Em Aparecida, presidenciáveis debatem propostas para melhorar o Brasil

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01 de outubro de 2018

O Debate de Aparecida, promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na quinta-feira, 20, foi o mais propositivo até agora entre os presidenciáveis.

Ao longo de mais de duas horas e meia, Álvaro Dias (Podemos), Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e Marina Silva (REDE) puderam dialogar sobre temas de interesse nacional e foram vistos em diferentes partes do País, já que o debate teve a transmissão de rádios e tevês de inspiração católica e de portais da internet. 

No início, a jornalista Joyce Ribeiro, que mediou o encontro, apresentou os sete candidatos e justificou as ausências de Jair Bolsonaro (PSL), que ainda está internado se recuperando de uma facada, e do Cabo Daciolo dos Santos (Patriota), que alegou motivo da agenda para não comparecer ao Santuário Nacional de Aparecida.

Na sequência, o Cardeal Sergio da Rocha, Arcebispo de Brasília e Presidente da CNBB, saudou a todos e ressaltou que a CNBB não adota posição política, mas incentiva a participação dos cristãos na política. 

A primeira pergunta do debate, feita pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo São Paulo, em nome da CNBB, e respondida por todos os candidatos, foi: “é possível retomar o caminho da ética, restituir a credibilidade na política e fortalecer a democracia no Brasil?” 

Nos blocos seguintes, houve o debate direto entre os candidatos, com tema livre, em dois momentos. Além disso, em um dos blocos, eles responderam a perguntas feitas por jornalistas das emissoras filiadas à Signis Brasil , e na última parte do encontro, cada presidenciável respondeu a questões feitas por bispos indicados pela CNBB. 

Caminhos para combater a corrupção, melhorar a saúde, a educação e a segurança pública, bem com a necessidade de se realizar as reformas política e tributária, e de se revogar ou não a reforma trabalhista e a emenda constitucional do teto dos gastos públicos foram os principais assuntos debatidos. A seguir, O SÃO PAULO apresenta uma síntese do que cada candidato propôs ao longo do debate. 

Thiago Leon/A12

 

 

 

REFORMAS:  Realizar uma reforma política que acabe com a incidência dos interesses privados sobre o poder público, começando pelo fim de qualquer forma de financiamento privado de campanha; Impedir que a distribuição de cargos no Executivo seja feita com base na troca de apoio político no Congresso; Realizar um referendo para revogar a Reforma Trabalhista e a emenda constitucional do teto dos gastos públicos; Fazer uma Reforma Política com voto em lista, com quantidade paritária; Realizar a Reforma Agrária. 

PROGRAMAS SOCIAIS: Criação de uma política pública para garantir moradia digna.

PARTICIPAÇÃO POPULAR: Realizar plebiscitos, referendos e criar conselhos participativos para que a população participe das decisões centrais sobre as políticas públicas no País.

IGUALDADE DE DIREITOS: Criar políticas para punir as empresas que praticam desigualdade salarial entre homens e mulheres que atuam na mesma função. 

COMBATE AO TRABALHO INFANTIL: Criar a lista suja do trabalho infantil, para que as empresas que adotem tal prática tenham seu registro de funcionamento caçado; Desapropriar propriedades rurais onde seja constatado o trabalho infantil.

EDUCAÇÃO: Ampliar o tempo diário de permanência das crianças nas escolas.  

COMUNICAÇÕES: Acabar com o monopólio de empresas nas comunicações sociais; Valorizar as tevês e rádios públicas e comunitárias.

SEGURANÇA PÚBLICA: Construir mais escolas em vez de presídios; Desmilitarizar as polícias; Ampliar os mecanismos de inteligência e de investigação na segurança pública.

COMBATE ÀS DROGAS: Descriminalizar o uso das drogas, para tratar a dependência química como questão de saúde pública e não com punição penal. 
 

 

 

COMBATE À CORRUPÇÃO: Fortalecer as instituições de combate à corrupção, como o Judiciário e o Ministério Público, para que atuem de modo independente e sem preferência partidária; Individualizar a penalização dos crimes.

SAÚDE E EDUCAÇÃO: Ampliar o acesso dos mais pobres à escola e aos serviços de saúde, com distribuição de remédios e mais atendimento médico.

REFORMAS: Revogar a Reforma Trabalhista e a emenda constitucional do teto dos gastos; Realizar uma Reforma Tributária, durante a qual haja um período de transição para que estados e municípios não tenham queda de receita; Simplificar a carga tributária sobre o consumo; Cobrar mais imposto de quem tem mais renda, bem como maiores alíquotas de imposto sobre o patrimônio.

ECONOMIA: Combater a exclusão social, a partir de mais investimentos voltados aos serviços sociais; Gerar empregos para ativar a economia de consumo, com a consequente recuperação da confiança dos investidores no País; Investir nas melhorias das condições sociais, gerando oportunidades de emprego para os mais jovens.

MIGRAÇÃO: Estabelecer uma política de migração nos moldes da que foi feita em São Paulo durante sua gestão - lei municipal nº 16.478/2016.

PROGRAMAS SOCIAIS: Fortalecer o “Minha Casa, Minha Vida”, o “Bolsa Família” e o “Pró-Uni”.

SEGURANÇA PÚBLICA: Federalizar alguns sistemas de segurança; Fazer, por meio de lei federal, que prefeitos e governadores sejam obrigados a atuar em conjunto para organizar os territórios no combate à violência; Federalizar crimes de facções que operam em nível nacional; Fortalecer a ação da Polícia Federal nos estados e municípios para diminuir os índices de homicídio e roubo. 

 

 

 

COMBATE À CORRUPÇÃO: Fortalecer e valorizar a Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça como um todo; Acabar com o foro privilegiado para políticos que exercem cargos públicos; Tornar a operação Lava Jato uma política de Estado.  

REFORMAS: Realizar uma Reforma Política e do sistema de governança, pois o atual tem levado à corrupção e ao desvio de verbas públicas; Promover uma Reforma Tributária para que os impostos incidam mais sobre a renda do que sobre o consumo. 

IGUALDADE DE DIREITOS: Aplicar efetivamente as leis que já existem para a garantia da igualdade de condições para homens e mulheres. 

SEGURANÇA PÚBLICA: Ampliar o financiamento e capacitação das polícias e as políticas que levem à tolerância zero com o crime; Monitorar as fronteiras do País para combater o tráfico de drogas e de armamentos; Integrar as forças policiais e dar melhor remuneração aos profissionais da área de segurança pública; Responsabilizar criminalmente o presidente da República caso empregue indevidamente as verbas destinadas à segurança pública. 

ECONOMIA: Melhorar a gestão da dívida pública, começando por uma auditoria, para apontar os gargalos existentes.
 

 

 

SAÚDE: Melhorar a distribuição e oferta de medicamentos à população, bem como o acesso a médicos especialistas e a exames necessários; Centralizar a licitação de remédios e capilarizar sua distribuição; Fortalecer um novo projeto industrial para que o Brasil tenha autonomia na produção de insumos em saúde; Premiar as unidades de saúde que cumprirem metas estabelecidas de saúde preventiva, bem como aquelas que forem apontadas pelos usuários como as mais eficazes.

REFORMAS: Revogar a emenda constitucional do teto dos gastos públicos; Promover uma Reforma Urbana que acabe com o esvaziamento populacional no centro das grandes cidades, o que também permitirá que as pessoas morem mais perto dos locais de trabalho;  Reformar o sistema tributário, para que se torne progressivo; Priorizar a cobrança de impostos sobre lucros e dividendos.

COMUNICAÇÕES: Facilitar o acesso de entidades que trabalham mais próximas da população a um canal de mídia, a fim de reduzir monopólios; Distribuir melhor as verbas publicitárias do Governo Federal, para que também se destinem à mídia alternativa.

AGRICULTURA: Impulsionar a agricultura familiar; Fazer um programa de compras governamentais de operação conjunta na área de agricultura familiar. 

ECONOMIA: Criar uma política para “limpar o nome” de 63 milhões de pessoas que estão no cadastro de devedores do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). 

PARTICIPAÇÃO POPULAR: Que as propostas políticas se tornem primeiro conhecidas pela população, e, em caso de impasse ao serem discutidas no Congresso, que a decisão se dê por meio de plebiscitos ou referendos.

Thiago Leon/A12

 

 

 

COMBATE À CORRUPÇÃO: Criar estruturas de combate à corrupção nos órgãos públicos; Fazer com que apenas pessoas sem antecedentes criminais e históricos de corrupção ocupem cargos públicos.

SEGURANÇA PÚBLICA: Investir em mecanismos de inteligência; Equipar melhor as polícias nos estados, com mais policiais e armamentos; Criar um sistema nacional de informações sobre a criminalidade, chefiado pela Polícia Federal; Criar um policiamento mais eficaz das fronteiras do País. 

EDUCAÇÃO E COMBATE À CRIMINALIDADE: Melhorar a qualidade das escolas; Criar escolas em tempo integral nos ensinos Fundamental e Médio; A partir do ensino, ampliar a oferta de emprego para os jovens, a fim de que se não sejam cooptados pela criminalidade.   

ECONOMIA: Criar 10 milhões de empregos em quatro anos; Realizar um amplo corte de despesas desnecessárias do governo; Implementar uma política econômica que faça o Brasil voltar a crescer, recuperando a credibilidade e a confiança do mercado investidor, para que, assim, se impulsione o setor industrial e o comércio, levando à geração de emprego. 

REFORMAS: Manterá as reformas feitas pelo governo Temer para reequilibrar as contas do País. 

ABORTO: É a favor da vida, mas, em “situações dramáticas”, as mulheres devem ter o direito de decidir ou não pela prática do aborto. 

 

 

 

COMBATE À CORRUPÇÃO: Garantir a autonomia do Ministério Público e da Polícia Federal para agirem contra a corrupção. 

SAÚDE: Quebrar as patentes de medicamentos, para que possam ser produzidos no País, a fim de que sua comercialização seja mais barata; Dividir o País em 400 regiões para gestão da saúde, com autoridades constituídas, por concurso público, para cuidar da saúde regional; Fortalecer ambulatórios e a Estratégia de Saúde da Família, com atendimento sempre mais humanizado; Estimular que haja mais médicos generalistas. 

IGUALDADE DE DIREITOS: Combater qualquer tipo de discriminação contra as mulheres, bem como o femícidio; Fazer com o que o Ministério do Trabalho intensifique a fiscalização para averiguar se mulheres e homens têm salários iguais no desempenho de mesmas funções; Criar redes de proteção às mulheres, para que tenham suas vidas protegidas após denunciarem os casos de agressão que sofram.

EDUCAÇÃO: Criar 2 milhões de vagas em creches em todo o País.

REFORMAS: Realizar uma Reforma Tributária que descentralize os recursos, fazendo com que proporcionalmente os mais pobres não paguem mais impostos que os ricos; Redistribuir recursos, para que a maioria das verbas não fique com a União, e que sejam revertidas em melhorias na qualidade dos serviços públicos.

SEGURANÇA PÚBLICA: Implementar um sistema único de segurança pública, em que a União auxilie os estados; Criar um sistema integrado de segurança; Remunerar melhor os policiais.

COMBATE ÀS DROGAS: Garantir que a Polícia Federal atue no combate ao tráfico de drogas e armas. 

DEMARCAÇÃO DE TERRAS: Fará a demarcação de terras indígenas e das comunidades tradicionais – isso seguirá sendo uma prerrogativa do presidente da República e não do Congresso Nacional, como tem se tentado mudar. 

 

 

 

REFORMAS: Já em 2019 fará: a Reforma Política, pois considera um exagero haver 35 partidos, quando não há 35 ideologias - nesse campo, defende ainda o voto distrital misto e que o voto seja facultativo; a Reforma Tributária, com a criação do Imposto de Valor Agregado (IVA), que substituirá cinco tributos federais – outra medida será a tributação de dividendos e a diminuição de impostos do setor produtivo; a Reforma da Previdência; e a Reforma do Estado, cortando gastos e estruturas desnecessárias, o que inclui reduzir ministérios, cargos comissionados, empresas estatais, despartidarizar as agências reguladoras; Manterá a Reforma Trabalhista e a emenda constitucional do teto dos gastos públicos. 

COMBATE À CORRUPÇÃO: Fortalecer a operação Lava Jato; Tornar o enriquecimento ilícito um crime previsto no Código Penal; Inversão do ônus da prova para funcionários públicos: eles precisam provar que não cometeram ilícitos no caso de denúncias.

COMBATE ÀS DROGAS: Realizar programas que auxiliem os jovens a sair da dependência química; Melhorar o monitoramento das fronteiras do País, com atuação permanente de uma Guarda Nacional com membros das Forças Armadas, a fim de combater o narcotráfico e o tráfico de armas. 

ECONOMIA: Permitir a entrada de mais bancos estrangeiros no País, para promover a competitividade entre os bancos; Criar mecanismos de fortalecimento das cooperativas de crédito; Desburocratizar a logística e a infraestrutura do País; Estabelecer uma política de juro zero para micro e pequeno empreendedor que precise de crédito. 

INFÂNCIA E TERCEIRA IDADE: Zerar a falta de vagas na pré-escola; Ampliar os centros de referência aos idosos pelo País. 

 

LEIA TAMBÉM: O que diferencia um deputado estadual de um federal?

 


 

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‘Cumpri todas as etapas e construí uma carreira limpa para chegar até aqui’

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19 de setembro de 2018

O jornal O SÃO PAULO dá sequência à série de entrevistas com os candidatos ao Governo do Estado de São Paulo. Nesta edição, a palavra está com Márcio França (PSB), atual governador que tenta a reeleição. Já foram ouvidos Major Costa e Silva (DC) e Luiz Marinho (PT). Os próximos serão Paulo Skaf (MDB) e João Doria (PSDB), fechando a lista dos cinco mais bem colocados na pesquisa Ibope, divulgada em 20 de agosto.

Os candidatos estão sendo questionados pelo jornal sobre suas propostas para as áreas de saúde, segurança pública, educação e combate à corrupção. Também respondem a perguntas dos leitores enviadas pelo Facebook.


Aos 55 anos, Márcio Luiz França Gomes está à frente do Governo de São Paulo desde abril, após o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) ter renunciado ao cargo para concorrer à Presidência da República. “Respeito muito o que passou, mas sou diferente, tenho outros projetos, outras ideias”, garante.

Márcio França sempre se manteve filiado ao PSB. Ele iniciou carreira política em 1989 como vereador em São Vicente, no litoral paulista, tendo sido reeleito. Em 1997, assumiu a Prefeitura daquela cidade, onde seguiu por dois mandatos, até 2004. Em 2006, foi eleito deputado federal por São Paulo e reconduzido ao cargo em 2010. Entre 2011 e 2012, atuou como secretário de Turismo no governo Alckmin, e, em 2014, foi eleito vice- -governador, no mesmo ano em que coordenou a campanha à Presidência da República de seu colega de partido, Eduardo Campos, que morreria em um acidente aéreo em meio àquela disputa eleitoral.

Márcio França afirma que, se eleito, vai ampliar investimentos em consultas e exames médicos, investir em tecnologia e inteligência para a atuação das polícias, aumentar os salários dos professores e tornar as aulas mais dinâmicas para os jovens na rede pública de ensino. A seguir, leia a íntegra da entrevista.

 

O SÃO PAULO - O SENHOR ASSUMIU O GOVERNO DO ESTADO APÓS A SAÍDA DE GERALDO ALCKMIN (PSDB), QUE CONCORRE À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. POR QUE O SENHOR QUER SEGUIR COMO GOVERNADOR? SEU GOVERNO SERÁ UMA CONTINUIDADE DA GESTÃO DE ALCKMIN?

Márcio França - Quando o governador Alckmin me entregou o pavilhão de São Paulo, disse que estava deixando o governo em mãos honradas e experientes. Orgulho-me muito disso, porque cumpri todas as etapas e construí uma carreira limpa para chegar até aqui. Eu tinha a possibilidade de concorrer a outro cargo eletivo, mas decidi buscar a reeleição para manter as coisas boas que já existem, e, também, melhorar e ampliar muita coisa. Respeito muito o que passou, mas sou diferente, tenho outras ideias, outros projetos. Muitos, já estou colocando em prática. Outros, ainda não pude dar prosseguimento em função da lei eleitoral, que restringe uma série de ações, mas os farei assim que acabar o período eleitoral.

 

UMA PESQUISADO IBOPE, EMAGOSTO, APONTOU QUE AS ÁREAS DE SAÚDE, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA PÚBLICA SÃO AS PRINCIPAIS PREOCUPAÇÕES DOS PAULISTAS. SE ELEITO, QUAIS SERÃO SUAS PRIORIDADES DE AÇÃO PARA CADA UMA DESSAS ÁREAS?

Temos 101 hospitais públicos em São Paulo, mais que em todo o País. Estamos construindo outros dois de alta capacidade. Mas, mesmo assim, temos que melhorar o atendimento. Acredito que precisamos investir na área de consultas e exames, utilizando os Amtonomia para a Polícia Civil. Paralelamente, precisamos dar oportunidades aos jovens vulneráveis. Já começamos e vamos aumentar, no ano que vem, o alistamento civil, para que os rapazes dispensados pelo Exército possam trabalhar conosco, recebendo remuneração e fazendo curso técnico pela rede estadual. Eu não estou achando isso somente agora. Já o fiz quando fui prefeito. Minha cidade era uma das mais violentas e os índices despencaram após este programa.

Sobre educação, vamos aumentar o salário dos professores logo no primeiro ano. Também investiremos em lousas digitais, porque precisamos tornar as aulas mais dinâmicas e atrativas para nossos jovens. Junto com isso, vamos motivar nossos alunos, oferecendo perspectivas a eles. Todos os alunos da rede pública terão direito a cursos técnicos a distância a partir do segundo ano e, após o Ensino Médio, terão uma vaga garantida na Universidade Virtual do Estado de São Paulo, com aulas ministradas pelos professores da USP, Unicamp, Unesp e Centro Paula Souza.

 

ESSA MESMA PESQUISA E UMA SONDAGEM FEITA COM OS LEITORES DO O SÃO PAULO INDICAM GRANDE INSATISFAÇÃO COM A CORRUPÇÃO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. COMO PRETENDE COMBATER AS PRÁTICAS DE CORRUPÇÃO NOS ÓRGÃOS SOB O CONTROLE DO GOVERNO DO ESTADO?

Começo dando o exemplo. Estou na vida pública há quase 30 anos e não respondo a processo criminal. É algo incomum, não é? Além disso, manteremos uma intensa fiscalização para que nenhuma prática dessa natureza aconteça. Se algo for identificado e provado algum malfeito, tomaremos as medidas necessárias para a correção.

 

PELO FACEBOOK DO JORNAL, A LEITORA LEILANE FRANÇA NOS ENVIOU A SEGUINTE PERGUNTA: “QUAL SERÁ O PLANO DE GOVERNO DO CANDIDATO EM RELAÇÃO AO MONOTRILHO/ METRÔ PARA A PERIFERIA DA CIDADE DE SÃO PAULO?”

São Paulo transporta mais de 7 milhões de pessoas todos os dias em trens e ferrovias. Para se ter uma ideia, isso é mais de 80% do que todo o Brasil transporta em ferrovia. Mas, claro, precisamos de mais. Por isso, deixo claro o meu compromisso de não parar nenhuma obra no Estado e, além disso, realizarmos novos investimentos.

 

TAMBÉM PELO FACEBOOK, RECEBEMOS A SEGUINTE QUESTÃO DA SENHORA MONICA GIOIELLE DALLA VECCHIA: “QUAL O PLANO DE GOVERNO QUE O CANDIDATO IRÁ OFERTAR ÀS MULHERES/ADOLESCENTES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E ABUSO SEXUAL E ÀS GESTANTES, DE FORMA QUE SEJAM ACOLHIDAS E DADA A ELAS A OPORTUNIDADE DE LUTAR PELA VIDA E EVITAR A PRÁTICA DO ABORTO?”

Determinei que todas as delegacias da Capital ficassem abertas 24 horas por dia, coisa que não estava acontecendo. Farei o mesmo no interior, intensificando investimentos e apoiando as delegacias das mulheres. É inadmissível qualquer tipo de crime dessa natureza e precisamos combater com rigor. Sobre as gestantes, é obrigação do Estado dar toda a atenção médica para atendê-las da melhor maneira, evitando e combatendo o aborto.

 

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TSE define urna eletrônica e confirma 13 candidatos à Presidência

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18 de setembro de 2018

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fechou segunda, 17, o sistema de registro de candidaturas à presidência da República que será inserido nas urnas eletrônicas para a votação no primeiro turno das eleições, que será realizado no dia 7 de outubro. Com a medida, ficam confirmados os nomes de 13 candidatos à presidência da República e seus respectivos vices que tiveram os registros aceitos pelo tribunal.

Os nome do candidato Fernando Haddad (PT) e sua vice, Manuela D’Ávila (PCdoB), foram considerados aptos para inserção nas urnas, apesar de o registro de candidatura ainda não ter sido julgado pela Corte. Haddad teve o nome confirmado pelo PT após o TSE barrar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O prazo para que algum candidato, partido ou o Ministério Público Eleitoral (MPE) faça a impugnação do registro do petista termina dia 18, no entanto, até o momento, nenhuma contestação foi apresentada ao tribunal.

De acordo com o TSE, os dados dos presidenciáveis são enviados aos 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), que serão responsáveis pelo carregamento das urnas com os dados de todos que vão participar do pleito. Os tribunais locais também vão inserir as informações dos candidatos aos governos estaduais, deputados estaduais, federais e senadores.

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‘Quero ser governador para fazer um governo que olhe para as pessoas’

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12 de setembro de 2018

Nesta edição, o jornal O SÃO PAULO dá sequência à série de entrevistas com os cinco candidatos ao governo do Estado de São Paulo mais bem colocados na pesquisa Ibope, divulgada em 20 de agosto.

Os candidatos respondem a questões formuladas pela equipe do jornal, referentes às áreas de saúde, educação, segurança pública e combate à corrupção; e a outras indagações dos leitores enviadas pelo Facebook.

A ordem de publicação das entrevistas é do 5º para o 1º colocado na referida pesquisa. Na semana passada, o entrevistado foi Major Costa e Silva (DC). Nesta edição, a palavra será de Luiz Marinho (PT). Nas próximas semanas, falarão Márcio França (PSB), Paulo Skaf (MDB) e João Doria (PSDB).


Luiz Marinho tem 59 anos e é bacharel em Direito. Foi ministro do Trabalho (2005-2007) e da Previdência Social (2007-2008) no governo Lula e prefeito de São Bernardo do Campo (SP) por dois mandatos (2009-2016).

Marinho crítica as gestões do PSDB no Estado de São Paulo desde 1995 e assume alguns compromissos com o eleitor, como o de dobrar os salários dos professores em quatro anos, reformar as escolas degradadas, reestruturar as polícias Civil e Militar, combater a violência contra as mulheres e reorganizar os órgãos do Governo do Estado de São Paulo “para que funcionem de maneira eficiente”. A seguir, leia a íntegra da entrevista.

 

O SÃO PAULO - O QUE O MOTIVA A SER CANDIDATO AO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO?

Luiz Marinho - Primeiro queria me apresentar. Sou um caipira nascido na cidade de Cosmorama, na região de São José do Rio Preto, e fui criado em Santa Rita do Oeste. Em 1975, mudei-me com a família para o Parque São Rafael, na zona Leste da Capital, onde comecei minha militância nos movimentos sociais. Em 1978, entrei na Volks. Daí, fui para o sindicato onde virei presidente, depois fui para a CUT, fui ministro do Trabalho e da Previdência, prefeito de São Bernardo do Campo e agora estou aqui. E quero ser governador para retirar São Paulo do estado de paralisia que se encontra após esses 24 anos de governos tucanos. Para fazer um governo que olhe para as pessoas, que cuida da vida das pessoas. Não que atrapalhe, como acontece hoje.

 

 

RECENTE PESQUISA IBOPE APONTA QUE AS ÁREAS DE SAÚDE, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA PÚBLICA SÃO AS PRINCIPAIS PREOCUPAÇÕES DOS PAULISTAS. SE ELEITO, QUAIS SERÃO SUAS PRIORIDADES DE AÇÃO PARA CADA UMA DESSAS ÁREAS?

Na educação, já firmei o meu compromisso de dobrar os salários dos professores em quatro anos. Eu acredito no papel transformador da educação. Para isso, temos de atrair para as escolas profissionais qualificados, comprometidos e bem remunerados. O ambiente escolar precisa ser agradável e acolhedor, com bibliotecas, espaços para arte, cultura, esporte. Iremos fazer reformas nas escolas degradadas que são a porta de entrada da violência.

Na saúde, iremos acabar com esta situação que vemos hoje de o paciente ficar de fila em fila para fazer os exames até iniciar o tratamento. Oferecemos exames unificados para agilizar esse processo e garantir que as pessoas tenham acesso a serviço de saúde com qualidade.

Já na área da segurança pública, quero reestruturar as polícias Civil e Militar, oferecer valorização salarial gradual e aumentar o número de delegados e investigadores. O PSDB desmontou a Polícia Civil, poucos casos são esclarecidos por falta de profissionais para fazer a investigação. Vamos ampliar o atendimento das delegacias à população e daremos atenção especial para combater a violência contra as mulheres. São Paulo não pode aceitar esta frequência de 35 nismos e instrumentos de participação social nas instituições do Estado. Vamos prestigiar as ouvidorias, conselhos. Criaremos plataformas, tecnologias de acesso às informações públicas e mecanismos de transparência para que a população restabeleça a confiança nos agentes públicos e participe diretamente da vida pública. Queremos a população junto ao gestor público para que seja impulsionado o aprimoramento dos recursos de divulgação, visibilidade, transparência e participação, que são excelentes mecanismos de combate à corrupção e ao desvio dos recursos do Estado.

 

ESSA MESMA PESQUISA E UMA SONDAGEMFEITA COMOS LEITORES DO O SÃO PAULO INDICA GRANDE INSATISFAÇÃO COM A CORRUPÇÃO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. COMO PRETENDE COMBATER AS PRÁTICAS DE CORRUPÇÃO NOS ÓRGÃOS SOB O CONTROLE DO GOVERNO DO ESTADO?

Vamos fortalecer e ampliar os mecanismos e instrumentos de participação social nas instituições do Estado. Vamos prestigiar as ouvidorias, conselhos. Criaremos plataformas, tecnologias de acesso às informações públicas e mecanismos de transparência para que a população restabeleça a confiança nos agentes públicos e participe diretamente da vida pública. Queremos a população junto ao gestor público para que seja impulsionado o aprimoramento dos recursos de divulgação, visibilidade, transparência e participação, que são excelentes mecanismos de combate à corrupção e ao desvio dos recursos do Estado.

 

O SENHOR JUVANI LAGO NOS ENCAMINHOU A SEGUINTE QUESTÃO PELO FACEBOOK: “O CANDIDATO PRETENDE REDUZIR O NÚMERO DE SECRETARIAS E CARGOS DE CONFIANÇA NO GOVERNO DE SÃO PAULO?”

Pretendo tomar conhecimento de todo os órgãos existentes no Estado e reorganizá-los para que funcionem de maneira eficiente. A população precisa de serviços públicos de qualidade na saúde, educação, e na formação e qualificação dos nossos jovens. Eu acredito no papel transformador da educação. Para essas três áreas básicas funcionarem, precisamos de mais professores. Todos os dias, recebemos queixas de escolas que foram fechadas e alunos dispersos e sem interesse por conta do número de aulas vagas, por falta de professor, escolas degradadas, sem laboratórios, bibliotecas.

Nos 24 anos do PSDB em São Paulo, o Estado foi desmontado e as pessoas abandonadas à própria sorte. Precisamos reestruturar a saúde e a segurança pública também com mais profissionais para atender a população. A escalada da criminalidade é fruto direto da falta de delegados e investigadores para atuar na Polícia Civil.

Neste caso, como pode ver, senhor Juvani, teremos primeiro que tomar conhecimento de quem e o que faz, para daí reorganizar a máquina do Estado para que ele venha deslanchar todo o seu potencial de desenvolvimento, levando as pessoas a ter acesso à educação, saúde, trabalho e segurança.

 

TAMBÉM PELO FACEBOOK, RECEBEMOS A SEGUINTE PERGUNTA DA SENHORA MONICA GIOIELLE DALLA VECCHIA: “QUAL O PLANO DE GOVERNO O CANDIDATO IRÁ OFERTAR ÀS MULHERES/ ADOLESCENTES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E ABUSOSEXUAL, E ÀS GESTANTES, DE FORMAQUE SEJAMACOLHIDAS E DADA A ELAS A OPORTUNIDADE DE LUTAR PELAVIDA E EVITAR A PRÁTICA DO ABORTO?”

Na nossa gestão, iremos fazer valer a Lei Maria da Penha. Iremos instituir e abrir unidades das delegacias das mulheres por todas as regiões do Estado. Pretendemos capacitar profissionais nas áreas da saúde e segurança para atender adequadamente as vítimas de violência. É preciso também pensar em políticas públicas voltadas para as mulheres e preparar os homens e as gerações futuras para que tenham a oportunidade de ter acesso aos valores da igualdade, respeito e inclusão das mulheres.

Nós temos de levar às regiões do Estado casas como a Casa da Mulher Brasileira, cuja unidade de São Paulo, pronta há mais de dois anos, permanece fechada por falta de compromisso e sensibilidade dos governos do PSDB em São Paulo. Concebida e realizada pelo Governo Federal na gestão do PT, a Casa da Mulher Brasileira é um espaço de abrigo para as mulheres vítimas da violência, com a oferta de assistência psicossocial e profissional para auxiliar a mulher neste momento de dor e ajudá-la a superar essa situação.

 

 

 

 

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‘Fiquei cansado de não encontrar um candidato com quem me identificasse’

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05 de setembro de 2018

Em 7 de outubro, os mais de 33 milhões de eleitores no Estado de São Paulo poderão votar em um candidato à Presidência da República, em dois para o Senado, em um para a Câmara Federal e outro para a Assembleia Legislativa, além de um governador, o homem ou a mulher que comandará o maior estado do país entre 2019 e 2022, com seus mais de 45 milhões de habitantes, distribuídos em 645 municípios.

Nesta edição, o jornal O SÃO PAULO inicia uma série de entrevistas com os candidatos ao governo do Estado de São Paulo. Foram convidados a participar, por meio de contato com suas equipes de assessoria de imprensa, os cinco primeiros colocados na pesquisa Ibope divulgada em 20 de agosto. A ordem de publicação será do 5º para o 1º colocado na pesquisa, a saber: Major Costa e Silva (DC), Luiz Marinho (PT), Márcio França (PSB), Paulo Skaf (MDB) e João Doria (PSDB).

Os candidatos responderão a questões formuladas pela equipe do jornal, referentes às áreas de saúde, educação, segurança pública e combate à corrupção; e a outras indagações enviadas pelos leitores por meio de nossa página no Facebook.


O primeiro entrevistado da série é Adriano da Costa e Silva, o Major Costa Silva, 41 anos, candidato pelo partido da Democracia Cristã (DC), antigo PSDC. Nascido na Capital Paulista, ele tem formação na Academia Militar das Agulhas Negras, sendo bacharel em Ciências e Aplicações Militares.

O Major afirma que lançou sua candidatura por estar “cansado de não encontrar um candidato” com quem se identificasse, e garante que as áreas de Educação e Segurança são as que receberão maior atenção de investimentos em seu governo. Ele analisa, ainda, que nenhuma das áreas da administração pública deve ser tratada isoladamente, “mas a integração entre as secretarias de estado sob coordenação central deverá garantir a efetividade das ações e o melhor aproveitamento dos esforços”. Leia a seguir a íntegra da entrevista.

 

O SÃO PAULO - O SENHOR TEM UMA BIOGRAFIA CONSOLIDADA NO EXÉRCITO BRASILEIRO. O QUE LHE MOTIVA SER CANDIDATO AO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO PELO PARTIDO DA DEMOCRACIA CRISTÃ?

Major Costa e Silva - Também sou eleitor e fiquei cansado de não encontrar um candidato com quem me identificasse. Acabava votando no “menos pior”. Vivemos um período de grande tensão no que tange ao futuro do País e vimos a população pedindo os militares no poder, mas entendo que esse pedido nunca foi por uma intervenção armada, mas sim de valores. Por isso, tirei minha farda e vim me oferecer como opção para esta desejada mudança. Como cristão, o partido veio junto com o ideal!

 

RECENTE PESQUISA IBOPE APONTOU QUE AS ÁREAS DE SAÚDE, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA PÚBLICA SÃO AS PRINCIPAIS PREOCUPAÇÕES DOS PAULISTAS. SE ELEITO, QUAIS SERÃO SUAS PRIORIDADES DE AÇÃO PARA CADA UMA DESSAS ÁREAS?

Precisamos reestruturar todo o sistema de saúde, definindo melhor a atribuição do Estado e das prefeituras num conjunto de perfeita sinergia. Quanto à educação e à segurança pública, iniciaremos com um programa de valorização profissional com investimentos pontuais e reposição salarial na medida das possibilidades. Mudar a cultura é importante, para garantir à Polícia o respaldo jurídico para trabalhar e a segurança social de suas famílias; resgatar do professor o orgulho de ser educador e combater a doutrinação ideológica em sala de aula.

Há de se considerar que nenhuma dessas áreas poderá ser tratada de forma isolada, mas a integração entre as secretarias de estado sob coordenação central deverá garantir a efetividade das ações e o melhor aproveitamento dos esforços.

 

ESSA MESMA PESQUISA E UMA SONDAGEM FEITA COM OS LEITORES DO O SÃO PAULO INDICA GRANDE INSATISFAÇÃO COM A CORRUPÇÃO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. COMO PRETENDE COMBATER AS PRÁTICAS DE CORRUPÇÃO NOS ÓRGÃOS SOB O CONTROLE DO GOVERNO DO ESTADO?

Mudar as regras de transparência e divulgação das contas públicas é o primeiro passo para garantirmos uma melhor fiscalização e acompanhamento dapopulação. Atualmente, os portais de transparência são muito complicados e pouco acessíveis a quem desconhece os trâmites da administração pública. Não se combate a corrupção sozinho, mas com a ajuda do povo.

 

O SENHOR ARTUR DELICADO NOS ENVIOU A SEGUINTE QUESTÃO PELO FACEBOOK: “COMO O CANDIDATO PRETENDE RACIONALIZAR OS RECURSOS MATERIAIS, FINANCEIROS E TECNOLÓGICOS, DESDE SUA ORIGEM ATÉ A APLICAÇÃO, PARA O MELHOR DESENVOLVIMENTO DO ESTADO DE SÃO PAULO?”

Para essa racionalização, é necessário que se definam prioridades. Educação e Segurança são as que elegi como mais emergenciais. Deveremos escalonar os investimentos e reduzir o custeio dessas e das demais áreas. Para tanto, iniciaremos uma auditoria nas contas e nos cargos públicos para melhor distribuir os recursos e cortar gastos desnecessários. A aplicação de novas tecnologias deve garantir uma sensível melhoria nos serviços públicos e a consequente redução de gastos. O acompanhamento constante de indicadores de gestão, com métricas adequadas e conectadas com a realidade, será o mecanismo que permitirá a correção dos rumos de cada projeto a fim de atingirmos os objetivos institucionais desejados no tempo adequado e sem desperdício.

 

TAMBÉM PELO FACEBOOK, RECEBEMOS A SEGUINTE QUESTÃO DA SENHORA MONICA GIOIELLE DALLA VECCHIA: “QUAL O PLANO DE GOVERNO DO CANDIDATO PARA OFERTAR ÀS MULHERES/ADOLESCENTES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E ABUSO SEXUAL E ÀS GESTANTES, DE FORMA QUE SEJAM ACOLHIDAS E DADA A ELAS A OPORTUNIDADE DE LUTAR PELA VIDA E EVITAR A PRÁTICA DO ABORTO?”

Atualmente, já existem em algumas prefeituras as redes de apoio à mulher vítima da violência e os Conselhos Tutelares têm efetuado um razoável acompanhamento dos casos de violência contra crianças e adolescentes. Na Região Metropolitana de São Paulo, existem diversas unidades de acolhimento e centros de tratamento e apoio a mulheres vítimas de violência que serão ampliados para cobrirmos também o interior do Estado. A estrutura já existe, mas precisa ser ampliada e universalizada.

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TSE registra mais de 23 mil candidatos às eleições de outubro

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16 de agosto de 2018

Mais de 23 mil candidatos a presidente, governador, senador e deputado federal, estadual e distrital vão disputar os votos de 147,3 milhões de eleitores brasileiros, segundo dados disponíveis no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Encerrado o prazo para registrar as candidaturas, 13 nomes se apresentaram para disputar o Palácio do Planalto em outubro.

Para governador, segundo a última atualização do Sistema de Divulgação de Candidaturas e de Prestação de Contas, 171 candidatos pediram registro. Desses, 17 disputam a reeleição. O PSOL foi o partido que lançou o maior número de candidatos a governador, seguido do PSTU e do PT.

O TSE contabiliza até agora 6.982 candidatos para disputar as 513 vagas de deputado federal. Para deputado estadual e distrital, são 15.605 concorrentes a 1.059 vagas nas assembleias legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Mais 295 concorrem a 54 cadeiras no Senado.

Considerando o total de 23.812 candidatos a todos os cargos em disputa nas eleições de outubro, o PSL foi o partido que apresentou o maior número de concorrentes (1.259), seguido do PSOL (1.201), do PT (1.075) e do MDB (1.009). Desse contingente, 30,6% são mulheres, cumprindo a meta prevista na legislação.

Quase a metade dos candidatos têm ensino superior e 55% são casados. A maioria tem entre 35 e 59 anos de idade, mas há 50 candidatos na faixa de 80 a 84 anos.

O total de candidatos em 2018 é menor que o registrado em 2014 (26.162). Os dados podem sofrer ajustes conforme a Justiça Eleitoral vá julgando os pedidos de registro.

 

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Por que um candidato a deputado com menos votos que outro pode ser eleito?

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13 de agosto de 2018

A “matemática eleitoral” que define quais serão os deputados federais e estaduais eleitos é complexa, até para explicar o que, a princípio, parece inexplicável: como um candidato que teve menos votos que outro acaba sendo eleito? 

Em São Paulo, por exemplo, nas eleições de 2014, o 70º e último candidato a deputado federal eleito foi Fausto Pinato (PRB), com 22.097 votos. Já Antônio Mendes Thame (PSDB), que recebeu 106.676 votos, não conseguiu se eleger. Ele ficou como suplente. 

A primeira explicação para o fato é que, ao votar em um candidato a deputado federal ou estadual, o eleitor, na verdade, escolhe primeiro um partido ou coligação (a união de ao menos dois partidos para uma eleição Executiva e/ou Legislativa). Desse modo, inicialmente, é feito o somatório geral que cada partido/coligação recebeu, e é com base nisso que se começa a distribuição das vagas. É o chamado “sistema de eleição proporcional”, que “foi instituído por considerar-se que a representatividade da população deve se dar de acordo com a ideologia que determinados partidos ou coligações representem. Dessa forma, ao votar, o eleitor estará escolhendo ser representado por determinado partido e, preferencialmente, pelo candidato por ele escolhido. Contudo, caso o mesmo não seja eleito, o voto será somado aos demais votos da legenda, compondo a votação do partido ou coligação”, afirma um texto explicativo do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina. 

Nesse sistema, os eleitos são definidos a partir do cálculo do quociente eleitoral, que, simplificadamente, é o resultado da divisão do número de votos válidos pelo de vagas a serem preenchidas. 

Esse conceito está assim exemplificado na cartilha de orientação política “Os cristãos e as Eleições 2018”, produzida pelo Regional Sul 2 da CNBB: “O Estado do Espírito Santo tem aproximadamente 2,3 milhões de eleitores e dez vagas na Câmara Federal. Presumindo que muitos eleitores deixem de votar ou votam nulo, serão cerca de 1,8 milhão de votos válidos para eleger dez deputados federais: 180 mil votos por vaga (esse número que varia de um Estado para outro, é o que se chama de quociente eleitoral)”. 

No exemplo da cartilha, portanto, um partido/ coligação conseguiria uma vaga na Câmara dos Deputados a cada 180 mil votos alcançados. O nome de quem ocupará essa vaga é definido pela colocação de cada candidato em sua coligação/partido. 

Voltando ao caso da eleição de 2014 em São Paulo: o quociente eleitoral foi de 299.943 votos. O PRB, partido de Pinato, impulsionado pelos mais de 1,5 milhão de votos de Celso Russomanno, conseguiu alcançar sete vagas diretas para a Câmara a partir do quociente eleitoral, além de mais uma, justamente a de Pinato, pela chamada sobra de vagas, que se dá quando mais nenhum partido tem votos suficientes para ficar com uma das vagas pelo critério do mesmo quociente eleitoral. Já o último candidato do PSDB a se eleger, Floriano Pesaro, teve 113.949 votos. Assim, Antônio Mendes Thame, do mesmo partido, com 106.676 votos, não se elegeu.

 

(Com informações do TRE-SC, TER-SP e cartilha “Os cristãos e as Eleições 2018”)
 

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