Trabalhos no 2º dia serão centrados na missão das 12 comissões episcopais

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02 de mai de 2019

Nesta quinta-feira, 2, segundo dia da Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), as atividades começaram com a celebração de missa na Basílica do Santuário Nacional de Aparecida (SP), presidida por Dom Giovanni D´Aniello, Núncio Apostólico no Brasil.

A celebração foi na intenção dos novos bispos, aqueles que foram nomeados e ordenados pelo Papa Francisco desde a última assembleia, período de abril de 2018 a abril de 2019.

O Núncio, na homilia,  meditou sobre o Evangelho de João 3,31-36, que diz que “Aquele que vem do alto está acima de todos”.

Dom Giovanni citou ainda que o Espírito Santo constituiu Pedro autêntica e corajosa testemunha da ressurreição de Cristo e do seu Evangelho: “O mundo presente, mais do que mestres, tem necessidade de verdadeiras testemunhas de Cristo e sua ressurreição que saiba anunciar o Evangelho no testemunho coerente de uma vida conforme o seu chamado ao segmento de Cristo. Embora, nadando contra a corrente quando for necessário”.

O Núncio ainda pediu a intercessão da Virgem Maria pela a 57ª Assembleia Geral da CNBB e confiou a Mãe Aparecida que cuide de cada um dos fiéis e permita que cada um possa ir com Ela ao encontro de Jesus que veio para salvar e para que cada um seja testemunhas Dele no mundo de hoje. “Sejamos estreitos colaboradores da Igreja para que seja afastado de nós rodo o perigo que ameace a nossa fé em Cristo”.

Momento de comunhão episcopal

Um dos novos bispos da Igreja é Dom José Benedito Cardoso, Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo e Vigário Episcopal na Região Lapa, ordenado em março deste ano. “Estou conhecendo os bispos e o ambiente de Assembleia. Estou muito feliz com o que estou vendo. O primeiro dia foi muito proveitoso, percebendo aquilo que os bispos apresentaram, dentro do contexto do Brasil, do contexto eclesiológico. Hoje, a missa com o Núncio, a acolhida que foi feita aos bispos novos e que já estão atuando. É muito importante para mim viver este momento de comunhão episcopal, e isso marca bastante a minha vida”, disse em entrevista à Assessoria de Imprensa da Arquidiocese de São Paulo.

Pauta do dia

Uma das tarefas centrais deste segundo dia de Assembleia, será atualizar a missão e os objetivos das 12 Comissões Episcopais Pastorais da CNBB: Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada; Laicato; Ação Missionária e Cooperação Intereclesial; Animação Bíblico-Catequética; Doutrina da Fé; Liturgia; Ecumenismo e Diálogo Interreligioso; Ação Social Transformadora; Cultura e Educação; Vida e a Família; Juventude; e Comunicação Social.

Uma proposta que atualiza a missão e objetivos das 12 Comissões, elaborada pelas Comissões e apresentada na última reunião do Conselho Permanente da entidade, no final de março, será apresentada para os bispos brasileiros.

A Comissão Para Textos Litúrgicos (CETEL) da CNBB fará uma apresentação do seus trabalhos. Entre eles, a finalização da tradução da terceira edição do missal romano após um trabalho integrado de 12 anos, atendendo uma ordem vinda da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos através da quinta instrução Liturgiam Authenticam, de 2001, que serve de comentário sobre as traduções em língua vernáculo dos textos da liturgia romana.

Na pauta do dia ainda estão previstas, discussão sobre um documento em preparação pela CNBB que trata das “Novas Comunidades”, o processo de aprovação do Regimento Interno da CNBB e o calendário litúrgico. Os bispos ainda continuam também ao longo do dia, em grupos, analisando as diretrizes propostas pela texto das Novas Diretrizes para Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019-2023.

Coletiva de imprensa

A segunda coletiva de imprensa da 57ª Assembleia Geral da CNBB acontecerá, às 15h, na sala de coletivas do Centro de Convenções Padre Vitor e terá como temas o trabalho das Comissões Episcopais Pastorais da entidade e o documento “Orientações para a Mídia de Inspiração Católica”, que está em discussão pelos bispos.

Participarão desta coletiva o Bispo de Santo André (SP) e Presidente da Comissão para a Doutrina da Fé, Dom Pedro Carlos Cipollini; o Bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA) e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia, Dom Armando Bucciol; e o Arcebispo de Diamantina (MG) e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, Dom Darci José Nicioli.

Quer saber mais sobre a Assembleia dos Bispos?

Diariamente, acompanhe os detalhes sobre a 57a Assembleia Geral da CNBB no site do jornal O SÃO PAULO e nos noticiários da rádio 9 de Julho.

(Com informações da CNBB e da Assessoria de Imprensa da Arquidiocese de São Paulo)

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Dom José Benedito Cardoso: fruto para a Arquidiocese

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21 de março de 2019

Angatuba, a 220 km da Capital Paulista, sempre foi um local pacato, dedicado à agricultura. Sua história se mistura à do município de Itapetininga, do qual fora inicialmente um bairro até se emancipar em 1885.

A trajetória dos dois municípios ainda hoje se entrelaça e essa “convivência” continua a gerar frutos. O mais recente deles é Dom José Benedito Cardoso, cidadão angatubense que já viveu mais da metade de sua vida em Itapetininga e agora se tornou Bispo Auxiliar de São Paulo.

 

INFÂNCIA E FAMÍLIA

Nascido em uma família de seis filhos, Dom José Benedito tem cinco irmãs. Sua vida sempre se desenvolveu no campo, com destaque ao cultivo de milho, feijão e arroz e à produção de leite e sementes, atividades que aprendeu com os pais ainda na infância.

Ele iniciou os estudos em uma escola rural e frequentou a Capela de Nossa Senhora das Dores, onde recebeu a primeira Eucaristia. Ali também foram despertados os primeiros sinais vocacionais, por meio da convivência simples com seus pais, nas orações na igreja, nas missas, nas festas, no grupo de jovens e na religiosidade local.

 

TRAJETÓRIA ECLESIAL

Dom José Benedito frequentou o Seminário da Arquidiocese de Sorocaba, graduou-se em Teologia pelo Itesp, em São Paulo, e foi ordenado sacerdote em 1986. Na ocasião, foi designado para atuar na Paróquia Bom Jesus, no município de Alambari e, em seguida, na Paróquia Nossa Senhora dos Prazeres, de Itapetininga, hoje a Catedral da cidade. Apenas um ano e três meses depois, foi chamado a atuar na Paróquia São Roque, de Itapetininga, onde permaneceu por mais de 30 anos, até a recente nomeação episcopal.

 

FESTA DO MILHO

Zeloso com a evangelização e as condições de vida da população, o então Padre Cardoso instituiu e intensificou diversas iniciativas pastorais e sociais que até hoje frutificam, como a Festa do Milho, que acontece há 33 anos, com duas edições anuais, e por meio da qual são obtidos os recursos necessários para manter a Paróquia em funcionamento.

Quando assumiu a Festa do Milho, a partir do segundo ano de sua realização, eram consumidas 30 sacas de milho. Hoje, em cada edição, o consumo é de mais de 1.400 sacas, que totalizam 25 toneladas.

 

PASTORAL DA MORADIA

Também idealizada na Paróquia pelo então Padre Cardoso, a Pastoral da Moradia ajuda a quem não tem casa própria a obter uma. A pessoa deve ter a escritura do terreno em ordem, a fim de que não se corra o risco de embargamento futuro da obra. Uma vez legalizada essa etapa, a Pastoral da Moradia se encarrega de fazer o projeto com a anuência de um engenheiro responsável, além de parcerias com fornecedores de materiais de construção e a cotização dos gastos com pessoas que queiram ajudar por meio de doações ou até mesmo com a realização de eventos para a arrecadação de recursos.

 

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‘Vou confiante, com alegria, para servir na Arquidiocese de São Paulo’

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20 de março de 2019

A Catedral Nossa Senhora dos Prazeres, na Diocese de Itapetininga (SP), ficou lotada na sexta-feira, 15, para a celebração de ordenação episcopal do Monsenhor José Benedito Cardoso, nomeado Bispo Auxiliar de São Paulo pelo Papa Francisco.

A missa foi presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, que foi o ordenante principal. Foram coordenantes Dom Gorgônio Alves da Encarnação Neto, Bispo de Itapetininga, e Dom Edmar Peron, Bispo de Paranaguá (PR). Também concelebraram vários bispos e inúmeros padres.

 

SERVIÇO

Na homilia, Dom Odilo destacou o significado da missão do bispo, sucessor dos apóstolos e pastor do rebanho de Cristo a ele confiado. “Aqueles para quem somos enviados não são nossos, são dele, o povo de Deus. As ovelhas são do rebanho do Senhor, nós somos seus servidores, pastores em nome do Bom Pastor”, disse.

O Arcebispo lembrou que o episcopado é um serviço, não uma honra. “O bispo deve se distinguir mais pelo serviço prestado do que pelas honrarias recebidas. Conforme o preceito do Senhor, aquele que é o maior seja como o menor, e aquele que preside como o que serve”, ressaltou.

 

CONFIANÇA

Ao fazer o seu primeiro discurso como Bispo, Dom José Benedito explicou que seu lema episcopal, “O Senhor é meu Pastor, nada me faltará” (Sl 23), é um versículo bíblico que chamava a sua atenção desde a infância, em Angatuba (SP). “Escolhi esse lema para lembrar sempre das minhas raízes rurais e pelo significado que agora traz para o novo ofício que a Igreja me confia”, disse.

“Vou confiante, com alegria, para servir na Arquidiocese de São Paulo”, manifestou Dom José Benedito, reforçando que com Dom Odilo, os demais bispos auxiliares e presbíteros deseja compor uma fraterna comunhão. “Estarei com vocês como bispo, pastor e servidor. Que São Paulo Apóstolo seja minha fonte de inspiração para anunciar o Evangelho de Jesus Cristo na grande cidade”, concluiu, pedindo orações para que possa ser um bom bispo.

 

ACOLHIDA

Dom José Benedito tomará posse no ofício de Bispo Auxiliar no dia 31, às 11h, durante missa na Catedral da Sé. Dentre as diversas atribuições que terá na Arquidiocese, ele será designado pelo Cardeal Scherer como Vigário Episcopal para a Região Lapa.
 

O QUE É UM BISPO?

O episcopado é o grau mais elevado do sacramento da Ordem, seguido do presbiterado (padres) e diaconado (diáconos). Em comunhão com o Papa, os bispos são sucessores dos apóstolos, recebendo a missão de pastorear, santificar e ensinar a porção do povo de Deus (Igreja particular) a eles confiada por Jesus Cristo. É a sucessão apostólica que legitima a autoridade dos bispos.

COMO É NOMEADO?

Os bispos são nomeados diretamente pelo Papa dentre os sacerdotes de uma diocese ou de um instituto de vida consagrada, após um processo de consultas feitas entre bispos, padres e fiéis leigos, por meio da Congregação para os Bispos, que os apresenta ao Santo Padre. Nas Igrejas católicas de rito oriental, o bispo é escolhido por um sínodo local. O nome do eleito é enviado ao Papa, que confirma a eleição e legitima a nomeação.

OFÍCIOS

Diocesanos – Pastoreiam uma diocese ou arquidiocese.

Titulares – Possuem o título de uma diocese que existiu no passado e que agora existe apenas em título. Geralmente, são os Bispos Auxiliares ou os que possuem outra função eclesiástica.

Auxiliares – Assumem a função de auxiliar do Bispo Diocesano.

Coadjutores – São Bispos Auxiliares com direito à sucessão.

Eméritos – São aqueles que tiveram o seu pedido de renúncia do ofício aceito pelo Papa, seja por idade (ao completar 75 anos, como prescreve o Direito Canônico), seja por doença, seja outra causa grave. 

 

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