Arquidiocese reúne comissões regionais de coordenação do sínodo

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15 de abril de 2019

Os membros das comissões regionais de coordenação do sínodo arquidiocesano reuniram-se com o Cardeal Odilo Scherer, Arcebispo Metropolitano, na noite da segunda-feira, 8, para reforçar a preparação das atividades que serão realizadas durante este ano.

O Arcebispo, em primeiro lugar, pediu que houvesse um breve relato do andamento da abertura celebrativa do sínodo em cada região episcopal, ocorrida no dia 30 de março. Em todos os relatos, houve unanimidade sobre o proveitoso momento, que reuniu centenas de pessoas para dar início, com muita oração, reflexão e ânimo, às tarefas que ocorrerão durante cada uma das quatro sessões do sínodo nas regiões episcopais.

Dom Odilo elencou os artigos do Regulamento do sínodo para esta etapa regional, bem como os encaminhamentos a serem observados para cada sessão. Ele frisou a necessidade de os participantes terem sempre à mão o livreto do Instrumento de Trabalho do sínodo, a fim de que todos se preparem, individual e coletivamente, para que as sessões atinjam seus objetivos, e, assim, a região episcopal possa documentar todo o seu trabalho por meio de relatórios a serem elaborados ao fim de cada sessão, que deverão ser arquivados. As conclusões, no fim deste ano, serão repassadas à Secretaria-Geral do sínodo para que sejam aprofundadas em 2020, na etapa arquidiocesana.

Durante o encontro, o Cardeal Scherer também fez questão de ouvir e fazer com que os presentes acompanhassem como os vicariatos ambientais da Educação e e da Universidade, e o da Comunicação irão se estruturar para suas atividades neste ano.

Dom Carlos Lema Garcia, Vigário Episcopal para a Educação e Universidade, destacou que o Vicariato realizou uma pesquisa específica para a realidade do mundo da educação e da universidade, que servirá de base para aprofundamentos futuros.

Dom Devair Araújo da Fonseca, Vigário Episcopal para a Pastoral da Comunicação, ressaltou que os encontros de levantamento da realidade da Igreja em São Paulo em relação ao mundo da comunicação farão com que o Vicariato desenvolva atividades específicas durante o ano, de tal forma que as reflexões e propostas que surgirem serão, também, documentadas e enriquecerão a etapa arquidiocesana de 2020.

 

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Coordenações de pastoral são instruídas para o 2º ano da caminhada sinodal

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15 de abril de 2019

No sábado, 6, as coordenações de pastoral de toda a Arquidiocese de São Paulo reuniram-se no Centro Pastoral São José do Belém para um primeiro encontro neste ano.

Impulsionados pela etapa regional do sínodo arquidiocesano, agentes de pastoral, leigos, consagrados, membros de movimentos e novas comunidades, coordenadores de pastoral regionais, coordenadores de setor e responsáveis pela formação acadêmica dos candidatos aos ministérios ordenados tiveram a oportunidade de se aprofundar nos encaminhamentos que estão estruturados para a continuidade desta segunda etapa do sínodo.

Por meio do Instrumento de Trabalho do sínodo para o nível regional, Padre José Arnaldo Juliano dos Santos, Assessor Teológico para o sínodo arquidiocesano, discorreu sobre a importância de todos estarem inteirados sobre as sessões do sínodo nas regiões, verificando o que lhes cabe para o bom andamento dos trabalhos que serão desenvolvidos de agora em diante.

Calcado nos documentos da Igreja, particularmente os vinculados ao Concílio Vaticano II, Padre José Arnaldo frisou a razão da temática do sínodo ser “caminho de comunhão, conversão e renovação missionária”, assim firmando os diversos empenhos pastorais no princípio da unidade na diversidade, que tanto caracterizam a vida pastoral da Igreja.

Outro momento de aprofundamento foi propiciado por Dom Devair Araújo da Fonseca, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia. Tendo nas mãos a publicação da pesquisa e do levantamento interno nas paróquias, o Bispo, retomando diversos itens desses documentos, demonstrou que há um imenso valor técnico neles sobre a realidade atual da Igreja Católica em São Paulo.

Pontuando vários dados pesquisados e levantados em cada paróquia, Dom Devair foi contundente ao afirmar o quanto a Igreja precisa se atualizar para encarar vigorosamente os imensos desafios da metrópole. “Há dados preocupantes sobre o decréscimo na participação da vida sacramental e pastoral da Igreja”, acentuou Dom Devair. Porém, por outro lado, “há motivos para, conhecendo melhor os desafios e as possibilidades deste momento, lançar um novo vigor sobre a ação evangelizadora da Igreja nesta grande cidade”, afirmou.

 

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Arquidiocese realiza encontro sobre música sacra litúrgica

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12 de abril de 2019

Com a citação “Recitai entre vós salmos e cânticos espirituais. Cantai e celebrai de todo coração os louvores do Senhor” (Ef 5,19), a Comissão Arquidiocesana de Liturgia (CAL), que tem como Assistente Eclesiástico o Padre Helmo Cesar Faccioli, realizou no sábado, 6, o primeiro Encontro Arquidiocesano de Canto Litúrgico, no Centro Pastoral São José, no bairro do Belém.

Participaram cerca de 180 pessoas ligadas à música sacra litúrgica que atuam nas celebrações das paróquias da Arquidiocese de São Paulo.

Após a oração inicial e a acolhida conduzida pelo Padre Helmo, o Padre Luiz Eduardo Baronto, Cura da Catedral Metropolitana de São Paulo, professor e especialista em Liturgia, assessorou a primeira parte do encontro.

Padre Baronto indicou que as músicas litúrgicas são feitas para Deus, por Deus e em oração, e que estão sintonizadas obrigatoriamente com o Ano Litúrgico.

A música está ligada também ao rito, por exemplo, do Batismo, das Ordenações ou das Exéquias. Desse modo, as equipes de música das paróquias não podem determinar os cantos das celebrações longe das equipes de Liturgia. A decisão, tendo como base a Liturgia, deve ser conjunta.

Na segunda parte do encontro, a assessoria foi prestada pelo Maestro Delphim Porto, da São Paulo Schola Cantorum. Ele desenvolveu os “Princípios do Canto na Liturgia”, baseados na Retórica Sacra.

A terceira e última parte da atividade foi destinada a orientações, recomendações e esclarecimento de dúvidas dos participantes.

A partir do encontro, a CAL irá providenciar um cadastro de contato com os responsáveis pela música litúrgica nas paróquias, capelas e comunidades da Arquidiocese de São Paulo.

 

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Papa afirma que educar exige amor

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10 de abril de 2019

No sábado, 6, o Papa Francisco concluiu uma série de audiências ao receber, na Sala Paulo VI, no Vaticano, cerca de 2,6 mil estudantes e professores do Colégio São Carlos de Milão, por ocasião dos seus 150 anos de atividades.

Fundada em Milão em 1869, trata-se de uma escola particular, cujo objetivo sempre foi “treinar almas ricas, com uma cultura saudável, preservando-as da falta de religião”. Um de seus alunos mais notáveis foi Achille Ratti, que depois se tornaria o Papa Pio XI.

No lugar do tradicional discurso, Francisco preferiu responder a algumas perguntas do público, formado por alunos, pais e professores.

 

DEUS NÃO FAZ DISTINÇÕES

A primeira pergunta foi feita pelo aluno Adriano: “O que nós e a escola podemos fazer concretamente pelas pessoas menos favorecidas que nós? Por que parece que Deus tem preferências?”

A resposta do Papa foi a seguinte: “Há perguntas que não têm nem terão respostas. Devemos nos habituar a isso (...). Somos nós quem fazemos distinções. Nós somos artífices das diferenças e, inclusive, diferenças de dor, de pobreza. Por que hoje no mundo existem tantas crianças famintas? Por que Deus faz esta distinção? Não! Quem o faz é o sistema econômico injusto.”

“Não se trata de ser comunista” – acrescentou Francisco –, “mas é o ensinamento de Jesus. Devemos sempre fazer perguntas incômodas. Nós cresceremos e nos tornaremos adultos com a inquietação no coração. E depois devemos estar conscientes de que somos nós que fazemos as distinções”.

 

CONCILIAR VALORES

A seguir, uma professora, Sílvia, disse ao Papa: “Como podemos transmitir melhor, aos nossos alunos, os valores enraizados na cultura cristã e conciliá-los com outras culturas?”

Francisco respondeu: “Aqui a palavra-chave é ‘enraizados’. E, para ter raízes, são necessárias duas coisas: consistência e memória. O mal de hoje, segundo os analistas, é – seguindo a escola de Bauman – a liquidez. (...) Regar as raízes com o trabalho, com o confronto com a realidade, mas crescer com a memória das raízes”.

 

EDUCAR COM AMOR

Uma terceira pergunta foi dirigida a Francisco por outra professora, Júlia: “Como nós, educadores e estudantes, podemos dar exemplo e testemunho da nossa nobre, mas difícil tarefa?”

Para o Papa, as palavras-chave são testemunho e sustento. O educador deve confrontar-se continuamente com a realidade, “sujar as mãos”, “arregaçar as mangas”. “O testemunho é não ter medo da realidade.” Já o sustento significa “doçura”. “Não se pode educar sem amor. Não é possível ensinar palavras sem gestos, e o primeiro gesto é o carinho: acariciar os corações, acariciar as almas. E a linguagem da carícia qual é? A persuasão. Educa-se não com escribas, não com segurança, mas com a paciência da persuasão. ”

 

'SÍNDROME DO NINHO VAZIO'

Por fim, a mãe de um aluno, Marta, também dirigiu sua palavra ao Papa, pedindo um parecer a respeito de como acompanhar e orientar seus filhos em suas escolhas futuras.

Francisco aconselhou os pais a não sofrerem da “síndrome do ninho vazio”. “Vocês, pais, não devem ter medo da solidão, não tenham medo! É uma solidão fecunda. E pensem nos muitos filhos que estão crescendo e estão fazendo outros ninhos, culturais, científicos, de comunhão política e social. É preciso proximidade com os filhos para ajudá-los a caminhar.”

Fonte: Vatican News
 

Francisco: ‘a Crisma é o sacramento da fortaleza, não do adeus à Igreja’

A tarde de domingo, 7, foi de oração, reflexão e festa para os fiéis da paróquia romana de São Júlio, situada no bairro de Monteverde, que recebeu a visita do Papa Francisco.

Ao responder a algumas perguntas, sendo uma delas a respeito das dúvidas acerca da fé, afirmou: “Devemos apostar numa coisa: na fidelidade de Jesus. Jesus é fiel, o único totalmente fiel. Não devemos ter medo da fidelidade”, disse o Papa a uma animadora catequética.

“Ensine os jovens a duvidar. Em Roma, diz-se que a Crisma é o sacramento do adeus; isso acontece porque os jovens não sabem como administrar as dúvidas. Mas a Crisma deve ser o sacramento da fortaleza que o Espírito Santo nos dá.”

O Papa confidenciou que chegou a duvidar da fé diante das calamidades e dos acontecimentos de sua vida, mas afirmou que não se sai sozinho das dúvidas, que é necessário a companhia de uma pessoa que ajude a ir avante, além da intimidade com Jesus.

Fonte: Vatican News
 

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Dom Odilo participa de encontro sobre católicos com responsabilidades políticas

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09 de abril de 2019

A cidade de Assunção, no Paraguai, sedia até sexta-feira, 12, o “Encontro de católicos com responsabilidades políticas a serviço dos povos latino-americanos”. Esse momento de diálogo entre políticos, bispos e cardeais engajados no âmbito da ação de políticas públicas no Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile.

A iniciativa é do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam) e da Pontifícia Comissão para a América Latina (CAL) e dá sequência às reflexões do encontro do Celam realizado em Bogotá, na Colômbia, em dezembro de 2017, que buscou renovar a consciência sobre a importância da presença e contribuição de discípulos e missionários da vida pública”. Também responde a um chamado do Papa Francisco ao laicato católico para que tome parte ativa na vida e nos destinos de seus países e povos.

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, participa do evento que tem como objetivo de propiciar o compartilhamento de experiências, testemunhos e reflexões sobre a ação dos leigos católicos que assumem responsabilidades públicas a serviço dos povos latino-americanos, ao mesmo tempo que estes se colocaram em atitude de escuta e diálogo com os bispos e cardeais.

Nesse sentido, acontecerão dois painéis significativos: um sobre “O que dizem os políticos aos pastores?”, e outro sobre “O que dizem os pastores aos políticos?”.

Nos três dias de evento, os participantes irão refletir sobre a realidade democrática dos países do Cone Sul, as prioridades e desafios para uma política democrática segundo o magistério do Papa Francisco e do Episcopado Latino-Americano, e a regeneração da vida política, a partir da contribuição da Igreja, do diálogo, do pluralismo político e da Doutrina Social da Igreja.

A expectativa dos organizadores é que no encontro sejam tratados pontos fundamentais como: os desafios da identidade, unidade e integração latino-americanas; custo de vida; Matrimônio e família; importância da educação; crescimento econômico com justiça e igualdade; inclusão dos setores marginalizados e “descartados”; políticas para o pleno emprego; reabilitação da dignidade da política e da promoção de participação popular; cuidado da casa comum em sua ecologia natural e humana; combate contra o narcotráfico, corrupção e violências; construção da paz e das convergências nacionais e populares em favor do bem comum.

 

Entre os expositores do encontro estão o Cardeal Rubén Salasar Gómez, Arcebispo de Bogotá e Presidente do Celam; o Cardeal Marc Ouellet, Presidente da Comissão Pontifícia para a América Latina; o professor Rodrigo Guerra, membro do Dicastério da Santa Sé para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral; e o senhor José Antonio Rosas, Diretor da Academia de Formação de Líderes Católicos.

Na quinta-feira, 11, os participantes irão peregrinar ao Santuário Nacional de Caacupé, onde serão recebidos por Dom Ricardo Valenzuela Rios.  

 (Com informações da Conferência Episcopal Paraguaia)
 

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Unir forças contra a chaga dos abusos

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27 de fevereiro de 2019

Responsabilidade, prestação de contas e transparência. Estes são os três pilares que devem nortear a ação da Igreja diante da chaga dos abusos sexuais contra menores e vulneráveis perpetrados por membros do clero. Um problema com o qual todos nós preferíamos não ter de lidar – igrejas, escolas, clubes, famílias, jornalistas –, mas que, a pedido do Papa Francisco, foi objeto de profunda reflexão entre 21 e 24 de fevereiro, no Vaticano.

O encontro intitulado “A proteção de menores na Igreja” reuniu 190 participantes, entre eles 112 bispos presidentes de conferências episcopais, além de especialistas e superiores religiosos e religiosas. O objetivo era claro: reconhecer o problema e encontrar meios para enfrentá-lo, com abertura e coragem, de forma conjunta e concreta. O evento também teve uma comovente liturgia penitencial, na qual pediram perdão pelos próprios pecados e por aqueles cometidos por outros membros da Igreja.

Uma série de fortes testemunhos de vítimas reforçou o caráter humano e urgente do tema. “Não podemos ignorar a voz das vítimas”, disse o Arcebispo de Malta, Dom Charles Scicluna, um dos principais organizadores. “Sem ouvir as narrativas das vítimas, você jamais compreenderá a gravidade do problema”, acrescentou. “Nossa falta de respostas ao sofrimento das vítimas, a ponto de rejeitá-las e acobertar o escândalo para proteger os abusadores e a instituição, dilacerou o nosso povo, deixando uma ferida profunda na nossa relação com aqueles a quem somos enviados para servir”, completou.

 

DA REAÇÃO Á AÇÃO

Também para o Papa, as vítimas são uma manifestação do Cristo crucificado. Para passar a uma postura proativa – em vez de reativa – participantes do encontro manifestaram ser essencial priorizar as vítimas, acolhendo-as, ouvindo-as e dando a elas o apoio e as informações necessárias para seguir em frente. Esse foi um dos pontos em uma lista com 21 tópicos de reflexão que o Papa entregou aos participantes no primeiro dia.

É preciso colocar-se “à escuta do Espírito Santo, e com docilidade à sua orientação, escutarmos o grito dos pequenos que pedem justiça”, disse. Em breve discurso de abertura, na quinta-feira, 21, Francisco afirmou que enfrentar os abusos com “medidas concretas” é uma responsabilidade pastoral e eclesial, “que nos obriga a discutir juntos, de maneira sinodal, sincera e aprofundada”. Embora já existam diretrizes, o encontro sinaliza uma ação coletiva na Igreja para que se fortaleça a mudança de mentalidade, e para que as normas existentes sejam desenvolvidas e aplicadas localmente.

Entre as propostas, falou-se em equipar as estruturas da Igreja, com material de formação, revendo-se periodicamente os protocolos já existentes; conscientizar a sociedade, e em especial bispos e superiores religiosos; abrir canais de denúncia; preparar caminhos pastorais nas comunidades paroquiais; estabelecer provisões para facilitar a participação dos fiéis leigos em comissões consultivas e investigativas; e melhorar o aspecto psicológico do processo seletivo de candidatos ao sacerdócio e à vida consagrada.

 

RECONHECER A AMPLITUDE

Para ser concreto, é preciso, acima de tudo, reconhecer a amplitude do fenômeno. Entre alguns participantes do encontro havia, no início, a ideia de que a proteção de menores deveria ser uma prioridade dos locais mais atingidos – países como Estados Unidos, Irlanda, Austrália e Chile, por exemplo. Mas, segundo um dos organizadores, o Padre jesuíta Hans Zollner, ao fim do evento se percebia um consenso de que prevenir e ter protocolos claros é uma necessidade em todas as culturas. Isso, para ele, já valeu a reunião.

No discurso de encerramento, o Papa tocou nesse ponto. “Nosso trabalho nos levou a reconhecer, mais uma vez, que a gravidade da chaga dos abusos sexuais de menores é um fenômeno historicamente difuso, infelizmente, em todas as culturas e sociedades”, admitiu, observando que houve uma evolução na opinião pública sobre algo que era “considerado tabu”.

 

NOVAS PREOCUPAÇÕES

A Igreja pode se tornar um dos principais atores globais no combate à violência sexual, não só em suas próprias instituições, mas na sociedade. O Papa Francisco contextualizou o problema, identificando estatisticamente os mais diversos tipos de abuso, cometidos sobretudo por pais, parentes, maridos, treinadores e educadores.

Questão é ‘responsabilidade compartilhada’ e não ‘fixação’, diz professora

Três mulheres falaram à assembleia e suas palestras repercutiram fortemente entre os participantes e na imprensa. A primeira delas, Linda Ghisoni, teóloga italiana, é canonista e subsecretária do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida. Segundo a Professora, somente assumindo a “responsabilidade compartilhada” de leigos, religiosos e clero será possível enfrentar de forma eficaz o problema dos abusos sexuais.

“Tomar consciência do fenômeno e da própria responsabilidade não é uma fixação, não é uma ação inquisitorial acessória para satisfazer meras necessidades sociais, mas uma necessidade que surge da própria natureza da Igreja como um mistério de comunhão fundado na Trindade, como povo em caminho, que não evita, mas enfrenta com renovada consciência comunitária também os desafios ligados aos abusos ocorridos dentro dela”, disse.

A Irmã Veronica Openibo, nigeriana, criticou a “hipocrisia e a complacência” de membros da Igreja que nada ou pouco fizeram para resolver o problema. “É preciso romper com toda a cultura do silêncio e do sigilo entre nós, para fazer entrar mais luz na nossa Igreja. Reconheçamos nossa vulnerabilidade, sejamos proativos e não reativos ao enfrentar os desafios, e aprofundemos sem medo as questões”, declarou a Superiora-geral da Sociedade do Santo Jesus Menino.

Já a jornalista e escritora mexicana Valentina Alazraki, vaticanista há mais de 40 anos, desde o pontificado de Paulo VI, falou sobre a perspectiva da relação do clero com a imprensa. Abordando o tema também como mãe, ela defendeu que a Igreja esteja sempre do lado dos mais fracos: “Há outro caminho senão o de estar ao lado das vítimas, e não do carnífice? Se vocês são contra os que cometem abusos ou os encobrem, então estamos do mesmo lado. Nós [jornalistas e bispos] podemos ser aliados, não inimigos.”

 

E uma nova preocupação nasce no ambiente digital: “Uma parte muito considerável da produção pornográfica tem, tristemente, como objeto, os menores, que assim são gravemente feridos em sua dignidade”, avaliou. Outra preocupação do Pontífice é o turismo sexual – de acordo com a Organização Mundial do Turismo, todo ano, 3 milhões de pessoas viajam para ter relações sexuais com menores. “Os autores, na maior parte dos casos, não reconhecem que o que estão fazendo é um crime”, lamentou.

 

RESPONSABILIDADE MORAL

Por outro lado, o Papa não relativizou a responsabilidade da Igreja e suas estruturas: “A desumanidade do fenômeno em nível mundial se torna ainda mais grave e mais escandalosa na Igreja, porque contradiz a sua autoridade moral e a sua credibilidade ética. O consagrado, escolhido por Deus para guiar as almas à salvação, deixa-se subjugar pela própria fragilidade humana ou pela própria doença, tornando-se, assim, um instrumento de Satanás”, refletiu.

Em seu discurso, Francisco insistiu que é preciso reconhecer “humilde e corajosamente” que estamos diante do “mistério do mal, que ataca os mais fracos porque são imagem de Jesus”. E acrescentou que, nas últimas três décadas, a Igreja cresceu em consciência sobre o problema. Daqui para a frente, cada caso dessa “monstruosidade” será enfrentado com “a máxima seriedade”, garantiu.

 

Vaticano anuncia nova lei e ‘forçatarefa’ para proteção de menores

Após a conclusão do encontro, o Vaticano anunciou três medidas imediatas para ratificar o compromisso da Igreja com a proteção de menores, de acordo com o Padre jesuíta Federico Lombardi, moderador do encontro.

Primeiro, uma nova lei para a Cidade do Vaticano para o tema dos abusos sexuais de menores, com o objetivo de servir de exemplo a outras instituições; segundo, a publicação de um manual pela Congregação para a Doutrina da Fé, destinado a todos os bispos, para que “compreendam claramente seus deveres”; e, terceiro, a convocação de uma “força-tarefa” de pessoas competentes para orientar dioceses e conferências episcopais menos estruturadas ou com dificuldade para iniciativas em proteção de menores.

Já existem estruturas na Igreja para lidar com o problema, como a Comissão Pontifícia para a Proteção de Menores, instituída pelo Papa Francisco em 2014, e o Centro para a Proteção de Menores, da Pontifícia Universidade Gregoriana, criado pelo Padre Hans Zollner, em 2012, sob o pontificado do Papa Bento XVI, além de normas que se tornaram mais exigentes ao longo da última década. Também as dioceses, os seminários e as instituições de educação já estão mais adaptados, e os casos de abuso diminuíram drasticamente desde os anos 1980.

 

DIREITO E PENAS

Em entrevista ao O SÃO PAULO, o canonista Ricardo Gaiotti explicou que também já existe uma série de protocolos, tanto em âmbito universal, quanto nas igrejas locais. “Quanto à Igreja no Brasil, não foi diferente. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou um documento intitulado ‘Orientações e Procedimentos Relativos às Acusações de Abuso Sexual contra Menores’”, além da ‘Nota da Presidência da CNBB sobre o compromisso no combate aos crimes de abusos sexuais cometidos por membros do clero’”, lembrou.

Entre as penas que podem ser aplicadas, nas leis da Igreja, a um clérigo que comete abusos estão desde a suspensão temporária dos seus ofícios até a “demissão do estado clerical”, isto é, a perda completa da capacidade de representar a Igreja como sacerdote.

A Congregação para a Doutrina da Fé oferece ajuda aos bispos locais na preparação de diretrizes, destacando a necessidade da colaboração entre as autoridades da Igreja e civis, tendo em vista que o abuso sexual é também “um crime perseguido pela autoridade civil”. Gaiotti observou, ainda, que a Santa Sé é signatária da Convenção sobre os Direitos da Criança de 1989. Leia no osaopaulo.org. br a entrevista completa.

(Filipe Domingues e Daniel Gomes)
 

Diretrizes Propostas pelo Papa francisco

Ao fim do encontro, o Papa Francisco indicou oito diretrizes para prevenção dos abusos sexuais e seu combate. “É chegada a hora de trabalhar juntos para erradicar essa brutalidade do corpo de nossa humanidade, adotando as medidas necessárias já em vigor em nível internacional e eclesial”, disse.

1. Proteção das crianças: Impedir que se tornem vítimas de abuso psicológico e físico em todas as instituições.

2. Seriedade impecável: Combater a mentalidade “reativo-defensiva” e fazer justiça com qualquer pessoa que tenha cometido delitos.

3. Verdadeira purificação: Renovar o empenho pela santidade dos pastores.

4. Formação: Conciliar aspectos negativos e positivos da personalidade dos candidatos ao sacerdócio.

5. Reforçar e verificar diretrizes das conferências episcopais: Reafirmar a exigência de unidade dos bispos nos parâmetros e normas. Não bastam só orientações.

6. Acompanhar pessoas abusadas: A Igreja tem o dever de oferecer todo o apoio necessário, recorrendo a especialistas nesse campo.

7. Mundo digital: Estimular as autoridades a aplicar todas as medidas para limitar sites e aplicativos que ameaçam a dignidade humana, especialmente a dos menores, e aplicar regras mais rígidas para o clero.

8. Turismo sexual: Buscar justiça às autoridades, mas também apoio concreto e espiritual às vítimas desse fenômeno.

 

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Encontro no Vaticano reúne 190 participantes e propõe boas práticas para a proteção de menores na Igreja

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20 de fevereiro de 2019

Conhecer o drama das vítimas de abuso sexual, saber como reagir ao problema, alinhar protocolos e tomar medidas rápidas, com responsabilidade e transparência. São esses os objetivos do encontro intitulado “A proteção de menores da Igreja”, que será realizado no Vaticano esta semana, entre os dias 21 e 24, a pedido do Papa Francisco.

O evento, primeiro do tipo para discutir o problema dos abusos sexuais praticados por membros da Igreja, reúne 190 participantes, entre eles 114 presidentes de conferências episcopais, 12 religiosos e dez religiosas, todos focados em compartilhar experiências em prevenção e combate aos abusos de menores, e produzir material que poderá servir de base para a aplicação de medidas concretas nas realidades locais.

Na segunda-feira, 18, o Papa Francisco tuitou: “Convido-os a rezar nestes dias pelo encontro sobre a proteção de menores na Igreja, evento que quis realizar como ato de forte responsabilidade pastoral diante de um desafio urgente do nosso tempo”

 

EVOLUÇÃO DAS MEDIDAS

Já existe uma rede de estruturas na Igreja para responder ao problema, como a Comissão Pontifícia para a Proteção de Menores, instituída pelo Papa Francisco em 2014, e o Centro de Proteção de Menores da Pontifícia Universidade Gregoriana, criado pelo Padre Jesuíta Hans Zollner, em 2012, com o aval do Papa Emérito Bento XVI, além de normas que se tornaram mais exigentes ao longo da última década.

Também as dioceses, seminários e instituições de educação já estão mais adaptadas, e os casos de abuso diminuíram drasticamente desde os anos 1980.

Entretanto, de acordo com o porta- -voz do Vaticano, Alessandro Gisotti, “o Papa Francisco sabe que um problema global só pode ser resolvido com uma resposta global”. Para o Papa, é necessário que todos os bispos tenham absolutamente claro o que é preciso fazer para prevenir e combater o “drama mundial” dos abusos de menores.

Francisco admite que o problema dos abusos não termina com este encontro e, por isso, pede que as expectativas sejam “desinfladas”, como disse na viagem de retorno do Panamá a Roma, em janeiro. Mas, ao mesmo tempo, ele demonstra que todo esforço possível deve ser feito, e de forma conjunta.

 

ATENÇÃO ÀS VITÍMAS

Em coletiva de imprensa realizada no Vaticano, os organizadores explicaram que esse histórico de medidas deve ser compartilhado e, portanto, este é de fato um encontro sem precedentes. O Cardeal Blase Cupich, Arcebispo de Chicago, nos Estados Unidos, e membro do comitê organizador, definiu o evento como um “momento de virada”.

“A pedido do Santo Padre, vamos nos concentrar no abuso de menores e as decisões que tomarmos aqui vão ajudar a reagir a outros tipos de abuso”, disse o Cardeal Cupich, na segunda-feira, 18. “Como preparação para o encontro, o Papa pediu aos bispos que visitassem vítimas, para que conhecessem o drama e o sofrimento que vivem. Isso manterá o nosso foco”, acrescentou.

O encontro segue uma estrutura parecida com a dos sínodos: há debate em assembleia, reuniões em grupos de trabalho e momentos de oração – neste caso, inclusive, uma liturgia penitencial, para pedir perdão a Deus pelos erros do passado. Algumas vítimas participam com testemunhos e nos pequenos grupos. O primeiro dia é dedicado ao tema da “responsabilidade”, o segundo à “prestação de contas” e o terceiro à “transparência”. O dia a dia dos eventos está no site.

 

LUGAR SEGURO PARA TODOS

Outro membro do comitê organizador, Dom Charles Scicluna, Arcebispo de Malta e Secretário-Adjunto da Congregação para a Doutrina da Fé (CDF), disse que é preciso que todos estejam conscientes da importância de prevenir e proteger. “Temos que voltar às nossas dioceses e comunidades sabendo como reagir. E precisamos rezar. Pedimos orações, pois precisamos de toda a ajuda possível”, afirmou.

Conforme definiu o porta-voz Gisotti, o Papa quer que esta seja “uma reunião de pastores, e não um congresso acadêmico. Um encontro de oração, discernimento, catequético e operativo”.

Buscando sinalizar uma política de “tolerância zero” ao problema, poucos dias antes do início do evento, no sábado, 16, a CDF comunicou a demissão do ex-cardeal americano Theodore McCarrick do estado clerical, considerando-o culpado por abuso sexual de menores e adultos e abuso de poder. O ex-arcebispo de Washington, de 88 anos, já estava proibido de exercer o ministério sacerdotal publicamente, vivendo em “reclusão e oração” a pedido do Papa. Agora, não pode mais se apresentar como sacerdote nem presidir a celebração dos sacramentos.

 

APLICAÇÃO NO BRASIL

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Cardeal Sergio da Rocha, participa das reuniões como representante brasileiro. Ele afirmou ao site da CNBB que hoje há “uma consciência maior a respeito da gravidade dos abusos de menores, especialmente quando cometidos por clérigos, assim como da necessidade de justiça e de assistência às vítimas”

Dom Sergio citou que a CNBB tem uma comissão para tratar do tema, com diretrizes precisas, e que a questão vem sendo discutida especialmente nos encontros de formadores.

 

 

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Bispos refletem sobre os urgentes desafios da educação no País

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18 de fevereiro de 2019

A educação, um dos pilares de uma sociedade bem desenvolvida, foi o tema central da 29ª edição do Curso Anual para os Bispos do Brasil, promovido pela Arquidiocese do Rio de Janeiro, no Centro de Estudos e Formação do Sumaré, no Rio Comprido, entre os dias 5 e 8 de fevereiro.

No encontro, os Bispos de todo o País foram convidados a refletir sobre a temática “Urgentes desafios para a educação no Brasil hoje”. Entre eles, estava o Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giovanni D’Aniello. De acordo com o Arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, “temos a oportunidade de discutir esse assunto que tem uma grande mudança no Brasil, a partir da qual há uma disponibilidade de ouvir a Igreja no que diz respeito à educação. São oportunidades que os bispos têm para ouvir propostas para suas vidas, para a Igreja e a sociedade”, disse.

Um dos organizadores do curso, em 1990, o Bispo Emérito, Dom Karl Josef Romer explicou como se dá a escolha da temática a ser abordada. “Sempre buscamos temas urgentes, ou seja, quais são os problemas para a Igreja do Brasil neste momento? ”, esclareceu.

Apesar de o curso ser destinado aos Bispos, os vigários episcopais dos diversos vicariatos da Arquidiocese do Rio também estiveram presentes. Segundo o vigário episcopal para a Educação, Padre Thiago Azevedo, “o vicariato, recém-criado na Arquidiocese, tem tido essa grande preocupação de reanimar, revitalizar e, sobretudo, enfatizar a missão educadora da Igreja”.

O secretário da Congregação para a Educação Católica, Dom Angelo Vincenzo Zani, abordou os temas: “Da Gravissimum educationis a hoje: temas e documentos do percurso pós-conciliar”, “Orientações do Magistério sobre estudos eclesiásticos: a Constituição Apostólica Veritatis Gaudium e a Instrução sobre estudos de Direito Canônico” e “A Igreja e as universidades católicas. A constituição Apostólica Ex corde Ecclesiae e suas perspectivas hoje”.

Dom João Justino de Medeiros Silva, Arcebispo de Montes Claros (MG), trabalhou a temática: “Rumos da educação no Brasil e a atuação da Igreja”. Ele deu início à palestra afirmando que, atualmente, não há mais uma proximidade entre a Igreja e escola, tal como nos tempos de outrora.

O professor Italo Fiorin, abordou “Os riscos e os desafios da educação na cultura e na sociedade de hoje” e “Educar à luz da visão do Papa Francisco”. Segundo ele, “o contexto social e cultural em que vivemos e operamos não é um dado imutável, mas um desafio para a nossa identidade como educadores e uma possibilidade que desafia a nossa responsabilidade pessoal e coletiva”, sublinhou.

O Curso para os Bispos do Brasil, realizado no Centro de Estudos no Sumaré, contou com a presença do professor Felipe Nery, que abordou os temas: “Problemas do modelo de educação existente no Brasil: qual perfil de pessoas estamos formando?” e “Possibilidade para as escolas paroquiais atualmente”.

No encontro, também esteve presente o secretário executivo adjunto do Ministério da Educação, Eduardo Miranda Freire de Melo, que destacou a importância das Igrejas cristãs no processo educacional. “Pretendemos ajudar e apoiar todas as pessoas e organizações que tenham a educação como múnus principal. Então, a Igreja Católica e as demais Igrejas cristãs cumprem um papel muito importante na disseminação e no formato da educação. A tradição da educação no Brasil passa pela educação cristã, a partir de seus fundamentos, uma vez que o próprio Jesus disse: ‘Ide e ensinai a todos os povos’”. Completou defendendo que o ensino religioso confessional (o qual se trata de uma disciplina para uma crença específica) tem a necessidade de ouvir a população.

(Com informações: Carlos Mioli/Arquidiocese do Rio de Janeiro)
 

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Sínodo arquidiocesano é tema de Semana de Iniciação à Vida Cristã

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31 de janeiro de 2019

A Pastoral Bíblico-Catequética da Região Episcopal Belém realizará, entre 4 e 8 de fevereiro, a Semana de Iniciação à Vida Cristã, que abordará o tema a partir do sínodo arquidiocesano de São Paulo.

Os encontros acontecerão nos setores expandidos da Região, das 20h às 21h30. O encerramento e envio serão no dia 8 de fevereiro, às 20h, na Paróquia Cristo Rei, em missa presidida por Dom Luiz Carlos Dias, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Belém.

 

CONFIRA OS LOCAIS DOS ENCONTROS POR SETORES

Paróquia Cristo Rei (Rua Maria Eugênia, 10, Tatuapé), Setores Pastorais Belém, Carrão/Formosa e Tatuapé Paróquia Santa Luzia e São Pio X (Avenida Sapopemba, 1.500, Vila Leme), Setores Pastorais Guarani, Vila Alpina e Vila Prudente Paróquia São Paulo Apóstolo (Praça Miguel Ramos Moura, 86, Jardim Imperador), Setores Pastorais São Mateus, Sapopemba e Vila Antonieta Paróquia São José de Anchieta (Rua Fernandes Tourinho, 182, Jardim Vera Cruz), Setor Pastoral Conquista Centro Pastoral São José (Avenida Álvaro Ramos, 366 – Belém) – encontro para catequistas que estão iniciando.

 

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Padres Missionários do Sagrado Coração realizam encontro anual

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16 de janeiro de 2019

Entre os dias 7 e 11, na Casa de Retiro Sagrado Coração, das Irmãs de Madre Cabrini, na Diocese de Santo Amaro, o Padre Reuberson Ferreira Rodrigues, Reitor do Santuário Nossa Senhora do Sagrado Coração, na Vila Formosa, participou do encontro anual dos Padres Missionários do Sagrado Coração da Província de São Paulo.

Este ano, participaram seminaristas, padres, o Superior Provincial, Padre Edvaldo Rosa de Mendonça, MSC, e o Superior Geral, Padre Absalon Alvarado, MSC, que reside em Roma e está visitando as casas da Província de São Paulo.

Durante o retiro, aconteceram momentos de reflexão sobre a reestruturação e a ressignificação de obras e de serviços, condensando projetos provinciais e pastorais para os próximos anos.

 

 

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