Entregar a vida ainda mais

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07 de mai de 2019

A Comunidade Católica Shalom foi fundada em 1982, no Brasil. Seus membros são jovens, famílias, casais e sacerdotes, que vivem nas chamadas “vida de comunidade” e se dedicam ao trabalho de evangelização e instrução cristã, principalmente entre os jovens. A parte central da vida da comunidade, com seus 3 mil membros, espalhados por 20 países, é a celebração diária da Santa Missa, junto com a oração pessoal, a meditação das Sagradas Escrituras e a opção radical de seguir Jesus Cristo.

Na Comunidade Shalom, eles não aceitam desculpas quando o assunto é a evangelização dos jovens. Em entrevista à ACN, o fundador, Moysés Azevedo, disse que “às vezes, temos uma tentação de ficar esperando que os jovens venham até nós, de ficar nas nossas paróquias dizendo que os jovens de hoje não querem nada. Nós devemos ir ao encontro deles onde eles estão, com uma proposta audaciosa e criativa. Um testemunho de vida é fundamental. A vida de oração é o segredo, mas, sobretudo, o que evangeliza o jovem é um coração apaixonado pelos jovens”. Ele completa ainda dizendo que “se você pede pouco para um jovem, ele não dá nada; se pede muito, ele dá pouco; mas, se pede tudo, ele dá tudo!”

Um dos jovens que se tornou membro da Comunidade Shalom e entregou tudo há 25 anos é o hoje Padre Jairo Barbosa Leite, 46. Ele é um dos 19 sacerdotes da Comunidade que atualmente recebem ajuda da ACN para continuar sua missão de levar o Evangelho.

Padre Jairo precisou entregar ainda mais sua vida em outubro de 2015. Enquanto inspecionava o trabalho de restauração em sua paróquia, ele caiu de uma altura de cinco metros e ficou paralítico desde então. No entanto, ele se recusa a falar de sua situação como um “desastre” ou “coisa do destino”

Quando perguntado sobre o acidente, ele diz: “Naturalmente, foi um choque quando eu me dei conta que ficaria paralisado dali em diante. Mas, então, entendi que não era um fardo, mas sim uma graça. Muitas pessoas pensam que você só pode ser feliz se tudo está bem. Mas eu sou feliz, e sinto que recebi uma graça especial, justamente porque eu agora me encontro totalmente dependente dos outros. E posso mesmo alcançar as pessoas que estão longe da fé, pois elas inevitavelmente se perguntam como é que eu ainda posso ser feliz.”

Padre Jairo vê tudo como providência de Deus. “Mesmo paralisado, sentado numa cadeira de rodas, eu posso reconhecer o valor que meu serviço ainda tem, por meio da minha vida de oração, das vigílias noturnas, da celebração da Eucaristia, escutando confissões e dando os cursos educacionais que ainda posso oferecer. Eu sou feliz por saber que Deus pode usar meu sacerdócio dessa forma. Como é bom, apesar de minha fraqueza, poder confiar meus pecados a Deus e testemunhar sua intervenção!”, concluiu.

 

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JMJ do Panamá abraça comunidade brasileira Jesus Menino

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15 de janeiro de 2019

A missão em defesa da vida mobiliza todos os envolvidos dentro na Comunidade Católica Jesus Menino com sedes no Brasil e na Argentina e em mais cinco países da Europa. O testemunho, vivido em primeira pessoa, fará parte da programação oficial da Jornada Mundial da Juventude, marcada para o fim de janeiro, na Cidade do Panamá.

 

Jovens com paralisia cerebral interpretam músicas na JMJ

O fundador da comunidade de Petrópolis/RJ, Antônio Carlos Tavares de Mello, conhecido como Tônio, explicou que a JMJ analisou mais de 400 pedidos e acabou selecionando três brasileiros da entidade: o fundador dará seu testemunho de 30 anos de missão em defesa da vida e dois jovens – com necessidades especiais – irão interpretar músicas, numa mensagem de inclusão e do valor da pessoa como ela é.

O cantor Felipe, de 32 anos, e o compositor Alex, de 34, têm paralisia cerebral, nunca estudaram música, mas, segundo Tônio, configuram o dom especial dado por Deus: “eu vejo a resposta de Deus. Eu vejo esses meninos, de fato, respondendo àquilo que a comunidade dá a eles: dá amor e eles levam amor. Com o Panamá e o México, serão 19 países nestes 10 anos de missão fora, em que eles cantam e levam a missão para ser presença e ser vida”.

A dupla participou de outras jornadas: no Rio de Janeiro, em 2013, cantaram para os grupos de europeus que foram ao Brasil. Na JMJ da Polônia, em 2016, subiram ao palco para cantar onde, uma hora depois, estaria o Papa Francisco. De fato, Felipe e Alex já encontraram três papas: Francisco, Bento XVI e João Paulo II.

 

Campanha para pagar passagens aéreas

No Panamá, eles vão interpretar três músicas em data ainda a ser definida pela comissão organizadora. A viagem já está marcada para 23 de janeiro, porém, continuam em campanha de arrecadação de recursos para finalizar a compra das passagens aéreas ao Panamá. Tônio afirma que:

“ Nós não temos esse dinheiro, mas o coração de Deus tem e isso vai acontecer porque Deus nos chamou lá. ”

 

Brasileiros cantam a superação e a defesa da vida

Tônio comenta que a comunidade “é uma obra da providência, com muita simplicidade, mas com profundidade muito grande, pois seguimos aquilo que o Evangelho fala: defender a vida, a família e o direito da pessoa, além de rezar, criando esse sentido de amor e família”.

As próprias músicas seguem esse testemunho de ternura vivido dentro da comunidade, criada na década de 90, para acolher crianças especiais abandonadas. Um mutirão abraça a causa entre funcionários, benfeitores, amigos e voluntários, coordenação terapêutica e diretor espiritual – os primeiros apoiadores e fãs dos jovens músicos.

A dupla já tem três álbuns gravados, com participação especial de cantores católicos e da mídia secular, tanto nacionais como internacionais, como, por exemplo, Pe. Fabio de Melo e Elba Ramalho. Segundo Tônio, “são músicas inspiradas no coração de Deus, vindas do Espírito Santo. Eles procuram cantar o que está dentro do coração deles: a superação e a defesa da vida. Eles querem levar essa mensagem ao mundo de que todos devem ser amados e acolhidos, porque Deus tem uma missão para cada um, independente de ser especial ou não, de ter uma deficiência ou não, são pessoas que necessitam ser amadas”.

 

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Dom Fernando preside missa na comunidade Santa Mônica e Santo Agostinho

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05 de setembro de 2018

Os fiéis da Comunidade Santa Mônica e Santo Agostinho, da Paróquia São José Operário, no Setor Pastoral Rio Pequeno, comemoraram as datas de memória litúrgica dos padroeiros participando das missas que aconteceram em 27 de agosto, dia de Santa Mônica, presidida pelo Padre Raimundo Ribeiro Martins, SJC, concelebrada pelo Padre Leandro Calazans, Pároco; e em 28 de agosto, dia de Santo Agostinho, presidida por Dom Fernando Penteado, Bispo Emérito de Jacarezinho (PR), que teve como concelebrantes os Padres Leandro e Raimundo, com a participação do Diácono Claudio Bernardo.

Dom Fernando, na homilia, refletiu que é importante que todos sejam perseverantes e mantenham a fé em Jesus.

 

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