Ações da Igreja na atualidade e eleição da nova presidência são destaques da Assembleia da CNBB

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02 de mai de 2019

O Santuário Nacional de Aparecida sedia, de 1° a 10 de maio, a 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Com o intuito de tratar de assuntos de grande relevância eclesial, entre eles a plataforma de ação da Igreja perante a realidade atual, o encontro reúne clérigos provenientes de todas as partes do País, sendo 309 bispos com direito a voto, entre cardeais, arcebispos, bispos diocesanos, prelados, auxiliares e coadjutores, além dos 171 bispos eméritos e representantes de organismos e pastorais da Igreja que participam como convidados.

 

DESTAQUES

A cada quatro anos, com pauta especial, como é o caso da atual edição, a Assembleia Geral da CNBB aborda, como tema central, a atualização das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), desta vez para o período de 2019 a 2023, e a nova eleição da presidência da entidade, que inclui o presidente, o vice-presidente e o secretário- -geral, além dos presidentes das 12 Comissões Episcopais de Pastoral (Ministérios Ordenados e Vida Consagrada; Laicato; Ação Missionária e Cooperação Intereclesial; Animação Bíblico-Catequética; Doutrina da Fé; Liturgia; Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso; Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz; Cultura e Educação; Vida e Família; Juventude; e Comunicação Social) e do delegado e o suplente brasileiros que integrarão o Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam).

 

DIRETRIZES GERAIS

Dom José Belisário da Silva, Arcebispo de São Luís (MA) e Coordenador da Comissão Especial que trata da atualização das DGAE, afirma que as Diretrizes têm como objetivo apresentar e promover a pastoral nas mais diversas realidades eclesiais do País.

“As Diretrizes inspiram o trabalho e a presença da Igreja Católica no Brasil desde a década de 1960. Inicialmente, falava-se em plano de pastoral de conjunto, sendo que, de quatro em quatro anos, essas diretrizes são revisadas e publicadas, a fim de orientar o trabalho das dioceses, dos movimentos e das pastorais de toda a Igreja”, disse o Arcebispo em entrevista à rádio 9 de Julho.

Ele reitera, ainda, que o trabalho da Comissão é “recolher e traduzir o que a Igreja está vivendo. Nossa inspiração provém dos Atos dos Apóstolos, das primeiras comunidades cristãs e da importância da Palavra de Deus. As Diretrizes acentuam muito a importância da espiritualidade e do serviço aos irmãos”

Ele reitera, ainda, que o trabalho da Comissão é “recolher e traduzir o que a Igreja está vivendo. Nossa inspiração provém dos Atos dos Apóstolos, das primeiras comunidades cristãs e da importância da Palavra de Deus. As Diretrizes acentuam muito a importância da espiritualidade e do serviço aos irmãos”

 

CULTURA URBANA

Segundo Dom Belisário, a novidade do documento deste ano relaciona-se à principal preocupação da Igreja atual, que é a evangelização em grandes centros urbanos, que refletem as mudanças conjunturais vividas pela sociedade brasileira como um todo. Dessa forma, o intuito da Igreja é acompanhar tais mudanças a fim de compreender melhor a sociedade e, assim, estabelecer um diálogo com ela e dela se aproximar.

“As novas Diretrizes que serão estudadas e aprovadas partem da situação de que se vive hoje num mundo urbano. Mesmo as pessoas que não moram nas grandes cidades são altamente influenciadas pela cultura urbana. Nosso País passou, em poucas décadas, de uma nação eminentemente rural, de comunidades rurais, para grandes cidades, ou seja, a maior parte da população mora em grandes conjuntos urbanos, e, quando não, em cidades médias e menores”, concluiu.

Dom Belisário afirma, ainda, que, a partir de um esforço de compreensão dessa cultura urbana, percebe-se que no mundo atual se acentuam a individualidade e o consumismo e, por consequência, a corrupção. O mundo atual também é plural, inclusive de opções religiosas, sendo que outras de suas principais características são os altos índices de mobilidade da população, que vive num bairro e mora noutro, normalmente distante; o problema dos migrantes e refugiados; além da extrema pobreza e da violência presentes nos bairros populares.

 

SERVIÇO

Durante todos os dias – exceto no domingo, 5 – serão celebradas missas com laudes, das 7h30 às 8h45, no Santuário Nacional de Aparecida, com livre acesso à participação dos fiéis e transmissão ao vivo pelas emissoras católicas de rádio e televisão. O retiro dos bispos iniciará no dia 4, às 15h, e terminará no domingo, 5, às 11h30, com missa no Santuário, também aberta à participação dos leigos.

Os trabalhos da Assembleia serão desenvolvidos em quatro sessões, sendo duas pela manhã (das 9h15 às 12h45) e duas à tarde (das 15h40 às 19h30).

As entrevistas coletivas acontecerão sempre às 15h, na Sala de Imprensa do Centro de Eventos, com a presença de três bispos designados pela Presidência da Assembleia. O porta-voz será o Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, Dom Darci Nicioli.

 

 

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Semana pela Paz promove atividades gratuitas em São Paulo

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14 de setembro de 2018

Entre 16 e 21 de setembro, a Rede Brasil do Pacto Global da ONU e o governo estadual de São Paulo realizam a Semana Pela Paz. O evento promoverá atividades culturais e debates sobre direitos humanos, inclusão de minorias, xenofobia e feminicídio. Os dias de mobilização incluem ainda a Conferência Estadual de Jornalismo pela Paz. A programação é gratuita.

No dia 19 de setembro, a semana terá um seminário sobre empregabilidade de grupos vítimas de discriminação — os egressos do sistema prisional, pessoas em situação de rua, indivíduos com deficiência, migrantes e refugiados e pessoas trans. O público-alvo do encontro são os departamentos de recursos humanos do setor privado. Para participar desse evento, é necessário fazer uma inscrição prévia — clique aqui.

A Conferência Estadual do Jornalismo pela Paz discutirá temas como as fake news, o jornalismo na periferia e o uso da comunicação pelo ativismo. Também é preciso se inscrever com antecedência para participar — clique aqui.

Em 2018, a Semana Pela Paz comemora o 70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada em 1948 pela comunidade internacional. A iniciativa é mais uma etapa do projeto O Mundo Que Queremos, uma parceria entre o governo estadual e o Pacto Global das Nações Unidas.

Confira a programação clicando aqui.

 

 

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