Vimos, ouvimos e anunciamos

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15 de agosto de 2019

Desde os Jogos Pan-Americanos realizados na cidade de São Paulo em 1963, o Brasil não terminava na segunda colocação no quadro geral de medalhas. Isso voltou a acontecer no Pan de Lima, no Peru, encerrado no domingo, 11. O Brasil alcançou 171 pódios, com 55 ouros, 45 pratas e 71 bronzes, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. O Time Brasil ainda conquistou 29 vagas olímpicas para Tóquio 2020.


“Temos de exaltar o resultado, porque mostra o bom momento de várias modalidades. Voltamos ao segundo lugar no quadro de medalhas após 56 anos, outro dos objetivos traçados para Lima. Apresentamos evolução em vários esportes, tendo aumentado o número de modalidades que foram ao pódio. Esse é um trabalho que vem sendo desenvolvido há algum tempo, de firmar parcerias com as confederações e tentar entender as necessidades de cada uma delas”, disse em entrevista a jornalistas Marco Antônio La Porta, chefe da missão brasileira em Lima 2019 e vice-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB).

NÚMEROS EXPRESSIVOS
Em Lima, os esportistas brasileiros conquistaram medalhas em 41 modalidades, sendo que em 22 delas houve ao menos uma de ouro. Em 18 esportes, os resultados obtidos foram melhores do que o do Pan de Toronto 2015 e, em 12 modalidades, o desempenho foi o melhor já alcançado: badminton, canoagem slalom, ciclismo BMX, ciclismo mountain bike, ginástica artística, hipismo saltos, águas abertas, natação, taekwondo, triatlo,vela e pelota basca.


Da frustração do ginasta Arthur Zanetti, prata nas argolas, a ouros inéditos no badminton, boxe feminino e taekwondo feminino, o Brasil escreveu sua história em Lima com superação e aprendizado.


“Foi uma competição longa, com muitos eventos (420), e os resultados apresentaram um número bem interessante de aletas jovens com medalhas (97 com 23 anos ou menos) e de mulheres campeãs (20 ouros). Apesar de ter sido uma competição difícil, foi muito gratificante pela boa performance apresentada em muitos esportes”, contou Jorge Bichara, Diretor de Esportes do COB.

INVESTIMENTOS 
A campanha histórica ocorreu apesar da redução de investimentos em algumas confederações em virtude da crise financeira ou casos de corrupção. Por causa disso, o COB investiu no último ano R$ 250 milhões de seu orçamento diretamente nas confederações. O Bolsa Atleta, que está passando por uma reformulação pelo Governo Federal, também contribuiu para a campanha brasileira. 


A cinco dias do fim das competições, os integrantes do Bolsa Atleta já tinham superado o patamar simbólico de cem pódios. Ao todo, 148 dos 485 atletas da delegação brasileira ficaram entre os três primeiros em suas competições. Desses, 103 são beneficiados pelo patrocínio do programa da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania. 

RUMO A TÓQUIO 2020
Com o término do Pan, as atenções do COB se voltam especialmente para Tóquio 2020. Em Lima, o Brasil conquistou 29 vagas diretas para a olimpíada em nove modalidades: handebol feminino (14 atletas), hipismo adestramento (3), hipismo CCE (3), saltos do hipismo (3), pentatlo feminino (1), tênis masculino (1), tênis de mesa (1), tiro com arco (1) e vela (2). 


As vagas garantidas em Lima se juntam a outras 75 já obtidas: futebol feminino (18), maratona aquática (1), natação (12), rugby sevens (12), vela (8), vôlei feminino (12) e vôlei masculino (12).
 

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A força jovem do Time Brasil

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08 de agosto de 2019

Sebastião Dias de Oliveira sempre foi um apaixonado por natação. Tanto assim que, no fim da década de 1990, resolveu montar uma piscina para dar aulas às crianças e jovens do Morro da Chacrinha, na periferia do Rio de Janeiro (RJ). Porém, o mundo dos esportes ainda estava para levá-lo por caminhos novos: posteriormente, Sebastião conheceu o badminton, gostou da modalidade e decidiu ensiná-la à juventude da comunidade. Entre os meninos e meninas aos quais viria a ensinar estava Ygor Coelho.


Duas décadas se passaram. A Associação Miratus de Badminton continua em funcionamento. Ygor foi treinar e morar na Dinamarca. Em 2016, foi o primeiro brasileiro a representar o País em uma olimpíada no badminton. Na sexta-feira, 2, em Lima, no Peru, voltou a fazer história, tornando-se, aos 22 anos, o primeiro atleta do Brasil a conquistar uma medalha de ouro no badminton em uma edição dos Jogos Pan-Americanos. “O que passou pela minha cabeça foi toda minha dificuldade, toda minha história no esporte. Ainda não ‘caiu a ficha’. Agarrei muito bem as minhas oportunidades, lutei, fui para fora do País, lesionei-me este ano... Conquistar este ouro foi sensacional”, afirmou. 

Inédito pódio nos saltos ornamentais
Assim como Ygor, outros jovens atletas representaram o Brasil no Pan de Lima e alcançaram pódios históricos. Este foi o caso de Isaac Souza, 20, e Kawan Pereira, 17, medalhistas de bronze na plataforma sincronizada de 10m dos saltos ornamentais. Nunca uma dupla masculina brasileira havia ido ao pódio nessa modalidade. 


Isaac nasceu na favela da Mangueira, no Rio de Janeiro (RJ), e teve sua primeira experiência no esporte ainda na infância com a ginástica artística. Porém, na adolescência, percebeu que sua capacidade para saltos e giros no ar poderia ser aproveitada nos saltos ornamentais. Já Kawan é natural de Parnaíba (PI) e mudou-se para Brasília (DF) em busca de melhores condições de treinamento.


O Pan de Lima foi apenas a quarta competição conjunta dos dois saltadores, mas a parceria promete render ainda mais frutos, já que no Mundial de Esportes Aquáticos, em julho, eles levaram o Brasil pela primeira vez a uma final da plataforma sincronizada de 10m.

Fazendo história aos 21 anos 
Edival Marques Pontes e Milena Titoneli têm a mesma idade: 21 anos. Em Lima, os dois fizeram o Brasil voltar ao lugar mais alto do pódio no taekwondo 12 anos após a primeira e, até então, única conquista dourada do País, com Diogo Silva, no Pan do Rio 2007.


“Eu era pequeno quando o Diogo ganhou a medalha. Meu pai queria que eu fosse jogador de futebol, mas acabei virando atleta do taekwondo. E hoje sou campeão dos Jogos Pan-Americanos [na categoria até 68kg]. Estou muito feliz”, disse o paraibano Edival, mais conhecido como Netinho, que em 2014 foi campeão mundial juvenil e medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos da Juventude. 


A vitória de Milena na categoria até 67kg em Lima mostrou a evolução da atleta paulista, que conquistou bronzes no Pan de taekwondo em 2018 e no mundial deste ano. “Eu nem sei por onde começar, mas começo agradecendo a Deus por me dar condições de fazer o que eu amo, por me mostrar que tudo é capaz, basta confiar nos planos Dele e trabalhar. Sou a primeira atleta mulher de taekwondo a conquistar uma medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos, isso me deixa muito feliz, e mais feliz ainda em saber que é a primeira de muitas que virão. Não tenho dúvidas”, escreveu a atleta em sua página no Facebook. 

Última semana de Pan
O Pan de Lima será concluído no domingo, 11. Nesta última semana, as atenções estão voltadas especialmente para as disputas de atletismo, natação e judô, modalidades em que o Brasil tem atletas favoritos ao pódio. No domingo, 4, o País alcançou a segunda posição no ranking de medalhas. Caso assim permaneça, igualará o melhor posto já alcançado pelo País, no Pan de São Paulo 1963. 
 

(Com informações do COB, Olimpíada 
Todo Dia e Globoesporte.com)

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3 mulheres levam o Brasil a inéditas medalhas no Pan de Lima

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01 de agosto de 2019

 

 

 

 

 

 

 

Luísa Baptista fazia sua estreia em Jogos Pan-Americanos em Toronto 2015. Aos 21 anos, a triatleta tinha concluído sem maiores dificuldades a prova de natação e estava na segunda volta do percurso de 40km do ciclismo, quando foi obstruída por outra competidora, desequilibrou-se e caiu. Recompôs-se e, mesmo com dores, seguiu em frente, cumpriu ainda os 10km da corrida e se despediu daquele Pan na 17ª posição. 


Quatro anos depois, em Lima, no Peru, no sábado, 27, Luísa voltou a representar o Brasil no triatlo e desta vez se tornou a primeira brasileira medalhista de ouro nesse esporte na história dos Pans.


“Sabia que o resultado poderia vir, e tinha de acreditar no trabalho. Não só no trabalho de alguns meses atrás, mas no trabalho de oito anos, quando comecei no triatlo”, declarou Luísa, em entrevista ao site do Comitê Olímpico do Brasil (COB).


Na mesma prova, a brasileira Vittoria Lopes conquistou a prata. Na competição masculina, Manoel Messias terminou na 2ª posição. Luísa, Manoel, Vittoria e Kauê Willy também conquistaram na segunda-feira, 29, a medalha de ouro no revezamento misto.

 

Bruna, os patins e a família


Outra medalha inédita para o Brasil em Pans também foi conquistada no sábado por Bruna Wurts, 18, da patinação artística feminina, modalidade que não é olímpica. A brasileira desbancou a favorita Giselle Soller, da Argentina, que ficou com a prata. No masculino, o brasileiro Gustavo Casado conquistou a medalha de bronze.


Carioca, Bruna se encantou pela patinação já aos 3 anos de idade. “Desde pequena, sempre quis me dedicar à patinação e às competições. Foi tanto tempo de dedicação e tantas coisas que deixei de fazer para ir treinar, mas tudo valeu a pena”, afirmou.


Aos 11 anos, Bruna foi campeã sul-americana. Desde então, a família não poupou esforços para que pudesse seguir em alto nível. Entre 2011 e 2013, a jovem morou em Madri, na Espanha. Em 2015, voltou a viver naquele País, na cidade de Barcelona, dessa vez na companhia da mãe e da irmã. Eric, pai da campeã pan-americana, permaneceu no Rio de Janeiro. “Ele mora no Brasil sozinho, para que eu possa estar lá [Barcelona] e dar o meu melhor. Vou ser eternamente grata. Desde pequena, meus pais sempre me ajudaram”, declarou a atleta ao site Globoesporte.com. 

 

A versátil Jaqueline Mourão


Ao cruzar a linha de chegada em 3º lugar na disputa do ciclismo mountain bike, no domingo, 28, Jaqueline Mourão se emocionou. Motivos não faltavam. Aos 43 anos, ela se tornou a primeira brasileira medalhista pan-americana nesse esporte e conseguiu a medalha que viu escapar no Pan do Rio, em 2007, quando terminou em 4º lugar. 


“Foi um duelo muito forte. Quando vimos a Campuzano [mexicana, medalhista de ouro] tão perto, aceleramos o ritmo. Eu tentei atacar nas subidas, mas senti muita câimbra, batalhei até o fim para conseguir fechar o gap com a segunda colocada, mas sabia que para o sprint a Sofia [argentina que conquistou a prata] viria muito forte. Estou muito feliz com o meu resultado. Parabéns para toda a minha equipe”, declarou ao site do COB.


Além dos Pans de Lima 2019 e do Rio 2007, Jaqueline competiu no ciclismo em Santo Domingo 2003 e participou das olimpíadas de Atenas 2004 e Pequim 2008. Atualmente, é a brasileira mais bem colocada no ranking internacional do ciclismo mountain bike, o que lhe assegura a vaga para os Jogos de Tóquio 2020. 


Jaqueline vive no Canadá desde 2008, onde encontrou melhores condições para a prática do esqui cross-country, modalidade em que já representou o Brasil em quatro edições dos Jogos Olímpicos de Inverno, sendo a primeira esportista da história do País a ter participado de olimpíadas de inverno e de verão. 

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O futebol ‘entra em campo’ para integrar os refugiados

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29 de junho de 2019

“Não está em jogo apenas a causa dos migrantes; não é só deles que se trata, mas de todos nós, do presente e do futuro da família humana. Os migrantes, especialmente os mais vulneráveis, ajudam-nos a ler os ‘sinais dos tempos’. Por meio deles, o Senhor chama-nos a uma conversão, a libertar-nos dos exclusivismos, da indiferença e da cultura do descarte.”
O trecho acima é da mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial do Refugiado 2019, comemorado em 20 de junho, com o intuito de conscientizar sobre a situação dos refugiados em todo o mundo e celebrar a força, a coragem e a perseverança das pessoas que foram forçadas a deixar seus países por causa de guerras e perseguições. 
A inclusão dos refugiados em diferentes partes do mundo acontece por meio do esporte. No Brasil, de modo especial, é realizada anualmente a Copa dos Refugiados, com o propósito de integração e transformação social. O torneio, criado em 2014, é organizado pela ONG África do Coração, com apoio do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

LINGUAGEM UNIVERSAL
Cada time representa o país de seus jogadores. O campeonato conta com as etapas estaduais, que serão realizadas entre os meses de julho e agosto, com jogos em Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Recife (PE), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). A etapa nacional, decisiva, será no Rio de Janeiro, em setembro.
“O futebol é uma paixão humana, uma paixão brasileira e de qualquer país. A gente usa essa linguagem, porque não precisamos usar nossas línguas. Quando alguém entra em campo para fazer um gol em nome de sua bandeira e de sua comunidade, não é necessário falar língua alguma”, disse o sírio Abdulbaset Jarour, coordenador da Copa dos Refugiados, em entrevista ao O SÃO PAULO.
Não são apenas os homens que participam das disputas. As mulheres também competem em times de futebol mistos. Além disso, cada equipe é apadrinhada por uma mulher brasileira que dá o suporte desde o transporte até a montagem dos times. 

OUVIR O PRÓXIMO
Além do campeonato de futebol, o projeto promove oficinas para a integração de mulheres, crianças e homens refugiados, como palestras, sarau, noite cultural, e desfile de moda. 
Cada edição da Copa tem um tema para incentivar reflexões sobre o preconceito e quebrar barreiras culturais acerca da inclusão social dos refugiados no Brasil. O tema deste ano será “Reserve um minuto para ouvir uma pessoa forçada a deixar seu País”.
“Nós conseguimos, por meio desses projetos, ter fala e poder falar sobre a nossa situação. A gente provoca a sociedade para que ela nos possa ouvir. Nós estamos vendo situações, como o médico nos dar uma receita sem saber da nossa dor. Então, nós sofremos muito e precisamos ter uma fala”, reforçou Abdulbaset. 

AFRICA DO CORAÇÃO 
A ONG África do Coração (Federação das Comunidades dos Imigrantes e Refugiados no Brasil) surgiu em 2013, na Casa dos Migrantes, da Missão Paz, organização mantida pela Arquidiocese de São Paulo. Formalizada em 2016, a organização presta trabalho de assistência social e atua na promoção da integração dos refugiados e imigrantes entre si e com a sociedade brasileira. 
“Nós queremos, na verdade, unir a nossa capacidade e demonstrar nossa força e nossa capacidade para fazer vários projetos sociais ligados ao tema de refúgio e imigração, para chamar a atenção da sociedade brasileira, do setor público e privado, para que sempre esteja presente nos eventos sobre o tema”, concluiu Abdulbaset.

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As primeiras brasileiras de destaque na história dos Jogos Olímpicos

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08 de março de 2019

A cada edição dos Jogos Olímpicos, o número de atletas brasileiras tem aumentado: em Londres 2012, por exemplo, foram 123 esportistas e no Rio 2016 o número chegou a 209.

A pioneira brasileira e também sul-americana nos Jogos foi a nadadora Maria Lenk, a única mulher entre os 67 atletas do País em Los Angeles 1932, que competiu nos 100m livre, 100m costas e 200m peito.

Participar das primeiras edições dos Jogos Olímpicos exigia das atletas alguns esforços, como recordou ao O SÃO PAULO, em 2016, Eleonora Schmidtt Buelau, que competiu na natação na olimpíada de 1948: “Foi difícil, porque nós, mulheres, fomos colocadas em um bairro em Londres sem comida, sem condução, sem assistência médica, uma vez que todas essas estruturas ficaram para os homens em outros lugares”.

Em 1964, nos Jogos Olímpicos de Tóquio, Aída dos Santos foi a primeira brasileira a disputar uma final olímpica do atletismo e alcançou a melhor colocação, conseguindo o quarto lugar no salto em altura. Nessa edição, Aída era a única mulher da delegação brasileira.

PRIMEIRAS MEDALHAS

As primeiras medalhas femininas do Brasil em Jogos Olímpicos vieram em Atlanta 1996. Na edição que marcou a estreia do vôlei de praia, quatro brasileiras chegaram à final, vencida pela dupla Sandra Pires e Jaqueline Silva sobre Adriana Samuel e Mônica Rodrigues.

O memorável time de basquete feminino conquistou a inédita prata, contando com nomes como “Magic” Paula, Hortência e Janeth, e houve ainda o bronze no vôlei feminino, com o time formado por Ana Moser, Márcia Fu, Leila, Fernanda Venturini entre outras jogadoras.

SALTO PARA HISTÓRIA

Um salto de 7,04 m entrou para a história do atletismo brasileiro. Com ele, Maurren Maggi tornou-se a primeira mulher na história do Brasil e da América do Sul a ser campeã olímpica em uma prova individual. Foi no salto em distância, nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008.

PEQUENA GIGANTE

A pequena Sarah Menezes carregava na barragem rumo aos Jogos Olímpicos de Londres 2012 uma expectativa desproporcional ao seu 1,52m e 48kg. A atleta acabou sendo a grande esperança da primeira final olímpica do Brasil na história da modalidade. A jovem piauiense, foi muito além do que esperava.

A vitória sobre a romena Alina Dumitru, até então atual campeã olímpica da modalidade, entrou para a história como a primeira mulher do País a ganhar uma medalha de ouro no judô em jogos olímpicos.

A primeira judoca medalhista pelo Brasil, no entanto, foi Ketleyn Quadros, que conquistou o bronze em Pequim 2008. Também naquela edição, Natália Falavigna ganhou um inédito bronze no taekwondo.

NO GRAMADO, NAS QUADRAS E PISTAS

No futebol, as brasileiras, comandadas por Marta, conquistaram duas medalhas de prata, nas edições de Atenas 2004 e de Pequim 2008, e nessa última houve ainda a inédita medalha de ouro nas disputas do vôlei feminino.

Ainda em Pequim, Rosemar Coelho, Lucimar de Moura, Thaissa Presti e Rosângela Santos terminaram em 4º lugar na prova do revezamento 4x100m rasos. Em 2016, o Comitê Olímpico Internacional (COI) caçou a medalha de ouro conquista pela Rússia nesta prova e assim as brasileiras herdaram o bronze.

FAMÍLIA DOURADA

Martine Grael e Kahena Kunze fizeram história nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Juntas elas conquistaram a primeira medalha de ouro da vela feminina em olimpíadas.

Filhas de dois nomes históricos da vela nacional – Torben Grael, bicampeão olímpico, e Claudio Kunze, campeão mundial na década de 1970 -, elas mantiveram a tradição do Brasil na vela, uma vez que desde 1992 o País não passa em branco no pódio olímpico nessa modalidade. Com as mulheres, a primeira conquista foi o bronze de Fernanda Oliveira e Isabel Swan.

Outras duas medalhistas pioneiras para o Brasil foram Yane Marques, que conquistou o bronze na prova do pentatlo moderno em Londres 2012, e Poliana Okimoto, também medalhista de bronze nas maratonas aquáticas nos Jogos Rio 2016.

(Com informações de COB, O Globo, Globoesporte.com e Agência Brasil)

(Colaborou: Daniel Gomes)

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Ana Marcela Cunha e Isaquias Queiroz são os melhores atletas de 2018

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19 de dezembro de 2018

Uma verdadeira celebração do passado, para inspirar o presente e motivar novas conquistas no futuro. Assim pode ser definida a 20ª edição do Prêmio Brasil Olímpico (PBO), realizada nesta terça, dia 18, no Teatro Bradesco, no Rio de Janeiro. A festa de gala organizada pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) coroou a nadadora Ana Marcela Cunha, tetracampeã do Circuito Mundial, e o canoísta Isaquias Queiroz, campeão mundial nas provas C1 500m e C2 500m como os Melhores Atletas do Ano em 2018. Durante a cerimônia, foram relembrados grandes momentos do Time Brasil ao longo dos últimos 20 anos, tempo em que o PBO é realizado, e homenageados nomes históricos do esporte brasileiro.

“Estamos hoje reunidos para celebrar a 20ª edição do Prêmio Brasil Olímpico, um momento muito simbólico para nós. Não apenas para homenagear os principais resultados dos atletas brasileiros em 2018, como para lembrar das grandes conquistas das últimas duas décadas e que seguem inspirando a todos nós. É a partir desses exemplos que construiremos o nosso futuro. Um futuro que precisa ser escrito a cada dia, com coragem e vontade de vencer. Com vontade de se reinventar sempre”, disse Paulo Wanderley, presidente do COB, em seu discurso.

A escolha dos vencedores do Troféu de Melhor Atleta do Ano foi realizada por um júri formado por jornalistas, dirigentes, ex-atletas e personalidades do esporte. Além dos vencedores, concorreram ao troféu de melhor do ano Ana Sátila (canoagem slalom) e Marta (futebol), no feminino, e Gabriel Medina (surfe) e Pedro Barros (skate), no masculino.

Em 2018, Ana Marcela Cunha conquistou o tetracampeonato do Circuito Mundial de Maratonas Aquáticas. Ao longo do ano, a baiana de 26 anos venceu duas etapas da competição, em Belafontured, na Hungria, e em St Lac Jean, no Canadá; além de um segundo lugar na etapa de Victoria, em Seychelles; e duas provas como terceiro em Chun’an, na China, e em Abu Dhabi. Antes, Ana Marcela já havia vencido nas temporadas de 2010, 2012 e 2014. Vencedora do Prêmio Brasil Olímpico de Melhor Atleta do Ano em 2016, Ana Marcela ainda dominou o Campeonato Sul-americano com três medalhas de ouro e garantiu a vaga do Brasil nos Jogos Pan-americanos Lima 2019.

“Achei que dessa vez, concorrendo com a Marta e a Ana Sátila eu não fosse levar. Mas isso não quer dizer que eu sou a melhor. Acho que todo mundo que chegou como o melhor da sua modalidade merece esse prêmio. Essa é a minha segunda conquistando o PBO e estou muito feliz de estar aqui de novo. Obrigada”, disse Ana Marcela, que esse ano passou a morar no Rio de Janeiro, em um projeto do COB para ela e seu técnico Fernando Possenti, que também foi premiado no PBO.

Vencedor do Prêmio Brasil Olímpico de Melhor Atleta do Ano em 2015 e 2016, o baiano Isaquias Queiroz chegou ao tri com um grande desempenho em 2018. Na principal competição do ano, o pupilo de Jesus Morlán, que faleceu em novembro, conquistou mais três medalhas em Campeonatos Mundiais, chegando a dez na história da competição. Em Montemor-o-Velho, Portugal, conquistou o ouro no C1 500m e no C2 500 metros, ao lado de Erlon Souza, e o bronze na prova olímpica de C1 1000m.

“Agradeço ao COB e a todos que votaram. Competir com atletas como Gabriel Medina e Pedro Barros é uma honra. Foi um ano de muitas conquistas, mas também de muita perda. Vocês estão me vendo aqui, e muitas vezes as pessoas só vêem o atleta, mas não sabem a organização que está por trás. Perdemos há um mês o nosso treinador, Jesus Morlán. Um cara que, sem ele, eu não teria os resultados que consegui na minha carreira. Ele levantou a canoagem brasileira. Agradeço a toda minha equipe e a todos que me apoiaram até aqui”, ressaltou Isaquias, que seguirá treinando em Lagoa Santa, no projeto idealizado por Jesus Morlán e apoiado pelo COB.

O voto popular deu a Henrique Avancini o prêmio de Atleta da Torcida. O ciclista teve 73,5% dos votos. Nascido em Petrópolis (RJ), Henrique Avancini fez de 2018 seu melhor ano desde que começou a pedalar, duas décadas atrás. Em agosto, entrou para a história ao conquistar o título mundial de mountain bike maratona. Também conseguiu o segundo posto no ranking masculino de mountain bike da União Ciclística Internacional (UCI) e o 4º lugar geral do campeonato mundial de Cross-Country (XCO), a modalidade olímpica do esporte – três feitos inéditos na história do ciclismo brasileiro. em outubro, ganhou mais uma edição da ultramaratona Brasil Ride, na Bahia, coroando um ano espetacular. 

“Esse momento é super especial para mim. Vai muito além do reconhecimento de uma conquista pessoal ou de um título meu. Acho que esse momento mostra a força da comunidade da bicicleta no Brasil. Então, isso para mim tem um significado enorme. Desde que eu comecei no esporte, a bicicleta gerou tantas coisas boas na minha vida. Não quero dizer que o meu esporte seja melhor que o das outras feras aqui, mas preciso ressaltar a importância e a força da comunidade da bicicleta no nosso país. Obrigado!”, agradeceu Avancini.

Além dele, concorreram ao Atleta da Torcida: Ágatha e Duda (vôlei de praia), Arthur Zanetti (ginástica artística), Bruno Fratus (natação), Bruno Rezende (vôlei), Eduarda Amorim (handebol), Érika Miranda (judô), Gabriel Medina (surfe), Henrique Avancini (ciclismo mountain bike), Letícia Bufoni (skate) e Marta (futebol).

Um dos pontos altos da cerimônia foi a entrega do Troféu COI para o técnico de judô Geraldo Bernardes. Em 2018, a premiação teve o tema “Olimpismo em ação”, destinado a pessoas que tenham promovido a atividade física, a educação e o desenvolvimento por meio do esporte, a igualdade de gêneros e a ajuda aos refugiados por meio do esporte. O mentor Rafaela Silva, campeã olímpica na Rio 2016, e de Flávio Canto, bronze em Atenas 2004, foi um dos fundadores do Instituto Reação que já atendeu mais de 10 mil crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social, e orientou os judocas refugiados, Yolande Bikasa e Popole Misenga, tanto no clube quanto nos Jogos Rio 2016.

“Conquistar esse prêmio é uma honra muito grande, além de uma grande emoção. Preciso agradecer ao Paulo Wanderley, ao presidente do COI, Thomas Bach, que me deu a honra de ser o técnico da equipe de Refugiados nos Jogos Rio 2016, e me permitiu participar da minha quinta edição dos Jogos Olímpicos. Agradecer também à minha esposa e a todos os meus companheiros do Instituto Reação. Esse prêmio é do pessoal do Reação também”, garantiu Bernardes.

Além de Geraldo, um dos treinadores brasileiros mais vitoriosos da história, o COB também recordou o legado de dois grandes líderes, falecidos recentemente, durante o PBO 2018. O Troféu de Melhor Técnico Individual se chamou Troféu Jesus Morlán e foi entregue a Fernando Possenti, técnico de Ana Marcela Cunha, ouro na Copa do Mundo de Maratona Aquática em 2018, pelos canoístas Isaquias Queiroz e Erlon Souza. 
Já o Troféu de Melhor Técnico de Esportes Coletivos foi nomeado Troféu Bebeto de Freitas. Renan Dal Zotto, comandante da seleção masculina de vôlei vice-campeã mundial na temporada, recebeu o troféu das mãos de Jorge Barros, o Jorjão, auxiliar técnico de Bebeto durante grande parte de sua carreira.

“É um orgulho e uma emoção muito grande estar aqui nesse evento, que se transforma em um Templo do esporte brasileiro. Preciso agradecer a cada atleta, cada jogador que acreditou no nosso trabalho, nas longas e cansativas viagens, cada membro da comissão técnica e de toda equipe multidisciplinar. E, nesse momento, quero deixar um registro forte, que a pessoa que mais me preparou para ser jogador foi o Bebeto de Freitas. Muito obrigado por esse prêmio”, ressaltou Renan.

Como já é tradição, um dos momentos mais emocionantes do PBO 2018, foi a entrega do Troféu Adhemar Ferreira da Silva a Jackie Silva, do vôlei de praia. Primeira medalhista olímpica do esporte feminino brasileiro, com o ouro nos Jogos Olímpicos de Atlanta 96, ao lado de Sandra Pires, a levantadora titular da seleção nos Jogos de Moscou 1980 e Los Angeles 1984 foi homenageada por representar valores como coragem, espírito de liderança e eficiência.

“Quero falar o quanto estou honrada e feliz. Esse prêmio é um reconhecimento do que os atletas fazem pelo nosso país. Muitos atletas já ganharam, e esse é o reconhecimento da minha história no voleibol. Esse prêmio é um símbolo de mudança para o esporte nacional, de uma nova era do COB. Tudo que aconteceu antes não era em causa própria. Era uma luta pelo direito das mulheres. Hoje, o que quero pedir, é que, daqui em diante, nenhuma mulher passe por isso”, disse Jackie Silva, que atualmente se dedica à preparação de novos atletas de alto rendimento em sua escolinha e a um projeto social em um CIEP de Duque de Caxias, região metropolitana do Rio.

O COB também entregou estatuetas para os melhores atletas dos Jogos Escolares da Juventude 2018, que foram realizados em Natal, em novembro. Na etapa 12 a 14 anos, foram escolhidos Giulia Takahashi, do Tênis de Mesa, e Luan Gomes, do Badminton. Na etapa 15 a 17 anos, os premiados foram João Paulo Silva, da Natação, e Thayane Lemos, do Judô.

O PBO 2018 fez ainda uma homenagem aos medalhistas nos Jogos Olímpicos da Juventude Buenos Aires 2018 e premiou os melhores do ano em 51 modalidades olímpicas.

As celebrações ao passado de glórias começaram ainda antes da cerimônia com o lançamento do Hall da Fama do COB, homenageando personagens que contribuíram de maneira marcante com o esporte olímpico brasileiro, promovendo o olimpismo e inspirando novas gerações. O Hall da Fama foi lançado em grande estilo. Os primeiros atletas a deixarem suas marcas eternizadas foram Torben Grael (vela), dono de cinco medalhas olímpicas; a dupla Sandra Pires e Jackie Silva (vôlei de praia), primeiras mulheres brasileiras a ganharem ouro nos Jogos; e Vanderlei Cordeiro de Lima (atletismo), único brasileiro a receber a medalha Pierre de Coubertin, maior honraria do Comitê Olímpico Internacional.

Conheça os vencedores em cada modalidade do Prêmio Brasil Olímpico 2018:

Atletismo: Darlan Romani
Badminton: Ygor Coelho
Basquete: Yago Mateus
Basquete 3x3: Luiz Felipe Soriani
Beisebol: Felipe Burin 
Boxe: Beatriz Ferreira
Canoagem Slalom: Ana Sátila
Canoagem Velocidade: Isaquias Queiroz
Ciclismo BMX (Freestyle): Leandro Neto 
Ciclismo BMX (Racing): Anderson Ezequiel de Souza Filho (Andinho) 
Ciclismo Estrada: Vinicius Rangel Costa 
Ciclismo Mountain Bike: Henrique Avancini 
Ciclismo Pista: Kacio Fonseca da Silva Freitas
Desportos na Neve: Jaqueline Mourão
Desportos no Gelo: Isadora Williams
Escalada Esportiva: Thais Makino Shiraiwa 
Esgrima: Alexandre Camargo 
Futebol: Marta Silva
Ginástica Artística: Arthur Zanetti
Ginástica Trampolim: Camilla Gomes
Ginástica Rítmica: Natália Gaudio
Golfe: Luiza Altmann
Handebol: Eduarda Amorim
Hipismo adestramento: João Victor Oliva 
Hipismo CCE: Márcio Carvalho Jorge
Hipismo saltos: Pedro Veniss      
Hóquei sobre grama: Rodrigo Faustino            
Judô: Érika Miranda
Karatê: Vinicius Figueira
Levantamento de pesos: Fernando Saraiva Reis
Maratona Aquática: Ana Marcela Cunha
Nado Artístico: Maria Clara Lobo
Natação: Revezamento (Pedro Spajari /Gabriel Santos/Marcelo Chierighini/Marco Antonio Ferreira Junior)
Pentatlo moderno: Maria Iêda Guimarães
Polo Aquático: Gustavo Guimarães
Remo: Uncas Tales Batista
Rugby: Bianca dos Santos Silva
Saltos Ornamentais: Ingrid de Oliveira
Skate: Pedro Barros 
Softbol: Fernanda Ayumi Missaki
Surfe: Gabriel Medina 
Taekwondo: Edival Pontes (Netinho)
Tênis: Marcelo Melo
Tênis de mesa: Hugo Calderano 
Tiro com arco: Marcus Vinícius D´Almeida 
Tiro esportivo: Julio Almeida 
Triatlo: Manoel Messias 
Vela: Martine Grael e Kahena Kunze 
Vôlei:  Douglas Souza
Vôlei de praia: Agatha Bednarczuk / Duda Lisboa
Wrestling: Laís Nunes

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O esporte como canal de inclusão e prática da caridade

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17 de mai de 2018

O Ginásio Poliesportivo da Sociedade Esportiva Palmeiras, na zona Oeste, estava repleto de familias na noite do sábado, 12, não para um evento esportivo, mas para uma celebração eucarística. O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, presidiu a missa em ação de graças por uma iniciativa solidária realizada pelo clube, que rendeu mais de 30 toneladas de alimentos, distribuídos a diversas instituições de caridade ligadas à Igreja Católica em São Paulo.

ESPORTE E FÉ

O clube há muitos anos, com o apoio da Igreja Católica, realiza diversas atividades pastorais em sua sede social, reunindo famílias inteiras por meio dos sacramentos. As missas acontecem nas dependências do clube desde a década de 1980.

Com o auxílio das Paróquias São Geraldo e Nossa Senhora do Rosário de Pompeia, na Região Episcopal Sé, o Palmeiras realiza missas dominicais e oferece o sacramento do Batismo e Catequese de primeira Eucaristia a crianças e adolescentes, organizados pelo Departamento de Cultura e Arte.

Na homilia, o Cardeal Odilo Scherer destacou o poder do esporte em unir pessoas e formar grupos: “O esporte, de fato, é cada vez mais reconhecido como uma das muitas possibilidades boas presentes na sociedade atual. Uma das muitas e expressivas iniciativas de convívio que agregam, congregam e mobilizam a sociedade”.

O Arcebispo de São Paulo expressou sua felicidade pelo gesto de caridade realizado pelo clube em favor da Pastoral do Menor e de outras instituições da Arquidiocese de São Paulo: “O gesto que vocês realizaram mostra, realmente, que com o esporte é possível realizar muitas coisas boas, também para o convívio social”.

Dom Odilo reiterou que no esporte todos são chamados a se alegrar juntos em prol de iniciativas boas na sociedade: “Que Deus ajude para que o esporte uma sempre mais a comunidade e a família humana. Mesmo com os vários grupos de familias e várias torcidas, que prevaleça o senso da grande família humana que se encontra e se solidariza”, concluiu.

Durante a celebração, a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida foi conduzida por integrantes do clube. No momento de ofertório, alimentos entraram, juntamente com a bandeira do Palmeiras. Crianças atendidas pelos projetos sociais da Pastoral do Menor entraram com balões brancos, em forma de agradecimento.

“Destacamos o compromisso da família Palmeiras em propagar a solidariedade entre os seus associados e torcedores, o que ficou provado nas mais de 30 toneladas de alimentos arrecadados e destinados a diversas instituições carentes atendidas pela Pastoral do Menor”, declarou Maurício Galiotte, presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras, que participou da celebração, acompanhado de sua família e de membros da diretoria do clube.

SOLIDARIDADE

No dia 7 de abril, no Allianz Parque, 35 mil torcedores acompanharam o último treino do Verdão antes da decisão do Campeonato Paulista. Os ingressos foram trocados por 1kg de alimento (arroz, feijão, macarrão ou um litro de leite ou de óleo). Um mutirão de voluntários – que reuniu funcionários do Palmeiras, membros da diretoria e integrantes da Pastoral do Menor - organizou as doações.

No total, 31 instituições foram beneficiadas pelas doações em toda Arquidiocese de São Paulo, como o Arsenal da Esperança, a Comunidade Aliança da Misericórdia, o Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, a Missão Belém e a Pastoral do Povo de Rua, além dos Seminários de Filosofia e Propedêutico da Arquidiocese e da Pastoral do Menor nas Regiões Episcopais Bélem, Brasilândia, Lapa e Santana.

Nos projetos relacionados são atendidas diariamente 6,8 mil pessoas (crianças, adolescentes, população em situação de rua e idosos). São oferecidas em média três refeições diárias (café da manhã, almoço e jantar), chegando a quantia de 20.400 refeições diárias.

PRESENTE DE DEUS

“Louvamos a Deus por essa iniciativa que gera vida, unidade, compromisso, pois se todos nós como Igreja, como cristãos, fizéssemos mais ações desse tipo, muitas pessoas não estariam passando fome”, afirmou Bruna Mariana Costa, em entrevista ao O SÃO PAULO.

Missionária da Comunidade Aliança da Misericórdia, Bruna disse que o recebimento das doações foi um grande presente de Deus, pois muitas crianças, adolescentes e idosos foram beneficiados, e as dispensas estão cheias.

Bruna destacou a parceria com a Pastoral do Menor, que vem contribuindo muito para as ações da comunidade com crianças e adolescentes que lutam pelos seus direitos de ter uma infância, de brincar e de ter uma família.

“O corpo de Cristo tem vários membros e cada um tem a sua função, e como é bonito ver que um completa o outro, que uma comunidade completa outra. Se nós trabalharmos juntos, nós podemos instaurar esse reino de amor, que o Senhor mesmo nos convida a viver”, concluiu a Missionária.

PAPA FRANCISCO

O Papa Francisco, declarado torcedor do clube argentino San Lorenzo, é conhecido pelo amor que tem pelo futebol, e, pelas constantes delegações esportivas que recebe no Vaticano. Ele já declarou que o esporte é uma das atividades que pode “enriquecer” a vida das pessoas de todo o mundo sem diferenciação de credo, nacionalidade ou etnia.

“Quando as pessoas lutam para criar uma sociedade mais justa e transparente, estão colaborando com a obra de Deus. No esporte, como na vida, é importante lutar pelo resultado. Mas jogar bem e com lealdade é ainda mais importante”, declarou o Pontífice na abertura da primeira Conferência Global sobre Fé e Esporte, realizada em outubro de 2016, no Vaticano, intitulada de “O esporte a serviço da fé”.

Na ocasião, o Papa destacou que o esporte tem o poder de incluir quem é marginalizado pela sociedade, relembrando sua luta pelo fim da “cultura do descarte” e pela inclusão mais humana dos mais pobres.

“Todos conhecem o entusiasmo das crianças que jogam com uma bola murcha ou feita de trapos nos subúrbios de algumas grandes cidades ou pelas ruas de pequenas localidades”, disse Francisco.

“Quero encorajar a todos - instituições, sociedades esportivas, centros educativos e sociais, comunidades religiosas- para trabalhar juntos para que essas crianças possam chegar ao esporte em condições dignas, especialmente, para aqueles que são excluídos por causa da pobreza”, concluiu o Pontífice.

(Com informações da Sociedade Esportiva Palmeiras, Vatican News e IG)

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Papa envia mensagem para a Olimpíada de Inverno em PyeongChang

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08 de fevereiro de 2018

“Que as Olimpíadas de Inverno sejam uma grande festa da amizade e do esporte.” Estes foram os votos do Papa Francisco aos atletas de 92 países que a partir de sexta-feira, 9, disputam os Jogos Olímpicos Invernais na cidade de PyeongChang, na Coreia do Sul.

Ao final da audiência da quarta-feira, 7, o Pontífice recordou que a tradicional trégua olímpica este ano adquire uma importância especial, pois as delegações das duas Coreias desfilarão juntas sob uma única bandeira e competirão como um único time.

“Este fato é uma esperança num mundo em que os conflitos sejam resolvidos pacificamente com o diálogo e no respeito recíproco, como também o esporte ensina a fazer”, disse o Papa.

Francisco saudou o Comitê Olímpico Internacional (COI), os atletas que participam das Olimpíadas, as autoridades e o povo da península da Coreia: “Acompanho todos com a oração, enquanto renovo a empenho da Santa Sé em apoiar toda iniciativa útil em favor da paz e do encontro entre os povos. Que estas Olimpíadas sejam uma grande festa da amizade e do esporte! Que Deus os abençoe e os proteja!”

A 23ª edição de Jogos Olímpicos de Inverno será realizada de 9 a 25. Um acordo com a Coreia do Norte permitiu levar 22 atletas para o Sul.

Já o Brasil será representado por uma delegação formada por nove atletas e mais um reserva. As modalidades com brasileiros na disputa são patinação artística, bobsled, esqui cross-country e snowboard.

(Com informações de Vatican News)

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Em busca da paz, esporte une as Coreias e o mundo

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29 de janeiro de 2018

Após meses de crescente tensão militar entre os dois vizinhos, a Coreia do Norte decidiu retomar o diálogo com a Coreia do Sul, o que não acontecia desde dezembro de 2015. Nesse diálogo histórico, foi revelada a intenção dos nortecoreanos de enviar uma delegação de atletas aos Jogos Olímpicos de Inverno, que terão início em 9 de fevereiro, no condado sul-coreano de PyeongChang. 

“A Trégua Olímpica é tão relevante atualmente como era nos tempos antigos. Mais do que nunca, o mundo precisa do espírito olímpico de paz e solidariedade”, afirmou Thomas Bach, Presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI).

COREIA DO NORTE NOS JOGOS DE INVERNO

No sábado, 20, foi realizada uma reunião entre os representantes dos dois países, na sede do COI, em Lausanne, na Suíça, na qual o Comitê autorizou o envio da delegação de atletas norte-coreanos, por meio da assinatura da “Declaração Olímpica na Península da Coreia”. 

“Os Jogos Olímpicos nos mostram o que o mundo poderia parecer se fôssemos guiados pelo espírito olímpico de respeito e compreensão - essa é a mensagem olímpica que PyeongChang está prestes a transmitir ao mundo”, afirmou Bach. 

A Coreia do Norte enviará 22 atletas, que irão competir em três esportes: esqui, patinação artística e hóquei sobre gelo - que pela primeira vez na história terá uma seleção feminina mista, com atletas dos dois países. Também ficou acordado que os atletas da Coreia do Sul e os da Coreia do Norte marcharão juntos sobre uma mesma bandeira na cerimônia de abertura.

AS COREIAS EM JOGOS OLÍMPICOS

As Coreias que estiveram em guerra entre 1950 e 1953, mais uma vez decidiram se unir pelo esporte. A Coreia do Sul participou pela primeira vez das Olimpíadas em 1948, e enviou participantes em todos os Jogos de Verão desde então, com exceção de 1980, em Moscou, na Rússia. 

Nos Jogos de Inverno, os sul-coreanos participaram de todas as edições desde 1948, com exceção de 1952 em Oslo, na Noruega. Os atletas conquistaram um total de 246 medalhas, somadas as participações nos Jogos Olímpicos. 

A primeira participação da Coreia do Norte nas Olimpíadas de Inverno foi em 1964, e a partir de 1972 participou dos Jogos de Verão. O País esteve em quase todos os Jogos, exceto em 1984, em Los Angeles, nos Estados Unidos, e em 1988, em Seul, capital da Coreia do Sul. 

Já nos Jogos de Inverno, os nortecoreanos não mantiveram a mesma fre- quência, tendo apenas sete participações nas últimas 12 edições. Os atletas conseguiram um total de 43 medalhas, somadas as participações nos Jogos. 

TRÉGUA OLÍMPICA 

A Trégua Olímpica não se limita ao recente diálogo entre as Coreias, mas é uma tradição que tem origem na Grécia antiga, berço dos Jogos Olímpicos em 776 a.C. Junto com os Jogos, surgiu o primeiro tratado de paz que se tem registro, prevendo que sete dias antes e sete dias depois dos Jogos Olímpicos qualquer guerra ou disputa estava proibida. Assim, atletas e espectadores podiam viajar para Olimpíada para participar das festividades e voltar para casa em segurança. 

Em 1896, ocorreram em Atenas os primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, por iniciativa do francês Barão Pierre de Coubertin, que esperava que os Jogos ajudassem a fomentar a comunicação e a paz internacional. Foi o renascimento dos Jogos, interrompidos na Grécia antiga.

Uma parceria da ONU com o COI negociou o retorno da tradição da Trégua Olímpica, permitindo, assim, que os atletas da extinta Iugoslávia, que enfrentava uma guerra civil, participassem dos Jogos em Barcelona, na Espanha, em 1992.

“Desde a Antiguidade, o esporte age pela paz. Os Jogos Olímpicos da Antiguidade foram criados, e, para o deslocamento, alojamento e retorno ao lar dos atletas, espectadores e comerciantes, foi instituída a Trégua Olímpica.” afirmou Marcos Wilson, colaborador da Pastoral do Esporte da Arquidiocese do Rio de Janeiro durante os Jogos Rio 2016.

Em outubro de 2015, a Assembleia Geral da ONU aprovou a observação da Trégua Olímpica durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, juntamente com a resolução “Esporte para o desenvolvimento e a paz: construindo um mundo mais pacífico e melhor por meio do esporte e do ideal olímpico”. 

“A resolução foi apoiada por 180 dos 193 países membros da ONU, e teve como fato mais relevante o apelo para a ajuda dos países membros para identificar os atletas de alto rendimento que se encontram em situação de refugiados.” concluiu Marcos Wilson.

(Com informações de G1, Agência Brasil, Univesp, ONU e COI) (Colaborou: Daniel Gomes)
 

 

 

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SP recebe 93º edição da Corrida Internacional de São Silvestre

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30 de dezembro de 2017

A 93ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, principal prova de rua da América Latina, acontece no domingo, 31, como de costume. Cerca de 30 mil pessoas se inscreveram na prova.  

SAIBA QUEM FOI SÃO SILVESTRE

O percurso deste ano teve ajustes para aumentar a área de dispersão, a largada será a partir das 8h20, na avenida Paulista, altura da rua Frei Caneca, a chegada será em frente ao prédio da Fundação Cásper Líbero.

No centro, na região do Largo do Arouche. Saíram do percurso as ruas Sete de Abril e Dr. Bráulio Gomes. O percurso de 15 km foi implantado em 1991.

Em uma edição repleta de atrações do exterior como os sempre favoritos quenianos, o atletismo brasileiro também estará forte, com destaque para o mineiro Giovani dos Santos, que garantiu um lugar no pódio nas últimas seis edições, e Tatiele de Carvalho, sétima em 2016 sendo a melhor brasileira.

(Com informações de Gazeta Esportiva)

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Cuide-se antes de correr na estação das flores

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