Cardeal Scherer abençoa o altar da Comunidade São Judas Tadeu

Por
30 de outubro de 2019

Os fiéis da Paróquia Divino Espírito Santo, no Setor Sapopemba, uniram-se na Comunidade São Judas Tadeu, Jardim Ângela, na noite de 24 de outubro, para participar da missa em que o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, abençoou o altar da comunidade.

A missa foi concelebrada pelos Padres João Batista Dinamarques e Carlos Roberto Fróes, tendo a participação de seminarista missionários combonianos que auxiliam nas atividades pastorais da Paróquia.

No início da celebração, o Padre João Batista recordou o histórico da Paróquia e, de modo especial, da Comunidade São Judas Tadeu. Posteriormente, Dom Odilo aspergiu as paredes da comunidade e abençoou o altar, sob o qual foi depositado um pequeno livro sobre a história daquele templo e uma relíquia de Santo Afonso Maria de Ligório, patrono dos confessores e teólogos de Doutrina Moral, fundador da Congregação do Santíssimo Redentor (Redentoristas).

Esta foi a primeira vez que um cardeal visita uma das nove comunidades da Paróquia Divino Espírito Santo.

 

Comente

Uma vida dedicada à Palavra: Ana Flora Anderson

Por
05 de março de 2019

Em frente à casa de Ana Flora Anderson, um pé de café transplantado de Cristina (MG) exibe cachos carregados de frutos que devem amadurecer em junho. Mesmo mês em que, em 1935, nascia Florence Mary Anderson, em Nova York, nos Estados Unidos. Aos 22 anos, Florence veio para o Brasil para estudar na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL), da USP, que ela soube, ainda nos Estados Unidos, ser uma das melhores universidades da América Latina. Ana teve aulas com, entre outros, Sérgio Buarque de Holanda, historiador.

A imagem do pé de café é uma metáfora da vida de Florence, que no Brasil mudou, não somente de nome, mas a orientação da própria vida. “Eu senti que as pessoas, sobretudo os jovens daqui, contavam comigo. Que havia um movimento muito bonito se formando. Eles tinham um sonho para o Brasil e me envolveram neste sonho. Então, escrevi à minha mãe dizendo que ia ficar, porque precisava ajudar a construir este sonho”, disse Ana Flora.

Quando terminou, após dois anos, sua pós-graduação na USP, Ana foi convidada a estudar Teologia Bíblica e, alguns anos depois, ganhou uma bolsa na Escola Bíblica e Arqueológica Francesa, em Jerusalém (Israel), mediante intermédio da Ordem dos Pregadores de São Domingos e uma carta de apresentação do Cardeal Agnelo Rossi, então Arcebispo de São Paulo. O mesmo Cardeal Rossi nomearia, anos mais tarde, Ana Flora como a primeira mulher a dar aulas de Teologia no Seminário Central do Estado de São Paulo, que à época reunia estudantes de todo o Estado.

 

REGRESSO

Quando regressou ao Brasil, na década de 1970, o País estava sob a ditadura civilmilitar e muitas pessoas que estudaram ou trabalharam com Ana Flora tinham deixado a nação ou viam-se frente a um regime sob o qual muitos dos projetos anteriores pareciam ruir. Por outro lado, diante de um contexto pós-Concílio Vaticano II, a Arquidiocese de São Paulo pensava em projetos de formação bíblica para as comunidades e, assim, ao lado de Frei Gilberto da Silva Gorgulho, OP, com quem Ana Flora já havia realizado cursos antes de partir para Jerusalém, ela começou um projeto de formação bíblica em São Paulo.

“A experiência nas comunidades mudou novamente minha vida. Eu compreendi que precisava ensinar a Bíblia de uma forma nova, e até mesmo minha metodologia para lecionar na faculdade se transformou”, contou Ana Flora.

Filha de Eleonor e Francis Anderson, Ana Flora viu-se imersa numa experiência que, como ela mesma disse, não imaginava que fosse durar 60 anos: a de pesquisar, escrever e ensinar a Bíblia. Foram mais de 30 anos no magistério, tendo sido professora de muitos seminaristas, padres e leigos, além de ter sido responsável por cursos bíblicos e palestras em todo o Brasil.

“No início, quando eu lecionava no Seminário Central de São Paulo, recebíamos somente uma ajuda de custo. Só depois, quando se fundou as Faculdades Associadas Ipiranga (FAI) – hoje Centro Universitário Assunção (Unifai), comecei a receber salário”, contou Ana Flora, que, devido à falta de recursos financeiros, ficou muitos anos sem rever os pais, até que universidades e instituições dos Estados Unidos começaram a convidá-la para palestras e conferências e, assim, ela aproveitava as viagens para visitar a família. “Costumo dizer que, por meio da ação do Espírito Santo, estive presente quando morreram tanto meu pai quanto minha mãe, e isso considero um presente, uma graça de Deus”, disse.

 

MISSIONÁRIA DA PALAVRA

Ana Flora afirma que aprendeu muito com outros professores que tiveram grande influência em sua trajetória. Frei Carlos Josaphat, OP, foi um deles. Mas, acima de tudo, Ana destaca a força do povo e das pessoas que, ainda hoje, continuam um trabalho de evangelização e de estudo da Palavra de Deus nas comunidades. “Quando Dom Paulo Evaristo Arns completou 90 anos, eu fui à Catedral da Sé para participar da celebração e cheguei bem cedo. Um jovem veio me dizer que uma senhora, grande missionária de Osasco (SP), que participava dos cursos bíblicos, havia morrido aos 90 anos de idade. Comecei a chorar. Então, Maria Angela Borsoi [que foi por muitos anos secretária de Dom Paulo, amiga e companheira de Ana Flora] chegou e perguntou-me porque eu estava chorando se era um dia de festa. Foi um momento forte para mim, de celebração, alegria e despedida”, recordou.

“Lembro-me de que Santo Dias da Silva participava ativamente de um curso bíblico na Região Metropolitana de São Paulo. Na ocasião, cada participante ficou responsável por apresentar um tema. Santo Dias iria falar sobre a oração do Pai-Nosso e estava muitíssimo nervoso. Durante toda a sua fala, eu fiquei sorrindo e acenando com a cabeça para que ele sentisse segurança. Algum tempo depois, ele morreu, e aquela experiência também me fez refletir muito. Eu o ajudei a compreender melhor a Palavra e ele, por sua vez, me ensinou o que significa dar a vida por uma causa”, contou Ana Flora, que é autora de muitos livros, entre eles os comentários dos Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas e do Livro do Apocalipse, publicados pelas Paulinas.

Além disso, Ana Flora assinou, por mais de 40 anos, com Frei Gorgulho, os comentários bíblicos do O SÃO PAULO, semanário da Arquidiocese. Em 2017, Ana Flora foi contemplada com a Medalha São Paulo, da Arquidiocese de São Paulo, por sua ação missionária.

A tradução da Bíblia de Jerusalém, publicada pela Paulus em 1981, também é fruto do trabalho de Ana Flora e Frei Gorgulho, com a contribuição de um grupo de biblistas, exegetas e teólogos que se reuniam frequentemente no Rio de Janeiro ou em São Paulo.

 

FORÇA FEMININA

Em sua biblioteca, que fica no escritório anexo à casa em que mora, na zona Oeste de São Paulo, Ana Flora conserva um grande acervo com livros sobre estudos bíblicos e teológicos, grande parte em Inglês. Recentemente, ela doou cerca de 2 mil livros para as bibliotecas de São Paulo.

Feita de palavras, experiências e memórias, Ana Flora, que chegou ao Brasil no dia 16 de fevereiro de 1959, conserva em sua casa fotografias de pessoas queridas, de lembranças e lugares pelos quais passou. Na mesinha de madeira, na entrada da casa, um quadro com uma letra hebraica pintada em azul chama atenção de quem chega.

“Durante um curso em Belo Horizonte (MG), quando eu falava sobre o livro do Cântico dos Cânticos e a expressão ‘ahavá’, que significa ‘o amor é forte como a morte’ (Ct 8,6); os participantes mandaram fazer um pingente dourado e me deram de presente no último dia. Então, sempre que eu ia falar sobre o tema, mostrava o presente. Um dia, um aluno que voltou de Jerusalém trouxe-me este quadro e, recentemente, numa palestra de que participei na PUC-SP, alguém quis me apresentar uma religiosa da Congregação de Sion, que também estudou em Jerusalém. Eu mostrei a ela a minha medalha e foi a primeira vez que alguém soube me dizer o significado. Fiquei feliz e a abracei. Cheguei à minha casa e pensei: agora já posso me aposentar”, disse, sorrindo Ana Flora Anderson.

 

 

Comente

Paróquia Nossa Senhora do Sagrado Coração tem altar e templo dedicados

Por
16 de novembro de 2018

No alto da colina da Vila Formosa está a Igreja Nossa Senhora do Sagrado Coração. Símbolo do bairro da zona Leste de São Paulo e local de peregrinações e devoção popular, o templo e seu altar foram dedicados em missa solene presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, no domingo, 11. A celebração marcou o início das comemorações dos 80 anos de criação da Paróquia.

Os fiéis acompanharam atentamente cada detalhe do rito de dedicação do templo, que acontece uma única vez em cada igreja. No passado, era mais comum serem dedicadas as igrejas catedrais e grandes santuários. Após o Concílio Vaticano II, o costume de dedicar também as igrejas paroquiais se intensificou.

Logo no início do rito, o Arcebispo aspergiu as paredes da igreja e o altar com água benta, em sinal de purificação do local destinado ao culto sagrado.

Depois da invocação da intercessãod e todos os santos, foram depositadas diante do altar as relíquias de São José de Anchieta, Santa Teresinha do Menino Jesus e dos mártires Missionários do Sagrado Coração, congregação responsável pela Paróquia desde sua fundação. Esse gesto remonta à antiga tradição cristã de erguer altares onde se celebra o sacrifício eucarístico sobre as sepulturas dos mártires e santos, para honrar seus corpos e sua identificação com o sacrifício de Cristo.

Sobre a igreja e o altar é invocada a prece de dedicação. “Hoje, o povo fiel, com rito solene, deseja consagrar-vos para sempre esta casa de oração, onde vos louva e honra com amor, instrui-se a palavra e se alimenta com os sacramentos”, diz a prece.

 

UNÇÃO

O ponto alto da liturgia de dedicação é a unção do altar com o óleo do Crisma, que torna o altar símbolo de Cristo, o ungido por excelência, pois o Pai o ungiu com o Espírito Santo e o constituiu Sumo Sacerdote, para oferecer, no altar de seu sacrifício, a vida e salvação de todos. De igual modo, o Cardeal ungiu as 12 cruzes fixadas nas paredes do templo, em alusão aos apóstolos, colunas da Igreja.

Após a unção, é queimado incenso sobre o altar, também como símbolo do sacrifício de Cristo, cujo “suave odor” sobe a Deus em sinal de louvor e prece. Em seguida, os fiéis, templos vivos, e as paredes da igreja são incensados, exprimindo suas orações, que igualmente sobem ao Senhor.

Uma vez ungido e incensado, o altar é iluminado a adornado como “mesa da refeição sacrifical do corpo e sangue de Cristo”. A igreja também é iluminada com velas acesas postas nas cruzes ungidas, lembrando que Jesus é a “luz para a revelação dos povos”.

“Uma vez dedicada, a igreja não pode ser usada para outra coisa que não seja a glória de Deus”, enfatizou Dom Odilo na homilia. O Arcebispo também explicou que a beleza da liturgia de dedicação de um templo recorda a todos que a Igreja, povo de Deus, é edificada sobre a rocha que é o próprio Cristo, tendo os apóstolos como colunas. “Este templo que dedicamos a Deus é imagem do verdadeiro templo que somos nós... A dedicação desta igreja recorda a nossa vocação como Igreja de Deus. Somos consagrados a Deus, pertencemos a Ele. Deus habita em nós”, disse.

 

O TEMPLO

Foi pelas mãos do Padre Jerônimo Vermin que, em 22 de janeiro de 1939, foi dada a bênção à primeira capela dedicada a Nossa Senhora do Sagrado Coração. O terreno doado pela Companhia Melhoramentos do Brás foi fruto do trabalho iniciado 28 anos antes pelos Missionários do Sagrado Coração, vindos da Holanda.

Em 13 de novembro do mesmo ano, foi instituída a Paróquia com o título de Nossa Senhora do Sagrado Coração, tendo o Padre Jerônimo como primeiro Pároco, e os Padres Afonso Van de Crauf e Paulo Koop, como Vigários Paroquiais.

Seis anos mais tarde, iniciou-se a construção da igreja-matriz, concluída em 1950. A planta que originou a Paróquia veio da Holanda e segue o estilo gótico, com o formato de cruz, da entrada até o presbitério. As 12 grandes colunas laterais, divididas igualmente nos dois lados, recordam as 12 tribos de Israel e os 12 apóstolos. A escada que conduz ao presbitério possui sete degraus, outro número bíblico simbólico. Já o caminho que leva ao altar é composto por três níveis, que representam a Santíssima Trindade.

Existem, ainda, particularidades como as pinturas dos afrescos feitas pelo artista Henk Asperlagh. A maior delas fica no arco do presbitério e traz em seus traços a Assunção de Nossa Senhora ao céu e a sua coroação. Em seus vitrais é contada a história da salvação e da aliança de Deus com o povo.

Outra curiosidade referente à igreja é a sua localização, na colina que tem o mesmo nível do Marco Zero da cidade, na Praça da Sé. No alto da torre, encontra-se um dos maiores carrilhões da América Latina, com 47 sinos, todos ativos.

 

DEVOÇÃO

Embora não tenha sido reconhecido canonicamente como santuário diocesano, a igreja-matriz da Paróquia Nossa Senhora do Sagrado Coração é conhecida como “santuário de devoção popular”, justamente por ser um local de peregrinação desde a sua construção. O atual Pároco, Padre Reuberson Ferreira, contou ao O SÃO PAULO que os missionários idealizadores do templo faziam campanhas de arrecadação de fundos para a construção da igreja: “Era realizada a chamada Peregrinação das Graças, para a qual vinham fiéis de vários lugares de São Paulo, sobretudo nas décadas de 1940 e 1950. Nessa época, este local era distante da cidade. Há fotos que mostram muitas pessoas vindo para o santuário, em caminhões, ou mesmo a pé”.

 

'LÂMPADAS QUE REZAM'

Uma marca da Paróquia Nossa Senhora do Sagrado Coração são as centenas de lâmpadas vermelhas acesas pelas paredes internas da nave e das laterais da igreja. São lâmpadas votivas acesas a pedido dos fiéis, em sinal de suas preces à Padroeira. “Durante muito tempo, este templo foi chamado de ‘igreja das lâmpadas que rezam’”, contou o Pároco.

Essa tradição havia sido esquecida com o tempo e está sendo retomada com o objetivo de revitalizar a devoção à Nossa Senhora do Sagrado Coração entre as novas gerações.

 

80 ANOS

As comemorações das oito décadas da Paróquia serão formativas, celebrativas e culturais. No âmbito formativo, haverá uma série de encontros sobre a história e a espiritualidade da comunidade. Nesse aspecto, também está sendo produzindo um livro com a história da Paróquia. Será, ainda, retomada a festa paroquial, valorizando a devoção à Padroeira. O aspecto cultural será destacado com eventos, como apresentações de orquestras e músicos sacros. Outro projeto é ocupar os oito andares da torre da matriz com um museu da Paróquia e da história do bairro de Vila Formosa.

(Colaborou: Jenniffer Silva)
 

LEIA TAMBÉM: Há 50 anos, Paróquia é presença missionária na zona Leste

Comente

Paróquia Nossa Senhora do Sagrado Coração tem igreja e altar dedicados

Por
12 de novembro de 2018

Na noite deste domingo, 11, Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, presidiu missa solene com rito de dedicação da igreja e do altar da Paróquia Nossa Senhora do Sagrado Coração, na Vila Formosa. A celebração marcou o início das comemorações dos 80 anos de criação da paróquia. 

A missa foi concelebrada pelo Pároco, Padre Reuberson Ferreira, e demais Missionários do Sagrado Coração, congregação responsável pela Paróquia.  

Na homilia, Dom Odilo chamou a atenção para a beleza da liturgia de dedicação de um templo, que recorda ao povo que a Igreja, povo de Deus, é edificada sobre a rocha que é o próprio Cristo, tendo os apóstolos como colunas. “Este templo que dedicamos a Deus é imagem do verdadeiro templo que somos nós... A dedicação desta igreja recorda a nossa vocação como Igreja de Deus. Somos consagrados a Deus, pertencemos a ele. Deus habita em nós”, disse.

Popularmente conhecida como “santuário” de devoção dos fiéis, a Igreja Nossa Senhora do Sagrado Coração foi construída na década de 1940 e início de 1950, anos após a criação da paróquia, em 13 de novembro de 1939. Desde aquela época peregrinavam milhares de fiéis devotos de Nossa Senhora do Sagrado Coração. 

Embora fosse tão antigo, o templo ainda não havia sido dedicado, o que foi feito agora após um restauro. 

Leia a reportagem completa na próxima edição do jornal O SÃO PAULO
 

Comente

Cardeal Scherer dedica igreja e altar da Paróquia Nossa Senhora da Consolação

Por
05 de setembro de 2018

A Paróquia Nossa Senhora da Consolação, no domingo, 2, completou 220 anos.

 

HISTÓRIA

Consta no livro tombo que “em 1870, a igreja foi elevada à condição de Paróquia Nossa Senhora da Consolação”, tendo como patronos Nossa Senhora da Consolação e São João Batista.

A primeira igreja foi construída em taipa de pilão, entre os anos 1798 e 1801, por ordem do então Bispo Diocesano, Dom Mateus de Abreu Pereira. Conta o livro tombo que “no altar-mor da Capela, jazia uma pequena imagem de Nossa Senhora da Consolação, esculpida em madeira e papel marchê”

No início do século XX, com o crescimento populacional da região, a humilde Capela que deu origem e nome ao bairro, precisava de acomodações mais amplas. Então, Dom Duarte Leopoldo e Silva escreveu uma carta ao Monsenhor Francisco Bastos, concedendo-lhe poderes para demolir e construir uma nova matriz, que se tornou muito importante para o centro da cidade. Destaca-se, também, que a Paróquia Nossa Senhora da Consolação foi Catedral provisória da Arquidiocese de São Paulo.

 

NOVENA DA PADROEIRA

A novena da padroeira deste ano teve início em 24 de agosto. Em todos os dias, houve adoração ao Santíssimo e oração do Terço, conduzido sempre pelo Padre José Roberto Pereira, Pároco. As missas durante a novena foram celebradas a cada dia por um bispo convidado e alguns padres concelebrantes, com a participação de diversos corais da cidade.

 

DEDICAÇÃO DA IGREJA

No domingo, 2, foi realizada a celebração eucarística da dedicação do altar e da igreja-matriz, presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, concelebrada por Dom Eduardo Vieira dos Santos, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Sé, pelo Padre José Roberto Pereira e outros padres.

O altar foi ungido com o óleo santo do Crisma tanto na cruz existente no seu centro como nas quatro extremidades. Em seguida, as 12 cruzes nas paredes laterais foram ungidas também. Depois, foram colocadas as relíquias dos santos no altar e, em seguida, sua vedação para que de lá jamais retiradas. Ainda durante o momento da dedicação, foi colocado incenso sobre o altar. E por fim, o altar foi limpo pelos ministros para que, então, fosse coberto e para que as velas fossem colocadas sobre ele.

 

 

 

 

Comente

Cardeal Scherer dedica Igreja e altar da Paróquia Nossa Senhora Mãe da Igreja

Por
18 de agosto de 2018

“Com a Igreja subiremos ao altar do Senhor” cantava o grande número de fiéis reunidos para celebrar a dedicação do templo e do altar da Paróquia Nossa Senhora Mãe da Igreja, no Jardim Paulista, na Região Episcopal Sé, no sábado, 11. A missa foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, e concelebrada pelo Padre José Edivaldo Melo, Pároco. No lado esquerdo do altar, a imagem de São Paulo Apóstolo apontava os resultados dos seis meses de reforma, que só foi possível graças à união de todos os paroquianos. 

 

RITO

No início da missa, Dom Odilo abençoou a água que foi aspergida ao longo da igreja, simbolizando a purificação da casa. Após a ladainha de todos os santos, foram depositados sobre o altar as relíquias de São José de Anchieta, Santo Antônio de Santana Galvão e Santa Paulina. O ato remete a uma antiga tradição dos cristãos de construir igrejas sobre os túmulos de santos e mártires, lembrando, desta forma, o sacrifício daqueles que se despojaram e dedicaram suas vidas a Deus. 

O Cardeal seguiu com as preces de dedicação da igreja e do altar e com a unção com o Santo Crisma nas novas paredes e na nova mesa eucarística, seguida da incensação. 

Por fim, com o altar revestido e iluminado recordou-se o sacrifício eucarístico e a mesa do Senhor e que Cristo é a luz que se revela para o povo de Deus. Durante essa etapa do rito, Dom Odilo afirmou: “O altar tem o simbolismo da mesa, da primeira ceia que Jesus fez antes da cruz, quando instituiu a Eucaristia, o banquete pascal, por isso é o símbolo da mesa da família de Deus”. 

 

EDIFICAÇÃO

Na homilia, Dom Odilo refletiu sobre o papel de todos os cristãos como membros da Igreja, e do papel do povo como edificação viva. O Arcebispo destacou a segunda leitura, retirada da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios, na qual o Apóstolo São Paulo afirma: “Vós sois a construção de Deus”. 

Ele explicou que o alicerce desta edificação, Jesus, é sólido e nenhum outro pode substituí-lo. “Somos construção de Deus, edificados sobre Cristo, fundamento e rocha firme que não se abala”, continuou.

Ainda sobre a segunda leitura, comparou os membros da Igreja de Cristo com os membros do corpo humano, que, dividido em várias partes, apresenta em cada uma delas uma função própria. 

Dom Odilo alertou também sobre a presença dos falsos ensinamentos, que afastam o povo da vida em comunidade e da atenção com o verdadeiro sentido do Evangelho.

Ao final da celebração, o paroquiano Fábio Lacerda, 48, agradeceu em nome da comunidade a presença do Cardeal e também destacou que as mudanças que foram feitas no templo eram símbolo do caminho sinodal. 

 

DE DENTRO PARA FORA

Começava na década de 1950 a construção da capela Nossa Senhora Auxiliadora, em um terreno comprado pelos padres da Congregação dos Oblatos de Maria Imaculada, sendo inaugurada e abençoada pelo Cardeal Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, então Arcebispo Metropolitano, em 23 de maio de 1953. A nova capela recebia principalmente fiéis canadenses, americanos e ingleses. 

Em 1966, o Cardeal Agnelo Rossi, sucessor do Cardeal Motta, solicitou aos padres oblatos a elevação da capela a matriz paroquial com o objetivo de atender a um maior número de pessoas. No bairro do Jardim Paulista, no dia 17 de abril de 1966, foi instituída a Paróquia Nossa Senhora Mãe da Igreja, tendo como primeiro pároco o Padre Tomaz Brown, OMI. 

 

VIDA NO MEIO DO POVO

Maria Helena Papa é coordenadora dos ministros extraordinários da Sagrada Comunhão e em novembro completa 50 anos como paroquiana da Paróquia Nossa Senhora Mãe da Igreja. 

Segundo ela, além da formação para os sacramentos de Batismo, primeira Eucaristia, Crisma e Matrimônio, é oferecido uma vez por semana um curso de 
 
Teologia com estudos bíblicos, ministrado pela teóloga e também paroquiana Rosa Maria Zuccolo.

Dentro da proposta de evangelização, são atuantes os grupos de Encontro da Amizade, Legião de Maria, Encontro de Casais Com Cristo (ECC) e Apostolado da Oração. 

Para atender às necessidades da comunidade local, a paróquia administra a creche Menino Jesus, que atualmente atende 56 crianças de dois a quatros anos, além de oferecer cursos de costura e alfabetização de jovens e adultos. 

 

RENOVAÇÃO

Após ser alertado sobre os problemas estruturais que igreja apresentava, o Pároco elaborou um projeto de reforma que não descaracterizasse a história, mas que ao mesmo tempo trouxesse modernidade ao templo. O planejamento para a obra foi dividido em duas fases. Na primeira, foi realizado o reparo do telhado, que durou dois meses. Na segunda, a parte elétrica. 

Além disso, foi construído uma rampa de acessibilidade às pessoas com deficiência, atendendo a um desejo antigo da comunidade. As reformas, que começaram em fevereiro deste ano, tiveram importante participação e apoio dos paroquianos, que se uniram não só com as doações, mas com palavras de incentivo. 

Para Cristina Velloso, paroquiana, a cerimônia tem um sentido especial, de muita alegria para todos os paroquianos, que juntos contribuíram não só com doações, mas, sobretudo, com incentivo para a renovação da paróquia.  

 

(Colaborou Cleide Barbosa)
 

Comente

Paróquia Santa Mônica celebra dedicação de nova igreja

Por
24 de novembro de 2017

No dia 19 de novembro de 2011, os fiéis da Paróquia Santa Mônica, no Parque Santa Mônica, zona Noroeste de São Paulo, assistiam entre lágrimas a demoli- ção da pequena igreja-matriz, de pouco mais de 50 anos na época, interditada pela Prefeitura devido a problemas estruturais. Exatamente seis anos depois, no domingo, 19, as lágrimas dos fiéis eram de alegria ao verem a nova igreja ser inaugurada e dedicada, assim como o seu altar, em missa presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo.

O novo templo, onde agora cabem cerca de 300 pessoas, foi construído com o esforço da comunidade e a ajuda de diversas paróquias da Arquidiocese de São Paulo, que se uniram para concretizar o sonho da comunidade. “Vocês estavam esperando por este dia há muito tempo, não é mesmo?”, perguntou Dom Odilo, no início da celebração, recordando que, em 2012, abençoou a pedra fundamental na nova igreja. “Este é um espaço digno para que aqui possamos adorar, honrar o Senhor e que a família dos filhos de Deus aqui possa se reunir”, afirmou.

O Arcebispo ressaltou, ainda, que a celebração era mais do que uma inauguração, mas a sua dedicação a Deus. “Consagramos o templo para Deus, para que Ele permaneça no meio de nós, para que aqui possamos encontrá-Lo”.

No rito de dedicação, o Cardeal aspergiu com água-benta, incensou e ungiu com o óleo do Crisma as colunas da igreja e o novo altar diante do qual foram depositadas as relíquias de Santo Antô- nio de Sant’Anna Galvão, Santa Paulina e São José de Anchieta. Dom Odilo explicou que as relíquias ajudam os fiéis a lembrarem que toda a missa traz presente a vida dos santos como “oferta agradá- vel a Deus”.

 

História 

A Igreja Católica está presente no Parque Santa Mônica há aproximadamente 60 anos, quando foi erguida uma pequena capela em honra a Nossa Senhora de Fátima, ligada à Paróquia Santa Terezinha, no Jardim Regina. Em 26 de agosto de 2001, a comunidade foi elevada à Paróquia com o título de Santa Mônica, fruto de uma devoção forte de algumas famílias do bairro.  O primeiro Pároco foi o Padre Vittório Morégola, atual Vice-Chanceler do Arcebispado. 

Desde a interdição e depois demolição da antiga igreja, já tendo como Pároco o Padre Cristiano de Souza Costa, as missas e atividades da Paróquia aconteciam em um colégio do bairro e nas casas das famílias. Nesse período começou a ser feita a fundação do terreno para a construção da nova matriz. Porém, recursos financeiros arrecadados até então não foram suficientes para dar continuidade às obras, que ficaram paradas entre 2012 e 2013.

Em 2013, Padre Jaidan Gomes Freire assumiu a função de administrador paroquial da Santa Mônica, ao mesmo tempo que permanecia Pároco da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, em Pirituba. “Nesta ocasião, mobilizamos as paróquias da Região Episcopal Lapa e de outras regiões, que nos fizeram doações em dinheiro ou de objetos para serem usados na promoção de eventos para arrecadar fundos”, contou. No mesmo ano, a Paróquia recebeu uma ajuda financeira da Arquidiocese de São Paulo, resultante da campanha realizada por ocasião da Jornada Mundial da Juventude. Esses valores ajudaram na construção do salão no subsolo da igreja e na construção do templo. 

Em 2014, começaram a ser celebradas missas no salão paroquial e, em 2015, as celebrações passaram a acontecer no interior da igreja ainda inacabada. 

Padre Jaidan, que tomou posse como pároco em abril de 2016, destacou que, no período em que as obras ficaram paradas, os paroquianos perderam a referência de um local para o encontro dominical. “Muitos se dispersaram para paróquias vizinhas. Algumas pessoas que se mudaram para o bairro nem sequer sabiam que existia uma paróquia aqui”, disse. 

 

Emoção

Durante a missa de dedicação, Eurídice Pereira Carracini, 65, membro da Paróquia há 25 anos, se emocionou enquanto proclamava a primeira leitura, do Profeta Neemias. O texto narra o momento em que o Sacerdote Esdras apresentou a Lei na assembleia depois da libertação do povo hebreu no exílio na Babilônia. “Todo o povo chorava ao ouvir as palavras da Lei”, dizia a leitura. Eurídice relatou ao O SÃO PAULO que aquele texto bíblico expressava exatamente o que ela e boa parte da comunidade sentia naquele dia.

“Eu estava do outro lado da rua quando o trator derrubou a primeira parede da nossa capelinha. Eu não consegui ver o restante. Mesmo sabendo que era para um bem maior da nossa comunidade”, recordou Eurídice, que relatou, ainda, a ocasião em que, durante um evento com a presença do Cardeal Scherer, em 2013, tomou a palavra e manifestou sua tristeza ao ver as obras da matriz paradas. “Naquele dia, no final do encontro, Dom Odilo se aproximou de mim e disse para eu ficar tranquila que a nossa igreja seria construída. Hoje eu me lembrei de todo esse caminho, de todo o nosso trabalho, daqueles que já partiram e não puderam ver a nova Igreja”.  

Membro da Paróquia há 40 anos, Helena Simões dos Santos, 73, também se emocionou com as lembranças da comunidade e das muitas ajudas recebidas: “Sinto uma alegria muito grande por poder testemunhar a história de nossa paróquia antes e depois da nova igreja. O nosso bairro é de pessoas simples, trabalhadoras e que colocam muito o coração em tudo o que fazem”. 

Diante da emoção dos fiéis durante a missa, Dom Odilo chamou a atenção para a padroeira, Santa Mônica, conhecida pelas muitas lágrimas derramadas pela conversão de seu filho, Santo Agostinho. “Deus escutou as suas orações, seus soluços e seu choro... Aqui vocês poderiam desenvolver essa devoção. As mães poderiam se reunir para rezar pelos jovens, pelos filhos. As ‘amigas de Santa Mônica’. Que tal?”, motivou o Arcebispo. 

Comente

Em missa, Cardeal dedica igreja e altar da Paróquia São Gabriel Arcanjo

Por
30 de outubro de 2017

Na entrada lateral da igreja-matriz da Paróquia São Gabriel Arcanjo, as velas acesas minutos antes da missa, colocadas logo abaixo das imagens do Menino Jesus de Praga, de Santo Antônio e de Nossa Senhora Aparecida, estão ao lado de uma Bíblia aberta, e convidam ao recolhimento e à oração. Aos poucos, os fiéis ocuparam os bancos da igreja que, durante a celebração eucarística, realizada no sábado, 21, às 18h, foi dedicada, com o seu altar, pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo. 

A missa presidida por Dom Odilo e concelebrada por outros sacerdotes, como o Cônego Sergio Conrado, Pároco, teve um caráter especial, com o rito próprio de dedicação da igreja e do altar. O altar, centro da igreja, que permaneceu sem toalha e demais objetos litúrgicos, só a partir de um determinado momento foi revestido, o que simboliza a preparação da mesa para uma grande festa, em que Cristo se dá como alimento para saciar a fome daqueles que O buscam.

 

Rito

Logo após a saudação inicial e a oração de bênção da água, realizada pelo presidente da celebração, o templo, o altar e os fiéis foram aspergidos e todos pediram a Deus a graça de “banhados em Cristo, serem novas criaturas”. 

Antes da proclamação da liturgia da Palavra, o Cardeal incensou o ambão, onde foi colocado o Lecionário, livro de onde são proclamados as leituras e o Evangelho durante cada celebração eucarística. 

Após a profissão de fé, toda a assembleia reunida rezou a Ladainha dos Santos. Na sequência, depositou-se sob o altar as relíquias dos santos. O gesto deriva da tradição cristã antiga dos fiéis que construíam igrejas sobre os túmulos dos santos e mártires para recordar assim o sacrifício de pessoas que, ao longo da história, ofereceram-se a Deus e a Ele dedicaram o tempo, as energias e suas próprias vidas. 

Com a unção do altar e das paredes da igreja, torna-se o altar símbolo de Cristo, que é o “Ungido” por excelência. Igualmente o gesto de incensação simboliza o sacrifício do Cristo e o desejo de que as preces de todos os fiéis subam a Deus e sejam por Ele escutadas. Por fim, antes da liturgia eucarística, acontece a iluminação do altar e da igreja. Nesse momento do rito, recorda-se a mesa da refeição e Cristo, que é luz para todos os povos. 

“O altar lembra a mesa da última ceia e, ao mesmo tempo, a cruz sobre a qual Cristo se ofereceu pela nossa redenção. É no altar que depositamos nossas oferendas, que são oferecidas junto ao sacrifício de Cristo. E, assim, Ele se oferece a nós como pão descido do céu, para que todo que Dele comer não pereça, mas tenha vida eterna”, explicou o Cardeal, enquanto o altar era revestido e devidamente ornamentado.
 

‘A Caminho da Jerusalém Celéste’

Na homilia, Dom Odilo salientou que “o rito de dedicação da igreja e do altar, nos lembra aquilo que somos nós, Igreja. Quando falamos Igreja, pensamos no templo, e esse é um modo de entender, mas a Igreja de Cristo é a comunidade dos batizados e também dos que não foram batizados ainda, mas procuram a Deus e, de alguma forma, estão ligados à Igreja, mesmo que não o estejam formalmente”. 

Ele explicou que “na segunda leitura, São Paulo diz à comunidade que ela não é mais estranha, estrangeira, mas parte da família de Deus, concidadã dos santos. E nós somos a Igreja a caminho da Jerusalém celeste, da cidade eterna. São Paulo continua dizendo que a comunidade está integrada ao edifício, que é a Igreja, a casa de Deus, que tem como fundamento os apóstolos”, continuou. 

“A Igreja é a comunidade convocada pela Palavra de Deus, que deseja ouvir o que o Senhor irá falar. A Palavra de Deus deve ressoar na Igreja, não só no templo, mas na comunidade dos fiéis; Igreja viva: casa de Deus que somos nós; Igreja: comunidade de irmãos; Igreja: povo de Deus a caminho da Jerusalém Celeste”, disse o Cardeal, que tem realizado a dedicação de paróquias e comunidades que, mesmo tendo sido criadas há muitas décadas, ainda não tinham celebrado os ritos próprios de dedicação.

 

Comunidade viva 

Criada em 13 de novembro de 1939, quando Dom José Gaspar d’Afonseca e Silva era Arcebispo de São Paulo, a Paróquia está localizada na avenida São Gabriel, 108, no Jardim Paulista, proveniente de um desmembramento das paróquias do Jardim América, Indianópolis e Santa Generosa. A conclusão das obras só aconteceu em 1940, quando o Monsenhor Humberto Manzini foi oficialmente nomeado Pároco. 

Desde 2016, o Pároco é o Cônego Sérgio Conrado, que concelebrou a missa de dedicação. À reportagem do O SÃO PAULO , o Cônego salientou que “a Paróquia é muito conhecida e querida pelo número de missas dominicais, oito no total, e o intenso atendimento às confissões: semanal e dominical. A população frequentadora, cerca de 5 mil pessoas por final de semana, além dos moradores do Jardim Paulista – o mais antigo dos Jardins – acolhe muitas pessoas de toda a cidade”. 

Além disso, há um núcleo comunitário, composto pelos moradores do Jardim Paulista, que acompanha o desenvolvimento da ação missionária da Igreja. 

 

Pastorais, grupos e projetos da Paróquia São Gabriel Arcanjo

-  Catequese infantil e de iniciação cristã de adolescentes e adultos;
- Oficinas e Oração e Vida;
-  Grupo de Oração São Gabriel Arcanjo;
- Pastoral da Música;
- Pastoral Vocacional;
-  Conferência de São Vicente de Paulo;
- Pastoral de Eventos;
-  Projeto Arcanjo Gabriel: Centro Social e assistência a idosos, pessoas carentes e cursos variados;
- Grupo de Jovens Rumo Certo;
- Grupo Coral;
-  Projeto Igreja Irmãs: ajuda financeira a diversas comunidades carentes e instituições eclesiais;
-  Terço dos Homens e da Misericórdia;
-  Tardes de Encontro: tricô e artesanato;
-  Grupo de Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão.

Comente

Igreja Santa Paulina é inaugurada no Heliópolis

Por
01 de julho de 2017

A comunidade do Heliópolis, na periferia da zona Sul de São Paulo, esteve em festa na noite da sexta-feira, 30 de junho. Após quase 14 anos da criação da Paróquia Santa Paulina, em dezembro de 2003, finalmente a igreja-matriz foi inaugurada, fruto da mobilização dos paroquianos, de toda a Arquidiocese (já que parte dos recursos foram da coleta da missa do centenário da Arquidiocese em 8 de junho de 2008) e também da doação de católicos da Alemanha.

“Alegres vamos à casa do Pai e na alegria cantar seu louvor, em sua casa, somos felizes, participamos da ceia do amor”, foi o canto entoado pelo ministério de música e cantado pela multidão de fiéis, às 19h30, ao ingressarem novo templo, após as portas serem abertas pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, que recebeu as chaves da igreja das mãos do pároco, o Padre Pedro Luiz Amorim Pereira.

No começo da celebração, Dom Odilo destacou que a nova igreja é esforço dos paroquianos e de todos que de alguma forma colaboraram para construí-la. “A igreja é feita para Deus e para a família de Deus”, afirmou o Cardeal. “Que aqui seja sempre sinal que Deus habita este bairro, que tem casa no meio de nós”, complementou.

Na sequência, houve a bênção da água, que foi aspergida sobre os fiéis, o templo e o altar. O rito de dedicação da igreja e do altar prosseguiu após a homilia, com a Ladainha de Todos os Santos; deposição sob o altar das relíquias de Santa Paulina, Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, São José Marello e Santa Felicidade; prece de dedicação; unção do altar e das paredes da igreja com o óleo do Crisma; incensação do altar e da igreja, e posterior iluminação do altar e do templo.

Na homilia, Dom Odilo exortou os paroquianos a darem testemunho da fé católica no bairro e lembrou que a matriz-paroquial deve reunir a comunidade, como família de Deus, ser lugar de amor, respeito, caridade, fraternidade, alegria e esperança. “Nós construímos aqui a casa de Deus, mas a casa de Deus verdadeira somos nós”, afirmou.

O Arcebispo ressaltou, também, que a igreja é o local do sacramento da Eucaristia e disse ser indispensável a participação dos fiéis nas missas, especialmente nas dominicais.

Na parte final da celebração, o Cardeal agradeceu ao empenho do Padre Pedro Luiz para a conclusão das obras, e o Sacerdote também expressou gratidão a todos que se empenharam com as doações nos últimos nove anos e na conclusão das obras, que foram iniciadas em agosto do ano passado.

Por fim, Dom Odilo lembrou que a cada ano, no dia 30 de junho, deve ser celebrado, de modo solene, o aniversário de dedicação da Igreja Santa Paulina.

Além da igreja-matriz, localizada na Rua 28 de Outubro, 07, Cidade Nova Heliópolis, a Paróquia Santa Paulina é composta pelas comunidades São Benedito, Santa Isabel e Santa Clara. O prédio da Comunidade São José, antiga matriz-paroquial, será transformada em um centro pastoral.

 

Leia a reportagem completa na próxima edição impressa do O SÃO PAULO, a partir de quarta-feira, dia 5

Comente

Para pesquisar, digite abaixo e tecle enter.