse, ao O SÃO PAULO, Eric Daniele, coordenador administrativo do Censo 2020 em São Paulo.  

DADOS INDISPENSÁVEIS
Conhecer em detalhes sobre como vive o povo brasileiro é o principal objetivo do Censo Demográfico. Os resultados obtidos permitirão traçar um retrato abrangente e fiel do País, e tais informações são fundamentais para o desenvolvimento e implementação de políticas públicas e para a realização de investimentos, tanto governamentais quanto da iniciativa privada. 
“Hoje, quando um município precisa, por exemplo, realizar um levantamento da quantidade de vacinas que terá que comprar para vacinar todas as crianças de 0 a 3 anos, ele realiza a consulta dos dados do Censo 2010, faz uma projeção demográfica e consegue realizar o levantamento de quantas crianças há neste distrito e quantas precisam ser vacinadas”, explicou o representante do IBGE. 
O Censo 2020 será a maior operação de recenseamento já organizada no País. Estima-se que apenas no estado de São Paulo 14 milhões de endereços sejam visitados. Desde 21 de setembro, o IBGE está fazendo o Censo Experimental no município de Poços de Caldas (MG), para testar os recenseadores, questionários, equipamentos e toda estrutura em geral a ser aplicada no recenseamento do ano que vem.

PARTICIPAÇÃO DE TODOS
“Já estamos preparando uma campanha de conscientização e divulgação, porque é muito importante que as pessoas respondam a verdade, pois esta é uma pesquisa autodeclaratória. Portanto, temos que fazer esse trabalho de conscientização, tanto para a pessoa responder quanto para que responda corretamente, pois muitas das políticas públicas e privadas do País e de um distrito estão baseadas nessas informações”, disse Thiago Teles Brandão Ferreira, coordenador técnico do Censo 2020 em São Paulo.
A fase de coleta do Censo 2020 compreende a aplicação dos questionários básico e de amostra. O básico será aplicado em cerca de 71 milhões de domicílios brasileiros, em todos os 5.570 municípios, e contará com 26 questões. Já o da amostra será respondido em cerca de 10% dos domicílios particulares permanentes do País. Trata-se de um questionário mais detalhado com 76 questões.
“O Censo não é uma pesquisa que somente o IBGE constrói. O instituto é o executor único, mas as variáveis de quais perguntas serão feitas e como serão, isso se decide em comum acordo com outras instituições públicas e privadas do terceiro setor, demais interessados e acadêmicos. O IBGE promove audiências públicas e vai incorporando demandas da sociedade e fazendo testes para chegar até o questionário mais executável”, esclareceu Eric Daniele. 
Todos os recenseadores estarão identificados com um colete e um crachá, no qual haverá um QR-Code, para que o entrevistado, caso queira, possa verificar se a pessoa efetivamente está a serviço do IBGE. Também será possível conferir a autenticidade do recenseador por meio do site do IBGE ou pelo serviço telefônico de 0800. 

EM SITUAÇÃO DE RUA
Uma das pautas mais discutidas na consulta pública realizada pelo IBGE foi a demanda de que haja o recenseamento das pessoas em situação de rua no País. No entanto, ainda não há a certeza de que o Censo 2020 contemple este pedido da sociedade. 
“A metodologia do Censo é domiciliar. No caso da população em situação de rua, existem os que estão em barracos e, para o IBGE, essa habitação é considerada um domicílio, por mais precária que seja. Por outro lado, também existem as pessoas que vivem nas ruas e migram de local constantemente, assim não é possível territorializar a informação, pois se trata de uma população flutuante. A qualidade do Censo depende do não omitir ou duplicar as informações, e o risco disto acontecer neste caso é grande”, explicou Eric. 

NÚMERO DE CATÓLICOS 
Dados do Censo 2010 indicam que 64,6% da população do Brasil – 123,3 milhões de habitantes – se declara católica. O perfil religioso dos brasileiros será um dos dados a ser coletado pelo próximo Censo, e há atenção da Igreja para que se afira a quantidade precisa de católicos apostólicos romanos. 
“O Censo é uma pesquisa muito grande, o País também, assim, existe um desafio metodológico, pois há diferenças no linguajar das regiões. Por exemplo, se um entrevistado se declara católico carismático, isso é o que ele entende do ser católico. Nós temos que deixar o questionário bem amplo, para depois trabalhar essa variável, a fim de publicarmos realmente o número de católicos total e não o católico carismático separadamente”, detalhou o coordenador administrativo do Censo 2020. 
O uso da tecnologia trará grande velocidade no acesso às informações coletadas. Os resultados serão divulgados entre os anos de 2020 e 2023, em diferentes mídias e múltiplos formatos que buscam atender às demandas dos variados segmentos.


(Com informações de IBGE) 
(Colaborou: Daniel Gomes)

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Censo 2020 terá informações específicas sobre quilombolas

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15 de agosto de 2018

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizará entre os dias 20 de agosto e 6 de setembro a primeira prova piloto do questionário temático do Censo 2020, com perguntas específicas para indígenas, quilombolas e outros povos e comunidades tradicionais.

A aplicação do questionário ocorrerá em 12 estados: Acre, Amapá, Rondônia, Maranhão, Ceará, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

Segundo nota divulgada pelo instituto, a iniciativa dá prosseguimento ao compromisso de fornecer informações cada vez melhores sobre povos e comunidades tradicionais, em conformidade com o Decreto nº 8.750 de 2016, que institui o Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais.

Além do refinamento da identificação de povos indígenas, o Censo 2020 pretende incluir as comunidades quilombolas, através de uma questão de pertencimento específica, que será testada nesta prova piloto.

“Esse bloco de perguntas é espacialmente controlado, e sua aplicação é restrita às áreas indígenas e quilombolas”, esclarece o órgão, ressaltando o fato de que o teste vai contar com orientação do Grupo de Trabalho de Povos e Comunidades Tradicionais, integrado por servidores do próprio IBGE lotados no Rio de Janeiro, Roraima e Maranhão.

O IBGE informou ainda que os preparativos do teste piloto vêm sendo feitos há alguns meses e envolveram diversas visitas a aldeias indígenas e comunidades quilombolas.

Durante o teste, também serão observados aspectos do entorno dos agrupamentos indígenas e as características geográficas das áreas visitadas. Essas informações serão consolidadas na base territorial do Censo 2020, que serve de orientação aos recenseadores.

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IBGE começa a testar coleta de dados pela internet para o Censo 2020

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21 de mai de 2018

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) inicia hoje (21) o primeiro teste de coleta de dados pela internet para o Censo Demográfico 2020. O ensaio ocorrerá em 52 municípios das cinco grandes regiões, incluindo domicílios de todas as capitais e cidades com mais de 500 mil habitantes.

O recurso já havia sido utilizado em 2010 em poucos casos, mas apenas como alternativa à entrevista presencial em ocasiões em que ela não foi possível. O coordenador técnico do Censo Demográfico 2020, Luciano Duarte, explicou que o objetivo principal do teste é avaliar o que o IBGE conseguirá com o auto-preenchimento do questionário, em comparação ao presencial.

“Faremos isso em alguns municípios, e depois, o preenchimento presencial. E, então, faremos a comparação”, informou. Segundo Duarte, “entre outros objetivos do teste, está a experimentação de diferentes formas de divulgação da coleta nas cidades, assim como a avaliação da eficácia da entrega dos e-tickets (códigos de acesso aos questionários) via Correios. “É uma mudança muito grande em termos de abordagem, por isso acabamos incluindo outras questões neste teste.”

Embora o questionário seja idêntico, o teste não será executado igualmente em todas as áreas. A iniciativa está dividida em três grupos (A, B e C), de acordo com características demográficas. A forma de divulgação e de acesso aos questionários (e-ticket via Correios, agente de pesquisas ou acesso liberado) será diferente em cada um dos grupamentos.

Divisão por grupo

O grupo A envolve cerca de 10 mil domicílios, espalhados por 49 municípios (capitais e demais municípios com mais de 500.000 habitantes), além dos municípios de Rio Branco (AC), Juiz de Fora (MG) e Goiânia (GO); o grupo B tem cerca de nove mil domicílios de três municípios; enquanto o o grupo C engloba todos os domicílios de Curitiba (SC), Cravinhos (SP) e Baturité (CE).

Segundo o IBGE nos locais onde serão utilizados e-tickets (caso dos grupos A e B), a entrega dos códigos já está sendo feita desde a última segunda-feira (14) e prossegue até o dia 27. Já os moradores de municípios do grupo C estão sendo orientados a acessar o teste via portal do IBGE. Os questionários estarão disponíveis para acesso a partir hoje (21), ficando abertos até o dia 3 de junho.

Questão estratégica

Segundo o IBGE, a introdução em larga escala da coleta via internet é uma possibilidade para o Censo 2020, sendo esta a primeira avaliação da viabilidade do projeto. Entre as preocupações, estão a qualidade dos dados obtidos, a questão técnica e logística que envolve a novidade.

“O teste é muito importante para mudança metodológica que está sendo realizada em termos de coleta de informação. Em 2010, fizemos uma coleta pela internet, mas muito pequena. Não tivemos nenhum problema em relação à qualidade dos dados. Como agora faremos algo um pouco mais expressivo, isso nos dará a possibilidade de nos prepararmos para 2020”, avaliou Duarte.

A adoção da internet como forma de coleta para pesquisas demográficas tem crescido em países do mundo inteiro e é um ponto que vem sendo discutido amplamente para o Censo 2020. “Isso tem sido discutido, sim, mas a decisão sempre fica pendente, porque queremos esperar resultados do teste, o que nos trará parâmetros mínimos para saber o que podemos fazer", afirmou o coordenador técnico do censo.

De acordo com Duarte, na Colômbia, por exemplo, fizeram de 5% a 7% da coleta assim. Em países mais desenvolvidos, chegaram a 20%. “O que esperamos é que com esses resultados consigamos traçar cenários estratégicos para a coleta do Censo 2020”, disse.

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País tem 3 novas regiões metropolitanas

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28 de mai de 2017

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na terça-feira, 23, a listagem semestral dos municípios brasileiros que compõem as regiões metropolitanas do País.

Na ocasião, foi indicado que no segundo semestre de 2016 foram criadas três regiões metropolitanas: a de Ribeirão Preto (SP), a de Sobral (CE) e a rondoniense, em torno da capital de Rondônia, Porto Velho.

Com a nova revisão anunciada pelo IBGE, o país passou a contar com 69 regiões metropolitanas, sendo a Paraíba o estado com maior número de regiões metropolitanas 12, seguida por Santa Catarina, 9, e Alagoas, 8.

Ainda segundo o IBGE, as regiões metropolitanas e aglomerações urbanas são recortes instituídos por lei complementar estadual, de acordo com a determinação da Constituição Federal de 1988, “visando integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum”.

 

Fonte: Agência Brasil

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