Sínodo continua a discutir caminhos para a evangelização na Amazônia

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16 de outubro de 2019

Na terça-feira, 15, terminou o segundo bloco de intervenções individuais do Sínodo dos Bispos para a Amazônia. Nessas sessões, chamadas de Congregações Gerais, presididas pelo Papa Francisco, cada participante inscrito apresenta, em até quatro minutos, suas reflexões a respeito dos principais temas do Sínodo a partir de suas experiências locais e do que é destacado no Instrumentum Laboris (Instrumento de Trabalho), texto que serve de base para as discussões sinodais. 


Na quarta-feira, 16, e na quinta-feira, 17, acontece um novo momento com os círculos menores, nos quais grupos separados por idiomas aprofundam os temas apresentados. São quatro grupos de língua portuguesa, cinco grupos de língua espanhola, dois de italiano e um grupo de inglês e francês. Cada grupo possui um moderador e um relator.


O Cardeal Cláudio Hummes, Arcebispo Emérito da Arquidiocese de São Paulo e Relator-Geral do Sínodo, fez um balanço positivo dos trabalhos sinodais até o momento. Ele ressaltou a sinceridade, coragem e transparência dos participantes, como foi pedido pelo Papa Francisco na abertura da Assembleia.


“Nós não estamos aqui como em um parlamento, em que dois ou três partidos estão votando para ver quem ganha. O Papa sempre disse que devemos chegar a uma comunhão de ideias”, afirmou Dom Cláudio ao Vatican News.

ASSUNTOS
A maioria dos pronunciamentos feitos pelos participantes do Sínodo chamou a atenção para a questão ecológica e o impacto da degradação ambiental para a vida dos povos amazônicos e para o planeta. Alguns bispos também manifestaram a preocupação com a violência causada pelos constantes confrontos por terra e a ameaça aos povos indígenas.


A violação de direitos humanos, a criminalização dos movimentos populares e o fenômeno migratório foram outros assuntos destacados nas Congregações Gerais.

FORMAÇÃO
Quanto à formação dos responsáveis pela evangelização, salientaram-se os numerosos desafios da atualidade, entre os quais o secularismo, a indiferença religiosa e o crescimento de igrejas neopentecostais.


Foram apresentadas sugestões como: uma formação básica nas paróquias, com leitura e meditação da Palavra de Deus; uma formação intensiva em tempo integral, destinada a animadores das comunidades; e uma formação teológica sistemática para os candidatos aos ministérios ordenados e para os leigos.


Também foi evidenciada a urgência de transmitir a fé, motivar os jovens a construir o próprio projeto de vida, promover o cuidado da “Casa Comum”, aumentar a rejeição à chaga do tráfico de pessoas, combater o analfabetismo e o abandono escolar.

MINISTÉRIOS
Por diversas vezes, a questão da escassez de sacerdotes foi tema de intervenções dos bispos. Uma das propostas é o estudo da possibilidade de ordenar homens casados, de fé comprovada nas comunidades. No entanto, não há um consenso de que essa seja a única solução.


Outra sugestão é o fomento de um trabalho vocacional voltado para os indígenas. Alguns bispos confirmaram que essas vocações já existem. “Há dois anos, apresentaram-se 16 jovens Xavante, à comunidade indígena católica da minha diocese, que querem ser diáconos e sacerdotes missionários em sua própria terra”, relatou Dom Adriano Ciocca Vasino, Bispo Prelado de São Félix (MT), em entrevista coletiva no sábado, 12.


“Mas, francamente, eu não sei como fazer para formá-los adequadamente. Estou procurando novos caminhos, também com os líderes das comunidades”, admitiu o Bispo, chamando a atenção para o fato de os seminários ainda não estarem preparados para acolher vocações indígenas.


Os debates sinodais reforçaram a necessidade de uma Igreja presente na Amazônia, não somente por meio dos sacerdotes e bispos, mas também de colaboradores leigos, homens e mulheres. 

ARTICULAÇÃO DOS TEMAS
O Secretário da Comissão para a Comunicação do Sínodo, Padre Giacomo Costa, chamou a atenção para a conexão existente entre os temas. “É um verdadeiro exercício de articulação entre o local e o universal, mantendo o foco sobre a região amazônica e, ao mesmo tempo, perceber o quanto isso influencia toda a Igreja para que ela possa contribuir em uma região tão particular”, disse.


A próxima e última semana do Sínodo será dedicada à apresentação do projeto do Documento Final do Sínodo e a discussão em torno do texto para, enfim, ser votado pelos padres sinodais e entregue ao Papa como resultado do processo consultivo próprio do Sínodo. 
As decisões e eventuais deliberações são de responsabilidade inteira do Santo Padre, que poderá publicar uma exortação pós-sinodal.  

(Com informações de Vatican News)

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Uma história a serviço da evangelização

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16 de setembro de 2019

Fundada em 20 de setembro de 1949 pelo Cardeal Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, então Arcebispo de São Paulo, a Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção nasceu integrada à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), criada em 1946. 
Instalada em 7 de março de 1950, a faculdade tem sua sede no que era o antigo Seminário Central do Ipiranga, que desde 1929 acolhia os futuros sacerdotes de todo o estado de São Paulo.
Ao longo desses 70 anos, a Faculdade de Teologia acompanhou a caminhada da Igreja, buscando sempre corresponder aos acontecimentos de sua história, dos quais o principal foi o Concílio Vaticano II (1962-1965). Também marcaram a trajetória da instituição as conferências gerais do Episcopado Latino-Americano e Caribenho – Medellín (1968), Puebla (1979), Santo Domingo (1992) e Aparecida (2007). 
A partir desses acontecimentos, houve a reformulação do currículo do curso de Teologia, com o objetivo de “contribuir com o povo de Deus e, em especial, com a hierarquia no progresso da intelecção da fé, na promoção da pastoral e na formação dos futuros professores das ciências sagradas”, como afirmava o regimento da faculdade, atualizado em 1968. O novo currículo assinalava o dever de levar em consideração as grandes preocupações pastorais do Vaticano II. 

AUTONOMIA 
Na década de 1970, com a reformulação do ensino universitário no País, o Arcebispo seguinte, Cardeal Agnelo Rossi, decidiu desvincular a Faculdade de Teologia da PUC-SP, com o objetivo de dar maior autonomia à instituição de ensino eclesiástico da Arquidiocese.  
A faculdade continuou a oferecer seus cursos de Bacharelado em Teologia e também de Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado, bem como cursos livres diante da legislação brasileira, adequados às diretrizes da Congregação para a Educação Católica, sobretudo quanto à formação teológica dos candidatos às ordens sacras. 

LEIGOS 
Em 1975, o Cardeal Paulo Evaristo Arns nomeou para dirigir a Faculdade o então Cônego Geraldo Majella Agnelo, hoje Cardeal da Igreja e Arcebispo Emérito da Arquidiocese Primaz de São Salvador da Bahia. 
Foi durante sua gestão que surgiu, em 1976, o primeiro curso especial de Teologia voltado para leigos. Era realizado nas dependências da Ordem Terceira do Carmo, no centro da capital. Desde então, surgiram diversos cursos e conferências destinados ao laicato. 
Em 1977, começou o pedido de dioceses para abrirem seus institutos de Teologia e sua filiação à Faculdade de Teologia. Atualmente, são seis institutos: nas Arquidioceses de Campinas (SP), Ribeirão Preto (SP), Sorocaba (SP) e Campo Grande (MS) e nas Dioceses de Mogi das Cruzes (SP) e Marília (SP).

RECONHECIMENTO
Em 1999, o Ministério da Educação (MEC) reconheceu, pela primeira vez no País, um curso de Teologia. Isso possibilitou, então, a oficialização da formação teológica no Brasil. Sob a orientação do Cardeal Cláudio Hummes, então Arcebispo de São Paulo, a Faculdade de Teologia apresentou ao MEC seu Projeto Pedagógico para o curso de Bacharelado em Teologia, que foi aprovado com nota máxima em 2004.
Tratou-se do primeiro curso de Teologia reconhecido oficialmente no estado de São Paulo. Antes disso, em 2002, a instituição já havia obtido a oficialização do curso de mestrado em Teologia. 

REINTEGRAÇÃO À PUC-SP
O reconhecimento civil do curso de Teologia estimulou o caminho de reintegração da faculdade à PUC-SP, uma vez que os vínculos institucionais ainda existiam. A reincorporação aconteceu no final de 2008 por ato do Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo e Grão-chanceler de ambas as instituições. 
A primeira turma de estudantes de Teologia a ingressar no Curso de Bacharelado em Teologia da PUC-SP aconteceu em 2009. 
Na ocasião da reincorporação da faculdade à PUC-SP, Dom Odilo destacou que a vocação do teólogo e de uma faculdade de Teologia não é simplesmente realizar estudos acadêmicos, mas também servir à Igreja. “A Teologia está a serviço da missão da Igreja e da evangelização na medida em que a reflexão teológica ajuda a explicitar melhor o mistério da fé, e tudo o que significa o Evangelho e a Palavra de Deus para nós”, afirmou. 
O Cardeal Scherer também recordou os muitos estudantes que passaram pela instituição e hoje atuam no Brasil e em outros países. “Muitos deles se tornaram bispos, para estar à frente do povo de Deus na responsabilidade do pastoreio. Outros se tornaram atuantes na sociedade civil de muitas maneiras, colocando-se a serviço do povo. Nossas comunidades católicas têm grande ganho quando podem contar com pessoas qualificadas teologicamente para enfrentar a complexa realidade atual”, completou.

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"Vim para Pemba movido pela fé, e pela fé sou mantido’

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16 de outubro de 2019

Durante a visita pastoral à Diocese de Pemba, em Moçambique, o Cardeal Scherer, juntamente com a comitiva que o acompanhou, visitou, entre outras, a Missão de Mazeze. O nome da missão corresponde ao do distrito onde está assentada, 204km distante de Pemba, principal município e capital política da Província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique. 


Mazeze reúne 25 aldeias e é lá que trabalha o Padre Salvador Maria Rodrigues de Brito, um dos sacerdotes brasileiros enviados pelo Regional Sul 1 da CNBB à Diocese de Pemba, por meio do Projeto Missão África-Pemba. 


Jovem de 36 anos, oito anos de ordenado, pertencente à Diocese de Guarulhos (SP), Padre Salvador chegou a Moçambique em fevereiro de 2017 a convite de Dom Luís Fernando Lisboa. Desde então, é o responsável pela Área Pastoral Nossa Senhora da África, em Mazeze, e Administrador da Paróquia Santa Marta, localizada no Distrito de Mecuf, região de maioria muçulmana. As duas comunidades estão 70km distante uma da outra, o que faz com que o Padre Salvador esteja domingo sim, domingo não, em cada uma delas. Ele contribui ainda como diretor espiritual do seminário diocesano. 

Protagonismo dos leigos


Em entrevista ao jornal O SÃO PAULO, o jovem sacerdote falou sobre o importante papel dos leigos na evangelização e transmissão da fé católica em Moçambique, sobretudo logo após a instauração do governo marxista na década de 1970. 


Segundo conta, os leigos da Diocese de Pemba têm um papel fundamental para a vida das comunidades: são eles que catequizam, organizam grupos de oração e círculos bíblicos e, onde não há padres, reúnem os fiéis para a celebração da Palavra aos domingos.


Esse protagonismo laico foi fortalecido durante a Revolução que levou Moçambique à independência de Portugal. Na ocasião, a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), de ideologia marxista, expulsou os portugueses do País e com eles, todos os missionários. Igrejas, conventos, escolas e instituições católicas foram confiscadas pelo governo marxista que se instalou. 


“Frente a essa situação, os leigos católicos assumiram a responsabilidade de dar continuidade ao que os missionários tinham implantado. Para tanto, reuniam-se em assembleias e grupos de oração, escondiam imagens de santos na terra, transportavam a Eucaristia das sedes episcopais para as suas comunidades, tudo na maior clandestinidade e fazendo frente à arbitrariedade e perseguição religiosa imposta pelo novo governo”, contou o Sacerdote à reportagem.

Testemunho de fé
A vocação missionária do Padre Salvador foi despertada quando ele era ainda um jovem vocacionado. O testemunho de seu Pároco, Padre Guilherme Mayer, missionário proveniente da Alemanha, na Paróquia de Santo Antônio de Pilão Arcado, da Diocese de Juazeiro, na Bahia, foi determinante. 


“Em pleno sertão da Bahia, Padre Guilherme percorria quilômetros em estrada de terra, evangelizando, visitando doentes, formando núcleos de oração e formação, levando as pessoas até Deus e sendo, para elas, a presença de Jesus Cristo. Fui batizado por ele. Padre Guilherme fundou ainda creches, postos de saúde e construiu as primeiras cisternas com ajuda financeira da Alemanha, onde ‘passava o chapéu’”, contou.


Como seminarista, Salvador realizou diversas experiências de missões populares, participou de congressos missionários e encontros estaduais promovidos pelo Conselho Missionário Nacional do Celam (Comina) e de uma missão de 40 dias no sertão da Bahia, realizada pela Diocese de Guarulhos (SP). Uma vez ordenado sacerdote, ajudou no desenvolvimento de diversos programas de missões populares em sua própria diocese.


“Vim para Pemba movido pela fé, e pela fé sou mantido. A fé mantém minha esperança viva e isso me faz perseverar, confiando sempre em Jesus Cristo. Ele é a maior razão de eu estar aqui. Com Ele, por Ele e para Ele. Reconduzir todas as coisas para Deus e ajudar a implantar o Seu Reino é a minha razão de viver.”


Alegria, fé, acolhimento, esforço para receber os sacramentos, piedade cristã, superação são algumas das palavras usadas pelo jovem missionário para descrever seu encanto com o povo moçambicano. 


Não há dúvida de que esse vibrante Sacerdote, de olhar profundo e sorriso aberto, segue os mesmos passos de seu primeiro mentor espiritual. (MR)

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Rede Século 21 comemora 20 anos de evangelização pela TV

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19 de julho de 2019


“Se Jesus vivesse hoje na terra, como viveu há 2 mil anos na Galileia, ele estaria na televisão?” Foi esse questionamento interior no coração de um missionário jesuíta que o motivou, há duas décadas, a iniciar um projeto ousado que hoje alcança todo o Brasil: a Rede Século 21. 
A emissora de inspiração católica chega aos 20 anos, levando informação, formação, educação e, sobretudo, evangelização por meio da televisão, cada vez mais integrada às novas tecnologias. A Rede Século 21 está presente em 12 estados e mais de 166 municípios, entregando conteúdo por meio de antenas parabólicas, sinal aberto e TVs por assinatura. 

SONHO DE UM MISSIONÁRIO
O idealizador desse projeto é o jesuíta norte-americano Padre Eduardo Dougherty, um dos precursores da Renovação Carismática Católica. “Logo após a ordenação sacerdotal, há 49 anos, comecei a pregar os Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola e também retiros carismáticos e, depois de alguns anos, veio a luz que, para a maior glória de Deus, seria bom usar os meios de comunicação. Deus me inspirou para fundar uma produtora e essa produtora passou a ser um canal de televisão e agora nós temos uma rede de TV”, relatou o Sacerdote ao O SÃO PAULO. 
Após conseguir a autorização de seus superiores, Padre Eduardo foi aos Estados Unidos visitar emissoras e produtoras de TV católicas em busca de sugestões técnicas e de levantamento de fundos para financiar a iniciativa. De volta ao Brasil, o Sacerdote partiu em busca de pessoas para ajudá-lo no projeto. Assim nasceu a Associação do Senhor Jesus (ASJ), em 1981. 
“Começamos a vender Bíblias e, com o lucro, organizei o livro de cânticos da Renovação Carismática; depois começamos a pedir amigos doadores, pessoas que concordavam com  a visão, a missão e as nossas ações, e conseguimos um grande grupo de doadores e colaboradores.”
Há 30 anos na ASJ, Horácio Manuel Caballero Baez, diretor de Operações da Rede Século 21, testemunhou o desenvolvimento do projeto de comunicação. “Trabalhei bastante na área técnica e tive a graça de ligar o aparelho de transmissão da TV”, contou. 

PIONEIRA
A produtora que deu origem à emissora foi a responsável pelo primeiro programa católico da TV brasileira, o “Anunciamos Jesus”, que estreou em 4 de julho de 1983. O programa foi transmitido por várias emissoras até a criação da TV Século 21, quando passou a integrar sua grade de programação. 
Um dos maiores destaques da programação é a “Novena Perpétua das Mãos Ensanguentadas de Jesus”, que atinge milhões de pessoas por meio da oração. Programas como “Você Pode Ser Feliz”, “Mulher.com”, “Caminhos da Fé”, “Noite Carismática”, “Madrugada de Bênçãos”, entre outros, conquistaram o público ao oferecer espiritualidade aliada ao entretenimento.
 “Nosso desejo é gravar conteúdo que seja duradouro e que possa viajar uma longa distância. Estamos então gravando como que enciclopédias e não jornais que são jogados fora; nós queremos uma alta qualidade de tecnologia, mas também de conteúdo, com os melhores talentos possíveis”, enfatizou o Fundador, ao falar sobre a preocupação com a qualidade do conteúdo veiculado.  
Na busca por bons conteúdos, no sábado, 20, estreará o programa “Na Verdade”. Apresentado por uma juíza, uma especialista em Bioética e uma especialista em ajudar mulheres com “gravidez em crise”, este programa vai procurar entender os desafios do mundo de hoje à luz do Evangelho e da doutrina da Igreja Católica.

TECNOLOGIA
Hoje a Rede Século 21 conta com cinco estúdios para produção de programas ao vivo, gravados, educação a distância, shows e dramaturgia. Uma rede de telecomunicação católica com 24 horas de programação diária. Por meio das retransmissoras e dois sinais via satélite, analógico e digital, mais de 25 milhões de lares em todo o território nacional recebem a programação. 
 “Na cidade de São Paulo e na Grande São Paulo, nós não temos sinal aberto terrestre, mas é possível assistir pelas parabólicas analógica e digital e pela Vivo Fibra no canal 511. Além disso, nós temos nosso sinal de televisão na internet para qualquer região do planeta, por meio do site www.rs21.com.br, ou ainda pelo aplicativo para IOS ou Android”, explicou o diretor-geral da Fundação Século 21. 

ERA DIGITAL
No tempo da cultura digital e da convergência de mídias, a Rede Século 21 chega aos 20 anos cada vez mais conectada com o público. Por meio de redes sociais como Facebook e Instagram, é possível acompanhar a programação da emissora com fotos, vídeos, enquetes e transmissões ao vivo de alguns programas e dos bastidores da TV e dos eventos.
No WhatsApp, as pessoas podem interagir com os programas, enviando mensagens de texto, áudio ou vídeo. O conteúdo é selecionado e exibido na TV, ou mesmo nas redes sociais. “O objetivo é aproximar as pessoas da programação da TV e fazer parte dessa realidade digital de hoje, pois elas estão cada vez mais conectadas aos seus smartphones enquanto assistem à TV – ou mesmo assistem à TV em seus smartphones e tablets”, explicou Fabiano Fachini, coordenador de Mídias Digitais da emissora.
O YouTube também é um canal de evangelização usado pela emissora. “No momento, disponibilizamos os programas da TV e produzimos conteúdos exclusivos como orações, novenas e dramaturgias. São mais de 800 mil inscritos no canal. A produção de conteúdo gravado e ao vivo no YouTube tende a aumentar a cada dia. Queremos entregar conteúdo de valor por intermédio de nossas produções digitais”, informou Fabiano.

NA PALMA DA MÃO
Por meio do Aplicativo “Rede Século 21 ao vivo”, disponível para todos os smartphones e tablets (Android e IOS), a programação da emissora está na palma da mão de milhares de pessoas. Além de assistir à TV, os usuários podem navegar por outros recursos, como notícias, redes sociais, pedir oração e conferir a programação da emissora. 
“O Padre Eduardo nos inspira e motiva a investirmos em novas tecnologias todos os dias, e motiva a presença digital para levar informação, formação, educação e evangelização. Estamos sempre inovando e adaptando a linguagem da emissora para as diferentes mídias digitais, mas sempre valorizando o conteúdo e a boa experiência do usuário”, completou o coordenador de Mídias. 
 

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Bispos das Grandes Metrópoles dialogam sobre a evangelização no mundo urbano

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26 de junho de 2019

Na segunda-feira, 17, a Arquidiocese de Florianópolis (SC) recebeu o Encontro de Bispos das Grandes Metrópoles, com o tema “A evangelização no mundo urbano”. Os palestrantes foram o professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Elson Pereira, e o Reitor do Seminário Convívio Emaús, Padre Vânio da Silva.

Participaram 16 bispos, de oito estados, dentre eles, o Secretário-Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Joel Portella Amado; o Arcebispo de Salvador (BA) e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger; e o Arcebispo de Florianópolis, Dom Wilson Tadeu Jönck.

A Arquidiocese de São Paulo foi representada pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, que presidiu a missa de abertura, e por Dom Eduardo Vieira dos Santos, Bispo Auxiliar na Região Episcopal Sé.

O professor Elson afirmou que oespaço urbano é um produto da sociedade. “Ele é um reflexo condicionante social, um conjunto de símbolos e campo de lutas, fruto da expressão espacial dos processos sociais materializados a partir das formas espaciais”.

Padre Vânio falou sobre como atender às necessidades espirituais das pessoas que trabalham e transitam no centro e indicou sete características que devem estar presentes na Pastoral Urbana: “Uma presença mais plural, acolhedora, querigmática, comunitária, personalizada, solidária e cuidadora dos evangelizadores”, continuou.

“É preciso compreender a mentalidade urbana. O que pensa? O que sente? O que sofre? Sobretudo na questão habitacional e na segregação de direitos, onde há muitos para uns e quase nada para outros”, apontou Dom Joel.

O Cardeal Scherer ressaltou que outro desafio concreto no mundo urbano é estar junto aos jovens e às crianças nas escolas e nas universidades: “Há muitas formas que nós precisamos repensar na nossa maneira de estar na cidade e de nos relacionar com o povo”.

Ao fim, foi anunciado que o próximo encontro dos bispos das grandes cidades será em Brasília (DF), em 2020, em data ainda a ser definida.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Arquidiocese de Florianópolis

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Há 525 anos celebrava-se a primeira missa das Américas

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05 de janeiro de 2019

Em 6 de janeiro de 1494 foi celebrada a primeira Missa foi em solo americano, há 525 anos, em Isabela, diocese de Puerto Plata, hoje República Dominicana. A primeira missa foi presidida pelo Padre Bernardo Boyl e concelebrada por outros doze sacerdotes, que chegaram com Cristóvão Colombo em sua segunda viagem.

O Papa Francisco enviou uma Carta em latim ao cardeal Gregório Rosa Chávez, bispo auxiliar de San Salvador, seu Enviado especial às celebrações de encerramento dos 525 anos da celebração da Primeira Missa no Continente americano, que terão lugar em Isabela, Puerto Plata, República Dominicana, no próximo dia 5 de janeiro de 2019.

A delegação da Santa Sé que estará presente na celebração é composta pelo cardeal Gregório Rosa Chávez e pelos padres Carlos Manuel Abreu Frias – do clero da Arquidiocese de Santo Domingo e Secretário-Geral Adjunto da Conferência Episcopal – e Bernardo Kiwi, pároco da Diocese de Puerto Plata.

Dom maior

Papa Francisco afirmou, em sua carta, que que “o maior dom concedido pelo nosso Salvador aos seus Apóstolos, na Última Ceia, foi o Sacerdócio e a Eucaristia. ‘Eis que estarei sempre convosco até ao fim dos tempos’. Esta sua promessa de estar presente entre ele seria a sua fortaleza. Esta é a certeza da nossa fé, que a santa Igreja de Cristo, a Igreja Católica, espalhada por todos os cantos do mundo, perpetuada nos séculos, em Cristo, por meio do sacrifício Eucarístico”.

 

Isabela

A localidade de Isabela conserva a memória histórica da colonização e da evangelização das Américas, com a construção da primeira fortaleza do continente, recém-descoberto pelo navegador genovês, Cristóvão Colombo, com o apoio da Coroa espanhola.

No ano de 1500, a cidade de Isabela ficou despovoada por causa dos furacões. Sobre as ruínas da primeira igreja foi construído o Templo das Américas, onde se venera uma imagem de Nossa Senhora de Monserrat, trazida pelos conquistadores.

 

(Fonte: Vatican News/ Manoel Tavares)

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No Advento, Igreja convida católicos a apoiar iniciativas de evangelização

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04 de dezembro de 2018

Despertar os discípulos-missionários para o compromisso evangelizador e para a responsabilidade pela sustentação das atividades pastorais no Brasil estão entre os principais enfoques da Campanha para a Evangelização, realizada pela Igreja em todo o País, em sintonia com a Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate, do Papa Francisco, sobre o chamado à santidade no mundo atual, com o lema “Evangelizar partindo de Cristo”

A campanha foi iniciada no domingo, 25, na Solenidade de Cristo, Rei do Universo, e também Dia dos Cristãos Leigos e Leigas. A conclusão será no 3º domingo do Advento, em 16 de dezembro, quando deve ser realizada, em todas as comunidades católicas, a coleta para a Ação Evangelizadora no Brasil, que pretende apoiar as inúmeras iniciativas da Igreja no País no serviço da evangelização, da dinamização das pastorais, na luta pela justiça social, nas experiências missionárias das Igrejas irmãs e na missão ad gentes.

O gesto concreto de colaboração na Coleta da Campanha para a Evangelização será partilhado, solidariamente entre as arquidioceses, dioceses e prelazias, que receberão 45% dos recursos; os 18 regionais da CNBB, que terão 20%, e o Secretariado-Geral da CNBB, que contará com 35% das contribuições.

Fonte: CNBB

 

LEIA TAMBÉM: Juristas católicos lançam livro sobre o Acordo Brasil-Santa Sé

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Papa Francisco: anunciar Cristo não é marketing, mas coerência de vida

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30 de novembro de 2018

Na festa de Santo André (30/11), o Papa Francisco celebrou a missa na capela da Casa Santa Marta, convidando os fiéis a estarem "próximos da Igreja de Constantinopla", a Igreja de André, rezando “pela unidade das Igrejas”.

Coerência em anunciar Cristo

Na homilia, o Pontífice exortou a deixar de lado “aquela atitude, o pecado, o vício” que cada um de nós tem “dentro” de si, para ser “mais coerente” e anunciar Jesus de modo que as pessoas creiam com o nosso testemunho.

Refletindo sobre a Primeira Leitura, em que São Paulo explica como a fé provenha da escuta e a escuta diz respeito à Palavra de Cristo, o Papa recordou como é “importante o anúncio do Evangelho”, o anúncio de que “Cristo nos salvou, de que Cristo morreu e ressuscitou por nós”. De fato, o anúncio de Jesus Cristo não é levar "uma simples notícia”, mas “a única grande Boa Notícia”. Francisco explicou então o que significa o anúncio:

Não é um trabalho de publicidade, fazer propaganda para uma pessoa muito boa, que fez o bem, curou tantas pessoas e nos ensinou coisas belas. Não, não é publicidade. Tampouco é fazer proselitismo. Se alguém vai falar de Jesus Cristo, pregar Jesus Cristo para fazer proselitismo, não, isso não é anúncio de Cristo: isso é um trabalho, de pregador, feito com a lógica do marketing. Que é o anúncio de Cristo? Não é nem proselitismo nem propaganda nem marketing: vai além. Como é possível compreender isso? É antes de tudo ser enviado.

Portanto, ser enviado “à missão”, fazendo entrar “em jogo a própria vida”. O apóstolo, o enviado que “leva o anúncio de Jesus Cristo”, explicou Francisco, “o faz com a condição de que coloque em jogo a própria vida, o próprio tempo, os próprios interesses, a própria carne”. O Papa citou um ditado argentino, que implica “colocar a própria carne sobre o fogo”, isto é, colocar-se em jogo.

Esta viagem, de ir ao anúncio, arriscando a vida, porque jogo a minha vida, a minha carne – esta viagem – tem somente passagem de ida, não de volta. Voltar é apostasia. Anunciar Jesus Cristo com o testemunho. Testemunhar significa colocar em jogo a própria vida. Faço aquilo que digo.

Os mártires experimentam o verdadeiro anúncio

A palavra, “para ser anúncio”, deve ser testemunho, reiterou Francisco, que fala de “escândalo” a propósito dos cristãos que dizem sê-lo e depois vivem “como pagãos, como descrentes”, como se não tivessem “fé”.

O Papa então convida à “coerência entre a palavra e a própria vida: isso – evidenciou – se chama testemunho”. O apóstolo, o anunciador, “aquele que leva a Palavra de Deus, é uma testemunha”, que coloca em jogo a própria vida “até o fim”, e é “também um mártir”. De outro lado, foi Deus Pai que para "fazer-se conhecer" enviou “seu Filho em carne, arriscando a própria vida”. Um fato que “escandalizava assim tanto e continua a escandalizar”, porque Deus se fez “um de nós”, numa viagem “com passagem somente de ida”.

O diabo tentou convencê-lo a tomar outra estrada, e Ele não quis, fez a vontade do Pai até o fim. E anúncio Dele deve ir para a mesma estrada: o testemunho, porque Ele foi a testemunha do Pai feito carne. E nós devemos fazer-nos carne, isto é, fazer-nos testemunhas: fazer, fazer aquilo que dizemos. E isso é o anúncio de Cristo. Os mártires são aqueles que [demonstram] que o anúncio foi verdadeiro. Homens e mulheres que deram a vida – os apóstolos deram a vida – com o sangue; mas também tantos homens e mulheres escondidos na nossa sociedade e nas nossas famílias, que dão testemunho todos os dias, em silêncio, de Jesus Cristo, mas com a própria vida, com aquela coerência de fazer aquilo que dizem.

Um anúncio frutuoso

O Papa recordou que todos nós, com o Batismo, assumimos “a missão” de anunciar Cristo”: vivendo como Jesus “nos ensinou a viver”, “em harmonia com aquilo que pregamos”, o anúncio será “frutuoso”. Se, ao invés, vivemos “sem coerência”, “dizendo uma coisa e fazendo outra contrária”, o resultado será o escândalo. E o escândalo dos cristãos, concluiu, faz muito mal “ao povo de Deus”.

 

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Sínodo dos Bispos: "evangelizar a rede digital tornando-a mais humana"

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17 de outubro de 2018

A Igreja acompanhe os jovens no habitar a rede digital: embora não seja isenta de aspectos críticos, ela não é uma ameaça, mas um novo caminho de evangelização a ser percorrido com liberdade, prudência e responsabilidade, afirmaram os padres sinodais na manhã desta quarta-feira (17/10) em que o verbo “escolher” – terceira parte do Instrumentum Laboris – esteve no centro da décima quarta Congregação Geral do Sínodo dos Bispos dedicado aos jovens. Em andamento no Vaticano desde o dia 3 de outubro, o encontro sinodal prosseguirá até o próximo dia 28 deste mês.

Era digital: ser o Apóstolo Paulo do Terceiro Milênio

Somos chamados a tornar-nos “o Apóstolo Paulo do Terceiro Milênio”, afirmam, lançando a proposta de um “Setor especial para a pastoral e a missão digital”, com a finalidade de evangelizar, mas também de indicar aqueles sitos internet que defendem posições não fiéis ao ensino oficial e ao magistério. Nesse sentido, poderá ser útil a criação de aplicativos, jogos e instrumentos interativos que ajudem a conhecer o Evangelho e a Igreja.

Os bispos expressam também preocupação com aqueles jovens que transcorrem tempo demais no tablet, e smartphone, tornando-se dependentes e condenando-se à solidão de um mundo irreal onde as amizades são apenas virtuais.

A Igreja quer favorecer o encontro concreto entre pessoas mediante peregrinações e grandes eventos como as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) criadas por São João Paulo II. O olhar se volta desde já para a JMJ Panamá 2019.

Mais formação para a cidadania ativa e para a política

Foi dado amplo espaço na Sala do Sínodo ao tema da formação: Igreja e sociedade precisam dos jovens, mas sem improvisações. Segundo os padres sinodais, levar adiante um projeto educacional significa evitar que o laxismo ético, o individualismo e o relativismo enfraqueçam o entusiasmo das novas gerações.

É preciso uma pedagogia para a cidadania ativa e para a política: é necessário propor a Doutrina social da Igreja, um estilo de vida sóbrio, uma ecologia humana integral e contrastar a corrupção galopante. Para esse fim é importante, num mundo sempre mais multicultural, a colaboração entre as religiões.

Família, ambiente educacional mais importante

Não existe um ambiente educacional mais importante do que a família, academia de escuta e diálogo recíproco entre gerações, de aprendizagem das primeiras regras da convivência social.

A Sala do Sínodo faz votos de que a autoridade dos pais seja tutelada e seja promovida uma pedagogia familiar que encoraje mais as virtudes do que as emoções e estimule a disposição à dedicação e ao sacrifício.

A família hoje é ameaçada pelas colonizações ideológicas que condicionam as ajudas econômicas aos países menos desenvolvidos à introdução de políticas contrárias à vida e ao matrimônio entre homem e mulher, denuncia o Sínodo. A Igreja é chamada a fazer-se família de muitos jovens órfãos ou que vivem em contextos familiares desfavoráveis, acrescentam os bispos.

Jovens buscam respostas claras e concretas

Os participantes dos trabalhos da assembleia constatam que muitos jovens se distanciam da Igreja porque inconsistentes nas convicções de fé. Daí, a exigência de uma catequese que considere as interpelações de sentido e a sede de amor como objetivos aos quais responder.

Com efeito, os jovens querem indicações claras, não confusas, sem desvios da linguagem de Cristo ou em conformidade com as tendências modernas das mídias.

A formação para o matrimônio representa muitas vezes uma ocasião de reaproximação à comunidade eclesial, mas é preciso intervir antes. A resposta é uma pastoral vocacional mais eficaz e finalizada a um envolvimento dos jovens nos processos de decisão e na evangelização de seus coetâneos, sugere o Sínodo.

A amizade é lugar privilegiado para a transmissão da fé no cotidiano. Deve-se levar em consideração na catequese que a teoria precisa ser harmonizada com a vida concreta: uma evangelização que não alcança o coração é como uma verniz que fica somente na superfície. Também nos seminários a formação deve ser conjugada numa dimensão mais humana.

Igreja é ponto de referência para os jovens migrantes

Foi dado espaço também para o tema da imigração: “o encontro entre culturas encoraja a buscar o melhor do outro e a corrigir algum defeito nosso, afirmam os participantes na Sala do Sínodo.

Os sacerdotes são pontos de referência essenciais para muitos jovens refugiados. Se a Igreja for atenta às carências dos necessitados e abrir o coração a Deus e a todos os jovens, independentemente de sua história de vida, permanecerá sempre jovem.

A palavra chave permanece sendo “testemunho”, porque uma testemunha de Cristo tem poder atrativo mais do que mil palavras. De fato, os jovens pedem autenticidade e quando a encontram no exemplo de vida de mártires e santos, no sorriso límpido dos consagrados, na dedicação de um sacerdote, na alegria e na fadiga de ser família, então se interrogam, se colocam em caminho e decidem assumir as rédeas da própria vida.

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Governo proíbe evangelização pela internet

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25 de setembro de 2018

Em matéria de religião e liberdade de culto, o governo chinês continua a fechar o cerco. No dia 10, novas regras, publicadas no site oficial do governo, tornaram ilegal a transmissão de serviços religiosos, oração ou pregação pela internet.

Os grupos religiosos que quiserem manter um site precisarão de uma autorização do governo, que deverá verificar se o conteúdo transmitido é politicamente aceitável. A evangelização on-line é terminantemente proibida, assim como a divulgação de material que tenha como objetivo converter os leitores. Recursos de Catequese e de formação religiosa não podem ser publicados abertamente, podendo ser compartilhados somente por redes internas, acessadas com um nome de usuário e senha.

A medida é a mais nova iniciativa da política de “achinesação” do presidente Xi Jinping, para quem a identidade nacional chinesa e o ideal comunista estão acima da liberdade religiosa.

Fonte: CNA

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