25ª edição do Grito dos Excluídos acontecerá no próximo sábado

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05 de setembro de 2019

A 25ª edição do Grito dos Excluídos foi lançada nesta terça-feira, dia 3, na sede do Regional Sul 1 da CNBB. Com o lema “Esse sistema não Vale. Lutamos por justiça, direitos e liberdade”, representantes de movimentos populares, entidades não governamentais, das pastorais sociais e do clero apresentaram a pauta de reivindicações que já está nas ruas nesta semana da Pátria, e especialmente no sábado, 7 de setembro. 

“Este ano, o fator de defesa da vida e do planeta está evidente com a realidade da Amazônia. Queremos uma sociedade que seja socialmente justa, politicamente democrática e ecologicamente sustentável", disse Dom Pedro Stringhini, da Comissão 8 e presidente do Regional Sul 1 da CNBB, que compreende as dioceses do Estado de São Paulo. Para ele, o Grito dos Excluídos tem um significado profundo de ”mobilização e participação popular”.

A pescadora, ribeirinha e atingida pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), Regiane Soares Rosa denunciou os ataques contínuos da empresa Vale sobre a vida dos atingidos. “A morte do Rio Doce prejudicou todas as famílias da minha comunidade. Ficamos sem trabalho, sem fonte de renda, sofrendo as consequências de termos perdido o nosso rio”, disse a também militante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

Regiane, que agora vive em Brumadinho (MG), compartilhou o atual momento após o crime da Vale. “Hoje, a cidade vive um caos, muitos jovens tentam suicídio por não suportarem aquela realidade", desabafa a atingida.

Para Jardel Lopes, um dos organizadores da 32ª Romaria dos Trabalhadores, a perda de direitos trabalhistas e o desmonte da Previdência no último período é preocupante. “Diante de toda a maldade desse sistema, nos resta a esperança da organização do povo, nos resta a teimosia”.

É também o que espera Eduardo Fagnani, professor do Instituto de Economia da Unicamp, que destacou as perdas impostas aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras com a aprovação da PEC 06/2019 na Câmara dos Deputados.

Para Fagnani é imprescindível que a população pressione os senadores contra a aprovação da retirada de direitos. Ressaltou que desde 2014, a desigualdade social e a pobreza vêm aumentando no Brasil. Qual o futuro de um país, onde mais de 50% das crianças vivem em família que estão abaixo da linha da pobreza? O Grito deste ano é correto em afirmar que este sistema não vale”.

Daiane Horn, da coordenação nacional do Grito dos Excluídos, falou sobre os 25 anos da articulação do Grito e pontuou a construção desta edição. “Começamos o ano com um crime, reincidente, em Brumadinho (MG), e agora vemos as queimadas na Amazônia. Convidamos toda a população a dar um grito de independência por democracia, soberania, contra a retirada de direitos e pelo direito à vida”, convoca. 

 

(Com informações da Secretaria do Grito dos Excluídos)

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Ato em defesa do SUS reúne Pastoral da Saúde e profissionais da área

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12 de abril de 2019

Em comemoração ao Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril, um ato em defesa da melhoria do atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) aconteceu na quinta-feira, 4, em frente à Catedral da Sé, organizado pela Frente Democrática em defesa do SUS, movimento que reúne diversas associações, conselhos e organizações ligados à área da saúde.

Segundo José Gimenez, coordenador da Pastoral da Saúde da Arquidiocese de São Paulo e do Regional Sul 1 da CNBB, os principais objetivos do ato foram o posicionamento contrário à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 95 e a luta por uma saúde pública de qualidade nos próximos anos.

“A Pastoral da Saúde atua de forma incisiva sobre as políticas públicas de saúde. A Pastoral é dividida em três eixos, que é fazer visitas aos enfermos, a defesa da saúde e, principalmente, trabalhar nas políticas institucionais, no caso a defesa do SUS”, enfatizou Gimenez.

A PEC 95 instituiu um teto dos gastos públicos em saúde por 20 anos. Até o ano de 2037, o governo não poderá gastar mais do que o equivalente ao índice de inflação do ano anterior, medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Padre João Mildner, Assessor Eclesiástico Arquidiocesano da Pastoral da Saúde, afirmou que o SUS é uma conquista da população e um dever do Estado: “O que nós queremos é que volte a existir um Sistema Único de Saúde de qualidade. E o principal objetivo da Pastoral é termos presença de Igreja, que ajudou a construir o SUS por meio da Campanha da Fraternidade. Também objetivamos defender a população que tem direito aos serviços de saúde, como prevê a Constituição”

No fim do ato, em um gesto simbólico, todos se deram as mãos, mostrando a união das pessoas que buscam a melhoria do sistema de saúde pública, ao som dos sinos da Catedral que badalaram ao meio-dia.

 

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