‘Jogar para crer’ na 13ª edição da Clericus Cup

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13 de abril de 2019

A Quaresma está sendo vivenciada de uma forma diferente por cerca de 400 padres e seminaristas de 67 nacionalidades. Além dos estudos, da oração e dos trabalhos pastorais, eles estão calçando as chuteiras para participar da Clericus Cup, no Vaticano.

 

FUTEBOL GERA COMUNHÃO

Criada em 2007, a Clericus Cup chega à sua 13ª edição com o slogan “Jogar para crer” e conta com 16 equipes, divididas em quatro grupos. As duas primeiras equipes de cada grupo se classificam para as próximas etapas. O Padre João Henrique Novo do Prado, do clero da Arquidiocese de São Paulo, estuda no Colégio Pio Brasileiro, em Roma, e participa desta edição do torneio.

“O objetivo do campeonato é transmitir a mensagem do esporte como valor missionário, pastoral e fraterno e, também, mostrar que, por meio do futebol, pode-se trabalhar em equipe, aprender, dialogar, entender e respeitar mais o próximo, porque o futebol gera comunhão e, no nosso caso, comunhão sacerdotal. Com esse evento, quer-se também de ‘Jogar para crer’ na 13ª edição da Clericus Cup Flavio Rogério Lopes osaopaulo@uol.com.br alguma forma chamar a atenção dos jovens, para que se dediquem mais às atividades esportivas”, disse o Padre ao O SÃO PAULO.

 

ALEGRIA E FRATERNIDADE

O torneio conta com clérigos de todo o mundo. Do México são 31 jogadores e da Nigéria, 26, países com mais representantes. Os norte-americanos são 21, seguidos pelos espanhóis, brasileiros e colombianos. Cinco continentes estão representados, com jogadores também de Angola, Armênia, Chile, Coreia do Sul, Inglaterra, Jordânia, Sudão do Sul e Venezuela.

Segundo o Padre João Henrique, o espírito de alegria e fraternidade, vivenciado dentro e fora de campo, é contagiante. “Eu percebi que a Clericus Cup não é apenas uma competição, é, principalmente uma forma de interação presbiteral de interação entre os seminaristas e, também, de alegria no esporte. Nós sabemos que o futebol gera alegria e festa”, reiterou.

 

REGRAS E CURIOSIDADES

O campeonato adapta as regras do futebol tradicional para lhe dar um sentido mais transcendente: é possível fazer cinco substituições; há, além dos cartões amarelo e vermelho, o “cartão azul”, que é levantado pelo árbitro quando algum jogador fica de “cabeça mais quente” que o adequado. Nesse caso, o atleta que cometeu a indisciplina é convidado a “refletir sobre o que fez”, durante cinco minutos.

Além dessa educativa adaptação, outra diferença é que cada tempo das partidas dura meia hora em vez de 45 minutos e não existe empate, pois todos os jogos empatados são definidos na disputa de pênaltis. Existe também uma espécie de “terceiro tempo”, que é um momento de oração conjunta das equipes ao fim de cada partida.

 

LATINO-AMERICANOS

Nesta edição, não foi possível formar um time apenas com padres do Colégio Pio Brasileiro. Por isso, os sacerdotes puderam optar pelo time no qual iriam jogar. Além do time Luso-Brasileiro, formado pelo Pio Brasileiro e pelo Colégio Português, padres brasileiros integram o time do Colégio Pio Latino-Americano, que reúne sacerdotes procedentes dos países das Américas.

O Padre João Henrique integra o time do Colégio Pio Latino, que, nas duas primeiras rodadas da Clericus Cup, venceu uma partida e perdeu outra, e que definirá sua classificação na próxima rodada após a pausa para as celebrações da Semana Santa. Segundo o Sacerdote, que participa pela primeira vez do torneio, este vem sendo uma experiência intercultural.

“Uma bela experiência por dois motivos: o primeiro é pelo fato de viver a fraternidade sacerdotal com padres de tantos lugares do mundo, de costumes e línguas diferentes. Apesar disso, nós falamos uma mesma língua por meio do futebol. E, o segundo, pelo fato de eu gostar muito de futebol. Sou um grande apaixonado por esse esporte e, sempre que posso e tenho condições, jogo, porque isso me faz muito bem”, concluiu o Padre.

 

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