Jovem mulher renuncia ao Islã e consegue asilo

Por
21 de janeiro de 2019

Rahaf Mohammed al-Qunun é uma jovem saudita de 18 anos. Ela fugiu de sua família abusiva e obteve asilo político no Canadá. A jovem renunciou ao Islã, o que é considerado um crime que pode ser punido com a pena de morte.

Rahaf escapou da família durante uma viagem de férias ao Kuwait e embarcou num voo para a Austrália. Quando o avião aterrissou na Tailândia, um homem a recebeu e pediu seu passaporte, dizendo precisar dele para ajudá-la a obter um visto tailandês. Segundo a jovem, ele tomou seu passaporte e nunca retornou. Ela foi detida pelas autoridades tailandesas, que ameaçavam deportá-la de volta para o Kuwait.

Esperando em um quarto de hotel dentro do aeroporto, Rahaf decidiu se trancar e barrar a porta com os móveis do quarto até conseguir uma solução que não a levasse de volta para a sua família. Ela temia que pudesse ser morta por seus parentes. Rahaf obteve a atenção do mundo pelas redes sociais: “Não vou sair do meu quarto enquanto não falar com um representante do Acnur [Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados], eu quero asilo”, afirmou a jovem em um vídeo de apenas dez segundos, feito dentro do quarto e compartilhado pelas redes sociais. De acordo com um amigo de Rahaf, que deixou a Arábia Saudita para morar na Austrália, a ameaça de morte é real: a família dela é muito rígida e o “crime” de Rahaf é considerado extremamente grave.

A primeira vitória de Rahaf foi a decisão da Tailândia de não deportá-la, seguindo os tratados internacionais que dizem que “toda pessoa é livre para deixar qualquer país, incluindo o seu próprio”, direito que a Arábia Saudita não reconhece às mulheres, que só podem viajar com a permissão de um homem de sua família, geralmente o pai ou o marido.

O pedido de asilo estava sob a análise da Austrália quando o Canadá decidiu aceitar Rahaf imediatamente. Após uma longa viagem, ela foi recebida no País pela ministra das relações exteriores canadense, Chrystia Freeland.

Fontes: Le Figaro/ The Guardian/ BBC
 

LEIA TAMBÉM: Maduro inicia novo mandato, considerado ‘ilegítimo’

Comente

Incêndio em asilo no Chile deixa pelo menos 10 mortos

Por
14 de agosto de 2018

Pelo menos dez idosas morreram em um incêndio que afetou na madrugada desta terça-feira um asilo na cidade de Chiguayante, no sul do Chile, segundo informaram fontes de bombeiros e as autoridades da região.

O fogo, cujo origem é investigada, começou às 3h30 local em um dos quartos da "Casa de Repouso Santa Marta", da citada cidade, a cerca de 530 quilômetros de Santiago, na região de Biobío e várias vítimas tinham problemas para se deslocar, precisaram as fontes.

"Temos dez pessoas mortas", disse aos jornalistas o intendente (governador) da região, Jorge Ulloa, que é voluntário do Corpo de Bombeiros e colaborou previamente na extinção das chamas do estabelecimento, no qual havia 42 idosos, dos quais 13 estavam no quarto acidentado, todas mulheres.

Destas últimas, apenas três conseguiram escapar das chamas pelos seus próprios meios, sendo que uma sofreu queimaduras em uma perna e foi internada no hospital da cidade.

José Garrido, guarda do recinto, que acionou os alarmes, disse à rádio "Cooperativa" que escutou "um forte estrondo" antes do incêndio.

Comente

Para pesquisar, digite abaixo e tecle enter.