Uma São Paulo com tons e sabores para sul-americanos, japoneses e catarianos

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24 de junho de 2019

São Paulo é a maior cidade brasileira, e seus 12,18 milhões de habitantes se unem aos inúmeros torcedores sul-americanos, japoneses, catarianos e de outras nacionalidades que vêm à metrópole para acompanhar os jogos da Copa América em 2019, iniciada no dia 14 deste mês e que segue até o dia 7 de julho.

Seis jogos foram reservados para São Paulo, três na primeira fase da competição, já realizados no estádio do Morumbi, inclusive o jogo de estreia em que o Brasil venceu Bolívia pelo placar de 3 a 0.

No dia 17, uma segunda-feira, 23 mil pessoas puderam ver a seleção chilena vencer a japonesa por 4 a 0. O último jogo no estádio do São Paulo Futebol Clube terminou com a vitória da Colômbia por 1 a 0 sobre o Catar, na quarta-feira, dia 19.

Restam, ainda, três partidas, desta vez, disputadas na Arena Corinthians. Neste sábado, 22, mais uma vez a seleção brasileira entra em campo, agora contra a seleção do Peru. O estádio da zona Leste será palco de uma das disputas nas quartas-de-final e da decisão do terceiro e quarto lugares do torneio.

TEM JAPONÊS NA COPA AMÉRICA

Em 2019, um dos países convidados para disputar a Copa América é o Japão. A seleção é a terceira colocada do grupo C: no primeiro jogo perdeu para o Chile e na disputa seguinte empatou com o Uruguai.

Responsável por uma das mais numerosas colônias de imigrantes em São Paulo, o Japão está muito presente também na gastronomia da cidade e, durante os dias de jogos, as duas paixões de brasileiros e japoneses se encontram para uma grande celebração.

A Japan House São Paulo e Consulado-Geral do Japão em São Paulo, localizado na Avenida Paulista, oferecem em dias de jogos uma série de atividades especiais sobre o universo esportivo, como a transmissão ao vivo dos jogos da seleção japonesa e palestras sobre o panorama do futebol no Brasil e Japão, com o objetivo de ampliar o intercâmbio entre os dois países, contribuir com a relação colaborativa com jogadores que atuaram no Brasil e Japão, e a troca de experiência olímpica e paralímpica, já que o Brasil foi palco dos Jogos Rio 2016, e o Japão, de Tóquio 2020.

Nos dias de disputa, ainda acontece uma mostra de camisas da Seleção Japonesa composta por noves modelos, a partir da Copa do Mundo de 2002, quando o país foi um dos que sediaram o torneio, até o modelo criado para o último campeonato mundial em 2018.

RIVAIS, PERO NO MUCHO!

Tão tradicional quanto o futebol é a eterna rivalidade entre brasileiros e argentinos neste esporte. No entanto, nas transmissões feitas no restaurante argentino Moocaires, Restobar, no bairro da Mooca, segundo Cristián Senen Galarza, essa rivalidade fica de lado: “O clima de festa predomina na torcida, quase como de uma arquibancada, músicas, gritos e até mesmo a angustia quando um jogador erra um passe”. Ele reiterou que a grande maioria da torcida argentina é composta por brasileiros.

A rotina do restaurante com a competição é alterada, pois os torcedores se identificam com o estabelecimento. De acordo com Cristián, a Copa do Mundo em 2010 foi um dos grandes marcos para o Moocaires, que chegou a ter fila de espera grandiosa e presença da imprensa no local.

MOVIMENTAÇÃO NA ECONOMIA

A especialista em turismo, Lorena Peretti, da agência Minds Travel, explicou que eventos da magnitude da Copa América geram um impacto a economia na área do turismo- A & B (Alimentos de Bebidas) e hotéis. As redes hoteleiras registaram alta para o período de junho e em avenidas importantes, como a Avenida Paulista, já há intensa movimentação de torcedores de outros países nos bares e no comércio local.

FUJA DO ÓBVIO

Aos comerciantes e gestores do setor de serviços, a especialista alerta que a melhor maneira de atrair este público é gerando empatia e identificação sem oferecer mais do mesmo: “Ações diferentes com conteúdo sobre os jogos, a importância de cada País, a importância do campeonato pode ser um diferencial para o torcedor optar por aquele bar e/ou restaurante, para mirrar as partidas ou após irem ao estádio! Não é apenas o ambiente, e o preço, mas também o conteúdo é apresentado”, falou.

 

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Cidades têm mobilização mínima para a Copa América 2019

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11 de mai de 2019

Entre 14 de junho e 7 de julho, acontecerá a Copa América no Brasil. A competição volta ao País após 30 anos. Os jogos serão nas cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS) e Salvador (BA). Apresentamos a seguir um panorama dos preparativos das cidades para receber o evento esportivo.

 

SÃO PAULO

Entre 14 de junho e 7 de julho, acontecerá a Copa América no Brasil. A competição volta ao País após 30 anos. Os jogos serão nas cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS) e Salvador (BA). Apresentamos a seguir um panorama dos preparativos das cidades para receber o evento esportivo.

Na Arena Corinthians, na zona Leste, o Brasil enfrentará o Peru, em 22 de junho, às 16h. Haverá, também, uma partida das quartas de final, no dia 28, e a disputa do terceiro lugar, em 6 de julho.

Ainda na cidade, os centros de treinamentos do São Paulo e do Palmeiras serão utilizados pela Seleção Brasileira.

O sistema de segurança será parecido com o da Copa de 2014: em cada jogo, haverá 800 policiais. Outras informações sobre a logística para receber as partidas não estão disponíveis nos sites da Prefeitura e do Governo do Estado.

 

RIO DE JANEIRO

O Estádio do Maracanã, na Capital Fluminense, sediará a final da Copa América, em 7 de julho, e mais quatro jogos: em 16 de junho, Paraguai e Catar; no dia 18, Bolívia e Peru; no dia 24, Chile e Uruguai; e uma partida das quartas de final, no dia 28.

O estádio passou por reformas recentes para abrigar jogos da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016 e, desde abril, é gerido por Flamengo e Fluminense.

Com o antigo consórcio que administrava o Estádio, liderado pela Odebrecht, a Conmebol tinha um acordo de pagar R$ 1,750 milhão para alugá-lo por dois meses. Esse contrato tende a ser revisto.

 

BELO HORIZONTE

O Estádio do Mineirão, na Capital Mineira, receberá cinco jogos. O primeiro entre Uruguai e Equador, em 16 de junho. No dia 19, jogarão Argentina e Paraguai; no dia 22, Bolívia e Venezuela; e no dia 24, Equador e Japão. Em 2 de julho, haverá uma partida da semifinal, que pode ser a do Brasil, caso avance em primeiro no grupo A. O centro de treinamento do Atlético Mineiro será utilizado pela Seleção Brasileira caso isso aconteça.

A tendência é que nos dias de jogos sejam repetidas as estruturas logísticas adotadas na Copa do Mundo de 2014.

Assim como nos casos de São Paulo e Rio de Janeiro, não há informações disponíveis sobre os preparativos da Copa América nos itens de busca nos sites da Prefeitura de Belo Horizonte e do governo mineiro.

 

PORTO ALEGRE

A Arena do Grêmio, na Capital Gaúcha, inaugurada em 2012, receberá cinco jogos, o primeiro em 15 de junho, entre Venezuela e Peru. No dia 20, jogarão Uruguai e Japão; e, no dia 23, Catar e Argentina. Nas quartas de final, caso o Brasil seja o primeiro no grupo, jogará na Arena do Grêmio, no dia 27, às 21h30. O estádio receberá ainda um jogo das semifinais, em 3 de julho.

Em fevereiro, o vice-prefeito de Porto Alegre, Gustavo Paim, recebeu a visita dos cônsules do Japão, da Argentina e do Uruguai, para planejar a melhor forma de recepcionar as seleções e os turistas. Em março, aconteceu o primeiro encontro com os responsáveis pela segurança para alinhar ações, desde ingresso de torcedores nas fronteiras até os espaços turísticos da cidade que possam reunir milhares de pessoas.

 

SALVADOR

A Arena Fonte Nova, na Capital Baiana, receberá, em 15 de junho, a partida entre Argentina e Colômbia; no dia 18, entre Brasil e Venezuela; no dia 21, entre Equador e Chile; no dia 23, jogarão Colômbia e Paraguai; e, em 29 de junho, um jogo das quartas de final.

Os estádios do Pituaçu e do Barradão serão usados para a estrutura de treinos das seleções que forem jogar na Bahia.

Representantes do Governo do Estado têm se mostrado otimistas com a possibilidade do aumento na quantidade de turistas durante a competição.

 

SEGURANÇA

O planejamento de segurança da Copa América passará pela utilização de um sistema de reconhecimento facial nos estádios, segundo o Comitê Organizador Local. A ideia é coibir a presença de vândalos ou de pessoas foragidas da Justiça nos estádios.

Um efetivo de 10 mil agentes de segurança privada será contratado para o policiamento dentro dos estádios.

(Com informações de Glbooesporte.com e CBF) (Colaborou: Daniel Gomes)

 

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Brasil enfrenta Bolívia, Venezuela e Peru na fase de grupos da Copa América

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03 de fevereiro de 2019

A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) sorteou no dia 24, no Rio de Janeiro, os grupos da Copa América, que será realizada no Brasil entre os dias 14 de junho e 7 de julho. A Seleção Brasileira, cabeça de chave do Grupo A, conheceu seus adversários na primeira fase: o Peru, a Venezuela e a Bolívia, adversária da estreia do torneio, que ocorrerá em São Paulo, no Estádio do Morumbi, no dia 14 de junho, às 21h30.

 

CAMINHO DO BRASIL

Na teoria, o grupo do Brasil é o mais fácil do torneio que reúne 12 países, sendo dez seleções da América do Sul e duas convidadas. A Seleção fará o segundo jogo da fase de grupos contra a Venezuela, na Arena Fonte Nova, em Salvador, no dia 18 de junho, no mesmo horário, e fecha a primeira fase voltando a São Paulo para jogar contra o Peru, na Arena Corinthians, no dia 22 de junho, às 16h.

Caso se classifique como líder do grupo, fará as quartas de final na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, no dia 27 de junho. Caso passe em segundo, entrará em campo no Estádio do Maracanã, dia 28 de junho. Se avançar disputará a semifinal no Mineirão, em Belo Horizonte, dia 2 de julho, às 21h30. Já a grande final está confirmada para acontecer no Maracanã, em 7 de julho, às 17h.

 

RETROSPECTO

O retrospecto do Brasil em jogos de Copa América é favorável contra todos os adversários do seu grupo. A Seleção já enfrentou a Bolívia dez vezes na competição. Foram oito vitórias e duas derrotas. O segundo jogo da Amarelinha será contra a Venezuela. Em sete jogos no torneio, foram seis vitórias e um empate.

Por fim, a Seleção Brasileira terá os peruanos na fase de grupos. Foram 17 jogos, 11 vitórias, três empates e três derrotas. O último confronto contra a Seleção Peruana ocorreu na Copa América do Centenário em 2016, nos Estados Unidos. O Brasil perdeu por 1 a 0 e foi eliminado da competição ainda na fase de grupos. Após o resultado, o técnico Dunga foi demitido.

 

OS DESAFIOS

O coordenador técnico da Seleção Brasileira, Edu Gaspar, comentou em entrevista à CBF o destino do Brasil na Copa América e o desafio que será conciliar o tempo de descanso e a recuperação dos atletas entre os jogos.

“Temos de ter os cuidados para viajar o quanto menos, na hora certa, para que os atletas possam se recuperar no momento correto. Se vamos viajar pós-jogo, ou descansar e viajar no dia seguinte, há toda uma estratégia que está sendo montada para que possamos fazer a melhor logística para os jogos”, disse o coordenador.

Já o técnico Tite ressaltou que, independente dos adversários sorteados, o Brasil tem condições de encontrar o caminho para o título. Para o treinador, o segredo estará dentro da própria equipe.

“O (Francisco) Maturana foi muito sábio quando ele fez uma observação na apresentação. Ele disse que sorteio é sorteio. Mais do que isso, talvez o segredo e o processo de ter vitórias estejam dentro da própria Seleção. Está dentro de nós mesmos fazer o nosso melhor, um grande desempenho, para que tenhamos condições de passar essas etapas”, afirmou Tite.

 

OUTROS GRUPOS

A Argentina terá vida mais complicada que o Brasil. Terá que passar por Colômbia, eliminada nas oitavas da última Copa do Mundo, o Paraguai, do técnico Juan Carlos Osorio, e o Catar, que é a seleção convidada da Conmebol, por ser país sede da próxima Copa do Mundo de 2022.

Outro cabeça de chave é o Uruguai, que parou nas quartas na Copa da Rússia e que jogará contra o Chile, atual campeão da Copa América, contra o Japão, também convidado pela entidade Sul-Americana por ser sede dos próximos Jogos Olímpicos, e contra o Equador. Além dos dois primeiros de cada grupo, os dois melhores terceiros colocados também se classificam para a fase eliminatória.

(Com informações de CBF, Lance e El País)

 

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A Copa América no Brasil há 100 anos

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13 de janeiro de 2019

Um dos mais importantes passos para o respeito internacional da Seleção Brasileira de Futebol foi dado há cem anos, mais precisamente em 29 de maio de 1919, com a conquista do Campeonato Sul-Americano de Futebol, realizado no Brasil.

 

FORA DE CAMPO

No início do século XX, a chamada “febre espanhola” fez grandes estragos no cotidiano da população brasileira e trouxe prejuízos também para o futebol. O Sul-Americano, que anteriormente acontecera em 1916 e 1917, teve sua terceira edição adiada para 1919.

“Sediar um campeonato sul-americano era uma forma de mostrar ao mundo e aos países vizinhos que o Brasil era capaz de organizar uma competição internacional e de trazer as principais seleções do continente”, disse, ao O SÃO PAULO, o jornalista Roberto Sander, autor do livro “Sul-Americano de 1919: Quando o Brasil descobriu o futebol”, publicado pela editora Maquinaria.

Poucos anos depois de Charles Miller trazer o futebol ao Brasil, essa prática esportiva se consolidou como uma forma de entretenimento das elites. Muitos dos jogos eram disputados em clubes fechados aos quais apenas os sócios tinham acesso. O primeiro torneio de nível internacional realizado no Brasil abriu caminho para um futebol mais democrático.

“Naquela ocasião, existia uma divisão social muito marcante. O futebol, a partir do Campeonato Sul-Americano, fez com que o esporte fosse assimilado pelos negros e mulatos que praticavam futebol na periferia e não tinham acesso aos clubes de elite do Rio de Janeiro, onde só jogavam os brancos”, reiterou Sander.

“O Sul-Americano tornou-se a ‘competição-pai’ do futebol brasileiro. A população como um todo assimilou o futeA Copa América no Brasil há 100 anos Flavio Rogério Lopes osaopaulo@uol.com.br bol como o esporte favorito, e criou-se ali uma identidade nacional. O Brasil, em sua totalidade, começou a se enxergar e criar um rosto”, concluiu.

 

CAMPANHA

O dia 11 de maio marcou a estreia da Seleção Brasileira, no Estádio das Laranjeiras, sede do Fluminense, no Rio de Janeiro, construído especialmente para a realização do Sul-Americano. Não poderia ter sido melhor: 6 a 0 sobre o Chile, com direito a três gols do craque da equipe, Arthur Friedenreich.

No jogo seguinte, em 18 de maio, o Brasil venceu a Argentina por 3 a 1. A terceira partida, em 25 de maio, contra o Uruguai, era decisiva, pois o adversário também vencera seus dois primeiros jogos. Graças a Neco, o Brasil arrancou o empate heroico por 2 a 2. Na época, não havia decisão por pênaltis, então, uma segunda partida foi marcada para o dia 29 de maio.

 

A GRANDE FINAL

No dia da final do Sul-Americano, o Governo Federal decretou ponto facultativo e os comércios ficaram fechados. O jogo estava marcado para as 14h, mas, desde as 9h, os torcedores chegavam ao Estádio das Laranjeiras. Foram 28 mil pessoas no estádio com capacidade para 18 mil lugares.

O Brasil era uma incógnita. O Uruguai, por sua vez, tentava o tricampeonato do Sul-Americano. Durante os 90 minutos da final, nada de gol. A partida foi para a prorrogação. Após 30 minutos, o placar continuava zerado. Foi preciso uma segunda prorrogação de mais 30 minutos, quando o artilheiro Friedenreich fez a diferença: aos 3 minutos, Neco correu pela direita e lançou a bola para a área. Heitor recebeu e arriscou o chute, espalmado pelo goleiro Saporiti. A bola caiu nos pés do goleador, que chutou à meia altura e fez o gol do título brasileiro.

Arthur Friedenreich foi um dos maiores nomes do futebol brasileiro e mundial. El Tigre, como era conhecido, é até hoje o maior artilheiro do futebol. Em 26 anos de carreira, estima-se que tenha marcado 1.329 gols, mais até que Pelé, que fez 1.281 gols.

 

COPA AMÉRICA 2019

O Sul-Americano de Futebol mudou de nome em 1975, passando a ser chamado de Copa América. A 46ª edição do torneio será realizada este ano no Brasil, entre 14 de junho e 7 de julho, pelas dez seleções-membros da Conmebol - Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela – além do Japão e do Qatar, como países convidados. O sorteio dos grupos será realizado no dia 24, no Rio de Janeiro. A última vez que o Brasil venceu a competição foi em 2007.

 

(Com informações de CBF, Globoesporte.com e Universidade do Futebol)
 

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