Presidente Jovenel Moïse sob pressão

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07 de novembro de 2019

No Haiti, a posição do presidente Jovenel Moïse está cada vez mais frágil. Depois dos universitários, dos trabalhadores têxtis e dos artistas,  o setor médico participou dos protestos contra o governo nas ruas de Porto Príncipe , capital do país, no dia 30 de outubro. 
Centenas de profissionais da área de saúde se manifestaram, exigindo melhores condições de trabalho e um aumento de salários. A saúde no país enfrenta uma de suas piores crises: falta de material, ruína de infraestruturas e escassez de medicamentos. “Atravessamos uma situação que supera mesmo a medicina da guerra”, manifestou-se um médico durante o protesto. 
O Haiti, depois de dois meses de manifestações, está completamente paralisado. Diversas escolas estão fechadas devido à violência de algumas manifestações contra o governo. Diante da degradação de condições de vida e da péssima qualidade dos serviços públicos, a crise política e institucional se espalha sobre a ilha. A oposição exige a renúncia imediata do presidente Moïse. A grande corrupção no país, atinge tanto as elites políticas quanto as econômicas, isso é uma das maiores causas dos protestos.
A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que ao menos 42 pessoas morreram depois de dois meses de manifestações. Desse total, 19 foram mortas pela Polícia, e as outras mortes ocorreram por indivíduos armados ou em consequência de outros ataques ainda desconhecidos. 
“As forças de segurança sob o comando do presidente Jovenel Moïse recorreram a uma força excessiva. Esses fatos devem, sem demora, ser objeto de uma investigação aprofundada e eficaz”, declarou Erika Guevara-Rosas, diretora da Anistia Internacional para as Américas. 
A Anistia Internacional afirmou que “os policiais, armados de armas semiautomáticas, atiraram com balas reais na direção dos manifestantes, descumprindo, assim, o direito internacional referente aos direitos humanos e às normas relativas ao recurso à força”.


Fontes: Vatican News/ Le Monde.fr

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Manifestações pró-Governo Federal acontecem em 156 cidades

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05 de junho de 2019

No domingo, 26, manifestantes foram às ruas em 156 cidades de 26 estados e no Distrito Federal, em apoio ao governo do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). Também houve a defesa da reforma da Previdência, do pacote anticrime, e dos ministros do Governo como o da Justiça, Sergio Moro, e o da Economia, Paulo Guedes.

Em nenhuma das manifestações houve estimativa de público divulgada pela Polícia ou por organizadores. O número de cidades em que o ato foi realizado é resultado de um levantamento do portal G1. 

Fontes: G1 e Agência Brasil

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Maduro inicia novo mandato, considerado ‘ilegítimo’

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21 de janeiro de 2019

O Presidente Nicolás Maduro iniciou, de fato, um novo mandato na quinta-feira, 10, considerado ilegítimo não apenas pela oposição e pela comunidade internacional, mas também pelos bispos venezuelanos: “A pretensão de iniciar um novo período presidencial no dia 10 de janeiro de 2019 é ilegítima em sua origem e abre uma porta ao não reconhecimento do governo, porque carece de sustentação democrática na justiça e no direito”, explicaram os bispos.

O regime de Maduro tem se revelado a cada dia mais ditatorial e violento. De acordo com a organização de direitos humanos Human Rights Watch (HRW), agentes do governo venezuelano prenderam e torturaram militares suspeitos de orquestrar um golpe de Estado. Membros das famílias dos suspeitos também foram detidos e torturados. A HRW obteve informação sobre 32 vítimas. Os suspeitos foram submetidos à violência física e psicológica, incluindo espancamento, sufocamento, esfolamento do pé com lâmina de barba, choques elétricos, privação de alimentos, interdição de ir ao banheiro e ameaças de morte. Durante vários dias, muitos não tiveram acesso a suas famílias, a um advogado ou a atendimento médico.

O novo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, o oposicionista Juan Guaidó, afirmou que o novo mandato de Maduro é ilegítimo, e pediu o apoio do povo e das forças armadas para assumir o poder como presidente interino enquanto novas eleições são convocadas. Passados dois dias, ele foi detido por agentes governamentais e liberado pouco depois. Guaidó afirmou que sua detenção foi um ato de desespero do governo de Maduro, cuja autoridade começa a desmoronar.

Após a posse de Maduro, o Paraguai anunciou romper relações diplomáticas com a Venezuela: “O governo da República do Paraguai, no exercício de seus poderes constitucionais e de soberania nacional, adota hoje a decisão de romper relações diplomáticas com a República Bolivariana da Venezuela”, afirmou o presidente do País, Mario Abdo Benitez. O rompimento se deve ao não reconhecimento do governo venezuelano, “resultado de um processo eleitoral ilegítimo”, afirmou.

O Presidente da Conferência Episcopal Venezuelana, Dom José Luis Azuaje, pediu que seja realizada uma consulta eleitoral, para que o País possa retornar à “racionalidade política e legitimidade”.

Fontes: HRW/ ACI/ Agência Brasil/ New York Times/ BBC
 

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Os primeiros indicativos do governo Bolsonaro

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12 de janeiro de 2019

Ao tomar posse como Presidente da República, em 1º de janeiro, em solenidade no plenário da Câmara dos Deputados, Jair Bolsonaro (PSL) disse ter como objetivo libertar o Brasil do “jugo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e da submissão ideológica”

Em seus primeiros dias de mandato, o próprio Presidente e alguns de seus 22 ministros indicaram essas como as metas centrais de governo.

 

COMBATE A IDEOLOGIAS

Ao discursar no parlatório do Palácio do Planalto, Bolsonaro disse, referindo-se ao socialismo, que irá se empenhar para evitar que “ideologias nefastas venham a dividir os brasileiros. Ideologias que destroem nossos valores e tradições. Ideologias que destroem nossas famílias, alicerces da nossa sociedade”

Antes, na Câmara, já havia afirmado que seu governo buscará “unir o povo, valorizar a família, respeitar as religiões e a nossa tradição judaico-cristã, combatendo a ideologia de gênero, resgatando os nossos valores. O Brasil passará a ser um país livre das amarras ideológicas”.

O combate a essas ideologias foi reforçado no discurso de posse de Gustavo Bebianno, titular da Secretaria-Geral da Presidência da República. Ele afirmou que o governo irá resgatar o Brasil de uma mentalidade bolivariana “que insiste em ameaçar democracias na América do Sul”. Também Ernesto Araújo, novo ministro das Relações Exteriores, indicou que a política externa brasileira nem sempre estará alinhada à ordem global: “estamos aqui para trabalhar pelo Brasil”.

 

'DESPETIZAÇÃO'

Esse foi o neologismo que o novo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, utilizou para anunciar a exoneração de 320 funcionários com cargos comissionados vinculados a essa pasta. Eles serão reavaliados para ser ou não recontratados. “Sabemos do aparelhamento que foi feito nos quase 14 anos em que o PT aqui ficou. É fazer a despetização do governo federal”, disse. “Vamos governar com aqueles que acreditam em nosso projeto e não colocar alguém que ponha em risco o projeto aprovado nas urnas”, complementou.

 

EDUCAÇÃO

Combater a ideologização nas escolas também é uma das metas do novo ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, que, ao tomar posse, no dia 2, garantiu que o Ministério da Educação terá como prioridade a Educação Básica.

“Trabalharemos intensamente para que, com apoio da família e da sociedade, a educação possa promover a afirmação das nossas crianças, jovens e adultos, seja para exercer seus direitos como cidadãos, seja para atuar em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo”.

O discurso reforça o que foi dito por Bolsonaro no dia 1º, de se pautar “pela vontade soberana dos brasileiros que querem boas escolas capazes de preparar seus filhos para o mercado de trabalho e não para a militância política”.

 

REFORMA DA PREVIDÊNCIA OU...

Entendida como fundamental para controlar o crescimento excessivo dos gastos públicos, a reforma da Previdência será tratada como prioridade pelo governo Bolsonaro, conforme afirmou Paulo Guedes, o novo ministro da Economia, no dia 2.

Na tentativa de obter o mínimo de 308 votos para que a reforma seja aprovada na Câmara, o PSL, partido de Bolsonaro, já declarou apoio à reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara dos Deputados.

No entanto, se a reforma da Previdência não for viabilizada, Guedes já anunciou qual será o plano B do governo: “Desindexar, desvincular, desobrigar todo o orçamento federal”. Assim, por exemplo, percentuais mínimos obrigatórios do orçamento para áreas como saúde e educação deixariam de existir, dando ampla margem para o governo imprimir a política econômica que achar conveniente.

 

ECONOMIA LIBERAL

Guedes também reforçou a adesão do governo Bolsonaro à política liberal, o que deve ser concretizado com a redução de incentivos tributários a empresas, simplificação ou até mesmo eliminação de tributos e redução de gastos públicos, incluindo futuros cortes em cargos comissionados.

A fala do ministro da Economia reforçou a feita pelo Presidente da República no dia 1º, quando destacou que seu governo trará “a marca da confiança, do interesse nacional, do livre mercado e da eficiência. Confiança no cumprimento de que o governo não gastará mais do que arrecada e na garantia de que as regras, os contratos e as propriedades serão respeitadas”.

As medidas foram bem vistas pelo mercado financeiro. No dia 2, o Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, atingiu um patamar recorde e houve queda no preço do dólar

Ainda no campo econômico, Bolsonaro reajustou o salario mínimo de R$ 954 para R$ 998, valor menor que os R$ 1.006, previstos na dotação orçamentária para 2019. No dia 4, o Presidente disse que, a contragosto, aumentaria o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), atendendo a um projeto aprovado pelo Congresso, e que diminuiria as alíquotas do Imposto de Renda, mas as medidas não foram confirmadas pelos membros da equipe econômica, o que gerou a primeira polêmica da nova gestão.

 

JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA

Ampliar o combate à corrupção e ao crime organizado será a ação central do governo Bolsonaro na área da Justiça e Segurança Pública, conforme disse o ministro Sérgio Moro, ao tomar posse, no dia 2. O ministro prepara um projeto de lei nesse sentido, a ser enviado ao Congresso Nacional já em fevereiro.

Moro também garantiu que o governo controlará efetivamente as unidades prisionais do País, a partir do “absoluto controle das comunicações das lideranças de organizações criminosas com o mundo exterior”.

Ainda na temática da segurança pública, em entrevista ao SBT, no dia 3, Bolsonaro disse que já este mês publicará um decreto para flexibilizar a posse de armas de fogo: “Vamos buscar a aprovação, colocar na lei, também, que na legítima defesa da vida própria ou de outrem, do patrimônio próprio ou de outrem, você estará no excludente de ilicitude. Você poderá atirar. Se o elemento morrer, você responde, mas não há punição. Pode ter certeza que a violência cairá assustadoramente no Brasil”, comentou.

 

TERRAS INDÍGENAS

Outra mudança adotada nos primeiros dias de governo é a nova atribuição do Ministério da Agricultura no que se refere à identificação, demarcação e registro de terras indígenas, antes feitos pelo Ministério do Meio Ambiente. A medida gerou críticas dos que acreditam que as reservas naturais do Brasil estarão em maior risco de degradação, por causa dos interesses comerciais dos ruralistas.

 

SAÚDE

E também houve sinalizações para possíveis mudanças na área da Saúde. O novo titular da pasta, o médico Luiz Henrique Mandetta, afirmou que o governo dará destaque à atenção básica de saúde, com medidas como a implementação de um terceiro turno de atendimento nas unidades básicas de saúde e a revisão do programa Mais Médicos.

(Com informações de G1, Folha de S.Paulo, Ministério da Saúde, Planalto, SBT e Agência Brasil)
 
 

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Doria compõe secretariado com quadros do PSDB e do governo Temer

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24 de novembro de 2018

O governador eleito de São Paulo, João Doria Junior (PSDB), já havia anunciado até a sexta-feira, 16, dez nomes do seu futuro secretariado. Não está definida ainda a quantidade de secretarias, todavia o tucano pretende que sejam menos que as atuais 25.

Embora durante a campanha eleitoral tenha criticado Paulo Skaf (MDB) por ser o candidato do presidente Michel Temer, Doria terá três dos atuais ministros federais como seus secretários: Rossieli Soares (Educação), Sérgio Sá Leitão (Cultura e Economia Criativa) e Gilberto Kassab (Casa Civil), este último ex-prefeito de São Paulo e que também fez parte da equipe ministerial do governo Dilma Rousseff. O tucano também já convidou para compor sua gestão Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda de Temer e que foi candidato à Presidência da República, mas não havia tido uma resposta até o fim da última semana. 

“Todas as escolhas de secretários que anunciamos e que virão pela frente tomam como base, como referência, a capacidade, conhecimento e eficiência de gestão. A nenhum secretário perguntei e a nenhum vou perguntar qual o partido, ideologia e se votou ou deixou de votar no João Doria, qual a visão programática política. Isso para nós não importa”, disse Doria em coletiva de imprensa, no dia 6. 

Paulo Camargo, cientista político, acredita que Doria queira ter “uma equipe que siga o receituário do Temer. Ele quer fazer uma política de austeridade e de localizar bem o orçamento naquilo que se chama de despesas discricionárias, aquelas em que o governo tem autonomia para atuar. Vai querer ganhar força não só em São Paulo, mas no Brasil com este ministério”, afirmou, destacando, ainda que Doria usará a própria imagem para reagir às críticas de que está compondo o governo com políticos tradicionais: “Ele vai usar muito da própria figura para falar de renovação, como uma pessoa nova e empreendedora”. 

 

MENOR ESPAÇO AO PSDB

Dos dez secretários indicados por Doria até o momento, apenas dois são filiados ao PSDB: Marcos Penido, atual secretário municipal de Subprefeituras na Capital Paulista, que assumirá a pasta de Energia, Saneamento e Recursos Hídricos; e a deputada estadual Célia Leão, uma das fundadoras do partido, que ficará à frente da Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência. 

Os demais nomes não têm vínculo partidário: General João Camilo Pires de Campos (Segurança Pública), que já chefiou o Departamento de Educação e Cultura do Exército, no Rio de Janeiro; Desembargador Paulo Dimas Mascaretti (Justiça), ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo; José Henrique Germann Ferreira (Saúde), doutor em Administração Hospitalar e Saúde; Gustavo Junqueira (Agricultura), produtor rural; e Júlio Serson (Relações Internacionais), que já ocupou similar função na Prefeitura de São Paulo e é próximo ao governador eleito.  

(Com informações de UOL, Folha de S.Paulo e G1)

 

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Governo tenta bloquear acesso à pornografia

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13 de novembro de 2018

O governo indiano bloqueou mais de 800 sites de pornografia para tentar combater a epidemia de violência sexual no País. “É importante entender que a Índia está lutando com problemas realmente intensos de violência e assédio sexual, particularmente contra mulheres”, afirmou Dawn Hawkins, diretora- -executiva do Centro Nacional sobre a Exploração Sexual.

Natale McAneney, diretora-executiva da iniciativa antipornografia “Lute contra a Nova Droga” (Fight the New Drug), explicou que embora ver pornografia não implique necessariamente cometer um ato de violência sexual, muitos estudos estabeleceram uma relação entre as duas coisas, sugerindo que a pornografia seja um dos fatores que contribuem para a violência.

Na prática, existem maneiras para contornar o bloqueio. A internet é dificilmente controlável e diversos sites alternativos aparecem da noite para o dia. Mesmo assim, Dawn Hawkins elogiou a medida do governo: “Acho que eles terão muita dificuldade para bloquear, mas ajuda ter, no nível governamental, esse tipo de controle, dizendo que esse material deveria ser bloqueado”, afirmou.

Fonte: CNA 
 

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Eleição em São Paulo terá 2º turno após 16 anos

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11 de outubro de 2018

Em 28 de outubro, os eleitores de São Paulo voltarão às urnas para definir a eleição ao governo do Estado. Desde 2002, quando Geraldo Alckmin (PSDB) superou José Genoíno (PT) não havia 2º turno na disputa estadual. 

Na votação do domingo, 7, João Doria (PSDB) recebeu 6,4 milhões de votos (31,77% dos votos válidos). O ex-prefeito da Capital Paulista vai concorrer contra o atual governador, Márcio França (PSB), que recebeu 4,358 milhões de votos (21,53%) e superou por apenas 89 mil votos o 3º colocado, Paulo Skaf (MDB). 

Além de disputar o eleitorado dos candidatos derrotados em 1º turno, Doria e França têm como desafio convencer os 7,1 milhões de eleitores que não compareceram às urnas no domingo, o equivalente a 21,53% dos mais de 33 milhões de eleitores de São Paulo. Outro dado éque o percentual de votos nulos e brancos no 1º turno chegou a 8,79%. 

Para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), a advogada Janaina Paschoal (PSL), uma das autoras do pedido de impeachment contra a ex- -presidente Dilma Rousseff (PT), foi eleita com votação recorde de 2 milhões de votos. A lista dos cinco mais votados tem ainda Arthur Mamãe Falei (DEM), com 478,28 mil de votos; Carlos Giannazi (PSOL), com 218,7 mil; Coronel Telhada (PP), com 214,4 mil; e Gil Diniz (PSL), com 214 mil. O PSL passa a ter a maior bancada da casa, com 15 deputados, superando o PSDB, que perdeu nove cadeiras, passando de 19 para 10 deputados. 

Dos 94 eleitos, 52 são novos em relação à atual legislatura, uma taxa de renovação de 55%. Entre os que se candidataram tentando reeleição, 33 não conseguiram. 

 

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‘Vou levar para todo o estado, ideias e iniciativas que já estão em andamento na Capital’

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03 de outubro de 2018

Nesta edição, o jornal O SÃO PAULO encerra a série de entrevistas com os candidatos ao Governo do Estado de São Paulo, apontados como os mais bem colocados na pesquisa Ibope, divulgada em 20 de agosto. 

Na ordem do 5º para o 1º colocado na referida pesquisa, foram entrevistados o Major Costa e Silva (DC), Luiz Marinho (PT), Márcio França (PSB), Paulo Skaf (MDB) e agora João Doria (PSDB). 

Todos os candidatos foram questionados pelo jornal sobre suas propostas para as áreas de saúde, segurança pública, educação e combate à corrupção, e responderam a perguntas dos leitores enviadas pelo Facebook.


Empresário e publicitário, o paulistano João Agripino da Costa Doria Junior concorre pela primeira vez ao Governo de São Paulo, dois anos após ter sido eleito como prefeito da Capital Paulista, em 1º turno, em 2016. Ele comandou a maior cidade do País durante 15 meses, renunciando ao cargo em abril deste ano para concorrer nestas eleições. “Reconheço que as pessoas ficaram chateadas comigo por causa da decisão, e eu respeito esse sentimento”, afirma nesta entrevista. 

Doria tentará manter a hegemonia do PSDB no Estado de São Paulo, já que, desde as eleições de 1994, o partido tem saído vencedor no pleito para governador. Ele garante que as áreas de saúde, educação e segurança pública serão os pilares de sua gestão, e, entre outros compromissos, assegura que irá aumentar o número de creches, a rede de Ensino Técnico, levar o programa Corujão da Saúde para todo o Estado, auxiliar as santas casas com recursos e ampliar as ações e a estruturas das policias para combater a criminalidade. A seguir, leia a íntegra da entrevista. 

 

O SÃO PAULO - QUAIS FORAM AS MOTIVAÇÕES DO SENHOR PARA RENUNCIAR AO CARGO DE PREFEITO DE SÃO PAULO, APÓS 15 MESES DE MANDATO, E SE CANDIDATAR AO GOVERNO DO ESTADO?

João Doria - Reconheço que as pessoas ficaram chateadas comigo por causa da decisão, e eu respeito esse sentimento. O que me levou a sair da Prefeitura foi a possibilidade de ter mais força, condições e recursos para trabalhar mais por mais gente, principalmente pelas que mais precisam. Uma parte dos serviços prestados pelo Governo do Estado fica na Capital. É o caso do Hospital das Clínicas, a rede de trilhos, as escolas. Tenho convicção que, como governador, vou ajudar a Prefeitura de São Paulo a fazer com que os compromissos que eu assumi em 2016 sejam todos concretizados. Como governador, vou levar para todo o Estado ideias e iniciativas que já estão em andamento na Capital. Também aceitei esse desafio para evitar que o mesmo populismo que já quebrou o Estado no passado e o Brasil mais recentemente se instale em São Paulo. Não podemos permitir que a velha política nos leve para o atraso novamente.
 

UMA PESQUISA IBOPE NO MÊS DE AGOSTO APONTOU QUE AS ÁREAS DE SAÚDE, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA PÚBLICA SÃO AS PRINCIPAIS PREOCUPAÇÕES DOS PAULISTAS. SE ELEITO, QUAIS SERÃO AS PRIORIDADES DE AÇÃO DO SENHOR PARA CADA UMA DESSAS ÁREAS?

Esses são os principais pilares do nosso plano de Governo. Na educação, pretendemos valorizar o professor com melhores condições de trabalho e salários. Além disso, vamos ampliar o número de creches em parceria com as prefeituras e aumentar a rede de Ensino Técnico com mais Etec’s e Fatec’s.

Na sáude, vamos levar para todo o Estado o programa Corujão da Saúde, que foi um grande sucesso ao realizar parcerias com hospitais municipais e particulares. Nossa gestão vai criar mais 20 AMEs, seis novas unidades da rede Lucy Montoro, e 15 novos hospitais serão credenciados dentro da Rede Hebe Camargo de combate ao câncer. Auxiliaremos muito as santas casas com recursos.

Na área de segurança, o nosso governo terá como lema mais Polícia na rua e bandido na cadeia. Instalaremos 22 novas unidades dos BAEPs, levando para todo o Estado o padrão Rota de policiamento. Outro foco importante é na investigação. Por isso, criaremos os DEICs Regionais, que vão atuar de forma incisiva em crimes como roubos de veículos, de carga, estabelecimentos bancários (incluindo caixas eletrônicos) e extorsão mediante sequestro. 

 

ESSA MESMA PESQUISA E UMA SONDAGEM FEITA COM OS LEITORES DO O SÃO PAULO INDICA GRANDE INSATISFAÇÃO COM A CORRUPÇÃO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. COMO PRETENDE COMBATER AS PRÁTICAS DE CORRUPÇÃO NOS ÓRGÃOS SOB O CONTROLE DO GOVERNO DO ESTADO?

Não há limite para a transparência. No nosso governo, vamos incentivar medidas de transparência. Daremos apoio irrestrito aos órgãos de controle, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado (TCE). Também daremos autonomia à Corregedoria Geral da Administração.

 

O SENHOR GUSTAVO RAMOS DE OLIVEIRA NOS ENCAMINHOU A SEGUINTE QUESTÃO PELO FACEBOOK: “A POLÍCIA MILITAR DE SÃO PAULO É MUITO CRITICADA PELA TRUCULÊNCIA NAS ABORDAGENS E MOSTRA ALGUMAS DEFICIÊNCIAS NO COMBATE AO CRIME. QUAL O CAMINHO PARA MELHORAR ESSA SITUAÇÃO?”

Antes de mais nada, precisamos lembrar que a Polícia de São Paulo realizou 176 mil prisões em 2017, é a polícia que mais prende no Brasil. Precisamos lembrar, também, que possuímos a menor taxa de homicídios do País, com 7,5 mil homicídios para cada 100 mil habitantes. Há muito que ser feito,  mas vale lembrar que para todo desvio de conduta ou excesso da Polícia Militar ou Civil, há instrumentos para punição. Por isso, daremos total autonomia para as corregedorias.

 

TAMBÉM PELO FACEBOOK, RECEBEMOS A SEGUINTE PERGUNTA DA SENHORA MONICA GIOIELLE DALLA VECCHIA: QUAL O PLANO DE GOVERNO O CANDIDATO IRÁ OFERTAR ÀS MULHERES/ADOLESCENTES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E ABUSO SEXUAL E ÀS GESTANTES, DE FORMA QUE SEJAM ACOLHIDAS E DADA A ELAS A OPORTUNIDADE DE LUTAR PELA VIDA E EVITAR A PRÁTICA DO ABORTO?

A mulher deve ser protegida e receber as mesmas oportunidades que os homens na sociedade e no mercado de trabalho, e o Estado trabalhará para isso no nosso governo. Com relação aos crimes cometidos contra as mulheres, precisamos nos preparar para receber as vítimas de maneira mais humanizada e eficiente, facilitando as denúncias e criando uma porta aberta com os representantes da segurança do Estado, o que vai ajudar a repreender estes tipos de crimes. Para isso, antes de mais nada, vamos manter as delegacias da mulher abertas 24 horas por dia. Vamos criar mais 40 delegacias da mulher, também funcionando 24 horas/dia. Por fim, ampliaremos a rede de atenção e saúde da mulher, para oferecer um atendimento e acolhimento adequado para todas as mulheres em situação de vulnerabilidade, oferecendo o máximo de atendimento e conforto para valorização da dignidade e autonomia.

 

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‘Cumpri todas as etapas e construí uma carreira limpa para chegar até aqui’

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19 de setembro de 2018

O jornal O SÃO PAULO dá sequência à série de entrevistas com os candidatos ao Governo do Estado de São Paulo. Nesta edição, a palavra está com Márcio França (PSB), atual governador que tenta a reeleição. Já foram ouvidos Major Costa e Silva (DC) e Luiz Marinho (PT). Os próximos serão Paulo Skaf (MDB) e João Doria (PSDB), fechando a lista dos cinco mais bem colocados na pesquisa Ibope, divulgada em 20 de agosto.

Os candidatos estão sendo questionados pelo jornal sobre suas propostas para as áreas de saúde, segurança pública, educação e combate à corrupção. Também respondem a perguntas dos leitores enviadas pelo Facebook.


Aos 55 anos, Márcio Luiz França Gomes está à frente do Governo de São Paulo desde abril, após o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) ter renunciado ao cargo para concorrer à Presidência da República. “Respeito muito o que passou, mas sou diferente, tenho outros projetos, outras ideias”, garante.

Márcio França sempre se manteve filiado ao PSB. Ele iniciou carreira política em 1989 como vereador em São Vicente, no litoral paulista, tendo sido reeleito. Em 1997, assumiu a Prefeitura daquela cidade, onde seguiu por dois mandatos, até 2004. Em 2006, foi eleito deputado federal por São Paulo e reconduzido ao cargo em 2010. Entre 2011 e 2012, atuou como secretário de Turismo no governo Alckmin, e, em 2014, foi eleito vice- -governador, no mesmo ano em que coordenou a campanha à Presidência da República de seu colega de partido, Eduardo Campos, que morreria em um acidente aéreo em meio àquela disputa eleitoral.

Márcio França afirma que, se eleito, vai ampliar investimentos em consultas e exames médicos, investir em tecnologia e inteligência para a atuação das polícias, aumentar os salários dos professores e tornar as aulas mais dinâmicas para os jovens na rede pública de ensino. A seguir, leia a íntegra da entrevista.

 

O SÃO PAULO - O SENHOR ASSUMIU O GOVERNO DO ESTADO APÓS A SAÍDA DE GERALDO ALCKMIN (PSDB), QUE CONCORRE À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. POR QUE O SENHOR QUER SEGUIR COMO GOVERNADOR? SEU GOVERNO SERÁ UMA CONTINUIDADE DA GESTÃO DE ALCKMIN?

Márcio França - Quando o governador Alckmin me entregou o pavilhão de São Paulo, disse que estava deixando o governo em mãos honradas e experientes. Orgulho-me muito disso, porque cumpri todas as etapas e construí uma carreira limpa para chegar até aqui. Eu tinha a possibilidade de concorrer a outro cargo eletivo, mas decidi buscar a reeleição para manter as coisas boas que já existem, e, também, melhorar e ampliar muita coisa. Respeito muito o que passou, mas sou diferente, tenho outras ideias, outros projetos. Muitos, já estou colocando em prática. Outros, ainda não pude dar prosseguimento em função da lei eleitoral, que restringe uma série de ações, mas os farei assim que acabar o período eleitoral.

 

UMA PESQUISADO IBOPE, EMAGOSTO, APONTOU QUE AS ÁREAS DE SAÚDE, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA PÚBLICA SÃO AS PRINCIPAIS PREOCUPAÇÕES DOS PAULISTAS. SE ELEITO, QUAIS SERÃO SUAS PRIORIDADES DE AÇÃO PARA CADA UMA DESSAS ÁREAS?

Temos 101 hospitais públicos em São Paulo, mais que em todo o País. Estamos construindo outros dois de alta capacidade. Mas, mesmo assim, temos que melhorar o atendimento. Acredito que precisamos investir na área de consultas e exames, utilizando os Amtonomia para a Polícia Civil. Paralelamente, precisamos dar oportunidades aos jovens vulneráveis. Já começamos e vamos aumentar, no ano que vem, o alistamento civil, para que os rapazes dispensados pelo Exército possam trabalhar conosco, recebendo remuneração e fazendo curso técnico pela rede estadual. Eu não estou achando isso somente agora. Já o fiz quando fui prefeito. Minha cidade era uma das mais violentas e os índices despencaram após este programa.

Sobre educação, vamos aumentar o salário dos professores logo no primeiro ano. Também investiremos em lousas digitais, porque precisamos tornar as aulas mais dinâmicas e atrativas para nossos jovens. Junto com isso, vamos motivar nossos alunos, oferecendo perspectivas a eles. Todos os alunos da rede pública terão direito a cursos técnicos a distância a partir do segundo ano e, após o Ensino Médio, terão uma vaga garantida na Universidade Virtual do Estado de São Paulo, com aulas ministradas pelos professores da USP, Unicamp, Unesp e Centro Paula Souza.

 

ESSA MESMA PESQUISA E UMA SONDAGEM FEITA COM OS LEITORES DO O SÃO PAULO INDICAM GRANDE INSATISFAÇÃO COM A CORRUPÇÃO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. COMO PRETENDE COMBATER AS PRÁTICAS DE CORRUPÇÃO NOS ÓRGÃOS SOB O CONTROLE DO GOVERNO DO ESTADO?

Começo dando o exemplo. Estou na vida pública há quase 30 anos e não respondo a processo criminal. É algo incomum, não é? Além disso, manteremos uma intensa fiscalização para que nenhuma prática dessa natureza aconteça. Se algo for identificado e provado algum malfeito, tomaremos as medidas necessárias para a correção.

 

PELO FACEBOOK DO JORNAL, A LEITORA LEILANE FRANÇA NOS ENVIOU A SEGUINTE PERGUNTA: “QUAL SERÁ O PLANO DE GOVERNO DO CANDIDATO EM RELAÇÃO AO MONOTRILHO/ METRÔ PARA A PERIFERIA DA CIDADE DE SÃO PAULO?”

São Paulo transporta mais de 7 milhões de pessoas todos os dias em trens e ferrovias. Para se ter uma ideia, isso é mais de 80% do que todo o Brasil transporta em ferrovia. Mas, claro, precisamos de mais. Por isso, deixo claro o meu compromisso de não parar nenhuma obra no Estado e, além disso, realizarmos novos investimentos.

 

TAMBÉM PELO FACEBOOK, RECEBEMOS A SEGUINTE QUESTÃO DA SENHORA MONICA GIOIELLE DALLA VECCHIA: “QUAL O PLANO DE GOVERNO QUE O CANDIDATO IRÁ OFERTAR ÀS MULHERES/ADOLESCENTES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E ABUSO SEXUAL E ÀS GESTANTES, DE FORMA QUE SEJAM ACOLHIDAS E DADA A ELAS A OPORTUNIDADE DE LUTAR PELA VIDA E EVITAR A PRÁTICA DO ABORTO?”

Determinei que todas as delegacias da Capital ficassem abertas 24 horas por dia, coisa que não estava acontecendo. Farei o mesmo no interior, intensificando investimentos e apoiando as delegacias das mulheres. É inadmissível qualquer tipo de crime dessa natureza e precisamos combater com rigor. Sobre as gestantes, é obrigação do Estado dar toda a atenção médica para atendê-las da melhor maneira, evitando e combatendo o aborto.

 

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Conselho Nacional de Segurança Pública vai atuar para conter violência

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17 de setembro de 2018

O presidente Michel Temer instala hoje, 17, o Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, no Ministério da Justiça. Integrarão o órgão representantes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios que vão propor diretrizes para prevenir e conter a violência e a criminalidade.

O Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, com atribuições, funcionamento e composição estabelecidos em regulamento, terá a participação de representantes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, além de integrantes da sociedade civil.

O conselho está previsto na Lei 13.675, sancionada em junho, que instituiu o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e criou a Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (PNSPDS). Em agosto, foi assinado o decreto para execução do plano e atuação do conselho.

O Ministério da Segurança Pública será o gestor do conselho, ao orientar e acompanhar as atividades dos órgãos integrados ao Susp, além de promover ações como apoiar programas para aparelhar e modernizar os órgãos de segurança, promover a qualificação profissional, coordenar atividades de inteligência na área e desenvolver a doutrina de inteligência policial.

Em várias ocasiões, o ministro Raul Jungmann afirmou que o conselho nacional será integrado por agentes e órgãos de segurança pública. Segundo ele, o conjunto de ações contidas no plano dará um “rumo”  à política de segurança pública do país.

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