‘Este é nosso campo de missão’, afirma Cardeal Scherer

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12 de julho de 2019

                                                                                                                                                           

Na segunda-feira, 8, aconteceu a avaliação da Missão de Férias dos seminaristas da Arquidiocese de São Paulo, no Seminário de Teologia Bom Pastor, no Ipiranga. Participaram do encontro os seminaristas, formadores, padres e leigos que acolheram os grupos de missionários, além do Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano. 
Os representantes dos 11 grupos partilharam as experiências vividas ao longo da semana e destacaram as dificuldades e os aprendizados no contato com as variadas realidades pastorais da cidade. 

PÁRÓQUIAS
Ao relatarem as visitas feitas às casas, os seminaristas chamaram a atenção para o grande número de idosos e enfermos que vivem na cidade, muitas vezes sozinhos. Ao mesmo tempo, os missionários se depararam com testemunhos de amor de familiares que se sacrificam para cuidar dessas pessoas. 
Outro aspecto salientado pelos estudantes foi a receptividade dessas famílias, que abriram suas casas para acolhê-
-los e rezar com eles. Em muitos casos, encontraram pessoas que se afastaram da Igreja Católica por motivos banais, mas que ainda cultivam profunda fé e estão necessitadas apenas de uma palavra de carinho para que se interessem em retornar para a comunidade. 
Além de visitarem as casas, os seminaristas conheceram mais de perto as iniciativas pastorais das paróquias, realizaram encontros de formação, conheceram os desafios dos párocos no pastoreio das comunidades e participaram de momentos de oração e convívio fraterno com os fiéis. 

FRONTEIRA 
Os missionários que acompanharam os trabalhos do Hospital Heliópolis e das pastorais do Menor, Carcerária e do Povo da Rua compartilharam a experiência, para muitos inédita, com realidades de vulnerabilidade social na cidade. 
Na maioria dos relatos, os seminaristas enfatizaram o papel essencial da Igreja nessas realidades. De igual modo, os estudantes chamaram a atenção para a dedicação e abnegação de leigos, sacerdotes e religiosos que se dedicam integralmente ao serviço da caridade às pessoas que sofrem. 
Os missionários enfatizaram, ainda, o número insuficiente de agentes para atender a grande demanda de pessoas que necessitam de assistência espiritual e pastoral nessas realidades de fronteira. Outro aspecto ressaltado pelos seminaristas foi a necessidade do despertar de consciência sobre a responsabilidade da sociedade para enfrentar os problemas sociais urgentes da cidade. 

RENOVAÇÃO MISSIONÁRIA
“Vocês fizeram o que os discípulos fizeram ao voltar da missão, contaram a Jesus as experiencias que viveram”, afirmou Dom Odilo, após ouvir todos os relatos. 
O Cardeal ressaltou que a semana missionária é uma grande oportunidade de os futuros padres da Arquidiocese conhecerem a realidade social, humana e religiosa da cidade. “Este é o nosso campo de missão, é para isso que vocês estão se preparando”, disse. “Com o passar dos anos, vocês terão um mosaico das realidades de nossa Arquidiocese. Esse é o objetivo dessa experiência missionária”, continuou. 
Ainda segundo o Arcebispo, os missionários não só tomaram contato com experiências positivas, como também com exemplos negativos que os ajudarão a discernir sobre a melhor maneira de agir quando forem sacerdotes. Isso ganha um significado especial no contexto do sínodo arquidiocesano de São Paulo, que tem como objetivo a conversão e renovação missionaria da Igreja na cidade.

COLABORAÇÃO DAS COMUNIDADES
Aos leigos que acompanharam os seminaristas na missão, Dom Odilo dirigiu um especial agradecimento, enfatizando que eles também colaboram no processo formativo dos futuros padres com seus exemplos e percepções da realidade pastoral em que estão inseridos. 
Os padres que acolheram os missionários ressaltaram o quanto a presença dos seminaristas foi positiva para as comunidades e pastorais. “É muito gratificante saber que nossos paroquianos puderam sentir que ajudam na formação dos seminaristas ao acompanhá-los na missão”, destacou o Padre Rafael Alves Pereira Vicente, Pároco da Paróquia Cristo Rei, na Região Brasilândia. 
Padre Gilson Frank dos Reis, da Missão Belém, enfatizou que a experiência de encontro com a população em situação de rua permitiu que os seminaristas vissem essa realidade sob uma nova perspectiva. “A população de rua, muitas vezes, é invisível aos olhos das pessoas. A partir do momento que nos aproximamos dela e conhecemos suas histórias, nós nos tornamos sacerdotes mais sensíveis a essa realidade e ajudamos o povo a enxergar esses irmãos que necessitam da nossa atenção e cuidado”, disse. 
Padre Ricardo Cardoso Anacleto, Pároco da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, na Região Sé, definiu a experiência missionária como surpreendente. Ele explicou que o território de sua Paróquia é marcado por um grande contraste social, com a presença de pessoas com poder aquisitivo elevado e, ao mesmo tempo, outras em situação de extrema pobreza. Na avaliação do Sacerdote, isso reflete a realidade de muitas paróquias da Arquidiocese e permite aos seminaristas uma experiência do desafio cotidiano dos párocos e fiéis das comunidades. 

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Visitas a comunidades marcam experiência missionária na Amazônia

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18 de abril de 2019

Entre 22 de março e 10 de abril, missionários do Regional Sul 1 (São Paulo) da CNBB entraram em contato com a realidade das igrejas do Regional Norte 1 (Amazonas e Roraima) e conheceram os trabalhos missionários realizados em parceria pelos dois regionais na região amazônica, em especial na Arquidiocese de Manaus, nas dioceses de Coari, Roraima e São Gabriel da Cachoeira, e na Prelazia de Tefé.

A comitiva do Regional Sul 1 foi composta por Dom José Luiz Bertanha, Bispo Referencial da Comissão para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial; Padre João Deschamps, Secretário-Executivo; o Diácono Marcos Antonio Domingues, Secretário-Administrativo, e sua esposa, Maria Aparecida Domingues, além dos jornalistas Paulo Martins e Luciana Martins (Rede Vida) e Renato Papis (do Regional Sul 1).

 

MÚLTIPLAS AÇÕES

A primeira visita missionária aconteceu em Rio Preto da Eva, a 80 quilômetros da Capital do Amazonas, conduzida por Dom José Albuquerque, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Manaus. Na sequência, após uma viagem de 40 minutos de lancha, eles visitaram a Comunidade Santa Luzia, à beira do rio Negro.

Na manhã do dia seguinte, na Catedral Metropolitana de Manaus, para recordar os 25 anos do Projeto de Comunhão e Solidariedade entre as Igrejas dos Regionais Sul 1 e Norte 1, foi celebrada uma missa, presidida por Dom Sérgio Castriani, Arcebispo de Manaus, e concelebrada por Dom Mario Antônio da Silva, Bispo de Roraima e Presidente do Regional Norte 1, e por Dom José Luiz Bertanha.

Para Dom Mario, o projeto entre os regionais tem marcado muito a missão e a caminhada das comunidades, tanto na Amazônia quanto em Roraima. “Estamos muito agradecidos pelos 25 anos deste projeto aqui em nossas dioceses, prelazias e arquidioceses. É, de fato, um momento bonito poder dizer que é uma página viva da missão do “Ide e anunciai”, que o próprio Jesus pede a toda a Igreja. É momento de agradecer a Deus e a todos os missionários que, com sua dedicação e empenho, têm nos ajudado e acompanhado na formação e animação de nossas comunidades, que são numerosas, pequenas, mas cheias de vida e cheias de Deus”, disse o Bispo.

Em seguida, no Seminário São José, em Maromba, Manaus, aconteceu um encontro com missionários que atuam na Amazônia. A atividade também serviu para expor, à luz do Sínodo para a Pan- -Amazônia, os desafios e alegrias do trabalho de evangelização na região amazônica.

 

ÀS MARGENS

No quarto dia, houve visita à área de Missão em Tarumã-Mirim, que atende sete comunidades, uma delas a Nossa Senhora de Fátima, que fica às margens do Rio Negro. Os missionários foram recepcionados pelas irmãs da Congregação das Filhas do Coração de Maria, que ajudam no serviço das comunidades, na Pastoral da Criança e oferecem curso de Artesanato para mulheres.

Em Tefé, conheceram o trabalho feito pelo Padre Valdemar dos Reis. A área da Prelazia é maior do que o Estado de São Paulo, mas com a densidade demográfica menor que um habitante por km². Conta com 22 sacerdotes, além de religiosas, diáconos e leigos, que atuam em 62 comunidades ribeirinhas.

“Queremos celebrar juntos os 25 anos de projeto. Primeiramente, é uma Igreja que necessita e faz comunhão com outra Igreja que envia seus missionários. Depois, o aprendizado dos missionários com o nosso povo ribeirinho, com os povos indígenas é tanto nesta Igreja que necessita de mais trabalhadores na causa do Reino”, declarou Dom Fernando Barbosa dos Santos, Bispo prelado de Tefé.

Também houve visita à Diocese de Coari, às margens do Rio Solimões, onde os missionários conheceram o Padre Fabiano Kleber Cavalcante e visitaram a Comunidade ribeirinha Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, do Santuário São Francisco de Anamã.

 

EXPERIÊNCIA MARCANTE

Sandro Augusto Regatieri, do interior paulista, atuou como missionário nas áreas urbanas e rurais em 1999, incluindo ações em Humaitá, Guajará-Mirim e Uarini. “Acredito que o Projeto me ajudou a sair do meu comodismo e ser comunhão com os irmãos daqui da Amazônia. Trazer um pouco da Igreja em São Paulo para cá, e, ao mesmo tempo, com esta experiência amazônica, evangelizar a Igreja em São Paulo que estava dentro de mim. A Igreja na Amazônia é tão rica e tão pobre ao mesmo tempo, mas consegue carregar o Evangelho de uma maneira muito viva. Hoje sou um ser humano melhor por causa desta experiência”, testemunhou.

De acordo com a presidente da Cáritas da Prelazia de Tefé, Francisca de Andrade Lima, “a contribuição dos missionários e missionárias foi imensurável, principalmente para as famílias em situação de vulnerabilidade e para as paróquias mais distantes da Prelazia. Alguns missionários que vieram ficaram inseridos em pastorais sociais, e a própria pastoral chegou a ser coordenada por um missionário. A presença de mulheres missionárias também chama a atenção”.

 

ÁREA FRONTEIRIÇA

Na fronteira entre Brasil, Colômbia e Venezuela, os missionários visitaram a Diocese de São Gabriel da Cachoeira. Trata-se da Diocese com a maior porcentagem de população indígena. Com uma extensão de 293 mil km2 , nela habitam 23 povos indígenas, os que vivem na reserva de Taracuá, no rio Uaupés, visitada pela comitiva.

“A Diocese de São Gabriel da Cachoeira, tão isolada, de difícil acesso, sempre recebe as visitas com muita alegria e gratidão. Ainda mais esta, festejando os 25 anos do Projeto Igrejas Irmãs, e divulgando a nossa realidade de São Gabriel da Cachoeira”, comentou Dom Edson Damian, Bispo diocesano.

EM RORAIMA

A equipe também esteve na Diocese de Roraima. Em Boa Vista, conheceu alguns projetos de acolhimento e integração dos venezuelanos que chegam em busca de melhores condições de vida. Também foi à Comunidade Santa Luzia, em São Luiz do Anauá, e à Capela do Cristo Ressuscitado.

"A Igreja em Roraima também tem muita gratidão às dioceses do Estado de São Paulo, sobretudo aos missionários, à equipe do Regional que esteve aqui conosco, animando as nossas comunidades, estimulando os missionários a perseverar e continuar, sendo, também, um incentivo para os nossos cristãos leigos, para a vida religiosa, para o nosso clero, e, até mesmo, para que nós, bispos, possamos continuar a nossa caminhada missionária na Amazônia. Ao lado da alegria e da gratidão, também a esperança que este Projeto continue produzindo frutos para as nossas Igrejas, tanto no Sul 1 quanto no Norte 1, bem como para a Amazônia e para todo o nosso Brasil”, expressou Dom Mario Antônio da Silva.

 

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Maior comunidade da capital, Heliópolis recebe novas moradias populares

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24 de setembro de 2018

A Prefeitura de São Paulo e o Governo do Estado entregaram neste sábado, 22, 150 novas moradias em Heliópolis, no Ipiranga.  As obras, localizadas na avenida Almirante Delamare, altura do número 3.250,  foram realizadas por meio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). As famílias beneficiadas recebiam auxílio-moradia da Prefeiturapor terem sido removidas de frentes de obras públicas.

"A Prefeitura e o Governo do Estado uniram esforços para, hoje, realizarmos a entrega dessas 150 moradias. A política habitacional precisa ser prioridade nas gestões, para beneficiar as famílias", afirmou o prefeito Bruno Covas.

Para o  secretário municipal de Habitação, Fernando Chucre, retirar as famílias do aluguel social e proporcionar-lhes uma casa é um momento muito significativo, tanto para elas como para a Prefeitura.

"Essas unidades habitacionais irão tornar melhor a vida das pessoas que nelas vão morar, o que é muito importante para a capital", disse.

O projeto completo para a área conhecida como Sabesp II prevê a construção de 1.200 apartamentos distribuídos em cinco condomínios. Em setembro deste ano, o Condomínio I foi concluído com a entrega de 150 apartamentos. Outros 90 foram entregues às famílias em março de 2018. O Condomínio II foi entregue com 240 apartamentos em dezembro 2017. A primeira fase do Condomínio III, com 120 apartamentos, está em obras, com previsão de entrega em 2019, e o restante dos condomínios em fase de licitação e  previsão de início de obras no próximo ano.

A área do Sabesp II tem 81 mil m² foi desapropriada pela Prefeitura em 2011 por R$ 18,8 milhões. Complementar ao aporte do Governo do Estado, por meio da CDHU, o município também aportou recursos do Fundo de Desenvolvimento Urbano (FUNDURB) e o Fundo Municipal de Saneamento Ambiental (FMSAI) para construção das unidades. Para os condomínios I, II e III A, estão sendo investidos R$ 130,8 milhões, sendo 51,94% do valor investido pelo Governo do Estado e o restante, além da desapropriação da área, pela Prefeitura de São Paulo.

Todos os condomínios para a área da Sabesp II apresentam a mesma tipologia e são formados por oito blocos de oito pavimentos com 30 unidades por bloco, servidas por um elevador. Cada apartamento possui 50 m², dois dormitórios, banheiro, sala cozinha e área de serviço. Os condomínios também contam com salão de festas, playground, equipamentos de ginástica, sala de estudos, bicicletário e área de jardim

O projeto original foi assinado pelo arquiteto Ruy Ohtake e se caracteriza  por um conceito diferenciado de moradia popular com ventilação cruzada entre os espaços internos, mantendo a temperatura mais amena comparada ao ambiente externo e o uso compartilhado dos espaços com prédios que integram a área comum entre os condomínios.

 

Cerca de 10 mil moradias previstas para Heliópolis

Localizada na região do Ipiranga, na zona sul, considerada a maior comunidade em extensão territorial da cidade, Heliópolis é composta por 14 glebas e possui mais de 100 mil habitantes em uma área de quase um milhão de metros quadrados.

A Secretaria Municipal de Habitação e a Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab – SP), desde 2005, vêm implantando ações de urbanização e regularização na comunidade.

São cerca de 10 mil unidades planejadas em todo complexo pela Prefeitura de São Paulo em diferentes estágios. São 1.301 moradias em obras ou prestes a serem iniciadas, outras 459 em processo de licitação e 8,8 mil apartamentos que serão viabilizados por meio de Parceria Público Privada da Habitação Municipal.

 

PPP: 8  mil novas moradias em Heliópolis

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Habitação e Cohab-SP, autorizou em março deste ano a abertura da licitação para contratação da 1º Parceria Público-Privada da habitação do município de São Paulo. Ela prevê a construção de até 34 mil moradias populares, com investimento privado de até R$ 7 bilhões. Do total de unidades habitacionais, cerca de 8 mil moradias serão erguidas em Heliópolis.

Apresentando um novo conceito em habitação popular, a PPP determina que 20% dos valores aplicados na construção das moradias sejam investidos em infraestrutura urbana e equipamentos públicos. O bairro receberá um investimento de R$ 1,7 bilhão (correspondentes a 8 mil unidades), sendo que mais de R$ 400 milhões vão para infraestrutura e equipamentos como escolas e postos de saúde.

A abertura dos envelopes com as propostas será no final de novembro.  A Cohab-SP é o poder concedente da PPP e responsável pela concorrência.  A meta é entregar, no mínimo, 4 mil unidades habitacionais até 2020 em diversas regiões da cidade.

 

GLEBA G: Construção de 221 moradias

A Secretaria Municipal de Habitação construiu 199 moradias na primeira fase da Gleba G, entregue em 2014. Agora, na segunda fase, será construído o Condomínio B, com 221 moradias. A previsão é que as obras sejam iniciadas em novembro deste ano, e finalizadas em dezembro de 2020.

Com um custo de R$ 167 milhões, o conjunto será construído com recursos da Prefeitura de São Paulo, Fundo de Desenvolvimento Urbano (FUNDURB) e o Fundo Municipal de Saneamento Ambiental (FMSAI).

 

Regularização Fundiária

Em Heliópolis, o processo dos imóveis da região segue em curso com a previsão de legalizar 996 lotes por meio da Cohab-SP.

Para a Gleba K, a Companhia elaborou um plano para regularizar as construções locais e promover a urbanização da área.  A Gleba H recebeu recentemente os certificados de quitação de ISS do empreendimento (área residencial e comercial) e o certificado de conclusão Habite-se. Agora, a Cohab-SP prepara a documentação para o registro das unidades comerciais e residenciais junto ao Cartório de Registro de Imóveis.

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