Cáritas luta contra epidemia de ebola

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08 de agosto de 2019

A Cáritas da Espanha estabeleceu um plano de ação para impedir o crescimento da epidemia de ebola.  Ao todo, 22 pontos de vigilância foram estabelecidos na fronteira entre o Congo e Uganda, e 6,2 mil voluntários foram mobilizados. Além disso, a cada dez casas, uma pessoa da Cáritas foi designada para conscientizar a população sobre a epidemia e sobre os procedimentos a serem tomados caso alguém se contagie.


Segundo um voluntário da Cáritas, se, por exemplo, “um professor fica doente, todos os seus alunos devem ficar em quarentena, separados de suas famílias”. A Cáritas ajuda essas pessoas em quarentena. Nas Dioceses de Butembo e Bunia, foram distribuídos aproximadamente 157 mil quilos de comida para 23.561 pessoas em quarentena ou doentes. 


Desde a epidemia de ebola no ano passado, aproximadamente 1,8 mil pessoas morreram devido à doença e 2,7 mil foram infectadas no Congo. No mês passado, a Organização Mundial da Saúde declarou a epidemia uma emergência de saúde global. 
Alicia Fernández, da Cáritas Espanhola, salientou que a “luta contra o ebola deve ocorrer nas comunidades mais do que nos hospitais. Deve-se criar a consciência nas comunidades sobre a importância de se manterem métodos de higiene para impedir o contágio e o crescimento da doença”. 


A Cáritas também toma providências em cada caso novo relatado em regiões que ainda não haviam sido atingidas pela doença. Na Diocese de Mahagi, por exemplo, quando um caso foi detectado, a Cáritas ativou o protocolo de resposta, isolando o paciente e informado a sua família e aqueles que entraram em contato com o doente.


Alícia também destacou a importância da ação da Igreja na luta contra a doença, pois “não há outro agente local que possa fazer o que a Igreja faz, que está implantada na vida das comunidades, vivendo com elas o seu cotidiano, o que faz com que a Igreja tenha uma maior confiança das comunidades”. 


Uma grande dificuldade para a luta contra a epidemia está na rejeição da população local em receber a vacina contra o ebola, que possui, segundo a ONU, 99% de eficácia contra a doença. Além disso, a violência em algumas partes do País impede que voluntários alcancem essas áreas. 
 

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Corpo de sacerdote sequestrado é encontrado

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12 de julho de 2019

Padre Paul Mbon passeava com um amigo sacerdote na cidade de Ouesso, no Congo, na noite de 28 de junho, quando foi sequestrado por desconhecidos. Padre Paul estava na cidade para participar de uma ordenação sacerdotal. Uma semana depois do sequestro, o corpo do Padre foi encontrado nas águas do rio Sangha, com ferimentos provavelmente provocados por facão. 
Padre Paul serviu a Diocese de Ouesso, no norte do País, por muitos anos e, recentemente, havia sido nomeado para a Paróquia de Sembé, no Departamento de Sangha.
Embora as investigações não tenham sido conclusivas, as autoridades locais já prenderam um primeiro suspeito do crime. 


Fontes: Vatican News/ Agência Fides
 

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Reconstrução do Seminário Cristo Rei

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11 de março de 2019

A exploração gananciosa dos recursos minerais na República Democrática do Congo (RDC) aliada à corrupção e ao abuso de poder desencadearam há décadas uma crise econômica e de violência no País. A Igreja, por defender os direitos da população, passou a ser alvo de ataques tanto por parte do governo quanto das milícias armadas. Como resultado, o Seminário Cristo Rei, em Malole, na Arquidiocese de Kananga, no sul do País, foi saqueado e incendiado. Antes do ataque, os rebeldes tinham demonstrado a intenção de transformar o seminário na sede do grupo, mas o reitor recusou e tropas do governo intervieram, piorando a situação. Por milagre, nenhum dos 77 seminaristas que estavam no Seminário foi ferido. Como prevenção, todos os seminaristas foram removidos temporariamente para casas de famílias locais da comunidade. De início, eles só ficariam por um ou dois dias, mas isto se estendeu por três meses, até que foram transferidos para a segurança de todos. Quanto ao Seminário, quase nada restou.

O incidente ocorreu em 2017, mas agora o Seminário de Malole foi finalmente reconstruído. O Abade e Reitor, Richard Kitengie, agradece à ACN e enfatiza que o projeto realizado “é uma grande motivação e renova a força de recomeçar quantas vezes for necessário!”

As palavras de resistência do Abade não são à toa. Conforme aponta a última edição do Relatório de Liberdade Religiosa no Mundo, produzido pela ACN em novembro de 2018, durante o período de análise do relatório – de julho de 2016 a junho de 2018 – a Igreja Católica enfrentou bastantes dificuldades no País. Nos últimos anos, multiplicaram-se os ataques brutais do governo a igrejas e instituições católicas. Mesmo com o novo presidente eleito em janeiro deste ano, o clima é de incerteza. O vencedor do pleito, Félix Tshisekedi, em seu discurso da vitória, prestou homenagem ao seu antecessor, Joseph Kabila, referindo- -se a ele como um importante parceiro político. Imagina-se, então, que a Igreja poderá sofrer, mas sempre resistirá.

 

PROJETOS

ETIÓPIA: SUPORTE PARA O APOSTOLADO JOVEM DA ARQUIDIOCESE DE ADDIS ABEBA

Devido aos desafios que os adolescentes da Etiópia enfrentam, o apostolado jovem é a maior prioridade da Arquidiocese de Addis Abeba. Muitos deles encaram um futuro de pobreza e desemprego e apenas sonham em deixar as cidades natais rumo à capital, ou mesmo deixar o País. Para evitar isso, a Igreja Católica está promovendo programas para os jovens em todas as 15 paróquias da Arquidiocese. Os adolescentes que se envolvem com a vida da igreja local estão menos sujeitos a deixar suas cidades e mais inclinados a trabalhar para um futuro melhor em seu próprio País.

Um dos temas mais importantes é o da preparação do Matrimônio e de uma educação sexual integral e responsável. Os programas incluem estudos bíblicos, eventos de música e oficinas de canto coral, com espaço para jogos e atividades esportivas. O programa inclui também a chance de participar de um retiro de três dias a cada ano, durante o qual os participantes buscam aprofundar seu relacionamento com Deus. O projeto da Arquidiocese de Addis Abeba é uma das prioridades da ACN para este mês.

ÍNDIA: AJUDA PARA A FORMAÇÃO DE 15 NOVIÇAS DAS IRMÃS DO ESPIRÍTO SANTO

Fundada em 1950, a Congregação Irmãs do Espírito Santo trabalha com a pastoral e apoio aos padres. O principal requisito é a excelência na formação teológica. As irmãs dão instrução catequética, preparam as pessoas para receber os sacramentos, organizam encontros de oração e visitam doentes, famílias pobres e necessitados.

Nas duas províncias regionais da congregação na Índia, Atmadhara e Jeevadhara, há um total de 207 religiosas, numa região que cobre sete dos estados federais da Índia. No estado de Odisha, que em 2005 registrou ataques violentos contra os cristãos, as irmãs abrigam 40 moças jovens, vindas de regiões distantes para frequentar a escola. As moças vêm de etnias e crenças diferentes e as irmãs transmitem os valores cristãos, ao mesmo tempo que lhes ensinam o respeito mútuo. Assim, o pensionato também faz uma contribuição à coexistência pacífica entre as várias comunidades étnicas e religiosas do País. No momento, as irmãs do Espírito Santo têm 15 noviças em treinamento e a ACN prometeu à congregação ajudar com o custo de sua formação.

 

 

 

 

 

Fundada em 1947 pelo Padre Werenfried van Straaten, a ACN (Aid to the Church in Need) é uma Fundação Pontifícia que tem por missão apoiar projetos de cunho pastoral em países onde cristãos sofrem perseguição religiosa, guerras, revoluções ou miséria. Milhões de pessoas são beneficiadas direta e indiretamente todos os anos, por meio dos mais de 5 mil projetos apoiados pela ACN em mais de 140 países, incluindo o Brasil. Tudo isso graças às centenas de milhares de benfeitores espalhados pelo mundo.

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