Cidades têm mobilização mínima para a Copa América 2019

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11 de mai de 2019

Entre 14 de junho e 7 de julho, acontecerá a Copa América no Brasil. A competição volta ao País após 30 anos. Os jogos serão nas cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS) e Salvador (BA). Apresentamos a seguir um panorama dos preparativos das cidades para receber o evento esportivo.

 

SÃO PAULO

Entre 14 de junho e 7 de julho, acontecerá a Copa América no Brasil. A competição volta ao País após 30 anos. Os jogos serão nas cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS) e Salvador (BA). Apresentamos a seguir um panorama dos preparativos das cidades para receber o evento esportivo.

Na Arena Corinthians, na zona Leste, o Brasil enfrentará o Peru, em 22 de junho, às 16h. Haverá, também, uma partida das quartas de final, no dia 28, e a disputa do terceiro lugar, em 6 de julho.

Ainda na cidade, os centros de treinamentos do São Paulo e do Palmeiras serão utilizados pela Seleção Brasileira.

O sistema de segurança será parecido com o da Copa de 2014: em cada jogo, haverá 800 policiais. Outras informações sobre a logística para receber as partidas não estão disponíveis nos sites da Prefeitura e do Governo do Estado.

 

RIO DE JANEIRO

O Estádio do Maracanã, na Capital Fluminense, sediará a final da Copa América, em 7 de julho, e mais quatro jogos: em 16 de junho, Paraguai e Catar; no dia 18, Bolívia e Peru; no dia 24, Chile e Uruguai; e uma partida das quartas de final, no dia 28.

O estádio passou por reformas recentes para abrigar jogos da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016 e, desde abril, é gerido por Flamengo e Fluminense.

Com o antigo consórcio que administrava o Estádio, liderado pela Odebrecht, a Conmebol tinha um acordo de pagar R$ 1,750 milhão para alugá-lo por dois meses. Esse contrato tende a ser revisto.

 

BELO HORIZONTE

O Estádio do Mineirão, na Capital Mineira, receberá cinco jogos. O primeiro entre Uruguai e Equador, em 16 de junho. No dia 19, jogarão Argentina e Paraguai; no dia 22, Bolívia e Venezuela; e no dia 24, Equador e Japão. Em 2 de julho, haverá uma partida da semifinal, que pode ser a do Brasil, caso avance em primeiro no grupo A. O centro de treinamento do Atlético Mineiro será utilizado pela Seleção Brasileira caso isso aconteça.

A tendência é que nos dias de jogos sejam repetidas as estruturas logísticas adotadas na Copa do Mundo de 2014.

Assim como nos casos de São Paulo e Rio de Janeiro, não há informações disponíveis sobre os preparativos da Copa América nos itens de busca nos sites da Prefeitura de Belo Horizonte e do governo mineiro.

 

PORTO ALEGRE

A Arena do Grêmio, na Capital Gaúcha, inaugurada em 2012, receberá cinco jogos, o primeiro em 15 de junho, entre Venezuela e Peru. No dia 20, jogarão Uruguai e Japão; e, no dia 23, Catar e Argentina. Nas quartas de final, caso o Brasil seja o primeiro no grupo, jogará na Arena do Grêmio, no dia 27, às 21h30. O estádio receberá ainda um jogo das semifinais, em 3 de julho.

Em fevereiro, o vice-prefeito de Porto Alegre, Gustavo Paim, recebeu a visita dos cônsules do Japão, da Argentina e do Uruguai, para planejar a melhor forma de recepcionar as seleções e os turistas. Em março, aconteceu o primeiro encontro com os responsáveis pela segurança para alinhar ações, desde ingresso de torcedores nas fronteiras até os espaços turísticos da cidade que possam reunir milhares de pessoas.

 

SALVADOR

A Arena Fonte Nova, na Capital Baiana, receberá, em 15 de junho, a partida entre Argentina e Colômbia; no dia 18, entre Brasil e Venezuela; no dia 21, entre Equador e Chile; no dia 23, jogarão Colômbia e Paraguai; e, em 29 de junho, um jogo das quartas de final.

Os estádios do Pituaçu e do Barradão serão usados para a estrutura de treinos das seleções que forem jogar na Bahia.

Representantes do Governo do Estado têm se mostrado otimistas com a possibilidade do aumento na quantidade de turistas durante a competição.

 

SEGURANÇA

O planejamento de segurança da Copa América passará pela utilização de um sistema de reconhecimento facial nos estádios, segundo o Comitê Organizador Local. A ideia é coibir a presença de vândalos ou de pessoas foragidas da Justiça nos estádios.

Um efetivo de 10 mil agentes de segurança privada será contratado para o policiamento dentro dos estádios.

(Com informações de Glbooesporte.com e CBF) (Colaborou: Daniel Gomes)

 

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Brasil enfrenta Bolívia, Venezuela e Peru na fase de grupos da Copa América

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03 de fevereiro de 2019

A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) sorteou no dia 24, no Rio de Janeiro, os grupos da Copa América, que será realizada no Brasil entre os dias 14 de junho e 7 de julho. A Seleção Brasileira, cabeça de chave do Grupo A, conheceu seus adversários na primeira fase: o Peru, a Venezuela e a Bolívia, adversária da estreia do torneio, que ocorrerá em São Paulo, no Estádio do Morumbi, no dia 14 de junho, às 21h30.

 

CAMINHO DO BRASIL

Na teoria, o grupo do Brasil é o mais fácil do torneio que reúne 12 países, sendo dez seleções da América do Sul e duas convidadas. A Seleção fará o segundo jogo da fase de grupos contra a Venezuela, na Arena Fonte Nova, em Salvador, no dia 18 de junho, no mesmo horário, e fecha a primeira fase voltando a São Paulo para jogar contra o Peru, na Arena Corinthians, no dia 22 de junho, às 16h.

Caso se classifique como líder do grupo, fará as quartas de final na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, no dia 27 de junho. Caso passe em segundo, entrará em campo no Estádio do Maracanã, dia 28 de junho. Se avançar disputará a semifinal no Mineirão, em Belo Horizonte, dia 2 de julho, às 21h30. Já a grande final está confirmada para acontecer no Maracanã, em 7 de julho, às 17h.

 

RETROSPECTO

O retrospecto do Brasil em jogos de Copa América é favorável contra todos os adversários do seu grupo. A Seleção já enfrentou a Bolívia dez vezes na competição. Foram oito vitórias e duas derrotas. O segundo jogo da Amarelinha será contra a Venezuela. Em sete jogos no torneio, foram seis vitórias e um empate.

Por fim, a Seleção Brasileira terá os peruanos na fase de grupos. Foram 17 jogos, 11 vitórias, três empates e três derrotas. O último confronto contra a Seleção Peruana ocorreu na Copa América do Centenário em 2016, nos Estados Unidos. O Brasil perdeu por 1 a 0 e foi eliminado da competição ainda na fase de grupos. Após o resultado, o técnico Dunga foi demitido.

 

OS DESAFIOS

O coordenador técnico da Seleção Brasileira, Edu Gaspar, comentou em entrevista à CBF o destino do Brasil na Copa América e o desafio que será conciliar o tempo de descanso e a recuperação dos atletas entre os jogos.

“Temos de ter os cuidados para viajar o quanto menos, na hora certa, para que os atletas possam se recuperar no momento correto. Se vamos viajar pós-jogo, ou descansar e viajar no dia seguinte, há toda uma estratégia que está sendo montada para que possamos fazer a melhor logística para os jogos”, disse o coordenador.

Já o técnico Tite ressaltou que, independente dos adversários sorteados, o Brasil tem condições de encontrar o caminho para o título. Para o treinador, o segredo estará dentro da própria equipe.

“O (Francisco) Maturana foi muito sábio quando ele fez uma observação na apresentação. Ele disse que sorteio é sorteio. Mais do que isso, talvez o segredo e o processo de ter vitórias estejam dentro da própria Seleção. Está dentro de nós mesmos fazer o nosso melhor, um grande desempenho, para que tenhamos condições de passar essas etapas”, afirmou Tite.

 

OUTROS GRUPOS

A Argentina terá vida mais complicada que o Brasil. Terá que passar por Colômbia, eliminada nas oitavas da última Copa do Mundo, o Paraguai, do técnico Juan Carlos Osorio, e o Catar, que é a seleção convidada da Conmebol, por ser país sede da próxima Copa do Mundo de 2022.

Outro cabeça de chave é o Uruguai, que parou nas quartas na Copa da Rússia e que jogará contra o Chile, atual campeão da Copa América, contra o Japão, também convidado pela entidade Sul-Americana por ser sede dos próximos Jogos Olímpicos, e contra o Equador. Além dos dois primeiros de cada grupo, os dois melhores terceiros colocados também se classificam para a fase eliminatória.

(Com informações de CBF, Lance e El País)

 

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Pontifícias Obras Missionárias comemoram 40 anos no Brasil

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24 de novembro de 2018

Na terça-feira, 20, as Pontifícias Obras Missionárias (POM), que são organismos oficiais da Igreja Católica, celebraram seu quadragésimo aniversário de fundação no Brasil. 

“Uma história construída com a vida doada de muitos missionários e missionárias, sendo sinal de esperança nos locais mais necessitados. O caminho percorrido pelas POM é sinodal e de profunda comunhão, interligando todas as forças vivas das Igrejas particulares e dos conselhos missionários em diferentes âmbitos”, escreveu Padre Maurício da Silva Jardim, Diretor Nacional das POM, em editorial da Revista SIM. 

A preparação para a celebração dos 40 anos teve início durante a 56ª Assembleia Geral da CNBB, com o lançamento de um vídeo institucional. “O vídeo destaca que as POM são um organismo oficial do Vaticano, ligado à Congregação para Evangelização dos Povos e no Brasil está em comunhão com organismos e comissões da CNBB”, destacou o Diretor.

Ao longo de 2018, as POM realizaram diversas atividades para marcar a data, como o mês missionário, em outubro. O ano de 2019 também será especial para as POM: em outubro a Igreja celebrará o Mês Missionário Extraordinário, proclamado pelo Papa Francisco, em honra ao centenário da Carta Apostólica Maximum Illud, do Papa Bento XV.

Fonte: CNBB 
 

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Eleito presidente, Bolsonaro garante respeito à Constituição e à democracia

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31 de outubro de 2018

O deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PSL-RJ), 63, será o novo presidente do Brasil a partir de 1º de janeiro de 2019. O capitão reformado do Exército, nascido na cidade de Glicério (SP), foi eleito em 2º turno no domingo, 28 de outubro, por 57,8 milhões de eleitores (55,13% dos votos válidos), superando Fernando Haddad (PT), que obteve 47 milhões de votos (44,87%).

Com uma forte estratégia de campanha centrada nas redes sociais, especialmente após sofrer um atentado a faca, em setembro, em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro sempre esteve à frente nas pesquisas de intenção de votos nos cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que, preso em Curitiba (PR) desde abril, após ser condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, teve a candidatura à Presidência impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em agosto, sendo substituído por Haddad, até então candidato a vice-presidente.

Após a derrota, Haddad não parabenizou Bolsonaro e sinalizou que o Partido dos Trabalhadores fará oposição ao eleito. No entanto, na manhã da segunda-feira, 29, em sua conta no Twitter, o petista adotou um tom mais cordial: “Presidente Jair Bolsonaro. Desejo-lhe sucesso. Nosso país merece o melhor. Escrevo essa mensagem, hoje, de coração leve, com sinceridade, para que ela estimule o melhor de todos nós. Boa sorte”. 

 

SUPERIOR EM 16 ESTADOS

Bolsonaro, que será o 38º presidente da República Federativa do Brasil, foi o preferido dos eleitores em 16 estados, entre os quais todos os das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste (incluindo o Distrito Federal), e a maioria dos estados do Norte, sendo que somente no Pará e em Tocantins Haddad teve mais votos que o presidente eleito. O petista venceu a eleição em todos os estados do Nordeste, tradicional reduto eleitoral do Partido dos Trabalhadores. 

 

29% DOS ELEITORES REJEITAM BOLSONARO E HADDAD

A eleição em 2º turno este ano teve número recorde de abstenções desde 1998: mais 31,3 milhões de brasileiros, o equivalente a 21,3% do eleitorado, não compareceram aos locais de votação. Em 2014, o índice de abstenções foi 21,1%. Nas eleições deste ano, somando-se o percentual dos que não foram às urnas aos 2,49 milhões (1,68% do total do eleitorado) que votaram em branco e aos 8,6 milhões (5,83%) que anularam o voto, tem-se que quase 29% dos eleitores não optaram nem por Bolsonaro nem por Haddad.

Além disso, tendo em conta o universo de 147,3 milhões de pesso as aptas a votar, a quantidade de 57,8 milhões de votos de Bolsonaro representa 39,2% do eleitorado. Em 2014, ao ser reeleita Presidente, Dilma Rousseff (PT) obteve 54,5 milhões de votos, o equivalente a 38% dos 142 milhões de eleitores à época. 

 

RESPEITO À DEMOCRACIA E À LIBERDADE

Em seu primeiro discurso após ter sido eleito, Bolsonaro enfatizou que seu governo “será um defensor da Constituição, da democracia e da liberdade. Isso é uma promessa não de um partido. Não é a palavra vã de um homem. É um juramento a Deus”. Garantiu, ainda, que o respeito à liberdade das pessoas será um princípio fundamental:  “liberdade de ir e vir, de andar nas ruas, em todos os lugares deste País, liberdade de empreender, liberdade política e religiosa, liberdade de informar e ter opinião. Liberdade de fazer escolhas e ser respeitado por elas”, afirmou, reiterando que fará um governo “constitucional e democrático”. 

 

 ‘MAIS BRASIL, MENOS BRASÍLIA’

Bolsonaro também garantiu que irá reduzir a estrutura burocrática do Estado brasileiro, “cortando desperdícios e privilégios”, além de “desburocratizar, simplificar e permitir que o cidadão, o empreendedor, tenha mais liberdade para criar e construir e seu futuro”. Ainda sinalizou  que seu governo dará maior valor aos entes federativos: “As pessoas vivem nos municípios; portanto, os recursos federais irão diretamente do governo central para os estados e municípios. Colocaremos de pé a federação brasileira. Nesse sentido é que repetimos que precisamos de mais Brasil e menos Brasília”. 

 

REFORMAS PRIMORDIAIS

O presidente eleito também se comprometeu a pôr fim ao que chamou de “círculo vicioso do crescimento da dívida, substituindo-o pelo círculo virtuoso de menores déficits, dívidas decrescentes e juros mais baixos. Isso estimulará os investimentos, o crescimento e a consequente geração de empregos”. 

Ainda na noite do domingo, o economista Paulo Guedes, futuro ministro da Economia (ministério que deve agregar as atuais atribuições das pastas da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio), indicou as ações que devem ser priorizadas pelo governo: a reforma da Previdência; o melhor controle dos gastos públicos, em especial das despesas com os juros, o que se pretende estabilizar por meio de privatizações de estatais; e a reforma no Estado, com redução de gastos na máquina pública. Durante a campanha, Bolsonaro anunciou que haverá redução na quantidade de ministérios: dos atuais 29, deve-se passar a 19 pastas.  

 

(Com informações de G1, infomoney, Rede Brasil Atual, Agência Brasil e Exame)
 

Cardeal Scherer saúda Bolsonaro

Em nota publicada na noite do domingo, 28 de outubro, o Arcebispo Metropolitano de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, parabenizou Jair Messias Bolsonaro (PSL) pela eleição como Presidente da República. Leia a íntegra abaixo. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Brasil integra ranking das melhores universidades do mundo

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12 de outubro de 2018

A revista inglesa Times Higher Education lançou este mês o ranking das 1.258 melhores universidades do mundo para 2019. Como nas edições anteriores, há poucas surpresas em relação aos países mais representados: Estados Unidos e Reino Unido reúnem as dez melhores instituições do mundo. No entanto, para o ano que vem foram adicionadas instituições de países que nunca haviam entrado na lista, como Iraque, Tanzânia e Cazaquistão. 

A Universidade de Tsinghua, em Pequim, na China, subiu oito lugares e chegou à 22ª posição — foi a maior evolução dentro do top 30. Tsinghua é agora a universidade asiática mais bem colocada no ranking, à frente da Universidade de Pequim. A Universidade de Bagdá, no Iraque, aparece na lista pela primeira vez, embora na faixa de classificação de 801-1.000. 

O Brasil tem 36 universidades na lista. A melhor delas é a USP (Universidade de São Paulo), tão distante do topo que aparece numa classificação genérica, “entre a 251ª e a 300ª posição”. Segunda melhor brasileira, a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) aparece entre a 401ª e a 500ª posição. As universidades federais de Minas Gerais (UFMG), Rio de Janeiro (UFRJ), Rio Grande do Sul (UFRGS) e de São Paulo (Unifesp), além da PUC-Rio, aparecem entre a 601ª e a 800ª posição.  

Fonte: Época Negócios
 

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IDH do Brasil tem leve variação e país mantém 79ª posição no ranking

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14 de setembro de 2018

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil subiu 0,001 ponto em 2017 na comparação com 2016 chegando a 0,759 numa escala que varia de 0 a 1 - quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), um incremento de 0,14% na renda média per capita do brasileiro garantiu que o país continuasse avançando, mesmo timidamente, no desenvolvimento humano em 2017, apesar de as desigualdades no acesso da população à saúde, educação e perspectivas econômicas ainda persistirem.

O novo índice manteve o Brasil na 79ª posição no ranking que inclui 189 países. Na América Latina, o país ocupa o 5º lugar, perdendo para Chile, Argentina, Uruguai e Venezuela. O IDH brasileiro está acima da média regional da América Latina e Caribe, de 0,758.

 

IDH com ajustes

Quando o órgão inclui na conta um ajuste com relação a desigualdades de renda, saúde e educação, o IDH brasileiro despenca para 0,578.

O Brasil tem o 9º pior coeficiente de Gini – que mede exclusivamente a renda – na comparação mundial. Entre os países da América do Sul, o Brasil é o terceiro mais afetado por esse ajuste da desigualdade, ficando atrás do Paraguai e da Bolívia.

Na relação com dados colhidos desde 1990, o país registrou um crescimento de 0,81% da taxa anual do IDH, com acréscimo de mais de 10 anos na expectativa de vida, que passou a ser de 75,7 anos, e de 3,2 anos na expectativa de tempo de escolaridade de crianças a partir do ingresso nas escolas em idade regular. A média de estudos de adultos com 25 anos ou mais passou de 3,8% para 7,8% e a renda dos brasileiros neste mesmo período cresceu 28,6%.

 

Mundo

Noruega (0,953), Suíça (0,944), Austrália (0,939), Irlanda (0,938) e Alemanha (0,936) lideram o ranking com os melhores resultados. Os cinco últimos países no ranking são: Burundi (0,417), Chade (0,404), Sudão do Sul (0,388), República Centro-Africana (0,367) e Níger (0,354).

A Irlanda registrou um dos maiores crescimentos ao subir 13 posições de 2012 para 2017. Violência, conflitos armados e crises internas fizeram com que países como Síria, Líbia, Iêmen e Venezuela registrassem as maiores quedas do índice, respectivamente, 27, 26, 20 e 16 posições.

Considerando a realidade de 1990, o IDH global aumentou 21,7% e o número de países classificados como de “muito alto desenvolvimento humano” aumentou de 12 para 59 e os de “baixo desenvolvimento humano” caiu de 62 para 38 neste período.

A expectativa de vida das pessoas, ao nascer, passou de 65,4 anos em 1990 para 72,2 anos em 2017 e mais de 130 países conseguiram universalizar as matrículas de crianças no ensino primário. Entretanto, assim como no Brasil, os avanços são ameaçados pelas desigualdades entre países ou até internamente. Mundialmente, a diferença na distribuição de renda chega a 22,6%, enquanto as desigualdades nos ganhos em educação são de 22% e em saúde, 15,2%.

O aumento da expectativa de vida para toda a população também não pode ser confundida, segundo o Pnud, com qualidade de vida. Em média, as pessoas em todo o mundo têm 87% da sua vida com saúde relativamente boa, segundo a estatística, mas, “muitas enfrentarão desafios de saúde nos últimos anos de vida”, destacou o programa apontando a realidade dos países de baixo IDH.

 

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Presidência da CNBB lança mensagem pelo 7 de setembro

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06 de setembro de 2018

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por ocasião do Dia da Pátria, a ser celebrado em 7 de Setembro, faz chegar a todos os brasileiros e brasileiras sua mensagem de ânimo e esperança por um Brasil justo, solidário, ético e fraterno.

No documento, assinado pelos três membros que integram a presidência da entidade, os prelados afirmam que apesar do cenário de desencanto, justificável pela má conduta de grande parte dos atores políticos, as eleições trazem a possibilidade e a força de mudar os rumos da nação brasileira. “Longe de nos desanimar, essa realidade nos desafia e nos põe em estado de vigilância”, diz o texto.

 

Leia a íntegra abaixo:

 

A força transformadora de um Povo

O que nós esperamos são novos céus e nova terra, onde habitará a justiça” (2P 3,13)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, por ocasião do Dia da Pátria, faz chegar a todos os brasileiros e brasileiras sua mensagem de ânimo e esperança por um Brasil justo, solidário, ético e fraterno. A Igreja une sua voz à dos que, em defesa da vida e da dignidade de cada pessoa, denunciam a desigualdade que gera violência e sustenta privilégios, contrariando o Evangelho e a justiça social.

Nossas esperanças se renovam com as eleições que se aproximam. Apesar do cenário de desencanto e desalento, justificável pela má conduta de grande parte dos atores políticos, as eleições trazem a possibilidade e a força de mudar os rumos da nação brasileira. A escolha, através do voto consciente e livre, dos que hão de governar o País é um dos caminhos eficazes para a construção do Brasil que seja para todos. Mais que direito, o voto é um dever. É expressão de cidadania, tradução de nossa corresponsabilidade na busca do bem comum e compromisso de quem crê numa nação igualitária, livre da pobreza, da miséria, da exclusão, da corrupção e capaz de superar a violência.

A fé que caracteriza o povo brasileiro alimenta sua alegria e seu otimismo, sem alienálo da dura realidade nacional, assinalada por uma crise política, econômica, social que, ancorada na falta de ética e na corrupção, se alastra e se prolonga indefinidamente. Suas consequências são sentidas, particularmente, pelos mais pobres, crianças e jovens, idosos, estudantes, pessoas em situação de rua, enfermos, encarcerados, desempregados, trabalhadores e trabalhadoras, aposentados, populações indígenas, afrodescendentes, ribeirinhos e tantos outros que carregam o peso do descompromisso com o bem comum de grande parte das lideranças políticas, muitas delas, inclusive, pleiteando reeleição.

Longe de nos desanimar, essa realidade nos desafia e nos põe em estado de vigilância. “Todos sentimos necessidade de reabilitar a dignidade da política” (Papa Francisco - Bogotá, dezembro 2017). Está em nossas mãos colaborar para que isso aconteça, participando das eleições, que desempenham papel fundamental na sociedade democrática. O Estado Democrático de Direito, a ser fortalecido e defendido sempre mais, não condiz com atitudes como o autoritarismo, o fundamentalismo e a intolerância. Ao contrário, requer a convivência respeitosa entre as pessoas e a efetivação dos direitos fundamentais da população, especialmente dos empobrecidos e fragilizados, com os investimentos necessários na saúde, educação, na segurança pública e na cultura. “A perda de direitos e de conquistas sociais, resultado de uma economia que submete a política aos interesses do mercado, tem aumentado o número dos pobres e dos que vivem em situação de vulnerabilidade” (CNBB, Eleições 2018: Compromisso e Esperança).

Nas eleições de outubro, o eleitor avalie com seriedade cada candidato, cada candidata, suas promessas, sua campanha, as alianças de seu partido e sua atuação política passada. “O bem maior do País, para além das ideologias e interesses particulares, deve conduzir a consciência e o coração tanto de candidatos, quanto de eleitores” (CNBB, Eleições 2018: Compromisso e Esperança). Especial atenção merece a escolha dos senadores e deputados, que constituem o Poder Legislativo. No Congresso Nacional e nas Assembleis Legislativas é que se votam as leis que podem ajudar ou prejudicar o povo. Anular o voto ou votar em branco favorece o pior político, enfraquece a democracia e põe em risco a oportunidade de purificar a política. A cidadania, no entanto, não se esgota no voto. É preciso continuar acompanhando os eleitos, cobrando-lhes o cumprimento de seu dever de servir o povo.

A CNBB exorta a população brasileira “a fazer desse momento difícil uma oportunidade de crescimento, abandonando os caminhos da intolerância, do desânimo e do desencanto” (CNBB, Eleições 2018: Compromisso e Esperança). Nesse dia também, em que se realiza o Grito dos Excluídos, lembra às comunidades católicas, a necessidade dos “leigos católicos não permaneçam indiferentes à vida pública, nem fechados nos seus templos” (Papa Francisco - Bogotá, dezembro 2017), mas sejam “sal da terra” e “luz do mundo” (cf. Mt 5,13-14), conforme o lema deste Ano Nacional do Laicato.

Suplicamos as bênçãos de Deus, por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, Mãe e Padroeira do Brasil, para que a nossa Pátria seja soberana, justa e fraterna.

Brasília-DF, 07 de setembro de 2018

Cardeal Sérgio da Rocha, Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB Dom Murilo
 
Dom Murilo S. R. Krieger SCJ, Arcebispo Primaz de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB
 
Dom Leonardo Ulrich Steiner OFM, Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

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Tite convoca para amistosos Paquetá, Pedro e Arthur

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17 de agosto de 2018

Destaques em seus clubes, Lucas Paquetá (Flamengo), Pedro (Fluminense) e Arthur (ex-Grêmio, recém-negociado com o Barcelona) são novidades na primeira convocação de Tite após a Copa do Mundo de 2018, vencida pela França.

A relação com os nomes foi divulgada esta sexta-feira, 17, no Rio de Janeiro.

Os convocados participarão de dois amistosos.

O primeiro será no dia 7 de setembro, em Nova Jersey, contra os Estados Unidos. O segundo em 11 de setembro, contra El Salvador, em Washington.

Confira a lista completa dos 23 jogadores:

Goleiros: Alisson, Hugo, Neto

Defensores: Alexsandro, Dedé, Fabinho, Fagner, Filipe, Filipe Luis, Marquinhos, Thiago Silva

Meias: Andreas Pereira, Arthur, Casemiro, Fred, Lucas Paquetá, Phillipe Coutinho, Renato Augusto

Atacantes: Douglas Costa, Firmino, Neymar, Pedro, Willian

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Estudo mostra que Zika chegou ao Brasil proveniente do Haiti

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14 de agosto de 2018

Estudo desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco revela que o vírus Zika chegou ao Brasil proveniente do Haiti. De acordo com pesquisadores, imigrantes ilegais e militares brasileiros que participaram da missão de paz no país caribenho podem ter trazido a doença.

Entre as hipóteses consideradas até então estava a de que o vírus teria entrado no Brasil durante a Copa do Mundo de 2014, trazido por turistas africanos. Outra teoria era de que a introdução teria ocorrido durante o Campeonato Mundial de Canoagem, realizado em agosto de 2014 no Rio de Janeiro, que recebeu competidores de vários países do Pacífico afetados pelo vírus.

Segundo a Fiocruz, o vírus Zika, originário da Polinésia Francesa, não veio de lá diretamente para o Brasil. Antes, migrou para a Oceania, depois para a Ilha de Páscoa, de onde foi para a América Central e o Caribe e só então chegou ao Brasil, no final de 2013. O trajeto coincide com o caminho percorrido por outras arboviroses, como dengue e chikungunya.

“Esse resultado aponta para o fato de que a América Central e Caribe são importantes rotas de entrada para arbovírus na América do Sul. Uma informação estratégica para a vigilância epidemiológica e para adoção de medidas de controle e monitoramento dessas doenças, especialmente em regiões de fronteira com outros países, portos e aeroportos”, destacou a fundação.

Ainda de acordo com a Fiocruz, em todos os casos brasileiros estudados, o ancestral em comum desse tipo de vírus é uma cepa do Haiti, país afetado por uma espécie de tripla epidemia de zika, dengue e chikungunya.

Outra conclusão do estudo é que houve múltiplas introduções, independentes entre si, do vírus Zika no Brasil. Isso muda a crença anterior de que um único paciente poderia ter trazido a doença, que depois teria se espalhado pelo país.

 

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Museu do Futebol relembra primeiro título mundial do Brasil

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04 de junho de 2018

Para esquentar as emoções e entrar de vez no clima da Copa do Mundo da Rússia, o Museu do Futebol lança, a partir desta terça-feira, 5, a exposição “A Primeira Estrela: o Brasil na Copa de 1958”. A instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo vai celebrar o maior evento do planeta relembrando os feitos da primeira conquista do mundial pelo Brasil.

A instalação audiovisual e interativa, montada no piso térreo, em um espaço com 220 metros quadrados, oferece um mergulho no clima da Copa de 1958 e das transformações que ela trouxe ao futebol e ao país.

Registros da concentração da seleção em Poços de Caldas (MG) feitos pelo fotojornalista Antonio Lúcio, cenas das partidas e do cotidiano brasileiro e depoimentos de seis campeões mundiais (Pelé, Nilton Santos, Bellini, Joel, Didi e Vavá), décadas depois do ocorrido, dão o tom da narrativa. As entrevistas foram retiradas do material dos cineastas João Moreira Salles e Arthur Fontes, do fim dos anos 1990, e alguns trechos são inéditos ao público.

“É essencial o resgate e a valorização da história da Copa, promovendo um encontro de gerações tanto na exposição quanto entre os visitantes. O Museu do Futebol é muito importante para oferecer ao público a experiência de vivenciar a trajetória da modalidade no Brasil, com atuação que vai além da expografia: conta também com o centro de referência do futebol brasileiro, essencial para a formação e atualização do acervo do museu”, afirma Romildo Campello, secretário da Cultura do Estado.

Um dos destaques da mostra é a exibição da partida final de 1958, entre Brasil e Suécia, que será exibida em uma instalação audiovisual projetada no antigo túnel de acesso dos jogadores ao gramado do Estádio do Pacaembu. O filme é uma montagem de vários trechos recolhidos por diferentes TVs europeias que transmitiram o torneio, mixados com trechos de locuções de rádio no Brasil – um trabalho de garimpo feito por Carlos Augusto Marconi, apaixonado pela seleção brasileira.

“A Copa de 1958 não foi transmitida pela televisão no Brasil. Então, ‘A Primeira Estrela’ é uma chance de as pessoas verem o que o país só ouviu pelo rádio. É uma chance de conectar passado, presente e futuro, tendo como elos a beleza e a emoção que o futebol proporciona”, afirma Eric Klug, Diretor Executivo do IDBrasil Cultura, Educação e Esporte, organização social responsável pela gestão do Museu do Futebol.

O visitante verá a Taça Jules Rimet em uma vitrine virtual e poderá interagir com uma cena de 1958, um modo de entrar virtualmente no contexto daquela Copa. Os 22 convocados e membros da comissão técnica da seleção do futebol-arte, dentre os quais Pelé e Garrincha, dupla que começou naquela Copa sem ter perdido uma partida, serão homenageados e estamparão a fachada do Estádio, que recebe o nome do chefe da delegação daquela seleção: Paulo Machado de Carvalho.

“Esse é o papel da tecnologia para as nossas exposições: criar sensações que reverberem na memória afetiva de quem viveu aquele momento e, ao mesmo tempo, encantar quem desconhece nosso passado no futebol” comenta Daniela Alfonsi, Diretora de Conteúdo do Museu e co-curadora da mostra, ao lado do jornalista Roberto Benevides.

Celebrando a Copa e conectando passado e presente, o museu também fará intervenções na sua exposição principal, tais como a inclusão da seleção de 2018 na Sala Anjos Barrocos, a exibição da camisa histórica de 1958 que foi do jogador Moacir, além de chuteiras que pertenceram a ídolos de seleções mais recentes, como Daniel Alves, Kaká, Dida, Thiago Silva e Ronaldinho Gaúcho. Haverá também uma sala especialmente preparada para exibição dos jogos do mundial, com novas interatividades.

A exposição “A Primeira Estrela: o Brasil na Copa de 1958” tem patrocínio do Banco Itaú, por meio da Lei Rouanet, e apoio da Epson. O Museu do Futebol é uma iniciativa do Governo e da Prefeitura de São Paulo, com concepção e realização da Fundação Roberto Marinho. Pertence à rede de museus da Secretaria de Estado da Cultura e é gerido pelo IDBrasil Cultura, Educação e Esporte, Organização Social de Cultura. O museu conta com patrocínio máster da Motorola e patrocínio do Grupo Globo, e seu Programa Educativo conta com o patrocínio do Pontofrio/Fundação Via Varejo, todos por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

 

Sobre o Museu do Futebol

Inaugurado em setembro de 2008, o Museu do Futebol está instalado em uma área de 6,9 mil metros quadrados que fica embaixo das arquibancadas do Estádio Paulo Machado de Carvalho, conhecido como Pacaembu. Trata-se de um espaço interativo, lúdico e multimídia, no qual a história do esporte mais popular do Brasil acaba se confundindo com a própria história do país.

A exposição de longa duração do equipamento está espalhada por 15 salas, com 1.500 imagens e cinco horas de vídeos. O percurso está alicerçado em três eixos (emoção, história e diversão).

 

(Texto por Do Portal do Governo)

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