Conselho Episcopal Pastoral da CNBB realiza primeira reunião do Quadriênio 2019-2023

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28 de mai de 2019

O Conselho Episcopal Pastoral (Consep) está reunido em Brasília (DF), no primeiro encontro da nova gestão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasília (CNBB). O Conselho é composto pela presidência da Conferência e pelos 12 presidentes das comissões episcopais.

A jornada teve início com a celebração das Laudes, os bispos realizaram uma sessão especial de trabalhos na qual foram apresentadas as primeiras impressões e as informações recebidas da presidência anterior. Dom Walmor Oliveira de Azevedo, novo presidente, fez uma ampla partilha dos contatos realizados na semana passada durante o período em que esteve em Brasília. Dom Jaime Spengler e dom Mário Antônio da Silva, os dois vice-presidentes também acrescentaram elementos no relato do presidente porque também eles participaram dos contatos da semana passada. Dom Joel Portela, novo secretário-geral da Conferência, também fez um depoimento destacando mais o contato que fez com todos os colaboradores e assessorias.

Comissões Pastorais

Com ausência devidamente justificada, só não está presente na reunião do Consep o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, dom Nelson Francelino Ferreira. Todos os outros onze presidentes se pronunciaram na sessão da manhã desta terça-feira, 28 de maio.

Dom Pedro Carlos Cipollini, presidente da Comissão para a Doutrina da Fé, saudou os novos componentes do Conselho e desejou uma convivência de melhor compreensão sobre o significado da Doutrina da Fé. Dom José Valdeci Santos lembrou os grandes desafios da Comissão para a Ação Transformadora e ressaltou a importância do trabalho em colaboração com os leigos. Dom João Justino, da Comissão para a Cultura e Educação, advertiu que nesse reinício de trabalhos seria conveniente uma melhor compreensão do trabalho dos bispos e dos assessores no Consep.

O presidente da Comissão da Ação Missionária, dom Odelir José Magri, lembrou a importância do trabalho da Comissão que coordena. Dom Joaquim Mol, presidente da Comissão para a Comunicação, lembrou da experiência vivida no Consep quando coordenou os trabalho na área da Cultura e Educação e disse que é preciso considerar a complexidade da Comunicação retirando-a da ideia de mera ferramenta para promovê-la como indispensável elemento estratégico institucional.

Dom Edmar Peron, presidente da Comissão para a Liturgia, falou do quanto é desafiador suceder dom Armando Bucciol por se tratar de um homem de enorme grandeza humana e intelectual, mas se apresentou disposto a enfrentar os desafios desta área da evangelização. O presidente da Comissão para o Laicato, dom Giovani Pereira de Melo, também reforçou a sensação de apreensão diante dos desafios, mas também a confiança de que com a colaboração de todos, o trabalho seguirá com sucesso.

O presidente da Comissão para animação Bíblico-Catequética, dom Antônio Peruzzo, reeleito e já mais acostumado com o trabalho do Consep fez homenagem à presidência anterior que enfrentou situações difíceis. Dom João Francisco Salm, presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada falou da sua alegria em servir a CNBB. Dom Manoel João Francisco, presidente da Comissão para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso, reforçou a importância da busca do diálogo e da unidade. E, por fim, falou dom Ricardo Hoepers, presidente da Comissão para a Vida e Família que além de dizer coisas importantes sobre o seu trabalho, afirmou que se sente feliz em representar uma periferia geográfica e social do Brasil, uma vez que vem lá do extremo do país, onde está a Diocese de Rio Grande.

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Arquidiocese tem Comissão voltada para o cuidado da liturgia da Igreja

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19 de fevereiro de 2019

A celebração do mistério da redenção está no centro da vida da Igreja, sacramento de Cristo na terra. Tal mistério é expresso por meio da liturgia, pela qual, “Cristo, nosso redentor e sumo sacerdote, continua na sua Igreja, com ela e por ela, a obra da nossa redenção”, ensina o Catecismo da Igreja Católica.

Com o objetivo de zelar pela celebração do culto divino, as Igrejas particulares contam com comissões que, conforme recomenda o Concílio Vaticano II, têm a função de “dirigir, guiada pela autoridade eclesiástica territorial, a pastoral litúrgica no território da sua competência, promover os estudos e as experiências necessárias sempre que se trate de adaptações a propor à Santa Sé”. Em São Paulo, essa missão é desempenhada pela Comissão Arquidiocesana de Liturgia (CAL).

 

O QUE É LITURGIA?

A palavra liturgia tem origem grega e significa “ação do povo”. Segundo destaca o Catecismo da Igreja Católica, na tradição cristã, significa que o povo de Deus toma parte na “obra de Deus”.

O Concílio Vaticano II, por meio da Constituição Sacrosanctum Concilium, recorda que a liturgia é “o exercício da função sacerdotal de Jesus Cristo”. “Nela, mediante sinais sensíveis e no modo próprio de cada qual, significa-se e realiza-se a santificação dos homens e é exercido o culto público integral pelo corpo místico de Jesus Cristo, isto é, pela cabeça e pelos membros.”

Por esse motivo, a liturgia jamais pode ser uma ação individual ou personalista, uma vez que mesmo que o ministro celebre o rito sozinho, sempre o fará como corpo de Cristo. De igual modo, a liturgia precede e supera o ser humano, pois é “dom que vem do alto” e “mistério de salvação”. Por essa razão, ela não pode ser modificada ou negligenciada.

 

UNIDADE

Em entrevista ao O SÃO PAULO, o Padre Helmo Cesar Faccioli, Assistente Eclesiástico da CAL, ressaltou que a liturgia possui uma unidade que foi construída ao longo de 20 séculos de existência da Igreja. “Existe, na diversidade das culturas, a unidade dos gestos, da oração. No mundo inteiro, reza-se a mesma liturgia. As mesmas leituras e orações que fazemos aqui são feitas no Japão, na China e em qualquer parte do mundo”, explicou.

Tal unidade não impede que haja adaptações, sempre com a finalidade de permitir que povos compreendam e vivenciem cada vez mais os santos mistérios. “Em algumas culturas, por exemplo, o beijo no altar é um gesto de veneração; em outras, esse gesto pode representar exatamente o oposto. Já para os asiáticos, o gesto de se inclinar é muito mais respeitoso que o beijo”, enfatizou, recordando que é sempre a autoridade da Igreja quem dá a última palavra para que tais adaptações sejam introduzidas nos formulários litúrgicos.

 

CONSCIÊNCIA

A liturgia cristã não pode ser confundida com uma encenação, nem seus símbolos entendidos como mera representação de uma realidade sagrada. “Na liturgia, o símbolo significa uma eficácia, é um sinal que realiza uma ação, e essa ação é sempre uma ação de Jesus Cristo. Se determinado símbolo não transmitir nada, a liturgia pode também cair no risco de fazer sem significar”, alertou Padre Helmo.

O documento conciliar ressalta a preocupação da Igreja para que os fiéis “não assistam a este mistério de fé como estranhos ou espectadores mudos, mas participem na ação sagrada, consciente, piedosa e ativamente, por meio de uma boa compreensão dos ritos e orações; sejam instruídos na Palavra de Deus”.

Nesse sentido, a formação catequética dos fiéis a respeito do sentido da liturgia é uma das missões da Comissão.

 

NA ARQUIDIOCESE

Além de cuidar da organização das grandes celebrações da Arquidiocese, a CAL realiza formações e animações litúrgicas em âmbito arquidiocesano, regional e setoriais, com o auxílio de especialistas.

Em 2019, os dois encontros arquidiocesanos, nos dias 23 de março e 14 de setembro, irão abordar o tema da Liturgia da Palavra, voltado para aquelas pessoas que proclamam a leituras nas celebrações. “Haverá, ainda, no dia 6 de abril, um terceiro encontro sobre música litúrgica, destinado a todos os responsáveis pelo canto litúrgico das paróquias e comunidades da Arquidiocese”, informou Padre Helmo.

No âmbito regional, também acontecem formações periódicas. No ano passado, por exemplo, houve na Região Episcopal Sé quatro encontros sobre espaço litúrgico.

 

ORIENTAÇÕES

Padre Helmo enfatizou que a equipe da CAL está à disposição de padres e agentes de pastoral para tirar dúvidas sobre liturgia. “A Comissão tem a disponibilidade de fazer animações locais. É só nos chamar”, disse.

A CAL também é procurada para dar orientações a respeito de eventuais reformas que afetem diretamente o espaço litúrgico dos templos. “Por exemplo, quando é apresentado para a Arquidiocese o projeto de alguma mudança no templo que altere o espaço litúrgico, geralmente somos consultados para fazermos nossas observações”, explicou o Assistente.

 

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Comissão para a Juventude reúne responsáveis diocesanos em Brasília

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10 de setembro de 2018

"A alegria deve ser a marca daqueles que trabalham com a evangelização da Juventude". É o que destacou o bispo de Imperatriz (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Vilsom Basso, em sua homilia na manhã de sábado, 8, durante o 14º Encontro Nacional Responsáveis Diocesanos de Juventude.

“Nós que trabalhamos, que caminhamos com as juventudes, devemos ser homens e mulheres que transparecem essa alegria de um coração que entrega, que é dado, doado a Deus e às pessoas”, afirmou.

Para dom Vilsom, que fez memória de toda a trajetória do trabalho de evangelização da juventude no âmbito da CNBB, que ele mesmo fez parte como assessor, na década de 1990, é importante “partilhar o prazer de assumir isso como vocação, com leveza, com seriedade, entregando ao Senhor toda essa causa”. O presidente da Comissão para a Juventude ressaltou a alegria de ver a comunhão acontecendo com tantas expressões juvenis. Após a criação da Comissão, em 2011, com trabalhos diversos que eram promovidos pelas Pastorais da Juventude, movimentos, congregações, tiveram momentos difíceis, “hoje sentimos o clima mais favorável”, aponta.

O clamor de Jesus aos apóstolos de que sejam um se faz “atual e urgente” nos dias de hoje, segundo dom VIlsom. “A juventude tem dado esse testemunho para as outras comissões e pastorais, para outros países. São passos que o Espírito vai suscitando e pessoas vão corajosamente propondo”. Por isso, a “alegria de partilhar esses passos dados na comunhão com tantas e tantas expressões juvenis”.

Dos passos dados, a Comissão para a Juventude da CNBB propôs para o período de 2017 a 2020 um novo projeto de evangelização, chamado IDE. Ele dá continuidade às iniciativas do Rota 300, trabalhando os eixos Missão, Formação, Estruturas de Acompanhamento, Ecologia e Políticas Públicas.

Dom Vilsom destacou que este projeto dará “devagarinho, no respeito às diferenças, aos carismas, à metodologia”, um caminho comum como Igreja no Brasil no trabalho com os jovens.

 

O ENCONTRO
 

O 14º Encontro Nacional Responsáveis Diocesanos de Juventude reuniu padres, religiosos e religiosas e leigos adultos que trabalham com juventude, em Brasília, nos dias 7 e 8 de setembro. O tema “A mística e eclesiologia de papa Francisco na Evangelização da Juventude a partir do Projeto IDE” animou as discussões dos cerca de 200 participantes de todas as regiões do Brasil. O Sínodo dos Bispos deste ano, que tem a juventude como centro das reflexões, também foi abordado durante o evento. Os bispos membros da Comissão para a Juventude da CNBB também participaram.

Conduziu as reflexões sobre a temática do encontro o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé da CNBB, monsenhor Antônio Catelan.

Sobre o Sínodo, que neste ano terá a sua XV Assembleia Geral Ordinária, com o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, os participantes trabalharam temas que nortearão os debates dos padres sinodais escolhidos pelo papa Francisco e que estarão em Roma no próximo mês. A Comissão para a Juventude da CNBB preparou vários projetos para a juventude do Brasil acompanhar o Sínodo.

Estará disponível um hotsite sobre o Sínodo no site Jovens Conectados. Será promovido momento oracional para que os grupos juvenis rezem pelo Sínodo. Serão oferecidos ainda conteúdos sobre o Sínodo para aprofundamento, entrevistas diárias com os bispos e jovens do Brasil que estarão no Sínodo, fotos dos acontecimentos abertos do Sínodo e série de perguntas e respostas sobre o Sínodo.

A Comissão ainda apresentou os cursos na modalidade de Educação a Distância (EAD) de Acompanhamento, Assessoria, Liderança e Políticas Públicas. Já são 2000 pessoas inscritas. O calendário da Pastoral Juvenil para 2019 também foi partilhado.

 

LIVRO

Ainda durante o encontro nacional de responsáveis diocesanos, a Comissão realizou o lançamento do livro “ENCONTROS – Grupos Juvenis” da editora Edições CNBB. A publicação trabalha as 8 linhas de ação do Documento 85 da CNBB.

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