‘Irmã Dulce – A santa brasileira que fez dos pobres sua vida’

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15 de novembro de 2019

Uma vida inteira, ao longo de 77 anos, dedicada totalmente aos pobres, fruto da santidade abnegada que exalava de seu interior. A Igreja reconheceu oficialmente aquilo que os baianos que a encontravam nas ruas sempre souberam: Maria Rita nascera com uma missão, com o chamado para se tornar Irmã Dulce. Sua caminhada de fé, sua simplicidade, seu exemplo e seu legado, no entanto, a elevariam a patamares superiores: Irmã Dulce deu lugar a Santa Dulce dos Pobres e agora pode ser venerada nos altares de todo o mundo.   
A fim de refazer esse percurso de vida que fascina e emociona, a jornalista e escritora Karla Maria apresenta sua obra mais recente: “Irmã Dulce – A santa brasileira que fez dos pobres sua vida”.
Permeado de detalhes até então escondidos, que revelam a intimidade de uma história viva e que ainda pulsa no coração do povo baiano, o livro apresenta uma narrativa literária de fluidez agradável, cujo objetivo é eternizar a história de Irmã Dulce. 
Sua vida, seus passos e milagres são reconstruídos a partir de registros históricos, de um trabalho de apuração e de escuta atenta das testemunhas vivas que conviveram com a freira que dedicou sua vida a amar e servir. Como poucos e à frente de seu tempo, Irmã Dulce denunciou a miséria baiana com seu trabalho silencioso. Seus gestos “gritavam”. 
Com uma tenacidade inversamente proporcional à sua estatura física, a religiosa de Salvador, que jamais se envolvera com qualquer pessoa da esfera política – nem se deixara influenciar por qualquer uma delas –, afirmava que “seu partido era o povo”. Ainda assim, não deixou de articular, em favor dos pobres e necessitados, suas influências religiosa e política na aplicação de iniciativas que se tornaram políticas públicas e que ainda hoje asseguram direitos aos cidadãos, sobretudo na esfera do atendimento médico e do cuidado social. As páginas deste livro testemunham isso e mostram porque sua vida foi uma oblação aos pobres e porque estes se tornaram a razão de seu viver.
Destinada a resgatar uma sociedade que praticamente perdera o sentido do que significa ser “humanizada”, a filha de Augusto e Dulce, Mariinha – como era carinhosamente conhecida – aquela que se ajoelhava também para limpar o chão dos desvalidos, tornou-se a “mãe” dos pobres, o “Anjo bom da Bahia”, a Santa do Brasil.
FICHA TÉCNICA
Autora: Karla Maria
Páginas: 136
Editora: Paulus

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‘Sermões para o Advento e o Natal’

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08 de novembro de 2019

Canonizado no dia 13 de outubro – juntamente com Santa Dulce dos Pobres – pelo Papa Francisco, no Vaticano, São John Henry Newman foi um dos pregadores mais amados e conhecidos de seu tempo. Nascido em 1801, em Londres, na Inglaterra, Newman era originalmente um padre anglicano, cuja ordenação se deu quando ele tinha apenas 23 anos. Dada sua intensa e incansável busca pessoal pela verdade, converteu-se ao catolicismo aos 44 anos de idade e tornou-se padre e cardeal católico. 
Longe de ser considerado uma voz do passado, mas alguém cujas ideias e propostas se dirigem às necessidades de fé dos dias atuais, São John Henry Newman deixou um vasto legado por meio de suas obras, dos mais diversos gêneros, que compreendem sermões, ensaios, poemas, hinos e até mesmo a autobiografia. Entre seus escritos, encontra-se “Sermões para o Advento e o Natal”, uma seleção de suas pregações realizadas entre 1825 e 1843, quando era vigário da Igreja de Santa Maria da Universidade de Oxford.
Há de se considerar que os sermões deste período são caracterizados por sua simplicidade, elegância e, ao mesmo tempo, profundidade, o que leva a crer que esses sejam alguns dos motivos pelos quais centenas de pessoas afluíam àquela igreja nos cultos dominicais, conferindo ao autor o reconhecimento que obteve ainda em vida e se estendeu para além de sua morte. 
Embora alguns de seus discursos sejam qualificados entre os melhores e mais famosos da língua inglesa, notadamente por seu conteúdo e estilo, São John Henry Newman realmente acreditava que a visão de um clérigo devoto que rezava ou cumprisse seus deveres dentro e fora de sua igreja possuía mais efeito do que qualquer sermão.
Dividida em dez capítulos, a obra apresenta uma compilação nova e compacta de seus sermões, na qual o leitor é convidado a percorrer um itinerário que começa pelo Advento, tem seu ápice na celebração do Nascimento do Senhor e é coroado pelo significado da Epifania, ou seja, uma profunda meditação sobre a vinda de Cristo e a vida cristã. O conhecimento magistral do autor acerca da vida dos santos, da Virgem Maria, da doutrina católica e, acima de tudo, da Sagrada Escritura, muito ajudará a todos os que desejam mergulhar nessa época litúrgica de espera, admiração e alegria.
 

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