‘Vou confiante, com alegria, para servir na Arquidiocese de São Paulo’

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20 de março de 2019

A Catedral Nossa Senhora dos Prazeres, na Diocese de Itapetininga (SP), ficou lotada na sexta-feira, 15, para a celebração de ordenação episcopal do Monsenhor José Benedito Cardoso, nomeado Bispo Auxiliar de São Paulo pelo Papa Francisco.

A missa foi presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, que foi o ordenante principal. Foram coordenantes Dom Gorgônio Alves da Encarnação Neto, Bispo de Itapetininga, e Dom Edmar Peron, Bispo de Paranaguá (PR). Também concelebraram vários bispos e inúmeros padres.

 

SERVIÇO

Na homilia, Dom Odilo destacou o significado da missão do bispo, sucessor dos apóstolos e pastor do rebanho de Cristo a ele confiado. “Aqueles para quem somos enviados não são nossos, são dele, o povo de Deus. As ovelhas são do rebanho do Senhor, nós somos seus servidores, pastores em nome do Bom Pastor”, disse.

O Arcebispo lembrou que o episcopado é um serviço, não uma honra. “O bispo deve se distinguir mais pelo serviço prestado do que pelas honrarias recebidas. Conforme o preceito do Senhor, aquele que é o maior seja como o menor, e aquele que preside como o que serve”, ressaltou.

 

CONFIANÇA

Ao fazer o seu primeiro discurso como Bispo, Dom José Benedito explicou que seu lema episcopal, “O Senhor é meu Pastor, nada me faltará” (Sl 23), é um versículo bíblico que chamava a sua atenção desde a infância, em Angatuba (SP). “Escolhi esse lema para lembrar sempre das minhas raízes rurais e pelo significado que agora traz para o novo ofício que a Igreja me confia”, disse.

“Vou confiante, com alegria, para servir na Arquidiocese de São Paulo”, manifestou Dom José Benedito, reforçando que com Dom Odilo, os demais bispos auxiliares e presbíteros deseja compor uma fraterna comunhão. “Estarei com vocês como bispo, pastor e servidor. Que São Paulo Apóstolo seja minha fonte de inspiração para anunciar o Evangelho de Jesus Cristo na grande cidade”, concluiu, pedindo orações para que possa ser um bom bispo.

 

ACOLHIDA

Dom José Benedito tomará posse no ofício de Bispo Auxiliar no dia 31, às 11h, durante missa na Catedral da Sé. Dentre as diversas atribuições que terá na Arquidiocese, ele será designado pelo Cardeal Scherer como Vigário Episcopal para a Região Lapa.
 

O QUE É UM BISPO?

O episcopado é o grau mais elevado do sacramento da Ordem, seguido do presbiterado (padres) e diaconado (diáconos). Em comunhão com o Papa, os bispos são sucessores dos apóstolos, recebendo a missão de pastorear, santificar e ensinar a porção do povo de Deus (Igreja particular) a eles confiada por Jesus Cristo. É a sucessão apostólica que legitima a autoridade dos bispos.

COMO É NOMEADO?

Os bispos são nomeados diretamente pelo Papa dentre os sacerdotes de uma diocese ou de um instituto de vida consagrada, após um processo de consultas feitas entre bispos, padres e fiéis leigos, por meio da Congregação para os Bispos, que os apresenta ao Santo Padre. Nas Igrejas católicas de rito oriental, o bispo é escolhido por um sínodo local. O nome do eleito é enviado ao Papa, que confirma a eleição e legitima a nomeação.

OFÍCIOS

Diocesanos – Pastoreiam uma diocese ou arquidiocese.

Titulares – Possuem o título de uma diocese que existiu no passado e que agora existe apenas em título. Geralmente, são os Bispos Auxiliares ou os que possuem outra função eclesiástica.

Auxiliares – Assumem a função de auxiliar do Bispo Diocesano.

Coadjutores – São Bispos Auxiliares com direito à sucessão.

Eméritos – São aqueles que tiveram o seu pedido de renúncia do ofício aceito pelo Papa, seja por idade (ao completar 75 anos, como prescreve o Direito Canônico), seja por doença, seja outra causa grave. 

 

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Mons. José Benedito Cardoso envia mensagem ao Povo de Deus em São Paulo

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25 de janeiro de 2019

Mensagem ao Povo de Deus da Arquidiocese de São Paulo

 

Eminente Cardeal Arcebispo Metropolitano, Dom Odilo.

Estimados irmãos Bispos Auxiliares.

Queridos membros do clero, religiosos e religiosas, leigos e leigas, e todo o Povo de Deus.

 

Recebi com surpresa, temor e alegria a notícia de minha nomeação, pelo Papa Francisco, para ser Bispo Auxiliar na Arquidiocese de São Paulo, desde já tão amada por mim.

Nos tempos de minha formação acadêmica, enquanto cursei teologia, e depois, ao cursar o mestrado em direito canônico, morava, de segunda à sexta-feira, na cidade de São Paulo, de modo que conheço bem pouco da grandiosidade da nossa metrópole.

Sou apenas um padre do interior, a quem a Igreja confiou uma missão muito grande em vosso meio. Aceitei essa nova e inigualável missão com fé, esperança e amor, pois sei que o Senhor, que me chamou, me dará a graça para cumpri-la. E é a graça de Deus que sempre me sustentou e me sustenta.

Deixo para trás uma história de muita alegria como padre na querida Paróquia São Roque, aonde aprendi a ser pastor. Dizem que a paróquia, por vezes, tem a fisionomia do pároco. Por certo que, também eu, nesses anos, adquiri um pouco da fisionomia da paróquia. Agora, porém, abro o meu coração e, cheio de alegria, me lanço em direção ao chamado do Senhor e à missão que Ele me confiou. Com vocês, quero aprender a ser bispo.

Com humildade, generosidade, disponibilidade e desejo de caminhar juntos, eu me apresento para servir e amar, para rezar e trabalhar, para aprender com vocês e para auxiliar na condução Povo de Deus presente nessa Igreja tão importante para a nossa história, que é a Igreja de São Paulo.

Agradeço imensamente ao nosso Cardeal Dom Odilo, que tão bem me recebeu, a quem auxiliarei com todo empenho e zelo, para o bem do Povo de Deus. Conte sempre comigo e com minhas orações.

Saúdo, cordialmente, os meus irmãos bispos auxiliares, com quem conto desde já para me ajudar, sobretudo nesses tempos iniciais do meu ministério episcopal. Com vocês, em torno do nosso Cardeal Arcebispo, quero compor uma fraterna comunhão de oração, respeito e amor.

Volto meu coração a todo o clero, padres e diáconos, ministros que o Senhor escolheu, saibam que poderão sempre contar comigo, com minha oração, meu apoio e minha amizade.

Aos religiosos e religiosas, leigas e leigos consagrados das novas Comunidades, aos agentes das diversas pastorais, movimentos e serviços, com quem quero somar nas diversas atividades evangelizadoras e pastorais que me forem confiadas pelo Arcebispo, meu respeito e consideração.

Enfim, a todo o Povo de Deus da Arquidiocese de São Paulo, a quem desejo servir, de forma simples e humilde, peço suas orações e convido para a minha ordenação episcopal que se realizará no dia 15/03/2019, sexta-feira, às 19h30, na Catedral Nossa Senhora dos Prazeres, em Itapetininga. Até breve.

Confio meu ministério à especial intercessão de Nossa Senhora da Assunção e de São Paulo Apóstolo, para que o Deus da vida, do amor e da paz venha em meu auxílio e me ajude a servir no episcopado, segundo o coração amoroso e misericordioso de Jesus.

Com carinho e orações.

José Benedito Cardoso

Bispo Auxiliar nomeado para a Arquidiocese de São Paulo

"O Senhor é o meu pastor e nada me faltará"

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Papa Francisco nomeia novo bispo auxiliar para a Arquidiocese de São Paulo

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28 de janeiro de 2019

Nas últimas três décadas, o Monsenhor José Benedito Cardoso, 57, atuou como Pároco da Paróquia São Roque, entre outras funções eclesiásticas desempenhadas na Diocese de Itapetininga (SP). Agora, ele terá uma nova missão: ser Bispo Auxiliar na Arquidiocese de São Paulo, função para a qual foi nomeado pelo Papa Francisco, na manhã da quarta-feira, 23.

“Estou muito feliz com essa missão que foi confiada a mim. É uma novidade. Estou na mesma paróquia há 31 anos, então a reação das pessoas é de surpresa, talvez de tristeza pela saída do padre. É uma situação nova”, afirmou em entrevista à rádio 9 de Julho.

 

ORIGENS E FORMAÇÃO 

Natural de Angatuba (SP), cidade localizada região de Sorocaba, Monsenhor José Benedito Cardoso foi ordenado sacerdote em 1986. Atuou inicialmente nas Paróquias Bom Jesus, em Lambari (SP), e Nossa Senhora dos Prazeres, em Itapetininga, até assumir como Pároco da Paróquia São Roque, em 1988, onde permanece até hoje.

Formado em Filosofia e Teologia, tem mestrado em Direito Canônico pelo Instituto Dr. Pe. Giuseppe Benito Pegoraro (atual Faculdadede Direito Canônico São Paulo Apóstolo), na Capital Paulista. Em Itapetininga, antes da nomeação ao episcopado, desempenhava as funções de Vigário Geral e Presidente do Tribunal Eclesiástico.

 

'UM HOMEM DE BOM SENSO E RESPONSABILIDADE'

A nomeação Monsenhor José Benedito Cardoso é motivo de alegria para a Diocese de Itapetininga, que em 2018 completou 20 anos de existência, conforme manifestou o bispo diocesano Dom Gorgônio Alves da Encarnação Neto.

“Somos muito gratos ao Monsenhor José Benedito Cardoso pelo seu sim e pelo trabalho desempenhado com amor e dedicação à igreja particular de Itapetininga, por longos anos exercendo várias funções e tarefas sempre com disponibilidade, humildade, doação e entrega. Sempre solícito, foi nosso fiel colaborador e verdadeiro braço direito do Bispo, apoiando e assumindo nossas propostas e projetos diocesanos”, escreveu Dom Gorgônio, complementando que o Monsenhor “foi sempre um homem de bom senso e responsabilidade, homem de diálogo, visão aberta, espírito ecumênico, inserido no meio do povo, misericordioso”.

BOAS-VINDAS DO CARDEAL SCHERER

Ainda na quarta-feira, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, emitiu uma carta (leia a íntegra ao lado) em que agradeceu ao Papa Francisco pela nomeação do Monsenhor José Benedito e afirmou que “o episcopado é um chamado a servir a Igreja como ‘pai e pastor’, em nome de Jesus Cristo, Pastor Supremo do rebanho”.

O Arcebispo Metropolitano recordou que a Arquidiocese de São Paulo tem uma história marcada por santos dedicados e missionários, como São José de Anchieta, Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, Santa Paulina e os Beatos Padre Mariano De La Mata e Madre Assunta Marchetti, sendo motivo “de grande honra e uma imensa responsabilidade seguir evangelizando este povo nos passos de tão grandes e dignos predecessores, que agora são nossos intercessores no céu”, afirmou.

“Seja bem-vindo a São Paulo também o senhor! Alegro-me com sua nomeação como Bispo Auxiliar de São Paulo e o acolho de braços abertos nesta imensa e querida Arquidiocese! Aqui estamos celebrando um sínodo arquidiocesano, proposto como ‘caminho de comunhão, conversão e renovação missionária’ para toda a Arquidiocese. Sua ajuda será muito importante para levar a bom termo o caminho sinodal e para implementar, em seguida, as diretrizes sinodais”, escreveu o Cardeal.

 

A SERVIÇO DA ARQUIDIOCESE E DO POVO DE DEUS

Embora tenha cursado Teologia e feito mestrado em Direito Canônico na Capital Paulista, o futuro Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo disse não conhecer a realidade da metrópole, mas garantiu estar disposto aos trabalhos para os quais for chamado a realizar.

“Quero me colocar a serviço da Arquidiocese de São Paulo. Não tenho expectativas no sentido de que eu vou fazer. Quero conhecer um pouco a realidade, conhecer a Arquidiocese, trabalhar em comunhão com Dom Odilo e com os bispos auxiliares, bem como com todo o clero e o povo. Estou disponível para me colocar a serviço de povo de Deus na Arquidiocese de São Paulo”, afirmou na entrevista à rádio da Arquidiocese de São Paulo, mediada por Dom Devair Araújo da Fonseca, Bispo Auxiliar de São Paulo e Vigário Episcopal para a Pastoral da Comunicação, pela radialista Cidinha Fernandes e a jornalista Cleide Barbosa.

A ordenação episcopal do Monsenhor José Benedito Cardoso está marcada para o dia 15 de março, às 19h30, na Catedral Nossa Senhora dos Prazeres, em Itapetininga. Suas atribuições específicas na Arquidiocese de São Paulo ainda serão definidas pelo Cardeal Scherer.

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‘Maior do que a dor da morte é a nossa fé na ressurreição’

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10 de novembro de 2017

A manhã começou ensolarada e, às 8h, os fiéis já estavam reunidos no Cemitério Gethsêmani Anhanguera, da Arquidiocese de São Paulo, para celebrar a missa na Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, na quinta-feira, 2. Presidida por Dom Devair Araújo da Fonseca, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Episcopal Brasilândia, a missa foi preparada pelos fiéis da Paróquia Nossa Senhora das Graças, no bairro Morro Doce, e concelebrada por outros padres, entre eles, Padre Carlos André, Pároco da Nossa Senhora das Graças. 

Na homilia, o Bispo insistiu que, muito mais do que a dor ou o sofrimento, que também fazem parte da morte, o Dia de Finados deve ser marcado pela fé na Ressurreição. “Desde sempre, a humanidade tem uma pergunta sobre a morte e a resposta está em Cristo. Em Jesus Ressuscitado, temos a garantia da nossa ressurreição. Em Jesus Cristo, a nossa esperança não se decepciona”, afirmou Dom Devair. 

“A Palavra nos coloca diante da realidade da vida e da morte. E não são duas realidades opostas, que se contradizem. São realidades que fazem parte da pessoa humana. A morte, além do sofrimento, provoca algo que não desejamos, que queremos esquecer. Mas, todos nós nos encontramos com ela. Hoje estamos aqui para recordar justamente os nossos entes queridos, aqueles que agora estão junto de Deus”, continuou o Bispo. 

Sobre a ressurreição dos morros, Dom Devair afirmou que “quem não acredita na ressurreição, pode levar a vida de uma maneira muito difícil. Como é possível construir uma vida se não carregamos nada do que temos aqui? Será que vale a pena a vida? Será que existe algo depois da morte? Existe sentido no que estamos celebrando? Quem não tem esperança da ressurreição pensa que não existe nada depois da morte. A fé cristã nos coloca em outra dimensão. Quem tem esperança em Deus não se decepciona, não pensa que Deus está distante. Deus, em Jesus Cristo, assumiu a nossa condição humana, que exige também a morte. Jesus morreu na cruz. Deus experimentou a morte, para que nós não morrêssemos de forma definitiva. Para que nossa morte não fosse um vazio. Cristo morreu, mas não permaneceu na morte. Em Cristo, temos garantida a nossa ressurreição. Em Cristo, a nossa esperança será realizada plenamente”. 

Ele recordou, ainda, que finados não é só um dia de tristeza. “O que celebramos hoje não é simplesmente a tristeza da separação. Recordamos com tristeza a falta das pessoas que não estão mais entre nós e sentimos a morte, e isso faz parte da nossa vida. Não podemos dizer que quem tem fé não experimenta a dor da separação. Nós sentimos a dor, mas temos esperança na ressurreição. Maior do que a dor da morte é a nossa fé na ressurreição. A Eucaristia é o memorial deste grande acontecimento: da morte e da ressurreição de Jesus. E hoje devemos nos perguntar como nossa vida está sendo sinal de amor e ressurreição”, disse o Bispo.

Outras duas missas foram celebradas no Cemitério ao longo do dia, uma presidida pelo Padre Juarez de Castro, Pároco da Paróquia da Assunção de Nossa Senhora, na Região Sé, e outra pelo Padre Marcos Roberto Pires, Pároco da Paróquia Santíssima Trindade, na Região Lapa.
 

 

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