'Jesus Cristo Ressuscitou! Nós participamos da luz de Cristo!'

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02 de mai de 2019

No sábado, 20, pouco antes das 19h, o fogo novo foi aceso na Praça da Sé, lugar em que os fiéis se reuniram para acompanhar o acendimento do Círio Pascal e celebrar a Solenidade da Vigília Pascal, que, como afirma a leitura da Proclamação da Páscoa  é a “noite mil vezes feliz”.

A missa foi presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer e concelebrada por outros sacerdotes, entre eles Padre Luiz Eduardo Baronto, Cura da Catedral Metropolitana da Sé e Padre Gianpietro Carraro, da Comunidade Católica Missão Belém.

Após aceso, o Círio – vela que simboliza o Senhor ressuscitado – foi levado em procissão para dentro da igreja, onde os fiéis esperavam em silêncio, com as velas apagadas nas mãos. As luzes foram se acendendo, enquanto se cantava “Eis a luz de Cristo! Demos graças a Deus!”. Com as velas e as luzes já acesas, deu-se prosseguimento à celebração com a Proclamação da Páscoa e, em seguida, das leituras próprias da liturgia.

Considerada a mãe de todas as vigílias, a celebração da noite do Sábado Santo é marcada pela proclamação de sete leituras do Antigo Testamento, que narram a história da salvação do povo de Deus e duas leituras do Novo Testamento.

O Cardeal fez uma breve explicação após cada leitura, recordando que, na Vigília Pascal recorda-se momentos importantes da História da Salvação, até chegar até Jesus. “Os profetas são aqueles que chamam atenção do povo, para que voltem para o caminho do Senhor”, disse o Cardeal após a leitura do livro de Isaías 54, 5-14.

 

 

 

Jesus rompeu a barreira da morte

Na homilia da missa, que anunciou a Páscoa da Ressurreição de Jesus Cristo, Dom Odilo insistiu sobre a vida nova que Jesus Cristo possibilita por meio da sua ressurreição a todos os que creem nele e seguem o seu caminho.

“Estamos celebrando com muita alegria a Vigília Pascal. Ouvimos o anúncio da Páscoa. Aquele momento em que as mulheres encontram o túmulo vazio e os discípulos se perguntam o que estavam acontecendo. Mas logo Jesus se manifestou e apareceu à Maria Madalena, que disse: "Eu vio Senhor'”, disse o Cardeal.

Dom Odilo recordou que em Jesus Cristo, os cristãos podem ver o horizonte da vida eterna. “Jesus rompeu a barreira da morte, o túmulo está vazio. A morte não é o fim de tudo. E assim, Jesus abre para todos a possibilidade da vida eterna. O filho de Deus ressuscitou em sua humanidade. Por isso, nesta noite, estamos recordando também nosso Batismo”, afirmou.

“Como nos recorda São Paulo, pelo Batismo fomos mergulhados em Cristo para com ele sermos criaturas novas. Que nossa vida cristã resplandeça a condição de criaturas novas. Homens e mulheres renovados que abraçam um novo modo de viver. Não um modo de viver longe de Deus, levados pelas paixões e vícios, mas vivendo de Jesus Cristo, alimentando-nos Dele, para assim participarmos plenamente da sua glória e da ressurreição com ele”, continuou o Cardeal.

O Arcebispo disse ainda que o Batismo é o anúncio da vida nova que o ser humano recebe como um tesouro precioso em vasos de barro. “Nós somos estes vasos de barro, que sempre podem quebrar. Ou seja, sempre podemos voltar atrás e seguir ídolos que tomam o lugar de Deus. Mas, Deus é a fonte da água viva, que não nos deixa morrer de sede; Deus é o pão, que não nos deixa morrer de fome. Ele é o caminho para a vida eterna.”

 

Vida nova em Cristo

Receberam o Sacramento do Batismo e da Crisma 34 membros da Missão Belém. Todos os fiéis presentes na celebração puderam renovar suas promessas batismais, em especial, os integrantes do Caminho Neocatecumenal, que encerraram, durante a Vigília Pascal, um caminho de Catequese e aprofundamento da fé.

Membros da Comunidade  Católica Shalom também participaram da celebração, que foi transmitida ao vivo pela Rádio 9 de Julho e pelo Facebook da Arquidiocese de São Paulo.

Douglas Bueno Dutra, 38 e Júlio César Ferreira Franco, 46, estavam ansiosos pelo momento em que finalmente fariam parte da comunidade cristã “como membros do corpo de Cristo”, disse Douglas, que é voluntário na Missão Belém e pretende dar continuidade ao trabalho na comunidade.

Júlio César contou à reportagem que por mais de 20 anos trabalhou como funcionário público, mas acabou perdendo o trabalho e, desde então, passou por uma série de dificuldades e acabou indo parar na rua, situação em que permaneceu por cerca de três anos.

“Cheguei a ficar um mês na rua sem tomar banho. Em muitas noites, dormi nas escadarias da Catedral da Sé, mas nunca tinha entrado. Foi quando pedi a Jesus que me ajudasse e encontrei um missionário da Comunidade Missão Belém. Quando entrei pela primeira vez na Catedral, em uma das formações  promovidas pela Comunidade, eu fiquei maravilhado e estou muito feliz em estar aqui hoje, para este momento tão importante na minha vida”, disse Júlio César.

Durante a renovação das promessas do Batismo, momento em que os fiéis acendem novamente as velas, o Cardeal recordou que "nós participamos da luz de Cristo', enquanto a assembleia cantava em coro "Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra, inunda meu ser, permanece em nós!".

 

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Em missa na Sé, Igreja reza pela pátria e pelo povo brasileiro

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07 de setembro de 2019

Na celebração da Independência do Brasil, a Arquidiocese de São Paulo realizou na manhã deste sábado, 7, na Catedral da Sé a missa pela pátria e pelo povo brasileiro.

“Lembremos do nosso País com carinho e ofereçamos nossas preces pelo bem e pela jornada deste dia”, afirmou o Padre Tarcísio Mesquita, Secretário Arquidiocesano de Pastoral, no começo da missa por ele presidida e que foi concelebrada pelo Padre Luiz Baronto, Cura da Catedral.

Manter a esperança

Padre Tarcísio, na homilia, destacou que a liturgia deste dia menciona a esperança, algo que não deve faltar aos brasileiros, que “não devem se abater, precisam guardar a fé e seguir em frente”, afirmou, comentando, ainda, que a palavra independência,  especialmente lembrada em 7 de setembro, deve ser entendida como projeto de vida, garantido em uma nação com pessoas livres para se expressar, para formar o próprio destino.

Amor aos compatriotas

O Sacerdote também destacou que todos são corresponsáveis pelas condições dos que sofrem com a falta de alimento, moradia e emprego e que especialmente os cristãos devem dar testemunho de amor ao próximo, de compaixão.

“É o Dia da Pátria. Dia em que nós manifestamos de maneira civil e com expressões culturais, que devemos amar o Brasil, mas não simplesmente um amor a um pedaço de pano colorido; devemos expressar este amor sobretudo para com os nossos compatriotas”, afirmou, exortando todos ao compromisso de solidariedade mútua “para que tenhamos um Brasil melhor, mais justo, mais fraterno e mais humano”.

Atenção aos mais vulneráveis

Padre Tarcísio também disse que os ocupantes de funções no poder público não são proprietários, mas servidores, e que todos os esforços e estruturas do País devem estar a serviço, prioritariamente, dos que menos tem condições.

“Façamos deste momento celebrativo, um ato de repúdio à maldade, a toda espécie de divisão e de ódio, a toda indiferença em relação à dignidade do nosso povo, mas façamos também, como clama a Palavra de Deus neste dia de hoje nesta celebração, um ato de renovação da nossa esperança por um Brasil humano e fraterno”, concluiu.

Grito dos Excluídos

Após a missa, membros das pastorais sociais da Arquidiocese de São Paulo participaram da 25o Grito dos Excluídos, que acontece em diferentes cidades do país neste 7 de setembro, com o lema “Este sistema não vale. Lutemos por justiça, direitos e liberdade”.

Ao término da missa na Catedral da Sé, Paulo Pedrini, da Pastoral Operária, convidou os fiéis a participar do Grito dos Excluídos, que teve início na Praça da Sé e seguirá ao longo do dia passando  em frente ao Pateo do Colégio, Largo São Bento e Largo São Francisco, onde haverá um ato inter-religioso conclusivo.

“O grito é um momento de denúncia, mas também de anúncio da construção de uma sociedade justa e igualitária”, comentou Pedrini.

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Magistrados celebram a 67ª Páscoa Forense na Catedral da Sé

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26 de junho de 2019

O Cardeal Odilo Pedro Scherer presidiu, no domingo, 2, a 67ª Páscoa da Família Forense. A missa, na Catedral da Sé, começou às 9h e contou com a participação de magistrados, servidores, familiares e amigos do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), entre eles a Desembargadora Flora Maria Nesi Tossi Silva, presidente da Comissão da Páscoa Forense, e o Desembargador Artur Marques da Silva Filho, vice-presidente do TJ-SP.


Na liturgia, houve a celebração da Solenidade da Ascensão do Senhor e o 53º Dia Mundial das Comunicações Sociais. “A Eucaristia é um sinal da nossa fé que nos dá força”, disse o Cardeal na homilia, desejando que Deus sempre acompanhe, inspire e conforte a todos no serviço da justiça. “A busca pela justiça é a aspiração mais profunda de todas as pessoas”, continuou.
Ao falar sobre a Solenidade da Ascensão, o Cardeal recordou que, ao refletir sobre o mistério da fé cristã, jamais se dirá o bastante. “Os apóstolos, após a Ascensão, não tiveram mais a presença visível de Jesus, mas Jesus prometeu a eles que não os abandonaria. Hoje, renovemos a consciência da missão que nos foi confiada. A missão de proclamar a fé em Deus. Cremos no que Deus pode realizar por nós”, afirmou Dom Odilo. 

O que é a Páscoa Forense?


Promovida pelo Judiciário Paulista, a Páscoa Forense existe desde 1952 no Estado de São Paulo e nela é celebrada a missa para desembargadores, juízes, servidores, familiares e autoridades estaduais e municipais.
O Desembargador Artur Marques da Silva Filho representou o presidente da Corte, o Desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças. “Quando celebramos a Páscoa como mistério, quer dizer que isso não é uma comemoração ou aniversário, mas é celebrar a vida” afirmou. 
“Com humildade, atrevo-me a sugerir que esta é a missão que devemos levar. Não viemos lembrar de algo que passou, mas, pelo contrário, viemos obter nova vida em abundância, viemos buscar a água da vida”, disse.

Parceria


Padre Luiz Eduardo Baronto, Cura da Catedral da Sé, saudou a todos e falou sobre o quanto é importante a manifestação pública da fé.  “A laicidade do Estado não nos impede de manifestarmos a nossa fé. A proximidade da Catedral ao Tribunal de Justiça significa muito. Alegra muito nosso coração ter a presença de desembargadores que vêm à missa ou para suas preces diárias”, afirmou. 
“Quero manifestar meu desejo de que essa prática possa se expandir aos demais servidores do Tribunal de Justiça. Que os irmãos que ali trabalham possam encontrar aqui apoio espiritual, que essa proximidade possa nos ajudar a dar respostas para o problema social que se agrava cada vez mais no nosso País. Que nos unamos para dar resposta de alívio a esse sofrimento”, continuou o Cura da Catedral.

Tribunal de Justiça de São Paulo


O Tribunal de Justiça de São Paulo foi instalado no dia 3 de fevereiro de 1874, sendo denominado Tribunal da Relação de São Paulo e Paraná. As primeiras instalações se deram em casarões situados no centro da Capital Paulista.

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Em 2019, Cripta da Catedral da Sé completa 100 anos

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10 de mai de 2019

Ao descer as escadas para adentrar a Cripta da Catedral da Sé, uma sensação de mistério e recolhimento parece compor o local cheio de histórias e espiritualidade cristã. Ali, sete metros abaixo do altar-mor da Catedral, estão os restos mortais de bispos e arcebispos de São Paulo, falecidos desde 1748, do Cacique Tibiriçá, do Regente Feijó e do Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão.

Ao descer as escadas para adentrar a Cripta da Catedral da Sé, uma sensação de mistério e recolhimento parece compor o local cheio de histórias e espiritualidade cristã. Ali, sete metros abaixo do altar-mor da Catedral, estão os restos mortais de bispos e arcebispos de São Paulo, falecidos desde 1748, do Cacique Tibiriçá, do Regente Feijó e do Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão.

Os restos mortais de Tibiriçá, por exemplo, foram levados da Igreja Imaculado Coração de Maria, no bairro de Santa Cecília, para a cripta da Catedral em 1930. Já o Padre inventor do balão teve o corpo transladado de Toledo, na Espanha, para a Capital Paulista em 2004, e foi também levado à cripta.

Mas as câmaras mortuárias, que são 32, das quais 18 já foram ocupadas, são apenas alguns dos elementos que valem a visita à cripta. Obras de arte e uma arquitetura única e capaz de deixar vislumbrado quem entra fazem parte do conjunto que contém mármore de carrara e pedra vulcânica no piso em branco e preto, contrastando com os arcos de tijolos com cor quente. Colunas e outros detalhes de granito e uma exposição permanente do Santo Sudário fazem parte do espaço.

No dia da visita da reportagem à cripta, turistas de diversos lugares do Brasil e do mundo conheceram o local pela primeira vez. Entre eles, da cidade do Rio de Janeiro (RJ), de Berilo (MG) e um grupo de Nova Iorque, nos Estados Unidos. Thais Amanda de Sousa estava com o esposo, Marcos de Figueiredo, e com a filha, Maria Isadora Sousa Figueiredo, de 7 anos de idade.

“Separamos a manhã para conhecer o centro da cidade e fiquei encantada em conhecer a cripta”, disse Thais, que veio do Vale do Jequitinhonha, região nordeste de Minas Gerais, e ouviu falar da cripta na secretaria da Catedral. A maioria dos turistas, porém, obtém informações sobre as visitas guiadas na internet e já chega à Catedral com o objetivo de conhecer o espaço.

 

ARQUITETURA E ARTE

A cripta foi projetada pelo arquiteto alemão Maximilian Emil Hehl, que projetou também a Catedral da Sé e a Catedral de Santos (SP). Com estilo neogótico, o templo – um dos cinco maiores deste estilo no mundo – foi inaugurado em 1954, ainda em fase de acabamento.

A cripta, por sua vez, foi inaugurada às 8h no dia 16 de janeiro de 1919, quando houve a celebração da primeira missa, presidida pelo Arcebispo à época, Dom Duarte Leopoldo e Silva, responsável pela pedra fundamental da Catedral da Sé, colocada no dia 29 de junho de 1913.

Dom Duarte faleceu no dia 13 de novembro de 1938, antes de a Catedral estar terminada. Na cripta, há uma capela, onde são celebradas missas em ocasiões especiais e acontecem concertos e eventos culturais. 

 

ESCULTURAS

O artista brasileiro Francisco Leopoldo é o autor de duas esculturas de mármore que estão nas laterais da cripta. Uma delas é a representação de Jó e a outra, de São Jerônimo, Doutor da Igreja e tradutor da Bíblia. Francisco era irmão de Dom Duarte e estudou na mesma escola de Victor Brecheret, em Paris, na França, sendo um escultor muito aclamado, tanto em sua época quanto ao longo dos anos.

 

CIDADÃO ILUSTRES

Abaixo da escada, estão os restos mortais de Tibiriçá (nascimento desconhecido-1562) e de Diogo Antônio Feijó (1784-1843). Tibiriçá foi o primeiro indígena a ser catequizado pelo Padre jesuíta José de Anchieta. Já Feijó foi padre e regente do Império, de 1835 a 1837, assumindo o comando do País na ausência de um monarca. Foi sepultado na Igreja da Ordem Terceira Carmelitana e só depois transladado para a cripta.

 

QUEM FOI BARTOLOMEU DE GUSMÃO?

Nascido em Santos (SP), o Padre Bartolomeu de Gusmão, conhecido também como “padre voador”, faleceu em 1724, aos 39 anos, em Toledo, na Espanha, lugar em que ficou sepultado por longo tempo e, só em 2004, foi transladado para o Brasil. 

Os experimentos com uma máquina voadora chamada de aeróstato (balão de ar quente) foram realizados em 8 de agosto de 1709, diante do rei de Portugal Dom João V. A experiência surgiu quando o Padre viu cascas de cebolas se elevarem no ar aquecidas por uma fogueira.

Estéban Náhuel é músico e trabalha como guia da cripta há cinco anos. Como fala Inglês e Espanhol, o jovem recebe muitos grupos estrangeiros e disse que a maior parte dos visitantes se surpreende ao saber que os restos mortais de pessoas tão importantes para a história do Brasil estão ali.

“Além disso, saber que foi um brasileiro, padre, que inventou o balão também é uma descoberta para a maioria dos visitantes”, disse Estéban, que explica todos os detalhes do espaço, bem com a história dos sepultados.

 

SELO COMEMORATIVO

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos do Brasil lançará, em 5 de setembro de 2019, selos comemorativos por ocasião do centenário da cripta. Será uma série de seis selos, que estão sendo desenvolvidos por um desenhista. O lançamento acontecerá na cripta.

“Essa iniciativa é muito importante, pois envolve um meio de comunicação antigo, o selo e, ao mesmo tempo, abre possibilidades de exploração do espaço. Estamos trabalhando diversas perspectivas de detalhes. Um dos selos, por exemplo, homenageará Dom Duarte Leopoldo”, explicou Camilo Cassoli, do Estúdio Centro.

 

CONCERTOS ESPECIAIS

Para comemorar os 100 anos de inauguração da cripta, serão realizados 30 concertos temáticos em diferentes espaços da Catedral da Sé. Os concertos, promovidos pelo Estúdio Centro, começarão em junho. A programação será divulgada posteriormente nas redes sociais da Catedral da Sé.

 


 

SERVIÇO

Para entrar na Cripta, é necessário adquirir o ingresso na secretaria da Catedral da Sé. A visita é acompanhada de um guia e custa R$ 7,00 por pessoa. Crianças de até 7 anos não pagam.

 

HORÁRIOS:

Segunda-feira: das 9h às 11h30 e das 13h às 16h30

Terça, quarta e quinta-feira: das 9h30 às 16h30

Sexta-feira: das 10h às 16h30

Sábado: das 9h às 15h30

Domingo: das 12h30 às 15h30

Praça da Sé, s/n – Centro

Contatos 

(11) 3107-6832

Site 

Facebook

 

LEIA TAMBÉM: A Catedral da Sé pelos olhos de seu sacristão

 

 

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‘São José Operário acolheu a vontade de Deus’

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01 de mai de 2019

As flores de girassol que decoravam o altar anunciavam que a manhã desta quarta-feira, 1 º de maio,  era de festa na Catedral da Sé, com missa presidida pelo Padre Tarcísio Mesquita, coordenador de pastoral da Arquidiocese de São Paulo. O feriado pelo Dia do Trabalhador é também a data em que a Igreja celebra a solenidade de São José Operário.

Na homilia, Padre Tarcísio recordou a generosidade de Deus em entregar seu filho unigênito para a salvação do mundo, como narrado pelo evangelista João. E disse que Cristo mesmo quando criança já tinha o mundo para si, e São José, assim como na imagem colocada ao lado do altar, carregava o menino Jesus em seus braços: “São José acolheu a vontade de Deus”, continuou.

Padre Tarcísio afirmou, ainda, que o maior presente de Deus para seu povo é Jesus, o mesmo que é filho do carpinteiro, e explicou que os doutores da lei à época consideravam que o filho de um carpinteiro não poderia ter tamanho conhecimento das escrituras.

TRABALHO QUE EDIFICA A CASA

Sobre o Dia do Trabalhador, o ordenador de pastoral lembrou-se dos trabalhadores que ajudaram a construir a cidade de São Paulo, sobretudo, dos migrantes que aqui chegaram em busca de novas oportunidades: “Mãos calejadas, sotaques e historias. Desempregados e preocupados com o pão de cada dia de sua família, o mesmo pão que pedimos em oração”, exortou.

O Sacerdote disse que José, o Nazareno, também precisou trabalhar para proteger Jesus que mesmo um bebê já corria risco de vida e que, por isso, é necessário que homens e mulheres sejam inspirados pelo exemplo do Pai de Jesus no cuidado com seus filhos.

“Devemos nos inspirar na figura de São José, que, certamente, dedicou com trabalho árduo em participar da promessa de Deus que tanto amou o mundo, e nos tem em seus braços”.

SÃO JOSÉ, PROTETOR DA FAMÍLIA

São José era noivo de Maria, quando, em sonho, ouviu do Anjo do Senhor que ele seria o pai adotivo do filho de Deus. Obediente, dedicou sua vida a família e aos cuidados com sua esposa e de Jesus.

Por isso, o pediu que São José interceda pelas famílias e pelas mulheres, que hoje tanto sofrem ao serem vitimas de inúmeras violências.

DIA DO TRABALHADOR

Após a celebração eucarística, membros da Pastoral Operária da Arquidiocese de São Paulo seguiram em caminhada até o Vale do Anhangabaú, onde realizaram um ato em defesa aos diretos dos trabalhadores.

Na tarde da terça-feira, 30 de abril, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota pelo Dia do Trabalhador. No documento, o episcopado brasileiro demonstrou preocupação principalmente com as pessoas que, atualmente, têm dificuldades em se recolocar no mercado de trabalho.

IMAGEM PEREGRINA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

A quarta-feira foi também marcada pela chegada da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, vinda diretamente de Portugal. Antes do início da missa na Catedral da Sé, a imagem foi levada em procissão pelo Rancho Folclórico Pedro Homem de Mello ao altar da Catedral.

Às 11h15, houve um momento Mariano com a recitação do Santo Terço. Após a missa das 12h, a imagem será levada para o Santuário Nossa Senhora do Rosário de Fátima, próximo à estação Sumaré do metrô. Em13 de maio dia de Nossa Senhora de Fátima, haverá missa de hora em hora até às 20h no Santuário.

 

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No aniversário da cidade acontecerá mais uma edição do Brunch na Catedral

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16 de janeiro de 2019

Um encontro de arte, fé e gastronomia é a proposta do Brunch na Catedral, que terá mais uma edição no aniversário de 465 anos da cidade, em 25 de janeiro, às 12h30.

O brunch será comandado pelo chefs Daniel Aquino (Itália) e Carlos Koji Yokomizo (Japão), além de contar com Noelle Rodrigues, especialista em panificação, na elaboração do cardápio. Os participantes serão convidados também para uma degustação de cafés, bebida que possibilitou o crescimento da cidade no passado, oferecida por Kaynã Café.

O Brunch na Catedral começará após a missa de aniversário da cidade, que tem início às 9h, seguida de apresentação da Orquestra do Grupo Pão de Açúcar. No fim da celebração, os convidados da atividade terão a oportunidade de participar de um tour guiado pela Igreja Mãe da Arquidiocese de São Paulo.

Todo o lucro do evento será revertido para a Associação Amigos da Catedral Metropolitana de São Paulo e ajudará na conservação e preservação deste patrimônio histórico da cidade. Informações sobre o Brunch na Catedral podem ser obtidas pelo site www.brunchnacatedral.org.br. Os ingressos podem ser adquiridos pelo telefone (11) 98670-9315.

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'Ao olharmos para este ano com esperança, devemos fazer a nossa parte'

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01 de janeiro de 2019

Na terça-feira, 1º, Às 11h, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, presidiu na Catedral da Sé, a missa na Solenidade da Santa Mãe de Deus. O primeiro dia do ano é também, na Igreja, o Dia Mundial da  Paz. A missa foi transmitida pela Rádio 9 de Julho.

No início da celebração, o Cardeal saudou a todos e salientou que a missa é momento de ação de graças e de colocar nas mãos de Deus todas as expectativas de cada pessoa.

“A todos desejo um feliz e abençoado Ano Novo, com a graça de Deus e a sua ajuda, caminharemos seguros, serenos e confiantes ao longo deste ano. Queremos rezar por cada pessoa e família, mas também pelo nosso País, para que possamos ter um ano de paz e esperança”, disse o Cardeal.

Maria, Mãe de Deus

No dia 1º de janeiro, a Igreja recorda Nossa Senhora como Mãe de Deus, o título mais importante dado a Maria. Na homilia, Dom Odilo explicou que esse título retrata a verdade sobre Deus, que se fez homem por meio de Maria. “Por Maria, Deus assumiu o que é próprio do ser humano, inclusive a morte”, afirmou.

“Maria gerou para este mundo o Filho de Deus feito homem. Maria passa a ser nossa mãe. Somos também nós, filhos da mãe de Jesus. Ela é nossa intercessora no céu”, recordou o Cardeal, salientando que, por meio de Maria, toda a humanidade passa a participar da obra redentora de Deus.

 

Brasil

“Hoje nós também olhamos para a vida pública, é dia de posse dos eleitos para governarem os Estados e o País. Queremos colocar sob a proteção de Deus nossos governantes. Rezemos hoje por aquele que governa nosso Estado e nosso País e por todo o povo brasileiro, para que possamos ter um tempo de paz e  busca do que é bom, justo e verdadeiro, que haja a superação da violência e o Brasil possa encontrar a paz”, continuou o Cardeal na homilia.

 

Dia Mundial da Paz

Sobre o Dia Mundial da Paz, Dom Odilo lembrou a mensagem do Papa Francisco para a ocasião, sobretudo quando o Papa distingue a boa política de uma má política.

“A boa política se faz com respeito à dignidade da pessoa humana, da liberdade e dos direitos fundamentais de toda a pessoa humana. A boa política é aquela voltada para o bem comum, isto é, o bem para todos. A boa política deve superar a má política, que se faz por incapacidade pessoal. A má política se faz com corrupção e desonestidade, a má política se faz pela negação de direitos e imposição das forças”, disse o Cardeal, citando o Papa Francisco.

 

Responsabilidade pessoal

O Arcebispo lembrou ainda que a construção da paz depende da participação de cada pessoa. “Cada um é responsável por uma boa politica, em primeiro lugar a paz consigo mesmo, respeitando a própria consciência, a própria saúde, os próprios limites. Ao olharmos para este ano com esperança, devemos também fazer a nossa parte. Vamos começar com Deus este novo ano.”

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Na Catedral da Sé, é tempo de ação de graças por 2018 e de rezar pela paz em 2019

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31 de dezembro de 2018

Para quem deseja se despedir de 2018 em clima de oração, a Catedral da Sé convida a participação na Solene Eucaristia e Te Deum, louvando e agradecendo a Deus pelo ano de 2018 e pedindo graças e bênçãos para o ano de 2019.

Nesta segunda-feira, 31, às 11h30, haverá a Adoração ao Santíssimo, seguida de celebração eucarística, com a entoação do canto do Te Deum, onde se agradecerá a Deus pelos dons e graças do ano de 2018.

Na terça-feira, 1o de janeiro, às 11h, haverá missa no contexto do Dia Mundial da Paz. Esta missa será transmitida pela rádio 9 de Julho, em AM 1.600 kHz e em www.radio9dejulho.com.br.

LEIA TAMBÉM

Mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz de 2019

 

 

 

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Catedral da Sé terá programação especial nos dias 24 e 25

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24 de dezembro de 2018

Em todas as paróquias da Arquidiocese de São Paulo, o Natal será celebrado com missas na noite de 24 de dezembro e no dia 25.

Quem for à Catedral da Sé participar da missa da noite de Natal poderá acompanhar, às 23h, um concerto natalino com a São Paulo Schola Cantorum, após o qual haverá a solene missa da vigília de Natal, presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano.

No dia de Natal, 25, Dom Odilo presidirá missa às 11h, e outras missas natalinas acontecerão às 9h e às 17h na Igreja Mãe da Arquidiocese de São Paulo. Ainda neste dia, o Arcebispo Metropolitano celebrará o Natal às 17h no Arsenal da Esperança (Rua Dr. Almeida Lima, 900, Mooca).

As missas com Dom Odilo na Catedral da Sé nos dias 24 e 25 terão transmissão ao vivo da rádio 9 de Julho, em AM 1.600 e em www.radio9dejulho.com.br.

Dom Cláudio Hummes

O Arcebispo Emérito de São Paulo, Cardeal Cláudio Hummes também presidirá missas de Natal em São Paulo. No dia 24, às 18h, na Paróquia Nossa Senhora do Brasil (Praça Nossa Senhora do Brasil, 1, Jardim América); e no dia 25, às 10h30, na Paróquia Divino Salvador (Rua Casa do Ator, 450, Vila Olímpia).

Bispos Auxiliares

Também os bispos auxiliares da Arquidiocese de São Paulo presidirão missas de Natal em diferentes paróquias nas regiões episcopais.

Dom Carlos Lema Garcia celebrará o Natal no dia 25, às 18h30, na Paróquia Nossa Senhora do Brasil (Praça Nossa Senhora do Brasil, 1, Jardim América), na Região Sé.

Dom Devair Araújo da Fonseca presidirá missa de Natal no dia 24, às 20h, na Paróquia São Luiz Gonzaga (Praça Dom Pedro Fulco Morvidi, 1, Vila Pereira Barreto), na Região Brasilândia.

Dom José Roberto Fortes Palau celebrará o Natal no dia 24, às 19h, na Paróquia São João Batista (Rua Doutor Mário Vicente, 1.108, Ipiranga), na Região Ipiranga.

A missa da noite de Natal presidida por Dom Luiz Carlos Dias em 24 de dezembro será às 20h na Paróquia Sagrada Família (Rua João Cordeiro, 772, Vila Carrão), na Região Belém.

Dom Sergio de Deus Borges celebrará o Natal no dia 24, às 20h, na Paróquia São Francisco e São Benedito (Rua Valdemar Martins, 879, Parque Peruche), na Região Santana. No dia 25, às 11h, o Bispo presidirá a missa de Natal na Catedral Nossa Senhora do Paraíso da Eparquia Greco Melquita (Rua do Paraíso, 21, Paraíso).

Por fim, Dom Eduardo Vieira dos Santos celebrará o Natal no dia 24, às 18h, na Paróquia Santo Eduardo (Rua dos Italianos, 567, Bom Retiro), na Região Sé; e no dia 25, às 11h, no Sítio Santa Marta da Missão Belém, na Serra do Japi, em Jundiaí (SP).

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‘Sobretudo, vejo Jesus presente na Eucaristia sobre o altar’

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01 de janeiro de 2019

O Padre Cláudio José Ribeiro, 46, é um dos seis neossacerdotes da Arquidiocese de São Paulo ordenados pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, no dia 8, na Catedral da Sé.

Natural de Santa Rita do Pardo (MS), ele veio para São Paulo com 17 anos, para trabalhar. Em entrevista ao O SÃO PAULO, o Sacerdote contou como iniciou sua caminhada vocacional e partilhou suas expectativas para o exercício do ministério presbiteral. 

VOCAÇÃO

Formado em Direito, Cláudio começou a frequentar a Paróquia Nossa Senhora do Brasil, no Jardim América, próxima a seu local de trabalho. Na igreja, ele passou a participar do Apostolado da Oração. Certa ocasião, em 2009, Cláudio foi surpreendido por uma pergunta: “Você gostaria de ser padre?”. 

“Isso me inquietou por algum tempo, até que decidi fazer a experiência no seminário”, contou.

O Padre resume todo o processo de formação em um versículo bíblico do livro de Jó: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora meus olhos te veem” (Jó 42,5). “Quando entrei para o seminário, tudo aquilo que eu só ouvia passei a ver concretamente. Vejo Jesus Cristo no pobre, não só o material, mas também o espiritual. Passo a vê-lo na família, nos pais, nos filhos, no homem que se une com a mulher, nos jovens que hoje se encontram desamparados, vejo também nas idosas das paróquias. Mas, sobretudo, vejo Jesus presente na Eucaristia sobre o altar”.

EXPERIÊNCIA MISSIONÁRIA

O último ano dos candidatos ao sacerdócio foi repleto de atividades pastorais e missionárias. Uma vez concluídos os estudos teológicos, eles exerceram o ministério diaconal em paróquias da Arquidiocese, tendo a oportunidade de conhecer mais de perto a realidade das pessoas e os desafios que um padre enfrenta para realizar sua missão na cidade.

A experiência diaconal em vista do sacerdócio também permitiu ao padre uma vivência mais intensa da vida sacramental. “Vivi intensamente o diaconato, podendo celebrar batismos e assistir matrimônios”, frisou o Padre Cláudio, que colaborou na Paróquia Santa Ângela e São Serapião, na Região Episcopal Ipiranga.

“Fiquei em uma paróquia com 53 comunidades. Pude visitar todas elas. Em algumas, levávamos um dia inteiro de viagem. Lá celebrei cerca de 150 batismos. Pude experimentar a intensidade da fé e da devoção popular”, concluiu.

 

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